Anais 
Realização 
ISSN 2176-4468 
21 
Agosto 
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9ºCongresso de Iniciação Científica Tecnológica e Artistica
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Ficha Catalográfica Elaborada ...
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Re...
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ORGANIZAÇÃO DO EVENTO 
Diretoria ...
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APRESENTAÇÃO 
A nona edição do...
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Programação 
 8h30 às 09h30 -...
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PREMIAÇÕES 
Área de Cultura e ...
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Menção honrosa: Indicadores bi...
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Índice 
Cultura e comportament...
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Geovisualização de dados para...
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Indicadores biofísicos: diagn...
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Cultura e 
Comportamento
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Comida de rua: uma visão higi...
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1. Introdução 
O termo “comid...
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As alíquotas de 50g de cada amost...
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formação de bolhas de gás, o que ...
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FONSECA, Marcelo Traldi; LEME, Mo...
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Análise de Figurino do Musica...
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Cirque du Soleil – por que é ...
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No Cirque du Soleil, eles além de...
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3. Metodologia 
A pesquisa fo...
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1 Zaldy Goco nasceu em Filipinas,...
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Para os gângters da música Smooth...
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5. Conclusões 
No documentári...
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SALLES, C. Gesto Inacabado - Proc...
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PROCESSO DE CRIAÇÃO 
O Rei Le...
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só ativava sua força, como também...
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Ele marca a época dos eventos, o ...
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La Motte (2010) destaca o papel d...
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Porém, os principais encontros sã...
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5. Desenhos preliminares 
6. ...
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Um processo de criação leva um te...
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Imagens do processo de O Rei ...
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5. Conclusões 
A criação de traje...
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LURIE, Alison. A linguagem das ro...
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O FACEBOOK COMO MEIO DE PESQU...
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Dessa forma, o objeto de estudo é...
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dessa pesquisa foram utilizadas a...
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informações sobre os potenciais c...
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FONSCECA, E. e HINERASKY, D. Moda...
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BRASIL SEM CARA 
Identidade b...
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A moda é um meio de comunicação p...
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informações, não só de moda, mas ...
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Segundo entrevista publicada pelo...
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6. Referências 
CUNHA, Kathia Cas...
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O Programa de Iniciação Científica do Centro Universitário realiza anualmente um Congresso para apresentar os projetos de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística desenvolvidos pelos alunos da Instituição.

Publicação Científica do Centro Universitário Senac - ISSN 2176-4468

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9º Congresso de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística 2014

  1. 1. Anais Realização ISSN 2176-4468 21 Agosto 20 14 9ºCongresso de Iniciação Científica Tecnológica e Artistica
  2. 2. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 2 Ficha Catalográfica Elaborada pela Biblioteca do Centro Universitário Senac C749a Congresso de Iniciação Científica do Centro Universitário Senac (9. : 2014: São Paulo, SP) Anais do IX Congresso de Iniciação Científica, Tecnologia e Artística do Centro Universitário Senac – IX CICTA / Centro Universitário Senac – São Paulo, 21 de agosto de 2014. ISSN: 2176-4468 1. Congresso: Pesquisas Cientificas 2. Iniciação Científica 3. Centro Universitário Senac I. Congresso de Iniciação Científica do Senac II. Anais CDD 001.42
  3. 3. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 3 CENTRO UNIVERSITÁRIO SENAC Reitor Sidney Zaganin Latorre DIRETORIA DE GRADUAÇÃO E PESQUISA Diretor Eduardo Mazzaferro Ehlers COORDENAÇÃO INSTITUCIONAL DE PESQUISA Coordenadora Luciana Mara Ribeiro Marino COORDENAÇÃO INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA Profª Emília Satoshi Miyamaru Seo COORDENAÇÃO DE INICIAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO E INOVAÇÃO Prof. Romero Tori COMITÊ INSTITUCIONAL DE PESQUISA Dr. Eduardo Mazzaferro Ehlers Prof. Dr. Donizetti Leonidas de Paiva Profa. Dra. Emília Satoshi Miyamaru Seo Dra. Luciana Mara Ribeiro Marino Profa. Dra. Maria Eduarda Araujo Guimarães Profa. Dra. Myrna de Arruda Nascimento Prof. Dr. Romero Tori
  4. 4. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac ORGANIZAÇÃO DO EVENTO Diretoria de Graduação e Pesquisa Coordenação Institucional de Pesquisa Coordenação Institucional de Iniciação Científica COMISSÃO EXECUTIVA DO EVENTO Adriana Morelato Anielly Martins Rosa Danielle Batista Alves Profa. Emilia Satoshi Miyamaru Seo Luciana Mara Ribeiro Marino Prof. Romero Tori Vinicius Cabral e Silva 4
  5. 5. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 5 APRESENTAÇÃO A nona edição do Congresso de Iniciação Científica, Tecnlógica e Artística do Centro Universitário Senac (IX CICTA), ocorrida no dia 21 de agosto de 2014, foi mais uma oportunidade para a comunidade Senac ter uma visão ampla e integrada das pesquisas e inovações germinadas a partir da produtiva integração entre graduação e pesquisa, ambientadas nos laboratórios, grupos e linhas de pesquisa, os quais, por sua vez, são fomentados pela instituição, por agências governamentais, com destaque para o CNPq, e por instituições parceiras. Agora, a partir da publicação destes Anais, todo esse rico conteúdo poderá ser compartilhado não apenas com nossa comunidade interna, mas com toda a sociedade. Na cerimônia de outorga aos novos bolsistas de iniciação científica, os alunos prestaram juramento e foram informados sobre o que significa ser pesquisador e como deve ser conduzido esse importante processo, o qual terão o privilégio de vivenciar. Os trabalhos dos alunos egressos foram apresentados oralmente, o que valorizou ainda mais as pesquisas apresentadas, contribuindo para o desenvolvimento das habilidades de preparação e apresentação de artigos científicos, e possibilitando que o público acompanhasse as argüições feitas aos alunos-pesquisadores pelos avaliadores externos e internos de iniciação científica. O IX CICTA apresentou um total de 79 trabalhos científicos desenvolvidos por graduandos dos cursos do Centro Universitário Senac no período de agosto de 2013 a julho de 2014. Após uma rigorosa avaliação, por parte dos avaliadores interno e externo, os 5 premiados foram anunciados no dia 25 de agosto de 2014. Os artigos resumidos encontram-se aqui publicados, nos quais o leitor poderá conferir a qualidade, atualidade e relevância das pesquisas desenvolvidas por esses futuros cientistas ou profissionais inovadores. Aproveitamos para agradecer ao CNPq, pela concessão de 14 bolsas PIBIC, 18 bolsas PIBITI e 4 bolsas Funttel aos nossos alunos, que aliadas ao apoio oferecido pelo Centro Universitário Senac, na forma de 74 bolsas institucionais, recursos humanos e infra-estrutura, contribuiu para o sucesso do programa de iniciação científica, cujo momento maior é representado por este evento. Parabenizamos a todos os alunos que apresentaram seus trabalhos, e respectivos professores-orientadores, e damos as boas-vindas aos ingressantes, os quais terão a desafiadora e motivadora missão de superar, na edição de 2015, a qualidade do conteúdo deste IX CICTA. Coordenação Institucional de Iniciação Científica
  6. 6. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 6 Programação  8h30 às 09h30 - Credenciamento e assinatura do termo de compromisso – Processo 2014- 2015  09h30 - Cerimônia de Abertura  09h45 às 10h05 - Cerimônia de outorga de alunos ingressantes  10h05 às 10h30 – Apresentação de alunos do Programa Ciência sem Fronteiras  10h30 às 11h30 – Apresentação: Ética e Cidadania na Pesquisa  13h às 17h – Sessões técnicas - Apresentações orais dos projetos de Iniciação Científica, Tecnológica e Artística - Processo 2013/2014.
  7. 7. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 7 PREMIAÇÕES Área de Cultura e Comportamento Trabalho premiado: Do Mutum à Ubatuba Aluna: Brunna Bulhões Miranda Pezzutti – Bacharelado em Fotografia Orientador: Prof. Fernando Luiz Fogliano Menção honrosa: Análise do processo criativo do figurino do Cirque du Soleil Aluna: Andréia Hiromi Toma – Bacharelado em Design de Moda - Estilismo Orientadora: Profa. Juliana Machado de Queiroz Área de Tecnologia Aplicada Trabalho premiado: Design de interação urbana como propósito de reflexão e visualização de nossas emoções na cidade Aluno: Gilmar Alves Magalhães Junior – Bacharelado em Design com linha de Formação Específica em Design Digital Orientadora: Profa. Polise Moreira De Marchi Menção honrosa: UrbX - Como os aplicativos mobiles estão potencializando a vida urbana Aluno: Rafael João da Silva – Bacharelado em Publicidade e Propaganda Orientador: Prof. Nelson José Urssi Área de Gestão, Internacionalização e Desenvolvimento Trabalho premiado: Internacionalização de Empresas: o modelo e Uppsala em uma PME de Tecnologia da Informação Aluno: Alexandre Kazuo Takamura – Bacharelado em Administração - Linha de Formação Específica em Administração de Empresas Orientador: Prof. Alexander Homenko Neto Menção honrosa: Modelos de apresentação de dados para tomada de decisões estratégicas por meio de técnicas de geovisualização Aluno: Henrique Caemes Lettieri Barjas – Bacharelado em Sistemas de Informação Orientadora: Profa. Cristiane Yayoko Ikenaga Área de Sustentabilidade Trabalho premiado: Mudanças Climáticas e Desastres Naturais: Análise Institucional e Governança Global Aluna: Kathleen Fernandes Vigar - Bacharelado em Relações Internacionais Orientadora: Profa. Silvia Ferreira Mac Dowell
  8. 8. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 8 Menção honrosa: Indicadores biofísicos: diagnóstico ambiental de uma trilha no Parque Municipal Alfredo Volpi em São Paulo, SP Aluna: Thais Torres de Oliveira – Engenharia Ambiental Orientador: Prof. Rubens Koloski Chagas Área de Comunicação, Arquitetura e Design Trabalho premiado: Forma e função nas casas de Peter Eisenman Aluno: Luis Paulo Hayashi Garcia – Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo Orientadora: Profa. Valéria Cássia dos Santos Fialho Menção honrosa: Madeira laminada compensada e sua aplicação na arquitetura Aluna: Ludmila Cesário de Lima – Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo Orientador: Prof. Giorgio Giorgi Junior Menção honrosa: Criação de ilustrações para livro biográfico infantil com foco em desenvolvimento de personagens Aluna: Maria Stella de Oliveira Souza Braga – Bacharelado em Design com linha de Formação Específica em Comunicação Visual Orientadora: Profa. Dagmar Maria Gomes da Silva
  9. 9. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 9 Índice Cultura e comportamento Comida de rua: uma visão higiênico-sanitária desse hábito popular .................................................................... 13 Análise de figurino do musical - the immortal world tour do cirque du soleil .......................................................... 18 Processo de criação- o rei leão........................................................................................................................ 26 O facebook como meio de pesquisa e comunicação entre as empresas Produtoras de moda e o consumidor ............................................................................................................... 36 Brasil sem cara - identidade brasileira nos blogs de moda.................................................................................. 41 A iconográfica moda masculina do século xxi ................................................................................................... 46 A tendência do diy nas redes sociais ............................................................................................................... 51 A moda e as redes sociais - dos blogs ao facebook ........................................................................................... 55 Avaliação da qualidade higienicossanitario e físico-química de polpas de açai (euterpe oleracea mart.) Comercializadas no município de campos do jordão, sp.................................................. 60 As representações alegóricas da ditadura militar no cinema paulistano da década de 1970 .................................... 67 O uso do corpo feminino – submissão, trabalho e feminismo em bebel, garota propagada ..................................... 73 O operário no cinema paulistano sob o regime militar ....................................................................................... 78 Cultura material e dedign - observatorio de mudanças – projetos piloto de classificaçao, organizaçao e catalogação . 83 Imagem e interatividade ................................................................................................................................ 87 Cultura pré-fotográfica do autorretrato ............................................................................................................ 93 Fotografia e interatividade ............................................................................................................................. 100 Telenovela e a representação da vida urbana nos anos 70: são paulo e rio, O grito e selva de pedra ................................................................................................................................ 103 Andrea tonacci: alegorias do cinema nos anos de chumbo .................................................................................. 107 Tecnologia aplicada Mundo narrat ivo: a narratividade em ambientes t ridimensionais .......................................................................... 113 O estado de imersão pela perspectiva cognitiva de experiência .......................................................................... 129 Interfaces gestuais para manipulação direta .................................................................................................... 133 Interfaces ubíquas sob a perspectiva do design de interação .............................................................................. 137 Urbx – como os aplicativos mobiles estão potencializando a vida urbana .............................................................. 142 Design emocional urbano: uma investigação da cidade como mediadora de emoções ............................................ 151 Paradigma holográfico e a programação de simulações de interfaces Interativas: um estudo de métodos e técnicas de leitura do livro físico ................................................................ 167 Tecnologias de interação que potencializam interfaces analógicas ....................................................................... 172 Capacidades interativas dos dispositivos de leitura de livros digitais .................................................................... 177 Introdução ao processamento de imagens focando no reconhecimento Facial como interação homem-computador ...................................................................................................... 183 Semântica de redes para um mundo complexo ................................................................................................. 189 Multimídia e educação: ferramentas para aprendizagem .................................................................................... 198 Arte e tecnologia no aprendizado .................................................................................................................... 209 Gestão, internacionalização e desenvolvimento Atores institucionais para a inovação: uma análise a partir da trajetória do centro de inovação da microsoft mic-senac .................................................................................................................... 214
