Desigualdade social no Brasil

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Desigualdade social e desemprego no Brasil

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Desigualdade social no Brasil

  1. 1. DESIGUALDADE SOCIAL E O DESEMPREGO NO BRASIL CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS • Desigualdade social O Brasil é um país de grande contraste social. A distribuição de renda é desigual, sendo que uma pequena parcela da sociedade é muito rica, enquanto grande parte da população vive na pobreza e miséria. Embora a distribuição de renda tenha melhorado nos últimos anos, em função dos programas sociais, ainda vivemos num país muito injusto. A desigualdade social e a pobreza são problemas sociais que afetam a maioria dos países na atualidade. A pobreza existe em todos os países, pobres ou ricos, mas a desigualdade social é um fenômeno que ocorre principalmente em países não desenvolvidos. Alguns dos pesquisadores que estudam a desigualdade social brasileira atribuem, em parte, a persistente desigualdade brasileira a fatores que remontam ao Brasil colônia: a influência ibérica, os padrões de títulos de posse de latifúndios e a escravidão. É verdade que as desigualdades sociais são em grande parte geradas pelo jogo do mercado e do capital, assim como é também verdade que o sistema político intervém de diversas maneiras, às vezes mais, às vezes menos, para regular, regulamentar e corrigir o funcionamento dos mercados em que se formam as remunerações materiais e simbólicas. A desigualdade social prejudica cidadãos de todas as faixas etárias, principalmente os jovens de classe de baixa renda, impossibilitados de ascender socialmente pela falta de
  2. 2. uma educação de qualidade , de melhores oportunidades no mercado de trabalho e de uma vida sadia e digna. A desigualdade social gera uma previdência enfraquecida que não consegue sustentar os aposentados dignamente; permite a existência de um mercado de trabalho e uma educação elitizada, onde poucos jovens de menor renda conseguem adquirir uma melhor formação escolar e profissional; e , dentre as piores consequências, propicia a ocorrência da violência urbana. Em 2005, segundo o relatório do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), o Brasil ficou em oitavo lugar na pesquisa sobre a desigualdade social, ficando na frente de nações como Guatemala, Suazilândia, República Centro-Africana, Serra Leoa, Botswana, Lesoto e Namíbia. Em 2005, o relatório estudou 177 países, o Brasil obteve o oitavo pior índice. Segundo esse relatório, no Brasil, cerca de 46,9 da renda nacional estavam nas mãos de 10% mais ricos da população. Entre os 10% mais pobres, a renda era de apenas 0,7%. Em pesquisa realizada pelo IBGE nos anos de 2008 e 2009, detectou-se que a família brasileira gasta cerca de 2.626,31 reais em média por mês. As famílias da região Sudeste gastam 3.135,80 reais contra 1.700,26 das famílias do Nordeste. Essa desigualdade no gasto mensal das famílias também é percebida entre as áreas urbana e rural. Na área urbana, a média de gasto é de 2.853,13 reais contra 1.397,29 nas áreas rurais. Esse relatório faz parte das primeiras divulgações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) de 2008/09. O estudo visitou 60.000 domicílios urbanos e rurais no período de maio de 2008 a maio de 2009. O estudo considerou despesas, rendimentos, variação patrimonial, e condições de vida
  3. 3. das famílias. A ONU em um estudo feito no Brasil mostrou ás principais causas de tanta desproporcionalidade social, a falta de acesso à educação de qualidade, uma política fiscal injusta, baixos salários e dificuldade da população em desfrutar de serviços básicos oferecidos pelo Estado, como saúde, transporte público e saneamento básico. • Desemprego Embora a geração de empregos tenha aumentado nos últimos anos, graças ao crescimento da economia, ainda existem milhões de brasileiros desempregados. A economia tem crescido, mas não o suficiente para gerar os empregos necessários no Brasil. A falta de uma boa formação educacional e qualificação profissional de qualidade também atrapalham a vida dos desempregados. Muitos