Dezesseis – A Estrada da Morte

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Dezesseis – A Estrada da Morte

“Embora meu objetivo seja compreender o amor, e embora sofra
por causa das pessoas a quem ...
Dezesseis – A Estrada da Morte

PRÓLOGO
Eu fechei meus olhos e pisei fundo no acelerador, fazendo o
ronco do motor de meu ...
Dezesseis – A Estrada da Morte

vida. Porém, estar naquela situação, naquele momento, era
aterrorizante e libertador.
— Jo...
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Prólogo: Dezesseis - A Estrada da Morte.! (por Simone Pesci)

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Esse é apenas o prólogo de "Dezesseis - A Estrada da Morte", minha segunda obra que ainda esta em andamento. (sem previsão de término)

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Prólogo: Dezesseis - A Estrada da Morte.! (por Simone Pesci)

  1. 1. Dezesseis – A Estrada da Morte 1
  2. 2. Dezesseis – A Estrada da Morte “Embora meu objetivo seja compreender o amor, e embora sofra por causa das pessoas a quem entreguei meu coração, vejo que aqueles que me tocaram a alma não conseguiram despertar meu corpo, e aqueles que tocaram meu corpo não conseguiram atingir minha alma.” (Paulo Coelho) 2
  3. 3. Dezesseis – A Estrada da Morte PRÓLOGO Eu fechei meus olhos e pisei fundo no acelerador, fazendo o ronco do motor de meu Opala metálico azul ressoar como um cântico encantador aos ouvidos de qualquer apaixonado por aquele barulho ensurdecedor. E, ainda de olhos fechados, respirei fundo. Como em um filme, tive alguns flashes de tudo que vivenciei nesses meus dezesseis anos... Minhas travessuras quando ainda criança ao lado de minha amada família, meus momentos de loucuras ao lado de meus amigos, sempre regado a muitas bebidas e cigarros de maconha. Porém, era ela – Ana – a minha maior e melhor recordação. Foi por ela, aquela que eu considerava minha salvação e perdição, que estava prestes a seguir rumo à estrada da morte – aquela tão popular estrada, também conhecida como “curva do diabo”. Uma curva a qual muitas vidas foram perdidas. Uma curva que certamente seria a salvação de qualquer mero mortal que estivesse prestes a desistir da vida. Ainda acelerando meu Opala metálico azul, respirei fundo e abri meus olhos. Logo, segui meu fitar em direção ao lado oposto da estrada e o visualizei... Samuel Garcia, mais conhecido como – Samy – aquele era o cara que acabou com meus sonhos e tirou de mim o mais lindo e real sentimento que já nutri por alguém. Ele roubou minha doce e amada “Ana”, aquela que me fez sentir vivo e amado por longos e inesquecíveis meses – e que, em muitos momentos, fezme enlouquecer a ponto de pensar em sumir levando-a como minha refém. Eu sentia o olhar vulcânico de Samy sobre a minha pessoa – e também percebi que ele acelerava o carro tanto quanto eu, fazendo o ressoar do seu, também, Opala – porém, na cor preta metálica – tão ensurdecedor quanto o meu. Sempre fui considerado o rei dos rachas e, de certa forma, me orgulhava por ser intitulado dessa maneira. Era como se essa patente fosse exclusivamente minha, e por esse motivo nunca deixei que ninguém me vencesse em alguma disputa, pois essa era minha 3
  4. 4. Dezesseis – A Estrada da Morte vida. Porém, estar naquela situação, naquele momento, era aterrorizante e libertador. — Johnny... Não! – Escutei a doce voz que eu tanto amava soprar as palavras em meu ouvido. E, ainda olhando a pequena e fiel multidão que sempre acompanhava esses acontecimentos, segui rumo à curva do diabo. Os motores saíram ligados a mil, para estrada da morte, e aquele foi o maior pega que existiu... 4

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