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Seja para atuar na docência a distância ou para compor e elaborar cursos e materiais didáticos, o Senac São Paulotem a for...
Senac São Paulo: sucesso nas redes sociaisCom mais de 15 mil fãs em sua página oficial no Facebook, o Senac São Paulo não ...
Em todas as principais redes sociais, as páginas oficiais do Senac têm crescido sem parar em número de fãs eseguidores, se...
experiências. Afinal, estamos na era da comunicação e da colaboração. E esta realidade também reflete na áreaeducacional, ...
Comunicação em tempos de mobilidade                                    Não é só a comunicação que tem evoluído, mas também...
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Boletim Universo EAD Julho 2011 - Educacao a Distancia

  1. 1. Educação a distância evolui com a tecnologiaO mundo vive uma verdadeira explosão na oferta de dispositivos móveis conectados à internet. A febre começoucom os netbooks, que hoje são acompanhados pelos smartphones e tablets, com cada vez mais facilidades deacesso, funcionalidades e capacidade de processamento. Para a educação a distância (EAD), a popularização destesequipamentos cria terreno fértil, especialmente com a possibilidade de crescimento da modalidade diante do m-learning, ou mobile learning.O m-learning combina o uso das tecnologias portáteis ao acesso a redes móveis de comunicação para facilitar, darsuporte, aprimorar e estender o alcance da EAD. Na prática, abre a possibilidade de levar a modalidade a distânciasainda maiores e com menos barreiras tecnológicas.Para isso, o m-learning tira proveito da uma grande gama de dispositivos, incluindo aí smartphones, tablets, PDAs,netbooks e tocadores de MP3, além dos novos televisores com acesso à web e até consoles de games que permitemo uso de cartões de memória ou leitores de discos ópticos.Com estes equipamentos – e a conectividade, que já está em quase toda parte –, é possível oferecer aos estudantesacesso online a exercícios, podcasts, testes e também ao conteúdo disponível para download, com diversas tarefasno ambiente de aprendizagem e em sistemas de gerenciamento de conteúdo.Comunicação convergenteO horizonte deverá se abrir ainda mais para a EAD com o conceito de Comunicação Unificada (UnifiedCommunicationns – UC), que já começa a permear a utilização destes dispositivos nos ambientes de trabalho. Issoporque a comunicação unificada permite a integração de todos os meios e recursos de comunicação e mídia,possibilitando que os usuários interajam, em tempo real, com qualquer pessoa em qualquer lugar.Esta integração – que reúne voz, vídeo e dados – começa a ganhar maior adesão no ambiente corporativo. Asempresas estão buscando tais sistemas principalmente pela necessidade de reduzir custos e aumentar aprodutividade de seus colaboradores, que precisam de mais mobilidade e têm de acessar as ferramentas detrabalho, em qualquer lugar, por dispositivos variados.A grande vantagem da UC é permitir que as companhias reúnam, em uma mesma plataforma, todos os serviços decomunicação utilizados por seus funcionários, tais como telefonia (fixa e móvel), e-mail, mensageiros instantâneos,videoconferência e outras ferramentas de colaboração. Assim, equipes internas e externas podem ter em suas mesas– ou em qualquer lugar – todas as ferramentas necessárias para trabalhar.João Fábio Valentim, vice-presidente de soluções da Siemens Enterprise Communications e Enterasys, explica que,em um sistema de comunicação unificada, o usuário passa a ter um único número de contato, podendo serlocalizado onde quer que esteja, no telefone fixo ou celular, tanto na comunicação por voz como por dados.O executivo ressalta que, além de diminuir custos com telecomunicações, os colaboradores ganham produtividade,pois o sistema se encarrega de organizar toda a comunicação, retornando ligações e agendando reuniões. Outravantagem é que o sistema sempre mostra onde todos estão, pois cada um define seu status na aplicação, incluindoBoletim Universo EAD - Julho 2011 - ano VII nº 69 Página 2