  10. 10. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 10 Geovisualização de dados para tomada de decisões que utilizam informações geográficas ..................................... 225 A realidade operacional dos resorts brasileiros ................................................................................................. 230 Interface digital de um modelo de visualização de dados ................................................................................... 235 Geovisualização de dados para tomada de decisões que utilizam informações geográficas ..................................... 240 A participação dos alunos de graduação no conexões senac ............................................................................... 246 Internacionalização de empresas: o modelo de uppsala em uma empresa de tecnologia da informação ................... 252 A internacionalização na indústria criativa: estudo de caso de um empreendedor individual na cidade de são Paulo .. 257 A internacionalização de pequenas e médias empresas brasileiras: buscando formas de reduzir barreiras e desburocratizar o processo de exportação ............................................................................. 272 O potencial de emanciapação dos coletivos artisticos-culturais ........................................................................... 289 Movimento hip-hop: influência norte-americana ou identidade artístico-cultural ................................................... 296 Sustentabilidade A eficácia de antioxidantes de origens natural e sintética na prevenção e tratamento do envelhecimento cutâneo .... 302 Estudo do método para a avaliação da qualidade nutricional dos pratos feitos (pfs) consumidos no município de são paulo ............................................................................................................ 311 O facebook® como ferramenta de educação nutricional .................................................................................... 316 Nutricosméticos – legislação nacional e internacional ........................................................................................ 321 Programa de educação alimentar e nutricional para participantes de atividades físicas de baixo impacto com ênfase na adequação alimentar no antes, durante e após o treino ........................................... 327 Estudo sobre a influencia nutricional na prevenção/tratamento da osteoporose .................................................... 332 Cinética de oxigenação do material orgânico de esgoto proveniente do campus senac santo amaro ........................ 338 Geoindicadores de mudanças aceleradas no assentamento rural de biritiba-mirim-sp ............................................ 334 Água nos mananciais metropolitanos- represa do Guarapiranga ......................................................................... 349 Geoindicadores de mudanças aceleradas no meio ambiente - mudanças ambientais aceleradas causadas pelo uso de agrotóxicos no cultivo de hortaliças no município de biritiba mirim ....................................... 356 Indicadores de sustentabilidade da produção de água nos mananciais metropolitanos ........................................... 362 Análise dos processos geomorfológicos, através de geoindicadores, da bacia hidrográfica do ribeirão itapiru, taubaté ................................................................................................................................. 368 Ferramentas para prevenção e controle de desastres baseadas em risco estudo de caso no córrego maria paula – sp .................................................................................................... 376 Construção e alimentação dos bancos de dados do sistema integrado de informações da rede técnica de resíduos sólidos ..................................................................................................................... 381 Identificação de aspectos e impactos ambientais associados aos processos de destinação de resíduos sólidos urbanos: contribuição para estabelecimento do perfil de desempenho ambiental por meio da técnica de avaliação de ciclo de vida .................................................................................................................................................................. 395 Levantamento dos agentes sociais operadores de pequena geraçâo de resíduos da construção civil e dos grandes geradores , do município de são josé dos campos/sp ........................................................................................ 405 Avaliação de ciclo de vida: análise comparativa do desempenho ambiental de processos de destinação de resíduos sólidos urbanos com reaproveitamento energético ........................................................... 424 Identificação e caracterização de microalgas cultivadas em efluente para geração de biomassa .............................. 431 Quantificação da biomassa arbórea em áreas de restauração no centro de experimentos florestais sos mata atlântica no município de itu – sp ........................................................................................ 440
  11. 11. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 11 Indicadores biofísicos: diagnóstico ambiental de uma trilha no parque municipal alfredo volpi em são paulo, sp ....... 448 Biomonitoramento da qualidade do ar na ciclovia da marginal pinheiros .............................................................. 454 Áreas de risco no município de são paulo: análise institucional e governança local ................................................ 462 Pensar global e agir local: as diretrizes globais para a redução do risco de desastres e a cidade de são Paulo .......... 467 Instrumentos para adaptação às mudanças climáticas no setor privado ............................................................... 473 Comunicação, arquitetura e design Comunicação midiática e busca por reconhecimento na militância em rede do movimento direito para quem ........... 479 Criação de ilustrações para livro biográfico infantil com foco em desenvolvimento de personagens ......................... 484 Estudo de infográfico inclusivo na comunicação social ....................................................................................... 495 Mobiliário em madeira compensada ................................................................................................................ 500 Treliças tetraédricas ...................................................................................................................................... 505 Madeira laminada compensada e sua aplicação na arquitetura ........................................................................... 511 Parque dom pedro ii - seu papel na cidade de são Paulo .................................................................................... 516 Jardim américa - a importancia do primeiro bairro-jardim de são paulo como referência para a cidade .................... 546 Plano de avenidas prestes maia: o sistema y ................................................................................................... 560 Reurbanização do cantinho do céu: desenvolvimento social, modelando outras comunidades ................................. 566 Avenida paulista - desenho urbano, densidade e experimentações projetuais ....................................................... 572 le corbusier: relações entre as obras arquitetônicas e de design do arquiteto e suas observações da natureza ......... 577 Joaquim tenreiro – o processo de modernização do móvel brasileiro ................................................................... 583 Design brasileiro de móveis: cadeiras ............................................................................................................. 591 Tatlin e gabo - da experimentação à produção - entre a estrutura e a estética ..................................................... 596 Cadeira de rodas llcc compactável .................................................................................................................. 602 Representação da avenida são joão: uma avenida, quatro ritmos ....................................................................... 607 Rua augusta, são paulo: multiculturalismo e identidade .................................................................................... 623 Representação da cidade de são paulo no filme ensaio sobre a cegueira: distopia, não-cidade ou cidade global? ...... 628 Nuvem de cores na metrópole mais cinza do brasil ........................................................................................... 632 A produção do olhar - a urbanização da comunidade jardim edith ....................................................................... 637 Uso sustentável da madeira - aplicada no mobiliário ......................................................................................... 645 Formação do espaço público - um estudo projetual ........................................................................................... 650 Projeto cetenco - o estudo de sua volumetria ................................................................................................... 654 Edifício gazeta ánalise do seu impacto no tecido urbano consolidado ................................................................... 658 Aplicação de soluções projetuais observadas no conjunto nacional ...................................................................... 662 Análise do conceito e da influencia do centro cultural fiesp ................................................................................. 668 Forma e função no mobiliário de charles e ray eames........................................................................................ 672 Rios e cidades: a evoulção dos cursos d’água, a dinâmica da paisagem e sua relação com a sociedade. Um estudo através da bacia do tietê ............................................................................................................... 677 Forma e função nas casas de peter eisenman ................................................................................................... 683
  12. 12. 9ºCongresso de Iniciação Científica Tecnológica e Artistica Cultura e Comportamento
  13. 13. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 13 Comida de rua: uma visão higiênico-sanitária desse hábito popular Débora Preceliano de Oliveira1 Ingrid Schmidt-Hebbel Martens2 1Estudante do Curso de Bacharelado em Nutrição; Bolsista do CNPq; deborapreceliano@bol.com.br 2Professor do Centro Universitário Senac ingrid.shebbel@sp.senac.br Linha de Pesquisa: Cultura e Consumo Projeto: Comida de rua: uma visão higiênico-sanitária desse hábito popular Resumo O termo “comida de rua” é definido como alimentos e/ou bebidas comercializados em vias e demais localidades públicas, destinados ao consumo imediato ou posterior, porém sem processamento ou etapa adicional. Ao longo dos tempos, a venda de alimentos de rua tem se configurado como uma atividade de importância social, econômica, sanitária e nutricional. As enfermidades transmitidas por alimentos são consideradas um problema de saúde pública. O presente trabalho tem como objetivo verificar a presença de coliformes fecais e da bactéria Escherichia coli nas amostras de alimentos coletadas em comércios ambulantes, localizados em vias públicas da zona sul da cidade de São Paulo. A pesquisa de coliformes fecais e E. coli nos alimentos fornece, com maior segurança, informações sobre as condições higiênicas do produto e melhor indicação da eventual presença de enteropatógenos. Palavras-chave: comida de rua, alimentos, saúde pública, Escherichia coli, enteropatógenos. Abstract The term "street food" is defined as food and/or beverages sold in streets and other public places, intended to be consumed immediately or, if later, without any further processing or additional step. Throughout the ages, selling street food has emerged as an activity of social, economic, health and nutritional importance. The food-borne diseases are considered a public health problem. This study aims to verify the presence of the bacterium Escherichia coli in cheese samples collected from street vendors, located on streets in São Paulo. The collection of data about fecal coliforms and E. coli in food supplies, with more accuracy, information about the hygienic conditions of the product and a better indication of the possible presence of enteropathogenic. Keywords: street food, food, public health, Escherichia coli, enteropathogenic
  14. 14. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 14 1. Introdução O termo “comida de rua” é definido como alimentos e/ou bebidas comercializados em vias e demais localidades públicas, destinados ao consumo imediato ou posterior, porém sem processamento ou etapa adicional (CARDOSO e col., 2009; FONSECA e col., 2012; SANTOS e col., 2012;). Nesse rol inclui-se, no Brasil, os pipoqueiros, os vendedores de cachorros-quentes, algodão doce, sorvetes e churrasco, que frequentam as ruas das cidades, mas também os campos de futebol, as quadras das escolas de samba e as festas religiosas (PERTILE, 2013). De acordo com Balbani e Bulgani (2001) o hábito cultural de se alimentar nas ruas é popular no mundo todo há muitos anos; em Portugal há barraquinhas de sardinha na brasa, na Índia a venda de chás é amplamente difundida, e até mesmo na França (berço da gastronomia) há a venda de crepes. No Brasil pode-se destacar o acarajé, comida típica baiana, que tem forte apelo turístico e cultural, para Pertile (2013) a viagem a determinado local não seria completa caso não houvesse a ingestão de um alimento típico como o acarajé, mesmo que esse seja, necessariamente, vendido e consumido na rua. A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), estima que 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo alimentam-se diariamente de produtos comercializados por vendedores ambulantes. Na América Latina, estudos revelam que 25 a 30% do gasto familiar nos grandes centros urbanos destinam-se ao consumo de comida de rua. No Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2003, o mercado de trabalho apresentou um aumento da informalidade em áreas urbanas, com a inserção de quase 14 milhões de pessoas no setor (CARDOSO e col., 2009; SANTOS e col., 2012). 2. Objetivo da pesquisa Verificar a qualidade higiênico-sanitária dos alimentos comercializados nas ruas de São Paulo. 2.1 Objetivos Específicos: Verificar a presença da bactéria Escherichia coli e coliformes fecais nas amostras de alimentos coletadas em comércios ambulantes, localizados em vias públicas da cidade de São Paulo. 3. Metodologia Estudo do tipo observacional transversal, com duração de um ano, sendo que o período de coleta de amostras teve duração de 6 meses (de Janeiro 2014 à Junho de 2014). As amostras foram coletadas na zona sul da cidade de São Paulo e mantidas sob refrigeração durante o período de (24 a 48 horas) até a sua análise no Centro Universitário Senac – Campus Santo Amaro.
