PROGRAMAEDUCATIVO Corpo Nacional de Escutas
Programa Educativodo Corpo Nacional de Escutas
FICHA TÉCNICA:Título: Programa EducativoAutor: Secretaria Nacional Pedagógica - Corpo Nacional de EscutasPaginação: Gonçal...
Texto aprovado no Conselho Nacional de Representantes, reunido em Fátima, no dia 21 deNovembro de 2009.Alterações regulame...
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Áreas              Trilhos         Os objectivos de cada trilho relacionam-se com                         Relacionamento  ...
> Objectivos EducativosAs necessidades e aspirações das crianças e dos jovens, em cada uma das seis áreas de desen-volvime...
Desenvolvimento Afectivo                                           Dimensão da personalidade: os sentimentos e as emoções ...
Trilho Educativo       Equilíbrio emocional [saber lidar com as emoções “controlar/exprimir”; man-                        ...
Desenvolvimento do Carácter                                           Dimensão da personalidade: a atitude                ...
Trilho Educativo        Responsabilidade [ser consequente; perseverança e empenho; levar a bom                           t...
Desenvolvimento Espiritual                                        Dimensão da personalidade: o sentido de Deus            ...
Trilho Educativo         Aprofundamento [dar testemunho pelos actos do dia-a-dia; viver em comuni-                        ...
Desenvolvimento Físico                                   Dimensão da personalidade: o corpo                      Trilhos E...
Trilho Educativo        Auto-conhecimento [conhecimento e aceitação do seu corpo e do seu proces-                         ...
Desenvolvimento Intelectual                                       Dimensão da personalidade: a inteligência               ...
Trilho Educativo        Resolução de problemas [capacidade de análise e síntese; utilização de novas                      ...
Desenvolvimento Social                                         Dimensão da personalidade: a integração social             ...
Trilho Educativo        Solidariedade e tolerância [serviço; interajuda; tolerância]         I Secção                   II...
MÉTODO                           > Estrutura educativa                                Em termos pedagógicos, o Corpo Nacio...
> Método EscutistaO método escutista, elemento pedagógico original e identitário do Escutismo, criado por LordBaden-Powell...
O Corpo Nacional de Escutas definiu ainda três Princípios:       1.	 O Escuta orgulha-se da sua Fé e por ela orienta toda ...
. Mística e SimbologiaA vivência escutista, independentemente do escalão etário, baseia-se sempre num ambiente sim-bólico ...
Nesta perspectiva, o itinerário proposto está sempre centrado em Cristo, pois tem no Senhor o     seu centro e fonte de ir...
Cada Secção tem, depois, o seu patrono próprio:   •	 Alcateia – São Francisco de Assis;   •	 Expedição – São Tiago Maior; ...
. Vida na Natureza                            A Vida na Natureza é, desde a sua génese, um dos elementos mais marcadamente...
. Aprender fazendoO Escutismo tem como objectivo ajudar as crianças e os jovens a desenvolver integralmente assuas capacid...
•	 desenvolver a capacidade de dialogar e trabalhar em cooperação com outros;         •	 contribuir para garantir uma genu...
. Sistema de PatrulhasO Sistema de Patrulhas, tal como idealizado por Lord Baden-Powell of Gilwell, pelo qual as crian-ças...
É o Sistema de Patrulhas que faz do Escutismo um verdadeiro esforço de cooperação, um método     de educação natural e não...
. Sistema de ProgressoSendo o auto-desenvolvimento de cada criança e jovem a finalidade do Escutismo, a progressãopessoal,...
área de desenvolvimento pessoal [dois a três objectivos por área de desenvolvimento pesso-                            al, ...
No caso específico dos Caminheiros, em que o progresso pessoal é aferido já pelos objectivos  e não por trilhos, o posicio...
Lobitos                                                                                                        Transição  ...
Sim               Diagnóstico com                   base no                conhecimento                  adquirido        ...
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Pioneiros                                                                  Não; é aspirante ou noviço                     ...
Transiçãoentre Sistemas de                                            Sim    Progresso[ie, já era Pioneiro]?              ...
Caminheiros                                                                                                           Tran...
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Programa educativo a5

  1. 1. PROGRAMAEDUCATIVO Corpo Nacional de Escutas
  2. 2. Programa Educativodo Corpo Nacional de Escutas
  3. 3. FICHA TÉCNICA:Título: Programa EducativoAutor: Secretaria Nacional Pedagógica - Corpo Nacional de EscutasPaginação: Gonçalo VieiraCapa: António LaranjeiraLogos das áreas de desenvolvimento: Luis Santos, Agr. 894 Montemor-o Novo, Região de ÉvoraImpressão: SIG - Soc. Ind. Gráfica-CamarateDepósito Legal: 314498/10ISBN: 978-972-740-162-8Edição: Corpo Nacional de Escutas Escutismo Católico PortuguêsAno: 2010Apoio:
  4. 4. Texto aprovado no Conselho Nacional de Representantes, reunido em Fátima, no dia 21 deNovembro de 2009.Alterações regulamentares aprovadas no Conselho Nacional de Representantes, reunido emFátima, no dia 29 de Maio de 2010. – Entrada em vigor no início do ano escutista 2010-2011 – – A ser avaliado quanto à aplicação, adequação e actualidade em 2014 e em 2018 –Este documento resulta do Processo de Renovação da Acção Pedagógica – RAP, levado a cabo noCorpo Nacional de Escutas de 2001 a 2009. Este processo contou com a contribuição de centenasde Dirigentes, das estruturas locais, regionais e nacional, ao longo dos oito anos que durou, emdiversos tipos de sessões e eventos. No ano escutista 2008-2009, a proposta então existente foiexperimentada numa fase piloto que envolveu 92 Agrupamentos de 19 Regiões.A todos aqueles que contribuíram activamente para a presente formulação do Programa Educa-tivo do Corpo Nacional de Escutas, uma palavra de particular apreço e reconhecimento. Deus quer, o homem sonha, a obra nasce. Fernando Pessoa, in Mensagem 1
  5. 5. Programa Educativo do Corpo Nacional de Escutas Foto:Ana Teresa Vermelho O Corpo Nacional de Escutas é uma associação de educação não-formal, cuja finalidade é a educação integral de crianças e jovens de ambos os géneros, com base em voluntariado adulto, em conformidade com as finalidades, princípios e métodos concebidos pelo Fundador do Escutismo – Lord Baden-Powell of Gilwell – e vigentes na Organização Mundial do Movimento Escutista, e à luz do Evangelho de Jesus Cristo, segundo a doutrina da Igreja Católica Romana, que professa, assume e difunde. O Programa Educativo do Corpo Nacional de Escutas é a totalidade daquilo que as crianças e os jovens fazem no Escutismo Católico Português [as actividades], como o fazem [o método] e a razão porque o fazem [a finalidade].2
  6. 6. FINALIDADE> Proposta educativa do CNEA Proposta Educativa do Corpo Nacional de Escutas constitui a declaração das finali-dades últimas da Associação, expressando a sua intenção educativa, com base na análisedas necessidades e aspirações dos jovens num determinado tempo e num contextosócio-cultural específico.Neste âmbito, a intenção educativa do Corpo Nacional de Escutas, adequada ao tempo e à socie-dade portuguesa presentes, está expressa na Proposta Educativa “Educamos. Para quê?”. 3
