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controle da tecnologia como no caso da internet (...). Pela primeira vez na                       história, a mente humana...
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Segundo Ismar de Oliveira Soares, o que se busca com a educomunicação,                          é um esforço processual co...
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(racionalização) sem deixar o grupo se pautar exageradamente pela emotividade, numaespécie de “terapia em grupo”.         ...
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Da prática à reflexão: a formação de gestores de projetos educomunicativos nas escolas da rede municipal de São Paulo

  1. 1. Confederación Iberoamericana de Asociaciones Científicas y Académicas de la ComunicaciónDa prática à reflexão: a formação de gestores de projetos educomunicativos nasescolas da rede municipal de São Paulo(Trabalho apresentado ao GT de Educomunicação do I Congresso Mundial de Comunicação Ibero-americana, realizado em agosto de 2011, na Escola de Comunicações e Artes da USP) 1 Silene de A G Lourenço 2 Paola Prandini 3 Maria Izabel de Araújo Leão 4 Alda Ribeiro 5 Carmen Lucia Melges Elias GattásResumo: Trata-se de uma discussão sobre a formação do “Gestor de Projetos Educomunicativos”, umnovo (per)curso para os educadores da Rede Municipal de Ensino de São Paulo. Sua missão éidentificar, estimular, planejar e implementar práticas educomunicativas no âmbito da escola, com ocompromisso de promover um modo de pensar aberto e livre através de uma Educação para e pelaComunicação, do estímulo ao protagonismo infanto-juvenil e pela gestão e circulação democrática dainformação e do conhecimento no espaço escolar. Essa formação foi bem avaliada pelos participantes docurso e, segundo seus próprios relatos, possibilitou a discussão e reflexão sobre as açõeseducomunicativas das escolas.Palavras-chave: Educomunicação, gestor de projetos, tecnologias da comunicação e da informaçãoAbstract: This article discusses the course called "Projects Management in Educommunication", a new(per) course for teachers of schools in the city of São Paulo, Brazil. Its mission is to identify, encourage,plan and implement practices in Educommunication within the school, with a commitment topromote open thinking and free through Education and Communication, encouraging the children andyouth leadership. The aim is to encourage the circulation of democratic information and knowledge inschool. This training proved to be welcome by the participants of the course, which according to his ownaccounts, allowed for discussion and reflection of the actions in Educommunication at school.Key words: Educommunication, project manager, communication and information technologies1 Doutoranda em Ciências da Comunicação e pesquisadora do Núcleo de Comunicação e Educação (ECA/USP). Assessora doPrograma Nas Ondas do Rádio (SMESP). E-mail: silene.lourenco@gmail.com2 Mestranda em Ciências da Comunicação e pesquisadora do Núcleo de Comunicação e Educação (ECA/USP). Assessora doPrograma Nas Ondas do Rádio (SMESP). E-mail: paprandini@gmail.com3 Mestre em Comunicação Social e pesquisadora do Núcleo de Comunicação e Educação (ECA/USP). Assessora do Programa NasOndas do Rádio (SMESP). E-mail: izabelwiz@gmail.com4 Mestranda da Pontificia Universidade Catolica de São Paulo. Pesquisadora do Núcleo de Comunicação e Educação (ECA/USP).Assessora do Programa Nas Ondas do Rádio (SMESP). E-mail: alda_ribeiro@uol.com.br5 Doutoranda em Ciências da Comunicação e pesquisadora do Núcleo de Comunicação e Educação(ECA/USP). Assessora doPrograma Nas Ondas do Rádio (SMESP).E-mail: caluga8@gmail.com
  2. 2. Introdução As tecnologias da comunicação e da informação estão chegando às escolas e sãopoucos os que ainda apontam a necessidade de a escola se adaptar ao perfil das novasgerações, nascidas e imersas na sociedade da imagem e do som, e prontas, desde cedo, ainteragir com suportes tecnológicos cada vez mais acessíveis e sofisticados. A integração das novas tecnologias aos processos pedagógicos, por sua vez,tendem a alterar as formas de ensinar e de aprender, conferindo um novo papel aoeducador à medida que o educando ocupa o lugar central do processo de ensino-aprendizagem6. No entanto, o potencial de desenvolvimento de formas mais autônomasde aprendizado inerentes às novas tecnologias, e a possibilidade de construçãocompartilhada e colaborativa do conhecimento criada pelas ferramentas da Web 2.0 7,não garantem por si só as transformações almejadas. É preciso garantir que a inserçãodas novas tecnologias em espaços educativos, além de estimular novas formas deensinar e aprender, reforce os valores