VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística 2012

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O Programa de Iniciação Científica do Centro Universitário realiza anualmente um Congresso para apresentar os projetos de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística desenvolvidos pelos alunos da Instituição.

Publicação Científica do Centro Universitário Senac - ISSN 2176-4468

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VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística 2012

  1. 1. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac Ficha Catalográfica Elaborada pela Biblioteca do Centro Universitário Senac C749a Congresso de Iniciação Científica do Centro Universitário Senac (7. : 2012: São Paulo, SP.) Anais do VII Congresso de Iniciação Científica do Centro Universitário Senac – VI CIC/ Centro Universitário Senac – São Paulo, 15 de agosto de 2012. ISSN: 2176 – 4468 1. Congressos – Pesquisas Científicas 2. Iniciação Científica 3. Centro Universitário Senac I. Congresso de Iniciação Científica do Senac II. Anais CDD 001.42
  2. 2. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 2 CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC Reitor Sidney Zaganin Latorre DIRETORIA DE GRADUAÇÃO E PESQUISA Diretor Eduardo Mazzaferro Ehlers COORDENAÇÃO INSTITUCIONAL DE PESQUISA Coordenadora Luciana Mara Ribeiro Marino COORDENAÇÃO INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA Profª Emília Satoshi Miyamaru Seo COORDENAÇÃO DE INICIAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO E INOVAÇÃO Profº Romero Tori COMITÊ INSTITUCIONAL DE PESQUISA Dr. Eduardo Mazzaferro Ehlers Profa. Dra. Emília Satoshi Miyamaru Seo Dra. Luciana Mara Ribeiro Marino Profa. Dra. Maria Eduarda Araujo Guimarães Profa. Dra. Mariana Malvezzi Profa. Dra. Myrna de Arruda Nascimento Profa Dra. Mônica Bueno Leme Prof. Dr. Romero Tori
  3. 3. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 3 ORGANIZAÇÃO DO EVENTO Diretoria de Graduação e Pesquisa Coordenação Institucional de Pesquisa Coordenação Institucional de Iniciação Científica COMISSÃO EXECUTIVA DO EVENTO Adailton Ferreira de Souza Junior Adriana Morelato Danielle Batista Profa. Emilia Satoshi Miyamaru Seo Luciana Mara Ribeiro Marino Pollyana Roberta Sabino dos Reis Prof. Romero Tori
  4. 4. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 4 APRESENTAÇÃO A sétima edição do Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística do Centro Universitário Senac (VII CICTA), ocorrida no dia 15 de agosto de 2012, foi mais uma oportunidade para a comunidade Senac ter uma visão ampla e integrada das pesquisas e inovações germinadas a partir da produtiva integração entre graduação e pesquisa, ambientadas nos laboratórios, grupos e linhas de pesquisa, os quais, por sua vez, são fomentados pela instituição, por agências governamentais, com destaque para o CNPq, e por instituições parceiras. Agora, a partir da publicação destes Anais, todo esse rico conteúdo poderá ser compartilhado não apenas com nossa comunidade interna, mas com toda a sociedade. Na cerimônia de outorga aos novos bolsistas de iniciação científica, os alunos prestaram juramento e foram informados sobre o que significa ser pesquisador e como deve ser conduzido esse importante processo, o qual terão o privilégio de vivenciar. Os trabalhos dos alunos egressos foram apresentados oralmente, o que valorizou ainda mais as pesquisas apresentadas, contribuindo para o desenvolvimento das habilidades de preparação e apresentação de artigos científicos, e possibilitando que o público acompanhasse as argüições feitas aos alunos-pesquisadores pelos membros dos comitês institucional e externo de iniciação científica. O VII CICTA apresentou um total de 71 trabalhos científicos desenvolvidos por graduandos dos cursos do Centro Universitário Senac no período de agosto de 2011 a julho de 2012. Após uma rigorosa avaliação, por parte dos comitês interno e externo, os 5 premiados foram anunciados no dia 17 de agosto de 2012. Os artigos resumidos encontram-se aqui publicados, nos quais o leitor poderá conferir a qualidade, atualidade e relevância das pesquisas desenvolvidas por esses futuros cientistas ou profissionais inovadores. Aproveitamos para agradecer ao CNPq, pela consseção de 13 bolsas PIBIC e 18 bolsas PIBITI aos nossos alunos, que aliadas ao apoio oferecido pelo Centro Universitário Senac, na forma de 72 bolsas institucionais, recursos humanos e infra-estrutura, contribuiu para o sucesso do programa de iniciação científica, cujo momento maior é representado por este evento. Parabenizamos a todos os alunos que apresentaram seus trabalhos, e respectivos professores-orientadores, e damos as boas-vindas aos ingressantes, os quais terão a desafiadora e motivadora missão de superar, na edição de 2013, a qualidade do conteúdo deste VII CICTA. Coordenação Institucional de Iniciação Científica
  5. 5. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 5 PROGRAMAÇÃO  9h às 10h - Credenciamento e assinatura do termo de compromisso  10h às 10h30 - Cerimônia de abertura e de outorga de alunos ingressantes  10h30 às 11h30 – Palestra: O aluno pesquisador e o trabalhador para o século XXI Profa. Dra. Claudia Coelho Hardagh  11h30 às 13h – Intervalo   13h às 17h30 – Apresentações orais dos projetos de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Processo 2011/2012
  6. 6. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 6 PREMIAÇÕES SUSTENTABILIDADE Aluno: Lucas de Carvalho Damas Rangel Rodrigues Trabalho: Análise das interferências do trecho sul do rodoanel Mário Covas na produtividade hídrica da sub bacia do braço do Rio Grande na represa Billings Professores Orientadores: Renato Arnaldo Tagnin / Benjamin Capellari Menção Honrosa Aluna: Nayla Aparecida Alves de Araújo Trabalho: Identificações dos aspectos e impactos ambientais associados à cadeia produtiva de etanol a partir da cana-de-açúcar: contribuição para estabelecimento do perfil de desempenho ambiental por meio da técnica de Avaliação de Ciclo de Vida (ACV) Professora Orientadora: Emilia Satoshi Miyamaru Seo COMUNICAÇÃO, ARQUITETURA E DESIGN Aluna: Karine Pizza Herradon Trabalho: Grelhas estruturais - forma, função, materiais e aplicação Professora Orientadora: Valéria Cássia dos Santos Fialho Menção honrosa Aluna: Maria Stella de Oliveira Souza Braga Trabalho: As ilustrações e o projeto gráfico de edições da obra lobatiana “Reinações de Narizinho” Professora Orientadora: Célia Maria Escanfella GESTÃO E TECNOLOGIA Aluno: Fernando Angelo Carboni de Coelho Trabalho: As múltiplas possibilidades de desenvolvimento de jogos digitais como ferramentas no ensino de matemática Professora Orientadora: Danielle dos Santos Mingatos Menção honrosa Aluno: Alexandre Santos Gomes Trabalho: Conteúdo em polegadas - Exploração de conceitos matemáticos em dispositivos mobile Professora Orientadora: Danielle dos Santos Mingatos CULTURA E COMPORTAMENTO Aluna: Cintia Yumi Nakagawa Trabalho: Medicina como arte e a moda como ciência - A importante contribuição para problemas dermatológicos Professor Orientador: José Luis de Andrade Menção Honrosa Aluna: Thabata Gaco Koller Trabalho: Comida de rua, registro fotográfico, aspectos culturais, sociais e urbanos Professora Orientadora: Mônica Bueno Leme
  7. 7. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 7 PIBITI – CNPq Aluno: Leandro Santos Castilho Trabalho: Holoface - Programação de Simulação de Interfaces Interativas Professor Orientador: Romero Tori Menção Honrosa Aluna: Luiza Helena Rodrigues Gianesella Trabalho: Sintaxe do vidro no design de mobiliário - Proposta de processos para a reciclagem do vidro de descarte Professor orientador: Giorgio Giorgi Junior
  8. 8. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 8 ÍNDICE SUSTENTABILIDADE Gestão de resíduos em instituições de ensino superior 14 A formação do empreendedor sustentável e sua inserção no mercado de trabalho - Percepções dos gestores de empresas sustentáveis 16 Banco Mundial - Uma análise das políticas de financiamento voltadas ao desenvolvimento sustentável 20 Análise das interferências do trecho sul do rodoanel Mário Covas na produtividade hídrica da sub bacia do braço do Rio Grande na represa Billings 26 Análise da sintonia entre as estratégias, ecoeficiência e construção da marca do caso do Bradesco, “O Banco do Planeta" 30 A formação do empreendedor sustentável e sua inserção no mercado de trabalho - Percepções dos egressos do curso de Bacharelado em Gestão Ambiental do Centro Universitário SENAC 33 Estudo de caso: Santa Catarina e os resultados do financiamento do banco Mundial 37 COMUNICAÇÃO, ARQUITETURA E DESIGN Moholy-Nagy: da nova percepção à nova ação de projetar 43 Elementos tipográficos: brasileiro e oriental do bairro da Liberdade da cidade de São Paulo 46 Estudo da forma na evolução dos sistemas estruturaos arquitetônicos 49 Multi-experiências de Flávio de Carvalho (em Design e Arquitetura) 54 Grelhas estruturais - Forma, função, materiais e aplicação. 58 Fotografias de objetos e apliques de edifícios da cidade de São Paulo 62 Sintaxe dos materiais plásticos no design de mobiliário 66 Letras na cidade: estudos comparados sobre paisagens tipográficas - As letras na obra do Escritório Técnico Ramos de Azevedo 69 Cadeira de rodas LLCC 72 As casas de Buckminster Füller: As experiências 4D E DYMAXION 75 Forma e estrutura na obra de Buckminster Füller: Tensegridade e cúpulas geodésicas 80 Estudos sobre design universal e tecnologia assistiva - uma abordagem ética 84 Instalação Artística: Universo Glauber 89 As ilustrações e o projeto gráfico de edições da obra lobatiana “Reinações de Narizinho” 92 GESTÃO E TECNOLOGIA Conteúdo em polegadas - Exploração de conceitos matemáticos em dispositivos mobile 99 Desenvolvimento de jogos digitais para auxílio no ensino de matemática no ensino médio 104
  9. 9. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 9 As confluências entre Oriente Médio e Ocidente no campo da moda Brasil – Dubai e Líbano 108 Metodologia de projeto e mídias digitais 115 A fotografia computacional e suas possibilidades 118 O leitor imersivo e a inteligência coletiva no ciberespaço 122 As múltiplas possibilidades de desenvolvimento de jogos digitais como ferramentas no ensino de matemática 137 A música no metaverso - Criação de uma rádio on-line utilizando as ferramentas da plataforma Second Life 140 Moda e Religião - Um estudo do comportamento da mulher muçulmana no seu vestuário 148 O jogo eletrônico como ferramenta de auxílio no ensino da matemática 156 CULTURA E COMPORTAMENTO Estudos aplicados sobre o balé triádico 160 O papel do rock nacional dentro da indústria cultural e de moda na década de 80 163 O acervo do balé triádico - Processos de trabalho 166 Roupa inclusiva - A deficiência física revelada 171 Levantamento e registro do acervo de cartazes da biblioteca Mário de Andradre 175 Suicidegirls – sociabilidade e expressão cultural na rede 178 Medicina como arte a moda como ciência - A importante contribuição para problemas dermatológicos 181 A intervenção da roupa inclusiva no esporte adaptado 189 A gatinha e a moda na revista capricho 200 A tropicália e suas maneiras 203 Mulheres que nasceram especiais 206 Os figurinos do balé triádico e seus detalhes de construção 210 Entre a necessidade e o desejo: Moda festa para deficientes físicos 213 O movimento emo no Brasil: Surgimento, popularização e ascensão de ídolos musicais através da web 219 O marido de madame - Retratos do poder feminino 222 Personagens da hospitalidade em São Paulo 225 Perfil dos anfitriões da escola de samba Mocidade Alegre 229 A comida de rua e o design industrial - Um movimento emergente que inspira a prática do projeto de produto 233 Comida de rua, registro fotográfico, aspectos culturais, sociais e urbanos 236
