CONFIGURAÇÃOPercepção visual
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A visão como exploração ativa O ver pode significar mais do que isto. A descrição do processo ótico, conforme  os físico...
Captação do essencial Se a visão é um captação ativa, o que ele  apreende? Todos os elementos de informação? Ou  alguns ...
Captação do essencial   Ver significa captar algumas características    proeminentes dos objetos, o azul do céu, a    cur...
Captação do essencial Capta-se um rosto humano, exatamente  como todo o corpo é captado, como um  padrão total de compone...
Conceitos perceptivos   Há provas suficientes de que, no    desenvolvimento orgânico, a percepção    começa com a captaçã...
Conceitos perceptivos As características estruturais são os  dados primários da percepção. De modo que a triangularidade...
Conceitos perceptivos   O pensamento psicológico recente nos encoraja    então a considerar a visão uma atividade    cria...
O que é configuração?   Determina-se a forma física de um objeto por    suas bordas – o contorno retangular de um    peda...
Configuração perceptiva   É o resultado de uma interação entre o objeto    físico, o meio de luz agindo como transmissor ...
Configuração perceptiva   Se alguém fizer a imagem de algo que    experimentou pode escolher o quanto da    configuração ...
A influência do passado   Toda experiência visual é inserida num contexto    de espaço e tempo. Da mesma maneira que a   ...
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Teste de Rorschach
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Teste de Rorschach
Teste de Rorschach
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Ver a configuração   De que modo o sentido da visão se apodera da    forma?   Na maioria das vezes capta a forma    imed...
Percepção visual   Os fenômenos deste tipo encontram sua    explicação naquilo que os psicólogos da    Gestalt descrevem ...
Simplicidade   Pode-se defini-la como a experiência subjetiva e    julgamento de um observador que não sente    nenhuma d...
Brecheret
Simplicidade   Uma linha reta é simples porque possui uma    direção constante. As linhas paralelas são mais    simples d...
Simplicidade
Simplicidade   O quadrado regular com seus quatro    lados e quatro ângulos é mais simples do    que o triângulo irregular.
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Simplificação demonstrada   Quando se vê de longe as torres quadrangulares de    uma cidade, elas muitas vezes parecem se...
Simplificação demonstrada   O enfraquecimento do estímulo também ocorre    sob outras condições, por exemplo, quando o   ...
Nivelamento e aguçamento   No exemplo anterior onde todos procuraram    representar, houve uma tendência em reduzir o    ...
Nivelamento e aguçamento   O nivelamento caracteriza-se por alguns artíficios como    unificação, realce da simetria, red...
Um todo se mantém   Parece que as coisas que vemos se comportam    como totalidades. Por um lado, o que se vê    numa dad...
Subdivisão   Mesmo que as figuras organizadas se    aproximem de sua integridade e se completem    quando mutiladas ou di...
Subdivisão   A subdivisão da forma tem imenso valor biológico    porque é uma das condições para discernir os objetos.  ...
Lei da simplicidade   A parte do mundo feita pelo homem    adapta-se às necessidades humana. Em    Londres as cabines tel...
O que é uma Parte?   Saber distinguir entre pedaços e partes é na verdade    uma chave para o sucesso na maior parte das ...
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Semelhança e Diferença   A semelhança e subdivisão são pólos opostos.   Enquanto a subdivisão é um dos pré-requisitos da...
Semelhança   Qualquer aspecto daquilo que se percebe, forma, claridade, cor    localização espacial, movimento, etc, pode...
Semelhança e diferença   A configuração, a orientação espacial e a    claridade mantêm-se constantes. Estas    semelhança...
Forma consistente Esse princípio repousa na semelhança  intrínseca dos elementos que constituem  uma linha, uma superfíci...
Anita Malfati
Delacroix   Disse que ao desenhar um objeto, a primeira coisa que    dele se deve captar é o contraste de suas linhas    ...
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  • Parece um triângulo ligado a uma vertical.
  • Em conjunto parece um quadrado em angulos diferentes.
