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Boletim Universo EAD Março 2013 - Educação a Distância

  1. 1. Novas plataformas e um novo educador Tecnologia abre caminho para um novo modelo educacional, que se aproxima cada vez mais das práticas já utilizadas na educação a distância Educação é um tema que preocupa especialistas de todo o planeta. Afinal, além da necessidade de se capacitar cada vez mais pessoas ao redor do mundo, os avanços tecnológicos têm mudado a forma como nos relacionamos com as informações. Uma pesquisa divulgada em outubro de 2012 revelou que 70% dos usuários de internet com idades entre 9 e 16 anos têm perfil próprio em alguma rede social. Realizado pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), o estudo também revelou que 47% desses jovens acessam a internet diariamente ou quase todos os dias, com conexões a partir da escola (42%), de casa (40%), de uma lanhouse (35%) ou do celular (18%). Embora não surpreendam, tais dados revelam que estamos diante de um grande paradoxo em relação ao atual modelo educacional. O principal ponto é que, em um mundo habitado por pessoas cada vez mais conectadas, os educadores dos diversos níveis de ensino têm de se adaptar a essa nova realidade. Pensando nisso, O Impacto das Tecnologias Emergentes na Área Educacional foi o tema da palestra do futurólogo Michell Zappa, estrategista sueco que dirige a Envisioning Technology, na abertura do 1º Encontro de Tendências e Evolução em Tecnologias Aplicadas à Educação, evento promovido pela Webcasters, líder nacional no desenvolvimento de soluções de tecnologia para educação, que aconteceu em 19 de fevereiro de 2013, na cidade de São Paulo. Segundo Zappa, a tecnologia evolui muito rapidamente e influencia a maneira como as pessoas se relacionam, compram e aprendem – fatores que também interferem em salas de aula. "A educação é a área que mais sofre com as consequências dos avanços tecnológicos. Hoje, a maioria dos professores não fala a língua dos alunos e também não detém toda a informação que eles precisam. Por isso, o modelo educacional tem de mudar." Zappa lembra que o mundo está mais acelerado a cada dia – e esse ritmo que não vai parar, tampouco diminuir. "Temos de nos adaptar e aprender a lidar com isso para acompanhar a evolução", garante. Sua opinião vai ao encontro da proposta de Marc Prensky, especialista em educação e tecnologia que esteve no Brasil, a convite da Fundação Telefônica, durante a última edição da Campus Party. De acordo com Prensky, é preciso mudar toda a educação, o que vai muito além da simples adoção da tecnologia em salas de aula. "O mundo todo está em uma má situação em termos de educação e isso acontece porque educamos para um contexto que não existe mais", defende. Ele explica que não precisamos mais de matemática, ciência e física da maneira como acontecia na época em que tais matérias foram inseridas no currículo.Boletim Universo EAD – Março 2013 - ano IX nº 77 Página 2
  2. 2. Zappa e Prensky afirmam que o ideal é que o professor assuma os papéis de orientador e mediador – como já ocorre nos cursos de educação a distância –, pois a tarefa de repetir conteúdo pode ser feita, facilmente, por dispositivos tecnológicos. "Hoje, três dias de conteúdo por minuto são colocados apenas no YouTube, por exemplo. Trata-se de uma mudança ao mesmo tempo comportamental e tecnológica", completa Zappa. O fato é que o conceito de sala de aula que conhecemos – com um professor, vários alunos, giz e lousa – tende a desaparecer muito em breve. De acordo com um estudo de Zappa, até 2040, a integração entre a tecnologia e a educação deverá crescer cada vez mais, proporcionando mudanças, como, por exemplo, o uso cada vez maior de ambientes virtuais, em substituição às salas de aula presenciais. Dentre várias outras previsões, o estrategista afirma que a presença de recursos tecnológicos fixos e móveis nas salas de aula – e, também, fora delas – será cada vez mais frequente na educação; os alunos serão mais livres para colaborar com colegas de todo o mundo; e a avaliação tradicional deverá ser substituída por uma análise de desempenho baseada em projetos e portfólios. EAD cresce em todo o mundo Praticidade e qualidade são características incontestáveis para quem conhece os cursos a distância ofertados por instituições de ensino reconhecidas. De acordo com Regina Helena Ribeiro, coordenadora da área de tecnologias aplicadas à educação do Senac São Paulo, o sucesso da educação a distância