solidários e democráticos necessários à construçãode uma sociedade mais justa. Assim, a apropriação das novas tecnologias deve ampliar as possibilidades decomunicação entre professores e alunos e a humanização do espaço escolar; deveestimular a expressão comunicativa de crianças e jovens e o protagonismo juvenil,transformando simples expectadores em produtores criativos e originais de mídia. Esse processo exige, cada vez mais, a presença de gestores de recursos técnicose humanos, bem como de produtos midiáticos originados dos exercícios de autoria naescola: profissionais que entendam o potencial educativo das mídias e a necessidade dea escola apropriar-se coletiva e criticamente dessas ferramentas, de maneira a fazerprevalecer os interesses sociais sobre os interesses privados e mercadológicos. Emoutras palavras, um professor-mediador dos processos comunicativos ou6 Para Moran (2004), “o professor, em qualquer curso presencial, precisa hoje aprender a gerenciar vários espaços e aintegrá-los de forma aberta, equilibrada e inovadora. O primeiro espaço é o de uma nova sala de aula equipada e comatividades diferentes, que se integra com a ida ao laboratório para desenvolver atividades de pesquisa e de domíniotécnico-pedagógico. Estas atividades se ampliam e complementam a distância, nos ambientes virtuais deaprendizagem e se complementam com espaços e tempos de experimentação, de conhecimento da realidade, deinserção em ambientes profissionais e informais. Antes o professor só se preocupava com o aluno em sala de aula.Agora, continua com o aluno no laboratório (organizando a pesquisa), na Internet (atividades a distância) e noacompanhamento das práticas, dos projetos, das experiências que ligam o aluno à realidade, à sua profissão (pontoentre a teoria e a prática)”. Disponível em <http://www.eca.usp.br/prof/moran/espacos.htm >. Acesso em 26/06/2011.7 O termo Web 2.0 não é empregado aqui com referência à atualização das especificações técnicas da Internet, mas àmudança na forma como ela, cada vez mais, vem sendo encarada por usuários e desenvolvedores, ou seja, comoambiente de interação, colaboração e cooperação que engloba inúmeras linguagens e intencionalidades.
  3. 3. educomunicador, conforme denomina o Núcleo de Comunicação e Educação da USP,desde 19978. Estes são os pressupostos que, em 2011, levaram a equipe de assessores doPrograma Nas Ondas do Rádio, pertencente à Secretaria Municipal de Educação dacidade de São Paulo, a oferecer um novo (per)curso para os educadores da rede,possibilitando a reflexão sobre projetos e práticas por eles desenvolvidas. Trata-se daformação denominada “Gestor de Projetos Educomunicativos” ou, simplesmente,“Professor-Mediador”.Projeto Educom. Rádio e Programa Nas Ondas do Rádio O Programa Nas Ondas do Rádio é resultado do desenvolvimento do ProjetoEducom.rádio – Educomunicação Nas Ondas do Rádio, que, em 2001, surgiu de umademanda social, acrescida de vontade política, para diminuir a violência nas escolas. O projeto, destinado a atender as 455 escolas de Ensino Fundamental domunicípio de São Paulo, propiciou a um grupo de aproximadamente 25 pessoas de cadauma das unidades, um curso de 100 horas de duração, oferecido aos sábados, ao longode um semestre, mediante o qual a comunidade escolar entrava em contato com oconceito de Educomunicação: discutia as relações entre a comunicação e os temastransversais ao currículo escolar como multiculturalismo, protagonismo juvenil, saúde,meio ambiente, participação política, etc., e aprendia a manejar a linguagemradiofônica, usando-a para exercitar a capacidade de expressão dos indivíduos paraatingirem seus objetivos de forma colaborativa. Em 28 de dezembro de 2004, a então Prefeita Marta Suplicy transforma oProjeto Educom.radio em Lei Municipal. De acordo com a Lei 13.941, cabe ao podermunicipal criar programas para “desenvolver e articular práticas de Educomunicação,incluindo a radiodifusão restrita, a radiodifusão comunitária, bem como toda forma deveiculação midiática, de acordo com a legislação vigente, no âmbito da administraçãomunicipal”, além de “incentivar atividades de rádio e televisão comunitária emequipamentos públicos”. O governo municipal deverá, ainda, “capacitar, em atividadesde Educomunicação, os dirigentes e coordenadores de escolas e equipamentos decultura do Município”. 98 SOARES, Ismar de Oliveira. O perfil do educomunicador. Disponível em:<http://www.usp.br/nce/wcp/arq/textos/29.pdf >. Acesso em 26/06/2011.9 LEI Nº 13.941, DE 28 DE DEZEMBRO DE 2004. Disponível em<http://www3.prefeitura.sp.gov.br/cadlem/secretarias/negocios_juridicos/cadlem/integra.asp?alt=29122004L139410000&secr=&depto=&descr_tipo=LEI> . Acesso em 26/06/2011.
