Fisiologia cardiaca...tema

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Fisiologia cardiaca...tema

  1. 1. UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE Faculdade de Medicina FISIOLOGIA CARDÍACA Sebastião Margarida Maputo, Dezembro de 2014
  2. 2. Sumário  Embriologia cardiovascular  Anatomia cardiovascular  Histologia cardíaca  Fisiologia  Funções do sistema cardiovascular  Ciclo cardíaco  Sistema de condução  Electrocardiograma normal  Referencias bibliográficas
  3. 3. I- Embriologia  O Sistema Cardiovascular inicia a sua formação durante a terceira semana de desenvolvimento embrionário.  Este é o primeiro sistema a formar-se devido às necessidades fisiológicas do embrião, que por difusão já não consegue mais realizar funções básicas como oxigenação dos tecidos e excreção de produtos tóxicos…  Deriva basicamente da mesoderme e de células da crista neural.
  4. 4. Embriologia  O primeiro indício do coração é o aparecimento de um par de canais endoteliais - os cordões angioblásticos – durante a terceira semana.  Estes cordões canalizam-se formando os tubos cardíacos do coração, que se fundem formando o coração tubular, ao final da terceira semana.  O coração começa a bater ao 22° dia.  O fluxo de sangue começa durante a 4ªsemana e pode ser visualizado pela ultra-sonografia Doppler.
  5. 5. Embriologia O coração primitivo é formado por: * Tronco arterioso * Bulbo cardíaco * Átrio * Ventrículo * Seio venoso
  6. 6. Embriologia A divisão do canal átrio-ventricular, átrio e ventrículo começam por volta da metade da 4ªs e está essencialmente completa ao final da 4ªs de vida. Embora sejam descritos separadamente, esses processos de desenvolvimento acontecem simultaneamente.
  7. 7. Divisao do canal atrio-ventricular Coxins endocárdicos aparecem nas paredes dorsal e ventral do coração, na região do canal atrioventricular. Estas saliências crescem em direção uma à outra e se fundem, dividindo os canais atrioventriculares direito e esquerdo.
  8. 8. Septação do coração  Inicialmente há separação entre os átrios e os ventrículos (separação átrio-ventricular) e posteriormente há divisão atrial (direito e esquerdo).  Entre os átrios, permanece no embrião uma pequena comunicação oval - forame oval permitindo que o sangue rico em oxigênio proveniente da veia cava chegue ao átrio esquerdo
  9. 9. Septação dos ventrículos A primeira indicação da divisão do ventrículo é a formação de uma crista muscular mediana que é o septo interventricular resultado do crescimento muscular do ventrículo de ambos os lados. Esse septo permanece aberto até a sétima semana.
  10. 10. Formação das veias Veias Umbilicais: durante o período embrionário levam sangue oxigenado da placenta para o coração. Veias Vitelínicas: posteriormente darão origem as veias hepáticas Veias Cardinais: principal sistema de drenagem do embrião. * Veia cardinal anterior: dará origem a veia cava superior e veia braquiocefálica esquerda. * Veia cardinal posterior: dará origem as raízes da veia ázigo e ilíacas * Veia subcardinal: dará origem a veia renal rsquerda, veias supra-renais e gonadais e um segmento da veia cava inferior.
  11. 11. Formação das válvulas cardíacas Quando a septação do troco arterioso esta quase completa, as válvulas semilunares começam a desenvolver-se de três proliferações do tecido subendocárdico em torno dos orifícios da aorta e do tronco pulmonar. Estas proliferações são escavadas para formar três cúspides de paredes delgada.
  12. 12. II-Anatomia cardiovascular  O coração é um órgão em forma de cone, aproximadamente do tamanho de uma mão fechada  Tem cerca de 12 cm de comprimento, 9 cm de largura em sua parte mais ampla e 6 cm de espessura.  Pesa em média 250g nas mulheres adultas e 300g nos homens adultos.  Localiza-se no mediastino, entre os pulmões e apoia-se sobre o diafragma  O ápice é formado pela ponta do ventrículo esquerdo.  A base é formada pelas aurículas, principalmente o átrio direito.
