A VITÓRIA SOBRE A MORTE

Com o advento do Espiritismo,  os segredos da morte

foram desvendados em grande parte e fatos do...
mes e.  conseqüentemente,  na melhoria da sociedade,  faz-se
notável pelo que vemos suceder nos agrupamentos espíri-
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um noticiário de ul forma desolador para ou que ñuvunl, 
que o desconsolo.  o desespero e até desgraças_ como a
loucura e ...
erevei algo a respeito para apreciação do leitor.  Observe-
mos que as condições pelas quais o medium norte-ameri-
cano re...
medindo.  com expresslo seria.  um pouco melancólica. 
no rosto;  não diz uma palavra,  mas lança as vezes para
mim um olh...
A GRANDE DOUTRINA DOS FORTES

De quando em vez chegam aos nossos ouvidos quei-
xas de irmlos em crença,  cuja sensibilidad...
torquíveis,  próprias para espíritos fortes,  que os pusillni-
mes demorariam a compreender e aceitar: 

- “Seja o vamo fa...
Deus,  e.  acima de tudo.  liliar-se ls falangea dos discípulos
de Jesus e dos baluarte:  da Terceira Revelação - nlo
sera...
droso,  dos mais graves que a Doutrina Espírita costuma
examinar.  A dita pergunta veio acompanhada de interpre-
tações so...
de.  mais não ser do que falso conceito,  solisma,  a que se
adaptou,  resultado dos preconceitos acatados pelos ho-
mens ...
AOS JOVENS ESPÍRITAS

Um amigo declarou-nos,  recentemente,  que,  pela
primeira vez na história da Humanidade.  os jovens...
ideal sublime da renovação pelo Amor.  cujo desempenho
heróico e oferecido à Humanidade hodiema como padrlo
de honradez.  ...
ao se projetar.  em 1920. com o seu primeiro livro mediá-
nico,  “Na Sombra e na Luz”. 

Jovem de vinte e um anos de idade...
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à Luz do consolador 2a parte

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Continuação do livro À Luz do Consolador de Yvonne Pereira.
Auto Biografia de Yvonne

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à Luz do consolador 2a parte

  1. 1. A VITÓRIA SOBRE A MORTE Com o advento do Espiritismo, os segredos da morte foram desvendados em grande parte e fatos dos mais im- portantes, sobre o assunto, são revelados pelos próprios Espltitos desencamados, o que vem transformar de forma edificante não somente muitos aspectos da vida humana'. mas também os conceitos sobre as conseqüências da pró- pria morte. Cremos que, hoje em dia, pelo menos no Brasil, qualquer que seja a religião que se professa, um interesse encantador é despertado em todos os corações, pelos acontecimentos de Além-Túmulo. Todos desejam saber o que dizem as almas dos mortos ao concederem suas men- sagens aos médiuns, o que narram sobre a vida espiritual. quais as suas impressões ao atingirem o outro plano da vida. Basta que um espírita mais loquaz se proponha a fe- rir o asunto, em qualquer ambiente em que se encontre, para que a maior parte do auditório demonstre interesse em ouvi-lo, passando a fazer indagações por vezes curio- sas e inteligentes, atestando a ânsia do coração de cada um pela posse de um ideal que palpita nos refolhos de sua alma. A influência da Doutrina Espírita na renovação do caráter humano. porém, e, portanto, na reforma dos costu- A LUZ oo cousouooa s:
  2. 2. mes e. conseqüentemente, na melhoria da sociedade, faz-se notável pelo que vemos suceder nos agrupamentos espíri- tas que se vao formando: - por toda a parte, indivíduos preocupados em se corrigirem de defeitos c vícios graves, interessados em servir o próximo desta ou daquela forma, aliviando~lhe as misérias físicas ou as amarguras morais. A maioria, desinteressada já das futilidade: e ilusões da so- ciedade, prefere preocupações nobilitantes, que estão a atestar a excelência da moral que vem aprendendo na Doutrina dos Espíritos. Outros. atingindo mesmo a abne- gação, no cumprimento de tarefas com que se compro- meteram ao reencamar, colocam-se à frente de obras de assistencia social, cujo padrão de fraternidade é inoon-. testavcl. Por isso mesmo, o espírita poderá nao ser um ho- mem virtuoso, na exprio literal do termo, mas o que se observa e que todos são, não obstante, homens honestos; de boa vontade e j¡ incapazes de praticar o mal! "Conhece-se a verdadeira religião pelo número ci: homens de bem que ser¡ capaz de produzir" - disse, em outras palavras, o insigrie codificador do Espiritismo, Al- lan Kardec. Isso, nos dias atuais, quando a Humanidade se debate diante do espectro dos fiagelos que ameaçam cair sobre a Terra, a fim de sacudi-la, despertando as aten- ções dos seus habitantes para a prática do Bem e da Justi- ça, e consolador para os espíritas. que encontraram na magnitude da Doutrina a própria redenção de faltas passa- das e o reoonforto de amarguras antes julgadas insolúveis. Não se diga, porem, que tais fenômenos, mais im- portantcs do que presumimos, somente se verificam entre brasileiros. Como adepto do Esperanto que também so- mos, obtendo noticiário do movimento espírita em algum países estrangeiros, temos verificado certa preocupação em se iniciarem obras de alivio ao sofredor, atraves dos as- pectos da caridade material e moral. E, se no seio de mui- tas agremiações espíritas estrangeiras os livros de Allan Kardec ainda não foram devidamente adotados. observa- as ¡Luzooeornotaooa mos que valiosos livros espíritas já correm mundo, tradu- zidos para o Esperanto pela FEB, e que os Mentores Es- pirituais, que por l¡ se comunicam, também ensinam, como aqui, com outras palavras, que - Fora da Caridade não há Salvação - e que desde os tempos de Moises já era dito que não é possivel amar a Deus sem serviro