Palestra - Demonstração dos fluxos de caixa - Senac São Paulo

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Palestra proferida em 27/08/2015, no Senac Bauru, pelo professor Flavio Mangili Ferreira.

Demonstração dos fluxos de caixa - Senac São Paulo.

Conheça a programação da unidade, acesse http://www.sp.senac.br/bauru.

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Palestra - Demonstração dos fluxos de caixa - Senac São Paulo

  1. 1. Demonstração dos Fluxos de Caixa Flavio Mangili Ferreira mangiliferreira.com
  2. 2. Flavio Mangili Ferreira • Graduado em Ciências Contábeis (ITE) e • Graduado em Tecnologia Mecânica (UNESP). • Especialista Pós-graduado em Gestão Empresarial (ITE). • Mestre em Engenharia de Produção (FEB, UNESP). • Professor em cursos de graduação • Palestrante credenciado do CRC SP • Docente coordenador do curso de Pós-graduação em Controladoria e Finanças do Senac Bauru (Centro Universitário Senac).
  3. 3. Quem paga as contas? Caixas e Equivalentes de caixa
  4. 4. Base legal LEI 6.404, de 15/12/1976 Art. 176. Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: [...] IV – demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007) [...] § 6º A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa. (Redação dada pela Lei nº 11.638,de 2007)
  5. 5. Base legal RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 3 - Apresentação das Demonstrações Contábeis Conjunto completo de demonstrações contábeis (3.17) O conjunto completo de demonstrações contábeis da entidade deve incluir todas as seguintes demonstrações: (a) balanço patrimonial ao final do período; (b) demonstração do resultado do período de divulgação; (c) demonstração do resultado abrangente do período de divulgação. [...]; (d) demonstração das mutações do patrimônio líquido para o período de divulgação; (e) demonstração dos fluxos de caixa para o período de divulgação; (f) notas explicativas, compreendendo o resumo das políticas contábeis significativas e outras informações explanatórias.
  6. 6. Base legal RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.418/12 - ITG 1000 – Modelo Contábil para Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. Demonstrações contábeis 26. A entidade deve elaborar o Balanço Patrimonial, a Demonstração do Resultado e as Notas Explicativas ao final de cada exercício social. Quando houver necessidade, a entidade deve elaborá-los em períodos intermediários. 27. A elaboração do conjunto completo das Demonstrações Contábeis, incluindo além das previstas no item 26, a Demonstração dos Fluxos de Caixa, a Demonstração do Resultado Abrangente e a Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido, apesar de não serem obrigatórias para as entidades alcançadas por esta Interpretação, é estimulada pelo Conselho Federal de Contabilidade.
  7. 7. Base legal Segundo o Portal de Contabilidade (2015): A DFC passou a ser de apresentação obrigatória para todas as sociedades de capital aberto ou com patrimônio líquido superior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais). Esta obrigatoriedade vigora desde 01.01.2008, por força da Lei 11.638/2007, e desta forma torna-se mais um importante relatório para a tomada de decisões gerenciais. A Deliberação CVM 547/2008 aprovou o Pronunciamento Técnico CPC 03, que trata da Demonstração do Fluxo de Caixa. Para as Pequenas e Médias Empresas (PMEs), a DFC também é de elaboração obrigatória, conforme item 3.17 (e) da NBC TG 1000. Portanto, independentemente do tipo societário adotado, as entidades devem apresentar o referido demonstrativo, pelo menos anualmente, por ocasião da elaboração das demonstrações financeiras (“balanço”). Fonte: http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/ademonstracaodosfluxos.htm
  8. 8. Base legal • NBC TG 03 (R2) – DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA; RESOLUÇÃO CFC NBCTG03(R2)/2014. • NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. Seção 7 - Demonstração dos Fluxos de Caixa; RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09.
  9. 9. PME Pequenas e médias empresas são empresas que: - não têm obrigação pública de prestação de contas; e - elaboram demonstrações contábeis para fins gerais para usuários externos. Exemplos de usuários externos incluem proprietários que não estão envolvidos na administração do negócio, credores existentes e potenciais, e agências de avaliação de crédito.