  • Pescoço de girafa
  • Design configuração

    1. 1. CONFIGURAÇÃOPercepção visual
    2. 2. Configuração Vejo um objeto. Vejo, o mundo ao meu redor. Qual é o significado destas afirmações? Para os fins da vida cotidiana; o ver é essencialmente um meio de orientação prática, de determinar os próprios olhos que uma certa coisa está presente num certo lugar e que está fazendo uma determinada coisa. Isto é identificação no sentido simples.
    3. 3. A visão como exploração ativa O ver pode significar mais do que isto. A descrição do processo ótico, conforme os físicos, é bem conhecida. A luz é emitida ou refletida pelos objetos do ambiente. As lentes dos olhos projetam as imagens destes objetos nas retinas que transmitem a mensagem ao cérebro. Mas o que acontece com a experiência psicológica correspondente?
    4. 4. Captação do essencial Se a visão é um captação ativa, o que ele apreende? Todos os elementos de informação? Ou alguns deles? A percepção visual não opera com fidelidade mecânica de uma câmera, que registra tudo imparcialmente. O que vemos realmente quando olhamos?
    5. 5. Captação do essencial Ver significa captar algumas características proeminentes dos objetos, o azul do céu, a curva do pescoço do cisne, a retangularidade do livro, o brilho de um pedaço de metal, a retitude do cigarro. Alguns traços relevantes não apenas determinam a identidade de um objeto percebido como também o faz parecer um padrão integrado completo.
    6. 6. Captação do essencial Capta-se um rosto humano, exatamente como todo o corpo é captado, como um padrão total de componentes essenciais: olhos, nariz, boca, aos quais se pode adaptar mais detalhes. Não quer dizer que o sentido da visão negligencia detalhes. (emoção, alegria, tristeza...)
    7. 7. Conceitos perceptivos Há provas suficientes de que, no desenvolvimento orgânico, a percepção começa com a captação dos aspectos estruturais mais evidentes. Ex: dado a crianças de 2 anos uma caixa com um triangulo desenhado na superfície e cheio de doces, a mesma a reconhecerá sempre que estiver entre outras caixas similares, porém, sem o triangulo. Os psicólogos definem o processo perceptivo que revela este tipo de comportamento como “generalizações”.
    8. 8. Conceitos perceptivos As características estruturais são os dados primários da percepção. De modo que a triangularidade não é um produto posterior à abstração intelectual, mas uma experiência direta e mais elementar do que o registro de detalhe individual.
    9. 9. Conceitos perceptivos O pensamento psicológico recente nos encoraja então a considerar a visão uma atividade criadora da mente humana. A percepção realiza ao nível sensório o que no domínio do raciocínio se conhece como entendimento. O ato de ver do homem antecipa de um modo modesto a capacidade, tão admirada do artista, de produzir padrões que validamente interpretam a experiência por meio da forma organizada. O ver é compreender.
    10. 10. O que é configuração? Determina-se a forma física de um objeto por suas bordas – o contorno retangular de um pedaço de papel, as duas superfícies que delimitam os lados e a base de um cone. A configuração perceptiva por contraste pode mudar consideravelmente quando sua orientação espacial ou seu ambiente muda. As formas visuais se influenciam mutuamente.
    11. 11. Configuração perceptiva É o resultado de uma interação entre o objeto físico, o meio de luz agindo como transmissor de informação e as condições que prevalecem no sistema nervoso do observador. A forma de um objeto que vemos, contudo, não depende apenas de sua projeção retiniana num dado momento. A imagem é determinada pela totalidade das experiências visuais que tivemos com aquele objeto durante toda a nossa vida.
    12. 12. Configuração perceptiva Se alguém fizer a imagem de algo que experimentou pode escolher o quanto da configuração deseja incluir. EX: se quero representar um carro e sei que o mesmo possui motor, rodas, travas, etc... Posso decidir como representar este carro sem a necessidade de todos os elementos. Representa-se a forma de um objeto pelas características espaciais consideradas essenciais.
    13. 13. A influência do passado Toda experiência visual é inserida num contexto de espaço e tempo. Da mesma maneira que a aparência dos objetos sofre influência dos objetos vizinhos no espaço, assim também recebe influência do que viu antes. EX: se enxergas um quadrado pelos exemplo abaixo é porque já viu um quadrado antes.