  15. 15. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac As alíquotas de 50g de cada amostra de alimento foram assepticamente pesadas em ambiente estéril e homogeneizadas com 450 ml de água peptonada 0,1%. Para a homogeneização foi utilizado um liquidificador de aço inoxidável. As diluições decimais a partir da diluição 10-1 foram preparadas em erlenmeyer contendo 9,0 ml de água peptonada 0,1% e 1,0 ml da amostra. Utilizaram-se as diluições: 10-1, 10-² e 10-³ para plaqueamento, com alíquotas de 1,0 ml das diferentes diluições dos alimentos, em Placas PetrifilmTM EC, seguindo as instruções do fabricante. Após incubação das placas a 35ºC por 24 e 48h, realizou-se a contagem manual de colônias azuis e vermelhas, referentes à E. coli e coliformes totais, respectivamente. Os testes foram realizados em duplicata, o resultado foi expresso em unidade formadora de colônia por grama (UFC/g), utilizando-se a média aritmética entre as duplicatas. Depois da apuração do resultado comparou-se o mesmo com valores de referência da Legislação RDC nº 12, de 02 de janeiro de 2001 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No trabalho não foram divulgados dados como: imagem, nome, localização exata, bem como quaisquer informações que possam comprometer a integridade do comerciante e/ou de seu produto. 15 4. Resultados e discussão A Tabela 1 apresenta o número de amostras positivas das 19 amostras de alimentos analisadas quanto à presença de coliformes totais a 45°C e Escherichia coli. Tabela 1 - Avaliação de Coliformes totais à 45°C e E. coli nas amostras de queijo coalho. Amostras Nº total de amostras analisadas Nº de amostras positivas para Coliformes totais Nº de amostras positivas para Escherichia coli Queijo coalho 19 18 1 Resultado expresso em UFC/g. Fonte: a autora. Das 19 amostras, 94,7% (18 amostras) apresentaram coliformes totais acima do limite permitido pela Legislação RDC nº 12, de 02 de janeiro de 2001 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que determina como valor máximo 5x10². A única amostra aprovada apresentou o valor médio de 3,5 x10¹ na diluição 10-1 e não apresentou coliformes fecais nas demais diluições. Em onze amostras ocorreram variações na coloração das placas as quais ficaram da cor roxa- azulada, o que de acordo com o fabricante das placas significa altas concentrações de E. coli. Em outro caso a placa ficou amarelada, o que representa altos números de organismos não coliformes, tais como Pseudomonas. Destaca-se também que em 100% das amostras houve a
  16. 16. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac formação de bolhas de gás, o que de acordo com o fabricante das placas significa a presença de outro tipo de bactéria. Segundo Balbani e Butugan (2001) leite e derivados merecem atenção dos responsáveis pela fiscalização sanitária, pois as infecções podem resultar da ingestão do leite in natura contaminado por bactérias ou pode haver contaminação posterior (durante o transporte até as usinas de pasteurização, no entreposto após a pasteurização ou durante a manipulação pelo próprio consumidor). As condições estruturais do comércio de rua são desfavoráveis, principalmente no que diz respeito à realização dos processos de higienização, conservação e acondicionamento dos alimentos, configurando condições impróprias de trabalho. Os resultados reforçam a afirmação, contudo destaca-se que há maneiras de minimizar a contaminação microbiológica e ressalta-se a importância da fiscalização a fim de verificar se houve melhorias e principalmente proteger a saúde dos indivíduos mais vulneráveis. 16 5. Conclusões A comida de rua tem múltiplos significados, para os ambulantes é um trabalho e consequentemente uma fonte de renda, para os clientes torna-se um meio de suprir suas necessidades principalmente em relação ao custo e tempo. Considera-se ainda o significado social e gastronômico que a comida de rua exerce, por estabelecer-se em locais democráticos, de fácil acesso e ainda oferecerem grande diversidade pratos. Em relação aos aspectos higiênico-sanitários, há um grande questionamento, reforçado por dados de estudos microbiológicos. O presente estudo confirmou que a qualidade do queijo coalho vendido e consumido nas ruas da zona sul de São Paulo está aquém do permitido em legislação, colocando em risco à saúde dos consumidores, principalmente pela presença da bactéria Escherichia coli em algumas amostras. 6. Referências AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA (Anvisa). Resolução RDC nº 12, de 02 de janeiro de 2001. Disponível em: <http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/a47bab8047458b909541d53fbc4c6735/RDC_1 2_2001.pdf?MOD=AJPERES > Acesso em: 05 maio 2014. BALBANI, A.P.S.; BUTUGAN, O. Contaminação biológica de alimentos. Disponível em: <http://pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/541.pdf > Acesso em: 6 maio 2014. CARDOSO, R. C. V. e col. Comida de rua e intervenção: estratégias e propostas para o mundo em desenvolvimento. Ciênc. saúde coletiva. V. 14 n.4. Rio de Janeiro: Jul./Aug; 2009. Disponível em: < http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413- 81232009000400027 > Acesso em: 30 abr 2014.
  17. 17. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac FONSECA, Marcelo Traldi; LEME, Monica Bueno; KULCSAR, João; PREGNOLATO, João. Comida de rua na cidade de São Paulo, uma questão de identidade. São Paulo: SENAC, 2012. PERTILE, KRISCIÊ. Comida de rua: relações históricas e conceituais. Revista Rosa dos Ventos, 5(2), p. 301-310, abril-jun, 2013. SANTOS, V. A. e col. PERFIL DOS CONSUMIDORES DE ALIMENTOS DE RUA. Revista Baiana de Saúde Pública. v.36, n.3, p.777-791. jul./set. 2012. Disponível em: < http://files.bvs.br/upload/S/0100-0233/2012/v36n3/a3468.pdf > Acesso em: 02 maio 2014. SILVA, M.P; CAVALLI, D.R; OLIVEIRA, T.C.R.M. Avaliação do padrão coliformes a 45ºC e comparação da eficiência das técnicas dos tubos múltiplos e Petrifilm EC na detecção de coliformes totais e Escherichia coli em alimentos. Ciênc. Tecnol. Aliment. v.26 n.2 Campinas April/June 2006. Disponível em: < http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-20612006000200018 > Acesso em: 06 maio 2014. 17
  18. 18. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 18 Análise de Figurino do Musical The Immortal World Tour do Cirque du Soleil Andréia Hiromi Toma1 Juliana Machado de Queiroz2 1Estudante do Curso de Bacharelado em Design de Moda - Estilismo; Bolsista do Senac toma.hiromi@gmail.com 2Professor do Centro Universitário Senac; juliana.mqueiroz@sp.senac.br Linha de Pesquisa: Cultura e Comportamento Projeto: Análise do processo criativo do figurino do Cirque du Soleil Resumo Palavras-chave: figurino, cirque du soleil, michael jackson, processo de criação Abstract Keywords: costumes, cirque du soleil, michael jackson, process of creating 1. Introdução História do Circo O circo é o espetáculo mais antigo do mundo como a arte da destreza corporal, sendo encontrado nos cinco continentes. Veio da união da dança, da palavra e da música, alternando e até misturando o cômico com o dramático. A apresentação circular e a constante comunicação com o público se manteve. (B. Seibel) No Ocidente, o primeiro registro encontrado foi a pintura nas grutas de Beni-Hassam pelos egípcios há 3.500 anos a.C., representando malabarista com três bolas. E também equilibristas e acrobatas no cabalo em Tebas e Mênfis. (B. Seibel) No Oriente, o primeiro registro foi na China há cinco mil anos numa gravura, a qual aparecem acrobatas, equilibristas e contorcionistas. (A. Victor e J. Lins) História do Cirque du Soleil A ideia veio no início nos anos 80 na vila Baie-Saint-Paul na cidade de Quebec, Canadá, pelo Gilles Ste-Croix como Les Échassiers de Baie-Saint-Paul. Assim, Guy Laliberté, um dos apresentadores, fundou o Cirque du Soleil em 1984 após convencer o governo de Quebec em seu 450º aniversário que precisava renascer as festividades da cidade, fazendo uma turnê do Cirque du Soleil com o patrocínio do próprio governo. (History, Cirque du Soleil)
  19. 19. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 19 Cirque du Soleil – por que é tão especial e diferente? O Cirque du Soleil conseguiu realizar o que muitas empresas no ramo de arte procuram, ser referência. O segredo de tanto sucesso perante os outros circos foi fazer a junção de estratégia de negócio e inovação, não restringindo o último nas artes mas ampliando para toda a cadeia, desde a criação do tema do espetáculo até áreas administrativas. Para isso, eles tinham um ambiente capaz de estimular a criatividade, “o qual cada superfície plana estava coberta de artes de todos os tipos – de pinturas a relevos e esculturas”. Usavam a estratégia de polinização cruzada, na qual todos os artistas e criadores deveriam se informar e internalizar todas as influências externas de “praticamente todas as áreas da atividade humana – pintura, cinema, música, o que fosse” – dando frescor e vitalidade ao Cirque. E, concomitantemente, prazos e objetivos rígidos, enfatizando o lugar como “uma empresa com fins lucrativos, com muitos dos problemas financeiros e relacionados à produção de qualquer empresa”. (John U. Bacon) Segundo Gary Hamel, consultor e professor de gerenciamento, não é possível ter longevidade da empresa se não houver “inovação contínua de gerenciamento”. E para ter destaque no mercado é necessário que a empresa saiba desenvolver suas “competências essenciais”, assim estará sempre à frente da concorrência e se protegendo de imitação (John Lipczynski). E o Cirque du Soleil se solidificou através da inovação, sendo atualmente uma empresa sem concorrentes. Como estratégias de criação: Através dos prazos e objetivos rígidos do Cirque du Soleil, eles acreditam que desta forma os limites estabelecidos os tornam mais criativos, por terem que solucionar problemas num espaço curto de tempo. Pois as ideias vêm do acaso e para que ideias aleatorias possam virar um número eles precisam de prazos para não perderem o foco. (John U. Bacon) Segundo Cecília Almeida Salles, em Gesto Inacabado, “a criação é um movimento que surge na confluência das ações da tendência e do acaso (Ostrower, 1990)”. É inevitável que o conflito entre essas ações aconteça e isso revitaliza o processo. E ela também comenta que os limites estimulam essa criação: “É somente pelos limites que se chega ao ilimitado; o ilimitado é que exige limites. A capacidade de estabelecer limites é a maior prova de liberdade – o artista é um livre criador de limites, do cumprimento ou da superação desses elementos. O artista é um criador de leis, um livre criador de leis infinitas (Accioly, 1977)”. O acaso “construído”, que Cecília Almeida Salles cita como “situação propícia para a intervenção do elemento externo”, sendo uma “espera pelo inesperado”, veio no Cirque na criação de uma trilha sonora que deveria ter o tema da vida urbana e decidiu imaginar como seria se estivesse atravessando as ruas de Nova York, o que estaria ouvindo. E então, conseguiu passar em sua música a vida urbana de uma cidade cosmopolita.
