Tecelão

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Tecelão

  1. 1. Profissões Antigas <ul><li>TECELÃO </li></ul>
  2. 2. Fibras têxteis naturais Proveniência Processos de Transformação e fiação Lã Carneiro, cabra, angorá, caxemira, lama camelo, alpaca, etc. Tosquia, cardação, penteação, fiação, torção Seda Bicho-da-seda Desbobinação do filamento do casulo Algodão Da planta algodoeira Apanha, secagem, descaroçamento, enfardamento, cardação, penteação, fiação. Linho Do caule das plantas do mesmo nome. Ripagem, curtimento, secagem, moçagem, espadelagem, assedagem, fiação, formação da medada. Juta Fichas extraídas da planta da juta Processo de transformação e fiação idêntica ao linho. Sisal Extraído das folhas da agave sisalina Depois de extraídas, as folhas são lavadas e raspadas pra a extracção das fibras. Coco Provém do fruto do coqueiro As fibras encontram-se sob a casca. As operações de obtenção das fibras são: desmanchamento, maceração, batimento, lavagem, secagem.
  3. 3. As voltas que dá o linho … <ul><li>Semeia-se o linho e depois encinha-se a terra para cobrir a semente. </li></ul><ul><li>As mondadeiras procedem à limpeza das ervas daninhas. </li></ul><ul><li>A rega é indispensável ao normal crescimento das plantas. </li></ul>
  4. 4. Ceifa do linho <ul><li>Depois de devidamente criado, procede-se à ceifa do linho. A palha é reunida em molhos (emolhar). </li></ul><ul><li>Na imagem, ceifeiras no corte do linho. </li></ul>
  5. 5. Tascar o linho Batimento com uma espátula sobre um cortiço para amaciar as fibras e limpá-las das partes grosseiras da planta.
  6. 6. Fase da “demolha” do linho <ul><li>Preparação do LINHO: a mulher tira um “molho” de LINHO “agaudoiro”, que esteve “empoçado” na água. </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Fiandeiras dos arredores de CASTRO DAIRE a fiar o LINHO </li></ul>
  8. 8. Fiandeira <ul><li>Uma das últimas intervenientes nas diversas transformações do Linho “A FIANDEIRA”. </li></ul><ul><li>Observe-se a particularidade do trabalho da artesã.  </li></ul>
  9. 9. Peças em linho
  10. 10. ESTOPA – SUBPRODUTO DO LINHO <ul><li>Estopa é um produto derivado do linho, sendo aproveitada de diversas formas, nomeadamente em cordoaria, em calafetagem de navios e de tubagens (canos/roscas), sendo ainda utilizada na confecção de vestuário. </li></ul>
  11. 11. A lã: operação de tosquia. <ul><li>Todo o trabalho de preparação do fio de lã começa com a operação da tosquia das ovelhas. </li></ul><ul><li>Fazia-se, primeiramente, com tesoura manual e, depois, com máquina de tosquia eléctrica. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Ao cardar, completa-se o destrinçamento das fibras e, posteriormente, a sua limpeza. </li></ul><ul><li>No processo manual, as duas cardas são movimentadas em sentidos opostos para provocarem o destrinçamento das fibras e deixar a lã pronta para fiar. </li></ul><ul><li> </li></ul><ul><li>Cardas </li></ul>
  13. 13. Fiação <ul><li>A fiação consiste na transformação da manta ou pasta em fio, através do retorcimento e alongamento das fibras. A torção confere ao fio resistência e tracção, fazendo com que as fibras apertem umas contra as outras. Este trabalho era feito, tradicionalmente, com a roca e o fuso. </li></ul>
  14. 14. Outros processos de fiação <ul><li>Maquinas de fiar manuais. </li></ul><ul><li>Até à Revolução Industrial, todo o processo de fabrico dos tecidos implicava um árduo trabalho manual dos artesãos. </li></ul><ul><li>Nas imagens, diferentes máquinas de fiar artesanais. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>A máquina de fiar hidráulica , também conhecida por Spinning Jenny , inventada pelo inglês James Hargreaves na década de 1760 . </li></ul><ul><li>As primeiras Jennies faziam 6 a 7 fios ao mesmo tempo, mas elas chegaram até mais de cem fios. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Da fibra ao tecido: </li></ul><ul><li>Ao lado, roca, fuso e dobadoura. </li></ul><ul><li>Em baixo, </li></ul><ul><li>dobadoura e tear. </li></ul>
  17. 17. Dobadouras manuais: uma forma prática e cómoda de passar da meada ao novelo.