pró- ximo. Tais divagações acudiram espontaneamente ao nos- so cérebro ao lermos certo trecho da excelente obra de Er- nesto Bozzano. "A Crise da Morte", livro femndo em lições sobre as primeiras impressões de um Espírito recém-de- sencamado. Vamos encontrar ali, no Décimo Caso, o rela- to de uma entidade espiritual que nos oferece ensinamen- to profundo, concorrendo para uma outra feição de reedu- cação necessária ao adepto do Espiritismo, muito embora esse aspecto de ensinamento seja conhecido desde os pri- meiros anos da Codificação. Diz o comunieante, entre cu- tros pontos interessantes do seu ditado: - "Concito, pois, os vivos, que percam alguns dos seus parentes - qualquer que possa ser -, a que, a todo custo, se mostrem fortes, abafando toda a manifestação de mágoa e apresentando-se de aspecto calmo nos funerais. Comportando-se assim, determinado considerável me- lhoria na atmosfera que os cerca, porquanto a aparencia de serenidade nos corações e nos semblantes das pessoas que nos são caras emite vibrações luminosas que nos atraem, como, a noite, a luz atrai a borboleta. Por outro lado, a má- goa dá lugar a vibrações sombrias e prejudiciais a nós ou- tros, vibrações que tomam o aspecto de tenebrosa nuvem a envolver aqueles a quem amamos. Não duvideis de que somos muito sensíveis as impressões vibratórias que nos chegam, por efeito da dor dos que nos são caros. " Assim sendo, necessariamente teremos de medir a diferença existente entre essa encantadora Doutrina Espí- rita e as antigas crenças que ernprestavam ao fenômeno natural, que é a morte. um aparato de tal forma lúgubre, À LUZ D0 consouooa S¡
  3. 3. um noticiário de ul forma desolador para ou que ñuvunl, que o desconsolo. o desespero e até desgraças_ como a loucura e o suicidio. se suoediam em face da partida. para o Além, de um ser amado. A Doutrina Espínrn, devnssan- do ao homem a vida do Além-Túmulo, nâo só oonoorre para o seu progresso moral. intimando-lhe o desejo subli- me do aperfeiçoamento indispensável a um estado _feliz depois da morte. como, acima de wdo. o leva) convicção de que a morte não existe, pois no seio do Universo pllpl- tante de vida etem¡ não existirá local para qualquer esp6 cie de aniquilamento. Confirma-se. assim. a observação do Apóstolo Paulo na sua l' Eplstola aos Coríntios: _ "Porque importa que este corpo oorruptível se revlsv ta da inoorruptibilidade: e que esne corpo mortal se revurn da imortalidade. E quando este corpo mortal se revestir da imortalidade. então se cumprirá a palavra da Escritura: - “Tragada foi a morte na vitória. Onde está. 6 morte. a tua vitória? Onde está. 6 morte, o teu aguilhio? ” 0mm! ! aguilhio da morte e o peeado, e a força do pecado é _a le¡ . Porém rendamos graças a Deus, que nos deu a vitória por Nosso Senhor Jesus-Cristo. Portanto. meus amados irmãos. esta¡ firmes e constantes, crescendo sempre na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não e vao no Se» nhor. ” (Cap. 15, w. S3 a S8.) t 1. ¡ai! para as almas eubadas. vmrlo a. ÀUIIDOOONSGXADOR A VERDADE MEDIÚNICA No ano de 1938. assisti no Cinema Central da cida- de de Juiz de Fora. em Minas Gerais. no excelente filme de produção norte-americana. que jamais esqueci. O fil- me intimlava-se O Mirlhía de Edu-in Dmod e reproduzia um romance do escritor inglés Carlos Dickens, do mesmo nome. Lembro-me ainda de que o conhecido ator cinema- bograñeo Claude Reina, recentemente falecido, fez o pa- pel mau do drama. cujo estilo era sentimental-policial. Al- guns anos depois li algures. talvez em "Reformador". que Carlos Dickens morrer: deixando o livro inacabado, e que um jovem medium norte-americano, sem nunca cer lido a primeira parte da dita obra. que fora publicada mesmo in- completa. continuou a história exammenle do ponto dei- xado pelo autor no morrer, concluindo-a com tal perfeição que o leitor não conseguir¡ descobrir. por si mesmo. onde nerminou a obra pessoal de Dickens e onde começa a me- diúníea. O Espírito do próprio escritor veio terminar a en- cantadora obra. servindo-se da magnifica psieograña do jo- vem medium. Continuando o estudo que presentemente faço da preciosa obra “Animismo e Espiritismo", de Alexandre Aksakof. publicada pel: Edinora FEB, deparei, a página 373 e seguintes. noticiário do substaneíoso sobre o encan- tador fenómeno que não me furtare¡ ao desejo de trans- À Luzno eonsounon a1
  4. 4. erevei algo a respeito para apreciação do leitor. Observe- mos que as condições pelas quais o medium norte-ameri- cano recebeu. em 1873. essa incomum manifestação do Além. em nada difere das em que nossos médiuns brasi- leiros recebem as que conhecemos. Essa unidade de prin- cípios vira. certamente. confirmar o relatorio dos nossos médiuns. quando afirmam ver os Espíritos. que lhes con- cedem trabalhos literarios. materializados a seu lado. com a mão sobre suas cabeças ou sobre os ombros, ou ainda pousada na própria mlo que segura o lápis. fazendo-a agi- tar-se para a escrita. E tal como os nossos. o instrumento norte-americano. escolhido pelo Espírito de Carlos Dic- kens. sem ser um ignorante. também não era douto para se poder ornbrear. nos conhecimentos da arte literária. com um vulto da categoria intelectual do ilustre escritor ingles. Afirma o Sr. Akaakof. no entanto. que - "ao se es- palhar o boato de que o romance de Dickens ia ser ternu- nado por ese extraordinário e insólito processo. o Spring- field Daily Union expediu um dos seus colaboradores para Brattleborugh (Vermont). onde liabitava o médium. para fazer uma investigação. no local. de todos os pormenores desa estranha empresa literária”. E