  13. 13. Limites Anterior- esterno e costelas Posterior- traqueia, esófago e artéria aorta ascendente Superior- grandes vasos do coração Inferior-diafragma A direita- pulmão direito A esquerda-pulmão esquerdo
  14. 14. Configuração interna ÁTRIO DIREITO ATRIO ESQUERDO VENTRÍCULO DIREITO VENTRÍCULO ESQUERDO
  15. 15. Configuração interna  Os dois átrios estão separados por uma parede – septo interauricular.  Os dois ventrículos estão separadas por uma parede – septo interventricular.  Externamente existe uma pequena depressão que circunda o coração e que separa os átrios dos ventrículos – é o sulco coronário.  O sulco coronário tem artérias e veias coronárias e gordura.
  16. 16. Válvulas cardíacas O coração tem válvulas que impedem o refluxo do sangue. As válvulas são estruturas que fecham aberturas e são compostas por tecido conjuntivo. As válvulas fecham e abrem como resposta a mudanças de pressão.
  17. 17. Válvulas cardíacas VALVULAS ATRIO-VENTRICULARES: Válvula tricúspide (3 cúspides) – válvula que divide o atrio direito do ventrículo direito. Válvula bicúspide (3 cúspides) - válvula que divide o atrio esquerdo do ventrículo esquerdo VALVULAS SEMILUNARES Encontram-se no tronco pulmonar e na artéria aorta. Estas válvulas têm como função evitar que o sangue que sai do coração pelo ventrículo direito, reflua. As válvulas são compostas por 3 porções em forma de meia lua e estão fixadas às paredes das artérias.
  18. 18. Válvulas cardíacas
  19. 19. Grandes vasos O sangue venoso chega ao coração (atrio direito) – através de 3 veias: Veia cava superior – canaliza para o coração o sangue da parte superior do corpo, acima do coração. Veia cava inferior – canaliza para o coração o sangue da parte superior do corpo, abaixo do coração. Seio coronário – canaliza o sangue da maioria dos vasos da parede do coração.
  20. 20. Grandes vasos  O sangue venoso que chega aos pulmões liberta o dióxido de carbono (CO2) e absorve oxigénio (O2).  O sangue oxigenado regressa ao coração, para o átrio esquerdo através de 4 veias pulmonares.  Quando o sangue enche o átrio esquerdo esta canaliza-o para o ventrículo esquerdo.  O ventrículo esquerdo bombeia o sangue para a artéria aorta.
  21. 21. Grandes vasos  Quando o sangue enche a aurícula direita esta canaliza-o para o ventrículo direito, que por sua vez o bombeia para o tronco pulmonar.  O tronco pulmonar sai do ventrículo direito e divide-se em:  Artérias pulmonares direita e esquerda – que conduzem o sangue respectivamente para o pulmão direito e esquerdo.
  22. 22. Grandes vasos  Quando o sangue sai do ventrículo esquerdo passa pela aorta ascendente, daqui vai para as artérias coronárias, arco da aorta e aorta descendente, onde vai irrigar os órgãos torácicos e abdominais.  Através de ramificações destes grandes vasos o sangue chega a todos os tecidos do organismo.
  23. 23. Vascularização  O coração tem o seu próprio fornecimento de sangue através da circulação coronária.  Os principais vasos coronários são:  Artéria coronária direita  Artéria coronária esquerda  Seio coronário Que se originam na aorta ascendente. Ramificam-se para fornece O2 e nutrientes ao coração. Transporta o sangue venoso do coração para o átrio direito
  24. 24. Vascularização Artéria Coronária Direita: Marginal Interventricular posterior Artéria Coronária Esquerda: Circumflexa Interventricular anterior
  25. 25. Inervação Sistema autonomo Parassimpático- Nervo vago Simpáticos- T1 ate T4
  26. 26. III-Histologia do coração  Exteriormente o coração é revestido por uma camada de tecido conjuntivo que o protege e ajuda a manter no lugar – o pericárdio.  O pericárdio apresenta dois folhetos:  Externo – pericárdio fibroso  Interno – pericárdio seroso – que apresenta duas camadas:  A mais externa é a - camada parietal – que está em contacto com o pericárdio fibroso  A mais interna é a - camada visceral ou epicárdio – que está em contacto com o miocárdio
  27. 27. Histologia do coração Entre o camada parietal e visceral do pericárdio seroso existe um espaço – a cavidade do pericárdio – que contém um fluido fluido pericárdico – que evita o atrito entre as duas camadas, para facilitar os movimentos durante os batimentos cardicos.