  10. 10. Durante o ano de 2014, a empresa recebeu apenas R$ 3.000 em Caixas e Equivalentes de caixa? Analisar os Fluxos de Caixa. 31.12.2013 31.12.2014 Caixas e Equivalentes de caixa R$ 2.000 R$ 5.000
  11. 11. Conceito RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa Demonstração dos fluxos de caixa (7.1) [...] fornece informações acerca das alterações no caixa e equivalentes de caixa da entidade para um período contábil, evidenciando separadamente as mudanças nas atividades operacionais, nas atividades de investimento e nas atividades de financiamento.
  12. 12. Objetivo RESOLUÇÃO CFC - NBC TG 03 (R2) – DEMONSTRAÇÃO DOS FLUXOS DE CAIXA Objetivo Informações sobre o fluxo de caixa de uma entidade são úteis para proporcionar aos usuários das demonstrações contábeis uma base para avaliar a capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como as necessidades da entidade de utilização desses fluxos de caixa. As decisões econômicas que são tomadas pelos usuários exigem avaliação da capacidade de a entidade gerar caixa e equivalentes de caixa, bem como da época de sua ocorrência e do grau de certeza de sua geração.
  13. 13. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.296/10 - NBC TG 03 – Demonstração dos Fluxos de Caixa 6. Os seguintes termos são usados nesta Norma, com os significados abaixo especificados: Caixa compreende numerário em espécie e depósitos bancários disponíveis. Equivalentes de caixa são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são prontamente conversíveis em montante conhecido de caixa e que estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor. Fluxos de caixa são as entradas e saídas de caixa e equivalentes de caixa. Caixa e equivalente de caixa
  14. 14. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa Equivalentes de caixa (7.2) [...] • são aplicações financeiras de curto prazo, de alta liquidez, que são mantidas com a finalidade de atender a compromissos de caixa de curto prazo e não para investimento ou outros fins. [...] • um investimento normalmente qualifica-se como equivalente de caixa apenas quando possui vencimento de curto prazo, de cerca de três meses ou menos da data de aquisição. Caixa e equivalente de caixa
  15. 15. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa Equivalentes de caixa (7.2) [...] • Saldos bancários a descoberto decorrentes de empréstimos obtidos por meio de instrumentos como cheques especiais ou contas- correntes são geralmente considerados como atividades de financiamento similares aos empréstimos. • Entretanto, se eles são exigíveis contra apresentação e formam uma parte integral da administração do caixa da entidade, devem ser considerados como componentes do caixa e equivalentes de caixa. Caixa e equivalente de caixa
  16. 16. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa Componentes de caixa e equivalentes de caixa (7.20) A entidade deve apresentar os componentes de caixa e equivalentes de caixa e deve, também, apresentar uma conciliação dos valores divulgados na demonstração dos fluxos de caixa com os itens equivalentes apresentados no balanço patrimonial. Entretanto, a entidade não necessita apresentar essa conciliação se os valores de caixa e equivalentes de caixa apresentados na demonstração dos fluxos de caixa forem idênticos aos valores descritos similarmente no balanço patrimonial. Caixa e equivalente de caixa
  17. 17. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa (7.4) Atividades operacionais são as principais atividades geradoras de receita da entidade. (7.5) Atividades de investimento são a aquisição ou alienação de ativos de longo prazo e outros investimentos não incluídos em equivalentes de caixa. (7.6) Atividades de financiamento são as atividades que resultam das alterações no tamanho e na composição do patrimônio líquido e dos empréstimos da entidade. Atividades operacionais, de investimentos e de financiamentos
  18. 18. Durante o ano de 2014, como a empresa movimentou Caixas e Equivalentes de caixa? Atividades Operacionais, Atividade de Investimentos e Atividades de Financiamento