Aksakol' confessa ex- trair de um relatório assim feito. e publicado nos jornais de asuntos psíquicos Baruer- a/ Ugi( e Th Spirianliv, de 1873. oa belos trechos transcritos em "Animismo e Espiri- tismo”, dos quais. por minha vez. extraia o seguinte. por ser impossível extrai-los todos: - “Ele, o médium. nasceu em Boston; aos catorze anos foi colocado como aprendiz em casa de um mecani- co. oficio que até hoje exerce. de maneira que sua instru- ção escolar terminou na idade de treze anos. Se bem que não fosse nem destituído de inteligencia nem iletrado, não manifcstava gosto algum pela literatura e nunca se ti- nha interessado por ela. Até então. nunca tinha experi- mentado publicar. em qualquer jomal. o menor artigo. sa Atuzoocouaouoon Tal eo homemde quem Carlos Didtena lançou mãoda pena para continuar "The Misccry of Edwin Drood". " _ Mas o relatório continua. citado pelo Sr. Altsakof. re- _ferindo-se a uma sesslo em que o médium recebera instruções de Dickens. exatamente como oa nossos mó- diuns as recebem dos autores espirituais que lhes conec- dem auas obras: -- “Essa comunicação informa que Dickens tinha Pfocundo por longo tempo o meio de conseguir esse in- tento. mas que ate _aquele dia não tinha encontrado m6- dium apto para realizar semelhante incumbência. E dese- ¡av_a que o primeiro ditado fosse feito na véspera do Natal. noite que pregava particularmente. e pedia encarecida- mente ao medium que _oonsagrasse aquela obra todo o tempo de que pudese dispor. sem prejudicar as suas ocu- pações habituais. .. Em breve tomou-se evidente que era a mão do mestre que escrevia. e o Sr. A (o médium) aceitei¡ com a melhor boa vontade essa estranha situação. ” - “A name-ão e recomoçada no ponto preciso em que a morte do autor_ a tinha deixado interrompida. e isso com uma concordancia tio perfeita que o mais consumado crítico. que não tivesse conhecimento do lugar da inter- rupção. não poderia dizer em que momento Dickens dei- xou de escrever o romance por sua própria mão. Cada uma das personagens do livro continua a ser do viva. tão CÍQIQ. . tão bem caracterizada na segunda parte como na primeira¡ Não é tudo. Apresenum-se-nos novas persona- gens (Dickens tinha o habito de introduzir atores novos até nas últimas cenas de suas obras) que não são absoluta- mente reproduções de heróis da primeira parte: não são bonecos. porém caracteres tomados ao vivo, verdadeira; criações. " - "O fato único de que o médium se recorda. pas- sado o estado de transe. é a visão de Dickens que volta de cada vez - O escritor_ - diz ele -cstá sentado a meu lido. 00m I cabeça apoiada nas maos. imerso em profunda Awzooeomouooa a
  5. 5. medindo. com expresslo seria. um pouco melancólica. no rosto; não diz uma palavra, mas lança as vezes para mim um olhar penetrante e sugestivo. Ohl que olhar! ” - “Para indicar que a sessão est¡ terminada. Dickens pousa sua mio fria e pesada sobre a mio do médium. ” Convidamos os leitores. principalmente os jovens que desejem habilitar-se para os grandes feitos literarios. mediúnicos ou não. a lerem, nao apenas o belo relatório do colaborador do Springfield Dai/ y Union, transcrito pelo Sr. Alexandre Aksakof em "Animismo e Espiritismo”. mas o livro todo. que é um compêndio magnifico de aprendizagem e elucidado dos fenômenos espiritas. Não devemos nem poderemos limitar nossa instrução doutri- nária aos livros mediúnicos tio-somente. Estes são. com efeito, importantes. indispensáveis i nosm cultura doutri- nária. encantadores. e podemos mesmo afirmar que o Es- piritismo é produto da mediunidade nos seus diferentes graus. Mas numa obra mediúnica seria impossível ao autor reeapitular todo o precioso acervo de observações. de aná- lises. de experiencias. etc. . que as obras dos grandes mes- tres colaboradores de Allan Kardec apresentaram. Ao de- mais, para apreciarmos o valor e a beleza de uma obra me- diúnica. principalmente romances, teremos de conhecer as obras básicas a fim de sabermos analisar s perícia da arte literária de Além-Túmulo. que apresenta os mais vs- riados e belos aspectos doutrinários. devendo ser sempre calcados sobre os princípios inabalaveis erigidos por Allan Kardec e seus continuadores. Não eaireriios no perigo do solisma e das opiniõa particulares se conhecermos o Es- piritismo atraves dos livros basicos dos seus granda escri- tores, porque aí aprenderemos a observar, raciocinar e analisar com eles. O caso de que fala Altsakof é um estímulo para os médiuns em geral e para os jovens candidatos s mediuni- dade em particular. Lendo todo o trecho exposto no livro. compreenderemos não ser impossível se repita. algum ao Auizoooousouoon dia. nas plagas brasileiras. fato semelhante ao que se pas- sou com o romance de Dickens. No Brasil, afirmam os Amigos Invisíveis. existem portes mediúnicos de primeira qualidade. e a obra que já possuímos nesse sentido não nos permite duvidar da pos- sibilidade acima enunciada_ Mas o que é certo também é que. por muitos motivos. convém ao médium ajudar o Es- pírito comunicante nas suas realizações de qualquer natu- reza. E esse auxílio estará. certamente. no esforço da sua boa vontade para se espiritualizar. instruir-se. elevar-se a dignidade da Revelação que traz os mais respeitáveis fo- ros de transcendência e divindade, pois não ignoramos que um médium assim habilitado sera instrumento prefe- rido para o labor do Espírito esclarecido nas verdades eternas. Emas coisas, já as dizia Allan Kardec e Léon D9 nis por outras palavras. e vemos que o próprio Carlos Dic- kens demorou bastante a encontrar um médium capaz para o que desejava. Essa