Boletim Universo EAD Julho/Agosto 2013 - Educação a Distância

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O seu informativo sobre tecnologias aplicadas à educação do Senac São Paulo.

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Boletim Universo EAD Julho/Agosto 2013 - Educação a Distância

  1. 1. Boletim Universo EAD – Julho/Agosto 2013 - ano IX nº 79 Página 2 Educação a distância: não há empecilhos para estudar Crescimento da adesão por essa modalidade educacional no Brasil impulsiona a oferta de cursos O preconceito que já existiu em relação à educação a distância está perto do fim. E podemos dizer que o Senac é um dos grandes responsáveis por essa mudança. Isso porque a instituição tem forte atuação nessa modalidade de ensino desde 1947, quando lançou a Universidade do Ar (UNAR) – que utilizava a tecnologia do rádio para levar educação para estudantes de diversas localidades do Estado da São Paulo. Hoje, alunos de qualquer parte do mundo têm mais de 100 opções de cursos a distância disponíveis no Senac, incluindo títulos livres, técnicos, graduações, pós-graduações e extensões universitárias. A distância geográfica dos grandes centros educacionais, aliada à necessidade de flexibilização do tempo são alguns dos principais motivos que levam à escolha dessa modalidade de ensino. Mas a educação a distância também favorece pessoas com deficiência – que, muitas vezes, percebem a modalidade como uma opção prática de continuarem seus estudos. É o caso do consultor de viagens Gustavo Franco que, após um acidente de carro em 2000, se viu tetraplégico. Tempos depois, ao fazer um curso a distância no Senac, ele se surpreendeu. “Foi uma experiência gratificante, pois eu achava que, por ser virtual, o curso pudesse ter conteúdo abaixo do convencional. Mas, assim como nas aulas presenciais, só aprende quem quer”, garante. Outro perfil de estudante que adota o modelo a distância é formado por brasileiros que moram no exterior. De acordo com André Luiz Lui Lopes, analista financeiro e ex-aluno do Senac, o reconhecimento da instituição e os preços competitivos em relação aos cursos oferecidos nos Estados Unidos – onde ele vive desde 2000 – são alguns dos pontos positivos. “O contato com os professores é constante e facilita o aprendizado. Além disso, o material é muito bem elaborado e torna o acompanhamento das aulas uma atividade bastante simples”, garante. Segundo Regina Helena Ribeiro, coordenadora da área de Tecnologias Aplicadas à Educação do Senac São Paulo, um dos principais desafios da educação a distância é encontrar profissionais qualificados, com competências para cuidar de projetos que ofereçam conteúdo diferenciado de alta qualidade. “Para uma instituição pioneira como o Senac, que sempre acompanhou o movimento das tecnologias, a preocupação com a proposta pedagógica e o cuidado com a contratação de bons profissionais são os pontos mais importantes de nossa operação”, conta. Educação corporativa Atualmente, as empresas também são grandes consumidoras de conteúdo educacional a distância. Há cinco anos, o Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância já apontava que cerca de 600 mil pessoas haviam participado de treinamentos corporativos realizados em tal modalidade – um número que não para de crescer até hoje.