  7. 7. Educamos. Para quê? Uma Proposta Educativa do Corpo Nacional de Escutas O CNE ajuda jovens a crescer …a procurar a sua própria Felicidade e a contribuir decisivamente para a dos outros. …a descobrir e viver segundo os Valores do Homem Novo. O CNE procura, através do Método Escutista, ajudar cada jovem a educar-se… ...para se tornar consciente do Ser; • uma pessoa responsável, autónoma e perseverante; justa, leal e honesta • uma pessoa criativa e ousada face aos desafios e que cultiva o espírito crítico de modo a distinguir o essencial • uma pessoa alegre, sensível e compreensiva, consciente de si própria, das suas limitações e potencialidades • uma pessoa solidária e fraterna, que promove o respeito e a tolerância na sua relação com os outros • uma pessoa que assume integralmente o seu compromisso cristão como opção de vida • uma pessoa que respeita o seu corpo como manifestação de vida e com ele se relaciona de forma equilibrada ...para se tornar detentor de Saber; • uma pessoa que reconhece as suas imperfeições e as procura superar de uma forma constante • uma pessoa que busca sempre mais e usa esses conhecimentos para fundamentar as suas decisões, expressando adequadamente as suas ideias • uma pessoa que valoriza as sua emoções e afectos, vivendo-os em equilíbrio • uma pessoa atenta ao Mundo, no qual identifica o seu papel, valorizando o trabalho em equipa • uma pessoa que procura aprofundar sempre o seu esclarecimento na Fé • uma pessoa que conhece as capacidades e limites do seu corpo, reconhecendo as ameaças ao mesmo ...para se tornar preparado para Agir; • uma pessoa que, comprometendo-se, age de acordo com as suas opções, respeitando os outros e o mundo • uma pessoa empreendedora, activa no desenvolvimento de iniciativas e que cuida da sua própria formação • uma pessoa que cultiva amizades e que vive o amor de uma forma plena, dando disso testemunho em família • uma pessoa que assume o seu papel na comunidade, exercendo a cidadania de uma forma participativa e generosa • uma pessoa que evangeliza pelo testemunho e pela partilha, no respeito pelas convicções dos outros, contribuindo assim para a construção da paz • uma pessoa que, reconhecendo o seu corpo como meio para transformar o Mundo, cuida dele em harmonia com o ambiente O CNE ajuda jovens a crescer... ...para que com o Ser, Saber e Agir se tornem homens e mulheres responsáveis e membros activos de co- munidades, na construção de um mundo melhor.4
  8. 8. > Projecto educativo do CNEO Projecto Educativo do Corpo Nacional de Escutas é o conjunto de objectivos e métodos, traduzidosem oportunidades, que contribuem para a construção de um percurso de desenvolvimento pessoaldas crianças e jovens, sendo simultaneamente uno e plural. Uno, pois suporta uma pedagogiaeducativa para as crianças e os jovens dos 6 aos 22 anos, consubstanciando o método escutistacriado por Lord Baden-Powell of Gilwell; plural, porque composto por quatro projectos sequen-cialmente complementares, que são os Projectos Educativos de cada Secção. Foto: Maria Helena Guerra> Perspectiva educativaO Corpo Nacional de Escutas, na sua abordagem educativa, considera o desenvolvimento detodos os aspectos da personalidade das crianças e dos jovens, perspectivando-os – na sequênciado processo internacional de Renovação da Acção Pedagógica, observadas as intenções do Fun-dador para o Movimento Escutista e englobando todas as dimensões da personalidade humana– em seis áreas de desenvolvimento pessoal, conforme abaixo. Desenvolvimento afectivo os sentimentos e as emoções Desenvolvimento social a integração social Desenvolvimento intelectual a inteligência Desenvolvimento físico o corpo Desenvolvimento do carácter a atitude Desenvolvimento espiritual o sentido de DeusEm cada uma das áreas de desenvolvimento pessoal estão identificadas prioridades educacionais– três trilhos educativos – que tomam em consideração as necessidades e aspirações das criançase dos jovens em particular – os objectivos educativos. Entende-se por trilho educativo cada eixode crescimento a explorar em cada área de desenvolvimento pessoal, no âmbito dos quais sedefinem os objectivos de desenvolvimento pessoal. 5
  9. 9. Áreas Trilhos Os objectivos de cada trilho relacionam-se com Relacionamento auto-expressão; intereducação; valorização dos laços e sensibilidade familiares; opção de vida; sentido do belo e do estético Área de Desenvolvimento Equilíbrio saber lidar com as emoções “controlar/exprimir”; man- emocional ter um estado interior de liberdade; maturidade Afectivo Auto-estima conhecer-se; aceitar-se; valorizar-se tornar-se independente; capacidade de optar; construir o Autonomia seu quadro de referências Área de Desenvolvimento do ser consequente; perseverança e empenho; levar a bom Responsabilidade termo um projecto assumido Carácter viver de acordo com o seu sistema de valores; defender Coerência as suas ideias disponibilidade interior; interiorização progressiva; busca Descoberta do transcendente no específico cristão Área de Desenvolvimento dar testemunho pelos actos do dia-a-dia; viver em Aprofundamento comunidade; estar aberto ao diálogo inter-religioso Espiritual integração e participação activa na Igreja; participar na Serviço construção de um mundo novo; evangelização rentabilizar e desenvolver as suas capacidades, destreza Desempenho física; conhecer os seus limites Área de Desenvolvimento Auto-conheci- conhecimento e aceitação do seu corpo e do seu pro- mento cesso de maturação Físico manutenção e promoção: exercício; higiene; nutrição; Bem-estar físico evitar comportamentos de risco Procura do desejo do saber; procura e selecção de informação; conhecimento iniciativa; auto-formação Área de capacidade de análise e síntese; utilização de novas técnicas e Desenvolvimento Resolução de métodos; selecção de estratégias de resolução; análise crítica da problemas solução encontrada; capacidade de adaptação a novas situações Intelectual Criatividade e apresentação lógica de ideias; criatividade; discurso Expressão adequado Exercer activa- direitos e deveres; tolerância social; intervenção social mente cidadania Área de Desenvolvimento Solidariedade e serviço; interajuda; tolerância tolerância Social Interacção e assertividade; espírito de equipa; assumir o seu papel cooperação nos grupos de pertença6
  10. 10. > Objectivos EducativosAs necessidades e aspirações das crianças e dos jovens, em cada uma das seis áreas de desen-volvimento pessoal, por um lado, e as capacidades [conhecimentos, competências e atitudes] porestes adquiridas nessas mesmas áreas, constituem os objectivos educativos, que se organizamem trilhos educativos.Existem objectivos educativos finais, que são os objectivos a serem atingidos, em cada área, nofinal do percurso educativo, e existem objectivos educativos de secção, que constituem metasintermédias a serem cumpridas aquando da transição de uma Secção para a subsequente.Assim, para cada área de desenvolvimento pessoal, e dentro destas para cada trilho educativo,foram definidos objectivos educativos finais e, subsequentemente, objectivos educativos desecção, os quais se descrevem de seguida. Foto: Gonçalo Vieira 7
  11. 11. Desenvolvimento Afectivo Dimensão da personalidade: os sentimentos e as emoções Trilhos Educativos: • Relacionamento e sensibilidade [auto-expressão; intereducação; valorização dos laços fa- miliares; opção de vida; sentido do belo e do estético] • Equilíbrio emocional [saber lidar com as emoções “controlar/exprimir”; manter um estado interior de liberdade; maturidade] • Auto-estima [conhecer-se; aceitar-se; valorizar-se] Foto: Maria Helena Guerra Trilho Educativo Relacionamento e sensibilidade [auto-expressão; intereducação; valorização dos laços familiares; opção de vida; sentido do belo e do estético] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo Final I-A1. Escolho as minhas II-A1. Comprometo-me III-A1. Valorizo as minhas F-A1. Valorizar e demons- amizades e dou-me bem com o bem-estar e cresci- relações afectivas e trar sensibilidade nas com todos. mento do grupo, manten- demonstro equilíbrio na suas relações afectivas, do uma relação amigável gestão de conflitos. de modo consequente com os outros elementos. com a opção de vida assumida. I-A2.Escuto e respeito II-A2. Valorizo a minha III-A2. Comprometo-me os mais velhos, tendo os família e assumo o meu com o bem-estar da pais como exemplo. papel no seio da mesma. minha família. I-A3. Distingo aquilo que II-A3. Expresso interesse III-A3. Reconheço que F-A2. Respeitar a existên- gosto e não gosto e con- e espírito crítico por existem diversas sen- cia de várias sensibilida- sigo falar sobre isso. uma forma de arte. sibilidades estéticas e des estéticas e artísticas, partilho os meus gostos. formando a sua opinião com sentido crítico. I-A4. Sei que meninos e II-A4. Aceito as diferen- III-A4. Encaro com naturali- F-A3. Assumir a própria meninas se comportam tes formas de demons- dade a minha sexualidade sexualidade aceitando de maneira diferente e trar sentimentos, nos e procuro integrá-la har- a complementaridade respeito isso. rapazes e nas raparigas. moniosamente na minha Homem / Mulher e vida, respeitando-me a vivê-la como expressão mim e aos outros. responsável de amor.8