têm optado pelo emprego informal (sem carteira registrada), fator que não é positivo, pois estes trabalhadores ficam sem a garantia dos direitos trabalhistas. A taxa de desemprego no Brasil mostrou resistência em maio ao continuar em 5,8%, acima das expectativas, ao mesmo tempo em que o rendimento da população caiu pelo terceiro mês seguido, informou o IBGE.Os empregos que aparecem estão sempre direcionados àqueles que estão qualificados, fazendo com que as pessoas mais carentes não tenham condições de trabalhar. Este tema está interligado a violência e criminalidade, pois se você não tem trabalho e necessita alimentar-se, de algum modo você procura por isso e então começa a roubar e até mesmo matar para poder comer. Vemos no Brasil o quão grande é o índice de criminalidade, e o
  4. 4. quanto está sendo difícil erradicar essa situação, às vezes por desprezo do governo e outras por falta de recursos. • Violência e Criminalidade A violência está crescendo a cada dia, principalmente nas grandes cidades brasileiras. Os crimes estão cada vez mais presentes no cotidiano das pessoas. Nos jornais, rádios e tvs presenciamos cenas de assaltos, crimes e agressões físicas. A falta de um rigor maior no cumprimento das leis, aliada as injustiças sociais podem, em parte, explicar a intensificação destes problemas em nosso país. • Miséria Factores político-legais: corrupção, inexistência ou mau funcionamento de um sistema democrático, fraca igualdade de oportunidades. Factores económicos: sistema fiscal inadequado, representando um peso excessivo sobre a economia ou sendo socialmente injusto; a própria pobreza, que prejudica o investimento e o desenvolvimento, economia dependente de um único produto. Factores sócio-culturais: reduzida instrução, discriminação social relativa ao género ou à raça, valores predominantes na sociedade, exclusão social, crescimento muito rápido da população. Factores naturais: desastres naturais, climas ou relevos extremos, doenças. Problemas de Saúde: adição a drogas ou alcoolismo, doenças mentais, doenças da pobreza como a SIDA e a malária; deficiências
  5. 5. físicas. Factores históricos: colonialismo, passado de autoritarismo político. Insegurança: guerra, genocídio, crime. Consequências da Pobreza Muitas das consequências da pobreza são também causas da mesma criando o ciclo da pobreza. Algumas delas são: Fome. Baixa esperança de vida. Doenças. Falta de oportunidades de emprego. Carência de água potável e de saneamento. Maiores riscos de instabilidade política e violência. Emigração. Existência de discriminação social contra grupos vulneráveis. Existência de pessoas sem-abrigo. Depressão. • Expectativa de vida No Brasil, a expectativa de vida está em torno de 76 anos para os homens e 78 para as mulheres,5 conforme estimativas para 2010. Dessa forma, esse país se distância das nações paupérrimas, em
  6. 6. que essa expectativa não alcança 50 anos (Mauritânia, Guiné, Níger e outras), mas ainda não alcança o patamar das nações desenvolvidas, onde a expectativa de vida ultrapassa os 80 anos (Noruega, Suécia e outras). TAXA DE MORTALIDADE INFANTIL Ano Norte Nordeste Sudeste Sul Centro-Oeste 2010 23,5 33,2 16,6 15,1 17,8 Dado da população brasileira - Crescimento demográfico: 1,17% ao ano (2000 a 2010) ** - Expectativa de vida: 73,4 anos ** - Taxa de natalidade (por mil habitantes): 20,40 * - Taxa de mortalidade (por mil habitantes): 6,31 * - Taxa de fecundidade total: 1,90 ** - Estrangeiros no Brasil: 0,23% ** - Estados mais populosos: São Paulo (41,2 milhões), Minas Gerais (19,5 milhões), Rio de Janeiro (15,9 milhoes), Bahia (14 milhões) e Rio Grande do Sul (10,6 milhões). ** - Estados menos populosos: Roraima (451,2 mil), Amapá (668,6 mil) e Acre (732,7 mil). ** - Capital menos populosa do Brasil: Palmas-TO (228,2 mil).** - Cidade mais populosa: São Paulo-SP (11,2 milhões). ** - Proporção dos sexos: 48,92% de homens e 51,08% de mulheres.
  7. 7. ** - Vivem na Zona Urbana: 160,8 milhões de habitantes, enquanto que na Zona Rural vivem 29,8 milhões de brasileiros.** Fonte: IBGE * 2005 , ** Censo 2010

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