  19. 19. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa (7.4) Atividades operacionais são as principais atividades geradoras de receita da entidade. [...] decorrentes das atividades operacionais geralmente derivam de transações e de outros eventos e condições que entram na apuração do resultado. Exemplos de fluxos de caixa que decorrem das atividades operacionais são: (a) recebimentos de caixa pela venda de mercadorias e pela prestação de serviços; (b) recebimentos de caixa decorrentes de royalties, honorários, comissões e outras receitas; (c) pagamentos de caixa a fornecedores de mercadorias e serviços; (d) pagamentos de caixa a empregados e em conexão com a relação empregatícia; (e) pagamentos ou restituição de tributos sobre o lucro, a menos que possam ser especificamente identificados com as atividades de financiamento ou de investimento; (f) recebimentos e pagamentos de investimento, empréstimos e outros contratos mantidos com a finalidade de negociação, que são similares aos estoques adquiridos especificamente para revenda. Atividades operacionais, de investimentos e de financiamentos
  20. 20. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa (7.4) [...] Algumas transações, como a venda de item do ativo imobilizado por entidade industrial, podem resultar em ganho ou perda que é incluído na apuração do resultado. Entretanto, os fluxos de caixa relativos a tais transações são fluxos de caixa provenientes de atividades de investimento. Atividades operacionais, de investimentos e de financiamentos
  21. 21. Atividades operacionais, de investimentos e de financiamentos RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa (7.5) Atividades de investimento são a aquisição ou alienação de ativos de longo prazo e outros investimentos não incluídos em equivalentes de caixa. Exemplos de fluxos de caixa que decorrem das atividades de investimento são: (a) pagamentos de caixa para aquisição de ativo imobilizado (incluindo os ativos imobilizados construídos internamente), ativos intangíveis e outros ativos de longo prazo; (b) recebimentos de caixa resultantes da venda de ativo imobilizado, intangível e outros ativos de longo prazo; (c) pagamentos para aquisição de instrumentos de dívida ou patrimoniais de outras entidades e participações societárias em empreendimentos controlados em conjunto (exceto desembolsos referentes a títulos considerados como equivalentes de caixa ou mantidos para negociação ou venda); (d) recebimentos de caixa resultantes da venda de instrumentos de dívida ou patrimoniais de outras entidades e participações societárias em empreendimentos controlados em conjunto (exceto recebimentos referentes a títulos considerados como equivalentes de caixa ou mantidos para negociação ou venda);
  22. 22. Atividades operacionais, de investimentos e de financiamentos RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa [...] (e) adiantamentos de caixa e empréstimos concedidos a terceiros; (f) recebimentos de caixa por liquidação de adiantamentos e amortização de empréstimos concedidos a terceiros; (g) pagamentos de caixa por contratos futuros, contratos a termo, contratos de opção e contratos de swap, exceto quando tais contratos forem mantidos para negociação ou venda, ou os pagamentos forem classificados como atividades de financiamento; (h) recebimentos de caixa derivados de contratos futuros, contratos a termo, contratos de opção e contratos de swap, exceto quando tais contratos forem mantidos para negociação ou venda, ou os recebimentos forem classificados como atividades de financiamento.
  23. 23. Atividades operacionais, de investimentos e de financiamentos RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa (7.6) Atividades de financiamento são as atividades que resultam das alterações no tamanho e na composição do patrimônio líquido e dos empréstimos da entidade. Exemplos de fluxos de caixa que decorrem das atividades de financiamento são: (a) caixa recebido pela emissão de ações ou quotas ou outros instrumentos patrimoniais; (b) pagamentos de caixa a investidores para adquirir ou resgatar ações ou quotas da entidade; (c) caixa recebido pela emissão de debêntures, empréstimos, títulos de dívida, hipotecas e outros empréstimos de curto e longo prazos; (d) pagamentos para amortização de empréstimo; (e) pagamentos de caixa por um arrendatário para redução do passivo relativo a arrendamento mercantil (leasing) financeiro.
  24. 24. Atividades operacionais, de investimentos e de financiamentos RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa Fluxos de caixa em moeda estrangeira (7.11) A entidade deve registrar os fluxos de caixa decorrentes de transações em moeda estrangeira na moeda funcional da entidade, convertendo o montante em moeda estrangeira para a moeda funcional utilizando a taxa cambial na data do fluxo de caixa.