  28. 28. Histologia do coração A parede do coração é formada por 3 camadas, do exterior para o interior: Epicárdio(externa) Miocárdio(média) Endocárdio(interna)
  29. 29. Histologia do coração Epicárdio:  Epicárdio é constituído por mesotélio e tecido conjuntivo.  Constitui a camada visceral do pericárdio seroso.  É uma camada fina, transparente e externa da parede do coração.
  30. 30. Histologia do coração Miocárdio  O miocárdio tem como principal função bombear o sangue.  As fibras musculares cardíacas formam duas redes distintas:  Uma rede atrial (sincício atrial)  Uma rede ventricular (sincício ventricular)  Cada fibra une-se a outras fibras através dos discos intercalares  No interior dos discos intercalares encontramos junções gap que permitem a condução dos potenciais de acção entre as fibras musculares  As junções gap funcionam como pontes para a transmissão da excitação de uma fibra a outra.
  31. 31. Histologia do coração O miocárdio contém miofibrilas (actina e miosina)
  32. 32. Histologia do coração Miocárdio: (cont)  O miocárdio constitui a maior parte do coração e é composto por tecido muscular específico responsável pela função específica do coração.  O tecido muscular do miocárdio apresenta células musculares:  Estriadas  Involuntárias  Organizadas em feixes
  33. 33. Histologia do coração  A camada de miocárdio é mais fina nos átrios porque estes funcionam como uma fraca bomba de escorva (primer pump) enviando o sangue para os ventrículos.  Os ventrículos têm uma camada de miocárdio mais espessa porque fornecem a forca principal que propelem o sangue pela circulação pulmonar e sistémica.
  34. 34. Histologia do coração Endocárdio:  O endocárdio reveste o interior do miocárdio, as válvulas e a cordas tendinosas que se ligam às válvulas.  É constituído por epitélio escamoso simples – endotélio.  O endocárdio é contíguo com o endotélio que reveste os grandes vasos sanguíneos
  35. 35. IV-Fisiologia Funções do sistema cardiovascular  Garantir circulação a todos órgãos e tecidos  Fornecer trocas de gases, nutrientes e hormônios  Captar o volume sanguíneo proveniente dos tecidos e remover os produtos do catabolismo  Participação de mecanismos homeostáticos (comunicação hormonal, temperatura corporal).
  36. 36. Potencial de acção Alterações da permeabilidade durante o potencial de acção no miocardíaco:  Fase de despolarização  Os canais de Na+ abrem  Os canais de K+ fecham  Os canais de Ca 2+ começam a abrir  Fase de repolarização inicial:  Os canais de Na+ fecham  Alguns canais de K+ abrem  Os canais de Ca 2+ estão abertos (produzem a fase de planalto porque atrasam a repolarização  Fase de repolarização final:  Os canais de Ca 2+ fecham  Muitos canais de K+ abrem
  37. 37. Ciclo cardíaco  Eventos cardíacos que ocorrem no início de cada batimento até o comeco do seguinte;  Cada ciclo é desncadeado pela geração expontânea de um potencial de acção pelo nodo sinusal  A energia química para a contração cardíaca é derivada principalmente do metabolismo oxidativo de ácidos graxos.  É constituído pela:  Diástole (periodo de relaxamento)  Sístole ( periodo de contração)
  38. 38. Ciclo cardíaco
  39. 39. Ciclo cardíaco Relações do ciclo cardíaco com o ECG  A onda P e causada pela dispolarização atrial, o que é seguido pela contração atrial aumentando a sua pressão imediatamente após a onda P.  Cerca de 0.16s apos surge o complexo QRS (despolarizacao ventricular) que da inicio a contracao ventricular  Por conseguinte o complexo QRS começa pouco antes do inicio da contração ventricular
  40. 40. Ciclo cardíaco Átrios como bomba de escorva  75% do enchimento ventricular é feito com a abertura das válvulas átrio- ventriculares, sem contracção auricular.  A contracção atrial contribui com o enchimento dos restantes 25% de sangue que falta nos ventrículos. Variações da pressão atrial:  Onda a: gerada pela contração atrial ( em geral a pressão atrial direita=4 a 6mmHg e Esquerda=7 a 8mmHg);  Onda c: causada pelo pequeno refluxo do sangue ventriclulo-atrial durante o inicio da contração ventricular;  Onda v: surge próximo ao fim da sístole, resultado do lento fluxo aos átrios provenientes das válvulas semilunares.