está baseado justamente no uso da alta tecnologia e na disposição do setor em acompanhar todas essas mudanças, inclusive as que ainda estão por vir. Assim, como a tecnologia é uma das principais aliadas, a utilização de jogos, fóruns, blogs e até mesmo das mídias sociais como forma de disseminar o conhecimento já é muito comum nessa modalidade. E os avanços tecnológicos certamente vão oferecer novos recursos para o desenvolvimento de práticas pedagógicas ainda mais incrementadas. Segundo dados do Censo da Educação Superior 2011, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) em outubro de 2012, o país soma quase 993 mil estudantes na modalidade a distância. Porém, os números totais – que também incluem cursos livres, técnicos, de pós-graduação e extensão universitária – apontam um resultado bem maior. De acordo com o censo realizado pela Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), o Brasil já soma mais de 3,5 milhões de estudantes que optaram pela modalidade. Essa matéria integra o Boletim Universo EAD - ano 9 nº 77.Boletim Universo EAD – Março 2013 - ano IX nº 77 Página 3
  3. 3. O impacto das tecnologias na educação Especializado em decifrar o futuro da tecnologia, Michell Zappa fala sobre o papel do professor em um cenário de novos recursos pedagógicos Apontar e solucionar problemas que ainda não existem é o trabalho diário do estrategista Michell Zappa, sueco que dirige a Envisioning Technology, uma consultoria multinacional especializada em apontar grandes tendências tecnológicas. Segundo ele, a educação é a área que mais tem sido impactada pelas transformações tecnológicas. E não é de hoje, pois foi a Revolução Industrial que deu início à massificação do conceito de um professor para muitos estudantes, fato que passou a gerar "fábricas" de alunos. Assim, diante das atuais tecnologias disponíveis, o especialista acredita que o processo educacional tem de partir de vez para o aprendizado baseado em um modelo de "muitos para muitos", fazendo com que o conhecimento dos próprios alunos seja o apoio da aprendizagem de outros estudantes. Com o crescimento da oferta de cursos on-line, Zappa lembra que já temos plataformas educacionais nacionais e internacionais que oferecem toda a mobilidade e a autonomia dos recursos utilizados na educação a distância. Acompanhe a entrevista! Universo EAD – Na sua opinião, ainda há barreiras para a efetiva adoção da tecnologia como ferramenta de apoio no atual modelo educacional? Michell Zappa – Sim. Infelizmente, a falta de conhecimento mantém os custos altos. Por sua vez, o custo alto deixa a tecnologia fora do alcance de quem mais precisa. E ter facilidade com a tecnologia requer o uso de múltiplos dispositivos no decorrer da sua vida, algo impossível considerando o elevado investimento necessário para se adquirir tecnologia no Brasil. Universo EAD – Qual deverá ser o futuro do modelo educacional que conhecemos com o uso cada vez mais frequente de recursos tecnológicos? Michell Zappa – Fundamentalmente, a educação passará a ser de aluno para aluno. Para isso, é fundamental criar plataformas que permitem quem conhece sobre um assunto ajudar alguém que precisa de apoio nessa área. Esse modelo já foi comprovado ser eficiente e poderá aliviar grande parte do trabalho do professor. Universo EAD – Os educadores de hoje já estão preparados para trabalhar com novas tecnologias em salas de aula, diante de alunos cada vez mais conectados? Michell Zappa – Não importa se já estão preparados ou não. O fato é que precisam estar preparados tecnologicamente para, no mínimo, falar a língua dos estudantes. A dissonância cognitiva causada entre alunos e docentes pelo acréscimo de conteúdo cultural e mudanças deBoletim Universo EAD – Março 2013 - ano IX nº 77 Página 4
  4. 4. conceitos está em um ritmo cada vez mais veloz e força o professor a acompanhar mais os seus alunos. Universo EAD – Qual será o papel do educador do futuro? Michell Zappa – Ao invés de deter o conhecimento, o educador do futuro será o guia que aponta assuntos e matérias que cada aluno deve aprender, o que ele deve ler e fazer. Cada vez mais, os assuntos fundamentais vêm sendo desmembrados e separados. Por isso, é preciso que o educador indique ao aluno o caminho certo, para que ele possa fazer o melhor com seus dons e capacidades. O ensino fundamental será radicalmente redefinido diante de um mundo em que tudo, absolutamente tudo, pode ser aprendido instantaneamente. Universo EAD –Você acha que o conceito de