  2. 2. onde está trabalhando, como acontece com o Messenger, em que as pessoas escolhem como querem servisualizadas.Futuro próximoO que tem dado força ao crescimento do uso de dispositivos móveis, e também da comunicação unificada, é acomputação em nuvem (cloud computing), que permite ao usuário ter dados armazenados na internet, acessandosuas informações de qualquer aparelho, em qualquer lugar.Algumas empresas já começam a pensar um futuro em que todos estes conceitos se harmonizam e passam atrabalhar em conjunto. A Plantronics, líder mundial em soluções de comunicação em áudio, está trabalhando nodesenvolvimento do que chama de headsets (fones de ouvido) inteligentes, por exemplo.Segundo Don Houston, vice-presidente mundial de vendas da companhia, o conceito de comunicação unificada temsido trabalhado por empresas como IBM, Cisco, Microsoft, Avaya, entre outras, e também pela Plantronics.“Acreditamos na mobilidade baseada em cloud computing e, no futuro, todo profissional precisará ter um ponto decomunicação. Por isso, temos investido para que toda esta comunicação seja centralizada em um headset.”Além do hardware, a Plantronics vem trabalhando no desenvolvimento de softwares que ofereçam inteligênciaadicional aos seus headsets, que terão funções muito além do simples atendimento telefônico, baseadas emaplicações de cloud computing. “Vamos transformar os headsets em completos assistentes pessoais, que poderãotransmitir diversas informações aos usuários, como dados de agenda, avisos de e-mails, previsão do tempo e atémesmo informações de outras pessoas cadastradas nas mesmas redes sociais”, prevê o executivo.De acordo com Houston , essa “inteligência” é parte de uma evolução que vem sendo implementada desde o iníciodos anos 2000 e será levada para os cerca de seis mil modelos de headsets produzidos hoje pela companhia, queatendem aos diferentes padrões tecnológicos e necessidades mundiais.Com estas plataformas em evolução, não está distante o dia em que um estudante receberá, em seu fone de ouvido,um alerta de que há um novo conteúdo de seu curso disponível em uma rede social. Com um toque em seu celular,por exemplo, ele poderá baixar o conteúdo necessário e interagir com professores ou colegas onde estiver. É apenasuma questão de tempo! Educação a distância: a arte de planejar e mediarBoletim Universo EAD - Julho 2011 - ano VII nº 69 Página 3
  3. 3. Seja para atuar na docência a distância ou para compor e elaborar cursos e materiais didáticos, o Senac São Paulotem a formação que você procuraNão é de hoje que o Senac São Paulo oferece várias opções para a formação e especialização de docentes,coordenadores e profissionais envolvidos nas diversas tarefas ligadas à educação a distância (EAD). A novidade éque a instituição acaba de lançar o curso de extensão universitária Docência e Mediação Pedagógica Online.Ministrado totalmente a distância, o programa oferece a oportunidade de desenvolver competências para a docênciaem ambientes virtuais de aprendizagem e a criação de estratégias de mediação pedagógica. O objetivo é ampliar aspráticas pedagógicas a partir dos recursos disponíveis na internet, com diferentes formas de comunicação.Destinado a educadores, coordenadores e profissionais de recursos humanos, o curso tem base na orientação geralda docência online, tanto para quem deseja utilizar a internet para ministrar uma disciplina, como para quem queraprender a complementar atividades realizadas em salas de aula presenciais.Outra extensão que envolve ambientes virtuais de aprendizagem é Elaboração de Materiais Didáticos com RecursosTecnológicos. Com 40 horas de duração, este curso a distância é dirigido a profissionais de diversas áreas doconhecimento, interessados em elaborar materiais didáticos para docência. O objetivo é orientar os alunos na adoçãoe na criação de recursos que possam apoiar as aulas, simplificando a edição de conteúdos e a organizaçãoadequada, de acordo com cada necessidade.A Produção de Conteúdo para Educação Online é tema de outro curso a distância que o Senac São Paulo oferece.Destinado a coordenadores, tutores e demais profissionais envolvidos com EAD, esta extensão universitária envolveteorias e práticas baseadas em situações reais para que os participantes possam ampliar seus conhecimentos sobreaprendizagem a distância ou semipresencial. Docentes de diversas áreas aprenderão como adotar, produzir eexplorar os recursos que a internet oferece.Outra opção de atualização para profissionais das áreas de educação, recursos