capacidade. porem. podendo-se prender tio-só as disposições particulares da faculdade, também podera ser adquirida através do cultivo da mes- ma, pois sabemos que uma faculdade mediúnica progredi- ra com o esforço do seu possuidor para aperfeiçoa-la. De qualquer forma, o bom estudo da Doutrina Espírita, ini~ ciado da sua base, desvenda horizontes novos. sublimes. arrebatadores para as nossas almas, porque, acima de tudo. nos leva a um número de observações que compro- vam. de forma racional. a verdade do fenómeno mediúni- co. o qual, combatido por uns e aceito por outros ate ao exagero e ao fanatismo. perseveni. no entanto. na sua justa posição de força da Natureza digna de ser estudpda. ob- servada. respeitada e praticada. Procuremos, pois. em nossas estantes, os grandes compendios de Espiritismo e aprendamos, em suas pagi- nas. a incontestável belem da Doutrina de que somos adeptos. Aurzoocouaouooa si
  6. 6. A GRANDE DOUTRINA DOS FORTES De quando em vez chegam aos nossos ouvidos quei- xas de irmlos em crença, cuja sensibilidade não se confor- ma com certos deslizes praticados por espíritas, que pare- cem não estar a altura da importante tarefa confunda pelo Invisível aos adeptos da Terceira Revelação. Temos pro- curado reconfortar quanto possível escs delicados irmaos, chamando-lhes a atenção para determinados pontos de Doutrina, capazes de explicar também essa particularida- de em tomo dos mesmos adeptos. E isso para que os queíxosos não se dobrem ao deslnimo, fazendo periclitar a própria re. o que é sempre possível aos adeptos que se atenham a uma fé sorvida no que ouviram outros adeptos dizerem, em vez de se dedicarcm aos livros da legítima Doutrina Espírita e às observações daí conseqüentes. in- dispensáveis sempre à boa ¡nstmção de cada um. O estu- do eficiente do Espiritismo esclarece de tal forma os as- pectos gerais da vida, como a situaçao dos espíritas, que. a ele nos dedicando devidamente, não mais surpresas nem vacilações nos chocado em qualquer setor. Seremos entío espíritas preparados para os entrechoques das múltiplas facetas da existencia. .. e saberemos que o Espiritismo e o proprio Evangelho exigem que, para servi-los, sejamos realmente fortes, capazes de enfrentar quaisquer situações difíceis, seja no ardor das próprias provações. nas lutas a ¡Luzooeousounon do trabalho em geral ou diante das fraquezas e imperfei- dos irmãos em crença. Meditando sobre o Evangelho, vamos observar que, para podermos pratica-Io, deveremos, acima de tudo. ser vigorosos de ânimo. corajosos a toda prova. Os primeiros discípulos do Nazareno c os primeiros cristãos foram espí- ritos fortes por excelência, idealistas audazes, práticos e não místicos. caracteres de ação, porque a tarefa a realizar seria volumosa demais para os ombros de um contempla- tivo. Um caráter tíbio, por exemplo. mmo romperia cle com as tradições milenárias do Judaísmo ou do Paganis- mo, para renovar totalmente as próprias convicções? Como enfrentaria, o tímido. a necessidade de se curvar à palavra revolucionária de Jesus, palavra que arrojaria por term antigos preceitos de domínio e até de crueldade, para aceitar a uniao das criaturas através do Amor, quando a força era que ditava leis? E como suportaria o indeciso a ordem divina de compreender num mendigo. num lepro- so, numa pecadora, num publicano ou num samaritano o irmão a quem deveria amar e proteger, quando o ódio de casta ou de raça e o desprezo pelos pequeninos eram reco- mendações seculares? Como se haveria o impressionavel, sob o imperativo de morrer pelo amor do Cristo à frente da espada dos lterodianos ou nas arenas dos Circos de Roma, dando-se como repasto as feras? E, sem a coragem da própria fé - porque a fé é uma expressão de coragem -, como poderiam apor as mãos sobre um endemoninha- do. um paralítioo ou um leproso e cura-los em nome do Senhor? E ainda sem a fortaleza do ânimo, como acredita- riam eles na vitória daquela estranha Doutrina_ saída de uma obscura província dominada pela águia romana, Dou- trina que eles próprios deveriam espalhar pelo mundo, onde só a força. o egoísmo e o orgulho lavraram leis? O próprio Jesus, expondo a sua Grande Doutrina, lança sen- tenças impressionantes, que seriam como ordenaçõcs irre- A tuzno cortsouooa 4a
  7. 7. torquíveis, próprias para espíritos fortes, que os pusillni- mes demorariam a compreender e aceitar: - “Seja o vamo falar: Sim, sim; n10. riio. " - “Aquele que ama a seu pai ou a sua mle mais do que a mim, não é digno de mim. E aquele_ que não_ renun- ciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo. - "Em verdade te digo que ninguém pode ver o reino de Deus. se não nascer de novo. ” -"Eun¡ovimuuerpuaTerra. mniespadmvim separar de seu pa¡ o homem. de sua mãe a filha, de sua sogm a nora; e o homem tera por inimigos os de sua própna casa. Vim lançar fogo a Tem e desejo que ele se acenda. ” - “Se o teu olho ou a tua mio te servem de escan- dalo, corta-os e lança-os fora de ti; porque melhor te é que se perca um ou dois dos teus membros do que todo o teu corpo va para o infemo. ” - “Se alguém te ferir na face direita. oferece tam- bém a outra; e aquele que tirar a tua túnica. M94” “mbém a capa. " , - "Amai a vossos inimigos. fazei bem aos que. vos : em ódio, e ora¡ pelos que vos perseguem e oaluniam. - “Porque, se vós nio amais senão os que vos amam, que méritos haveis de ter? " - “Se vossa justiça não for maior e mais perfeita do que a dos escribas e fariseus. não enmreis no reino dos Céus. " - “Assim, luza a vossa luz diante dos homem, que eles vejam as vossas boas obra, e glorifiquem a vosso Pa¡ que esta no Céus. ” - "Sede, pois, perfeitos, como vamo Pai Celestial é perfeito. " Sao, como vemos, ordens de comando revolucioná- rio, impelindo paladinos para a grandiosa batalha de en- contrar Deus em si próprios! E, se mais nlo citarcmos, será porque iríamos longe com a observação. O Evangelho, pois. se é uma escola onde aprende- u Awzooeouoouoon mos as doçuras do Amor, é onde também encontraremos as atitudes oorajosas do herói do ideal divino. Nas mesmas condições encararemos os espíritas. Os caracteres fraeosnímidos, indecisos. demoraria a se inte- grarem nos embates fomecidos pelo Espiritismo. 