  10. 10. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 10 PIBIT Mídia, Moda e Religião – A influência do Islamismo na vestimenta da mulher muçulmana. 240 Sintaxe do vidro no design de mobiliário - Proposta de processos para a reciclagem do vidro de descarte 247 Memórias digitais: A aplicação da realidade aumentada na preservação dos espaços históricos 251 Holoface - Programação de Simulação de Interfaces Interativas 261 A memoria como potencial mediadora entre realidade virtual e física 264 Do instante ao momento decisivo - Reflexões sobre o momento fotográfico na fotografia computacional 276 Holoface: Modelagem de objetos tridimensionais interativos - Vídeo 3D: Da filmagem a veiculação à internet 284 Cadeira de Rodas LLCC 288 Realidade aumentada e a imaterialidade das camadas temporais na arquitetura da cidade 291 Elaboração de pão sem glúten 303 Desenvolvimento de mini torta com a utilização de farinha de soja e arroz em diferentes proporções: uma alternativa para celíacos 306 Elaboração, caracterização físico-química, microbiológica e aceitabilidade de massa de lasanha de trigo sarraceno associada com farinha de arroz 311 Elaboração e Caracterização físico-química e microbiológica de biscoito tipo cookie isento de glúten contendo farinhas de arroz e maçã 315
  11. 11. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 11
  12. 12. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 12 GESTÃO DE RESÍDUOS EM INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR Camila Catarine Rodrigues Paulini 1 Silvia Fazzolari Corrêa2 1 Estudante do Curso de Engenharia Ambiental - Bolsista CNPq camilapaulini@ig.com.br 2 Professor do Centro Universitário Senac silvia.fcorrea@sp.senac.br Linha de Pesquisa: Ferramentas de Gestão para Sustentabilidade Projeto: Gestão da Sustentabilidade em Instituições de Ensino Superior Resumo Instituições de Ensino Superior (IES) devem dar exemplos de uma gestão sustentável, divulgando boas práticas para professores, estudantes, funcionários e a comunidade em geral. Nesse sentido, este projeto se propôs a pesquisar o modo como IES brasileiras e internacionais realizam sua gestão ambiental, especialmente no que concerne aos resíduos sólidos. Para tanto, foram feitas pesquisas sobre Sistemas de Gestão Ambiental (SGA) e sua aplicação, ao mesmo tempo em que se levantou as melhores universidades no mundo, na América Latina e no Brasil. Os resultados apontam para a utilização de várias ferramentas de gestão ambiental nas universidades, sendo que a obtenção de certificação não é o objetivo daquelas que implementam algum tipo de SGA. Palavras-chave: gestão de resíduos, instituições de ensino superior, resíduos e universidades Abstract Higher Education Institutions (HEIs) should give examples of sustainable management, disseminating best practices for teachers, students, staff and the wider community. Accordingly, this project aimed to find how Brazilian and International HEIs perform their environmental management, especially regarding solid waste. Thus, it was made research on Environmental Management Systems (EMS) and its application, while raising up the best universities in the world, Latin America and Brazil. The results point to the use of various tools for environmental management in universities, and obtaining certification is not the goal of those that implement some type of EMS. Keywords: waste management; Higher Education Institutions, waste and universities 1. Introdução Segundo Tauchen e Brandli (2006) o desenvolvimento de uma consciência mais ecológica vem crescendo em diversos setores da sociedade, entre eles a educação envolvendo as instituições de ensino superior (IES). A importância da IES na conscientização é devido ao fato delas qualificarem alunos, profissionais do futuro que irão tomar decisões que incluam práticas ambientais. “Os trabalhos desenvolvidos dentro das instituições de ensino de nível superior têm um efeito multiplicador, pois cada estudante, convencido das
  13. 13. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 13 boas ideias da sustentabilidade, influencia o conjunto, a sociedade, nas mais variadas áreas de atuação.” (KRAEMER, s/d). A implementação de Sistemas de Gestão Ambiental (SGA) nas IES varia de sistemas certificados formalmente, até modelos informais que são seguidos. Muitas vezes esse modelos informais elaborados pela própria IES são estruturados a partir dos modelos para certificação como o ISO 14001, EMAS1 e o BS 77502 . O Eco Campus, projeto Europeu, surge como forma de auxiliar e motivar a obtenção da ISO 14000, dando auxilio e certificando cada parte do processo. É importante que todo o SGA seja bem elaborado no caso de obtenção dessa certificação, pois a ISO 14000 é também a que inicialmente impôs a melhoria contínua para a recertificação. A primeira universidade a obter a certificação foi a Universidade Mälardalen da Suécia. Na América Latina, mais especificamente no Brasil, a UNISINOS foi a primeira em 2004. 2. Objetivo da pesquisa O objetivo geral da pesquisa é identificar as melhores práticas ambientais no quesito de gestão de resíduos em diferentes IES brasileiras e internacionais, procurando relacionar a importância acadêmica destas instituições com liderança na adoção de medidas que visem a sustentabilidade neste segmento. A partir da análise “melhores universidades x melhores práticas”, poderiam ser elaboradas diretrizes gerais sobre gestão de resíduos sólidos em IES que serviriam de base para a implementação em diferentes IES. 3. Metodologia Foram realizados levantamentos bibliográficos sobre a evolução do conceito de sustentabilidade e desenvolvimento de sistemas de gestão ambiental, assim como sobre o envolvimento das IES nesta questão. Em seguida, foram selecionadas, de acordo com o QS World University Ranking (Top Universities), as 100 melhores universidades no mundo e as 100 melhores universidades na América Latina, acrescidas das 10 melhores universidades brasileiras segundo o Miistério da Educação e Cultura (MEC) e também da Rede Laureate, que congrega sob a mesma mantenedora 67 universidades nos cinco continentes. Para estas 277 universidades foi enviado por meio eletrônico um questionário elaborado a partir dos levantamentos secundários e de uma entrevista realizada com a representante do Sistema de Gestão Ambiental do Centro Universitário Senac, com o intuito de identificar ações mais específicas sobre a gestão de resíduos e a estrutura das universidades para alcançar seus objetivos. 4. Resultados e discussão Analisando os SGAs das universidades que ocuparam as 10 melhores posições no QS World University Ranking, é possível perceber que todos eles estão bem relacionados com o setor de pesquisas e extensão universitária. Muitas técnicas de reciclagem de resíduos desenvolvidas na área de pesquisa, principalmente na Yale University3 (4a posição no ranking) são utilizadas para reciclagem dos resíduos dela mesma, bem como a substituição de produtos químicos por menos agressivos. Fazendo uma comparação entre essas universidades e o Centro Universitário Senac, é possível perceber que a comunicação entre o setor de pesquisa e extensão e o SGA do Senac ainda é bem restrita, sendo que o contrário poderia gerar enriquecimento para ambos os lados. A divulgação e o envolvimento dos alunos e funcionários nas universidades do ranking também é maior, gerando uma maior participação e talvez melhores resultados. A semelhança entre as universidades do ranking e o Centro Universitário Senac é no sentido de ser abrangente e 1 EMAS: European Union Eco Management and Audit Scheme 2 British Standard 7750 3 http://recycling.yale.edu/off-campus
  14. 14. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 14 contemplar os resíduos, energia e água, ainda que cada uma com seus métodos específicos, utilizando ferramentas e atividades diferentes de sustentabilidade. Especificamente sobre os resíduos sólidos, a universidade que aparentemente tem uma política mais adequada é a Yale, que divide o programa em atividades de: redução, reuso e reciclagem de todos os tipos de resíduos gerados na universidade. O Massachusetts Institute of Technology (MIT)4 (3ª posição) também tem uma política bastante voltada para os resíduos, porém com maior enfoque para os perigosos. Tendo essa visão das melhores universidades e o que elas estão fazendo com relação à sustentabilidade, é possível notar que a posição ocupada no ranking pelas universidades não possui uma relação direta com melhores práticas sustentáveis e existem instituições que nem sequer estão no ranking e possuem práticas pioneiras nos processos, como é o caso da Universidade Mälardalen, na Suécia, que foi a primeira no mundo a receber certificação ISO 14000 e não aparece no ranking entre as melhores universidades. Infelizmente apenas uma universidade de um total de 277 respondeu ao questionário até o momento: a Universidad de los Andes, na Colômbia. Esta universidade ocupa a 6a posição entre as 100 melhores universidades da América Latina e a análise do questionário mostrou que a implementação do SGA trouxe benefícios ambientais e econômicos, assim como melhora em sua imagem. 5. Conclusões Pode-se concluir que, de forma geral, as universidades seguem vários modelos de SGA, que geralmente são utilizados mesmo sem a intenção de se obter de fato alguma certificação, prestando-se apenas para instruir a implementação. A estrutura organizacional também é variável. Em Harvard5 (2ª posição) o Comitê de Segurança e Meio Ambiente (responsável pelas atividades de SGA) é presidido pelo vice-presidente de serviços do Campus, já no Centro Universitário Senac a responsável não possui tanta autonomia. Nas universidades que ocupam as primeiras posições do ranking mundial, existe maior efetividade na conscientização e conseqüente maior participação nas ações por parte dos alunos. Entretanto, para obtenção de um diagnóstico fidedigno sobre as práticas ambientais adotadas pelas universidades nacionais e internacionais, há a necessidade de mais respostas ao questionário enviado, que possibilitará a análise de uma amostra realmente representativa de IES. 6. Referências KRAEMER, Maria Elisabeth Pereira. A Universidade do século XXI rumo ao desenvolvimento sustentável. (s.d.) TAUCHEN, Joel; BRANDLI, Luciana Londero. Gestão Ambiental em IES Passo Fundo. Nov, 2006. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104- 530X2006000300012. Acesso em 30 Ago 2011. 4 http://www.umass.edu/ems-pilot/ 5 http://www.uos.harvard.edu/ehs/about/management_policy.shtml