  41. 41. Ciclo cardíaco-Ventriculos como bombas Enchimento dos ventriculos:  Durante a sistole o sangue se acumula nos átrios ( porque as válvulas AV encontram-se encerradas)  Logo ao fim da sistole, há ↓ pressões sistólicas e as pressões diastólicas ↑ promovendo a abertura das válvulas AV, permitindo o fluxo rápido para os ventriculos (periodo de enchimento rápido) durante o primeiro terço da diástole  Durante o terço médio o sangue flui normalmente  Durante o ultimo terço o sangue flui pela contra ção atrial (25%)
  42. 42. Ciclo cardíaco-Esvaziamento dos ventriculos na sistole Periodo de contração isométrica:  Imediatamente após o inicio da contração ventricular, a sua pressão aumenta subitamente resultando em fechamento das válvulas AV.  São necessários 0.02 a 0.03s para a abertura das válvulas semilunares  Nesta fase ocorre a contração ventricular, porém, sem esvaziamento
  43. 43. Ciclo cardíaco-Esvaziamento dos ventriculos na sistole Periodo de ejecção :  Com a elevação da pressão ventricular esquerda acima de 80mmHg e da direita acima de 8mmHg, ocorre abertura das válvulas semilunares;  Imediatamente o sangue começa a sair dos ventriculos, sendo 70% durante o primeiro terço ( periodo de ejecção rápida) e 30% ( periodo de ejecção lento) Periodo de relaxamento isométrico:  Ao término da sistole, subitamente há relaxamento ventricular permitindo queda das pressões intraventriculares;  Mantendo-se por cerca de 0.03 a 0.06s em relaxamento antes do inicio do novo ciclo.
  44. 44. Ciclo cardíaco-Esvaziamento dos ventriculos na sistole Volume diastólico final: Na diástole, o enchimento ventricular aumenta normalmente em cada ventrículo 110 a 120ml. Debito sistólico: A medida que os ventriculos se esvaziam na sistole, o volume se reduz em cerca de 70ml, e os 40 a 50ml remanescentes a cada ventriculo formam o volume diastólico final.
  45. 45. Sons cardíacos  Os sons que se auscultam nos batimentos cardíacos são provocados pela turbulência do fluxo de sangue no fechamento das válvulas.  Como se identificam os sons:  1º som – (S1) – é um som de batida e longo - fechamento das válvulas auriculo-ventriculares – após o inicio da sístole ventricular.  2º som – (S2 ) – fechamento das válvulas semilunares – no final da sístole ventricular.  Pausa entre os ciclos
  46. 46. Débito cardíaco O débito cardíaco corresponde ao sangue ejectado pelo coracao a por minuto e é resultado do produto da frequêcia cardíaca pelo volume efectivo: DC = FC x VE Num indivíduo de 70kg, com FC de 70bpm e VE de 70ml teremos um DC de aproximadamente 5l/min A frequêcia cardíaca é determinada pela frequência de despolarização espontânea ao nível do nódulo SA e pode ser modificada pelo sistema nervoso central, sendo que o nervo vago actua sobre os receptores muscarínicos reduzindo a frequência cardíaca, enquanto que as fibras simpáticas estimulam os receptores beta-adrenérgico para aumentar a frequência cardíaca. O volume ejectivo é determinado por 3 factores: pré-carga, pós-carga e contractilidade.
  47. 47. Regulação do Débito cardiaco Mecanismo de Frank-Starling: “Quanto mais o músculo for distendido durante o enchimento, maior vai ser a força de contração e, consequentimente maior será também a quantidade de sangue bombeiada para aorta” “Dentro dos limites fisiológicos, o coração irá bombear todo o sangue que chegar a ele sem permitir represamento excessivo de sangue nas veias”
  48. 48. Débito cardíaco Os factores que fazem diminuir o volume sistólico e a frequência cardíaca – diminuem o débito cardíaco. Os factores que fazem aumentar o volume sistólico e a frequência cardíaca – aumentam o débito cardíaco.
  49. 49. Pré-carga  A pré-carga consiste no volume ventricular no final da diástole e é dependente do retorno venoso.  O retorno venoso é influenciado por mudanças de posição, pressão intratorácica e pelo tónus do sistema venoso.  O aumento da pré-carga implica aumento no volume ejectivo.  A relação entre o volume ventricular no final da diástole e o volume ejectivo é conhecido com Lei de Starling que defende que a energia de contracção do músculo ventricular é directamente proporcional ao comprimento inicial da fibra muscular.