  2. 2. Boletim Universo EAD – Julho/Agosto 2013 - ano IX nº 79 Página 3 A principal justificativa das companhias é a possibilidade de capacitar uma grande quantidade de colaboradores em pouco tempo, se comparado ao modelo presencial. Além disso, empresas com atividades em diversas localidades têm a vantagem de reduzir custos diretos, gerados por treinamentos presenciais. Com isso, a maioria das empresas já enxerga a educação a distância como um recurso fundamental para capacitar cada vez mais colaboradores e manter a competitividade necessária. De olho nesse cenário, desde 2004, o Senac desenvolve treinamentos sob medida para empresas das mais variadas áreas. Com a utilização de modernas tecnologias, aliadas ao planejamento cuidadoso da necessidade de cada companhia, a instituição já desenvolveu projetos para empresas como Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET), Hospital Sírio-Libanês e McDonald’s, entre diversas outras. Para Regina, essa tendência é evidente e deverão existir cada vez mais projetos educacionais – presenciais, semipresenciais ou a distância – que utilizem os mais variados tipos de tecnologia disponíveis. “O futuro da educação a distância é se tornar uma opção natural para qualquer pessoa, incluindo todos os níveis de estudo: cursos livres, técnicos, de graduação, especialização e pós- graduação, além dos corporativos”, aposta. Essa matéria integra o Boletim Universo EAD - ano 9 nº 79
  3. 3. Boletim Universo EAD – Julho/Agosto 2013 - ano IX nº 79 Página 4 Educação a distância: a arte de planejar e mediar Seja para atuar na docência a distância ou para compor e elaborar cursos e materiais didáticos, o Senac tem a formação que você procura Não é de hoje que o Senac oferece várias opções para a formação e especialização de docentes, coordenadores e profissionais envolvidos nas diversas tarefas ligadas à educação. E a oferta de cursos de extensão universitária tem feito sucesso entre educadores. Ministrado totalmente a distância, o curso de Docência e Mediação Pedagógica On-line oferece a oportunidade de desenvolver competências para a docência em ambientes virtuais de aprendizagem e a criação de estratégias de mediação pedagógica. O objetivo é ampliar as práticas pedagógicas a partir dos recursos disponíveis na internet, com diferentes formas de comunicação. Destinado a educadores, coordenadores e profissionais de recursos humanos, o curso tem base na orientação geral da docência on-line, tanto para quem deseja utilizar a internet para ministrar uma disciplina, como para quem quer complementar atividades realizadas em salas de aula presenciais. Outra extensão que envolve ambientes virtuais de aprendizagem é Elaboração de Materiais Didáticos com Recursos Tecnológicos. Com 40 horas de duração, esse curso a distância é dirigido a profissionais de diversas áreas do conhecimento, interessados em elaborar materiais didáticos para docência. O objetivo é orientar os alunos na adoção e na criação de recursos que possam apoiar as aulas, simplificando a edição de conteúdos e a organização adequada, de acordo com cada necessidade. A Produção de Conteúdo para Educação On-line é tema de outra extensão universitária que o Senac oferece a distância. Destinado a coordenadores, tutores e demais profissionais envolvidos com EAD, o curso envolve teorias e práticas baseadas em situações reais para que os participantes possam ampliar seus conhecimentos sobre aprendizagem a distância ou semipresencial. Docentes de diversas áreas aprenderão a adotar, produzir e explorar os recursos que a internet oferece. Docência e Mediação Pedagógica On-line (30 horas) Próximas turmas: - de 14 de agosto a 27 de setembro - de 11 de setembro a 25 de outubro - de 2 de outubro a 15 de novembro - de 6 de novembro a 20 de dezembro Elaboração de Materiais Didáticos com Recursos Tecnológicos (40 horas) Próximas turmas: - de 18 de setembro a 15 de novembro - de 23 de outubro a 20 de dezembro Produção de Conteúdo para Educação On-line (50 horas) Próxima turma: - de 25 de setembro a 6 de dezembro