'Tam- bém estae e Doutrina para os fortes, ou seja. , para aqueles que, em migrações terrena: do pretérito, tanto erraram, e no Alem-Túmulo tanto sofreram por iso, que agora se dispuseram a uma reforma geral do próprio caráter atra- vés do Espiritismo. E. com efeito! Combater as próprias imperfeições diariamente, não ignorando que. se o não fi- zer. desonrara a própria Doutrina a que se julgou filiar; so- correr necessitados sem pouuir recursos suficientes para o mandato, confiante no auxílio do Mestre Nazareno; medí- ear enfermos sem haver cursado Medicina; subir a uma tribuna diante de assembleia numerosa. que espreita pronta para a critica. a ñm de defender a Verdade, saben- do que esse é um dever a que nlo poder¡ fugir. porque ainda ontem, em existências transatas. deprimiu a mesma Verdade; enfrentar obsenores e faze-los recuar dos abis- mos dc Mal para as suaves trilhas do Amor e do Perdão, certo de que e apenas intérprete das forças do Céu. por~ que não possui virtudes para tio alto feito; investigar o ln- visível com a própria fé e as forças do coraçao, porque sabe não ser anjo nem sábio; arvorar-se em secretário de entidades aladas para a produçao de compendios de Mo- ral. de Filosofia ou de ciencias transcendentes, e apresen- tÁ-los ao mundo impiedoso com suas criticas, não sendo escritor e tampouco posuindo diplorms universitários; sub- mener-se a vontade dos Mentores Espirituais e executa-los. sobrecarregando-se, dia a dia, das mais pesadasireaponsa- bilidades perante os homens e os Espíritos; ser levado, por amor a jesus, a perdoar e esquecer os ultrajes que lhe ferem o coraçao e eonturbam o espírito; renunciar a cada dia. às vezes até mesmo as mais doces aspirações do cora- ção, morrendo para si mesmo a fim de ressurgir para Atuzoooomoutooa u
  8. 8. Deus, e. acima de tudo. liliar-se ls falangea dos discípulos de Jesus e dos baluarte: da Terceira Revelação - nlo sera dispor de forças suptemas na Terra, n10 ser¡ ser cora- joso por excelência? E. convenhamos que e desses tais que Jesus precisa agora, como ontem precisou dos peca- dores, dos mendigos, dos malvistos pela sociedade para a propaganda da Sua Doutrina. únicos individuos que. apo sar das imperfeições que portavam, estiveram à altura de compreender e executar os aaeriñcios necessários a difu- são da Grande Nova que surgia. Muitos de nós, realmente, ainda nño somos verda- deiros espiritas nem verdadeiros criados. Mas também j¡ não seremos homicidas. nem roubadores, nem traidores. nem devassos, riem ébrios. nem adúlteros, nem suicidas. Observaremos, então, que nosso progresso dentro do ensi- no espírita há sido fabuloso, pois ainda ontem fomos tudo isso, nlo obstante alguns deslizes que mais ou menos ain- da praticamos. Devemos. portanto, ver uns nos outros es- píritos valorosos que lutam contra as próprias imperfeições, sob a redentora proteção do Consolador enviado pelo Cristo de Deus! Não vejamos em nossos irmãos de cren- ça, ainda imperfeitos. espiritas indesejáveis, mas pupilas de uma Doutrina Celeste, recém-libertados de terríveis correntes malignas. E ae, por nossa vez, nos julgamos har- monizados com os esplendores da Verdade. estendamos até eles nossos afetos. auxiliandocs quanto possível a se integrarem na verdadeira essencia da Doutrina Espirita. . que é poderosa bastante para reeducar os necusitados de forças renovadoras e de luzes espirituais. E todo esse tra- balho, que somos chamados a executar. sera labor para es- píritos fortes. .. porquanto. tal como aconteceu aos primei- ros discípulos do Nazareno, também teremos de desen- volver lutas ârduas para o estabelecimento das verdades celestes sobre a Terra - supremo ideal daqueles que já conseguiram predisposiçbes para a comunhio com a Força Suprema do Etemo Bem. as Àwzoocousouiooa O ESTRANHO MUNDO DOS SUICIDAS _ _Ffellücnlemcntc_ somos procurado por iniciantes do Espiritismo, para explicações sobre este ou aquele ponto da Doutrina. Tantas são as perguntas, e tão variadas. que nos chepm, até mesmo _através de cartas, que chegamos à conclusão de que a dúvida e_ a desorientaçio que Iavram entre os aprendizes da Terceira Revelação partem do fato de eles ainda não terem percebido que. para nos apaga. mos dos seus legítimos ensinamentos, havemos de esta» belecer um estudo metódico. parcelado, partindo da base d* dwtñnt. ou exposição das leis, e nlo do coroamento, exatamente como o aluno de uma escola iniciará o curso da pnmeira série e não da quarta ou da quinta. Desconheecndo a longa série dos clássicos que ex- puseram as leis transcendentes em que se firmam os valo- res da mesma Doutrina, nIo somente nos veremos contor- nados pela confusão, impossibilitados de um sadio dis- cernimento sobrero assunto, como também o sofisma, tio pengoso em assuntos de Espiritismo, vira em nosso eneal- ço. pois não saberemos raciocinar devidamente; uma vez que só a_ exposição das leis da Doutrina nos habilitar¡ ao verdadeiro raciocinio. Procuraremos responder a uma dessas perguntas, de vez qucnos chegou através de uma carta. pergunu que nos afligiu profundamente, visto que fere assunto melin- À LUZ DO OONSGADOR g7
