A Terra um planeta em mudança

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A Terra um planeta em mudança
Biologia Geologia 10º Ano
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A Terra um planeta em mudança

  1. 1. A TERRA, UM PLANETA EM MUDANÇA... (In, Roque et al., 1985)
  2. 2. É verdade que os continentes se movem? E estiveram agrupados numa única massa de terra? ( Domingues et al., 1998)
  3. 3. COMO EXPLICAR A ORIGEM DA SUPERFÍCIE TERRESTRE?
  4. 4. 1.1- PRINCÍPIOS BÁSICOS DO RACIOCÍNIO GEOLÓGICO
  5. 5. CATASTROFISMO GEOLÓGICO A.WERNER ( Século XVII) No século XVII, foram propostas por A. Werner as ideias do Catastrofismo. Para este cientista a superfície terrestre sofreu grandes catástrofes, tais como erupções vulcânicas, sismos e inundações, interpretadas como manifestações da intervenção divina.
  6. 6. Figura 4- Representação esquemática do catastrofismo, defendido por Werner. ( Nascimento et al., 1998)
  7. 7. Teoria do Uniformitarismo  “ O PRESENTE É A CHAVE DO PASSADO” JAMES HUTTON (Finais do século XVIII) Princípios orientadores: -As leis naturais são constantes no espaço e no tempo; -Deve explicar-se o passado a partir do que se observa hoje, isto é, as causas que provocaram determinados fenómenos no passado são idênticos às que provocam o mesmo tipo de fenómenos na presente – princípio do atualismo ou princípio das causa atuais, que pode resumir- se na seguinte frase “o presente é a chave do passado”; -As mudanças geológicas são cíclicas.
  8. 8. ... os fenómenos geológicos que actuam presentemente na superfície terrestre são os mesmos que actuaram no passado.... Hutton A- Trilobite B- Amonite ( Domingues, 1998)
  9. 9. Neocatastrofismo - Esta nova teoria reconhece o uniformitarismo como o guia principal que permite entender os processo geológicos, mas não exclui que fenómenos catastróficos ocasionais tenham contribuído para eventuais alterações localizadas na superfície terrestre. Esta conceção procura interpretar os efeitos de alguns fenómenos catastróficos, como acontece com os impactos meteoríticos, baseando-se em dados geológicos.
  10. 10. 2- O MOBILISMO GEOLÓGICO
  11. 11. C O N T I N E N T E S Q U E S E M O V E M ? Figura 7 – Desenho esquemático da complementariedade nos recortes dos continentes ( Domingues et al., 1998).
  12. 12. WEGENER (1912) “ TEORIA DA DERIVA CONTINENTAL” Figura 8 – Fotografia de Wegener ( http://domingos.home . sapo.pt/tect_placas_1.html).
  13. 13. Figura 9 –Figura que representa o movimento dos continentes ( Viana et al., 2000). Wegener avançou com a hipótese que os continentes atuais teriam estado reunidos num único supercontinente, ao qual se designou por “Pangeia”, rodeado por um único e extenso oceano- Pantalassa. O supercontinente acabou por se fragmentar, passando os atuais continentes a moverem-se entre si ao longo do tempo geológico.
  14. 14. ARGUMENTOS Geográficos/M orfológicos Paleontológicos Paleoclimáticos Geológicos
  15. 15. Figura 10- Desenhos esquemáticos figurativos de autoria de John Holden, para representar o ajustamento dos continentes, existindo uma certa harmonia de um e do outro lado das linhas de costa ( Wyllie, 1979). ARGUMENTOS GEOGRÁFICOS/Morfológicos Baseiam-se na possibilidade de ajustamento dos contornos das massas continentais, nomeadamente o continente Africano e o continente da América do Sul. Segundo Wegener os continentes um dia estiveram encaixados uns nos outros, como se fosse um “puzzle”.
  16. 16. Figura 11 - Esquema ilustrativo da distribuição geográfica dos fósseis ( http://domingos.home . sapo.pt/tect_placas_1.html). ARGUMENTOS PALEONTOLÓGICOS Indicam semelhanças de faunas e de floras antigas em diferentes continentes. Por exemplo, forma encontrados restos do feto Glossopteris na África do Sul, na Índia e na Austrália.
  17. 17. Figura 12 - Planisfério atual ilustrativo da distribuição dos depósitos glaciários com cerca de 300 milhões de anos ( http://domingos.home. sapo.pt/tect_placas_1.html). ARGUMENTOS PALEOCLIMÁTICOS Apoiam-se na existência de depósitos glaciares com a mesma idade geológica em diferentes continentes.