  4. 4. A Lei Educom, como foi denominado o documento legal, foi regulamentadapelo Prefeito José Serra em 15 de agosto de 2005. Tanto o projeto de lei, de autoria dovereador Carlos Neder, quanto seu projeto de regulamentação, contaram com aassessoria do Prof. Ismar de Oliveira Soares, coordenador do Núcleo de Comunicação eEducação da ECA/USP e responsável pela implantação do Projeto Educom.rádio. No dia 15 de dezembro de 2009, o Secretário da Educação, Alexandre AlvesSchneider, editou a Portaria Nº 5.792, definindo normas complementares eprocedimentos para a aplicação da Lei Educom, através do “Programa nas Ondas doRádio”, nas Escolas Municipais de Educação Infantil – EMEIs; Escolas Municipais deEnsino Fundamental – EMEFs; Centros Integrados de Educação de Jovens e Adultos –CIEJAs; Escolas Municipais de Educação Especial – EMEEs e nas Escolas Municipaisde Ensino Fundamental e Médio – EMEFMs. Ao se transformar em política pública, o Programa Nas Ondas do Rádio cria ascondições para continuidade e ampliação da proposta, que se concretiza por meio denovos projetos nas escolas.A opção por projetos A opção por se trabalhar com projetos não é original. Ela está presente emmuitas áreas de atuação profissional, inclusive a pedagógica, fazendo parte, cada vezmais, da cultura escolar. Nesse âmbito, especificamente, a ideia de projeto se concretizapor meio de atividades que se desenvolvem em torno da resolução de problemas. Emoutras palavras, são experiências de trabalho em equipe motivadas por desafios queexigem ações coordenadas para que determinados objetivos sejam alcançados. A trocade conhecimentos e a cooperação entre os pares são, nesse sentido, necessárias, o quefaz um projeto ser interdisciplinar por natureza. Essa tendência está diretamente relacionada com as transformações econômicas,políticas e sociais impulsionadas pelo avanço tecnológico que altera a ordem até entãoestabelecida e cria novos desafios para a humanidade. Estamos falando de uma sociedade marcada por um ritmo de vida acelerado eque tem cada vez mais acesso às inovações tecnológicas. Essas inovações estãoalterando as noções de tempo e de espaço, abalando antigas crenças, tradições e gerandoincertezas em relação ao futuro. Segundo Castells (1999, p. 69): As novas tecnologias da informação não são simplesmente ferramentas a serem aplicadas, mas processos a serem desenvolvidos. Usuários e criadores podem tornar-se a mesma coisa. Dessa forma, os usuários podem assumir o
  5. 5. controle da tecnologia como no caso da internet (...). Pela primeira vez na história, a mente humana é uma força direta da produção, não apenas um elemento decisivo no sistema produtivo. A escola é, sem dúvida, uma das instituições mais atingidas por essastransformações. Com a perda do poder hegemônico sobre a transmissão doconhecimento – hoje as informações estão disponíveis e acessíveis a (quase) todos – aescola busca um novo sentido para a sua existência, sentido esse que deverá lhe conferirnovamente legitimidade social. Essa busca tem sido marcada pela tentativa de corresponder às ansiedades e àsnecessidades das novas gerações, que crescem em contato com as tecnologias e sãopressionadas - desde muito cedo - por um mercado de trabalho instável e, cada vezmais, competitivo. Essas mesmas gerações são convocadas a participar da construção deuma nova sociedade, tendo em vista a emergência com que certas questões precisam sertratadas e, entre elas, a sustentabilidade do planeta. Nesse sentido, ficam evidentes as competências e habilidades exigidas pelosnovos tempos. Além da busca permanente e autônoma por novos conhecimentos, aspessoas precisam estar aptas a tomar decisões rápidas e criativas diante de problemascomplexos. Essa complexidade, por sua vez, exige trabalho em equipe e tomada dedecisões conjuntas; em outras palavras, espírito de coletividade e cooperação. No entanto, essa realidade é vivenciada de forma contraditória, já que astransformações tecnológicas ocorrem no contexto da ordem capitalista internacional esão por ela impulsionadas. O capitalismo, por sua vez, é um sistema que estimula aguerra entre as nações, a disputa de mercado, o consumo desenfreado, a competiçãoentre os indivíduos e a luta pelos interesses pessoais. A escola, neste contexto, se apresenta como instância mediadora que, através deuma educação humanista, pode ajudar crianças e jovens a desenvolverem uma visãomais crítica do mundo, buscando construir novos modelos que superem estascontradições. Isso significa prepará-los para além dos interesses e das necessidades domercado; significa, pois, prepará-los para a vida de maneira a que possam se sentirconfortáveis no mundo. Nesse sentido, surge a Pedagogia de Projetos, metodologia de ensino-aprendizagem que parte dos conhecimentos dos alunos e de suas experiências cotidianaspara abordagem dos conteúdos acadêmicos. Essa abordagem, no entanto, deve partir deuma situação-problema vivida ou percebida e para a qual se busca entendimento esolução. Dessa forma, surge a concepção de projeto, isto é, um conjunto de ações