  15. 15. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 15 A FORMAÇÃO DO EMPREENDEDOR SUSTENTÁVEL E SUA INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO Percepções dos Gestores de Empresas Sustentáveis 1 Elaine Silva 2 Donizetti Leonidas de Paiva e 3 Flávio Henrique dos Santos Foguel 1 Estudante do Curso de Tecnologia em Eventos; Bolsista do Senac elaine.elasv@gmail.com 2 Professor do Centro Universitário Senac donizetti.lpaiva@sp.senac.br 3 Professor do Centro Universitário Senac Flavio.foguel@sp.senac.br Linha de Pesquisa: Ferramentas de gestão para a sustentabilidade Projeto: Gestão Social, Comunidades de Aprendizagem e Educação Para a Sustentabilidade: contribuições para a formação da nova geração de administradores. Resumo Considerando que o atual modelo de gestão adotado pelas instituições tem se baseado na lógica da competitividade, diante de uma sociedade mais complexa e de consumidores mais críticos, é fundamental incluir nas estratégias de gestão uma sábia utilização dos recursos, respeitando as diversidades ambientais e culturais. Desta forma, o profissional da gestão ambiental pode empenhar uma atuação empreendedora, participando ativamente da construção de novos mercados e soluções sustentáveis. Sendo assim, esta pesquisa visa analisar a importância da formação profissional com visão empreendedora sustentável, como sendo um aspecto importante para a entrada no mercado de trabalho. Para isso, foram entrevistados gestores de empresas que apresentam características sustentáveis, no sentido de obter dados que permitissem captar a importância de uma formação voltada ao empreendedorismo sustentável. Os resultados indicam que a formação específica está sendo importante para este mercado, porém ainda como contexto complementar. Palavras-chave:empreendedorismo, sustentabilidade, gestão sustentável. Abstract Whereas the current management model adopted by institutions has been based in the logic of competitiveness, facing a more complex society and consumers more critics, it is essential to include management strategies a wise use of resources, while respecting the environmental and cultural diversities. In this way, the environmental management professional can engage an enterprising performance, actively participating in the construction of new markets and sustainable solutions. Thus, this research aims to analyze the importance of vocational training with sustainable entrepreneurial vision, as being an important aspect for entry into the labour
  16. 16. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 16 market. To do this, managers of companies who were interviewed have sustainable features, in order to obtain data that could capture the importance of sustainable entrepreneurship-focused training. The results indicate that specific training is important for this market, but also as a complementary context. Keywords: entrepreneurship, sustainability, sustainable management. Introdução A mudança de percepção social e o aumento da consciência frente às alternativas para conservação ambiental possibilitam o desenvolvimento de tecnologias limpas, processos eficientes com tolerância zero de efluentes e mitigação dos impactos socioambientais. Entretanto, esta transição depende de mudança também na administração dos recursos humanos. TACHIZAWA (2011, p. 60) apresenta diversos desafios, entre elas a flexibilidade de processos e a subcontratação organizada e ética. É, portanto, neste cenário que se justifica a ampliação de uma gestão empresarial baseada no empreendedorismo sustentável. Quando o empreendedor vislumbra formas de reduzir impactos dos fatores insustentáveis da empresa, ele o faz aplicando conhecimentos técnicos a partir de seus valores pessoais. “O ‘ser sustentável’ possui elevado senso ético, visão coletivista, respeito pela diversidade e habilidade em conjugar resultados econômicos, sociais e ambientais”. (VOLTOLINI, 2011, p. 32). Diante disto, esta pesquisa visa analisar se a formação de profissionais com características empreendedoras sustentáveis tem sido um fator importante para as organizações, ao ponto de ampliar suas chances de inserção no mercado de trabalho. Para isso, buscamos na revisão da literatura identificar as principais características dos empreendedores sustentáveis, bem como suas contribuições no processo de gestão empresarial. Em complemento ao levantamento bibliográfico foi aplicada uma pesquisa de campo com gestores de empresas consideradas sustentáveis, no sentido de tentar captar as percepções desses gestores quanto ao profissional com formação baseada no empreendedorismo sustentável. Os resultados sugerem que, embora a formação do profissional com estas características seja algo desejável para as organizações, ainda não é visto como sendo um fator diferencial no processo de contratação desses profissionais. 1. Objeto da pesquisa O objeto de estudo utilizado para captar a percepção dos gestores de empresas sustentáveis sobre a importância da formação baseada no empreendedorismo sustentável, como fator importante no desenvolvimento dos projetos das organizações, foi uma amostra de XXX empresas que compõem o Índice de Sustentabilidade Empresarial – ISE da BM&FBOVESPA. A escolha destas empresas se deu pelo fato de apresentarem indicadores que as classificam como sendo empresas sustentáveis. 2. Metodologia Além da pesquisa exploratória bibliográfica, o trabalho também contou com uma pesquisa de campo, envolvendo uma amostra de empresas elegíveis do ano de 2011-2012 pela BMF&BOVESPA, que compõem o Índice de Sustentabilidade Empresarial – ISE. Nesta pesquisa foram elaboradas 15 perguntas, direcionadas aos gestores responsáveis pelos projetos sustentáveis, e teve como objetivo captar a percepção desses gestores no que diz respeito a importância da formação baseada no empreendedorismo sustentável para os processos de gestão
  17. 17. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 17 das empresas, e também como fator de diferenciação dos profissionais que apresentam tal formação. 3. Resultados e discussão De acordo com as respostas dos gestores é muito comum os projetos sustentáveis serem desenvolvidos por áreas que não a da Sustentabilidade, o que demonstra que o tema ainda não é debatido de forma a ser uma prioridade nas organizações. Um dado interessante apresentado pelos empregadores é que nas organizações os valores mais apreciados dos empreendedores sustentáveis são a habilidade de aplicar os princípios da sustentabilidade e a mobilização de grupos de interesse, no sentido de minimizar os impactos na utilização dos recursos naturais e influenciar o padrão de comportamento dos consumidores. Para os gestores é unânime que o empreendedorismo sustentável é uma habilidade desenvolvida com a experiência profissional. Não é à toa que a formação profissional de base dos responsáveis pelos projetos sustentáveis na empresa é majoritariamente ligada à engenharia (química, agronômica, civil, ambiental, Segurança do trabalho), podendo ter em menor número biólogos, arquitetos e colaboradores da área de marketing e comunicação. As características mais valorizadas pelos gestores são a capacidade de mobilizar, de formar multiplicadores, e viabilizar ações sustentáveis no perfil da empresa. Além do que, a comunicação, foco e visão estratégica também são características desejadas pelos empregadores. Para os empregadores a formação específica em administração sustentável pode não ser tão valorizada pelo departamento de gestão de pessoas. Entretanto, com a consolidação do mercado da sustentabilidade e a constante busca de inovações, esta distância tende a diminuir. 4. Conclusões As empresas não criam um departamento específico de Sustentabilidade, procurando integrar esta temática em algum outro setor existente, alocando profissionais com outra formação de base para desenvolver projetos sustentáveis. Do que se pode inferir que profissionais de vários ramos vêm procurando a formação específica em administração sustentável. Para os que não possuem muita vivência profissional, a sua formação é vista como interessante, mas ainda não é pré-requisito para preenchimento de vagas no setor. O empreendedor sustentável possui o desafio de permitir a aplicação objetiva das políticas de sustentabilidade, atingindo públicos-alvo da empresa. Entretanto, na percepção dos gestores, este profissional ainda é encarado mais como um técnico e não como um líder capaz de motivar pessoas para fortes mudanças. Desta forma, se faz necessário ampliar o processo de divulgação desta formação específica, enfatizando a importância de se ter profissionais com visão empreendedora sustentável como fator fundamental dentro do atual cenário econômico e social. 5. Referências BARON, R. A. & SHANE, S. A. (2011). Empreendedorismo – uma visão de processo. São Paulo: Cengage Learning. BERNARDI, L. A. (2003). Manual de empreendedorismo e gestão: fundamentos, estratégias e dinâmicas. São Paulo: Atlas. 314 p.
  18. 18. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 18 CAIRNCROSS, F. (1992). Meio ambiente: custos e benefícios. São Paulo: Nobel. 264 p. CRALS, E. & VEREECK, L. (2009). Sustainable entrepreneurship in SMEs. Theory and Practice. Bélgica: Limburgs Universitair Centru. Artigo DEMAJOROVIC, J. (2003). Sociedade de risco e responsabilidade socioambiental: perspectivas para a educação corporativa. São Paulo: Editora SENAC. TACHIZAWA, T. (2011). Gestão ambiental e responsabilidade corporativa: estratégias de negócios focadas na realidade brasileira. São Paulo: Atlas. 7ª. Edição. VOLTOLINI, R. (2011). Conversas com líderes sustentáveis: o que aprender com quem fez ou está fazendo a mudança para a sustentabilidade. São Paulo: Editora SENAC São Paulo. 251 p.
  19. 19. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 19 BANCO MUNDIAL- UMA ANÁLISE DAS POLÍTICAS DE FINANCIAMENTO VOLTADAS AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL. Aluno: Fabio Roberto da Silva Orientador(a): Natalia Noschese Fingermann. Estudante do Curso de: Administração com Linha de Formação Específica em Gestão Ambiental. email: fabiobengasi@hotmail.com emaildoorientador: natalia.nfingermann@sp.senac.br Linha de Pesquisa: Ferramentas de Gestão para Sustentabilidade Projeto: Sustentabilidade Resumo O objetivo desta pesquisa é analisar a atuação do maior banco de desenvolvimento internacional na área da sustentabilidade: O Banco Mundial. Por meio de um estudo detalhado da linha de crédito voltada ao Desenvolvimento da Agricultura Familiar no Estado de Santa Catarina, o presente projeto busca verificar qual é o enfoque dado para área de sustentabilidade na agenda desse banco. Além de propor averiguar quais são os critérios utilizados por essa instituição na concessão de crédito voltados ao desenvolvimento sustentável. Vale destacar que o projeto nesse primeiro momento focará em analisar a atuação do Banco Mundial no Estado de Santa Catarina. Palavras-chave: financiamento, linhas de credito, desenvolvimento sustentável, Banco Mundial e meio-ambiente. Abstract The current research aims to analyze the performance of the largest international development bank in the sustainability field: The World Bank. Through a detailed study of the Bank’s sustainable credit line to the Development of Familiar Agricultural at the State of Santa Catarina, this project will verify in which way the Bank has included the environment concerns into its agenda. In addition, this project aims to identify the Bank’s criteria to provide “sustainable credit” to Santa Catarina Project. Keywords: financing, credit lines, sustainable development, World Bank and environment. 1. Introdução As preocupações ambientais nas últimas décadas cresceram assim como a responsabilidade das nações referentes aos problemas ambientais e suas ações e impactos causados. Os seres humanos, como os principais causadores destas alterações sem precedentes nos ecossistemas, impactaram de forma a atenderem suas crescentes demandas por alimentos, água, fibras e energia. Estas alterações ajudaram a melhorar a vida de bilhões de pessoas, mas ao mesmo tempo, “enfraqueceram a capacidade da natureza de prover outros serviços fundamentais, como a purificação do ar e da água, proteção contra catástrofes naturais” (SOROOS, 2004. p.4), e levaram o planeta à beira de uma onda maciça de extinção de várias espécies, ameaçando ainda mais nosso bem-estar.