  20. 20. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac No Cirque du Soleil, eles além de usarem a estratégia de recrutamento selecionando pessoas técnicas e que tenham uma sensibilidade artística é preciso também que os selecionados tenham coragem, porque acreditam que a criatividade está diretamente relacionada com coragem, estando dispostos a correr riscos, a sempre experimentar coisas novas e poder compartilhar essas experiências com os demais. Porque o medo os retêm e os impedem de atingir seus objetivos. (John U. Bacon) Como “fonte de energia artística” eles viajam para se inspirarem e vivenciarem coisas novas. Para o espetáculo de “O” que foi o primeiro show aquático deles, a figurinista havia viajado até Veneza para ver como os ciclos de vida poderiam ser refletidos na água e desta forma, tornou-se o tema central do show. (John U. Bacon) Para o os encarregados do figurino, eles não entendem que são estilistas, mas também precisam de muita criatividade pelos vários limites que as outras áreas exigem, como por exemplo no “O”: “O técnico queria um tecido que ficasse bem solto, mesmo molhado; o diretor queria uma roupa que parecesse uma zebra e outra que lembrasse uma lua”. Eles traduzem essas exigências de forma que possam entregar mais do que estavam esperando e para isso, pesquisavam novos materiais, novas técnicas, novos corantes, novas maquiagens, etc, tudo levando-se em conta o fator limitante água. Primeiro, eles precisam resolver um problema e, depois, transformarem em algo belo para que seja especial. (John U. Bacon) No “O” precisavam de uma estrutura metálica suspensa de aproximadamente vinte metros de altura, a qual os artistas pudessem se balançar e saltar. Usaram quinze tipos de metais que fossem fortes e leves. E ao final, tiveram a ideia dessa estrutura ter a forma de um barco. (John U. Bacon). Como em Gesto Inacabado, “Em alguns casos, o processo criativo provoca modificações na matéria escolhida, fazendo com que esta ganhe artisticidade.” No processo criativo no Cirque du Soleil dos figurinos e do cenário, conforme exemplos citados, pode-se perceber a forte ligação entre função e estética. E isso será abordado no figurino do espetáculo The Immortal World Tour, uma homenagem que o Cirque du Soleil realizou ao Michael Jackson. Foi escolhido essa apresentação, pela complexidade e desafio em retratar, fazendo uma releitura sem perder a identidade do Cirque du Soleil, um ícone que possui uma imagem marcante de figurino, o qual era feito pelo Michael Bush e Dennis Tompkins, co-criadores das roupas conhecidas mundialmente de Michael Jackson. 20 2. Objeto da pesquisa Mostrar como se desenvolve o processo criativo dentro do Cirque du Soleil para qualquer espetáculo que realizam, quais foram as inspirações para criação do figurino e como a partir das limitações e adaptações que enfrentaram no The Immortal World Tour, encontrar soluções para construir um figurino que não impedissem os movimentos dos acrobatas e dançarinos. E a partir disso, poder mostrar a importância do figurino na composição do espetáculo.
  21. 21. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 21 3. Metodologia A pesquisa foi realizada por meio de livros sobre assuntos relacionados aos processos de criação e criatividade, circo, figurinos e vídeos como a apresentação de The Immortal World Tour, o documentário sobre o musical e entrevistas realizadas por jornais. 4. Resultados e discussão Figurino – The Immortal World Tour Segundo o director do musical, toda a criação foi baseada em como o próprio Michael Jackson pensaria se ele estivesse dirigindo e criando todo o musical. Que deveria ser, portanto, mágico, alegre e que surpreendesse o público, sempre desafiando e indo além dos limites, características essas muito semelhantes à cultura do Cirque du Soleil. Para que o público viva e sinta seu espírito, sua voz, sua magia e suas crenças, definitivamente como forma de lembrá-lo (Jamie King). O responsável pelo figurino é Zaldy Goco1, que veste celebridades para suas performances em shows e ele trouxe a experiência para o Cirque de poder oferecer um figurino que facilite os movimentos e dê conforto para o acrobata ou dançarino. Segundo ele, havia muitos elementos de inspiração para criar o figurino, pois Michael Jackson foi um dos únicos cantores que relacionou uma peça de roupa icônica com uma música icônica, como a jaqueta de couro vermelha usada em Thriller, a luva branca usada na mão direita em Black or White e a luva de strass branca em Billie Jean. Portanto, ele não poderia fugir desses elementos principais, porém deveria surpreender o público também, além de aliar com as características do Cirque. Michael Bush2 diz que o que representava o figurino do Michael Jackson era a jaqueta militar, o metal, brilho e a camiseta branca. Elementos presentes no musical. Há mais de 250 figurinos e mais de 1.200 peças como acessórios (dentre eles aproximadamente 250 sapatos e 150 chapéus). Mais de 90 peças em 3 diferentes atos são feitas com a tecnologia da luz de LED, que Zaldy Goco trouxe do show This Is It3, o qual foi responsável pelo figurino também. A tecnologia a torna possível a mudança da cor da luz e de sua intensidade a cada movimento realizado pelo dançarino, abaixo imagens da apresentação a cada movimento realizado pelo dançarino, abaixo imagens da apresentação de Billie Jean do espetáculo The Immortal World Tour:
  22. 22. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 1 Zaldy Goco nasceu em Filipinas, estudou na Parsons em Los Angeles e na FIT em Nova York. Desde 2001 criou figurinos para artistas icônicos da música e em 2009 foi responsável pelo figurino da apresentação de Michael Jackson This Is It. Hoje é considerado um dos maiores estilistas em Nova York. 2 Michael Bush trabalhou para Michael Jackson por 25 anos criando umas das roupas mais originais e imortais usadas por um cantor. Tem experiência em construção de figurino de teatro e dança. 3 This Is It era o show planejado para o retorno de Michael Jackson e estaria para acontecer em 2009 e terminar em 2010, porém o projeto ficou incabado com a morte do cantor. No espetáculo The Immortal World Tour na música They don’t care about us, o figurino dos soldados possui aparência metálica e conforme os movimentos são realizados é possível perceber que o material é leve para que o dançarino possa realizar a dança mais facilmente. O material usado é transfer com superfície metalizada sobre uma estrutura de poliéster com estofamento. O figurino total é dividido em várias partes onde há espaço entre as articulações para que não impeça os movimentos. Essas partes se encaixam na peça de baixo que cobre todo o corpo do dançarino e possui a mesma aparência da forma estruturada de cima, porém aderente ao corpo e mais maleável como um colan, dando um aspecto de continuidade entre as peças e maior movimento ao dançarino. 22
  23. 23. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac Para os gângters da música Smooth Criminal, Zaldy Goco queria mostrar que os personagens carregavam armas e para que não dificultasse a performance, ele simulou as armas como a imagem abaixo costurando o formato dela no bolso, como se o gângster a carregasse ali e outra solução foi colocar parte da arma costurada junto às luvas. Os acrobatas representavam a magia e o “conto de fadas” que Michael Jackson amava. A magia para ele não era os artifícios usados em cena ou ilusionismo, era o próprio mundo e sua natureza, pois a sensação de encanto ao presenciar cada milagre trazida pela natureza preenche o coração das pessoas, trazendo jovialidade à vida. Ele acreditava ainda que as pessoas podiam criar milagres na vida cotidiana. E através da sua música, sua dança e suas palavras, Michael Jackson criou seus milagres e levou sua magia ao mundo. E essa magia também está presente no que o Cirque du Soleil apresenta, sendo evidente em seu recrutamento em não buscar ginastas, mas artistas que possam levar emoção e comover, provocando respostas mais pesssoais do público. 23
  24. 24. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 24 5. Conclusões No documentário sobre o espetáculo The Immortal World Tour – Documentary, mostra o coreógrafo Travis Payne4 acompanhando o desenvolvimento e resultado do figurino da música Billy Jean, o que demonstra o envolvimento de responsáveis de outras áreas, como coreógrafos de dança, designers de performances acrobáticas, coreógrafos acrobáticos e designer de maquiagem, mostrando a importância do figurino para o espetáculo como um todo. O diretor de The Immortal World Tour Jamie King diz que Michael Jackson liderou as pessoas em uma jornada através de suas letras, sua poesia, seu visual, seus movimentos e claro, através da forma como vestia. O fato de muitos dos envolvidos na criação do musical terem trabalhado diretamente com Michael Jackson facilitou e enriqueceu o trabalho para entregar um momento ao público que fosse o mais próximo possível do que foi o Michael Jackson e como era seu mundo. O figurinista Zaldy Goco era um dos que já havia trabalhado com ele e levou sua experiência, referências de alguém que conhecia o astro e dessa forma a criação não refletiu somente os momentos da carreira do Michael Jackson como de sua vida pessoal também. O figurino de Billie Jean com LED foi aceito com ânimo pelo próprio astro, que o experimentou para apresentação em This Is It, dizendo que aquilo era tudo o que ele sempre quis numa performance. O figurinista não quis reinventá-lo, como a produção exigia, mas destacar a imagem icônica do astro através de novas técnicas, materiais e tecnologias que Michael Jackson nunca havia experimentado. Segundo Zaldy Goco, Michael estava sempre atento aos detalhes dos figurinos e sempre dando sua opinião. Essa experiência trouxe para o The Immortal World Tour o que o astro gostaria de mostrar ao público, não sendo apenas um tributo a ele, mas também com a colaboração dele próprio através desses detalhes colhidos em This Is It. E Zaldy Goco, assim como o Cirque du Soleil, acredita que não há problemas que não possam ser resolvidos, mas podem virar oportunidades para inovação. E com as limitações que o Zaldy Goco tinha como no figurino dos soldados, mostrou a criatividade em solucionar o problema dos movimentos sem perder a estética e a forma que deveria ter. 6. Referências LIPCZYNSKI, J. Negócios. Coleção Pequeno Livro das Grandes Ideias. Tradução de Silvio F. Antunha. São Paulo: 2009, Editora Ciranda Cultural BACON, J. Cirque du Soleil - A Reinvenção do Espetáculo. Tradução de Cristiana Serra. 4ª edição. Rio de Janeiro: 2006, Editora Campus/Elsevier. 4 Travis Payne é produtor, diretor e coreógrafo, duas vezes nomeado ao Emmy. O trabalho de Payne engloba alguns dos momentos visuais e musicais mais influentes da cultura pop contemporânea, criando para ícones do entretenimento mundial como Michael Jackson.