  12. 12. Trilho Educativo Equilíbrio emocional [saber lidar com as emoções “controlar/exprimir”; man- ter um estado interior de liberdade; maturidade] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo FinalI-A5. Sou capaz de falar II-A5. Reconheço e expri- III-A5. Ajo de forma F-A4. Ser capaz dedaquilo que sinto. mo as minhas emoções ponderada e reflectida, identificar, compreender com naturalidade e sem respeitando os senti- e expressar as suas emo- magoar os outros. mentos dos outros. ções, tendo em conta o contexto e os sentimen- III-A6. Reconheço quan- tos dos outros. do me excedo e esforço- -me por corrigir o meu comportamento. Trilho Educativo Auto-estima [conhecer-se; aceitar-se; valorizar-se] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo FinalI-A6. Sei quais são as II-A6. Assumo as minhas III-A7. Reconheço as F-A5. Reconhecer eminhas qualidades e os qualidades e defeitos. características da minha aceitar as característicasmeus defeitos. personalidade. da sua personalidade, mantendo uma atitudeI-A7. Esforço-me por ser II-A7. Reconheço os III-A8. Reconheço que de aperfeiçoamentomelhor. meus erros e procuro erro e comprometo-me constante. corrigi-los. a melhorar as minhas características menos positivas.I-A8. Esforço-me por II-A8. Empenho-me em III-A9. Aceito as minhas F-A6. Valorizar asfazer tudo, mesmo ultrapassar as minhas próprias limitações, próprias capacidades,quando tenho medo ou dificuldades e melhorar esforçando-me sempre superando limitações eacho que não sou capaz. tudo o que tenho de por melhorar. adoptando uma atitude bom. positiva perante a vida. III-A10. Conheço bem as minhas capacidades e invisto no meu desenvol- vimento. 9
  13. 13. Desenvolvimento do Carácter Dimensão da personalidade: a atitude Trilhos Educativos: • Autonomia [tornar-se independente; capacidade de optar; construir o seu quadro de refe- rências] • Responsabilidade [ser consequente; perseverança e empenho; levar a bom termo um pro- jecto assumido] • Coerência [viver de acordo com o seu sistema de valores; defender as suas ideias] Foto: Maria Helena Guerra Trilho Educativo Autonomia [tornar-se independente; capacidade de optar; construir o seu quadro de referências] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo Final I-C1. Sei a Lei e as II-C1. Conheço e com- III-C1. Escolho cons- F-C1. Possuir e desen- Máximas da Alcateia e preendo a Lei do Escuta cientemente as minhas volver um quadro de percebo o que querem e os Princípios. referências e valores valores que são fruto de dizer. fundamentais. uma opção consciente. I-C2. Tenho em conta a II-C2. Assumo as minhas III.C2. Sou capaz de fazer F-C2. Ser capaz de opinião dos mais velhos opiniões, participando opções e de reconhecer formular e construir as quando tomo decisões. activamente nas de- as suas implicações. suas próprias opções, cisões que me dizem assumindo-as com respeito. clareza. I-C3. Participo em activi- II-C3. Escolho e participo III-C3. Estabeleço para F-C3. Mostrar-se respon- dades que me ajudam a em actividades que me mim, com regularidade, sável pelo seu desenvol- aprender coisas novas. ajudam a crescer. metas a atingir em várias vimento, colocando a áreas da minha vida. si próprio objectivos de progressão pessoal.10
  14. 14. Trilho Educativo Responsabilidade [ser consequente; perseverança e empenho; levar a bom termo um projecto assumido] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo FinalI-C4. Cumpro as tare- II-C4. Desempenho o pa- III-C4. Correspondo à F-C4. Demonstrar empe-fas que me são dadas, pel que me é atribuído confiança que em mim nho e vontade de agir,porque sei que isso é dentro dos grupos a que depositam. assumindo as suas res-importante para todos. pertenço com responsa- ponsabilidades em todos bilidade e empenho. III-C5. Reconheço a os projectos que enceta, importância das minhas estabelecendo priorida- tarefas, estabeleço priori- des e respeitando-as. dades e respeito-as.I-C5. Não desisto, mes- II-C5. Não desanimo III-C6. Encaro os obs- F-C5. Demonstrar perse-mo quando as tarefas perante as dificuldades e táculos sem desistir de verança nos momentossão difíceis. procuro sempre apren- encontrar soluções ou de dificuldade, procu- der com elas. alternativas e reconhe- rando ultrapassá-los cendo as lições a tirar. com optimismo.I-C6. Reconheço que II-C6. Prevejo as conse- III-C7. Assumo as minhas F-C6. Ser consequenteas minhas acções têm quências que as minhas acções, aceitando as com as opções queconsequências. acções/ decisões têm na consequências das mes- toma, assumindo a vida dos grupos de que mas para mim ou para os responsabilidade pelos faço parte. grupos a que pertenço. seus actos. Trilho Educativo Coerência [viver de acordo com o seu sistema de valores; defender as suas ideias] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo FinalI-C7. Defendo o que me II-C7. Defendo as ideias III-C8. Partilho e defendo F-C7. Ser consistente eparece certo de forma e comportamentos que aquilo em que acredi- convicto na defesa dasalegre e calma. me parecem correctos. to de forma serena e suas ideias e valores. fundamentada.I-C8. Mostro, pelas minhas II-C8. Demonstro que os III-C9. Ajo, em cada F-C8. Dar testemunho,acções, que conheço a Lei meus comportamentos dia, de acordo com as agindo em coerênciae as Máximas da Alcateia. diários estão de acordo convicções e referências com o seu sistema de com a Lei do Escuta e os que vou tomando para valores. Princípios. mim, tendo consciência do testemunho que dou aos outros. 11
  15. 15. Desenvolvimento Espiritual Dimensão da personalidade: o sentido de Deus Trilhos Educativos: • Descoberta [disponibilidade interior; interiorização progressiva; busca do transcendente no específico cristão] • Aprofundamento [dar testemunho pelos actos do dia-a-dia; viver em comunidade; estar aberto ao diálogo inter-religioso] • Serviço [integração e participação activa na Igreja; participar na construção de um mundo novo; evangelização] Foto: João Lagartinho Trilho Educativo Descoberta [disponibilidade interior; interiorização progressiva; busca do transcendente no específico cristão] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo Final I-E1. Conheço as primei- II-E1. Conheço e com- III-E1. Conheço e F-E1. Conhecer e com- ras histórias da Bíblia. preendo a história dos compreendo a vida dos preender o modo como heróis que procuraram profetas. Deus se deu a conhecer à alcançar a Terra Prometi- humanidade, propondo- da, a partir da Aliança. -lhe um Projecto de Felicidade Plena [História da Salvação]. I-E2. Sei como Jesus nas- II-E2. Conheço e percebo III-E2. Conheço e perce- F-E2. Conhecer em ceu e que Ele quer ser o a mensagem contida nas bo a vida de Jesus com profundidade a men- meu melhor amigo. parábolas e milagres de os Apóstolos. sagem e a proposta de Jesus Cristo. Jesus Cristo [Mistério da Encarnação e Mistério Pascal]. I-E3. Sei que a Igreja é II-E3. Descubro que III.E3. Reconheço que F-E3. Reconhecer que uma família a que eu somos Igreja e que nela cada membro da Igreja a pertença à Igreja é pertenço. todos temos um papel a é diferente e que isso é um sinal de Deus no desempenhar. importante e enriquece mundo de hoje [Igreja a comunidade. Sacramento Universal de Salvação].12
