Escola Secundária de Vale de CambraAnálise do Jantar no Hotel Central               Português 11ºano
Objetivos do episódio:•Homenagear o banqueiroJacob Cohen;•Proporcionar a Carlos umprimeiro contacto com omeio social lisbo...
João da Ega•«Figura esgrouviada e seca», com «os pêlos do bigode arrebitados», «com nariz adunco, um quadrado de vidro ent...
Jacob Cohen   •Baixo, apurado, de olhos    bonitos, suíças pretas e       luzidias, mão comdiamante, irónico, respeitado, ...
Tomás de Alencar       •Muito alto, face escaveirada, nariz    aquilino, «longos, espessos, românticos   bigodes grisalhos...
Dâmaso Salcede                               •Rapaz                 baixote, gordo, bochechudo, cab                       ...
Carlos da Maia   •«Formoso e magnífico moço, alto, bem  feito, de ombros largos, com uma testa de mármore sob os anéis dos...
Craft   •Baixo, loiro, pele rosada e     fresca, inglês, aparência fria, musculatura de atleta, deeducação britânica, modo...
António in Expresso,de 12 de Agosto de 2000
Caricatura de Dâmaso Salcede    «(…) rapaz baixote, gordo, frisado como      um noivo de província, de camélia ao     peit...
A Literatura e a Crítica Literária     Tomás de Alencar•Defensor do Ultrarromantismo;• Incoerente: condena no presente o  ...
A Literatura e a Crítica Literária          Carlos                           Craft• Acha intolerável os grandes    • Defen...
As Finanças    •O país tem absoluta necessidade dos          empréstimos estrangeiro;       •Cohen é calculista cínico: te...
A História Política       João da Ega                       Tomás de Alencar• Aplaude as afirmações do          • Teme a i...
Hipálage“Fora um dia de Inverno suave”         Transferência das    qualidades do sujeito para o              objeto.
Uso expressivo do adjetivo “Um esplêndido preto”“Uma deliciosa cadelinha      escocesa”          Adjetivos
Uso expressivo do advérbio“Carlos, tranquilamente, ofereceu            dez tostões”   “mas horrivelmente suja” “maravilhos...
Uso do Gerúndio  “Estava mostrando a Craft”“Fora comprando, descobrindo” “Conversando com um rapaz          baixote”
Uso do diminutivo com valor pejorativo  “Dez tostõezinhos! Se o quadrinho   tivesse por baixo o nomezinho de Fortuny, vali...
Uso de Empréstimos       “Très chic”“Petits pois à la Cohen”                           Galicismos“Tinha um bouquet de     ...
Discurso Indireto Livre     “Dez tostõezinhos! Se o quadradinho tivesse por baixo onomezinho de Fortuny, valia dezcontinho...
Marcas de Oralidade“Eu a bordo atirei-me. E ela dava cavaco! (…) mas trago-a de olho (…) sentir umas cócegas... E, se  me ...
Escola Secundária de Vale de Cambra  Enzo Almeida nº5  Filipa Mendes nº6   Rute Pires nº16Português 11ºano
Escola Secundária de Vale de CambraFontes bibliográficas de apoioREIS, F. E.; SANTOS, M.M. e GONÇALVES, M.N.L. (2008)Os Ma...
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Os Maias - Jantar no Hotel Central

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Análise do episódio "Jantar no Hotel Central" d'Os Maias, de Eça de Queirós.

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Os Maias - Jantar no Hotel Central