  6. 6. planejadas e coordenadas para atingir determinado fim. Essas ações são baseadas nodiálogo entre as experiências empíricas dos alunos e os conteúdos acadêmicos. Dessediálogo, surgem, então, novos conhecimentos. Assim, ao optar pela Pedagogia deProjetos, a escola deixa de ser o local de transmissão de conteúdo para ser um localonde o conhecimento é construído colaborativamente, com a intensa participação doseducandos. Nesse contexto, o aluno é estimulado a reconhecer o seu papel dentro da engrenagem social, percebendo seus potenciais diante das situações, ele também reconhecerá as suas possibilidades de ação. Partindo da comunidade local, os projetos objetivam mostrar também como as comunidades se enquadram dentro da sociedade, como as relações sociais se estabelecem. (Apud ANDRADE & ROMANCINI, 2009, p.3) O trabalho com projetos, portanto, exige a busca e a troca permanente deinformações em torno das questões problematizadoras que lhes dão origem. Assim,trabalhar em equipe é uma necessidade. O trabalho em equipe, por sua vez, provoca oconfronto de opiniões, o que exige respeito e flexibilidade entre os pares. Acomunicação, portanto, assume um papel de destaque na Pedagogia de Projetos. Alémdisso, uma concepção democrática de educação deve promover a socialização dosconhecimentos construídos no âmbito da escola, criando a necessidade de se ter canaisde divulgação e comunicação com a comunidade do entorno. Nesse ponto, percebemos a aproximação entre a Educomunicação e a Pedagogiade Projetos. A Educomunicação pode facilitar o desenvolvimento de projetos na medidaem que estimula o protagonismo de crianças e adolescentes, promove o diálogo edesenvolve a capacidade de expressão. Assim, a educomunicação ajuda a construir abase das relações interpessoais na escola e a democratizar o conhecimento por meio daapropriação das tecnologias da informação e da comunicação. Por outro lado, quando otema gerador de um projeto está intimamente ligado a problemas de comunicação naescola, então temos um projeto educomunicativo por excelência.Natureza dos projetos educomunicativos Entendemos por projetos educomunicativos iniciativas que tenham por objetivopromover o direito à liberdade de expressão e relações mais democráticas nas escolas.Para atingir esse objetivo, as ações educomunicativas precisam ser encaradas comoexercícios pedagógicos, uma vez que a democracia - ainda em construção na nossasociedade - requer novos aprendizados.
  7. 7. Soma-se a isso a necessidade das escolas incorporarem as novas tecnologias dacomunicação e da informação (TICs) aos processos de ensino-aprendizagem paracorresponder às expectativas das novas gerações, tão familiarizadas com essasferramentas e suas linguagens. A adaptação da escola a essa nova realidade, no entanto,não pode ser guiada pelas tendências de mercado, pois isso significaria tornar a escolarefém dos interesses econômicos da indústria da informática e do audiovisual, conformeapontam Silva e Moreira (1995, p.33): [...] As novas tecnologias e a informática ilustram profundas transformações que estão se dando na esfera de produção do conhecimento técnico/administrativo. [...] não incorporar uma compreensão dessas transformações à nossa teorização curricular crítica significará entregar a direção de sua incorporação à educação e ao currículo nas mãos de forças que as utilizarão fundamentalmente para seus objetivos mercadológicos e de preparação de mão-de-obra adequada aos fins de acumulação e legitimação. Podemos afirmar, então, que um projeto educomunicativo é uma ação planejadaa partir de certos princípios que, em conjunto, definem a sua natureza. Vejamos, aseguir, quais seriam esses princípios.1) Educação para e pela Comunicação Uma vez que a educomunicação nasce da aproximação entre a comunicação e aeducação, um projeto educomunicativo deve caminhar por via de mão dupla,promovendo a educação para a comunicação e a comunicação para a educação. Emoutras palavras, um projeto de educomunicação na escola deve estimular a reflexãocrítica sobre as mídias, por um lado, e a apropriação de suas ferramentas e linguagenspor meio de exercícios de autoria, por outro, com incentivo à criatividade e autonomiados sujeitos frente aos meios. Não se trata, pois, de reforçar a resistência diante das mudanças ou de estimularposturas preconceituosas em relação à mídia, mas de propor a incorporação das novastecnologias à educação de forma criteriosa, tendo em vista o bem da coletividade e ahumanização do espaço escolar.2) Estímulo ao protagonismo infanto-juvenil O objetivo de estímular o protagonismo infanto-juvenil é desenvolver ainiciativa e a autonomia dos estudantes, tornando-os capazes de encontrar soluçõespróprias para enfrentar os problemas. A iniciativa e a construção da autonomia, por suavez, passa pelo desenvolvimento da capacidade de expressão, que, aliás, é condição parao exercício do direito à liberdade de expressão. Assim, faz parte da natureza de um