  16. 16. Trilho Educativo Aprofundamento [dar testemunho pelos actos do dia-a-dia; viver em comuni- dade; estar aberto ao diálogo inter-religioso] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo FinalI-E4. Sei que a oração II-E4. Sei que me rela- III-E4. Vivo a oração F-E4. Aprofundar osdiária é a maneira de eu ciono com Deus sempre como parte do meu hábitos de oraçãofalar com Jesus. que faço oração pessoal quotidiano e participo pessoal e assumir-se e participo na oração nas celebrações comu- como membro activo comunitária. nitárias. da Igreja na celebração comunitária.I-E5. Imito Jesus, porque II-E5. Integro-me cada III-E5. Conheço a pers- F-E5. Integrar na sua vidasei que Ele é um exem- vez mais na minha pectiva da Igreja sobre os valores do Evangelho,plo a seguir. comunidade paroquial, os temas principais a vivendo as propostas da através da catequese, partir da fundamentação Igreja. celebrando os sacra- Bíblica. mentos que a Igreja me propõe.I-E6. Identifico diferen- II-E6. Identifico as III-E6. Aprofundo as razões F-E6. Conhecer as princi-tes religiões. principais diferenças e da minha fé no contacto pais religiões distinguindo semelhanças entre as com as outras religiões. e valorizando a identida- religiões. de da Igreja Católica. Trilho Educativo Serviço [integração e participação activa na Igreja; participar na construção de um mundo novo; evangelização] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo FinalI-E7. Respeito a Criação II-E7. Cuido e protejo a III-E7. Defendo a vida F-E7. Testemunhar quede Deus [pessoas e Natureza,consciente de humana como um valor a presença de Deus noNatureza] que isso é importante absoluto. mundo dignifica a vida para a vida das pessoas. humana e a Natureza.I-E8. Falo de Jesus aos II.E8. Falo da minha III-E8. Sei o que é ser “Sal F-E8. Viver o compro-meus amigos e expli- vivência em comunida- da Terra e Luz do Mundo” misso Cristão comoco-lhes porque é que Ele de e convido outros a e ponho-me ao serviço missão no mundo emé importante para mim. participar. dos outros. todas as dimensões [humanas, sociais, económicas, culturais e políticas]. 13
  17. 17. Desenvolvimento Físico Dimensão da personalidade: o corpo Trilhos Educativos: • Desempenho [rentabilizar e desenvolver as suas capacidades, destreza física; conhecer os seus limites] • Auto-conhecimento [conhecimento e aceitação do seu corpo e do seu processo de maturação] • Bem-estar físico [manutenção e promoção: exercício; higiene; nutrição; evitar comporta- mentos de risco] Foto: Ary da Cunha Trilho Educativo Desempenho [rentabilizar e desenvolver as suas capacidades, destreza física; conhecer os seus limites] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo Final I-F1. Participo em acti- II-F1. Pratico actividades III-F1. Testo de forma F-F1. Praticar actividade vidades físicas que me físicas em que testo as responsável os limites física que promova o ajudam a ser mais ágil e minhas capacidades e do meu corpo e pratico desenvolvimento e ma- habilidoso. torno-me mais ágil, flexí- actividades físicas que nutenção da agilidade, vel e desembaraçado. me permitem conseguir flexibilidade e destreza um desenvolvimento de forma adequada à equilibrado. sua idade, capacidade e limitações.14
  18. 18. Trilho Educativo Auto-conhecimento [conhecimento e aceitação do seu corpo e do seu proces- so de maturação] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo FinalI-F2. Conheço os prin- II-F2. Aceito que o meu III-F2. Aceito as carac- F-F2. Conhecer e aceitarcipais órgãos do meu corpo está a mudar e terísticas próprias do o desenvolvimento ecorpo, sei onde estão respeito os diferentes meu corpo e respeito as amadurecimento do seulocalizados e para que ritmos de desenvolvi- diferenças físicas entre corpo com naturalidade.servem. mento quando me com- as pessoas. paro com os outros.I-F3. Conheço as prin- II-F3. Conheço o diferen- III-F3. Reconheço que F-F3. Conhecer ascipais diferenças do te ritmo de crescimento homens e mulheres têm características fisiológicascorpo das meninas e dos dos rapazes e raparigas características físicas do corpo masculino emeninos. e respeito o espaço diferentes e respeito os feminino e a sua relação próprio de cada um. comportamentos e neces- com o comportamento e sidades que vão surgindo. necessidades individuais. Trilho Educativo Bem-estar físico [manutenção e promoção: exercício; higiene; nutrição; evitar comportamentos de risco] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo FinalI-F4. Sei o que devo e II-F4. Sei equilibrar as mi- III-F4. Faço escolhas sau- F-F4. Cultivar umnão devo comer e que nhas actividades físicas dáveis a nível da minha estilo de vida saudáveltenho de descansar. com o descanso e uma alimentação, repouso e e equilibrado – alimen- alimentação saudável. actividades físicas. tação, actividade física e repouso –, adaptado a cada fase do seu desen- volvimento.I-F5. Cuido do meu II-F5. Esforço-me por ter III-F5. Tomo as medidas F-F5. Cuidar e valorizarcorpo e do meu aspecto. bom aspecto e tenho necessárias para o meu o seu corpo de acordo hábitos regulares de bem-estar físico e ando com os padrões de saúde, higiene que contribuem aprumado. revelando aprumo. para a minha saúde.I-F6. Sei que há compor- II-F6. Identifico e evito III-F6. Conheço os male- F-F6. Identificar e evitar,tamentos e produtos comportamentos e fícios das substâncias e na vida quotidiana, osque me podem fazer substâncias prejudiciais comportamentos de risco comportamentos de riscomal. à saúde. e evito-os. relacionados com a segu- rança física e consumo de substâncias. 15
  19. 19. Desenvolvimento Intelectual Dimensão da personalidade: a inteligência Trilhos Educativos: • Procura do conhecimento [desejo do saber; procura e selecção de informação; iniciativa; auto-formação] • Resolução de problemas [capacidade de análise e síntese; utilização de novas técnicas e métodos; selecção de estratégias de resolução; análise crítica da solução encontrada; capa- cidade de adaptação a novas situações] • Criatividade e Expressão [apresentação lógica de ideias; criatividade; discurso adequado] Foto: Telmo Domingues Trilho Educativo Procura do conhecimento [desejo do saber; procura e selecção de informa- ção; iniciativa; auto-formação] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo Final I-I1. Proponho à Alca- II-I1. Procuro descobrir o III-I1. Procuro sempre F-I1. Procurar de forma teia temas novos para mundo que me rodeia, aumentar os meus activa e continuada pesquisar. a partir das minhas conhecimentos, diversi- novos saberes e vivên- experiências. ficando as vivências. cias, como forma de contribuir para o seu crescimento pessoal. I-I2. Sei onde procurar II-I2. Conheço e utilizo III-I2. Sei onde procurar F-I2. Conhecer e utilizar e guardar novas infor- diferentes meios de a informação e seleccio- formas adequadas de mações. recolha da informação. no-a de acordo com as recolha e tratamento de necessidades. informação e, dentro des- sas, distinguir o essencial do acessório. I-I3. Sou capaz de esco- II-I3. Descubro as mi- III-I3. Conheço as minhas F-I3. Definir o seu itinerá- lher o que mais gostava nhas aptidões e aprofun- aptidões, sou capaz de rio de formação preocu- de fazer e aprender. do os assuntos que me optar por uma área pro- pando-se em mantê-lo interessam e podem ser fissional ou de estudo e actualizado. úteis no futuro. identificar outros domí- nios de interesse pessoal.16
  20. 20. Trilho Educativo Resolução de problemas [capacidade de análise e síntese; utilização de novas técnicas e métodos; selecção de estratégias de resolução; análise crítica da solução encontrada; capacidade de adaptação a novas situações] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo FinalI-I4. Sou desembaraça- II-I4. Enfrento situações III-I4. Sei avaliar as F-I4. Adaptar-se edo e uso as coisas que novas usando o que experiências que vivo e superar novas situações,aprendo para resolver aprendi. utilizo o que aprendo de avaliando-as à luz deproblemas. forma criativa nas novas experiências anterio- situações que enfrento. res e conhecimentos adquiridos.I-I5. Sei dizer quando há II-I5. Consigo identificar, III-I5. Analiso problemas, F-I5. Analisar os proble-um problema e o que de forma organizada, as proponho soluções e esco- mas de forma crítica,é preciso fazer para o causas de um problema lho a mais adequada. sugerindo e aplicandoresolver. e propor soluções. estratégias de resolução dos mesmos. Trilho Educativo Criatividade e Expressão [apresentação lógica de ideias; criatividade; discurso adequado] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo FinalI-I6. Gosto de imaginar e II-I6. Aceito desafios que III-I6. Assumo o desafio F-I6. Ser capaz de utilizarde fazer coisas novas. me fazem imaginar e de criar ideias e pro- conhecimentos, per- criar coisas diferentes. jectos inovadores em cepções e intuições na que relaciono os meus criação de novas ideias conhecimentos e gostos. e obras, mantendo um espírito aberto e ino- vador.I-I7. Sou capaz de apre- II-I7. Utilizo de modo III-I7. Apresento ideias F-I7. Expressar ideias esentar e explicar aquilo criativo diferentes for- e emoções de forma emoções de forma lógicaque imagino. mas de expressar ideias criativa, explorando dife- e criativa, adaptada ao[s] e emoções. rentes técnicas e meios destinatário[s] e utilizan- e adequando-as a quem do os meios adequados. me dirijo. 17