  20. 20. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 20 Além do mais, os benefícios advindos destas alterações não são equitativos, visto que, boa parte da população mundial especialmente os de países mais pobres sofrem o maior ônus, sendo os mais atingidos pela destruição ambiental e a mudança climática, e os que têm menos recursos disponíveis para adaptar-se às situações de mudança. Hoje em dia, a capacidade do homem em transformar o que o circunda, utilizada com discernimento, pode levar a todos os povos os benefícios do desenvolvimento e oferecer-lhes a oportunidade de enobrecer a sua existência. Pois, com a tecnologia e conhecimento disponível pode-se reduzir consideravelmente o impacto humano nos ecossistemas, mas sua utilização em todo o seu potencial permanecerá reduzida enquanto os serviços oferecidos pelos ecossistemas continuarem a ser percebidos como “grátis” e ilimitados e não receberem seu devido valor. Assim, as instituições internacionais desempenham um papel fundamental na criação, desenvolvimento e operação de regimes ambientais internacionais (SOROOS, 2004. p.3), cuja atuação destes organismos tais como, Banco Mundial; BIRD– Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento; Organização para a Alimentação e a Agricultura – FAO; Organização Mundial da Saúde – OMC; Organização Internacional do Trabalho – OIT; Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura (UNESCO); complementados por um aumento no número e influência de organizações não-governamentais (ONGs), além de outras entidades e organizações atuantes em seus países e regiões, realizando esforços coordenados pelos setores governamentais, empresariais e institucionais, a fim de melhorar a proteção ao meio ambiente e ao bem estar social, visto que a produtividade dos ecossistemas depende das escolhas corretas no tocante as políticas de investimentos, comércio, subsídios, impostos e regulamentação. Logo, por existir a necessidade humana e organizacional em se desenvolver, buscando ganhos econômicos, ascensão, melhorias, qualidade de vida, e bem estar social, surgiu à obrigatoriedade de se pensar um modo de desenvolvimento que não atribuísse tantos efeitos negativos ao planeta, assim, evoluíram as questões ambientais nas agendas das instituições internacionais pautadas em negociações, implementação de tratados, acordos e convenções. A realização de reuniões internacionais com agendas amplas e complexas como - a Conferência das Nações Unidas sobre o Ambiente Humano6 , ocorrida em Estocolmo em junho de 1972, atentou “à necessidade de estabelecimento de um critério e de princípios comuns” que oferecessem “aos povos do mundo inspiração e guia para preservar e melhorar o ambiente humano” (ESTOCOLMO, 1972, p.1). Deste modo, Estocolmo se tornou o protótipo para uma série de conferências mundiais, por vezes referenciadas como "reuniões de cidade global", que concentraram a atenção mundial sobre as grandes questões internacionais (SOROOS, 2004.p.6). Assim, em seqüência a Estocolmo, a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento, também conhecida como a Cúpula da Terra e ECO-92 realizada no Rio de Janeiro, em junho de 1992, reuniu 175 países que colocaram seus interesses globais em pauta, “abrindo novos caminhos para o diálogo multilateral, discutindo o desenvolvimento sustentável para o crescimento com responsabilidade, cuja base para as discussões foi o fortalecimento das ações integradas da sociedade” (SCHARF, 2004 apud HERNANDEZ, 2008, p. 13), visando principalmente a integração dos três pilares da sustentabilidade (ambiental, social e econômico). Entre as conferências aqui citadas, ocorreu o lançamento do influente relatório da Comissão Brundtland, intitulado “Nosso Futuro Comum” cuja proposta foi conceituação de Desenvolvimento Sustentável, sendo: “o desenvolvimento que atende às necessidades do presente, sem comprometer as necessidades das gerações futuras” (BRUNDTLAND, 1987), desta forma, estes foram os três marcos importantes no cenário ambiental internacional. Diante destes marcos, percebe-se que para propor um modelo de desenvolvimento sustentável, que segundo Romeiro (1999, apud HERNANDEZ, 2008, p. 13), se originou a partir do conceito de 6 Declaração firmada por ocasião da Conferência das Nações Unidas, Estocolmo, Suécia, 5-15 de junho de 1972.
  21. 21. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 21 Ecodesenvolvimento, o qual trazia cinco princípios de sustentabilidade: social, econômico, ecológico, espacial/geográfico e cultural, deve-se haver integração e interação das idéias que permeiam estas propostas, logo, uma atividade não pode ser pensada ou praticada sem estar atrelada a outra, porque tudo deve estar interligado e inter relacionado, e em permanente diálogo (ALMEIDA, 2002, apud HERNANDEZ, 2008). Dessa forma, este projeto tem como objeto de estudo a análise da atuação do Banco Mundial, que é uma instituição global-econômica que tem procurado incorporar a sustentabilidade pautada aos seus negócios e a sua imagem, em resposta às fortes críticas de especialistas por seus fracassos anteriores no financiamento de grandes projetos, muitas vezes causadores de fortes impactos ambientais. Portanto, com base nos estudos aqui apresentados e dentre outros a serem levantados, esta pesquisa se objetivará a analisar as políticas do Banco Mundial quanto à liberação de créditos voltados as temáticas ambientais, questionando suas práticas, métodos e forma de atuação. Logo, a estrutura deste projeto obterá a seguinte ordem: Na Introdução, é apresentado um breve contexto da relação homem e planeta, levantado aspectos particulares da necessidade do desenvolvimento humano em paralelo a sustentabilidade do planeta, e como alguns órgãos se apropriam deste contexto, evidenciando a atuação do Banco Mundial. Em seguida, apresenta-se o objetivo geral e objetivos específicos desta pesquisa, na seqüência a justificativa para tal estudo e por fim o método de pesquisa a ser desenvolvido do decorrer deste projeto e o cronograma da pesquisa. Salienta-se que o cronograma como se trata da descrição de um projeto em estruturação pode sofrer alterações. 2. Objeto da pesquisa Gerais: Aprofundar o conhecimento sobre as linhas de crédito atualmente existentes no Banco Mundial para o meio ambiente e analisar os tramites de fiscalização e pós – liberação deste tipo de empréstimo. Específicos: Averiguar quais são os critérios econômicos e ambientais utilizados pelo banco para realizar o empréstimo a região de Santa Catarina, além de buscar identificar se o projeto é implementado conforme as condições vinculadas ao financiamento dado pelo Banco. 3. Metodologia Com o intuito de atender os objetivos propostos neste projeto, os métodos de pesquisa se darão da seguinte forma:  No momento inicial: um breve contexto da relação homem e planeta, levantando aspectos particulares da necessidade do desenvolvimento humano em paralelo a sustentabilidade do planeta, e como alguns órgãos se apropriam deste contexto, evidenciando a atuação do Banco Mundial;  No segundo momento: Contextualização sobre o panorama sobre a sustentabilidade no setor financeiro e ;  No terceiro momento: análise documental referente à política de concessão de crédito para sustentabilidade do Banco Mundial, entre outros documentos pertinentes ao tema proposto. 4. Resultados e discussão Nos resultados e discussão foram tratados dos tópicos Panorama sobre a sustentabilidade no setor financeiro e a Política de crédito do Banco Mundial para o meio ambiente, destacando o embasamento teórico sobre os conceitos de linha de crédito, financiamento, instituições multilaterais e salvaguardas ambientais, ao qual permitiu maior conhecimento sobre o tema. 5. Conclusões
  22. 22. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 22 As ações das instituições públicas e/ou privadas vêm sofrendo grandes transformações nas últimas duas décadas, pois o modelo atual que move a economia pautado apenas em maximizar lucro já não é mais possível. A escassez de recursos naturais e as preocupações com o aumento da temperatura global, além da preocupação com populações de diversos países vivendo imersos na miséria faz com que vários líderes mundiais tenham que repensar o atual modelo econômico vigente. Até o último quarto de século XX, o mainstream neoclássico não considerava os recursos naturais “A economia funcionava sem os recursos naturais” (ROMEIRO, 2003, p. 7). Para este autor, “(...) o sistema econômico era visto como suficientemente grande para que a disponibilidade de recursos naturais se tornasse uma restrição à sua expansão, (...)”. Assim, as relações homem-natureza eram pautadas e baseadas apenas na exploração, e por certa medida ainda permanece assim. “Embora a inquietante realidade ambiental seja por muitos ainda ignorada ou menosprezada, torna-se cada vez mais evidente que, quanto a seus rumos futuros, a Humanidade se defronta com um gravíssimo dilema nos tempos atuais.” (CÂMARA,1996). Deste modo, instituições como o Banco Mundial têm papel importantíssimo dado sua influência no cenário mundial. Suas ações não podem se restringir a meras políticas neoliberais, a fim de beneficiar apenas alguns países. Portanto, a partir de uma análise global na relação Economia–Meio Ambiente, ressaltando o papel das instituições multilaterais como o Banco Mundial, o debate que está colocado – sendo este um conjunto de parâmetros – é o da participação dos países na moção internacional para a construção de uma sociedade composta por tecnologias limpas, processos produtivos sustentáveis, manutenção e preservação dos recursos naturais – desde a fauna em extinção até a coibição da geração de artefatos bélicos nucleares – que reivindicam uma reestruturação da sociedade moderna e/ou pós-moderna com características diferenciadas do que se vive na atualidade, bem como do setor produtivo. 6. Referências ALMEIDA, Fernando. Os desafios da sustentabilidade: uma ruptura urgente. Rio de Janeiro: Editora Elsevier, 2007. AURÉLIO. Dicionário. Salvaguardar. Disponível em:< http://www.dicionariodoaurelio.com/> Acesso em:30 maio 2012. BRASIL, Banco Mundial. 2011. Disponível em:< http://www.onu.org.br/onu-no- brasil/bancomundial/ > Acesso em: 16 maio de 2012. BORBA, Maria Rita Manzano. Os Princípios do Equador. Gazeta Mercantil, São Paulo, 07 de Agosto de 2006. Disponível em: <http://www.visaosustentavel.com.br/sessoes/imprensa/artigos/PrincEquador.pdf> Acesso em 2 abril de 2012. BMFBOVESPA. Índice de Sustentabilidade Empresarial – ISE. Disponível em:< http://www.bmfbovespa.com.br/indices/ResumoIndice.aspx?Indice=ISE&idioma=pt-br>. Acesso em: de março de 2012. BRUNDTLAND, 1987. Acordos Globais. Disponível em:< http://www.brasil.gov.br/sobre/meio- ambiente/iniciativas/acordos-globais/print> Acesso em: 20 abril 2012.
  23. 23. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 23 BIRD. World Bank. Disponível em:< http://web.worldbank.org/WBSITE/EXTERNAL/EXTABOUTUS/EXTIBRD/0,,menuPK:3046081~page PK:64168427~piPK:64168435~theSitePK:3046012,00.html.> Acesso em: 20 junho de 2012. CASTRO, Marcus Faro de. A Sociedade Civil e o Monitoramento das Instituições Financeiras Multilaterais. Brasília, Março de 2005. CÂMARA, I. de Gusmão. Prefácio. In: Planejamento ambiental: caminho para participação popular e gestão ambiental para o nosso futuro comum. Uma necessidade, um desafio. Rio de Janeiro: Thex Editora. Biblioteca Estácio de Sá, 1993. CASAROTTO Filho, Nélson & Koppittke, Bruno Hartmut. Análise de Investimentos. São Paulo, 1990. DECICINO, Ronaldo. Organizações Internacionais. Disponível em:<http://educacao.uol.com.br/geografia/organizacoes-internacionais-conheca-as-principais- instituicoes-multilaterais.jhtm. > Acesso em: 30 maio 2012. EBA.Environmental Bankers Association. Risk Management and the Environment. Disponível em:< http://www.envirobank.org/>. Acesso em: 04 abril de 2012. ETHOS - Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Global Reporting Initiative (GRI), 2007. Disponível em: http://www.ethos.org.br. Acesso em: 16/02/2012 ECO Finanças, 2009. Banco Mundial. Disponível em:<. http://ef.amazonia.org.br/?s=Banco+Mundial. > Acesso em: 20 março de 2012. EICHENGREEN, Barry (2000). A Globalização do Capital, editora 34, São Paulo. FOEI - Friends of the Earth International. Capitalizing on climate: The World Bank's Role in Climate Change & International Climate Finance. United States, June 2010. FEBRABAM. Declaração de Collevecchio – O que fazer e não fazer em um banco sustentável. Café com Sustentabilidade, 2007. GOLDEMBERG, J; BARBOSA, L.M. 2004. A legislação ambiental no Brasil e em São Paulo. Revista Eco 21, XIV(96). Disponível em: http://www.eco21.com.br. Acesso em: 15/010/2011 GIL, Antonio Carlos. Métodos e técnicas de pesquisa social / Antonio Carlos Gil – 6. Ed. – São Paulo: Atlas, 2008. HERNANDEZ, Alexandre Lopez. Análise da transparência de organizações consideradas como referência em sustentabilidade/ Alexandre Lopez Hernandez – São Paulo, 2008. 62f: il. IFC. INTERNATIONAL FINANCE CORPORATION Relatório Anual sobre Instituições Financeiras. Washington: IFC, 2005. Disponível em:< http://www.ifc.org >. Acesso em: 26 de março de 2012.