  8. 8. projeto educomunicativo o exercício do direito à liberdade de expressão dos educandose a incorporação do erro (“ruído” na comunicação) como parte do aprendizado.3) Gestão e circulação democrática da informação e do conhecimento A gestão educomunicativa é democrática por natureza. Tem por compromisso oestabelecimento de relações de poder horizontais em espaços educativos, em oposiçãoàs estruturas rígidas e verticalizadas que marcam a cultura escolar. Isso significaconquistar o reconhecimento do direito à voz e ao voto, tanto de educadores quanto deeducandos, nos processos decisórios que influenciam a todos, considerando, ainda, emalguns momentos, a participação da comunidade do entorno. A horizontalidade das relações, por sua vez, deve contribuir para uma melhorcirculação das informações, para a democratização do conhecimento, para a construçãodo saber de forma compartilhada e para uma convivência mais humana no espaçoescolar. Note-se aqui que a complexidade é uma marca dos projetos educomunicativos.Em consequência, a natureza complexa desses projetos tem exigido a presença deeducadores com capacidade de gestão de processos e ferramentas de comunicação, alémde habilidade para mediação de conflitos. Como “educomunicador” é um nome ainda não legitimado no âmbito daSecretaria Municipal de Educação de São Paulo, continuaremos a chamar de professor-mediador esse profissional, cujo perfil, competências e habilidades são descritas aseguir.O perfil do professor-mediador O papel do professor-mediador seria o de identificar, estimular, planejar eimplementar práticas educomunicativas no âmbito da escola, isto é, iniciativaspedagógicas nascidas da aproximação entre Comunicação e Educação, com ocompromisso de promover a democracia e a liberdade de expressão no espaço escolar.Resumidamente, um sujeito capaz de: reconhecer o potencial educativo dos meios decomunicação, identificar problemas e soluções relacionados à comunicação no espaçoescolar e promover a apropriação das novas tecnologias, tendo em vista a melhoria dasrelações e a construção de uma sociedade mais democrática.
  9. 9. Embora tenha como uma de suas principais preocupações a democratização doacesso às novas tecnologias, o professor-mediador não se encaixa no perfil do educadortecnológico, mas sim do educador humanista10. Vejamos a diferença. Os educadores tecnológicos, encantados com as inovações, procuram ressaltar osavanços dos softwares, a velocidade da transmissão de dados e as soluções telemáticas.Estão preocupados em ampliar o número de alunos atendidos simultaneamente emambientes virtuais de aprendizagem, reforçando uma concepção de educação com foconos conteúdos. Nesse caso, a autoaprendizagem é estimulada, antes de tudo, com aintenção de se reduzir os custos da Educação por meio do ensino a distância.Consequentemente, as interações entre os sujeitos do processo ensino-aprendizagem –professor-tutor-aluno – são reduzidas ao mínimo possível. Os educadores humanistas, por sua vez, acreditam na construção – e nãotransmissão – do conhecimento. Essa construção se dá de forma compartilhada, por issoinvestem na formação de comunidades de aprendizagem, sejam elas presenciais ouvirtuais, enfatizando a interação não apenas com o conteúdo, mas principalmente, entreos próprios sujeitos envolvidos no processo. A comunicação humana é, nesse caso, abase da educação aqui estabelecida. A partir do perfil traçado para esse profissional, procurou-se então identificar ascompetências e habilidades que deveriam ser desenvolvidas pelo mesmo.Competências e habilidades Primeiramente, percebeu-se que o professor-mediador deveria conseguir abstrairos princípios e valores que norteiam as práticas educomunicativas. O professor, tomadopelos problemas e desafios diários, muitas vezes não pára para refletir sobre sua práticae não se percebe como agente transformador do espaço escolar. Deixa de ser sujeitoconsciente e passa à condição de objeto do sistema educativo. Nessa condição, corre orisco de incorporar as tecnologias da informação e da comunicação à sua práticapedagógica sem critério e sem criticidade. Refletir sobre a presença das novas tecnologias na escola a partir do conceito deEducomunicação é o caminho – ou paradigma – oferecido aos educadores, para queentendam o papel que as tecnologias e a própria comunicação poderão assumir naescola e na comunidade, e a partir daí tomem suas decisões e façam suas própriasescolhas.10 MIDIAS NA EDUCAÇÃO. Módulo Introdutório - Integração de Mídias na Educação. Etapa1. Disponível em:<http://webeduc.mec.gov.br/midiaseducacao/material/gestao/ges_basico/etapa_1/p7.html >. Acesso em: 26/06/2011.