humanos e graduados em geral,interessados em explorar as diversas possibilidades que a internet oferece, é o Web Colaborativa Aplicada à Educação.Também ministrado totalmente a distância, com duração de 30 horas, o curso tem a proposta de capacitarprofissionais para planejar e aplicar situações de aprendizagem com recursos tecnológicos, proporcionando interaçãoe colaboração entre os participantes.Além disso, o Senac São Paulo está lançando os cursos Gerência de Projetos: gestão da comunicação e Gerência deProjetos: gestão do tempo. Acompanhe os informativos e saiba das novidades!Novas turmasDocência e Mediação Pedagógica Online (30 horas)De 3 de agosto a 16 de setembroDe 14 de setembro a 29 de outubroDe 13 de outubro a 25 de novembroDe 3 de novembro a 16 de dezembroElaboração de Materiais Didáticos com Recursos Tecnológicos (40 horas)De 6 de julho a 2 de setembro17 de agosto a 14 de outubro13 de outubro a 09 de dezembroProdução de Conteúdo para Educação Online (50 horas)De 29 de junho a 9 de setembroDe 24 de agosto a 4 de novembroDe 5 de outubro a 16 de dezembroWeb Colaborativa Aplicada à Educação (30 horas)De 6 de julho a 19 de agostoDe 10 de agosto a 23 de setembroDe 5 de outubro a 18 de novembroBoletim Universo EAD - Julho 2011 - ano VII nº 69 Página 4
  4. 4. Senac São Paulo: sucesso nas redes sociaisCom mais de 15 mil fãs em sua página oficial no Facebook, o Senac São Paulo não tem medido esforços paraampliar o contato com seu público, oferecendo informações relevantes com a necessária agilidade nas principaisredes sociais. Afinal, é isso que os internautas buscam na era da comunicação digital.Há cerca de três anos, a instituição vem trabalhando continuamente em seus perfis oficiais nos mais importantescanais digitais de comunicação, como Facebook, Orkut, Twitter, Flickr, Picasa, YouTube, SlideShare, LinkedIn, eFoursquare, e em seu blog oficial no WordPress, além de diversas outras redes.Assim, fãs e seguidores do Senac podem acompanhar facilmente as mais diversas novidades sobre a instituição pormeio de matérias relevantes sobre o mercado, informações das unidades, eventos, premiações, cursos e campanhas,além de fotos, vídeos, palestras e até aulas.Entre as diversas ações da instituição nas mídias sociais, a utilização do Foursquare ganhou algumas característicasde guia. Isso porque os interessados podem obter informações sobre as atividades que acontecem em cada unidadeda instituição, incluindo agenda de eventos e palestras.Facebook: bem mais que um simples perfilAlém do mural, a página do Senac São Paulo no Facebook oferece um completo menu de seções que incluem linksespecíficos para as publicações da instituição – Revista IARA, Setor 3 e Universo EAD – e seções destinadas aosinteressados em cursos técnicos, pós-graduação, vestibular e eventos. Também estão disponíveis links de acessorápido aos conteúdos publicados pelo Senac em outras redes, como SlideShare, Twitter e YouTube.Uma iniciativa de destaque, também disponibilizada no Facebook, é o Senac Connect, uma rede que, criada emparceria com a DPZ, tem o objetivo de reunir vestibulandos, alunos, ex-alunos e professores.A partir de um aplicativo disponibilizado na própria página, os interessados podem compartilhar conhecimento eampliar o relacionamento para além das salas de aula da graduação. Dessa forma, os internautas se associam aosgrupos relacionados às áreas de seu interesse, como administração e negócios, comunicação e artes, design earquitetura, meio ambiente, moda, saúde e bem-estar, tecnologia da informação, turismo, hotelaria e gastronomia.Crescimento aceleradoCom cerca de dois milhões de visitas únicas por mês em seu portal, o Senac São Paulo foi pioneiro em adequar suaspáginas para as redes sociais, permitindo o compartilhamento de notícias e informações. Atualmente, o portal éresponsável por cerca de quatro mil compartilhamentos por mês.De acordo com Sandro Neto Ribeiro, gestor de Comunicação Digital e Redes Sociais do Senac São Paulo, osresultados dessas ações digitais têm superado todas as expectativas. “Apenas em maio, as redes sociais geraramquase 39 mil acessos ao Portal Senac. Isso representa um aumento de quase 30% sobre os números apurados emabril”, revela.Boletim Universo EAD - Julho 2011 - ano VII nº 69 Página 5