  24. 24. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 24 IEG - Independent Evaluation Group - World Bank - Environmental Sustainability: An Evolution of WBG Support, 2008. IDA. World Bank. What we do. Disponível em:< http://www.worldbank.org/ida/> Acesso em: 20 junho de 2012. KILLEEN, T.J. Avaliação Ambiental e Social e Mitigação de Impactos. In: Uma tempestade perfeita na Amazonia: desenvolvimento e conservação no contexto da Iniciativa pela Integração da Infra-Estrutura Regional Sul Americana (IIRSA). Advances in Applied Biodiversity Science, n. 7, p. 73-77, 2007. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO. Medidas de Salvaguarda. Disponível em:< http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/interna.php?area=5&menu=231> Acesso em: 30 maio 2012. MCTI - Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação. Protocolo de Kyoto. Disponível em:< http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/17329.html> Acesso em: 08 de abril de 2012. PARK, Susan and ANTJE, Vetterlein. Owning Development: The Creation of Global Development Policy Norms in the World Bank and the IMF, 2010. PRI - PRINCIPLES FOR INVESTMENT - Princípios para o Investimento Responsável. Disponível em:< http://www.unpri.org/about/>. Acesso em: 30 de março de 2012. PEREIRA, João Marcio Mendes. O Banco Mundial como ator político, intelectual e financeiro. Tese (Doutorado) – Universidade Federal Fluminense, Instituto de Ciências Humanas e Filosofia, Departamento de História, 2009. PROTOCOLO DE ESTOCOLMO. Declaração firmada por ocasião da Conferência das Nações Unidas, Estocolmo, Suécia, 5-15 de junho de 1972.p.5 ROCHA. Eurico Fernandes. PROCON Goiás. Disponível em:< http://www.procon.go.gov.br/noticias/procon-goias-orienta-consumidor-sobre-financiamento-da- casa-propria.html> Acesso em: 30 maio 2012. RICH, Bruce (1994). Reinventing the World Bank. Ithaca and London, Cornell University Press. ROMEIRO, A. R. Economia ou Economia Política da Sustentabilidade. MAY, P. H.; LUSTOSA, M. C.; VINHA, V (Orgs.) Economia e Meio Ambiente. São Paulo: Atlas, 2003, p. 1 – 32. SILVA. José Pereira da. Análise Financeira das Empresas. São Paulo: Editora Atlas S/A, 4ª Edição, 1998. SOROOS, MARVIN S. Global Institutions and the Environment: An Evolutionary Perspective, 2004.
  25. 25. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 25 SANTOS JÚNIOR, Humberto Adami. Responsabilidade das instituições financeiras frente ao dano ambiental de projetos por elas financiados. Rio de Janeiro: Uerj, 1997 (Dissertação de Mestrado). SCHARF, Regina. Manual de Negócios Sustentáveis – São Paulo: Amigos da Terra – Amazônia Brasileira; Fundação Getúlio Vargas, Centro de Estudos em Sustentabilidade, 2004. SCHRICKEL, K. W. Análise de crédito: concessão e gerência de empréstimos. 2º Ed., São Paulo: Atlas, 1995. TRUNKY, Cássio & MATTAROZZI, Victorio. Sustentabilidade dos negócios no setor financeiro: um caso prático. Editora Annablume, São Paulo, 2008. TRUNKY, Cássio & MATTAROZZI, Victorio. Sustentabilidade no setor financeiro: gerando valor e novos negócios. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2008. TOUSSAINT, Eric (2006). Banco Mundial: el golpe de Estado permanente. Madri, El Viejo Topo. WOOD, Patrick M. O Sistema Financeiro Global – Parte 1: O Fundo Monetário Internacional, 2007. (The August Review), Disponível em:< http://www.augustreview.com/ .Revisão: http://www.TextoExato.com; publicação, http://www.espada.eti.br/fmi.asp WOODS, Ngaire (2006). The Globalizers: the IMF, the World Bank and their borrowers. Ithaca and London, Comell University Press. WORLD BANK, 2012. Institutions World Bank. Disponível em:< http://web.worldbank.org/WBSITE/EXTERNAL/EXTABOUTUS/>. Acesso em: 10 de abril de 2012. WORLD, BANK. About Us. Disponível em:< http://web.worldbank.org/WBSITE/EXTERNAL/EXTABOUTUS/0,,pagePK:50004410~piPK:36602~t heSitePK:29708,00.html> Acesso em: 16 maio 2011. UNEP. United Nations Environment Programme. Declaração internacional dos bancos sobre meio ambiente e desenvolvimento sustentável 2005. Disponível em:<http://www.unep.org/Documents.multilingual/Default.asp?DocumentID=67&ArticleID=5125 &l=en>. Acesso em: 27 março de março de 2012. YIN, Robert K. Estudo de Caso: planejamento e métodos/ Robert K. Yin; trad Daniel Grassi – 3. Ed. – Porto Alegre: Brokman, 2005. 212 p. 23.
  26. 26. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 26 ANÁLISE DAS INTERFERÊNCIAS DO TRECHO SUL DO RODOANEL MÁRIO COVAS NA PRODUTIVIDADE HÍDRICA DA SUB BACIA DO BRAÇO DO RIO GRANDE NA REPRESA BIBLLINGS Lucas de Carvalho Damas Rangel Rodrigues1 Renato Arnaldo Tagnin / Benjamin Capellari2 1 Estudante do Curso de Bacharelado em Administração com Linha de Formação Específica em Gestão Ambiental; Bolsista do Senac; lucasdcd@hotmail.com 2 Professores do Centro Universitário Senac renato.tagnin@sp.senac.br / benjamin.capellari@sp.senac.br Linha de Pesquisa: Ferramentas de Gestão para a Sustentabilidade Projeto: Produtividade Hídrica e Ocupação Urbana na Região Metropolitana de São Paulo: Análise das Interferências da Urbanização em Sub-bacias da Billings Resumo A produção hídrica é considerada a prestação de um serviço ambiental que se origina a partir da manutenção e correta regulação do ciclo hidrológico dentro de uma bacia hidrográfica que, por si só, pode ser influenciada pela existência de modificações no meio físico e alterações na superfície da bacia hidrográfica. Com o objetivo de analisar os impactos gerados pela implementação do Trecho Sul do Rodoanel na produção hídrica da Bacia da Billings, esta pesquisa pôde concluir, a partir da realização de levantamentos bibliográficos e análises espaciais, que alterações nos fluxos hidrológicos, vegetação, morfologia e outros demais fatores propiciados pela implementação desse empreendimento são capazes de afetar a produtividade hídrica da Billings. A existência de 55 pontos (áreas) que evidenciam mudanças em aspectos naturais da bacia e em seus fluxos hídricos somente em uma área específica deste manancial (Braço do Rio Grande, local no qual encontra-se o ponto de coleta de água para abastecimento público), provam as alterações na produtividade hídrica promovidas pela implementação do Trecho Sul do Rodoanel. Palavras-chave: Produção Hídrica; Trecho Sul do Rodoanel; Braço do Rio Grande; Bacia Hidrográfica da Billings. Abstract Water Yield is considered the provision of environmental services derived from the maintenance and correct regulation of water cycle that occurs within watersheds, which in itself, can be influenced by the existence of modifications in physical environment and alterations in the watershed’s surface. With the purpose of analyzing the environmental impacts generated by the implementations of Southern stretch of Beltway Mário Covas capable to affect the water yield of Billings basin, this research could concluded from the realization of bibliographical survey and spatial analysis, that changing in hydrological fluxes, vegetation cover, morphology and other related factors propitiated by implementing of this highway that most interfere in the Billings basin’s water yield. The existence of 55 points (areas) that can evidence the changing in natural aspects of the basin and in its hydrological fluxes only in a specific area of this watershed (Rio Grande arm, local where drinking water is collected) prove the alterations in water yield of this catchment area provided by the implementation of Southern stretch of Beltway. Keywords: Water Yield; Southern Stretch of Beltway; Rio Grande arm; Billings Watershed. PREMIADO
  27. 27. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 27 1. Introdução A produção hídrica é considerada o resultado gerado pelos processos atrelados ao ciclo hidrológico que ocorrem dentro dos limites das bacias hidrográficas (AMARILLA, 2012). O braço do Rio Grande, é uma área com aproximadamente 19.254,01 ha e composta por 42 sub- bacias que se localiza na face leste da Bacia Hidrográfica da Billings (CAPOBIANCO & WHATELY, 2002). Dentro desta área, localiza-se o sistema produtor de água do Rio Grande, um reservatório isolado de 7,4 Km² responsável por ofertar 4,8 m³/s à população da região do ABC, que ao longo do tempo vem apresentando diversas complicações que dizem respeito, principalmente, à questão da qualidade e quantidade de água oferecida, como demonstrado por JICA (2007). Entretanto, a partir da implantação do Trecho Sul do Rodoanel, obra de cunho rodoviário de 61,4 Km de extensão e que tem o objetivo de interligar as principais rodovias da RMSP para assim minimizar o fluxo viário das vias alocadas dentro desta região, que irá se sobrepor a essa área em específico, a problemática relacionada à questão hídrica nesta localidade pode ser maximizada (FESPSP, 2004). 2. Objeto da pesquisa O objetivo desta pesquisa é analisar os impactos gerados na capacidade de produção hídrica do manancial da Billings, a partir da implementação do Trecho Sul do Rodoanel. 3. Metodologia A metodologia adotada para essa pesquisa é dividida em dois principais itens. O primeiro diz respeito ao levantamento bibliográfico, no qual buscou-se identificar os principais fatores influentes no processo de produção hídrica em bacias hidrográficas, através da análise de obras relacionadas ao tema, como a realizadas por Bosch & Hewlett (1982); selecionar os impactos gerados pelo empreendimento considerados influentes no processo de produção hídrica contidos em seu EIA (FESPSP, 2004); e associar os impactos levantados no EIA do empreendimento com o discurso trabalhado pelos autores analisados, que tratam sobre a questão da produção hídrica. O segundo ítem diz respeito à realização de análises espaciais, na qual buscou-se utilizar diversos softwares, tais como ArcMap 10, ENVI 4.5 e Google Earth 6.1 para analisar os impactos gerados pelo empreendimento em uma área específica da Bacia Hidrográfica da Billings (Braço do Rio Grande), através da verificação das modificações geradas nos aspectos ambientais desta localidade, capazes de interferir na dinâmica de produção hídrica, segundo os autores consultados no processo de levantamento bibliográfico. Para isso, foi necessário aplicar o índice de vegetação por diferença normalizada (IVDN) em imagens de satélite de antes e depois da implementação da obra, assim como também, realizar a demarcação e evidenciação de pontos que foram diretamente afetados pela obra, possibilitados a partir da análise das imagens disponibilizadas pelo software Google Earth. 4. Resultados e discussão A partir da análise das obras realizadas por Balbinot et al. (2008), Bosch & Hewlett (1982) e mais outras oito referências relacionadas ao tema, considerou-se que dois principais indicadores são os principais fatores influentes na produção hídrica em bacias hidrográficas: Características Hidrológicas do Ecossistema Natural (meio físico), proposto por Cardoso et al. (2006) apud Balbinot et al. (2008) e Alterações da Superfície da Bacia, termo este, trabalhado por Tucci & Clarke (1997). Baseado neste resultado, foi possível considerar que alterações do regime fluviométrico de cursos d’água, supressão da vegetação na área diretamente afetada, alterações da morfologia do relevo, aumento das áreas impermeabilizadas e indução a ocupação de terrenos vagos e áreas não-urbanizadas (FESPSP, 2004) geradas pelo Trecho Sul, influenciam a produção hídrica da Billings. Complementarmente, foi possível identificar também a existência de 55 pontos (áreas) capazes de afetar a produção hídrica somente no Braço do Rio