  25. 25. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa Juros e dividendos (ou outras formas de distribuição de lucro) (7.15) A entidade pode classificar os juros pagos e os juros e dividendos e outras distribuições de lucro recebidos como fluxos de caixa operacionais porque eles estão incluídos no resultado. Alternativamente, a entidade pode classificar os juros pagos e os juros e dividendos e outras distribuições de lucro recebidos como fluxos de caixa de financiamento e fluxos de caixa de investimento respectivamente, porque são custos de obtenção de recursos financeiros ou retorno sobre investimentos. Atividades operacionais, de investimentos e de financiamentos
  26. 26. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa Tributos sobre o lucro (7.17) A entidade deve apresentar separadamente os fluxos de caixa derivados dos tributos sobre o lucro e deve classificá-los como fluxos de caixa das atividades operacionais a não ser que eles possam ser especificamente identificados com as atividades de investimento e financiamento. Quando os fluxos de caixa derivados dos tributos forem alocados para mais de uma classe de atividade, a entidade deve evidenciar o valor total de tributos pagos. Atividades operacionais, de investimentos e de financiamentos
  27. 27. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa Transação que não envolve caixa (7.18) A entidade deve excluir as transações de investimento e financiamento que não envolvam o uso de caixa ou equivalentes de caixa da demonstração dos fluxos de caixa. A entidade deve evidenciar tais transações em outra parte das demonstrações contábeis de maneira a fornecer todas as informações relevantes acerca dessas atividades de investimento e financiamento. (7.19) [...] Exemplos de transações que não envolvem o caixa são: (a) aquisição de ativos assumindo diretamente o passivo relacionado ou por meio de arrendamento financeiro (leasing); (b) aquisição de entidade por meio de emissão de ações; (c) conversão de dívida em capital. Atividades operacionais, de investimentos e de financiamentos
  28. 28. RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa (7.7) A entidade deve apresentar os fluxos de caixa das atividades operacionais usando: (a) o método indireto, segundo o qual o resultado é ajustado pelos efeitos das transações que não envolvem caixa, quaisquer diferimentos ou outros ajustes por competência sobre recebimentos ou pagamentos operacionais passados ou futuros, e itens de receita ou despesa associados com fluxos de caixa das atividades de investimento ou de financiamento; ou (b) o método direto, segundo o qual as principais classes de recebimentos brutos de caixa e pagamentos brutos de caixa são divulgadas. Apresentação dos Fluxos de Caixa
  29. 29. Método Indireto RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa Método indireto (7.8) Pelo método indireto, o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais é determinado ajustando-se o resultado quanto aos efeitos de: (a) mudanças ocorridas nos estoques e nas contas operacionais a receber e a pagar durante o período; (b) itens que não afetam o caixa, tais como depreciação, provisões, tributos diferidos, receitas (despesas) contabilizadas pela competência, mas ainda não recebidas (pagas), ganhos e perdas de variações cambiais não realizadas, lucros de coligadas e controladas não distribuídos, participação de não controladores; e (c) todos os outros itens cujos efeitos sobre o caixa sejam decorrentes das atividades de investimento ou de financiamento.