  10. 10. Segundo Ismar de Oliveira Soares, o que se busca com a educomunicação, é um esforço processual coletivo - envolvendo direção, professores e alunos de uma escola - no sentido da comunidade se apoderar não apenas das novas linguagens, mas principalmente dos conceitos e métodos inerentes ao planejamento e execução de propostas voltadas a criar um novo ambiente de comunicação em espaços educativos, aberto e criativo, mediante o uso das formas de expressão (como o teatro, o canto e dança) e/ou as tecnologias da 11 informação, como a imprensa, o rádio, o vídeo e a Internet. Da mesma forma, o professor-mediador deve conhecer o Programa Nas Ondasdo Rádio desde sua origem, como demanda social que resultou em importante políticapública, representando mais uma conquista na luta pela construção de uma sociedadedemocrática. A partir do histórico, dos objetivos e da legislação que o sustenta, saber oque fazer no âmbito da escola, assim como e por que fazer. Além da apropriação dos conceitos que embasam a Educomunicação e do amploentendimento do Programa Nas Ondas do Rádio, entendem-se como competências ehabilidades do professor-mediador: ● A apropriação crítica das novas tecnologias; ● A capacidade de promover o protagonismo infanto-juvenil e a competência comunicativa dos estudantes; ● A implementação de processos colaborativos de aprendizagem em oposição à comunicação e à educação verticalizadas; ● A gestão do conhecimento com ênfase nos recursos humanos e tecnológicos; ● A elaboração e implementação de projetos educomunicativos no contexto escolar; ● O domínio das ferramentas tecnológicas disponíveis na escola e de suas linguagens; ● A capacidade de mediar conflitos; ● A promoção do diálogo entre os segmentos da comunidade escolar. Definidas as competências e habilidades do professor-mediador, procurou-seajustar as necessidades às condições concretas para a formação. O curso, assim, foidesenvolvido em 16 horas, divididas em três ou quatro encontros de formação,conforme a demanda das Diretorias Regionais de Ensino que inicialmente tiveraminteresse pela formação. Foram elas: Campo Limpo, Freguesia do Ó, Itaquera, Penha eSanto Amaro.11 Entrevista concedida para a entidade Nos da Comunicação. Disponível em:<http://www.nosdacomunicacao.com/panorama_interna.asp?panorama=111&tipo=G>. Acesso: 28/06/2011.
  11. 11. Estrutura do curso1º encontro – Projetos Educomunicativos: o que são, por que e como implementá-los O objetivo do primeiro dia do curso foi ressaltar as razões de se trabalhar comprojetos, mostrando o diferencial de um projeto educomunicativo no âmbito escolar.Primeiramente, abriu-se uma discussão sobre o que seria um projeto, como trabalhar apartir dessa metodologia e como implementar um projeto educomunicativo na escola. A seguir, foram realizados estudos de caso inspirados em situações reais vividasem escolas da rede pública. Em grupos, os educadores deveriam refletir sobre possíveissoluções para as situações-problema e socializar o resultado por meio de esquetesteatrais12. Concluída essa etapa, os educadores, então, foram convidados a sistematizar assoluções propostas e, dessa maneira, responder, de forma definitiva, as questõeslevantadas no início do dia.13 Como tarefa da semana, propôs-se um trabalho dediagnóstico junto às escolas por meio de questões como: qual modelo de ensino estásendo reforçado pela forma como a comunicação acontece? Os usos das ferramentasestão enfatizando o conteúdo, o resultado ou o processo? Tem permitido transformarreceptores passivos em produtores ativos de mensagens midiáticas?2º encontro – A escola como ecossistema comunicativo, o papel do gestor de projetoseducomunicativos e os fluxos de comunicação na escola O segundo encontro iniciou-se com uma conversa sobre as necessidades e osdesejos de mudança identificados pelos educadores a partir do exercício de diagnósticorealizado nas escolas. A partir dessa discussão, foi possível sistematizar o conceito deEducomunicação, e identificar ações educomunicativas concretas ou em potencial nasescolas, juntamente com os educadores e mediante o relato de suas própriasexperiências. Ao formador coube promover a reflexão e a construção compartilhada doconhecimento, com formulação de conceitos a partir da observação crítica da realidade.Em outras palavras, o papel do formador foi estimular o processo de abstração12 Fotos de esquetes teatrais foram disponibilizadas na internet. Para acessá-las, deve-se cadastrar gratuitamente nosite: < nasondasdoradio.ning.com>13 Cabia ao formador avaliar se as esquetes refletiam, de fato, o problema e se haviam sido identificados todos oselementos envolvidos na situação. Era de extrema importância observar o uso de narrativas com enfoque nos recursosmateriais ou nas relações humanas para a resolução do problema, bem como o uso ou não, adequado ou não, dasmídias, e se fora levado em conta a necessidade de um planejamento adequado e o apontamento de instrumentos deavaliação dos objetivos alcançados. Ademais, o mediador deveria observar se alguma articulação com o ProgramaNas Ondas do Rádio fora feita pelos grupos ao refletirem sobre os problemas.