  50. 50. Pós-carga  Pós-carga é a resistência a ejecção ventricular e é causada pela resistência oferecida ao fluxo na circulação sistémica – resistência vascular sistémica.  A resistência é determinada pelo diâmetro das arteríolas e dos esfíncteres pré-capilares. Quanto mais reduzido for o seu diâmetro, maior a resistência.  A resistência vascular sistémica é controlada pelo sistema nervoso simpático, que por sua vez controla o tónus muscular da parede arteriolar.
  51. 51. Frequência cardíaca  A frequência cardíaca é variável de acordo com vários estímulos.  Frequência cardíaca = 60-100 bpm.  Factores que condicionam a frequência cardíaca:  Controle do sistema nervoso autónomo  Substâncias químicas  Temperatura  Emoções  Sexo  Idade
  52. 52. Algumas substâncias químicas produzidas pelo organismo podem provocar alterações da frequência cardíaca: Adrenalina (epinefrina) Frequência cardíaca – Substâncias químicas É produzida pelas supra-renais por estimulação simpática Aumenta a excitabilidade do nódulo sino-auricular Aumenta a frequência cardíaca Aumenta a força das contracções
  53. 53. Frequência cardíaca O ritmo cardíaco é ajustado de acordo com as condições variáveis, de forma a manter a homeostase do organismo. O nódulo sino-auricular é enervado pelo sistema nervoso autónomo: Simpático Parassimpático
  54. 54. Frequência cardíaca  A estimulação dos nervos simpáticos – aumenta a libertação de noradrenalina pelas terminações nervosas – o ritmo dos impulsos do nódulo SA aumentam e a frequência cardíaca aumenta.  A estimulação dos nervos parassimpáticos (nervo vago – X nervo craniano) – aumenta a libertação de acetilcolina pelas terminações nervosas – o ritmo dos impulsos do nódulo SA diminuem e do nódulo AV e a frequência cardíaca diminui.
  55. 55. O cálcio e o potássio têm influência na contractilidade das células cardíacas. Frequência cardíaca – Substâncias químicas Excesso de iões de potássio no líquido extracelular Provoca uma fraqueza geral do músculo cardíaco. Diminui a força de contracção pela diminuição do potencial de repouso da membrana. Excesso de iões de cálcio no líquido extracelular O coração sofre uma contracção espasmódica. Aumenta a força de contracção. Diminui a frequência cardíaca.
  56. 56. Frequência cardíaca - Temperatura Hipertermia Aumento da temperatura corporal pelo exercício físico Estimulam o nódulo sino-auricular que gera mais impulsos Provocando um aumento da frequência cardíaca Hipotermia Provoca: -diminuição da frequência cardíaca -diminuição da força das contracções
  57. 57. Frequência cardíaca - Emoções Emoções como: - Medo - Raiva - Ansiedade Aumentam a frequência cardíaca (sindroma de adaptação geral) Estados mentais como: -Depressão Diminuem a frequência cardíaca por estimulação do centro cardio-inibitório
  58. 58. Frequência cardíaca-sexo e idade Os batimentos cardíacos são mais acelerados nas mulheres que nos homens. Os batimentos cardíacos são acelerados nos recém-nascidos, são moderados na juventude e são mais lentos nos idosos.
  59. 59. Sistema de condução  O coração tem um sistema intrínseco de condução – sistema condutor – que permite ao coração manter os batimentos cardíacos sem qualquer estímulo do sistema nervoso.  O sistema condutor estimula a contracção das fibras musculares cardíacas, pois tem a capacidade de gerar e distribuir potenciais de acção.  É composto por tecido muscular especializado.
  60. 60. Sistema de condução  O músculo cardíaco é capaz de gerar de uma forma espontânea e rítmica potenciais de acção que provocam a contracção do coração.  O sistema de condução do coração é composto pelo:  Nódulo sino-atrial (ou sinusal)  Nódulo átrio-ventricular  Fascículo ou feixe átrio-ventricular  Ramos direito e esquerdo  Ramos subendocárdicos ou feixes de Purkinje
  61. 61. Sistema de condução Nódulo sinusal  O nódulo sino-atrial está localizado na parede do átrio direito, abaixo da entrada da veia cava superior.  O nódulo sino-atrial inicia os batimentos cardíacos e marca o ritmo da frequência cardíaca de todo o coração– é designado também por “marca passo”.  O nódulo sino-atrial gera potenciais de acção muito rápidos, distribui o estímulo por todo o coração, impedindo que outras zonas possam gerar também potenciais de acção.