  30. 30. Método Indireto Qual a Situação Patrimonial da entidade? 31/12/20X3 31/12/20X4 Balanço Patrimonial
  31. 31. Método Indireto Nota 31.12.20X4 31.12.20X3 Variação CIRCULANTE Caixas e equivalentes 1 80.000 100.000 Contas a receber 2 800.000 300.000 (500.000) Estoques 3 100.000 200.000 100.000 Total Circulante 980.000 600.000 NÃO CIRCULANTE Realizável a Longo Prazo 4 80.000 100.000 20.000 Investimentos 5 600.000 300.000 (300.000) Imobilizado 6 120.000 100.000 Total Não Circulante 800.000 500.000 Total do Ativo 1.780.000 1.100.000 Balanço Patrimonial ATIVO
  32. 32. Método Indireto Nota 31.12.20X4 31.12.20X3 Variação CIRCULANTE Fornecedores 11 220.000 125.000 95.000 Contas a pagar 12 20.000 25.000 (5.000) Empréstimos bancários 13 500.000 150.000 350.000 Provisão para IRPF e CSSL 14 90.000 100.000 (10.000) Total Circulante 830.000 400.000 NÃO CIRCULANTE Empréstimos e financiamentos 15 100.000 200.000 (100.000) Total Não Circulante 100.000 200.000 PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social 16 500.000 200.000 300.000 Reservas de Capital 16 200.000 200.000 Reservas de Lucros 16 150.000 100.000 50.000 Total Patrimônio Líquido 850.000 500.000 Total do Ativo 1.780.000 1.100.000 PASSIVO Balanço Patrimonial
  33. 33. Método Indireto Nota 1 31.12.20X4 31.12.20X3 Caixa 5.000 4.000 Depósitos bancários 25.000 16.000 Aplicações financeiras 50.000 80.000 Caixas e equivalentes 80.000 100.000 Nota 4 31.12.20X4 31.12.20X3 Empréstimos aos sócios 80.000 100.000 Realizável a Longo Prazo 80.000 100.000 Nota 6 - Imobilizado Saldo em 31.12.20X3 100.000 Aquisições 150.000 Depreciação (80.000) Alienação (50.000) Saldo em 31.12.20X4 120.000 As adições e baixas de imobilizados foram realizadas no período.
  34. 34. Método Indireto Qual o Desempenho da entidade? 31/12/20X3 31/12/20X4 Demonstração do Resultado Receitas (Despesas)
  35. 35. Método Indireto Nota 20X4 Receita Líquida de Vendas 21 1.400.000 Custo das Mercadorias Vendidas 22 (800.000) Resultado Bruto 600.000 Despesas Operacionais com Vendas 23 (70.000) Gerais e Administrativas 23 (220.000) Outras receitas 23 10.000 Resultado antes do Resultado Financeiro 320.000 Resultado Financeiro 24 (60.000) Resultado antes dos tributos sobre o lucro 260.000 Imposto de Renda e Contribuicão Social 25 (90.000) Resultado líquido do período 170.000 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO
  36. 36. Método Indireto Nota 21 Receita Bruta de Vendas 2.000.000 Tributos sobre vendas (600.000) Receita Líquida de Vendas 1.400.000 Nota 22 Estoque Inicial 200.000 Compras 700.000 Estoque Final 100.000 Custo das Mercadorias Vendidas 800.000
  37. 37. Método Indireto Nota 23 Propaganda e publicidade 70.000 Despesas com Vendas 70.000 Salários e encargos 96.000 Depreciação 80.000 Energia, Água e Comunicação 25.000 Aluguéis 12.000 Materiais de consumo 7.000 Despesas Gerais e Administrativas 220.000 Receita (ganho) na alienação de imobilizado 10.000 Outras receitas 10.000 Nota 24 Despesas Financeiras (60.000) Resultado Financeiro (60.000)
  38. 38. Método Indireto Quais as mudanças no Capital Próprio? 31/12/20X3 31/12/20X4 Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido
  39. 39. Método Indireto Saldo em 31.12.20X3 200.000 200.000 100.000 - 500.000 Integralização em dinheiro 300.000 300.000 Resultado líquido do período 170.000 170.000 Lucros Distribuídos 120.000- 120.000- Reservas de lucros 50.000 50.000- - Saldo em 31.12.20X4 500.000 200.000 150.000 - 850.000 DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Capital Social Reservas de Capital Reservas de Lucros Lucros Acumulados Total
  40. 40. Método Indireto Como é o Fluxo de Caixa da entidade? 31/12/20X3 31/12/20X4 Demonstração dos Fluxos de Caixa Recebimentos (Pagamentos)