  25. 25. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac SALLES, C. Gesto Inacabado - Processo de Criação Artística. 3ª edição. São Paulo: 2004, Editora Annablume. 25 BOLOGNESI, M. Palhaços. São Paulo: 2003, Editora Unesp. PANTANO, A. A Personagem Palhaço. São Paulo: 2007, Editora Unesp. SEIBEL, B. Historia del Circo. 1ª edição. Buenos Aires: 2005, Ediciones del Sol. JACKSON, M. Dancing the Dream. 2ª edição. Nova York: 1992, Doubleday. Cirque du Soleil. Disponível em: <http://www.cirquedusoleil.com/>. Acesso em: 22 de março de 2014. The Sidney Morning Herald. Michael Jackson The Immortal World Tour. Disponível em: <http://www.smh.com.au>. Acesso em: 5 de maio de 2014. Michael Jackson The Immortal World Tour by Cirque du Soleil Documentary. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=cr0IypVXWvk>. Acesso em: 28 de maio de 2014. Cirque du Soleil. Michael Jackson The Immortal World Tour – Zaldy Goco on The Costumes – Cirque du Soleil. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=HtRKSox9CWI>. Acesso em: 5 de maio de 2014. Time. Marketing This Is It: How Sony Created a Global Event. Disponível em: <http://content.time.com/time/arts/article/0,8599,1932688,00.html>. Acesso em: 26 de junho de 2014. Dr. Wayne W. Dyer. Real Magic and Michael. Disponível em: <http://www.drwaynedyer.com/blog/real-magic-and-michael>. Acesso em: 26 de junho de 2014. Michael Jackson The Immortal World Tour by Cirque du Soleil. Press kit. Disponível em: <https://static01.cirquedusoleil.com/en/~/media/press/PDF/michael-jackson- tour/mjpress - kit.pdf>. Acesso em 26 de junho de 2014.
  26. 26. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 26 PROCESSO DE CRIAÇÃO O Rei Leão Larissa Isis Ferreira Queiroz aguiar1 Juliana Queiroz2 1Estudante do Curso de Design de Moda; Bolsista do Senac; Larissa_isis1@hotmail.com 2Professor do Centro Universitário Senac juliana.mqueiroz@sp.senac.br Linha de Pesquisa: Cultura e Comportamento Projeto: Análise do processo criativo do figurino do Rei Leão Resumo O presente trabalho tem como proposta discutir o processo de criação de trajes de cena e o papel do figurinista nesse processo. Como os figurinos podem contribuir para a cena e construção do personagem numa obra? Compara os diferentes processos e leva a um entendimento sobre a importância do figurino como elemento comunicador. Descreve as etapas da concepção de figurinos tradicionais e apresenta a proposta de criação de figurinos utilizada no musical O Rei Leão. Palavras-chave: Figurino; Processo de criação, Figurinista; Rei Leão. Abstract This paper aims to discuss the process of creating costumes and costume designer's role in this process. Describes the process of traditionally creating costumes and presents the proposal for the creation of costumes used in the The Lion King Musical. Discusses how the costumes may contribute to the construction of scene and character in a play and starts a comparison between the different processes leading to an understanding of the importance of costume as an communicator element. Keywords: Costume; Creation process; Costume designer. 1. Introdução “Desde os primórdios da encenação, o homem se veste para viver uma personagem. Nos rituais pré-históricos, ao usar as peles dos animais capturados e máscaras que representavam seus espíritos, o homem praticava um ato teatral. Ao endossá-los, ele não
  27. 27. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac só ativava sua força, como também, por um espaço de tempo, incorporava os próprios animais e passava a representá-los. Essa transformação só era possível por meio dessa vestimenta, que tinha poderes mágicos. Sem ela não havia transformação, não existia representação” (GHISLERI, 2001; LEITE, 2002). Dentro do conjunto do espetáculo, o figurino é essencial para o espectador à medida que complementa e guia a sua compreensão e, igualmente, capital para o ator, pois tem efeito semelhante ao da caracterização, considerada por alguns como um prolongamento do próprio vestuário (GIRARD, 1980). “É a máscara que esconde o indivíduo-ator. Protegido por ela, pode despir a alma até o último, o mais íntimo detalhe” (STANISLAVSKI, 27 1983, p.53). Com o objetivo de rever os métodos utilizados na construção da personagem cênica, questões específicas ao figurino, como funções e evolução histórica, são aqui investigadas em conjunto com o depoimento de profissionais da área sobre o seu trabalho. Figurinistas criam figurinos (ou trajes de cena). Figurinos complementam o personagem, colaboram no entendimento da trama e trabalham com o imaginário do receptor. O figurino é a “pele” do ator e é de grande importância o ator se sentir bem dentro do figurino de seu personagem e utilizar o traje para comunicar a essência do espetáculo. 2. Objeto da pesquisa 3. Metodologia Para a realização do projeto, livros Sobre processo de criação em geral e criatividade, voltado para diversas áreas, além de leituras mais especificas sobre a criação e execução de figurinos pesquisas sobre o teatro e musicais foram utilizados. Pesquisas sobre o filme (O Rei Leão), peça, autor, diretores e atores. Reportagens e entrevistas com equipe criativa da peça. 4. Resultados e discussão O figurino, quando incorporado pelo ator, é eficiente, está bem resolvido, ele se encaixa nas características do personagem e foi elaborado corretamente ornando com o resto da obra (cenário, maquiagens, textos, etc). Um figurino equivocado uma roupa mal feita ou fora das características exigidas pelo autor da peça, pode arruinar uma interpretação e, consequentemente, uma trama. La Motte afirma que o figurino, além de um elemento comunicador, é um elemento comportamental absolutamente indispensável para os atores. Certos símbolos são mais do que fundamentais para o reconhecimento dos personagens. O figurino é para alguns atores como algo sagrado, como uma veste usada num ritual ou numa cerimônia religiosa.
  28. 28. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac Ele marca a época dos eventos, o status, a profissão, a idade do personagem, sua 28 personalidade e sua visão do mundo. Plasticamente, o figurino de uma obra obedece, quase sempre, a conceitos estéticos propostos pelo diretor do filme, peça, novela, ópera, etc. Algumas vezes a direção pode solicitar a reprodução de uma pintura ou algo similar. O simbolismo é a raiz da criação dos figurinos, que se tornam metáforas da personalidade de seus personagens, sendo que as roupas refletem suas ações e condições, mesmo aquelas que atuam como pano de fundo e que estabelecem um mundo povoado pelos personagens principais (La Motte, 2010). Normalmente, o figurinista é o responsável por esse elemento comunicador. Figurinistas trabalham a partir de um roteiro para vestir personagens que são interpretados por atores. Para existir o figurino é necessária a existência de uma história, sendo que os figurinistas atuam no mundo da ficção. O Figurinista tem que conhecer a fundo a história do personagem, pois o figurino tem que revelar a época em que se passa a trama, o perfil psicológico do personagem e sua posição dentro da estória. Alem de conhecimentos específicos sobre a obra: o local onde são filmadas as cenas, o tipo físico dos atores e as orientações de luz e cor feitas pelo diretor da obra (BATISTTI, 2009). Os figurinistas devem ter formação cultural ampla e um grande sentido de observação, ver e contemplar as coisas a sua volta, como as pessoas nas ruas, as tribos urbanas com suas diferentes formas de comportamento, os mendigos, os idosos, enfim, tudo que acontece ao seu redor pode ser útil, isto se chama trabalho de observação. Para este profissional é importante beber de todas as fontes de aprendizado: filmes de época, peças teatrais, espetáculos de dança, concertos musicais, livros e exposições de arte. Tudo pode ser inspiração ou referência. A pesquisa é fundamental para os figurinistas e para o processo de criação dos trajes de cena, seja num roteiro de época ou num roteiro contemporâneo. Faz parte da metodologia do trabalho do figurinista um amplo tipo de pesquisas: pesquisa histórica, de campo (quando possível), de hábitos, comportamental, de costumes, de gestos, cultural, de cores, de materiais, de moda e orçamentária. Somente a partir destas diretrizes, o figurinista começa a busca de referências para a criação do figurino. Em linhas gerais, a pesquisa de imagens feita em livros, internet, revistas, álbuns de fotografias, capas de discos, fotos de pessoas nas ruas, e outras possibilidades, é uma das primeiras etapas do trabalho do figurinista, seguida de croquis, estudo das cores, pesquisa de tecidos, materiais, roupas prontas, acessórios, enfim tudo o que envolve a vestimenta.