  12. 12. (racionalização) sem deixar o grupo se pautar exageradamente pela emotividade, numaespécie de “terapia em grupo”. Assim, a partir do conceito de ecossistema comunicativo - apresentado comoespaço (abstrato) de convivência e de trocas no qual ocorre a ação comunicativa, foidelineado o perfil do professor-mediador: um sujeito que deverá promover ademocratização do acesso aos meios de comunicação, o estímulo às interações sociaispresencias e à distância, e o estudo amplo e contínuo das influências dos meios decomunicação no ambiente escolar, tendo em vista a construção de um ecossistemacomunicativo aberto, criativo e no qual prevalecem as relações horizontais, em oposiçãoaos espaços rígidos, fechados e hierarquizados que marcaram a Educação no Brasil pormuitos anos. Na sequência, foi proposta a seguinte atividade: com o apoio da ferramentaMicrosoft Power Point, representar o ecossistema comunicativo da escola por meio deum fluxograma, sinalizando os “locais” onde “ruídos” na comunicação são percebidos.A partir do fluxograma, os educadores passariam a refletir sobre como as ferramentas dacomunicação poderiam se tornar aliadas na construção de um ecossistemaEDUcomunicativo de fato.3º encontro – Por que e como escrever um projeto O terceiro dia de formação iniciou-se com uma reflexão sobre a atividadedesenvolvida no segundo encontro, isto é, o fluxograma. Durante o debate, o formadorassumiu o papel de traduzir os “ruídos” em necessidades objetivas, pontuais e balizadas,de forma que pudessem ser atendidas por projetos. Depois de apresentar um trecho do longa-metragem francês “Entre os Muros da 14Escola” , o formador, então, propôs aos educadores que pensassem em suas própriasnecessidades e, dentre elas, elegessem uma prioridade: melhorar o fluxo de informaçõesna escola? Melhorar as relações interpessoais? Diminuir a violência? Ampliar aparticipação da comunidade? Outra? O grupo, então, foi levado a perceber a necessidade de um plano de ação, a fimde minimizar problemas identificados em seus ambientes de trabalho. Esse plano develevar em conta a necessidade de negociação para garantir os recursos necessários, deveconsiderar a participação efetiva dos estudantes, deve prever o diálogo como forma de14 O trecho exibido apresenta um educador que, angustiado com a indisciplina, o desinteresse e as dificuldades deseus alunos, consegue estabelecer uma relação dialógica através de uma ação educomunicativa, e, assim, melhorar odesempenho dos educandos. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=WHkcfDjbsgM&feature=related>
  13. 13. mediar os conflitos, deve estabelecer mecanismos de avaliação do processo e dosresultados. Em outras palavras, é preciso elaborar uma proposta de trabalho, documentá-la e aprová-la junto à supervisão e ao Programa Nas Ondas do Rádio, e garantir ascondições mínimas para o alcance dos objetivos pretendidos. Com base nos conceitos discutidos e a partir do modelo disponibilizado peloformador, os educadores foram, então, encorajados a escreverem seus próprios projetose produzirem um teaser15 publicitário para divulgação do mesmo na escola.4º encontro - Instrumentos de Avaliação, Gestão do conhecimento e Gestão dosrecursos e produtos da comunicação Inicialmente, os projetos e teasers produzidos pelos educadores foramsocializados e, com base nas informações por eles apresentadas, coube ao formadorfalar da importância dos instrumentos de avaliação para acompanhar as várias etapas dedesenvolvimento de um projeto, aferir resultados, analisar o impacto de umaintervenção, conferir o cumprimento de metas estabelecidas etc. Como base para a construção desses instrumentos, apresentou-se o conceito degestão educomunicativa: uma gestão ética e participativa. Dessa maneira, foi discutida anecessidade da escola manter-se aberta e em contato permanente com a comunidade e