construção de conhecimento a partir de recursos tecnológicos já é trabalhado de maneira efetiva na formação de educadores? Michell Zappa – Não. Falta conhecimento detalhado e abrangente por parte dos educadores, mas também faltam compreensão e incentivo fiscal por parte do governo. Universo EAD – A expansão das tecnologias móveis pode colaborar com a criação de novos processos pedagógicos? Michell Zappa – Sim. Os videogames, por exemplo, permitem que crianças construam e simulem mundos virtuais onde elas são deuses. Aprender a interagir, planejar e construir em um simulador é infinitamente mais eficiente do que fazer o mesmo com papel e lápis. Universo EAD – Há carência de profissionais que aliem conhecimentos de tecnologia e de educação?Michell Zappa – Sim e não. Há muitos profissionais com desejo de melhorar a qualidade e a capacitação tecnológica na educação. Mas há pouco suporte para quem quer implementar tais sugestões em escala. Muitos poderiam atender a essa causa, mas poucos têm tentado. Universo EAD – Além da área educacional, que outros setores e carreiras podem ser beneficiados pelo crescimento do mercado de tecnologia aplicada à educação? Michell Zappa – Todos. Educação e melhor compreensão sobre o mundo em que operamos são fundamentais na criação de novos empregos, pensadores e líderes. Sem conhecimento de causa, os profissionais não conseguem criar e inventar soluções melhores para os problemas existentes. Universo EAD – Você acredita que a tecnologia pode vir a ser uma aliada nos processos de inclusão social, especialmente com a crescente oferta de cursos a distância? Michell Zappa – Sim. Uma vez que toda informação do mundo se torna acessível e traduzida (em todas as línguas, em tempo real), o potencial educativo cresce explosivamente. Se hoje sofremos de excesso de informação no contexto profissional, o mesmo desafio será enfrentado pelos alunos de amanhã. Os professores precisam se tornar guias de informação e conhecimento. Universo EAD – Como você vê o atual cenário da educação a distância no mundo? Há tendências de crescimento para essa modalidade? Michell Zappa – Sim. O mercado cresce rapidamente e existe muita demanda, no mundo todo. Universo EAD – Ainda há algum tipo de preconceito com relação à modalidade a distância? Michell Zappa – Sim, mas isso tende a diminuir rapidamente. Universo EAD – Na sua opinião, quais deverão ser os recursos tecnológicos mais utilizados na educação, em um futuro próximo? Há tendências mais evidentes, relacionadas às modalidades presencial e a distância? Michell Zappa – Haverá mais conhecimento de telas de todos os tipos. Aprender os fundamentos de computação, comunicação, pesquisa e interação com tablets, por exemplo, será um enorme primeiro passo. Entender as regras que formam o meio é importantíssimo para educar pessoas que farão bom uso desse meio no futuro. Essa matéria integra o Boletim Universo EAD - ano 9 nº 77.Boletim Universo EAD – Março 2013 - ano IX nº 77 Página 5
  5. 5. Reciclar é preciso! Livros e salas de aula abrem espaço para novas tecnologias e exigem atualização contínua de profissionais ligados à educação Há tempos, as práticas e os cursos de educação a distância (EAD) recebem investimentos e angariam adeptos no Brasil. E, desde que começou a ganhar terreno de maneira mais expressiva, em meados da década de 1990, a EAD tem a tecnologia como uma de suas principais aliadas. Utilizada, a princípio, pura e simplesmente para a entrega de conteúdo aos alunos, essa tecnologia se transformou e agora inclui o uso de games, blogs, fóruns e, mais recentemente, mídias sociais como meios de disseminar o conhecimento. Mas, apesar das novas gerações terem uma afinidade digital muito grande, isso não se reflete nas interfaces utilizadas para engajar os estudantes. Segundo dados da Oniria Games, o Brasil tem hoje 35 milhões de jogadores, sendo que 97% dos jovens se dedicam a jogos de computador ou videogames. Por isso, Rodrigo Souza, diretor da companhia, defende que a transformação de conteúdo educacional em jogos traz vantagens como sintetizar informações, avaliar resultados dos alunos, simular cenários distintos, engajar o aprendizado e permitir ganho de escala; e não apenas para os jovens. Outro caminho que deve ganhar força em curto e médio prazo é o uso de plataformas móveis para a oferta de conteúdos educacionais. De acordo com Richard Vasconcelos, CEO da Epic, empresa que desenvolve cursos corporativos para celulares e tablets, a tecnologia móvel faz