  9. 9. droso, dos mais graves que a Doutrina Espírita costuma examinar. A dita pergunta veio acompanhada de interpre- tações sofrsmadas. próprias daquele que ainda não se deu ao trabalho de investigr o assunto para deduzir com a se- gurança da lógica. Pergunta o missivista: - Um suicida por motivos nobres sofre os mesmos torrnentos que os demais suicidas? Não haverá para ele uma misericórdia especial? E então respondemos: - De tudo quanto, ane hoje, temos estudado. aprendi» do e observado em tomo do suicídio à luz da Doutrina Espl- rita. nada. absolutamente. nos tem conferido o direito de crer que existam Inativos nobres parajustiñmr o suicídio perante as leis de Deus. O que sabemos é que o suicídio é in- fração as leis de Deus. considerada das mais graves que o ser humano poderia praticar ante o seu Criador. Os prô prios Espíritos de suicidas : io unanimea em declarar a in- tensidade dos sofrimentos que experimentam, a amargura da situação em que se agitam, conseqüentes do seu im- pensado ato. Muitos deles, como o grande escritor Camilo Castelo Branco, que advertiu os homem em termos vee- mentes, em memorável comunicação concedida ao antigo medium Femando de Lacerda, afrmram que a fome, a de- silusão, a pobreza, a desonra, a doença, a cegueira, qual- quer situação. por mais angusticsa que seja, sobre a Terra, ainda seria excelente condição “comparada ao que de me- lhor se possa atingir pelos desvios do suicidio". Durante nosso longo tiroclnio mediúnico, temos tra- tado com numerosos Espíritos de suicidas. e todos eles se revelam e se confessam superlativamente desgragdos no Além-Tñimulo, lamentando o momento em que sucumbi- ram. Certamente que não haver¡ regra geral para a situa- ção dos suicidas. A situado de um desencamado, como também de um suicida. depender¡ ate mesmo do genero de vida que ele levou na Terra. dc seu caráter pessoal, das ações praticadas antes de morrer. 4a Awzoocousounon Num suicídio violento como. por exemplo. os oca- sionados sob as rodas de um trem de ferro, ou outro qual- quer veículo, por uma queda de grande altura, pelo fogo, eee. , necessariamente haver¡ traumatismo perispirimal e mental muito mais intenso e doloroso que nos demais. Ma: a terrível situaçao de todos eles se estenderá por uma rede de complexos desorienradorea. implicando novas reencarnações que poderio produzir até mesmo enfermi- dades insolúveis, como a paralisia e a epilepsia, descontro- les do sistema nervoso. retardamento mental, etc. Um tiro no ouvido, por exemplo. segundo informações dos pró- prios Espíritos de suicidas. em alguns casos poderá arras- tar a surdez em encamação posterior, no coração, arrastar¡ a enfermidades indefrníveis no próprio órgão, conseqüen- cia essa que infelicitara toda uma existencia. amamentan- do-a por indisposições e desequilíbrios insolúveis. Entretanto. tais consequencias não decorrerão como castigo enviado por Deus ao infrator, mas como Jairo ¡rala- mldeunramaraderamonisadammasleitdawkíardamn Ie, ler' da Cum-Jo, ponarrlo. E todo esse acervo de males será da inteira responsabilidade do próprio suicida. Não era esse o seu dtino, previsto pelas leis divinas. Mas ele próprio o fabricou, ral como se apresenta, com a infração àquelas leis. E assim sendo, tratando-se. tais sofrimentos, do efeito natural de uma causa desarmoniuda com leis invariiveis. qualquer suicida há-de suportar os mesmos efeitos. ao passo que estes seguirão seu próprio curso até que causas reaeionarias posteriores os anulem. No caso proposto pelo nosso missivista, poderemos raciocinar, dentro dos ensinamentos revelados pelos Espí- ritos, que o suicida poderia ser sincero ao supor; que seu suicídio se efetivasse por um motivo nobre. Os duelos também são realizados por motivos que os homens supõem honrosas e nobres, assim como as guerras. e ambos são in- frações gravísimas perante as leis divinas. O que um sui- cida suporia motivo honroso ou nobre, poderia, em verda- Aurznocousounon 4a
  10. 10. de. mais não ser do que falso conceito, solisma, a que se adaptou, resultado dos preconceitos acatados pelos ho- mens como princípios inabaláveis. A honra espiritual se escriba em pontos bem diver- sos, porque nos induzirá, acima de tudo, ao respeito das mesma leis. Mas, sendo o suicida sincero no julgar que motivos honrwos o ¡mpeliram ao fato, certamente haver¡ atenuantcs, mas não justificativa ou isenção de responsa- bilidade. Se assim não fosse. o raciocínio índia que have- ria derrogaçao das próprias leis de harmonia da Criação, o que não se poderá admitir. Quanto l misericórdia a que esse infrator teria direito como filho de Deus, nio se trata- ria, certamente, de uma misericórdia especial. A miseri- córdia de Deus se estende tanto sobre esse suicida como sobre os demais, sem predileções nem protecionismo. Ela se revela no concurso desvclado dos bons Espíritos, que auxiliado o soerguirnento do culpado para a devida reabi- litação, infundindo-lhe ânimo e esperança e cercando-o de toda a aridade possível, inclusive com a prece, exata- mente como na Terra agimos com os doentes e sofredores a quem socorieinos. Estará também na possibilidade de o suicida se reabilitar para s¡ próprio, atraves de reencama- ções futuras, para as duas sociedades, terrena e invisível, as quais escandalizou com o seu gesto, e para as leis de Deus, sem se perder irremiaivelmcnte na condenado es- piritual. De qualquer forma, com atenuantes ou agravantes, o de que nenhum suicida se isentará é da reparação do ato que praticou com o desrespeito as leis da Criado, e uma nova existencia o aguardaii, certamente em condições mais precárias do que aquela que destruiu, a si mesmo provando a honra espiritual que infringira. 