  29. 29. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac La Motte (2010) destaca o papel do figurinista (designer), não apenas durante o processo de criação do figurino, mas também durante a produção (de um musical, neste caso), desenvolvendo atividades como: alterar o visual de um personagem, se necessário, manter a integridade do visual do filme, tomar decisões para o próximo dia de filmagem, manter-se a par das mudanças do roteiro e tomar as medidas, relativas ao figurino, decorrentes dessas mudanças, estabelecer o visual do extras, entre outras. 29 O processo tradicional de criação do figurino A criação do figurino é um processo artístico, onde arte e design, e seus diversos aspectos, se reúnem para produzir um elemento comunicador. Valese (2003) trata desse aspecto, discutindo o processo de criação em expressão tridimensional: Pensar a arte e o design é pensar, também, nas transformações, nos processos, na recepção e nas interpretações possíveis, a partir do seu caráter de comunicabilidade. O processo de criação de figurino se enquadra nessa categoria de elementos tridimensionais, onde, a criatividade, a escolha dos materiais e o uso de processos adequados, irão sofrer alterações no percurso do processo de criação. Parte-se de referências visuais e bagagem cultural, mas acrescenta-se o uso de novas tecnologias. Nesse processo, a importância está não apenas no criar, mas no transmitir o que se pretende, fazendo com que o público perceba, ainda que de forma intuitiva, a mensagem ou os signos que estão representados no figurino. Desta forma, o processo de criação do figurino segue, na maior parte das vezes, uma série de etapas que, apesar de não formar um roteiro rígido, pressupõe uma sequência similar básica, apresentada por diversos autores. A proposta de criação de figurino de Ingham e Covey (1992), que destaca a criação de figurino para teatro, parte da leitura do texto. A primeira leitura é feita para se entender o enredo, compreendendo do que se trata e o que acontece com os personagens. Nesse momento é importante que o figurinista sinta sua própria resposta ao texto e, a partir daí, faça leituras adicionais, se necessário. Após a(s) leitura(s) a análise é iniciada. Nos casos onde o texto é o elemento central para a composição do figurino, o figurinista deve identificar os principais elementos de limitações e possibilidades para os personagens. Porém, para muitos figurinistas, conforme as autoras, apenas algumas anotações sobre o texto são necessárias, uma vez que as discussões com o diretor são suficientes para estabelecer os aspectos base do figurino. É o momento de se encontrar com o diretor e iniciar as discussões de ordem prática e estética, que permitirão estabelecer as características gerais do figurino a ser produzido, bem como os detalhes das peças utilizadas pelos personagens em cada uma das cenas. É bom lembrar que, na prática, as discussões com o diretor ocorrem diversas vezes, já que essas interações visam alinhar o trabalho do figurinista com a visão do diretor.
  30. 30. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac Porém, os principais encontros são pré-determinados. A partir daí, o figurinista inicia a pesquisa do figurino. Na verdade, esta pesquisa já foi iniciada a partir da leitura do texto, mesmo que na base de conhecimento própria do figurinista, ou seja, sua memória. No caso de figurinos históricos, as autoras destacam a importância do aspecto espaço-temporal, para caracterização dos trajes. Mas, mesmo em caso de figurinos não realistas, pode ser necessária uma busca sobre o vestuário histórico, que servirá de base para sua criação. As autoras propõem a criação de uma ficha com as características do ambiente onde a estória se passa, bem como as características básicas do vestuário da época, sugerindo sua pesquisa em bibliotecas públicas, de universidade, livros, periódicos, revistas, jornais, fotos, quadros, vídeos, museus, bem como outros locais de acesso. Tendo estabelecido as características básicas do figurino, o figurinista parte para os desenhos preliminares e a paleta de cores. As autoras sugerem que, com o objetivo de comunicar suas ideias ao diretor, os figurinistas devem produzir desenhos com proporções precisas e nível de detalhamento apropriado, sugerindo, nos desenhos, a necessidade e as características de padronagem dos tecidos e detalhes como pregueados, franzidos, bordados e acessórios, uma vez que, mesmo sendo uma fase preliminar, a introdução desses detalhes já pode ser iniciada. Partindo da análise do texto, pesquisa do figurino e discussões e delimitações feitas pelo diretor, o figurinista parte para a finalização dos desenhos do figurino. Esses desenhos já possuem todo o detalhamento necessário para sua produção, como estampas, recortes, volumes, acessórios e cores bem definidos, além de um conjunto de anotações adicionais. Um exemplo de desenho (ou croquis) proposto para o filme “Alice no país das maravilhas” 30 pode ser visto na figura1. Figura 1. Croquis da figurinista Colleen Atwood para o filme “Alice no país das maravilhas” (2010) Assim, como principais etapas, as autoras propõem: 1. Leitura do texto 2. Análise do texto e criação da tabela de ação 3. Discussões iniciais com o diretor 4. Pesquisa do figurino
  31. 31. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 31 5. Desenhos preliminares 6. Apresentação e discussão com o diretor 7. Finalização dos desenhos O Rei Leão, do filme para o musical – Processo de criação O rei leão, inicialmente intitulado de "the king of the jungle" lançado em 1994 pela Wall Disney Pictures, é um dos filmes animados de maior bilheteria. O filme é inspirado na peça teatral Hamlet, de Shakespeare; no filme da Disney Bambi; nas histórias de José e Moisés, da bíblia e Osamu Tezuka: Kimba, o Leão Branco. Inicialmente o criador, Tom Shumacher, tinha a idéia de fazer um documentário sobre a vida dos leões na selva, mas com o sucesso de filmes animados, como Pocahontas¹, o diretor deixou a ideia de lado, mas depois foi lançada a proposta de um desenho animado sobre o leão, então o titulo foi mudado para "the lion king", os diretores e criadores ficaram dois dias em reunião para criar o filme e colocaram animais de verdade no estúdio para observarem o comportamento animal com o intuito de deixar os personagens com as mesmas ações dos animais verdadeiros. O filme conta a história de Simba, um leãozinho que é filho de Mufasa, o Rei Leão, e da rainha Sarabi. O recém-nascido recebe a bênção do sábio mandril Rafiki, mas ao crescer, é envolvido nas artimanhas de seu tio Scar, o invejoso e maldoso irmão de Mufasa, que planeja livrar-se do sobrinho e assumir o trono. Quando Simba é acusado da morte do pai sua única alternativa é fugir e se exilar. Ele acaba conhecendo outros dois excluídos da sociedade, um javali chamado Pumba e um suricate chamado Timon, que lhe ensinam a filosofia do "Hakuna Matata" (sem preocupações). Anos depois, ao ser descoberto por Nala, sua amiga de infância, Simba tem que decidir se deve assumir suas responsabilidades como rei ou seguir com seu estilo de vida despreocupado. A Disney quis adaptar o filme em musical, Tom Shumacher não foi a favor da idéia. Recebeu um ultimato e criou a versão teatral da animação que estreou em 1997. O filme tem uma historia linda de amor de diferentes formas, como de pai para filho, homem e mulher, pelas pessoas e natureza. Na versão da broadway, essas características do filme e muitas outras foram levadas em consideração para a produção do espetáculo. Cenas, personagens e figurinos seguem fielmente o filme. Comparando o filme com o espetáculo da broadway, foram feitas algumas modificações, por exemplo nas musicas. 1 *Pocahontas: Foi produzido pela Walt Disney Feature Animation e foi originalmente lançado nos cinemas em 16 de Junho de 1995 pela Walt Disney Pictures. É o trigésimo-terceiro filme de animação dos estúdios Disney e foi a primeira animação do estúdio inspirada em um personagem real, nesse caso na lenda que cerca a índia norte-americana Pocahontas, que nasceu em 1595 e morreu em 1617.
  32. 32. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac Um processo de criação leva um tempo para ser feito, cada pesonagem tem suas caracteristicas, e um musical sobre animais torna essa criação mais difícil e elaborada, alem das roupas que tendem a transmitir emoções para o publico, foram criadas mascaras que mostram a real personalidade do figurino. Cada detalhe é pensado cuidadosamente para mostrar realidade naquilo que o púbico está vendo. O figuino do musical foi criado pela diretora teatral e cinematográfica Julie Taymor, a diretora sempre se pergunta qual é a essência daquele projeto, qual é sua abstração. “Se eu fosse reduzir essa história inteira em apenas uma imagem, qual seria ela?”. No caso de O Rei Leão, a resposta foi mais que óbvia: o círculo. O maior desafio de Julie foi fazer com que o publico realmente vissem animais e não pessoas. “O escultor tem apenas uma oportunidade para incorporar o temperamento, a raiva e a paixão de um personagem para contar toda a história. Eu pensei: E se eu criar máscaras gigantes que realmente seriam Scar e Mufasa, mas tivessem o rosto humano revelado abaixo, para não perder a expressão facial e não esconder o ator?” JulieTaymor Ela colocou a personalidade dos personagens em cada detalhe das roupas e mascaras também atribuindo características africanas e rústicas aos figurinos; os guerreiros africanos serviram de inspiração para o figurino e maquiagem do rei Mufasa. A criação das mascaras de leões é outro grande recurso estético do espetáculo usando a essência do personagem na composição. Os outros animais eram moldados envoltos aos atores, alguns ficavam com mais de uma escultura em seu corpo; os sentimentos expressados pelos animais no filme eram moldados em suas roupas ou esculturas; os tecidos usados continham estampas africanas e cores fazendo o publico sentir- se como se estivesse naquele ambiente mostrado no palco. Os atores tiveram que se ascaras que são grandes e de madeira. Eles tiveram que fazer com que tudo parecesse muito leveadaptar aos figurinos, pois são muito elaborados e devem tomar cuidado, principalmente com as m. A Ergonomia, numa acepção ampla, tem como objetivo a busca da melhor adequação possível do objeto aos seres vivos em geral. Sobretudo no que se refere à segurança, ao conforto e à eficácia de uso, de funcionalidade e de operacionalidade dos trajes, mais particularmente nas atividades e tarefas humanas. No caso deste musical ela foi adaptada á danças e movimentos rápidos representando animais e uma vida selvagem, dando ao ator certa liberdade de movimentos, mesmo assim requerendo cuidado. 32
  33. 33. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 33 Imagens do processo de O Rei Leão e alguns outros musicais.
  34. 34. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 5. Conclusões A criação de trajes de cena se diferencia da criação de vestuário de moda, uma vez que existe certa liberdade de criação (o estilista pode brincar com a tendência e estilos), independente de estilo, tendências ou aspectos sociais, impostos pelo produto de moda. Desta forma, o processo de criação pode ser trabalhado livremente, inovando no uso de materiais, de formas, volumes e cores. Além disso, é importante estimular diferentes formas de criação de figurino, saindo do tradicional proposto por diversos autores e indo além da proposta utilizada no O Rei Leão. Inicialmente foi pensado que os figurinos não eram muito apropriados para um musical interativo como esse, pois são grandes e elaborados, mas a ergonomia criada por Julie facilitou a ação dos atores, mesmo algum objetos sendo pesados e frágeis. Sua metodologia de criação, usando as características principais dos personagens fez com que cada cena parecesse real, o ator se transformou em animal, o publico acreditou no que viu como se fosse real. Esse musical teve um dos melhores processos criativos estudados mostrando que esculturas híbridas moldam o ator. 34 6. Referências BATISTTI, F. P. Moda e figurino: unilateralidade, Primeiro Encontro de Paranaense de Moda, Design e Negócios, Maringá, 2009. CARNEIRO, M. No camarim da oito, Rio de Janeiro: Aeroplano Editora e Senac Rio Editora, 2003. LA MOTTE, Richard. Costume design: the business and art of creating costumes for film and television. Michigan: McNughton & Gunn, Estados Unidos, 2. Ed., 2010.