  5. 5. Em todas as principais redes sociais, as páginas oficiais do Senac têm crescido sem parar em número de fãs eseguidores, sem contar o aumento no volume de comentários, interações e repasse de informações.Para Ribeiro, não há dúvidas de que o segredo deste sucesso é monitoramento constante e agilidade nasintervenções necessárias. “Quando o cliente percebe o comprometimento da instituição com seus seguidores e notaque há interação, a construção de um relacionamento sólido com a marca se torna uma consequência natural.”O gestor conta que, além de permitir agilidade na interação com os internautas, o monitoramento ajuda a delinearas ações necessárias. Dessa forma, é possível avaliar o melhor horário para publicar comentários em cada rede.“Nosso trabalho também é monitorar nossas próprias ações. Até porque, para não cansar nosso público, temos dedefinir uma linha editorial, com dinâmicas específicas para cada canal de relacionamento”, detalha.Educação internaMas participar ativamente de redes sociais exige disciplina, tanto por parte dos alunos, quanto dos colaboradores dainstituição. Por isso, o site do Senac São Paulo apresenta um guia de normas educacionais e administrativasbaseadas em sua Política de Segurança da Informação.Segundo Ribeiro, mais que essas diretrizes, a instituição também realiza ações constantes de educação interna sobreo uso da internet e dos respectivos recursos envolvidos. Fruto de um contínuo trabalho conjunto das áreas deComunicação e Tecnologia da Informação, o objetivo é conscientizar alunos, funcionários e docentes, ressaltando aimportância da ética.O gestor explica que, além das recomendações convencionais – como horários mais adequados para conexão,manter postura e ética nos comentários etc. –, o trabalho de conscientização interna inclui orientações sobre aresponsabilidade de cada indivíduo em cuidar de seu perfil. “Tudo o que se fala pode sumir no ar, rapidamente. Mas,na internet, tudo o que se escreve fica registrado para sempre”, alerta. Redes sociais facilitam comunicação e impulsionam processo de colaboração na webAté 2015, o mundo reunirá cerca de 15 bilhões de dispositivos conectados à internet, o que deverá representar umpouco mais que o dobro da sua população – atualmente, na casa dos 6 bilhões. A previsão é do estudo VisualNetworking Index, realizado pela Cisco.No Brasil, a pesquisa indica que teremos 575 milhões de dispositivos conectados em rede – mais que o dobro daquantidade atual. A média estimada é de 2,8 dispositivos por habitante.Com mais acesso aos dispositivos online, cada vez mais pessoas poderão compartilhar informações e trocarBoletim Universo EAD - Julho 2011 - ano VII nº 69 Página 6
  6. 6. experiências. Afinal, estamos na era da comunicação e da colaboração. E esta realidade também reflete na áreaeducacional, pois a tecnologia tem facilitado e ampliado o processo de interação entre alunos, professores econteúdos diversos. Uma pesquisa mundial realizada pela Clarus Research Group, em parceria com a Cisco, mostra que, no Brasil, 100% dos profissionais da educação acreditam que o uso das tecnologias mudará a maneira como os estudantes aprendem. E, para 88% dos entrevistados, a maneira de ensinar também será aprimorada. Entre outros fatores, melhorar o trabalho conjunto entre alunos e instituições foi um dos principais motivos apontados como base para este ganho de qualidade. Ou seja, podemos concluir que a colaboração, principal característica da nova web, realmente está em alta e deverá ganhar cada vez mais espaço na educação. Durante o seminário A Sociedade em Rede e a Economia Criativa, promovido pela Vivo no fim de maio, o professor e consultor norte- americano Clay Shirky falou sobre o futuro da internet. Autor do livro A Cultura da Participação, o especialista afirma que acolaboração online revolucionará a política e a educação no mundo todo.De acordo com Shirky, entre as principais contribuições sociais que a web trará, está a disseminação de conteúdoeducacional de forma colaborativa. “A internet pode melhorar muito a educação em vários países e estudantes devárias partes do mundo podem se ajudar a aprender.”Porém, para que a colaboração se torne cada vez mais abrangente, é necessário que a relação entre conteúdo enavegabilidade seja a mais simples possível. E diversas ferramentas estão disponíveis para facilitar este processo,inclusive com soluções que ajudam a potencializar as estratégias de ensino-aprendizagem. Mas é necessário que osdocentes analisem os recursos tecnológicos mais adequados a cada projeto pedagógico.