  21. 21. Desenvolvimento Social Dimensão da personalidade: a integração social Trilhos Educativos: • Exercer activamente cidadania [direitos e deveres; tolerância social; intervenção social] • Solidariedade e tolerância [serviço; interajuda; tolerância] • [assertividade; espírito de equipa; assumir o seu papel nos grupos de pertença] Foto: Autor desconhecido Trilho Educativo Exercer activamente cidadania [direitos e deveres; tolerância social; interven- ção social] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo Final I-S1. Conheço as regras II-S1. Dou exemplo de III-S1. Conheço os meus F-S1. Conhecer e exercer de boa educação que cumprimento das regras deveres e direitos e os seus direitos e deve- me fazem dar bem com de boa convivência na promovo que, à minha res enquanto cidadão. os outros. comunidade. volta, os outros os conheçam. I-S2. Participo da melhor II-S2. Descubro a neces- III-S2. Participo activa- F-S2. Participar activa e vontade em todas as sidade de participar nos mente nas comunida- conscientemente nos actividades vários grupos onde me des em que me insiro, vários espaços sociais integro . intervindo na promoção onde se insere, intervindo I-S3. Respeito aquilo que de causas comuns. de uma forma informada, é de todos. II-S3. Cuido do que é de respeitadora e construtiva. todos. I-S4. Não me aborreço II-S4. Aceito as derrotas III-S3. Quando perco F-S3. Respeitar as regras quando perco nas vota- em todas as situações, uma votação, aceito a democráticas e assumir ções e nos jogos. com respeito e sem decisão e trabalho nesse como suas as decisões desanimar. sentido. tomadas colectivamente.18
  22. 22. Trilho Educativo Solidariedade e tolerância [serviço; interajuda; tolerância] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo FinalI-S5. Procuro ser útil aos II-S5. Sou sensível às si- III-S4. Identifico situ- F-S4. Assumir que éoutros no meu dia-a-dia. tuações de necessidade ações em que posso parte da sociedade onde no meio que me rodeia ser útil na resolução se insere, agindo numa e procuro ser útil na sua ou minimização de um perspectiva de serviço resolução. problema social. libertador e de constru- ção de futuro. III-S5. Participo, sozinho ou em equipa, na reso- lução ou minimização de um problema social.I-S6. Sou capaz de es- II-S6. Sei manter um di- III-S6. Exponho as mi- F-S5. Usar de empatia nacutar e dar importância álogo, apresentando os nhas ideias, respeitando forma de comunicar comàs opiniões dos outros, meus argumentos com e valorizando as dos os outros, demonstran-aguardando a minha vez entusiasmo e ouvindo os outros. do tolerância e respeitode falar. dos outros. perante outros pontos de vista. Trilho Educativo Interacção e cooperação [assertividade; espírito de equipa; assumir o seu papel nos grupos de pertença] I Secção II Secção III Secção Objectivo Educativo FinalI-S7. Sou capaz de traba- II-S7. Reconheço as van- III-S7. Valorizo as dife- F-S6. Mostrar capacida-lhar com os outros. tagens de trabalhar em rentes funções no grupo de de relacionamento grupo e contribuo com e desempenho o melhor e trabalho em equipa, os meus conhecimentos possível aquelas que me contribuindo activa- e o meu trabalho. são confiadas. mente para o sucesso do colectivo através do desempenho com com- petência do seu papel.I-S8. Sou amigo dos II-S8. Demonstro que sei III-S8. Respeito as neces- F-S7. Assumir papéisoutros quando sou eu a orientar respeitando as sidades do grupo, nunca de liderança, de formamandar. opiniões dos outros. sobrepondo a minha equilibrada, tendo em liderança. conta as suas necessida- des e as do grupo. 19
  23. 23. MÉTODO > Estrutura educativa Em termos pedagógicos, o Corpo Nacional de Escutas organiza as crianças e jovens em quatro Secções de base etária, de acordo com a tabela abaixo. I Secção II Secção III Secção IV Secção Designação Alcateia Expedição Comunidade Clã da Secção Designação do Lobito Explorador Pioneiro Caminheiro elemento Faixa Dos 6 aos 10 anos Dos 10 aos 14 anos Dos 14 aos 18 anos Dos 18 aos 22 anos etária Nos Agrupamentos em que o Escutismo é vivenciado na sua vertente marítima, as designações das Secções e dos elementos tomam a forma constante da tabela abaixo1. I Secção II Secção III Secção IV Secção Designação Alcateia Flotilha Frota Comunidade da Secção Designação Lobito Moço Marinheiro Companheiro do elemento Foto: Autor Desconhecido 1 Neste documento, por uma questão de simplificação de texto, não se utilizam recorrentemente as designações maritímas, estando estas sempre subentendidas.20
  24. 24. > Método EscutistaO método escutista, elemento pedagógico original e identitário do Escutismo, criado por LordBaden-Powell of Gilwell, é um sistema de auto-educação progressiva, baseado em sete elementosigualmente relevantes, conforme a figura abaixo. Mística e Simbologia Relação Vida na Educativa Natureza Lei e Promessa Sistema de Aprender Progresso Fazendo Sistema de PatrulhasNo Corpo Nacional de Escutas, o método escutista encontra-se estruturado da forma abaixo des-crita, sendo realçadas, quando existam, as especificidades de cada Secção.. Lei e PromessaA Lei e a Promessa constituem o ideário fundacional e fundamental do Escutismo, agregando eapresentando os valores por este preconizados em toda a fraternidade mundial.No Corpo Nacional de Escutas a Lei é: 1. A honra do Escuta inspira confiança. 2. O Escuta é leal. 3. O Escuta é útil e pratica diariamente uma boa acção. 4. O Escuta é amigo de todos e irmão de todos os outros Escutas. 5. O Escuta é delicado e respeitador. 6. O Escuta protege as plantas e os animais. 7. O Escuta é obediente. 8. O Escuta tem sempre boa disposição de espírito. 9. O Escuta é sóbrio, económico e respeitador do bem alheio. 10. O Escuta é puro nos pensamentos, nas palavras e nas acções. 21
  25. 25. O Corpo Nacional de Escutas definiu ainda três Princípios: 1. O Escuta orgulha-se da sua Fé e por ela orienta toda a sua vida. 2. O Escuta é filho de Portugal e bom cidadão. 3. dever do Escuta começa em casa. O Todos os membros do Corpo Nacional de Escutas, à luz dos princípios enunciados, aderem vo- luntariamente à Associação, no compromisso com a Lei, base de toda a acção escutista, pela Promessa, concebidas pelo Fundador do Movimento Escutista, nos termos seguintes. Prometo, pela minha honra e com a graça de Deus, fazer todo o possível por: - cumprir os meus deveres para com Deus, a Igreja e a Pátria; - auxiliar o meu semelhante em todas as circunstâncias; - obedecer à Lei do Escuta. No caso da Alcateia, existem as seguintes especificidades: Lei 1. Lobito escuta «Àquêlà». O 2. Lobito não se escuta a si próprio. O Máximas 1. Lobito pensa primeiro no seu semelhante. O 2. Lobito sabe ver e ouvir. O 3. Lobito é asseado. O 4. O Lobito é verdadeiro. 5. O Lobito é alegre. Promessa Prometo, da melhor vontade: - ser amigo de Jesus, amando os outros; - respeitar a Lei da Alcateia; - praticar diariamente uma boa-acção.22