    14. 14. x
    15. 15. Experimento Num experimento familiar a todos os estudantes de psicologia mostrou-se que a percepção e reprodução de formas ambíguas estão sujeitas à influência de instrução verbal. A influência da memória é aumentada quando intensa necessidade pessoal faz o observador desejar ver objetos com certas propriedades perceptivas.
    16. 16. Teste de Rorschach
    17. 17. Teste de Rorschach
    18. 18. Teste de Rorschach
    19. 19. Teste de Rorschach
    20. 20. Teste de Rorschach
    21. 21. Ver a configuração De que modo o sentido da visão se apodera da forma? Na maioria das vezes capta a forma imediatamente. Ela apreende um padrão global. Mas como determina este padrão? No encontro do estímulo projetado nas retinas e o sistema nervoso que processa essa projeção, o que conduz à forma que aparece na consciência?
    22. 22. Percepção visual Os fenômenos deste tipo encontram sua explicação naquilo que os psicólogos da Gestalt descrevem como a lei básica da percepção visual: qualquer padrão de estímulo tende a ser visto de tal modo que a estrutura resultante é tão simples quanto as condições dadas permitem.
    23. 23. Simplicidade Pode-se defini-la como a experiência subjetiva e julgamento de um observador que não sente nenhuma dificuldade em entender o que se lhe apresenta. A simplicidade objetiva e subjetiva nem sempre são paralelas. Uma pessoa pode achar uma escultura simples porque não percebe sua complexidade ou pode achá-la confusamente complexa porque tem pouco conhecimento mesmo de estruturas restritamente elaboradas.
    24. 24. Brecheret
    25. 25. Simplicidade Uma linha reta é simples porque possui uma direção constante. As linhas paralelas são mais simples do que as que se encontram num ângulo porque a relação entre elas é definida por uma distância constante. Um ângulo reto é mais simples do que os outros ângulos porque produz uma subdivisão de espaço baseada na repetição de um e mesmo ângulo.
    26. 26. Simplicidade
    27. 27. Simplicidade O quadrado regular com seus quatro lados e quatro ângulos é mais simples do que o triângulo irregular.
    28. 28. Julian Hochberg definesimplicidade como: Quanto menor a quantidade de informação necessária para definir uma dada organização em relação a outras alternativas, tanto mais provável que a figura seja prontamente percebida.
    29. 29. Simplificação demonstrada Quando se vê de longe as torres quadrangulares de uma cidade, elas muitas vezes parecem ser redondas. Ao observar de longe a figura de um homem, ele parecerá um corpo escuro e redondo. Porque a redução faz o observador ver uma pessoa redonda? A resposta consiste em que a distância enfraquece o estímulo a tal ponto que o mecanismo perceptivo fica livre para impor a forma mais simples possível, isto é, o círculo.
    30. 30. Simplificação demonstrada O enfraquecimento do estímulo também ocorre sob outras condições, por exemplo, quando o padrão percebido é pouco iluminado ou exposto por apenas uma fração de segundo. A distância no tempo tema o mesmo efeito que a distância no espaço; quando o estímulo real desaparece, os traços mnemômicos remanescentes enfraquecem. Observe o desenho a seguir e o represente.
    31. 31. Nivelamento e aguçamento No exemplo anterior onde todos procuraram representar, houve uma tendência em reduzir o número de características estruturais e consequentemente simplificar o padrão. A tendência de nivelamento e aguçamento, são aplicações de uma tendência de superordenada, com a intenção de tornar a estrutura perceptiva mais nítida. Exemplo a seguir. Observe o desenho e o represente.
    32. 32. Nivelamento e aguçamento O nivelamento caracteriza-se por alguns artíficios como unificação, realce da simetria, redução das características estruturais, repetição, omissão de detalhes não integrados, eliminação da obliquidade. O aguçamento realça as diferenças, intensifica obliquidade. Na memória de uma pessoa as coisas grande podem ser relembradas como se fossem maiores. A situação total pode sobreviver numa forma mais simples, mais ordenada.
    33. 33. Um todo se mantém Parece que as coisas que vemos se comportam como totalidades. Por um lado, o que se vê numa dada área do campo visual depende muito do seu lugar e função no contexto total. Por outro, alterações locais podem modificar a estrutura do todo. Esta interação entre todo e parte não é automática e universal.