É claro que os sistemas utilizados em cursos a distância já oferecem avançados recursos de colaboração, incluindoambientes específicos para a realização de chats, fóruns de discussão, publicação de materiais adicionais ebibliotecas de arquivos de áudio, vídeo e texto.Mas, na busca por práticas que ajudem a construir o conhecimento coletivo, também vale adotar sistemas que já sãofamiliares à maioria dos usuários. Assim, blogs, wikis, webquests, podcasts, portais de relacionamento (comoFacebook e Orkut) e miniblogs (como Twitter e Tumblr) não podem ser descartados quando o objetivo é facilitar ointercâmbio entre alunos, professores e conteúdo didático. E isso vale para educadores de todas as modalidades deensino, pois o importante é fomentar o processo de colaboração e mantê-lo sempre ativo.Boletim Universo EAD - Julho 2011 - ano VII nº 69 Página 7
  7. 7. Comunicação em tempos de mobilidade Não é só a comunicação que tem evoluído, mas também a maneira com que se faz isso. E a internet tem se encarregado de agilizar os mais diversos processos de interação. Mas será que toda esta velocidade no fluxo de informações, aliada a recursos tecnológicos, pode colaborar com a educação? Para falar sobre esta e outras questões ligadas à comunicação e ao uso da tecnologia, nossa entrevista desta edição é com Marcelo Coutinho, diretor de inteligência de mercado para América Latina do Terra Networks e professor de estratégia e comunicação da Fundação Getúlio Vargas. Autor de diversas publicações sobre marketing, internet e redes sociais, Coutinho é doutor em sociologia e graduado em publicidade (USP) e administração (FGV). Durante sua carreira, ocupou várias posições no Grupo Ibope e, entre outras colocações, foi pesquisador visitante no Grupo de Tecnologia da Informação da Universidade Harvard. Confira a entrevista!Universo EAD – Marcelo, como você vê a importância da comunicação na sociedade do século XXI?Marcelo Coutinho – A comunicação sempre teve um papel importante na história de qualquer sociedade. Mas, noséculo XXI, ela passa a ser um dos elementos centrais da infraestrutura produtiva. Na medida em que a maiorparcela da riqueza de uma sociedade é gerada não mais pela atividade agrícola ou industrial, como foi até o séculopassado, mas pelo setor de serviços, é necessário que empresas, pessoas e Estados tenham práticas e estruturas decomunicação cada vez mais disseminadas e em tempo real.Universo EAD – Na sua opinião, qual é o papel da tecnologia na evolução da comunicação, hoje e nospróximos anos?Marcelo Coutinho – Tecnologia é o uso que as pessoas fazem dos artefatos, e não os artefatos em si. Isso significaque não adianta fazermos previsões somente com base na evolução do hardware e do software, mas tambémlevando em conta o comportamento das pessoas, o que necessariamente aumenta a incerteza.Os próximos anos serão dominados por um debate importante, o da questão da privacidade dos dados nasinterações digitais, e pelo aumento massivo da comunicação entre objetos. Diferentes sociedades vão reagir deforma diferente sobre estas questões – veja que na Alemanha, por exemplo, o Google foi obrigado a “borrar” a caradas pessoas no Google Street View.Universo EAD – Em um futuro próximo, quais são as principais tendências na relação entre sociedade ecomunicação?Marcelo Coutinho – Se estamos falando de um intervalo próximo, como dois ou três anos, acho que mobilidade é ogrande tema. No caso brasileiro, os investimentos em infraestrutura para aumento da eficiência econômica e paragrandes eventos (Copa e Olimpíadas) deverão tornar a comunicação em aparatos móveis praticamente “naturais”, aomenos nos grandes centros urbanos. Vamos conviver com um gargalo na questão da banda larga (velocidadesultrarrápidas). Mas, certamente, ela será mais popular que nos últimos anos.Universo EAD – Qual será o futuro das mídias tradicionais? Haverá espaço para estas mídias?Marcelo Coutinho – Haverá espaço para as mídias tradicionais pelo menos enquanto as pessoas que nasceram antesde 1990 estiverem economicamente ativas. Minha