  26. 26. . Mística e SimbologiaA vivência escutista, independentemente do escalão etário, baseia-se sempre num ambiente sim-bólico forte que lhe dá enquadramento, coerência e consistência.Cada Secção possui e vive um imaginário próprio, isto é um ambiente que a envolve e que se traduzpor um espírito e uma linguagem próprios, uma história com heróis e símbolos, induzindo a umsentimento de pertença em relação ao grupo e permitindo a transmissão de determinados valores: • O Livro da Selva, escrito por Rudyard Kipling [em dois volumes] é o ambiente onde o Lobito vive as suas actividades. • Para o Explorador, o imaginário desenvolve-se em torno da figura do próprio Explorador – aquele que vai mais longe, mais além, aquele que descobre. • Para o Pioneiro, o imaginário desenvolve-se em torno da figura do próprio Pioneiro – aquele que desbrava, que se instala, que constrói, que desenvolve. • Já os Caminheiros não possuem imaginário formal permanente, pois os Caminheiros, como jovens adultos, já perspectivam as suas acções em prática no terreno real, na vida do dia-a-dia.Concomitantemente, cada Secção possui e vive uma mística própria, isto é uma proposta de en-quadramento temático e de vivência espiritual que visa aprofundar a descoberta de Deus e acomunhão em Igreja.A Mística do Programa Educativo do Corpo Nacional de Escutas assenta num esquema de quatroetapas, com vista a uma formação humana e cristã integral, sólida e madura. Estas etapas sãosequenciais – cada uma é trabalhada para uma Secção, ainda que de forma não estanque – ecomplementam-se [nenhuma vale por si mesma], na medida em que estão interligadas e adqui-rem o seu pleno sentido na sobreposição das partes. Desenrolam-se na lógica de um caminho apercorrer, constituindo um itinerário de crescimento individual e comunitário proposto a cadaEscuteiro: • O louvor ao Criador: o Lobito louva Deus-­ riador, descobrindo-O no que o rodeia; C • A descoberta da Terra Prometida: o Explorador aceita a Aliança que o conduz à descoberta da Terra Prometida; • A Igreja em construção: o Pioneiro assume o seu papel na construção da Igreja de Cristo; • A vida no Homem Novo: o Caminheiro vive cristãmente em todas as dimensões do seu ser.No percurso sugerido, procura-se que o Escuteiro compreenda que a sua vida tem duas dimen-sões, uma sobrenatural e uma natural, e que ambas se relacionam intimamente: Cristo, Senhorda Vida, não se reduz à vivência espiritual e mística do Homem; Ele está presente na vida dodia-a-dia e ao longo de toda a existência humana. É, por isso, presença constante na vida de umEscuteiro. 23
  27. 27. Nesta perspectiva, o itinerário proposto está sempre centrado em Cristo, pois tem no Senhor o seu centro e fonte de irradiação de sentido. JESUS CRISTO O louvor ao A descoberta A Igreja em A Vida no Criador da Terra construção Homem Novo Prometida JESUS CRISTO O Lobito louva O Explorador O Pioneiro O Caminheiro Deus-Criador, aceita a Aliança assume o seu vive cristãmente descobrindo-O que conduz à papel na em todas as no que o rodeia. descoberta da construção da dimensões do Terra Prometida. Igreja de Cristo. seu ser. Para que toda esta vivência seja completa, existe uma panóplia de símbolos – elementos/objectos representativos de realidades, características ou atitudes que materializam o ideal proposto na mística de cada Secção – que ajudam a transmitir e reforçar o ideal presente no imaginário e na mística. No Projecto Educativo do CNE, todas as Secções têm o seu símbolo identificativo, podendo este ser único ou integrado num conjunto de símbolos complementares. O Projecto Educativo do CNE recorre ainda a patronos – santos ou beatos da Igreja que no decurso da sua vida encarnaram na plenitude os valores que se pretendem transmitir através da mística e do imaginário de uma determinada Secção, sendo por isso escolhido como protector e exemplo de vivência para os jovens dessa mesma Secção. Acima de todos, temos Santa Maria, Mãe dos Escutas; seguem-se São Jorge – patrono mundial do Escutismo – e São Nuno de Santa Maria – patrono do Corpo Nacional de Escutas.24
  28. 28. Cada Secção tem, depois, o seu patrono próprio: • Alcateia – São Francisco de Assis; • Expedição – São Tiago Maior; • Comunidade – São Pedro; • Clã – São Paulo.Adicionalmente, cada Secção recorre ainda a modelos de vida – figuras da Igreja Católica que,à semelhança do patrono, também encarnam os valores e ideais da mística e do imaginário daSecção e que exprimem a diversidade de caminhos e carismas possíveis para os viver – e a gran-des figuras históricas – personalidades que na sua vida realizaram grandes feitos, associados aoimaginário da Secção, que marcaram a história da humanidade. I Secção II Secção III Secção IV SecçãoImaginário Livro da Selva Explorador Pioneiro sem imaginário [o que descobre] [o que constrói] formal Mística O Louvor ao Criador A descoberta da A Igreja em A vida no Homem Terra Prometida construção Novo Símbolos Cabeça de Lobo Flor-de-Lis Rosa-dos-Ventos Vara Bifurcada Vara Machada Tenda Chapéu Gota de Água Mochila Cantil Icthus Evangelho Estrela Pão Fogo Patrono São Francisco de São Tiago Maior São Pedro São Paulo Assis Modelos Santa Clara de Assis Abraão São João de Brito São João de Deus de Vida Beatos Francisco Moisés Santa Teresinha do Beata Teresa de Calcutá e Jacinta Marto David Menino Jesus Santa Teresa Benedita Santo António Santa Catarina de Sena da Cruz Santa Isabel de Portugal Servo de Deus João Paulo II Santo Inácio de Loyola Figuras --- Grandes Grandes Grandes Exploradores Pioneiros Homens 25
  29. 29. . Vida na Natureza A Vida na Natureza é, desde a sua génese, um dos elementos mais marcadamente identificadores do método escutista enquanto proposta pedagógica. Foto: Gonçalo Vieira Foi com base na exploração da Natureza e na vivência em comunhão com a Natureza, aproveitando os recursos desta e os benefícios do ar livre, que Lord Baden-Powell of Gilwell deu os primeiros passos no desenvolvimento do Escutismo. Desde então, a Natureza constituiu sempre espaço e ambiente privile- giado para o desenvolvimento das actividades escutistas, permitindo às crianças e jovens o confronto com os seus próprios limites, o aproveitamento dos recursos naturais, a aprendizagem da vida com simplicidade, uma vivência saudável ao ar livre. Sendo a Natureza – o campo, os cursos de água e o mar, estes últimos sobretudo no caso da ver- tente marítima do Escutismo – o espaço privilegiado para o desenvolvimento de actividades escu- tistas, uma adequada vivência nestes ambientes exige um conjunto de conhecimentos técnicos, de procedimentos de segurança e uma postura ética particulares, que a cada Escuteiro cumpre saber e exercer, na medida da sua idade e maturidade, no desempenho das suas actividades. Assim, aos elementos de cada Secção são disponibilizados materiais pedagógicos que permitem a aqui- sição de conhecimentos técnicos, éticos e de segurança – incluindo os específicos para a vertente maríti- ma do Escutismo – possibilitando-lhes viver plenamente a actividade típica da sua Secção. Ao Dirigente compete criar oportunidades educativas, em campo, para que estas técnicas possam ser aplicadas e desenvolvidas. Foi assim ao longo de 100 anos e continua a ser assim, na Natureza – em actividades típicas como construções em campo, jogos de pista, acampamentos, raids, hikes, etc. – que se fez e faz Escu- tismo, preservando e retirando o máximo proveito pedagógico de uma das mais interessantes especificidades do método escutista.26
  30. 30. . Aprender fazendoO Escutismo tem como objectivo ajudar as crianças e os jovens a desenvolver integralmente assuas capacidades, para que se tornem membros activos e responsáveis na sua comunidade. De-senvolvimento esse que resulte progressivamente em maior autonomia da criança ou do jovem.Para tal, esta não pode apenas ouvir dizer ‘como é que se deve fazer’ ou ver os outros a actuar.Para aprender é necessário experimentar, sentir, estar nas situações. Isto porque a aprendizagemé um processo dinâmico e activo.O jogo – num sentido amplo – é, pois, elemento essencial do Escutismo. Nele, a criança ou ojovem encontram desafios e obstáculos, desenvolvem capacidades e solidariedades, aprendem ecrescem com os outros e uns com os outros.As actividades escutistas são, assim, iniciativas e acções, planeadas e desenvolvidas pelas crian-ças e jovens, com acompanhamento adulto, que consubstanciam o jogo escutista e respondemàs suas aspirações de descoberta e realização, contemplando uma sequência de oportunidadeseducativas diversificadas nas fases da escolha, planeamento, concretização e avaliação.Agente activo na escolha dos projectos que quer realizar – motivado pelas suas escolhas, pelos pares,pela saudável competição – a criança ou o jovem envolve-se na sua realização, o que significa que vaiaprender pela acção, percebendo a utilidade do que aprendeu [o que o motiva para aprender mais],desenvolver as suas capacidades e descobrir habilidades e gostos que, de outro modo, provavelmentenão descobriria.Elemento estruturante do aprender fazendo é a metodologia do projecto, a qual permite àscrianças e aos jovens, de uma forma participada e em ambiente seguro, transformar sonhos easpirações em actividades, vivências e experiências enriquecedoras, que contribuem para o seudesenvolvimento pessoal.Em geral, um projecto é um conjunto determinado de acções inter-relacionadas que se planeiame implementam com vista a atingir um objectivo último num determinado prazo. Neste contexto,um projecto escutista caracteriza-se por: • ser um desafio colectivo; • ter uma meta clara e um horizonte temporal; • envolver quatro fases principais; • estar baseado no uso do método escutista; • incorporar uma variedade de oportunidades educativas; • ter em conta interesses, talentos, capacidades e necessidades distintas; • procurar que cada criança e cada jovem esteja comprometido no atingir do objectivo co- mum através do seu esforço pessoal.Em face disto, o valor educativo da metodologia do projecto reside em: 27