asociedade como um todo. Foram apresentadas como ferramentas de gestão dainformação e da comunicação: email, listas de discussão, banco de dados, redes sociais,comunidades de aprendizagem, entre outras. Afinal, não adianta apenas informar, énecessário que se estabeleçam trocas em espaços que se pretendam educomunicativos. Partindo dessas premissas, os educadores foram orientados na elaboração deinstrumentos de avaliação tomando como ponto de partida seus próprios projetos e osobjetivos neles traçados. Vale ressaltar que foram disponibilizados um modelo deavaliação e um tutorial explicativo de como criar um formulário online por meio daferramenta spreadsheet do Google.Conclusão O curso “Gestor de Projetos Educomunicativos”, não só revelou a necessidadede se criar espaços de discussão sobre as ações educomunicativas no âmbito da RedeMunicipal de Educação da cidade de São Paulo, como também confirmou a existência15 O teaser é um anúncio de curta duração, geralmente entendido como parte integrante de uma campanha publicitáriamais extensa. Ele busca, prioritariamente, despertar a curiosidade do interlocutor para uma novidade, geralmentecompreendido como primeira etapa de uma campanha publicitária.
  14. 14. de uma demanda pela legitimação de um profissional capaz de gerir projetos deEducomunicação nas escolas. Os educadores puderam trocar experiências e construir coletivamente umapercepção do papel do professor-mediador dentro e fora da sala de aula. Esseprofissional requer uma visão ampla do contexto em que está inserida a escola pública,e da complexidade do envolvimento de toda a comunidade em ações voltadas para aconstrução coletiva e solidária do conhecimento. O curso permitiu ainda que os educadores fizessem uma distinção entre umprojeto educomunicativo e um projeto de tecnologia educativa. Percebeu-se que umprojeto educomunicativo deve ir além do uso das tecnologias em si. Essas devem serutilizadas em prol da cultura da paz, da democracia e da liberdade responsável deexpressão. Isto significa construir espaços de encontro em que os diferentes pontos de vistapossam ser discutidos e negociados a favor de uma escola democrática e preocupadacom a resolução de seus problemas, pois o papel do ensino é transmitir não o mero saber, mas uma cultura que permita compreender nossa condição e nos ajude a viver, e que fortaleça, ao mesmo tempo, um modo de pensar aberto e livre. (MORIN, 2003, p.11)Referências bibliográficasANDRADE, Lílian B.P. de; ROMANCINI, Richard. Educomunicação e pedagogia deprojetos: abordagens e convergências. Trabalho apresentado no XXXII CongressoBrasileiro de Ciências da Comunicação (INTERCOM), Curitiba, 4 a 7 de Setembro de2009. Disponível em: <http://www.slideshare.net/FatimaCosta10/educomunicao-e-pedagogia-de-projetos> Acesso em: 26/06/2011.CASTELLS, Manuel. A era da informação: economia, sociedade e cultura. São Paulo:Paz e Terra, 1999.MELO, Teresa.O "ecossistema comunicativo" do educom.rádio. Disponível em:<http://www.usp.br/nce/wcp/arq/textos/68.pdf >. Acesso em: 26/06/2011.MIDIAS NA EDUCAÇÃO. Módulo Introdutório - Integração de Mídias na Educação.Etapa 1. Disponível em:<http://webeduc.mec.gov.br/midiaseducacao/material/gestao/ges_basico/etapa_1/p7.html>. Acesso em: 26/06/2011.MORAN, José Manuel. Os novos espaços de atuação do educador com as tecnologias.Texto publicado nos anais do 12º Endipe – Encontro Nacional de Didática e Prática deEnsino, in ROMANOWSKI, Joana Paulin et al (Orgs). Conhecimento local econhecimento universal: Diversidade, mídias e tecnologias na educação. vol 2,Curitiba, Champagnat, 2004, páginas 245-253. Disponível em<http://www.eca.usp.br/prof/moran/espacos.htm>. Acesso em 26/06/2011.MORIN, Edgar. A Cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Riode Janeiro: Bertrand Brasil, 2003. p.11.
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