  28. 28. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 28 Grande, derivadas da implementação desta obra. Dentre esses pontos, 19 deles são referentes à interceptações diretas de redes de drenagem do local de estudos e os outros 36 são referentes a outras demais modificações dos aspectos naturais, tais como supressão da vegetação e compactação do solo; supressão da vegetação em área prioritária (próximo às bordas do reservatório) e compactação do solo; sedimentação em corpo hídrico; intervenção direta em recursos hídricos; forte presença de algas; e supressão da vegetação em área prioritária (próximo às bordas do reservatório). A análise das imagens a partir da aplicação do IVDN demonstraram que o traçado do empreendimento gerou a diminuição de áreas responsáveis por realizar a a cobertura vegetal na área estudada, portanto, alterou a sua capacidade de produção hídrica. 5. Conclusões A partir dos dados obtidos é possível concluir que, primeiramente, o traçado proposto para o Trecho Sul do Rodoanel influenciou a produção hídrica da Billings, pois propiciou alterações tanto no meio físico e nas áreas vegetadas, quanto nas áreas de superfície de sub- bacias responsáveis pela produção hídrica do sistema Rio Grande. Além disso, os impactos contidos no EIA considerados mais influentes na produtividade hídrica da Billings, que foram selecionados a partir da análise das obras associadas à questão, se associam em grande parte, aos 55 pontos que impactaram ambientalmente a bacia do Rio Grande, que foram obtidos a partir da utilização de técnicas de análises espaciais. 6. Referências AMARILLA, Stella Mary. Servicios ambientales y água. ABC Digital – Suplemento Rural. Disponível em: <http://archivo.abc.com.py/suplementos/rural/articulos.php?pid=400403> Acesso em: 21 Mai. 2012. BALBINOT, Rafaelo; OLIVEIRA, Nayara Kaminski de; VANZETTO, Suelen Cristina; PEDROSO, Keylla; VALERIO, Álvaro Felipe. O papel da floresta no ciclo hidrológico em bacias hidrográficas. UNICENTRO. Disponível em: < http://revistas.unicentro.br/index.php/ambiencia/article/download/294/400> Acesso em: 24. Ago. 2011. BOSCH, J.M.; HEWLETT, J.D. A Review of Catchment Experiments to Determinate the Effect of Vegetation Changes on Water Yield and Evapotranspiration. Coweeta LTER. Disponível em: < http://coweeta.uga.edu/publications/2117.pdf > Acesso em: 24. Ago. 2011. CAPOBIANCO, João Paulo Ribeiro; WHATELY, Marussia. Billings 2000 - ameaças e perspectivas para o maior reservatório de água da Região Metropolitana de São Paulo. Instituto Socioambiental. São Paulo, 2002. FESPSP. Programa Rodoanel Mario Covas. Trecho Sul modificado. Estudo de Impacto Ambiental (EIA). São Paulo, 2004. (Relatório). JICA. Estudo sobre o Plano Integrado de Melhoria Ambiental na Área de Mananciais da Represa Billings no Município de São Bernardo do Campo – Parte V – Qualidade da Água da Represa Billings e do Braço Rio Grande. JICA. Disponível em: <http://lvzopac.jica.go.jp/external/library?func=function.opacsch.mmdsp&view=view.opacsch.m mindex&shoshisbt=1&shoshino=0000173856&volno=0000000000&filename=173856_03.pdf&seq no=3> Acesso em: 15 Out. 2011.
  29. 29. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 29 TUCCI, Carlos E. M.; CLARKE, Robin T. Impacto das Mudanças da Cobertura Vegetal no Escoamento: Revisão. Rhama. Disponível em: < http://www.rhama.net/download/artigos/artigo22.pdf > Acesso em: 11 Set. 2011.
  30. 30. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 30 ANÁLISE DA SINTONIA ENTRE AS ESTRATÉGIAS, ECOEFICIÊNCIA E CONSTRUÇÃO DA MARCA DO CASO DO BRADESCO, “O BANCO DO PLANETA” Mariana Queiroz da Silva1 Helio César Oliveira da Silva 2 1 Estudante do Curso de Gestão Ambiental; Bolsista SENAC Mariana_qs@yahoo.com.br 2 Professor do Centro Universitário Senac Helio.cosilva@sp.senac.br Linha de Pesquisa: Gestão Integrada Projeto: X Resumo O artigo é fruto de um projeto de pesquisa intitulado “A análise do uso das estratégias de marketing com foco na problemática ambiental nas instituições financeiras” que tem como objetivo investigar a relação entre as estratégias de ecoficiencia no setor bancário e o uso das estratégias de marketing, em especial a arquitetura de marcas ancoradas na temática socioambiental. A hipótese de pesquisa é de que o setor bancário brasileiro desenvolve sua política de ecoêficiênia como uma oportunidade de negócio. A hipótese é pautada na visão de autores como, Elvira Crunivel (2008), Alexandre Lopez Hernandez (2009). Laville (2009), Klotler (2010) entre outros. Para esses autores a questão socioambiental torna-se cada vez mais uma oportunidade de negócio para as organizações. O objeto de pesquisa é o setor bancário brasileiro tendo em vista que o sistema financeiro é um dos principais agentes no desenvolvimento econômico. Como estudo de caso foi escolhido Banco Bradesco, pois, trata-se de uma instituição financeira que recorre de forma explicita à temática socioambiental, “Banco do Planeta”, como forma de adicionar valor econômico a sua marca. O artigo se propõe a analisar a relação das ações de ecoeficiência e as estratégias de marketing, em especial da apropriação do tema da sustentabilidade socioambiental à marca da instituição Bradesco. Palavras-chave Marketing ambiental, ecoeficiencia, setor bancário. 1. Introdução Foi escolhida uma instituição financeira que recorre à problemática ambiental sendo esta o Banco do Bradesco, foi escolhido, pois esse banco possui uma imagem e slogan próprios associados à temática ambiental “Banco do Planeta”. Em um mundo globalizado, os bancos desempenham um papel crucial em relação à alocação de recursos financeiros, pois como a grande maioria das empresas e governos depende dos serviços financeiros de bancos, pois tais instituições têm uma importância-chave em todos os segmentos da atividade humana. (SILVA, 2008). Por isso, atualmente muitas organizações divulgam relatórios ambientais, padronizados possibilitando os investidores analisar o risco ambiental da empresa. Segundo Infante (2010)
  31. 31. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 31 mesmo adotando o Princípio do Equador, isso não evita que sejam feitos empréstimos e financiamentos para empresas com alto risco socioambiental. Atrelado a isso, (BANKTRACK, 2006 apud PEREGRINO) relatam que, como um código de conduta voluntário, os Princípios do Equador sofrem os efeitos do free-riding onde a veracidade das práticas é de difícil verificação por parte da sociedade. Ficam as instituições financeiras no limite entre a adoção de políticas sérias e o simples greenwashing, uma vez que a sociedade civil tem dificuldade em medir as ações concretas do sistema financeiro. Neste sentido, o artigo se propõe a analisar a relação das ações de ecoeficiência e as estratégias de marketing, em especial da apropriação do tema da sustentabilidade socioambiental à marca da instituição Bradesco. Como desenho metodológico da pesquisa o artigo faz uma revisão da literatura sobre o conceito de eco eficiência no setor financeiro e marketing “ verde” para então investigar as práticas e ecoeficiência e a construção da marca Bradesco com foco na sustentabilidade socioambiental. 2. Objeto da pesquisa O objeto de pesquisa é o setor bancário brasileiro , especificamente o Banco do Bradesco " Banco do Planeta", com o intuito de analisar pelo Mapa semiótico dos valores de consumo realizado por Semprini (1995), se a inclusão da temática socioambiental na temática do marketing é utilizada como elemento de sedução na construção da marca, para garantir ganhos econômicos e competitividade ou é utilizada no sentido de amenizar o impacto da produção de bens e serviços no meio ambiente, mas também para geração de ganho competitivo. 3. Metodologia Para verificação do processo de construção da marca “O Banco do Planeta “ recorreu-se, principalmente, aos conceitos da semiótica abordados por Floch e Semprini (1995). Os resultados preliminares da pesquisa apontam para um distanciamento entre a política de ecoeficiência do Banco Bradesco e sua construção da marca “O Banco do Planeta “. Desta maneira, a hipótese teórica de que as organizações incorporam as questões socioambientais como uma oportunidade de negócio, isto é, como elemento estruturante do seu negócio não se confirmou no caso investigado. 4. Resultados e discussão Como estudo de caso foi escolhido Banco Bradesco, pois, trata-se de uma instituição financeira que recorre de forma explicita à temática socioambiental, “Banco do Planeta”, como forma de adicionar valor econômico a sua marca. O artigo se propõe a analisar a relação das ações de ecoeficiência e as estratégias de marketing, em especial da apropriação do tema da sustentabilidade socioambiental à marca da instituição Bradesco. Como desenho metodológico da pesquisa o artigo faz uma revisão da literatura sobre o conceito de eco eficiência no setor financeiro e marketing “ verde” para então investigar as práticas e ecoeficiência e a construção da marca Bradesco com foco na sustentabilidade socioambiental. As propagandas que se utilizam o logo do Bradesco e do Banco do Planeta, se utilizam do quadrante da missão, pois inspira uma produção de sentidos, ao mundo individuo visionário com seus valores ancorados nas questões sociais e coletivas. De acordo com Silva “são sentidos ligados a sentimentos utópicos, ao desejo de um mundo melhor, apoiado na crítica consciente dos problemas sociais”. No caso das propagandas os problemas sociais e ambientais são: O desperdício da água, o investimento em educação, o disposição inadequada do lixo, e o
  32. 32. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 32 desmatamento, porém com a comparação ao relatório de Sustentabilidade 2011, do Banco do Planeta, a crítica realizada é a de que as propagandas com conteúdos relacionadas à utilização adequado dos recursos naturais, demonstra para o consumidor segundo o mapa semiótico elaborado por SEMPRINI,(1995) que o Banco Bradesco é uma instituição ancorada nos princípios das ações socioambientais, porém, suas ações ainda estão no caminho de traduzirem esses conceitos. 5. Conclusões O Presente artigo está em processo de finalização para participar do Encontro Nacional da Anppas no Pará, que será realizado no dia 18 a 21 de setembro sendo assim a conclusão ainda está em andamento. 6. Referências INFANTE, Carlos; MENDONÇA, Fabrício; CANTANHEDE, Ingrid; VALLE, Rogério. A inovação da sustentabilidade nos bancos brasileiros e internacionais. Rio de Janeiro, 2010. KOTLER, P. & KELLER, K. L. Administração de marketing. 12 edição. São Paulo, Ed. Pearson Prentice Hall, 2007. LEHNI, M. Eco-efficiency: Creating more value, with less impact. Genebra: PRINGLE, H. e THOMPSON, M. Marketing Social: marketing para causas sociais e construção das marcas. São Paulo, Ed. Makron Books, 2000. SEMPRINI, Andrea. El marketing de la marca. Barcelona: Paidós, 1995. SILVA, Hélio. “O uso das problemáticas socioambientais pelo marketing contemporâneo”. São Paulo, 2007