  62. 62. Sistema de condução O potencial de acção que se gera no nódulo sino-atrial estende-se pelos átrios fazendo com que estas se contraiam e provocando a despolarização do nódulo átrio -ventricular.
  63. 63. Sistema de condução
  64. 64. Sistema de condução Nódulo átrio-ventricular  O nódulo átrio-ventricular localiza-se no septo interatrial.  O nódulo sino-atrial gera um potencial de acção que passa pelos átrios até ao nódulo átrio-ventricular.  Neste nódulo o potencial de acção desacelera permitindo:  Os átrios transfirem o sangue para os ventrículos.  Terminar a contracção dos átrios antes que os ventrículos iniciem a sua contracção.
  65. 65. Sistema de condução Fascículo átrio-ventricular (ou feixe de His)  Do nódulo átrio-ventricular o potencial de acção passa para o fascículo átrio-ventricular (ou feixe de His).  O fascículo átrio-ventricular inicia-se na parte superior do septo interventricular.  O potencial de acção passa para os ramos direito e esquerdo do fascículo átrio-ventricular na direcção do ápice do coração.
  66. 66. Sistema de condução Dos ramos do fascículo auriculo- ventricular emergem os ramos subendocárdicos ou fibras de Purkinje, distribui o potencial de acção pelas fibras musculares e provocam a contracção dos ventrículos.
  67. 67. Nódulo sino-autrial Localização: parede do atrio direito Função: - Inicia os batimentos cardíacos. - Marca o ritmo da frequência cardíaca. - Envia potenciais de acção para os dois atrios. - Provoca a contracção das aurículas. Sistema de condução
  68. 68. Fascículo auriculo-ventricular ou feixe de His Localização: Parte superior do septo interventricular Função: -Recebe o potencial de acção do nódulo atrio-ventricular. - Envia o potencial de acção para os ramos subendocárdicos ou fibras de Purkinje. Sistema de condução
  69. 69. Ramos subendocárdicos ou fibras de Purkinje Localização: Miocárdio ventricular Função: - Recebe o potencial de acção dos ramos direito e esquerdo do fascículo atrio- ventricular. -Distribui o potencial de acção para as fibras musculares ventriculares. - Provoca a contracção dos ventrículos. Sistema de condução
  70. 70. Electrocardiograma  Um electrocardiograma (ECG) é um registo das alterações eléctricas que acompanham os batimentos cardíacos.  Os potenciais de acção de cada segmento do batimento cardíaco são passíveis de ser registados num gráfico com ondas que sobem e descem, que formam o traçado electrocardiográfico.  O electrocardiograma regista-se numa folha de papel milimétrico.
  71. 71.  As informações registadas no ECG representam os impulsos eléctricos do coração.  Os impulsos eléctricos representam as várias etapas da estimulação cardíaca.  No estado de repouso as células cardíacas encontram-se polarizadas e o interior das células apresenta-se com uma carga negativa. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Célula cardíaca em repouso. Célula cardíaca polarizada.+++++++++++++++++++++++++++++ ++++++++++++++++++++++++++++++ Electrocardiograma
  72. 72. Quando são estimuladas electricamente as células cardíacas despolarizam-se e contraem-se. ++++ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - ++++ - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Célula cardíaca em contracção. Célula cardíaca despolarizada. - - - - ++++++++++++++++++++++++ - - - - ++++++++++++++++++++++++ Contracção Despolarização Despolarização Electrocardiograma
  73. 73.  Uma onda de despolarização propaga-se pelo coração provocando uma contracção do miocárdio.  A despolarização provoca a contracção das células do miocárdio quando a carga dentro das células se torna positiva (+).  As ondas de despolarização (interior das células + ) e as ondas de repolarização (interior das células - ) são registadas sob a forma de ondas no ECG. Electrocardiograma
  74. 74. Electrocardiograma  A onda de despolarização carrega o interior das células do miocárdio positivamente.  Na repolarização as células do miocárdio voltam a ter no seu interior carga negativa.  A repolarização é um fenómeno eléctrico e o coração fica quieto durante esta actividade.