  31. 31. • desenvolver a capacidade de dialogar e trabalhar em cooperação com outros; • contribuir para garantir uma genuína participação dos jovens nas decisões que lhes dizem respeito e dar-lhes esse “treino”; • desenvolver a responsabilidade; • esenvolver o sentido de “propósito” [efeito motivador]; d • permitir a descoberta de talentos ou a sua busca; • permitir treinar competências de diversa ordem; • criar hábitos de funcionamento “em projecto” [úteis para a vida contemporânea]. As designações do projecto, nas diversas Secções, são as constantes na tabela abaixo. I Secção II Secção III Secção IV Secção Designação Caçada Caminhada Aventura Empreendimento do Projecto Nos Agrupamentos em que o Escutismo é vivenciado na sua vertente marítima, as designações do projecto em cada uma das Secções tomam a forma constante da tabela abaixo. I Secção II Secção III Secção IV Secção Designação Caçada Campanha Expedição Cruzeiro do Projecto A metodologia do projecto estrutura-se segundo as seguintes fases, sendo a participação nas mesmas, pelas crianças ou jovens, função da respectiva idade e maturidade. • 1.ª Fase: Idealização e Escolha Motivação / Concepção / Apresentação / Escolha • 2.ª Fase: Preparação Enriquecimento / Organização / Planeamento • 3.ª Fase: Realização Concretização / Vivência • 4.ª Fase: Avaliação Avaliação / Celebração28
  32. 32. . Sistema de PatrulhasO Sistema de Patrulhas, tal como idealizado por Lord Baden-Powell of Gilwell, pelo qual as crian-ças e jovens de um grupo se organizam em pequenos grupo com uma identidade e vida própria,uma liderança e organização interna, constitui um dos elementos mais marcantes e distintivos doEscutismo enquanto pedagogia educativa.A patrulha, ou outra denominação que o pequeno grupo assuma, é o local onde as crian-ças e jovens, sob a liderança de um deles, estabelecem relações e são chamados a as-sumir diversas tarefas para a promoção do bem-comum, incentivando-se, assim, aco-responsabilidade que potencia a aprendizagem da democracia e da solidariedade, bem comoa compreensão do papel do líder e da importância de uma boa e equilibrada liderança para odesenvolvimento do grupo. I Secção II Secção III Secção IV SecçãoDesignaçãodo pequeno Bando Patrulha Equipa Tribo grupo Efectivo 4 a 7 Lobitos 4 a 8 Exploradores 4 a 8 Pioneiros 4 a 8 Caminheiros Género Aconselha-se misto Aconselha-se mista Aconselha-se mista Aconselha-se mista Identidade Uma de cinco cores: Nome de animais Nome de Santo da Nome de Santo da branco, cinzento, pre- igreja, ou um pionei- igreja, ou um bene- to, castanho e ruivo ro da Humanidade ou mérito da Humanida- herói nacional. de ou herói nacional. Liderança Guia de Bando Guia de Patrulha Guia de Equipa Guia de TriboConstituiçãoda Unidade 2 a 5 Bandos 2 a 5 Patrulhas 2 a 5 Equipas 10 a 32 CaminheirosDesignaçãodo local de Covil Base Abrigo Albergue reuniãoNos Agrupamentos em que o Escutismo é vivenciado na sua vertente marítima, as designaçõesdo pequeno grupo e do respectivo líder, em cada uma das Secções tomam a forma constante databela abaixo. I Secção II Secção III Secção IV SecçãoDesignaçãodo pequeno Bando Tripulação Equipagem Companha grupo Liderança Guia de Bando Timoneiro Mestre Arrais 29
  33. 33. É o Sistema de Patrulhas que faz do Escutismo um verdadeiro esforço de cooperação, um método de educação natural e não formal, onde cada jovem, com as suas particularidades e curiosidades muito pessoais, cresce com os outros e entre eles. Em que os pares se reconhecem pela vivência conjunta e pela prática da Lei do Escuta. A patrulha é uma “micro-sociedade”, onde cada escuteiro desempenha um papel. Ao assumir a responsabilidade de determinadas tarefas no seio da patrulha, o escuteiro torna-se responsável por si mesmo e... cresce! O Sistema de Patrulhas proporciona ainda a perda da perspectiva egocêntrica, e permite às crianças e jovens a criação de hábitos de divisão de tarefas e bens, unindo os jovens num ideal comum, repleto de camaradagem, cumplicidade e amizade. Relacionado com o Sistema de Patrulhas, e com a forma como este se articula na Unidade per- mitindo a vivência do método do projecto, é o sistema de reuniões e conselhos que dão suporte a toda a vivência das patrulhas e da Unidade. O Escutismo vive primordialmente ao ar livre, na Natureza, mas não prescinde da vivência em sede, onde cada bando, patrulha, equipa e tribo tem o seu espaço próprio, o seu canto, onde guarda o seu material, onde cultiva e preserva a identidade e memória, e onde reúne. O espaço de reunião, espaço próprio e reservado do bando, patrulha, equipa ou tribo, é um mo- mento importante do crescimento escutista, e assim deve ser valorizado, pois permite impulsionar o sentido da participação em comum, baseada no diálogo e na cooperação, da organização e pla- neamento, da visão crítica e avaliação, da auto-gestão com responsabilidade. Elemento crucial da vida das Unidades é o Conselho de Guias, órgão permanente que, sob a co- ordenação do Chefe de Unidade, orienta a vida da Unidade. O papel do Guia é assim fundamental, não apenas na liderança e coordenação do bando, pa- trulha, equipa ou tribo, como também na representação deste junto da Unidade, através do Conselho de Guias.30
  34. 34. . Sistema de ProgressoSendo o auto-desenvolvimento de cada criança e jovem a finalidade do Escutismo, a progressãopessoal, que se concretiza nos objectivos educativos, constitui a métrica proposta para cada eta-pa etária.O Sistema de Progresso, que procura envolver – de forma consciente – cada criança e jovem noseu próprio desenvolvimento, é a principal ferramenta de suporte à progressão pessoal, assen-tando numa perspectiva personalista, considerando as características individuais de cada um, ebaseando-se num conjunto de objectivos educativos.O Sistema de Progresso permite, pois, atingir os objectivos educativos da Secção [adquirirconhecimentos, competências e atitudes], sendo um factor de motivação para a criança oujovem [ser e fazer melhor], sendo, portanto, um guia no seu percurso de desenvolvimento,oportunidade de aprofundamento de habilidades próprias e de valorização pessoal ou atémesmo de descoberta vocacional. O Sistema de Progresso impulsiona o jovem a adquirirhábitos de análise e planeamento da sua vida.A Estrutura do Sistema de ProgressoA passagem das crianças e dos jovens por uma Secção é distribuída em duas grandes fases – a integra-ção e a vivência. Durante a integração, as crianças e os jovens realizam a sua adesão e são sujeitos aum diagnóstico inicial; durante a vivência, evoluem nas etapas de progresso.Todas as crianças e jovens são diferentes em diversos aspectos [idade, contextos familiares e esco-lares, níveis de desenvolvimento, aptidões e dificuldades], pelo que poderão estar em estádios dedesenvolvimento pessoal diferentes, não obstante a similitude de idades.Assim, logo ao chegar a uma Secção, a criança ou jovem é sujeito a um diagnóstico inicial,pelo qual se afere o respectivo grau de maturidade e, em consonância, se irá definir orespectivo posicionamento, após concretizada a adesão, em termos de etapa de progresso[ou seja, que objectivos educativos já cumpre e que equivalência será atribuída em termosde etapa de progresso].A responsabilidade do diagnóstico inicial é do Chefe de Unidade, o qual o deve realizar, conformea idade e maturidade da criança ou jovem, a partir de uma conversa informal com o próprio, comos respectivos pais, com a colaboração do respectivo Guia, bem como através da observação doaspirante ou noviço durante as primeiras actividades, podendo-se, ainda, recorrer a dinâmicas ejogos específicos para o efeito.Este procedimento é crucial para a posterior escolha dos trilhos [objectivos, no caso do Clã], umavez que esta escolha deve ter em consideração as necessidades de desenvolvimento da criançaou jovem. O aspirante ou noviço deverá ser incentivado a escolher, anualmente, um trilho por 31