  33. 33. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 33 A FORMAÇÃO DO EMPREENDEDOR SUSTENTÁVEL E SUA INSERÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO Percepções dos Egressos do Curso de Bacharelado em Gestão Ambiental do Centro Universitário SENAC Marília Janaina da Silva Bassi1 2 Donizetti Leonidas de Paiva e 3 Flávio Henrique dos Santos Foguel 1 Estudante do Curso de Ciências Contábeis; Bolsista do Senac; mariliabassi@yahoo.com.br 2 Professor do Centro Universitário Senac donizetti.lpaiva@sp.senac.br 3 Professor do Centro Universitário Senac Flavio.foguel@sp.senac.br Linha de Pesquisa: Ferramentas de gestão para a sustentabilidade. Projeto: Gestão Social, Comunidades de Aprendizagem e Educação Para a Sustentabilidade: contribuições para a formação da nova geração de administradores. Resumo O presente artigo propõe-se a discutir o tema empreendedorismo sustentável, com ênfase na formação de profissionais com habilidades empreendedoras sustentáveis, tentando identificar como esta formação pode impactar na sua inserção no mercado de trabalho. Para o desenvolvimento do estudo, além da pesquisa exploratória bibliográfica, foi realizada uma pesquisa de campo com os alunos egressos do curso de Bacharelado em Gestão Ambiental do Centro Universitário SENAC, graduados em 2010 e 2011, com o intuito de captar suas percepções em relação às contribuições de sua formação para a inserção no mercado de trabalho. Os resultados sugerem que a formação em gestão ambiental conseguiu ampliar a visão dos egressos para as questões relacionadas ao empreendedorismo sustentável, mas que o mercado de trabalho ainda não consegue perceber de forma clara este diferencial no processo de seleção de tais profissionais. Palavras-chave: empreendedorismo sustentável, gestão ambiental, mercado de trabalho. Abstract This article proposes to discuss the theme sustainable entrepreneurship, with emphasis on training of professionals with sustainable entrepreneurial skills, trying to identify how this training can impact on their insertion in the labour market. For the development of the study, in addition to exploratory research, was carried out a field survey with the graduating students of the course of Bachelor of Environmental Management of the Centro Universitário SENAC, graduates in 2010 and 2011, with the aim of capturing their perceptions in relation to contributions from its
  34. 34. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 34 formation to the insertion in the labour market. The findings suggest that training in environmental management has managed to broaden the vision of graduating to the issues related to sustainable entrepreneurship, but that the labour market still can't clearly perceive this differential in the selection process of these professionals. Keywords: sustainable entrepreneurship, environmental management, labour market.  Introdução Nos dias atuais a sustentabilidade vem sendo encarada com maior importância pela sociedade, mas por tratar-se de um tema ainda muito complexo, torna-se difícil seu debate dentro das organizações, demonstrando, desta forma, a importância que se tem em ampliar os estudos a respeito desta temática. Diante disso, o presente trabalho vem tratar do tema empreendedorismo sustentável, com ênfase no impacto que o ensino do mesmo acarreta para os profissionais que detém esta formação quando de sua inserção no mercado de trabalho. Para esta discussão o trabalho traz inicialmente uma revisão do referencial teórico, apresentando diversas abordagens sobre a temática, com o intuito de obter elementos que permitam identificar as principais características de um profissional empreendedor sustentável. Em seguida apresentamos a pesquisa de campo, realizada com os egressos do curso de Bacharelado em Gestão Ambiental do Centro Universitário SENAC, graduados nos anos de 2010 e 2011, que tem por objetivo captar suas percepções quanto à contribuição de sua formação baseada no empreendedorismo sustentável e como isto influencia sua inserção no mercado de trabalho. Ao seu tempo, este estudo apresentou em determinados quesitos concordância com o que foi abordado pela teoria, apresentando resultados que sugerem a eficiência nas atividades de formação destes profissionais, porém ainda grande defasagem e dificuldade em sua disseminação e reconhecimento pelo mercado de trabalho.  Objeto da pesquisa O objeto de pesquisa utilizado foram os alunos egressos do curso de Bacharelado em Gestão Ambiental do Centro Universitário SENAC, graduados nos anos de 2010 e 2011.  Metodologia A definição do problema de pesquisa deste estudo foi resultado da revisão bibliográfica sobre o tema empreendedorismo sustentável e educação empreendedora, bem como sobre as características inerentes dos indivíduos considerados empreendedores sustentáveis. Posteriormente foi realizada uma pesquisa de campo, onde foi aplicado questionário aos profissionais com formação baseada no empreendedorismo sustentável, para captar sua percepção de inserção no mercado de trabalho, o que foi respondido pelos alunos egressos do curso de Gestão Ambiental, graduados nos anos de 2010 e 2011.  Resultados e discussão 32% dos alunos responderam que atuam no departamento de marketing, e os demais estão alocados em áreas de Gestão Integrada, Segurança do trabalho, Responsabilidade Social e Sustentabilidade (17% cada), ou seja, verifica-se que os alunos pertencem a diversos departamentos. 67% dos alunos afirmam que suas atividades ligadas à administração sustentável envolvem aspectos sociais e ambientais da comunidade/empresa, e visam minimizar impactos e influenciar no padrão de consumo dos recursos naturais.
  35. 35. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 35 Para a metade dos alunos entrevistados, o empreendedorismo sustentável é uma característica nata do indivíduo, mas que pode ser aprimorada. Pensar de maneira inovadora é uma característica que define o empreendedor sustentável para 67% dos alunos. Aceitar a diversidade é a segunda característica mais citada (22%). Para 67% dos entrevistados, a formação foi item decisivo para a contratação, sendo que 50% atestam que esta foi considerada interessante pelo empregador. Segundo os alunos as habilidades como trabalhar em equipe, ter senso de planejamento e dar a devida importância aos bens naturais e às pessoas foram as melhores desenvolvidas no decorrer do curso em questão. Por outro lado, características como solidariedade, clara visão de sustentabilidade, criatividade e senso de justiça foram às menos contempladas. Metade dos entrevistados identificou barreiras para o acesso ao mercado de trabalho, citando a falta de conhecimento por parte dos empregadores na formação profissional específica, ou a falta de reconhecimento, considerando que a formação específica em sustentabilidade tem igual peso como qualquer outra para projetos sustentáveis. Para quem já foi contratado e foi incorporado ao setor, mencionou que o estágio, o trabalho de conclusão de curso, participação em congressos, se mostraram itens importantes para o preenchimento da vaga. Mostrar-se atualizado com o tema faz diferença na contratação.  Conclusões Com base no referencial teórico abordado verifica-se a importância da disseminação e ensino do empreendedorismo sustentável, tanto para a vida do indivíduo como para as organizações. Verificou-se ainda que, apesar do reconhecimento das habilidades inerentes destes profissionais para as organizações, é de extrema importância buscar mecanismos que possam ampliar as características específicas destes profissionais no mercado de trabalho, no sentido de que as empresas possam identificar esta diferenciação.  Referências DEES, J. Gregory. Tipos de Empreendedorismo. Revista Eletrônica do Executivo Moderno. 14 de novembro de 2009. Disponível no site: <http://www.artigonal.com/carreira-artigos/tipos-de- empreendedorismo-1458919.html>. Acesso em: 05/11/2011. DEGEN, Ronald Jean. Empreendedorismo: Uma filosofio para o desenvolvimento sustentável e a redução da pobreza. Revista de Ciências da Administração, v. 10, n. 21, p. 11- 30, mai./ago. 2008. DOLABELA, F. Pedagogia empreendedora. São Paulo: Editora de Cultura, 2003. FERNANDES, Daniel Von Der Heyde; SANTOS, Cristiane Pizzuti. Orientação Empreendedora: Um estudo sobre as consequências do empreendedorismo nas organizações. RAE- eletrônica, v. 7, n. 1, Art. 6, jan./jun. 2008. FILION, L. J. O empreendedorismo como tema de estudos superiores. Brasília, 1999. Disponível em <http://www.iel.org.br/programa/empreend/discurs4hlml>. Acesso em: 15/09/2011. HISRICH, Robert D.; PETERS, Michael P.; SHEPHERD, Dean A. Empreendedorismo. 7ª Edição. Porto Alegre: Bookman, 2009.
  36. 36. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 36 LOPES, Rose Mary A. (organizadora). Educação empreendedora: Conceitos, modelos e práticas. Rio de Janeiro: Elsevier Editora; São Paulo: Editora Sebrae, 2010. MARTINS, Eber Luis Capistrano; LIMA FILHO, Dario de Oliveira. Empreendedorismo e a Formação da Cultura Empreendedora nos Jovens. (s/d) PIMENTEL, T. A. B; REINALDO, H. O. A; OLIVEIRA, L. G. L. Empreendedorismo Sustentável: uma análise da implementação da sustentabilidade empresarial em micro, pequenas e médias empresas industriais atendidas pelo PEIEX – no NUTEC. SIMPOI: 2010, ANAIS. SCHMIDT, Serje; BOHNENBERGER, Maria Cristina. Perfil Empreendedor e Desempenho Organizacional. RAC, Curitiba, v. 13, n. 3, art. 6, p. 450-467, Jul./Ago. 2009. Disponível em: <www.anpad.org.br/rac>. Acesso em: 06/09/2011. VOLTOLINI, Ricardo. Conversas com Líderes Sustentáveis: O que aprender com quem fez ou está fazendo a mudança para a sustentabilidade. Editora Senac. São Paulo, 2011.
  37. 37. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 37 ESTUDO DE CASO: SANTA CATARINA E OS RESULTADOS DO FINANCIAMENTO DO BANCO MUNDIAL Lucca Leite Pollini1 Natalia Noschese Fingermann2 1 Estudante do Curso de Relações Internacionais; Bolsista do CNPq /ou Senac; luccapollini@hotmail.com 2 Professor do Centro Universitário Senac natalia.nfingermann@sp.senac.br Linha de Pesquisa: Ferramentas de Gestão para Sustentabilidade Projeto: Estudo de caso: Santa Catarina e os resultados do financiamento do Banco Mundial Resumo Esta pesquisa busca dar luz ao processo de formação dos conceitos sobre desenvolvimento sustentável, tomando como base as principais conferências internacionais relacionadas ao tema e a concepção de dois atores específicos vinculados ao estudo de caso, o Brasil e o Banco Mundial. O estudo de caso escolhido é um projeto de parceria entre o estado federativo de Santa Catarina e o Grupo Banco Mundial, no qual o objetivo é ampliar os resultados econômicos e sociais da agricultura familiar na região, considerando as questões ambientais. Entretanto, nota-se ao analisarmos os resultados, que a falta de coordenação entre as instituições executores e as comunidades, tornou alguns pontos do projeto ineficientes a longo prazo, colocando em contradição as diretrizes do projeto, mesmo com o alto investimento realizado pelas partes. Palavras-chave: Políticas de Desenvolvimento Sustentável; O Banco Mundial e Políticas Ambientais; O Projeto Microbacias II; Santa Catarina. Abstract This survey seeks to understand the conceptualization of sustainable development, building on the main international conferences related to the theme and the design of two specific actors linked to the case study, Brazil and the World Bank. The case study chosen here is a partnership project between the federal state of Santa Catarina and the World Bank Group, in which the objective is to expand the social and economic results of family agriculture in the region, considering environmental issues. However, when we look at the results, the lack of coordination between implementing institutions and communities, has made a few points in the long-term inefficient project, putting at odds the project guidelines, even with the high investment made by the parties. Keywords: Sustainable Development Policies; The World Group and environmental policies, The Project Microbacias II; Santa Catarina.