todo o sentido em um mundo em que há pessoas cada vez mais conectadas e com menos tempo para atividades que os tirem de produção. "É aí que entra o ensino por meio dos dispositivos que aliam a mobilidade ao acesso constante, entregando conteúdo e colocando conhecimento no bolso dos usuários", afirma. O crescimento no uso de novas plataformas para fins educacionais já é realidade – e um caminho sem volta: a sala de aula, a lousa, o giz e os livros estão, a passos largos, abrindo espaço para a real adoção de outras tecnologias que podem ter uso pedagógico, como celulares, computadores, jogos, entre outros. Se de um lado temos os avanços tecnológicos e a integração da EAD com novas plataformas que servem como base para práticas pedagógicas mais incrementadas, de outro surge a demanda por reciclagem contínua dos educadores. Afinal, o êxito da EAD está baseado não só no uso da tecnologia de ponta, mas também na disposição do setor – instituições de ensino e docentes – em acompanhar as mudanças de hoje, bem como as que ainda estão por vir. O futurólogo sueco Michell Zappa reforça que a evolução da tecnologia é algo muito rápido e influencia a maneira como as pessoas se relacionam e aprendem. "Tudo está acelerado e nãoBoletim Universo EAD – Março 2013 - ano IX nº 77 Página 6
  6. 6. vai parar. Acreditem: hoje é o dia mais lento do resto de nossas vidas e nós temos de aprender a lidar com isso para acompanhar a evolução", diz. De olho nesse cenário que já é real, o Senac oferece sete cursos a distância focados na área educacional, incluindo pós-graduações e extensões universitárias, com propostas que visam o aperfeiçoamento do educador tanto na docência e na mediação pedagógica como na utilização de recursos tecnológicos empregados à educação. Pós-graduação a distância Design Instrucional Visa ensinar o desenvolvimento de projetos de cursos oferecidos via internet, capacitando o participante para selecionar, organizar e produzir atividades, materiais e produtos educacionais de acordo com as situações específicas de cada oferta. Docência no Ensino Superior Apresenta uma proposta inovadora, que trabalha as várias dimensões do processo de “tornar-se professor”: a cognitiva (os saberes específicos de sua área de atuação), a pedagógica (didática adequada ao ensino superior), a reflexiva (a capacidade de pesquisar sobre sua própria prática apoiada por referenciais teóricos) e a política (formação da identidade profissional docente). Tecnologias na Aprendizagem O objetivo é formar profissionais que fazem uso da tecnologia em diferentes ambientes de aprendizagem: escolares, universitários, corporativos e comunitários. A proposta é explorar as linguagens e lógicas das diversas mídias e plataformas para potencializar a aprendizagem significativa, crítica e ativa. Extensão universitária a distância Docência e Mediação Pedagógica Visa desenvolver competências para a docência em ambientes virtuais de aprendizagem e a criação de estratégias de mediação pedagógica que favoreçam o aprendizado do estudante on- line. Elaboração de Materiais Didáticos com Recursos Tecnológicos O objetivo é instrumentalizar o profissional para a elaboração de recursos de apoio, tornando-o apto a editar conteúdos e organizá-los de maneira adequada em diferentes suportes, como apostilas, apresentações e animações. Produção de Conteúdo para Educação On-line O curso atende a uma demanda crescente e urgente no campo da educação e visa capacitar educadores para desenvolver conteúdos tanto para cursos a distância como semipresenciais, envolvendo estratégias de organização, elaboração prática e metacognição, além de atividades que estimulem o pensamento crítico e criativo e a aprendizagem colaborativa. Web Colaborativa Aplicada à Educação O objetivo é capacitar profissionais para planejar e aplicar situações de aprendizagem com o uso de recursos tecnológicos que proporcionam interação e colaboração entre os participantes. Essa matéria integra o Boletim Universo EAD - ano 9 nº 77.Boletim Universo EAD – Março 2013 - ano IX nº 77 Página 7