  41. 41. Método Indireto Demonstração dos fluxos de caixa pelo método indireto 20X4 Fluxos de caixa das atividades operacionais Resultado líquido do período 170.000 Ajustes por: Depreciação 80.000 Receita (ganho) na alienação de imobilizado (10.000) Resultado que afeta o Caixa e Equivalentes de Caixa 240.000 Variações no Ativo e Passivo Aumento em Contas a receber (500.000) Diminuição em Estoques 100.000 Aumento em Fornecedores 95.000 Diminuição em Contas a pagar (5.000) Imposto de renda e contribuição social pagos (10.000) Caixa líquido consumido pelas atividades operacionais (80.000)
  42. 42. Método Indireto Fluxos de caixa das atividades de investimento Aquisições de ativo imobilizado (150.000) Alienações de ativo imobilizado 50.000 Receita (ganho) na alienação de imobilizado 10.000 Recebimentos de Empréstimos aos sócios 20.000 Aquisição de Investimentos (300.000) Caixa líquido consumido pelas atividades de investimento (370.000)
  43. 43. Método Indireto Fluxos de caixa das atividades de financiamento Integralização em dinheiro de Capital Social 300.000 Pagamentos de Empréstimos e financiamentos (100.000) Recebimentos de Empréstimos bancários 350.000 Lucros Distribuídos (120.000) Caixa líquido gerado pelas atividades de financiamento 430.000 Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa (20.000) Caixa e equivalentes de caixa no início do período 100.000 Caixa e equivalentes de caixa no fim do período 80.000
  44. 44. Método Indireto Demonstração dos fluxos de caixa pelo método indireto 20X4 Fluxos de caixa das atividades operacionais Resultado líquido do período 170.000 Caixa líquido consumido pelas atividades operacionais (80.000) Fluxos de caixa das atividades de investimento Caixa líquido consumido pelas atividades de investimento (370.000) Fluxos de caixa das atividades de financiamento Caixa líquido gerado pelas atividades de financiamento 430.000 Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa (20.000) Caixa e equivalentes de caixa no início do período 100.000 Caixa e equivalentes de caixa no fim do período 80.000
  45. 45. Método Direto RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa Método direto (7.9) Pelo método direto, o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais é apresentado por meio da divulgação das principais classes de recebimentos e pagamentos brutos de caixa. Tal informação pode ser obtida: (a) dos registros contábeis da entidade; ou (b) ajustando-se as vendas, os custos dos produtos e serviços vendidos e outros itens da demonstração do resultado e do resultado abrangente referentes a: (i) mudanças ocorridas nos estoques e nas contas operacionais a receber e a pagar durante o período; (ii) outros itens que não envolvem caixa; e (iii) outros itens cujos efeitos no caixa sejam decorrentes dos fluxos de caixa de financiamento ou investimento.
  46. 46. Método Direto RESOLUÇÃO CFC Nº. 1.255/09 - NBC TG 1000 Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas Seção 7 Demonstração dos Fluxos de Caixa Método direto (7.9A) É incentivada a apresentação da conciliação entre o resultado líquido e o fluxo de caixa das atividades operacionais. Divulgação dos fluxos de caixa das atividades de investimento e financiamento (7.10) A entidade deve apresentar separadamente as principais classes de recebimentos brutos e de pagamentos brutos decorrentes das atividades de investimento e de financiamento. Os fluxos de caixa agregados derivados da aquisição ou alienação de controladas ou outras unidades de negócios devem ser apresentados separadamente e classificados como atividades de investimento.