  18. 18. Figura 13 - Figura representativa da concordância geológica em continentes que atualmente se encontram afastados ( Nascimento et al.,1995). ARGUMENTOS GEOLÓGICOS Fundamentam-se na continuidade das rochas entre a África e a América do Sul, no que diz respeito às séries estratigráficas.
  19. 19. A ESTRUTURA DO GLOBO TERRESTRE
  20. 20. Figura 14 - Estrutura interna da Terra. (In Freitas et al., 1998)
  21. 21. Figura 15 - Corte esquemático da estrutura interna da Terra ( Hodges et al., 1986).
  22. 22. Figura 16 - Representação esquemática das correntes de convecção ( http://domingos.home . sapo.pt/tect_placas_1.html).
  23. 23. Figura 17 - Esquema representativo do mecanismo básico da Tectónica de placas, evidenciando a convecção do material do manto ( BAPTISTA et al., 1995).
  24. 24. AS PLACAS LITOSFÉRICAS
  25. 25. Os cientistas apresentaram uma hipótese razoável sobre o movimento das placas litosféricas - a “ Teoria da Tectónica de Placas”, defendida por Morgan e Parker, sendo considerada como um aperfeiçoamento das ideias de Wegener sobre a “ a Teoria da Deriva dos Continentes. Segundo esta teoria a Litosfera é formada por placas rígidas, que se encontram assentes sobre o material plástico da Astenosfera (Roque,1986). O estudo da distribuição sismíca e vulcânica permitiu delimitar sete placas principais: a Norte-Americana, a Sul Americana, a Pacífica, a Euroasiática, a Africana, a Indo-Australiana e a Antárctida. Associadas a estas placas encontram-se seis placas de menores dimensões: a de Nazca, de Cocos, das Caraíbas, das Filipinas, da Egeia e da Arábica
  26. 26. Figura 18 - Esquema ilustrativo das placas litosféricas e as respectivas designações; as direcções dos movimentos relativos das placas encontram-se indicadas com as setas (http://domingos.home . sapo.pt/tect_placas_1.html).
  27. 27. Figura 19 - Esquema ilustrativo dos principais tipos de fronteiras entre as placas litosféricas ( http://www.terravista.pt/Copacabana/1519/tectónica/4.htm).
  28. 28. Fronteira divergente (Limites construtivos): Surgem em locais onde as placas litosféricas se afastam progressivamente para um e para o outro lado, a partir do rifte, à medida que se forma mais material litosférico pelo arrefecimento de magma que ascendeu. Um exemplo deste tipo de fronteira é a crista média Atlântica; esta cadeia encontra-se submersa, sendo apenas um pequeno segmento de cadeia global de cristas médias oceânicas que circundam a Terra.
  29. 29. Fronteira convergente (limites destrutivos): A forma como as placas se comportam numa situação de convergência depende do tipo de litosfera que a constitui e a convergência pode ocorrer entre: uma placa oceânica/ placa continental; uma placa oceânica/placa oceânica; placa continental/placa continental. Quando ocorre a convergência de uma placa oceânica/ placa continental, verifica-se que devido à maior densidade da placa oceânica, esta tende a sofrer subducção em relação à continental . No caso da convergência de duas placas oceânicas, uma delas acaba por sofrer subducção em relação à outra, conduzindo à formação de uma fossa. Quando duas placas continentais chocam não ocorre subducção, porque ambas as placas rochosas são formadas por materiais rochosos de baixa densidade. Desta forma, as placas tendem a resistir ao movimento descendente e ocorrem enrugamentos, elevando-se ou deslocando-se lateralmente.
  30. 30. Falhas transformantes (Limites Conservativos) As zonas compreendidas entre duas placas que deslizam entre si horizontalmente são designadas por “Falhas transformantes”. Estas constituem zonas de grande atividade sísmica, geralmente de intensidade moderada, que se localizam na crosta oceânica e se distribuem de forma perpendicular em relação aos riftes, limitando centros ativos do rifte com diferentes taxas de expansão. Um exemplo de uma falha transformante é a falha de Santo André. E.U.A. Figura 22 - Fotografia da falha de Santo André (falha transformante) ( Viana et al., 2000).
  31. 31. EM CIÊNCIA NÃO EXISTEM CERTEZAS ABSOLUTAS...

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