  38. 38. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 38 1. Introdução Este estudo busca verificar o comprometimento do Brasil e do Banco Mundial em relação às questões de desenvolvimento sustentável, através do estudo de caso do Projeto Microbacias II, elaborado pelos dois atores no período de 2002 a 2008. O projeto objetiva, de uma maneira geral, o incremento da agricultura familiar no estado de Santa Catarina (Santa Catarina Rural Competitiveness - ID P118540), considerando o desenvolvimento de aspectos relacionados às esferas sociais, políticas, econômicas e ambientais da região. Na primeira parte, o trabalho se remete à evolução dos conceitos e definições de desenvolvimento sustentável e das concepções que os principais atores mundiais possuem sobre o tema. As conferências internacionais sobre meio ambiente e desenvolvimento humano, a partir da década de 70, permeiam essa discussão e fornecem uma base relevante para o início da pesquisa proposta. Na segunda etapa, busca-se focar as atenções para o âmbito específico, no qual buscamos analisar as propostas do Brasil, como o Estado-Nação correspondente ao caso escolhido, e do Banco Mundial, como organização internacional atuante no projeto. Neste capítulo podemos verificar que os dois atores traçam linhas estratégicas para a questão do desenvolvimento sustentável, o que nos permite comparar o entendimento do conceito, assim como as propostas e as ações de cada um deles. O terceiro e último capítulo busca analisar as diretrizes do caso escolhido e verificar se o conjunto de argumentos ressaltados nos capítulos anteriores pelos participantes reflete, de fato, nos resultados obtidos com o projeto. Os resultados da pesquisa se remetem a três pontos-chave que se interligam durante o estudo, a primeira é em relação a ineficiência prática das conferência internacionais sobre meio ambiente, o segundo ponto trata da dificuldade de se estabelecer consensos sobre desenvolvimento sustentável devido a percepção relativa que cada ator social tem sobre o tema e, por fim, o terceiro ponto abarca os resultados práticos do Projeto Microbacias II, que foi contraditório ao focar suas ações em família individuais, deixando as comunidade como um todo, carentes do investimento necessário para a promoção do desenvolvimento sustentável a longo prazo. 2. Objeto da pesquisa Este estudo tem como objeto de pesquisa as políticas sobre desenvolvimento sustentável do Brasil e do Banco Mundial, dando atenção especial às conferências internacionais sobre o tema realizadas desde 1972 em Estocolmo, além da análise prática do Projeto Microbacias II, programa realizado entre o estado de Santa Catarina e o Banco Mundial, no período de 2002 a 2008, visando o desenvolvimento da agricultura familiar na região. 3. Metodologia
  39. 39. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 39 O presente projeto teve como metodologia a revisão bibliográfica minuciosa, buscando os artigos e autores mais relevantes relacionados ao cenário ambiental e político, tendo em vista a elaboração do início da pesquisa com um embasamento adequado. Os autores foram selecionados de forma com que houvesse uma heterogeneidade entre eles, optando por um agregado de brasileiros e estrangeiros, evitando assim, uma generalização das interpretações no âmbito doméstico ou externo. Além das discussões acadêmicas, foi realizada uma análise documental baseada nas propostas de desenvolvimento sustentável publicados pela República Federativa do Brasil, pela Organização das Nações Unidas e pelo Grupo Banco Mundial. Por fim, foram analisados os documentos oficiais do projeto de desenvolvimento sustentável na agricultura familiar no estado de Santa Catarina, tanto do lado brasileiro, quanto do Banco Mundial a fim de analisar a metodologia prática destes atores. 4. Resultados e discussão Ao analisarmos os documentos elaborados pelo IBGE, que é o órgão responsável pela criação de indicadores de desenvolvimento sustentável no Brasil, pelos Agentes Executores do Projeto e pelo Banco Mundial, pudemos identificar pontos de atrito entre as organizações, assim como uma diferença no nível de transparência nas divulgações de informações gerais sobre o tema e para o desenvolvimento da pesquisa. Os documentos publicados pelo Governo brasileiro, vinculados principalmente ao Ministério do Meio Ambiente e pelo Instituto Brasileiro de Geográfica e Estatística foram excelentes em termos de comparação de dados e facilidade para encontrar as informações. De fato, surpreendeu o nível de organização e da qualidade das informações encontradas nesses dois órgãos. Por outro lado, constatou-se que o Grupo Banco Mundial tem falhas e deficiências na disseminação de seus relatórios sobre desenvolvimento sustentável e sustentabilidade. As tabelas, gráficos e informações disponíveis em seu site são, muitas vezes, confusas e irrelevantes para uma comparação ou análise mais profunda. Não foi possível encontrar uma lista de indicadores de sustentabilidade que, de fato, fosse comparável aos indicadores brasileiros divulgados pelo IBGE, o que denota pouca transparência na divulgação de informações da instituição. A maior parte da pesquisa sobre os indicadores de sustentabilidade do Banco Mundial foi feita de forma indireta, ou seja, através de outras análises, pesquisas e publicações sobre a entidade. No entanto, foi possível afirmar no decorrer da pesquisa, que um dos maiores problemas no que diz respeito aos conceitos de desenvolvimento sustentável e suas aplicações, é exatamente a percepção dos atores sobre o tema, variando entre muitas análises distintas e, às vezes, superficiais. Podemos verificar também que, as cúpulas mundiais sobre o tema tem sido, muitas vezes, apenas um campo para debate, sem uma eficiência prática sólida nas questões ambientais, dado a impossibilidade de interferir diretamente nas políticas nacionais, o que atingiria a soberania dos Estados e a interesses nacionais que podem ter vinculo estratégico, como a biodiversidade, os recursos naturais e as legislações internas.
  40. 40. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 40 No caso brasileiro, há de fato um problema institucional em jogo, que invalida o Código Ambiental Nacional perante os Códigos Estaduais através da própria Constituição Federal promulgada em 1988. Este fato simplesmente coloca em cheque as decisões ambientais a nível mundial, passando a serem levadas para o âmbito doméstico federativo, o que dificulta ainda mais a criação de métodos, conceitos e indicadores eficientes para o desenvolvimento sustentável do país. Os resultados do Projeto Microbacias II, refletem de uma maneira geral, interesses que não são os discutidos na Agenda 21 da ONU como prioritários, pois há um incentivo maior em programas de cunho individual ou restrito, deixando de lado o desenvolvimento da maior parte da comunidade, a margem dos investimentos diretos, não alterando as condições a longo prazo da região. 5. Conclusões Desde a 1ª Conferência Internacional sobre Meio Ambiente das Nações Unidas, realizada em 1972, na cidade de Estocolmo, o debate sobre a temática tem crescido em âmbito global, entretanto, é possível verificar que o comprometimento dos participantes destas conferências fica muitas vezes, apenas na retórica, não alcançando a efetividade prática necessária para que os problemas debatidos sejam solucionados. É preciso levar em consideração, portanto, que os tipos de atores sociais relacionados, como Organizações Não Governamentais, Organizações Internacionais e Estados-Nação, possuem diferentes tipos de entendimento sobre o tema, assim como diferentes interesses em questão, o que torna o processo de criação de um conceito sobre o que é “desenvolvimento sustentável” mais complexo e com muita margem para interpretações. O Projeto Microbacias II, tendo em vista dois atores distintos, o estado federativo de Santa Catarina e o Banco Mundial, é um exemplo de projeto em que é discutido o desenvolvimento sustentável no momento de sua concepção, entretanto pode-se notar com a análise dos resultados de que o conceito de desenvolvimento sustentável é relativo, ou interpretado pelos participantes executores da maneira mais conveniente, pois não faz alusão aos conceitos debatidos nas principais cúpulas mundiais. 6. Referências Referências Bibliográficas CNUDS – Rio +20 – Documento Base do Brasil. 2012 EPAGRI, Prapem/Microbacias II, Avaliação Final. 2009. NOBRE, Marcos. AMAZONAS, Maurício de Carvalho. Desenvolvimento Sustentável: A Institucionalização de um Conceito. Edições Ibama. 200 MEADOWNS, Donella H. The Limits to Growth. Universe Books. 1972 CHAVES, Maria do P. Socorro R. Desenvolvimento Sustentável: Limites e Perspectivas no debate contemporâneo. Revista Internacional de Desenvolvimento Local. Vol 8. N 13. Set , 2006.
  41. 41. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 41 GADOTTI, Moacir. Diálogos entre as esferas global e regional. Cap. 2. Agenda 21 Global e Carta da Terra. Instituto para Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz. Editora Fundação Peirópolis. 2002 KATES, Roberts W. What is Sustainable Development? Goals, Indicators, Values and Practice. PLATIAU, Ana Flávia Barros. Meio Ambiente e Relacoes Internacionais: Perspectivas teóricas, respostas institucionais e novas dimensoes do debate. Rev. Bras. Política Internacional 47 (2) 100:130 (2004) CMSMAD. Relatório Brundtland: Nosso Futuro Comum. 1987 BRUNDTLAND, Gro Harlem. Sustainable Development: The Challenges Ahead. 1990 QUEIROZ, Fábio Albergaria de. Meio Ambiente e Comércio Internacional: Relacao Sustentável ou opostos inconciliáveis? Argumentos ambientalistas e pró-comércio do debate. Contexto Internacional. Rio de Janeiro. Vol. 31. n2. maio/agosto. 2009. p.251-253 MALHEIROS, Tadeu Fabricio. Agenda 21 Nacional e Indicadores de desenvolvimento Sustentável : Contexto Brasileiro. Saúde Soc. Sao Paulo. V 17. n 1. p. 7 -20. 2008 Independent Evaluation Group – World Bank – Environmental Sustainability: An Evaluation of WBG Support IBGE. Indicadores de Desenvolvimento Sustentável: Brasil 2010 Referências Eletrônicas Brasil. Ministério do Meio Ambiente. Disponível em: < http://www.mma.gov.br/> Acesso em: 30 de Maio de 2012. Banco Mundial. Disponível em: http://www.worldbank.org Acesso em: 22 de Setembro de 2011. Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina. Disponível em: http://www.epagri.sc.gov.br Acesso em: 15 de Março de 2012. Fundação do Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina. Disponível em: http://www.fatma.sc.gov.br/ Acesso em: 15 de Março de 2012. ONU. Disponível em: < http://www.un.org/> Acesso em: 22 de Setembro de 2011. Polícia Ambiental do Estado de Santa Catarina. Disponível em: <http://www.pm.sc.gov.br/website/> Acesso em: 15 de Março de 2012. Santa Catarina. Projeto Microbacias Monitoradas. Disponível em: < http://www.microbacias.sc.gov.br/> Acesso em: 22 de Setembro de 2011. Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca (SC). Disponível em: < www.agricultura.sc.gov.br/> Acesso em: 15 de Outubro de 2011. Secretaria do Estado do Desenvolvimento Sustentável de Santa Catarina. Disponível em: < http://www.sds.sc.gov.br/> Acesso em: 15 de Outubro de 2011.
  42. 42. Anais do VII Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística 15 de Agosto de 2012 Centro Universitário Senac 42

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