  4. 4. Boletim Universo EAD – Julho/Agosto 2013 - ano IX nº 79 Página 5 Pós-graduação em docência do ensino superior capacita graduados de diversas áreas para lecionar Com inscrições abertas, curso visa formar professores para atuarem no ensino superior, aliando a vivência profissional ao conhecimento didático Dados do Ministério da Educação e Cultura (MEC) revelam que a necessidade de professores para o ensino superior no Brasil tende a crescer cada vez mais. O Censo da Educação Superior, divulgado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), mostra que as matrículas no ensino superior aumentaram 5,7% entre 2010 e 2011. O maior crescimento registrado, de 7,9%, ocorreu em universidades públicas; nas instituições privadas, o índice foi de 4,8%. Nesse ritmo, o Brasil já reúne mais de 6,7 milhões de alunos matriculados em cursos de graduação. E, claro, os professores dedicados ao ensino superior estão se tornando uma mão de obra disputada. A boa notícia é que se engana quem pensa que a atividade é restrita aos graduados em algum tipo de licenciatura, mestrado ou doutorado – embora as universidades tenham de compor o quadro de docentes com profissionais com tais capacitações. De acordo com o MEC, a exigência para a formação de um professor de graduação varia de acordo com a área pretendida. Contudo, os cursos de bacharelado não habilitam o profissional a lecionar de maneira automática. Além de formação em uma área específica do conhecimento e experiência profissional, a docência no ensino superior requer o domínio de algumas práticas didático-pedagógicas. Assim, qualquer bacharel precisa ter, no mínimo, uma especialização para atuar como docente no ensino superior. Fazer uma pós-graduação lato sensu para adquirir os conhecimentos básicos e necessários para dar aulas já é um bom começo. Mas, para ingressar no universo acadêmico, também é preciso ter interesse para se aprofundar em projetos de pesquisa que colaboram para o desenvolvimento didático. E são esses estudos que auxiliam, inclusive, a escolher futuramente uma área de mestrado – um passo mais avançado na formação de docentes. É claro que a experiência profissional tem um peso significativo no currículo e completa o perfil de quem quer ministrar disciplinas práticas em um curso superior. Dessa forma, um médico ou um advogado, por exemplo, pode trazer toda a sua vivência para dentro da sala de aula. Ao adquirir conhecimentos didáticos e pedagógicos, torna-se capaz de unir a prática à teoria, associada às atividades profissionais cotidianas. Pensando em capacitar profissionais de diversas áreas para atuarem como docentes aptos para diversos cursos superiores, o Senac oferece a pós-graduação a distância Docência do Ensino Superior. A proposta é trabalhar as áreas cognitivas, pedagógicas e reflexivas dos estudantes com uma proposta inovadora, baseada no processo de transformar profissionais em professores. Com duração de um ano e meio, a especialização capacita o aluno para lecionar no ensino superior em currículos relacionados à sua respectiva área de atuação. O curso oferece o domínio
  5. 5. Boletim Universo EAD – Julho/Agosto 2013 - ano IX nº 79 Página 6 dos princípios de aprendizagem e das competências pedagógicas adequadas à atuação profissional. Dentre as opções de pós-graduação a distância na área de educação, além da Docência do Ensino Superior, o Senac oferece os cursos de Design Instrucional e Tecnologias na Aprendizagem. Para quem quer se aprimorar ainda mais, a instituição também disponibiliza cursos de extensão universitária em Docência e Mediação Pedagógica On-line, Elaboração de Materiais Didáticos com Recursos Tecnológicos e Produção de Conteúdo para Educação On-line. Todos os cursos estão com inscrições abertas. Aproveite! Essa matéria integra o Boletim Universo EAD - ano 9 nº 79
  6. 6. Boletim Universo EAD – Julho/Agosto 2013 - ano IX nº 79 Página 7 Como integrar tecnologia ao processo educativo? Hugo Caldeira, membro do grupo de peritos do Instituto Europeu de Administração Pública, fala sobre a importância da tecnologia na gestão da qualidade educacional O entrevistado desta edição é o educador português Hugo Caldeira, membro do grupo de peritos que definiu o modelo de gestão da qualidade para a educação (CAF-Educação) no Instituto Europeu de Administração Pública (European Institute of Public Administration – EIPA). Com mais de 20 anos de experiência como professor de matemática no ensino não superior, Caldeira é docente no mestrado de tecnologias educativas da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa. O especialista veio ao Brasil durante a 20a Educar, o maior evento de educação da América Latina. O objetivo foi apresentar casos de sucesso baseados em projetos da Another Step (www.anotherstep.pt), companhia fundada por ele, especializada na análise de qualidade e na definição de estratégias para a educação. Universo EAD – Na sua opinião, o uso cada vez mais expressivo das tecnologias nas salas de aula pode contribuir com a melhora do ensino? Hugo Caldeira – Não são, de fato, as tecnologias que melhoram o ensino. Mas, sim, aquilo que os educadores e gestores fazem com os recursos e dispositivos disponíveis. Até porque as tecnologias não