0 suicídio é rodeado de complexos e sutilczas im- previsíveis, contomado por situações e conseqüências de- licadlssimas, que variam de grau e intensidade diante das circunstâncias. As leis de Deus são profundas c sábias, re- so Àwzoocousounon querendo dc nós micros o máximo equilíbrio para estuda-las c aprende-las sem aimed-las com os nossos gostos e paixões. Assim sendo, que fique bem esclarecido que ne- nhum motivo neste mundo ser¡ bastante honrosopara justificar o suicídio diante das leis de_ Deus. O suicida é que poder¡ ser sincero ao supor tal coisa, daí advindo en- tio atenuantes a seu favor. _melhor mesmo é seguimos ol conselhos dos próprios suicidas que se comunicam com os médiuns: - Que os homens suportaem todos os males que lhes advenhairi da Teria, que supoitem fome. desilu- sões, desonra, doenças, desgraças sob qualquer aspecto. tudo quanto o mundo apresente como sofrimento e martí- rio, porque tudo isso ainda scrá_preferíve_l ao que de mc- Ihor se possa atingir pelos desvios do suicídio. E eles. _os Espíritos dos suicidas, sic. realmente, os mais credencia- dos para tratar do anunto. Atuznocousounon ll
  11. 11. AOS JOVENS ESPÍRITAS Um amigo declarou-nos, recentemente, que, pela primeira vez na história da Humanidade. os jovens dedi- cados às lides religiosas e espirituais tem ensejo de proje- tar os próprios talentos filosóficos, graças a instituição das chamadas Juvenmdcs Espírita. Não fora isso e se per- deriam preciosos cabedais trazidos pela juventude ao reencamar. porque esse¡ jovens espíritas nao seriam ja- mais conhecidos, nem aproveitados os seus valores pes- soais a benefício da Doutrina Espírita e da coletividade humana. E que. por isso. em pela amplitude da institui- ção. que deverá crescer sempre mais. Também aplaudimos a instituição disciplinada das Juventude: e Mocidades Espíritas. pois sinceramente en- tendemos que ela e um bem c muito auxiliará os maços a se ñrmarem para os gloriosos destinos espirituais. que muitos certamente alcançado em breve etapa. Todavia. é bom raciocinar que esa instituição existiu desde os pri- meiros dias do Cristianismo e do Espiritismo. senão com a feição hoje apreciada em nossa Doutrina. pelo menos muito significativamente estabelecida pela própria legisla- ção celeste. Partindo do Cristianismo, observaremos que o seu fundador. Jesus de Nazaré. ao ser crucificado. eu um jo- vem que contaria trinta e tres anos de idade, talvez me- s: ÀLUIDOOONSOLADOR nos. segundo os fundamentos históricos de ilustres inves- tigadores e historiadores. Igualmente jovem seria João Ba~ tinta, o seu grande precursor, cuja idade orçiria pela do Mestre. Dos doze apóstolos por ele, o Mestre. escolhidos. apenas dois teriam sido de idade madura. segundo os mesmos historiadores e as afirmativas das obra mediúnim: - Simão. o relate. e Tiago. filho de Alfeu, porque o próprio Simão Barjonas (Pedro) seria homem de apenas quarenta anos de idade por ocasião da morte do Mestre, segundo os mesmos historiadores e a observação em tomo dos Evan- gelhos e dos Atos dos Apóstolos. Os demais. judas lscario- tes inclusive. seriam personalidades de vinte e tantos e trinta e poucos anos de idade. enquanto João Evangelista contaria vinte anos, por ocasião do Calvário. um adoles- cente. portanto, que se iniciou no apoanolado com menos de vinte. João Marcos, por sua vez. outro evangelista. era um rapazote ao tempo de Jesus. adolescente quando se ini- ciou nos serviços do Cristo com seu amigo e instrutor Si- mão Pedro. Esoevio. a mais doce e comovente figura da- queles dias difíceis, o primeiro mártir do Cristianismo, depois do próprio Jesus. era pouco mais que adolescente ao ser lapidado. Jovem também era o grande Paulo de Tarso. ao se dedicar a causa de Jesus para todo o sempre: - “. .. e as testemunhas (da morte de Estevão), tomando -lhe as vestes, as puseram aos pés de um manoebo chama- do Saulo”. esclarecem os versículos SS a S8 de Atos dos Apóstolos. Muito moço ainda. senao propriamente jovem. seria o evangelista Lucas. a julgar pela intensidade de suas lides. O Cristianismo primitivo. nos dias de trabalho. de testemunhos. de difusão e de martírio está repleto de referencias a pessoas jovens convertidas ao apostolado cristao. jovens que não fraquejaram na fé pelo seu ideal nem mesmo à frente das feras. nos Cineos de Roma. As obras mediúnicas que se reportam a esses tempos são in- cansaveis nas referencias a jovens cristãos possuldos do ÀLUIDOOOUBOLADOR os
  12. 12. ideal sublime da renovação pelo Amor. cujo desempenho heróico e oferecido à Humanidade hodiema como padrlo de honradez. fidelidade e nobreza moral. Igualmente jovens foram. ao se projetarem no mun- do como exemplos de virtudes inesquecíveis. Francisco de Assis. chamado O Cristo da Idade Média. o qual contava vinte anos de idade quando vozes espirituais o advertiram, lembrando-lhe os compromissos firmados com o Senhor. ao reencarnar; e Antonio de Padua. aquele angelical Fernando de Bulhões, que aos dezesseis anos deixou os braços matemos para se iniciar na Ciencia Ce- leste e se tomar o poderoso médium de transporte em corpo astral. o paladino da oratória religiosa numa época de cavalaria e guerras. e cuja ternura pelas crianças ainda hoje inspira corações delicados ao mesmo añ. sete séculos depois da sua passagem pelo mundo. Jovem de dezoito primaveras foi Joana d'Arc. figura