  35. 35. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac LURIE, Alison. A linguagem das roupas, Rio de Janeiro: Rocco, 1997. SABINO, Marco. Dicionário da Moda, Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. VALESE, Adriana et al. Faces do design, São Paulo: Editora Rosari, 2003. VIANA, F. P. O figurino Teatral e as renovações do século XX. São Paulo: Estação das Letras e Cores, 2010. OSTROWER, Fayga. Criatividade e Processos de Criação. Petrópolis: Editora Vozes 2001. Entre tramas, rendas e fuxicos / Meória Globo. São Paulo: Globo, 2007. Bibliografia. MUNIZ, Rosane. Vestindo os Nus – O figurino em cena. Rio de Janeiro: Senac Rio 2004. OSTROWER, Fayga. Acasos e Criação Artística. Rio de Janeiro: Editor Campus 1991. SALLES, Cecilia Almeida. Gesto Inacabado: processo de criação artística. São Paulo: FAPESP: Annablume 1998. 35 http://www.oreileaoomusical.com.br/
  36. 36. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 36 O FACEBOOK COMO MEIO DE PESQUISA E COMUNICAÇÃO ENTRE AS EMPRESAS PRODUTORAS DE MODA E O CONSUMIDOR. Bárbara Nayrê de Farias Maria Eduarda Araújo Guimarães Estudante do Curso de Design de moda com habilitação em estilo; Bolsista do CNPq babafarais@hotmail.com.br Professor do Centro Universitário Senac maria.eaguimaraes@sp.senac.br Linha de Pesquisa: Cultura e Consumo Projeto: O Facebook como meio de pesquisa e comunicação entre as empresas produtoras de modae o consumidor. Resumo Estudar como as redes sociais, especialmente o Facebook pode ser um meio de pesquisa e comunicação entre as empresas produtoras de moda e o consumidor, podendo ser usada como fonte de pesquisa de público alvo pelas empresas produtoras de moda e como estaestabelece comunicação e troca de informações com o consumidor. Palavras-chave: Empresas produtoras de moda. Comunicação. Consumidor. Facebook. Informação. Pesquisa. Abstract Studying with social networks, especially Facebook can be a means of research and communication between producers and consumers of fashion and can be used as a source of research target companies that produce fashion and how it establishes communication and information exchange with the consumer. Keywords: Companies producing fashion. Communication. Consumer. Facebook. Information. Seach. 1. Introdução Recentemente as redes sociais passaram a fazer diariamente parte da vida das pessoas, devido ao rápido desenvolvimento de novos aparelhos com tecnologias que possibilitam o acesso a essas redes de qualquer lugar, como por meio de tablets e smartphones, por exemplo. Tal rede, cuja intenção inicial era estabelecer comunicação com pessoas via web, devido ao seu largo uso, teve sua forma de utilização ampliada, não só por pessoas, mas por empresas e estas focando o seu uso para fins comerciais (MENDES, 2011).
  37. 37. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac Dessa forma, o objeto de estudo é o Facebook, a maior rede social do mundo, que pode ser utilizada pelas empresas produtoras de moda como ferramenta para pesquisa de público alvo e também para estabelecer comunicação com seu consumidor. O Facebook foi criado em 2004, por três estudantes da Universidade de Harvard, com o objetivo de fazer com que os demais estudantes pudessem se comunicar em rede. Devido ao grande sucesso o expandiram para outras universidades e posteriormente para outros países. Por ser uma rede que permite a comunicação instantânea, aplicativos e publicação de álbuns de fotos e vídeos, é caracterizada pelo compartilhamento muito rápido de informações dos usuários e o Brasil é considerado o país mais sociável do mundo, por ter o maior número de pessoas cadastradas em redes sociais (NASCIMENTO, 2011). Assim, se faz necessário descobrir qual o espaço para esse tipo de pesquisa nessa rede social, no Mundo globalizado capitalista, caracterizado pelo consumo. Onde o conhecimento vale muito, em que a velocidade da informação é instantânea e tem fronteiras tênues e flexíveis, na qual a moda se refaz, alimentando-se dos acontecimentos, dos novos pensamentos do momento presente, propondo-se de forma democrática a servir a todos em um mercado cada vez mais competitivo (FEGHALI, 2008). Além disso, busca-se o entendimento do modo como o consumidor assimila as informações de moda impostas pelas empresas, por meio desse veículo de comunicação, levando em conta o contexto social, político e cultural, que permite avaliar a influência da informação de moda, no gosto, escolha do produto e no ato da compra. Influencias essas, que são embasadas na atitude, estilo de vida e comportamento do indivíduo, bem como, permite avaliar como as empresas utilizam as informações fornecidas por seu consumidor nas redes sociais e como oferece informações ao mesmo sobre os artigos de moda. 37 2. Objeto da pesquisa O Facebook é o objeto de pesquisa, pois se destaca por ser a rede social gratuita mais acessada do mundo e do Brasil. Além de ser um espaço de anunciação de si mesmo, que tem seu conteúdo inteiramente produzido pelos usuários, por fornecer inúmeros aplicativos que permitem ao internauta se expressar e em meio a tantas informações e opções que a internet oferece, permite ao mesmo selecionar seus amigos e gostos. Permite também obter informações sobre outros usuários e direcionar publicidade e produtos. Em outras palavras o Facebook reúne em uma única plataforma as várias facetas que compõem a dinâmica da internet e da web. Podemos dizer que, ai reside à força desse site. 3. Metodologia Este estudo tem caráter exploratório descritivo, com abordagem qualitativa. Para o início do projeto foi necessária pesquisa teórica aprofundada sobre expressão e troca de informação nas redes sociais, consumo de artigos de moda, comportamento e funcionamento do Facebook. Para realização
  38. 38. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac dessa pesquisa foram utilizadas as bases de dados do Google acadêmico, Scielo, o próprio site do Facebook e bibliografia sobre o tema. 38 4. Resultados e discussão Na moda, a roupa é carregada de inúmeros signos e as campanhas de comunicação de moda devem ser suficientemente informativas, além de acessíveis a um vasto público, o que faz com que recorram cada vez mais a meios modernos e diretos de mídia, como a internet (FEGHALI, 2008). Nesse sentido, o Facebook pode ser uma plataforma para divulgação e as chamadas fanpages para as empresas ou pessoas públicas permitem a aproximação do consumidor e a empresa por meio de uma comunicação mais flexível, direta e dinâmica. As informações publicadas nessa página devem ser pensadas com o intuito de atrair o interesse e de entreter outros usuários que se identificarem com seu conteúdo. Os criadores do Facebook perceberam o potencial de publicidade do site, caracterizado pela autopromoção do indivíduo que possui uma página na rede social, tanto que disponibiliza na página do usuário um ícone chamado Publicidade no Facebook, onde instrui o mesmo a elaborar divulgações usando o site e as plataformas que o mesmo oferece. O administrador da fanpage tem acesso a uma série de informações, fornecidas pelo próprio site da rede social, relacionadas ao que pública e aos usuários que “curtem” sua página. É relevante entender como se comunicar com os usuários nessa rede tão dinâmica e perceber qual a forma de comunicação mais eficiente, por isso todas as informações fornecidas ao administrador da página da empresa com relação aos posts da fanpage, devem ser levadas em consideração e bem analisadas, para que a comunicação seja adequada e atinja o objetivo. O Facebook é um meio bem acessível, barato e de fácil manipulação para estabelecer esse tipo de comunicação. Mendes (2012) dá exemplos de possíveis estratégias promocionais dentro da rede social como: elaborar pesquisas com questionários em tempo real, com os resultados abertos a todos os usuários; reconhecer por meio de prêmios os usuários mais ativos na página da marca; destacar o empregado do mês nesse site e promoções especiais dentro do Facebook, exclusiva para os usuários da rede. Podemos dizer que, a internet e no caso a rede social Facebook, são relevantes quanto à estratégia de divulgação e comunicação com o cliente, porém integrado ao mix de marketing da empresa. 5. Conclusões Ao término da pesquisa foi observado que a rede social Facebook serve como fonte de obtenção de dados pela empresa produtora de moda sobre seu público alvo, visto que, oferece ao internauta uma plataforma direcionada para publicidade, comunição e que fornece
  39. 39. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac informações sobre os potenciais consumidores disponíveis no site. Tudo isso de forma simples e clara. Também foi constatado que a empresa produtora de moda, através da sua fanpage no site e por meio de postagens frequentes na mesma, troca informações com o consumidor de forma dinâmica e influencia o consumo de informação de moda e de produtos de moda de forma direta e indireta. Sendo que, a interação do consumidor por meio dessa rede social na fanpage da empresa pode ser percebida pela movimentação da página feita em colaboração com os usuários do Facebook relacionada a “curtidas” e comentários nos posts e conversas no chat. Pode-se ter como resultado mais eficiente dessa interação empresa– consumidor/potencial consumidor até a fidelização do cliente, se a página da empresa produtora de moda for bem administrada. O fato é que o Facebook é um fenômeno social, pelo elevado número de usuários no Brasil e no mundo e por ser um espaço privilegiado de troca e de participação, a interface permite o usuário ser consumidor-criador, leitor-escritor, ouvinte-gravador, espectador-produtor, isto é ser ativo. Uma característica essencial da web, que o torna diferente dos outros sites de relacionamento, logo sua relevância deve ser levada em conta. Diante do exposto, a empresa que estiver interessada em manter sua competitividade não deve subestimar o fenômeno da internet e saber utilizar tudo que ela dispõe, convertendo em benefício próprio e otimizando sua empresa, sua comunicação com o consumidor e consequentemente sua rentabilidade. Por fim, é importante ponderar que tudo isso só faz sentido no contexto daqueles que tem acesso a essas tecnologias e que a pesquisa sobre o consumidor usando as ferramentas da web e do Facebook, são apenas mais um dos meios que podem complementar e melhorar os métodos de pesquisa e comunicação das empresas produtoras de moda com os consumidores. 39 6. Referências COBRA: Marcos: Marketing & Moda. Editora Senac. São Paulo, 2008. DIAS, Cristiane; COUTO, Olívia Ferreira do : As redes sociais na divulgação e formação do sujeito do conhecimento: compartilhamento e produção através da circulação de idéias. Artigo de pesquisa. Universidade do Sul de Santa Catarina – UNISUL, 2011. Disponível em:<http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S151876322011000300009&lang =pt> Acesso em 5 de maio de 2013. DINIZ, Cláudio: O mercado do luxo no Brasil: tendências e oportunidades. Editora Pensamento Cultrix, LTDA. São Paulo, 2012. FEGHALI, Marta Kasznar; et al. O ciclo da moda. Editora Senac Rio. Rio de Janeiro, 2008. FEATHERSTONE, M. Cultura de consumo e pós-modernismo. São Paulo: Studio Nobel, 1995.
  40. 40. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac FONSCECA, E. e HINERASKY, D. Moda enredada: um olhar sobre a rede social de moda LookBook.nu1. Artigo de pesquisa. - XI Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sul – Novo Hamburgo. Pucrs - UNIFRA –Rio Grande do Sul, 2010. 40 LÉVY, P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999. MENDES, Aline; et al. A influencia do Facebook nas vendas: A percepção dos consumidores de moda. Artigo científico. CIMODE – congresso internacional de moda e design, 2012. NASCIMENTO, Maria Inês Santos do. A contribuição das redes sociais na disseminação da informação: estudo de caso do Linkedin com profissionais da informação. Monografia (Graduação em Biblioteconomia) – Univesidade Ferderal da Paraíba. Centro de Ciências Sociais Aplicadas. PISANI, F. e PIOTET, D.Como a web transforma o mundo: a alquimia das multidões. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2010. ZARELLA, A e ZARELLA, D. The Facebook Marketing Book. Editora O’Relly Media, Inc. Canadá, 2011. Disponível em <https://www.facebook.com/>. Acesso em 23 de março de 2014.