passam de ferramentas potentes e fáceis de usar, assim como antes tínhamos o apoio de cadernos, vídeos e softwares. No entanto, a integração das tecnologias no processo educativo deve ser feita a partir de uma grande reflexão, e de um consequente plano estratégico, para que toda a comunidade educativa possa tirar partido dos novos recursos. Universo EAD – Como essa integração tecnológica pode auxiliar a comunidade educacional? Hugo Caldeira – Para o gestor escolar, por exemplo, é fundamental ter ferramentas que proporcionem dados atuais sobre o desempenho da organização, de docentes e alunos, incluindo os níveis administrativo e pedagógico e os resultados acadêmicos efetivos. Com isso, é possível obter parâmetros e diretrizes capazes de orientar ações sobre possíveis disfuncionalidades do sistema, tanto em relação aos alunos e educadores, quanto no que diz respeito aos materiais
  7. 7. Boletim Universo EAD – Julho/Agosto 2013 - ano IX nº 79 Página 8 didáticos. Assim, a partir de uma plataforma que ofereça dados e relatórios, é possível analisar detalhadamente as reais necessidades de cada aluno, docente, escola, município, etc., com base em um repositório único de informações e respectivos desempenhos. Isso permite que o educador se concentre, com mais facilidade, na construção e na aplicação de atividades pedagógicas que proporcionem aprendizagens mais significativas. Por outro lado, o aluno pode ver a aula como um ambiente favorável a uma busca crítica e excitante para a resolução de problemas atuais. Além disso, os pais também têm acesso à informação de seus filhos nos diferentes aspectos, acadêmico e humano. Dessa forma, com informação ampla e transparente, é possível obter um melhor envolvimento de todos que fazem parte do processo educativo para construirmos uma comunidade realmente educativa. Universo EAD – De que maneira essas tecnologias podem ser utilizadas como ferramentas de aprendizagem? Hugo Caldeira – Há cada vez mais dados a serem compilados na área da educação: as classificações de alunos, o investimento financeiro de cada instituição, os resultados dos professores, os indicadores de qualidade e de desempenho das pessoas e organizações, entre outros. O relatório de novembro de 2012 da Unesco, sobre preocupações e tendências na área da análise de aprendizagem, já chamava a atenção para o potencial que todo esse conjunto de dados pode significar e de como a educação deveria olhar seriamente para as ferramentas que trabalham esses dados, numa perspectiva de análise (education analytics). Assim, a partir do estudo de tais informações, é possível compreender o que estamos fazendo bem e também o que precisamos melhorar, incluindo práticas relacionadas a alunos, pais, educadores, disciplinas, escolas, regiões e até Estados. Por outro lado, a tecnologia vem contribuir para que cada aluno possa aprender no seu ritmo, passando de sucesso a sucesso. Hoje, a aprendizagem adaptativa (adaptive learning) nos permite detectar, por meio de softwares, em que áreas um aluno tem dificuldades e como podemos ajudá- lo. Isso já é uma realidade. Também temos de lembrar a grande possibilidade que esses indicadores de qualidade oferecem aos gestores escolares, que podem avaliar os níveis organizacional e pedagógico para implementar planos de melhoria – que vão desde a comunicação dentro da sala de aula, passando pela supervisão pedagógica, a formação de alunos e docentes para o uso seguro das tecnologias e da internet, além do reforço das metodologias de avaliação, por exemplo. Universo EAD – Mas você acha que os educadores e as instituições já estão preparados para esse novo cenário educacional? Hugo Caldeira – Acho que nunca ninguém está verdadeiramente preparado. A evolução tecnológica é demasiadamente rápida e, antes de dominarmos um software, por exemplo, já aparece outro na mesma área e com mais funcionalidades. Os relatórios da McKinsey vêm alertando para o fato de que as organizações escolares e os profissionais da educação, de forma geral, estão ficando para trás na revolução tecnológica e na sua integração. Por outro lado, esses sistemas não são apenas educativos: são ferramentas desse novo mundo tecnológico e digital, reconstruído e reinventado a cada dia que passa, onde as redes sociais e as tecnologias são fundamentais. Justamente por isso não é possível que a escola mantenha as tecnologias fora da sala de aula, por mais que isso exija dedicação de tempo e estudo dos professores. Assim, o segredo é que o educador esteja preparado para a mudança e seja flexível na integração das Tecnologias da