inconfundível do início da Renascença, médium passivo por excelência. cuja vida singular atrai nossa atenção como a luz de uma estrela que não se apagou ainda. .. E também Vicente de Paulo. ini- ciando seu inesquecível apostolado aos vinte e quatro anos de idade. e. se rebuscássemoa as páginas da História. com vagar. outros enconuaríamos para reforçar a nossa ex- posição. A história do Espiritismo não e menos significativa. com a impressionante falange de juventude e mocidade convocada para os misteres da Revelação Celeste, que ea- minha sempre: - Jovens de catorze e quinze anos de idade foram as imais Fox. as celebre: médiuns de Hydesville, ao ini- ciarem compromissos mediúnicos com o Alto. compromis- sos que abalaram os alicerces de uma civilização e marca» ram a aurora de empa nova para a Humanidade. Jovem também, alguns dos principais instrumentos mediúnicos de Allan Kardec, e cuja missão singular muitos espíritas esqueceram: - Mlle. Japhet, Mlle. Aline. Mlle. Boudin. .. u ¡Luzooeomouooa Jovem de vinte e poucos anos era o médium norte-ameri- cano James. citado por Altsakof. o qual prosseguiu o ro- mance “O Mistério de Edwin Drood”, de Charles Dickens. deixado inacabado pelo autor. que falecer-a. faco único na história da mediunidade. até hoje. Jovem. a célebre mé- dium de Alexandre Aksaltol', Elizabeth d'Esperance, que desde menina falava com os desencarnados e que se tor- nou, posteriormente. ainda na juventude, um dos maiores médiuns de efeitos físicos e mauerializações de Espíritos. de modos os tempos. Jovem também a nio menos celebre médium de William Crookes. que materializava o Espírito de Katie King. Florence Cook. que, com a sua extraordi- nária faculdade. ofertou ao Espiritismo e ao mundo pág¡- nas fulgurantes e inesquecíveis com aquelas materializa- çõee. tão jovem que só mais tarde contraiu matrimônio. Também desfrumndo plena mocidade foi que a lúcida in- terprete do Espírito do Conde Rocheater. Condessa W. Krijanovslty, obteve os romances brilhantes. que arreba- nharam para o Espiritismo tantos adeptos. Jovem de vinte e uma primavera: era Léon Denis. o grande pensador es. pírita. que tanto enalteceu a causa. ao iniciar seu labor no seio da Doutrina dos Espíritos, e também Camilo Flam- marion, o astrônomo poeta. outro médium de Allan Kar- dee. No Brasil. não menos jovem, de vinte e um¡ prima- veras. ao se iniciar no intercâmbio com o Invisível, foi o medium Frederico Júnior. cujo apostolado quase sublime é desconhecido da geração espírita da atualidade. Muito moças ainda, se não propriamente jovens. eram Femando de Lacerda, o psioógrafo mecanico, que escrevia com as duas mlos paginas de clássicos portugueses. enquanto conversava com amigos ou deapachava papeis na reparti- ção em que trabalhava. e Carlos Mimbelli, produtor dos mais signiñutivos casos de materialização de espíritos em nossa pátria. pois que ambos nem mesmo esperaram a ve- lhice para desencamar. E jovem também era Zilda Gama. ÀLIIIDOOONSOLADOR s¡
  13. 13. ao se projetar. em 1920. com o seu primeiro livro mediá- nico, “Na Sombra e na Luz”. Jovem de vinte e um anos de idade era Francisco Cândido Xavier ao se revelar ao mundo com o livro "Par- naso de Além-Wmulo”, para prosreguir numa-ascensão rnediúniea apostolar, que não fundou ainda. E, finalmente. jovem também era Yvonne A. Pereira'. que aos dove anos de idade escrevia mediunizada sem o saber, que aos quin- ze recebia paginas de literatura profana sob o controle mc- diúnico da entidade espiritual Roberto de Canalejas. que a acompanhava desde a infância. e que antes dos vin- te tinha a seu cargo a tremenda responsabilidade de um Posto Mediúnico para receituário e curas de obsessão. e j¡ esboçados tres dos livros que posteriormente publicaria. Ambos, Francisco Cândido Xavier e Yvonne A. Pereira, já aos cinco anos de idade viam os Espíritos desencamados e com eles falavam. supondo-os seres humanos. tal como Elizabeth dT-Zspérance. Da¡ para ea, então. os 'ovens espl- riras começaram a ser preparados através das uventudcs e Mocidade: : espiritas constituídas dentro dos Centros como seus departamentos infanto-juvenis. orientados e assistidos por confrades esclarecidos. experientes e idô- neos, exercendo as funções de mentores. Entre inúmeros jovens outros que poderíamos ainda citar, temos Leopoldo Cime que. aos 21 anos de idade, foi eleito vice-presidente e aos 31 presidente da maior orga- niuçio espiritista do mundo - a Federação Espírita Bra- sileira. Como vemos. pois. Cristianismo e Espiritismo são doutrinas também facultadas a jovens. .. e, merce de Deus, parece que todos eles. pelo menos os acima cita- dos. não negligenciaram na multiplicado dos talentos Nota da Editora - O leitor deva considerar que a Autora. ao escrever ossos artigos. usava o pseudônimo Frederico Fran- s¡ ÀLUIDOOOHSOLADOR pelo Senhor conñados aos seus cuidados. Acreditamos gire as rnstrturgões denominadas Juventudes e Mo- cndradu Espíritas facilitaria. sim. muitísimo, as tarefas dos ; ovem da atualidade e do futuro. tarefas. que, para os do passado. foram eercadas de espinhos e sacrifícios, de dramas e até de tragédias. Que Deus vos abençoe. pois, jovens espíritas! Ten- de a mão no irado para lavrar os múltiplos campos da Sea- ra Espínra. Elevai bem alto esse farol imortal, que rece- bestes imaculado das mãos dos vossos predeeessoresl Sede ñeis guardião: dessa Doutrina que tudo possui para tomar sábia e feliz a Humanidade! O mauro vos espera, frementc de esperanças! E o passado vos contempla. ani- mado pela confiança! ÂLUZDOOONSOLADOR g7

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