    34. 34. Subdivisão Mesmo que as figuras organizadas se aproximem de sua integridade e se completem quando mutiladas ou distorcidas, não presumiríamos que tais figuras sejam sempre percebidas como massas compactas indivisíveis. No exemplo a seguir, logo que a combinação retângulo e triângulo aparece a tensão cessa. Assume a forma mais simples.
    35. 35. Subdivisão A subdivisão da forma tem imenso valor biológico porque é uma das condições para discernir os objetos. O que nos capacita ver um automóvel como uma coisa e a pessoa dentro dele, outra, ao invés de parte do automóvel unificadas num monstro enganador? Às vezes nossos olhos nos enganam. A camuflagem militar quebra a unidade dos objetos em partes que se fundem com o ambiente. Picasso disse: “nós fizemos isto, é cubismo”.
    36. 36. Lei da simplicidade A parte do mundo feita pelo homem adapta-se às necessidades humana. Em Londres as cabines telefônicas são pintadas de vermelho vivo para diferenciá- las daquilo que o rodeia. Lei da simplicidade.
    37. 37. O que é uma Parte? Saber distinguir entre pedaços e partes é na verdade uma chave para o sucesso na maior parte das ocupações humanas. Partir para obter mera quantidade ou número é ignorar a estrutura. Nenhum outro procedimento é válido, naturalmente, quando a estrutura está ausente. As partes das formas mais simples são determinadas com maior facilidade. Vês-se um quadrado constituído de 4 linhas retas com divisões no ângulos.
    38. 38.  É necessário portanto distinguir entre “partes genuínas” – isto é, secções que revelam um subtotal segregado dentro do contexto total e meras porções ou pedaços ou nenhuma divisão inerente à figura.
    39. 39. Semelhança e Diferença A semelhança e subdivisão são pólos opostos. Enquanto a subdivisão é um dos pré-requisitos da visão, a semelhança pode tornar as coisas invisíveis, como uma pérola sobre uma fonte branca. A homogeneidade é o caso limite, no qual, como alguns pintores modernos demonstraram, a visão se aproxima ou atinge a ausência de estrutura. A semelhança atua como um princípio estrutural apenas em conjunto com a separação, isto é, como uma força de atração entre coisas separadas. A semelhança é um pré-requisito para se notar as diferenças.
    40. 40. Semelhança Qualquer aspecto daquilo que se percebe, forma, claridade, cor localização espacial, movimento, etc, pode causar agrupamento por semelhança. Embora todas as coisas sejam diferentes em alguns aspectos e semelhantes em outros, as comparações só tem sentido quando provém de uma base comum. Ex: teste com crianças pré-escolares. 6 imagens, das quais cinco representavam grandes animais mamíferos, uma, um navio de guerra. Perguntaram-lhes qual das imagens era mais diferente de uma sétima, representando um “carneiro”. As crianças de mais idade e os adultos responderam: o navio. As outras crianças não fizeram o mesmo se lhes perguntaram porque não escolheram o navio respondiam: “Porque não é um animal.”
    41. 41. Semelhança e diferença A configuração, a orientação espacial e a claridade mantêm-se constantes. Estas semelhanças mantêm os quadrados ligados e ao mesmo tempo forçosamente evidenciam a diferença de tamanho entre eles. A diferença de tamanho, por sua vez resulta numa subdivisão, pela qual os dois quadrados grande, contra os quatro pequenos, ligam-se a um nível secundário. Este é um exemplo de agrupamento por semelhança de tamanho.
    42. 42. Forma consistente Esse princípio repousa na semelhança intrínseca dos elementos que constituem uma linha, uma superfície ou um volume. Quanto mais consistente for a forma da unidade tanto mais prontamente se destacará do seu ambiente.
    43. 43. Anita Malfati
    44. 44. Delacroix Disse que ao desenhar um objeto, a primeira coisa que dele se deve captar é o contraste de suas linhas principais: “é necessário estar bem consciente disto antes de colocar o lápis o papel.” Durante todo o trabalho o artista deve ter em mente o esqueleto estrutural que está configurando. A imagem condutora da mente de um artista é antes de mais nada o esqueleto estrutural, a configuração de forças visuais que determina o caráter do objeto visual.

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