  75. 75. Electrocardiograma Cada ciclo cardíaco forma 3 ondas que se designam por: Onda P Onda ou complexo QRS Onda T
  76. 76. Electrocardiograma-Onda P  Indica a despolarização auricular.  É a propagação do potencial de acção do nódulo sino-auricular às duas aurículas.  Logo após o inicio da onda P as aurículas contraem-se – o sangue passa das aurículas para os ventrículos.
  77. 77. Electrocardiograma- Onda P  O estimulo eléctrico que se inicia no nódulo sino-auricular propaga-se concentricamente em todas as direcções.  A despolarização auricular é uma onda de cargas positivas no interior das células cardíacas.  A onda de despolarização que vai na direcção das aurículas é captada pelos eléctrodos e registada como onda P.
  78. 78. Electrocardiograma- Onda P A onda P representa a actividade eléctrica da contracção das duas aurículas. A onda P representa: Despolarização Contracção  Nota: considera-se que a despolarização se faz ao mesmo tempo que a contracção, mas na realidade a contracção ocorre ligeiramente depois. Dos dois atrios
  79. 79. Onda P -Onda de despolarização. - Contracção das aurículas. Electrocardiograma- Onda P
  80. 80. Electrocardiograma- Complexo QRS Indica a despolarização ventricular. É a propagação do potencial de acção pelos ventrículos. A onda QRS ou sistema QRS representa a actividade eléctrica de estimulação dos ventrículos.
  81. 81. Electrocardiograma- Complexo QRS  O impulso vindo do nódulo sino-auricular chega ao nódulo auriculo-ventricular e faz uma pausa de 1/10 de segundo.  Esta pausa permite que o sangue passe das aurículas para os ventrículos.  Após esta pausa o nódulo auriculo-ventricular envia um impulso eléctrico (envia uma onda de despolarização) que se propaga pelo feixe auriculo-ventricular ou feixe de His.
  82. 82. Electrocardiograma- Complexo QRS  Do feixe de His a onda de despolarização propaga-se pelos ramos direito e esquerdo – fascículo subendocárdico ou feixes de Purkinje.  À medida que se propaga a despolarização do nódulo auriculo- ventricular, inicia-se a contracção dos ventrículos.  A onda ou complexo QRS registado no ECG é o impulso eléctrico que se propaga do nódulo AV para as fibras de Purkinje e para a células miocárdicas.  A contracção ventricular dura mais tempo que o complexo QRS, mas este é considerado o registo que representa a contracção ventricular.
  83. 83. Complexo QRS -Onda de despolarização dos ventrículos. - Provoca a contracção dos ventrículos.
  84. 84. Onda R - É a primeira deflexão para cima. Onda Q - É uma onda que se desloca para baixo no traçado. -Pode não estar presente. - Se está presente é sempre a primeira deflexão para baixo no inicio do complexo QRS. Onda S - É uma deflexão para baixo que é sempre precedida de uma deflexão para cima.
  85. 85. Electrocardiograma- Complexo QRS  Uma deflexão para cima no traçado do ECG é sempre uma onda R.  As ondas Q e S são sempre dirigidas para baixo (são ondas negativas).  O que distingue as ondas Q e S é o facto de aparecerem antes ou depois da onda R.  Onda Q – surge antes da onda R.  Onda S – surge depois da onda R.
  86. 86. Electrocardiograma- Onda T  Indica a repolarização dos ventrículos.  Na repolarização as células do miocárdio recuperam a carga negativa no seu interior, ficando desta forma preparadas para uma nova estimulação.  A repolarização dos ventrículos é uma fenómeno eléctrico, não havendo por isso qualquer resposta mecânica
  87. 87. Onda T -Representa a repolarização ventricular. - Não há resposta mecânica.
  88. 88. Electrocardiograma
  89. 89. Onda P Contracção auricular Complexo QRS Contracção ventricular Onda T Repolarização ventricular Onda P Sístole auricular Complexo QRS Sístole ventricular Onda T Fase de repouso entre os batimentos
  90. 90. Referencias bibliográficas  GUYTON & HALL, Tratado de fisiologia Médica, 11ª edição, Rio de Janeiro, Elsevier, 2006. cap 9,10. pág 103-121  SADLER, T.W, Embriologia Médica, 11ª edição, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, cap 12, pág 143-173  NETTER, Frank H, Atlas de anatomia Humana, 3ª edição, Porto Alegre, Artmed, 2003, pág 207-222

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