  41. 41. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 41 BRASIL SEM CARA Identidade brasileira nos blogs de moda Gabriel Pauletto da Conceição¹ Maria Eduarda Araújo Guimarães² 1Estudante do Curso de Bacharelado em Design de Moda – Habilitação em modelagem; Bolsista do CNPq gpauletto.c@gmail.com 2Professor do Centro Universitário Senac maria.eaguimaraes@sp.senac.br Linha de Pesquisa: Cultura e Consumo Projeto: A moda, a rua e a rede: novas formas de sociabilidade, consumo e estilos de vida. Resumo Por meio de estudos teóricos e práticos dos aspectos do vestuário nacional, estilos de vida, costumes e meios de comunicação, o projeto visa possibilitar a identificação de uma identidade brasileira unificada ou proporcionar uma diferenciação das diversas regiões através de análises de blogs de moda de toda extensão territorial do país. Palavras-chave: moda, identidade brasileira, blog. Abstract Through theoretical and practical aspects of national clothing, lifestyles, customs and media studies, the project aims to enable the identification of a unified brazilian identity or provide a differentiation of the various regions through analysis of fashion blogs from all territorial extension the country. Keywords: fashion, brazilian indentity, blog. 1. Introdução A identidade brasileira é um tópico de estudo antropológico e sociológico muito polêmico, devido à grande diversidade cultural encontrada ao longo de todo o país. “A discussão sobre a identidade nacional tem ganhado luzes nos diversos campos do saber, inclusive na comunicação, mas a maioria desses estudos faz abordagens tendo como referência as ciências sociais, sendo muitas vezes estudos descritivos, concebidos em um modelo teórico funcionalista, deixando a discussão da identidade em um lugar-comum.” (TRINDADE, 2012, p.21).
  42. 42. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac A moda é um meio de comunicação pessoal que pode ser usado como material de estudo relacionado ao entendimento da sociedade, pois através dela é possível definir padrões de consumo, de costumes e tradições, podendo ser analisados por diversos meios de comunicação, impressos, como revistas e catálogos; digitais, como sites e blogs. 42 2. Objetivo da pesquisa A presente pesquisa de iniciação científica tem como objetivos compreender a estrutura e conceitos de cultura digital, investigar os conceitos que possam identificar o perfil da moda brasileira, analisar estruturas midiáticas que divulguem esse perfil e buscar aspectos que possam regionalizar diferentes estilos de vida e consumo ao longo de toda a extensão territorial do país. 3. Metodologia O projeto teve como metodologia a pesquisa bibliográfica sobre moda, cultura brasileira e temas da cultura digital, pesquisa de campo em sites e blogs de moda em geral e de moda regional especificamente, entrevistas com profissionais da área de moda no Brasil, editores de sites e blogs e pesquisa de opinião midiática desses profissionais, a fim de identificar fidedignamente a maneira de expressão sobre identidade brasileira. 4. Resultados e discussão A reflexão sobre moda, identidade nacional, a rede, blogs de moda, meios de comunicação, mídias sociais, cultura e regionalização brasileira, são fundamentais para compreensão dos aspectos que formam o Brasil, porém, antes de iniciar as discussões referentes à cultura e comportamento e analisar os blogs de moda, é necessário entender conceitos fundamentais, como cibercultura, cultura digital, ciberespaço, rede, internet, web, entre outros elementos referentes às tecnologias midiáticas atuais. O movimento de interação entre diferentes regiões e culturas, através da aproximação proporcionada pela internet, rede de informática mundial que possibilita o acesso a websites e correios eletrônicos (PISAN e PIOTET, 2010), é denominado pelo autor Pierre Lèvy (1999) como cibercultura, ou seja, a interação entre diferentes culturas, capacitada pela inserção das mesmas em um espaço tecnológico virtual, o que faz a distância física tornar-se cada vez menor. O termo World Wide Web é o serviço que possibilita o acesso às inúmeras páginas existentes no ciberespaço, sendo a web uma das maiores ferramentas que possibilita a navegação na rede chamada internet. Com o desenvolvimento da internet e da web (pós ano 2000) a comunicação tornou-se cada vez mais acessível e rápida, como afirmam os autores Pisan e Piotet (2010), a comunicação é superior à velocidade do telefone (vintes vezes mais rápido), do rádio (dez vezes mais veloz) e da televisão (três vezes mais ágil). Essa rapidez possibilitou o aumento do número de usuários das redes de comunicação, principalmente devido ao crescimento do número de serviços não pagos, proporcionando maior acessibilidade e comunicação entre diferentes grupos socioeconômicos. O aprimoramento da internet e o surgimento da ferramenta blog possibilitaram maior relação entre indivíduos e
  43. 43. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac informações, não só de moda, mas em diversas áreas ligadas ao lifestyle. Esse envolvimento entre pessoas e dados é possível, pois nos blogs há espaços destinados a comentários, ampliando o envolvimento entre quem lê e quem publica, facilitando o acesso às informações de moda. A moda, desde seu surgimento, é um meio de comunicação cultural e comportamental capaz de transmitir identidade de um indivíduo, grupo, ou localidade, por meio de seus elementos, principalmente em relação ao vestuário. O que caracteriza a moda é sua efemeridade, isto é, a rápida mudança de tendências, que atualmente ocorre cada vez mais acelerada. A identidade brasileira é um tópico de estudo antropológico e sociológico muito polêmico, devido à grande diversidade cultural encontrada ao longo de todo o país. Afinal, o que é identidade? Pode-se afirmar que identidade é um conjunto de informações e características que definem certo grupo ou indivíduo pelas semelhanças encontradas naqueles que são idênticos. É comum pensar em moda brasileira e logo lembrar moda praia, ou elementos regionais como artesanatos presentes em diversas partes do país, cultos típicos, festas das diferentes localidades, etc. Mas somente isso pode ser considerado identidade de moda brasileira? Segundo Alcino Leite Neto (2008), após os anos 50 houve um período em que era possível perceber elementos particulares da moda brasileira, devido a alguns movimentos artísticos que influenciaram criadores de moda, mas com a globalização, essa identidade se dissipou. Para viabilizar a tentativa de identificação do que poderia ser identidade nacional da moda brasileira, alguns blogs de moda foram estudados, levando em consideração blogs que se diferenciam explicitar suas localidades. Por meio de análises dessas ferramentas de comunicação de moda, além de encontrar grande dificuldade de achá-los seguindo a premissa de divisão regional, pode-se constatar que não há muitas diferenças entre as postagens em relação às diferentes localidades as quais cada um pertence. Após analisar todos os blogs selecionados foi possível perceber que todos têm semelhanças entre as postagens (looks, eventos de moda e cotidiano, dicas de beleza) e que não há diferenciações entre as peças do vestuário apresentadas por cada um, não permitindo a criação de uma identidade regional dentro dos blogs de moda. Há dificuldade em separar por região os blogs, já que a internet visa romper essas barreiras geofísicas. Outro ponto que interrompe o pensamento em relação à identidade de moda nacional é a mimética presente na moda, a necessidade de copiar aqueles que são considerados superiores, como as tendências ditadas nas semanas de moda de Londres, Nova Iorque, Paris, Milão, entre outras consideradas capitais da moda. Alguns estilistas e criadores de moda usam elementos que demonstram aspectos da cultura brasileira. Atualmente o estilista que mais usa o Brasil como inspiração para suas criações é Ronaldo Fraga, que já utilizou carnaval, futebol, flora, entre outros elementos para elaborar suas coleções. 43
  44. 44. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac Segundo entrevista publicada pelo site da revista Veja, em 31 de março de 2014, Fraga tem grande paixão pelo Brasil e por elementos que possam ser chamados de popular e realmente agregados à cultura brasileira. “Só tem uma coisa que me move, que se eu não fosse estilista eu continuaria a perseguir: meu amor pela cultura brasileira.” Diz o estilista. Por esse motivo, Ronaldo Fraga ainda menciona que sempre terá como premissa para suas criações aspectos brasileiros, pois ele enxerga a moda como um “vetor cultural”, diz. Essa forte presença nacional nas criações de Fraga pode ser analisada na sua coleção de verão 2015, apresentada na 37ª edição da SPFW, que reinterpreta obras do artista brasileiro Candido Portinari, que retrata em suas obras festas e costumes do povo brasileiro sob uma visão infantil das mesmas, segundo o estilista. Um dos aspectos mencionados pelo estilista que possibilita gerar uma discussão sobre a dificuldade identificação de identidade de moda brasileira é a desvalorização da produção nacional devido à concorrência com produtos chineses. Mas mesmo assim, segundo a opinião de Ronaldo Fraga, já há uma identidade na moda brasileira, “o estrangeiro bate o olho na nossa roupa e sabe que é brasileira”, diz, apesar da cultura de moda nacional estar ainda se desenvolvendo. 44 5. Conclusões A dificuldade em traçar um perfil de moda brasileira se dá devido à grande influência internacional nas tendências de moda, presentes nas revistas, sites e blogs brasileiros ligados à moda e estilos de vida. Detectar elementos que possam auxiliar a criação dessa identidade e determinar onde é possível encontrá-la é um meio de iniciar estudos sobre a contemporaneidade brasileira, a fim de deixar de ter como base somente os aspectos que possam levar ao estereótipo de Brasil, como futebol, praia, animais nativos e fauna local. Identificar as diferenciações no modo de se vestir das regiões geofisicamente e culturalmente distintas, levando em consideração clima, cores e formas, aspectos culturais e tradicionais são meios que trazem certa identidade de indumentária brasileira, porém não são meios presentes na moda, não sendo comunicada através das mídias, principalmente blogs de moda e lifestyle. Logo, é possível considerar que há aspectos identificados como brasileiros, pertencentes a cultura popular local, mas que não conseguem criar uma identidade nacional, somente expressar temáticas para criações ou auxílios para as mesmas, como cores que possam compor uma cartela de uma coleção. Contudo, identificar distinções em blogs de moda que pudessem auxiliar no processo de identidade brasileira foi praticamente impossível, já que os mesmos tratam de assuntos diversos e, mesmo quando analisados somente em questões de moda, não trazem em seu universo midiático informações que possam traçar um perfil brasileiro.
  45. 45. IX Congresso de Iniciação Científica | 21 de Agosto de 2014 Centro Universitário Senac 6. Referências CUNHA, Kathia Castilho; GARCIA, Carol. Moda Brasil: fragmentos de um vestir tropical. São Paulo: Anhembi Morumbi, 2001. FRAGA, Ronaldo. Entrevista Revista Veja. Disponível em url: <http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/a-moda-esta-louca-para-se-libertar-da-roupa-diz- 45 ronaldo-fraga>, acessado em 20 de maio de 2014. LEITE, Alcino. “Identidade e autismo”. Folha de São aulo: 18 de dezembro de 2008. LÉVY. Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999. PISAN, Francis e PIOTET, Dominique. Como a web transforma o mundo: a alquimia das multidões. São Paulo: editora SENAC São Paulo, 2010. TRINDADE, Eneus. Propaganda, identidade e discurso: brasilidades midiáticas. Porto Alegre: Sulina, 2012.

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