  7. 7. Design instrucional: interação, informação e recursos tecnológicos a serviço da educação Crescimento da educação a distância e do mercado de tecnologias aplicadas aponta um cenário promissor para designers instrucionais As formas de aprender e de ensinar estão se diversificando e, com isso, o perfil do educador também se modifica. Afinal, aquele professor, especialista em um determinado assunto, já percebe a importância de adotar a tecnologia em sala de aula, seja presencial ou a distância. Com a necessidade de compartilhar informações e conhecimento, inclusive por meios até então inexistentes, a figura do educador deixou de ser associada apenas a do professor tradicional. No ambiente corporativo não é diferente, pois já existem gestores de conhecimento e profissionais de recursos humanos preocupados em preparar treinamentos e disseminar conteúdo entre funcionários. E o objetivo vai além, porque é preciso estimular a colaboração e o hábito de compartilhar conhecimento. Por isso, o educador de hoje também precisa ter, no mínimo, alguma familiaridade com recursos que possam ser utilizados nos meios digitais, seja em blogs, redes sociais, wikis ou até na adoção de ferramentas tecnológicas mais avançadas. E o uso das tecnologias em instituições de ensino e companhias de diversos portes está cada vez mais intensivo – o que, inclusive, tem sido útil para ampliar o acesso à educação. Mas, para alcançar bons resultados nesse cenário, o educador já conta com o auxílio de um novo e importante parceiro: o designer instrucional, profissão que foi regulamentada em 2009. Ideal para quem transita facilmente entre os ambientes da tecnologia e da educação – seja com o uso de computadores, TV, vídeos, CDs e diversos recursos tecnológicos disponíveis –, a carreira de designer instrucional pode ser uma boa alternativa, especialmente por ainda se tratar de uma área que carece de profissionais qualificados. De acordo com Vani Moreira Kenski, coordenadora da pós-graduação a distância em Design Instrucional do Senac São Paulo, o trabalho desse profissional é desafiador, pois exige a mediação entre diversas áreas do conhecimento, como didática, tecnologias, comunicação, produção criativa e gestão de projetos educacionais. "O designer instrucional atua na relação entre o uso de tecnologias inovadoras e sua adequação aos desafios educacionais propostos pelos espaços corporativos e acadêmicos." Capaz de reunir métodos, técnicas e recursos que podem ser utilizados nos processos de aprendizagem em qualquer contexto, um bom designer instrucional pode atuar em diversas modalidades de ensino – seja presencial ou a distância – e até em treinamentos individuais. As atividades também compreendem o desenvolvimento e a construção de materiais didáticos, que podem até ser impressos, gravados em vídeo, gerados em software ou por meio de games,Boletim Universo EAD – Março 2013 - ano IX nº 77 Página 8
  8. 8. envolvendo quaisquer plataformas tecnológicas. Dessa forma, por meio dos recursos disponíveis, esse profissional garante que o conteúdo pedagógico tenha sua real intenção educacional, relacionando e integrando diversas variáveis, como público-alvo, objetivos dos cursos, atividades práticas, processos de interação e comunicação on-line, avaliação da aprendizagem e particularidades do conteúdo. Para quem deseja atuar em projetos ligados a essa crescente área – tanto em instituições de ensino, ambientes corporativos ou até em meios de comunicação –, a pós-graduação em Design Instrucional oferece capacitações muito úteis, principalmente para profissionais interessados no desenvolvimento de recursos para a educação a distância. Dentre as funções possíveis, está o desenvolvimento de materiais que auxiliam a mudança dos atuais paradigmas da educação. Afinal, relacionar novas tecnologias ao processo de aprendizagem é o grande desafio desses profissionais – que têm a função básica de gerenciar e planejar recursos, ferramentas, materiais de apoio e atividades necessárias ao bom desempenho de cada curso. Desenvolvidos em parceria com docentes e coordenadores de cada área específica, os projetos têm a missão – nem sempre simples – de expor os prós e contras das diversas possibilidades existentes na elaboração de materiais e na utilização de recursos que alcancem o objetivo principal: expor o conteúdo de maneira correta para desenvolver as habilidades propostas aos alunos. Aos graduados com interesse na área, o cenário aponta que vale investir nos cursos de formação em design instrucional. O mercado se mostra bastante promissor, especialmente por conta do grande crescimento do uso das tecnologias aplicadas à educação – fato que, segundo especialistas de diversas partes do mundo, é um caminho totalmente irreversível. Essa matéria integra o Boletim Universo EAD - ano 9 nº 77.Boletim Universo EAD – Março 2013 - ano IX nº 77 Página 9

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