  47. 47. Método Direto Demonstração dos fluxos de caixa pelo método direto 20X4 Fluxos de caixa das atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades operacionais Recebimentos de clientes 1.500.000 Pagamentos a fornecedores e empregados (820.000) Pagamentos de tributos (600.000) Caixa gerado pelas operações 80.000 Juros pagos (60.000) Imposto de Renda e Contribuicão Social pagos (100.000) Caixa líquido consumido pelas atividades operacionais (80.000)
  48. 48. Método Direto Recebimentos de clientes 1.500.000 Receita Bruta de Vendas 2.000.000 Contas a receber: 31.12.20X3 300.000 Contas a receber: 31.12.20X4 (800.000) Pagamentos a fornecedores e empregados (820.000) Compras (700.000) Fornecedores: 31.12.20X3 (125.000) Fornecedores: 31.12.20X4 220.000 Compras pagas (605.000) Despesas Operacionais com Vendas (70.000) Gerais e Administrativas (220.000) Depreciação 80.000 Contas a pagar: 31.12.20X3 (25.000) Contas a pagar: 31.12.20X4 20.000 Contas a pagar pagas (215.000)
  49. 49. Método Direto Pagamentos de tributos (600.000) Tributos sobre vendas (600.000) Caixa gerado pelas operações 80.000 Juros pagos (60.000) Despesas Financeiras (60.000) Imposto de Renda e Contribuicão Social pagos (100.000) Imposto de Renda e Contribuicão Social (90.000) Provisão para IRPF e CSSL: 31.12.20X3 (100.000) Provisão para IRPF e CSSL: 31.12.20X4 90.000 Caixa líquido consumido pelas atividades operacionais (80.000)
  50. 50. Método Direto Fluxos de caixa das atividades de investimento Aquisições de ativo imobilizado (150.000) Alienações de ativo imobilizado 50.000 Receita (ganho) na alienação de imobilizado 10.000 Recebimentos de Empréstimos aos sócios 20.000 Aquisição de Investimentos (300.000) Caixa líquido consumido pelas atividades de investimento (370.000)
  51. 51. Método Direto Fluxos de caixa das atividades de financiamento Integralização em dinheiro de Capital Social 300.000 Pagamentos de Empréstimos e financiamentos (100.000) Recebimentos de Empréstimos bancários 350.000 Lucros Distribuídos (120.000) Caixa líquido gerado pelas atividades de financiamento 430.000 Aumento líquido de caixa e equivalentes de caixa (20.000) Caixa e equivalentes de caixa no início do período 100.000 Caixa e equivalentes de caixa no fim do período 80.000
  52. 52. Representação Demonstração dos Fluxos de Caixa Demonstração dos fluxos de caixa - método indireto Fluxos de caixa das atividades operacionais (=) Resultado (+/-) Ajustes no resultado (=) Resultado que afeta o Caixa e Equivalentes de Caixa (+/-) Variações no ativo e passivo (=) Caixa líquido gerado / consumido pelas atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimento (+/-) Aquisição ou alienação de ativos de longo prazo (=) Caixa líquido gerado / consumido pelas atividades de investimento Fluxos de caixa das atividades de financiamento (+/-) Recebimentos e pagamentos dos sócios (+/-) Recebimentos e pagamentos de empréstimos (=) Caixa líquido gerado / consumido pelas atividades de financiamento Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do período Caixa e equivalentes de caixa no fim do período
  53. 53. Representação Demonstração dos Fluxos de Caixa Demonstração dos fluxos de caixa - método Direto Fluxos de caixa das atividades operacionais (+/-) Principais classes de recebimentos e pagamentos brutos de caixa (=) Caixa líquido gerado / consumido pelas atividades operacionais Fluxos de caixa das atividades de investimento (+/-) Aquisição ou alienação de ativos de longo prazo (=) Caixa líquido gerado / consumido pelas atividades de investimento Fluxos de caixa das atividades de financiamento (+/-) Recebimentos e pagamentos dos sócios (+/-) Recebimentos e pagamentos de empréstimos (=) Caixa líquido gerado / consumido pelas atividades de financiamento Variação líquida de caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa no início do período Caixa e equivalentes de caixa no fim do período
  54. 54. Referências BRASIL. Lei 6.404, de 15 de Dezembro de 1976. Lei das Sociedades Anônimas. BRASIL. Lei nº 11.638, de 28 de Dezembro de 2007. BRASIL. Lei nº 11.941, de 27 de Maio de 2009. BRASIL. Lei nº 12.973, de 13 de Maio de 2014. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Resolução CFC nº 1.255/09, de 10 de dezembro de 2009. Aprova a NBC TG 1000 – Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. NBC TG 03 (R2): demonstração dos fluxos de caixa. resolução CFC NBCTG03(R2)/2014. IUDÍCIBUS, S. et al. Manual de contabilidade societária. São Paulo: Atlas, 2010. MARION, José Carlos. Análise das Demonstrações Contábeis. 7ª ed. São Paulo, Editora Atlas: 2010.

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