  35. 35. área de desenvolvimento pessoal [dois a três objectivos por área de desenvolvimento pesso- al, no caso do Clã] onde as suas necessidades de desenvolvimento sejam mais prementes, e a concretizá-los em acções concretas. Assim, no reconhecimento do progresso pessoal, o posicionamento do aspirante ou noviço, após a fase da adesão será: • até 1 trilho de cada área de desenvolvimento alcançado – 1.ª etapa; • entre 1 e 2 trilhos de cada área de desenvolvimento alcançados – 2.ª etapa; • entre 2 e 3 trilhos de cada área de desenvolvimento alcançados – 3.ª etapa. Assim, o cumprimento de uma etapa pressupõe sempre o cumprimento de, pelo menos, [mais] um trilho de cada área de desenvolvimento pessoal [excepto na última etapa, que termina com o cumprimento pleno de todos os trilhos]. Foto: Autor Desconhecido32
  36. 36. No caso específico dos Caminheiros, em que o progresso pessoal é aferido já pelos objectivos e não por trilhos, o posicionamento do aspirante ou noviço, no reconhecimento do progres- so pessoal, após a fase da adesão será: • menos de 2 objectivos de cada área de desenvolvimento alcançado – 1.ª etapa [Comunidade]; • entre 2 a 4 objectivos de cada área de desenvolvimento alcançados – 2.ª etapa [Serviço]; • mais de 4 objectivos de cada área de desenvolvimento alcançados – 3.ª etapa [Partida]. Assim, o cumprimento de uma etapa pressupõe sempre o cumprimento de, pelo menos, [mais] dois objectivos de cada área de desenvolvimento pessoal [excepto na última etapa, que termina com o cumprimento pleno de todos os objectivos]. Concomitantemente, cada Caminheiro é, desde a integração na Secção, convidado a elabo- rar, e a manter actualizado, o seu Projecto Pessoal de Vida – PPV. O Projecto Pessoal de Vida é uma ferramenta pedagógica que auxilia o Caminheiro na gestão do seu auto-desenvolvimento pessoal, a qual o convida a reflectir e fazer uma análise cuidada de tudo aquilo que constitui a sua vida (a família, os amigos, a escola, o emprego, a relação com Deus, o namoro, a relação consigo próprio e com os outros), a traçar de objectivos para a sua vida (pequenas metas, projectos a longo prazo e grandes sonhos) e a assumir expressamente um compromisso pessoal com o caminho traçado. Assim, o Caminheiro deve articular a escolha dos seus objectivos educativos com a elabo- ração do seu Projecto Pessoal de Vida o Caminheiro e este deve incluir acções concretas que concretizem esses objectivos. Os objectivos educativos serão assim trabalhados pelos próprios Caminheiros. O Projecto Pessoal de Vida conterá uma parte aberta, em que o Caminheiro expressa as suas escolhas. Essa parte é partilhada com a tribo e com o Chefe de Clã. Será, também, com base nessa partilha que a Carta de Clã – Projecto Comunitário de Vida – deve ser construída. O Chefe de Clã terá assim acesso às escolhas que o Caminheiro fez para o poder apoiar e acom- panhar no seu progresso. O Projecto Pessoal de Vida conterá igualmente uma parte fechada, partilhável ou não, em que o Caminheiro expressa objectivos mais pessoais e íntimos.Em resumo, podemos observar o funcionamento do diagnóstico inicial, em termos de posiciona-mento nas etapas de progresso de cada Secção, nos esquemas abaixo. 33
  37. 37. Lobitos Transição entre Sistemas Não; é aspirante de Progresso [ie, já era Lobito]? Idade Não igual à Sim de entrada na secção? Diagnóstico formal junto dos pais. Sem diagnóstico inicial formal. Adesão. Adesão. Observação directa ao longo da adesão. Após adesão, entra na etapa 1 Aspirante Não tem 9 anos e tem Sim 18 trilhos? Passa para os Fica na Alcateia Exploradores, em princípio. No final da primeira etapa [caso aplicável], é sempre possível que se conclua que, na escolha dos novos 6 trilhos, o Lobito já os concluiu e que por isso deverá transitar para a terceira etapa.34
  38. 38. Sim Diagnóstico com base no conhecimento adquirido Pelo Não menos Sim 1 trilho de cada área? 1ª Etapa PeloLobo Valente menos Não 2 trilhos de Sim cada área? 2ª Etapa 3ª Etapa Lobo Cortês Lobo Amigo 35
  39. 39. Exploradores Transição entre Sistemas Não; é aspirante ou noviço de Progresso [ie, já era Explorador]? Idade é Sim Não superior a 10 anos? Diagnóstico inicial mais formal com os pais, Diagnóstico em conjunto com o aspirante e observação informal e dinâmicas com o observação informal com dinâmicas específicas. noviço/ aspirante. Noviços: pode haver uma conversa entre Adesão [Apelo]. chefes de unidade para “passar testemunho”. Adesão (Apelo). Algum trilho alcançado é avaliado mais tarde. Primeiro grupo de trilhos não deve repetir os últimos trilhos atingidos nos lobitos. Aspirante Não tem 13 anos e tem Sim 18 trilhos? Fica nos Passa para os Exploradores Pioneiros No final da primeira etapa (caso aplicável), é sempre possível que se conclua que, na escolha dos novos 6 trilhos, o Explorador já os concluiu e que por isso deverá transitar para a terceira etapa.36
  40. 40. Sim Diagnóstico com base no conhecimento adquirido e com partici- pação do Explorador Pelo Não menos Sim 1 trilho de cada área?1ª Etapa PeloAliança menos Não Sim 2 trilhos de cada área? 2ª Etapa 3ª Etapa Rumo Descoberta 37
  41. 41. Pioneiros Não; é aspirante ou noviço Idade Não é superior Sim a 14 anos? Diagnóstico inicial mais formal com observação Diagnóstico com base no conhecimento adqui- informal e dinâmicas com o noviço/aspirante. rido e com participação do Pioneiro. Noviços: pode haver uma conversa entre chefes Adesão (Desprendimento). de unidade para “passar testemunho”. Ele é incentivado a concretizar com acções Adesão (Desprendimento). práticas os objectivos que se incluem nos trilhos seleccionados. Ele é incentivado a concretizar com acções práticas os objectivos que se incluem nos trilhos seleccionados. Algum trilho alcançado é avaliado mais tarde. Primeiro grupo de trilhos não deve repetir os últimos trilhos atingidos nos exploradores. Aspirante Não tem 17 anos e tem Sim 18 trilhos? Fica nos Pioneiros Passa para os Caminheiros No final da primeira etapa, é sempre possível que se conclua que, na escolha dos novos 6 trilhos, o Pioneiro já os concluiu e que por isso deverá transitar para a terceira etapa.38
  42. 42. Transiçãoentre Sistemas de Sim Progresso[ie, já era Pioneiro]? Diagnóstico com base no conhecimento adquirido e com partici- pação do Pioneiro. Ele é incentivado a concretizar com acções práticas os objectivos que se incluem nos trilhos seleccionados. Pelo Não menos Sim 1 trilho de cada área? 1ª Etapa Pelo Conhecimento menos Não Sim 2 trilhos de cada área? 2ª Etapa 3ª Etapa Vontade Construção 39
  43. 43. Caminheiros Transição entre Sistemas Não; é aspirante ou noviço de Progresso [ie, já é Caminheiro]? Idade Não é superior Sim a 18 anos? Diagnóstico inicial formal do noviço/aspirante Diagnóstico inicial formal do aspirante com com apoio do chefe de clã e de um caminheiro apoio do Chefe de Clã e de um Caminheiro mais experiente por ele escolhido, com recurso mais experiente por ele escolhido, com a dinâmicas específicas. recurso a dinâmicas específicas. Noviços: pode haver uma conversa entre chefes Adesão (Caminho). de unidade para “passar testemunho”. Adesão (Caminho). Ele é incentivado a incluir no seu PPV as acções concretas para atingir os objectivos Algum objectivo dado como alcançado é que escolhe, apoiando-se do seu Chefe de fechado. Clã, e que apresenta ao Clã. Escolha é baseada em objectivos (2 a 3 de cada área) e não necessariamente em trilhos. Noviço/aspirante é incentivado a concretizar os objectivos que vão ser trabalhados com acções práticas (oportunidades), que insere no seu PPV. PPV tem uma parte aberta e uma parte reservada. No final da primeira etapa (caso aplicável), é sempre possível que se conclua que, na escolha dos novos 12-18 objectivos, o Caminheiro já os concluiu e que por isso deverá transitar para a terceira etapa.40

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