  18. 18. Lenda da descoberta da seda <ul><li>Conta-se que a seda foi descoberta por uma imperatriz chinesa, que tomava uma xícara de chá sob uma amoreira, quando um casulo do bicho-da-seda caiu no seu chá. Ela, ao tentar puxar a ponta de fio do casulo, fez com que fino fio de seda se desenrolasse, amolecido pela água quente do chá. Diz ainda a lenda que a imperatriz fez um fino manto de seda para o imperador </li></ul>
  19. 19. A rota da seda <ul><li>Na Idade Média, os nobres chegaram a trocar um quilo de ouro por um quilo de seda. A seda então cruzava por terra caminhos intermináveis para ser comercializada, constituindo o que ficou conhecido pela “rota da seda”. </li></ul>
  20. 20. Bicho-da-seda <ul><li>A fibra produzida pelo cultivo do bicho da seda é, sem dúvida, um dos mais nobres materiais têxteis, que o homem já utilizou para a fabricação de fios e tecidos. Seu brilho, aspecto e toque são próprios e exclusivos. </li></ul>
  21. 21. Selecção de casulos
  22. 22. Tear manual TEAR: é uma ferramenta simples, que permite o entrelaçamento de uma maneira ordenada de dois conjuntos de fios, denominados trama e urdidura formando, como resultado, uma malha denominada tecido.  
  23. 23. Tecelagem do fio <ul><li>Fabrica-se um tecido em um tear, entrelaçando dois conjuntos de fios dispostos em ângulo recto. Os fios longitudinais chamam-se urdidura e, os transversais, trama. Com excepção da seda, todas as fibras naturais têm um comprimento limitado e, por isso, precisam ser enoveladas para formar fios que possam ser tecidos. </li></ul><ul><li>As fibras da urdidura são colocadas no tear e tensionadas, formando uma superfície de fios paralelos muito próximos. Num tecido simples, levanta-se um fio sim, outro não, e um dispositivo chamado lançadeira passa um fio da trama pelo buraco. Posteriormente, um pente aperta o fio da trama contra o da trama anterior para formar um tecido compacto. </li></ul>
  24. 24. PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO DO TEAR <ul><li>Para os iniciantes, o tear mais indicado é o de Pente Liço, que possibilita executar praticamente todos os tipos de trabalhos. </li></ul><ul><li>Os materiais que podemos empregar são os mais variados , como lã, seda, algodão, rami, juta, podendo ainda serem os mesmos misturados entre si ou com plásticos, galhos e telas, quando empregados em peças artísticas. </li></ul><ul><li>A- URDIDURA </li></ul><ul><li>B- TRAMA </li></ul><ul><li>C- TECIDO </li></ul><ul><li>D- PENTE </li></ul><ul><li>E- CALA </li></ul><ul><li>F- NAVETE COM A TRAMA </li></ul>
  25. 25. Tear de cavalete <ul><li>O tear de cavalete, no sistema &quot;pente-liço“, presta – se aos mais diversos trabalhos. </li></ul><ul><li>As suas principais qualidades são a simplicidade, aliada à versatilidade para diversas técnicas de uso, e o seu baixo custo de aquisição </li></ul>
  26. 26. Outros teares <ul><li>Tear de Franjas : para a confecção de franjas para tapetes bordados, como arraiolos. </li></ul><ul><li>Tear Vertical : tapeçarias de parede e gobelin. </li></ul><ul><li>Tear de Pregos : para trabalhos simples. </li></ul><ul><li>Tear de Faixas : para confecção de faixas e cintos. </li></ul><ul><li>Tear de Cartão : mesmo emprego que o anterior. </li></ul><ul><li>Tear de alto-liço : para tapeçarias em geral. </li></ul><ul><li>Tear de Padronagem : para o estudo de padronagem de tecidos. Funciona como o tear de pedal, somente é menor e manual. </li></ul><ul><li>Tear de papelão : para brincar com as crianças. </li></ul><ul><li>Tear Pente - Liço : também denominado tear de mesa, usado para a confecção de tapetes, faixas, e tecidos para vestuário, bolsas e utilitários. </li></ul>
  27. 27. TEARES PRIMITIVOS Países Nórdicos / Europa / Holanda
  28. 28. Brasil / Bulgária / Eslovénia
  29. 29. Holanda / Estados Unidos da América
  30. 30. Finlândia / França
  31. 31. Afeganistão / Filipinas
  32. 32. Argentina / Guiné - Bissau
  33. 33. Peças em lã
  34. 34. Tapetes de Arraiolos
  35. 35. Bordados na Ilha da Madeira
  36. 36. Renda de bilros
  37. 37. <ul><li>Trabalho realizado na abordagem ao Tema de Vida: “Do Artesanato à Indústria” Sub – Tema: “As Profissões Antigas” Curso EFA Básico, Nível 3 Cidadania e Empregabilidade Janeiro de 2010 </li></ul><ul><li>Formando: Kaeth Vasconcelos </li></ul><ul><li>Formador: Professor Amaral Pinto </li></ul>

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