dúvida é em relação ao tamanho deste mercado e aos meios queserão utilizados. O futuro do jornal ou da revista em papel, por exemplo, me parece incerto numa perspectiva maislonga (20 ou 30 anos), até mesmo em função da quantidade de água que é necessária para produzir esse tipo deconteúdo. Na Europa, estas mídias estão confinadas praticamente a pessoas de mais de 40 anos. Já no caso datelevisão, me parece claro que ela caminha em direção ao meio digital. E isso afetará tanto a estrutura decompetição na sua distribuição, quanto a estrutura de produção dos programas, com enormes consequênciaspolíticas e econômicas.Universo EAD – Como você vê a atual aplicação da tecnologia na educação? Há possibilidades deexpansão?Boletim Universo EAD - Julho 2011 - ano VII nº 69 Página 8
  8. 8. Marcelo Coutinho – Claro que há, mas, novamente, precisamos tomar cuidado com a maneira com que os termosdesse debate são colocados. Achar que simplesmente disponibilizar equipamentos para alunos e professores vaimelhorar o nível do sistema educacional é uma bobagem. O importante é a interação que alunos e professores terãoatravés desses meios com o conteúdo educacional e como esse conteúdo é pensado para as necessidades sociais eeconômicas (mercado de trabalho) de um país emergente como o Brasil. No geral, vejo muitos governos einstituições educacionais falando em “máquinas”, o que sempre rende boas fotos, mas pouco em capacitação.Universo EAD – A educação a distância tem crescido aceleradamente no Brasil. De que forma você achaque esta modalidade de estudo pode colaborar com o desenvolvimento social no país?Marcelo Coutinho – Sem dúvida a EAD representa um benefício enorme para regiões distantes ou para aquelas emque o deslocamento para a sala de aula é muito oneroso (em São Paulo, na hora do rush, isso pode tomar mais deuma hora). Mas tem de ser complementado com alguma interação presencial. É na troca de ideias “não mediadas”que surgem novas interpretações e visões sobre um assunto ou uma prática. E esse talvez seja o maior valor daeducação: tornar comum a noção de pluralidade. Na minha opinião, é algo muito difícil de se fazer diante de umamáquina.Universo EAD – Na sua opinião, ainda há barreiras para a efetiva adoção da tecnologia comoferramenta de comunicação e apoio educacional?Marcelo Coutinho – Sim. Vejo isso na sala de aula. Uma vez por semana, estou diante de uma classe de jovens com19, 20 anos, totalmente informatizados. Mas, muitas vezes, eles têm dificuldades, e até mesmo angústia, para darconta da velocidade das transformações. Não adianta termos acesso aos mais variados tipos de equipamentos senão temos capacidade de contextualizar a informação que eles nos permitem acessar. E construir esse contexto éalgo que vamos aprendendo desde a escola primária, principalmente, por meio da leitura e das ciências humanas,disciplinas que não são muito valorizadas no contexto atual da educação brasileira. O professor não pode ser ummero “repetidor de dados”, até porque nunca vai conseguir competir com a velocidade e a amplitude das máquinasatuais.Universo EAD – Você acredita que a massificação dos dispositivos móveis de comunicação podefacilitar o acesso à educação?Marcelo Coutinho – Não sei. Acho que esses dispositivos podem facilitar o acesso aos dados, algo que é muitodiferente de educação.Universo EAD – Um recente estudo do instituto Ibope/Nielsen apontou que o Brasil tem 43,2 milhõesde internautas, o que representa pouco mais de 22,5% da população. Para você, que iniciativaspoderiam impulsionar o processo de inclusão digital?Marcelo Coutinho – Historicamente, a grande barreira é o preço dos equipamentos e o preço da conexão. Em outrospaíses, sempre existiu uma relação direta entre estas variáveis e a adoção da tecnologia. No Brasil, a redução dealguns impostos e a desvalorização do dólar nos últimos anos ajudaram muito. Mas, para esse processo seraprofundado, dependemos de políticas públicas de distribuição de equipamentos nas escolas, incentivo parainfraestrutura de banda larga etc. O governo se move na direção correta, mas será que em velocidade suficientepara aproveitar o impulso do bom momento econômico que o país vive?Boletim Universo EAD - Julho 2011 - ano VII nº 69 Página 9

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