  8. 8. Boletim Universo EAD – Julho/Agosto 2013 - ano IX nº 79 Página 9 Informação e Comunicação (TICs), com tranquilidade, aceitando aprender com os alunos e experimentar. Afinal, aceitar a possibilidade de errar é a única maneira de inovar e progredir na educação. É claro que algumas instituições já estão fazendo um bom trabalho nessa área, primeiro integrando as TICs como ferramenta e, depois, evoluindo para uma postura tecnológica como ambiente natural de aprendizagem, ensino e melhoria. E, nesses casos, trata-se de uma decisão estratégica fundamental, em um caminho que só é possível com planejamento e apoio. No entanto, uma coisa é certa: há de se tirar partido da quantidade enorme de informação que as instituições educativas acumulam sobre alunos e docentes, buscando as melhores formas de cada um aprender e/ou ensinar. E isso já é possível com o uso de ferramentas de análise de dados de educação (education analytics). Universo EAD – Em um futuro próximo, como você acha que professores e alunos serão beneficiados? Hugo Caldeira – Com as tecnologias, todos terão benefícios naturalmente. Mas essa mudança, assim como qualquer outra, não é fácil! Antes de os professores sentirem que a tecnologia está aí para facilitar suas tarefas, haverá momentos em que esse trabalho será intenso – seja para aprender sobre ferramentas, seja para descobrir as melhores estratégias de integração ao processo educativo. E é por isso que essa mudança não deve ocorrer de forma isolada. Mas, sim, com um bom apoio profissional com experiência em tais dimensões, que atue como um catalisador. Em Portugal, por exemplo, a iniciativa do Plano Tecnológico da Educação proporcionou equipamentos às escolas, alunos e professores. No entanto, em muitos casos, a mudança não aconteceu porque os professores se viram sozinhos nesse desafio. Tive a oportunidade de trabalhar com algumas escolas, mediando a integração da tecnologia na prática docente, dando-lhes a formação não apenas técnica, mas também pedagógica para a produção de conteúdos próprios e de monitoramento da qualidade e eficácia da integração das TICs na sala de aula. Um projeto apoiado dessa forma garante segurança aos professores, o que os leva a experimentar e a integrar as tecnologias nas suas aulas e, por isso, ainda garante uma melhor experiência educativa para os seus alunos. Assim, se acrescentarmos a possibilidade da desmaterialização dos livros e documentos a tudo isso, há também um impacto muito grande a nível financeiro, ambiental e até na saúde dos nossos alunos (que terão menos peso para carregar nas mochilas quando forem à escola). Universo EAD – Podemos concluir que a educação presencial tende a seguir os passos da modalidade a distância? Hugo Caldeira – Eu diria que o paradigma da educação está em mudança acelerada, com um mix das modalidades presencial e a distância, em uma tentativa de juntar o melhor dos dois mundos. Não apenas as ferramentas, mas também os espaços de aprendizagem e o papel do educador estão em mudança. O aluno terá de ampliar o seu esforço de aprendizagem, a sua curiosidade, e irá aos seus interesses, podendo aprender em qualquer lado e em qualquer altura. O educador, por sua vez, será um gestor de carreiras de aprendizagem, na medida em que terá acesso à informação privilegiada sobre a forma como cada aluno está aprendendo e como poderá aprender melhor. As ferramentas tecnológicas, colocadas à disposição das instituições, dos alunos e dos professores, terão isso em conta e poderão otimizar o tempo de ensino e de aprendizagem, ajudando professores e alunos a serem mais eficazes em cada um dos seus papéis (ora ensinando, ora aprendendo). Universo EAD – Qual é sua principal dica para profissionais que desejam se tornar
  9. 9. Boletim Universo EAD – Julho/Agosto 2013 - ano IX nº 79 Página 10 docentes, seja na modalidade presencial ou a distância? Hugo Caldeira – Eu diria que gostar de aprender é a característica mais necessária a um educador. Só pode ensinar quem está disposto a aprender e a errar, seja com relação às matérias de sua área ou sobre a tecnologia disponível para a educação. Outro ponto importante é aceitar a “Mudança” como uma constante do seu trabalho profissional, pois é fundamental saber gerir todas as mudanças necessárias: a sua própria e a de tudo aquilo que o rodeia. E uso “M” maiúsculo por se tratar de um conceito bem mais amplo e global. Dessa forma, é possível integrar as novas realidades de aprendizagem e tecnologia, que influenciam cada vez mais a maneira como cada um de nós lida com os outros, para crescermos juntos. Essa matéria integra o Boletim Universo EAD - ano 9 nº 79

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