  1. 1. Escola Secundária de Vale de CambraAnálise do Jantar no Hotel Central Português 11ºano
  2. 2. Objetivos do episódio:•Homenagear o banqueiroJacob Cohen;•Proporcionar a Carlos umprimeiro contacto com omeio social lisboeta e avisão de Maria Eduarda;•Apresentar a visão críticade alguns problemas.
  3. 3. João da Ega•«Figura esgrouviada e seca», com «os pêlos do bigode arrebitados», «com nariz adunco, um quadrado de vidro entalado no olho direito». •Amigo íntimo de Carlos, estudante de direito, original, ateu, demagogo, aud az, exagerado, revolucionário, boémio , satânico, rebelde, sentimental. •Promotor da homenagem a Cohen, amante de Raquel e representante do Realismo/Naturalismo.
  4. 4. Jacob Cohen •Baixo, apurado, de olhos bonitos, suíças pretas e luzidias, mão comdiamante, irónico, respeitado, irresponsável e marido de Raquel.•O homenageado, representante das altas finanças, é diretor do Banco Nacional.
  5. 5. Tomás de Alencar •Muito alto, face escaveirada, nariz aquilino, «longos, espessos, românticos bigodes grisalhos», calvo na frente, dentes estragados, teatral «em toda a sua pessoa havia alguma coisa de antiquado, de artificial e de lúgubre», incoerente, desfasado do seu tempo e íntimo de Pedro da Maia. •Poeta Ultrarromântico.
  6. 6. Dâmaso Salcede •Rapaz baixote, gordo, bochechudo, cab elo frisado, ar provinciano, vestido de modo ridículo, exibicionista, oportuni sta, vaidoso, cobarde e grosseiro na expressão linguística e gosta de imitar Carlos.•O novo-rico, representante dos vícios.
  7. 7. Carlos da Maia •«Formoso e magnífico moço, alto, bem feito, de ombros largos, com uma testa de mármore sob os anéis dos cabelos pretos e os olhos dos Maias (…) de um negro líquido, ternos como os dele e mais graves. Trazia a barba toda, muito fina, castanho- escura, rente na face, aguçada no queixo – oque lhe dava, com o bonito bigode arqueadoaos cantos da boca, uma fisionomia de belo cavaleiro da Renascença.» •Viajado, culto, requintado, médico, intelige nte, diletante e dandy.
  8. 8. Craft •Baixo, loiro, pele rosada e fresca, inglês, aparência fria, musculatura de atleta, deeducação britânica, modo calmo eplácido, excêntrico, viajado, rico, colecionador de obras de arte. •Representante da cultura artística e britânica, o árbitro das elegâncias, o “homem ideal”.
  9. 9. António in Expresso,de 12 de Agosto de 2000
  10. 10. Caricatura de Dâmaso Salcede «(…) rapaz baixote, gordo, frisado como um noivo de província, de camélia ao peito e plastrão azul-celeste (…) - Bem sei! Os Castro Gomes…Conheço-os muito… Vim com eles de Bordéus… Uma gente muito chique que vive em Paris. (…) Que eu cá, não sei se Vossa Excelência é a mesma coisa, mas eu cá, com mulheres, a minha teoria é esta: atracção! Eu cá, é logo: atracção!».
  11. 11. A Literatura e a Crítica Literária Tomás de Alencar•Defensor do Ultrarromantismo;• Incoerente: condena no presente o João da Egaque cantara no passado;• Falso moralista: refugia-se na •Defensor do Realismo/moral, por não ter outra arma de Naturalismo;defesa;• Desfasado do seu tempo; VS •Exagera, defendendo a cientificidade na literatura:• Defensor da crítica literária da não distingue Ciência enatureza académica: Literatura.- Preocupado com aspetos formais emdetrimento da dimensão temática;- Preocupado com o plágio.
  12. 12. A Literatura e a Crítica Literária Carlos Craft• Acha intolerável os grandes • Defende a arte comoares científicos do realismo; idealização do que melhor• Defende que os caracteres se há na natureza.manifestam pela ação. • Recusam o ultrarromantismo de Alencar; • Recusam o exagero de Ega
  13. 13. As Finanças •O país tem absoluta necessidade dos empréstimos estrangeiro; •Cohen é calculista cínico: tendoresponsabilidades pelo cargo que desempenha, lava as mãos e afirma alegremente que o país vai direitinho para a bancarrota.
  14. 14. A História Política João da Ega Tomás de Alencar• Aplaude as afirmações do • Teme a invasão espanhola: é umCohen; perigo para a independência• Delira com a bancarrota como nacional;determinante da agitação • Defende o romantismo político:revolucionária; -Uma república governada por• Defende a invasão espanhola; génios;• Defende o afastamento violento -A fraternização dos povos;da Monarquia e aplaude a • Esquece o adormecimento geral doinstalação da República; país.• A raça portuguesa é a maiscovarde e miserável da Europa:«Lisboa é Portugal! Fora de Dâmaso Salcede • Se acontecesse invasão espanhola, eleLisboa não há nada.» «raspava-se» para Paris; • Toda a gente fugiria como uma lebre.
  15. 15. Hipálage“Fora um dia de Inverno suave” Transferência das qualidades do sujeito para o objeto.
  16. 16. Uso expressivo do adjetivo “Um esplêndido preto”“Uma deliciosa cadelinha escocesa” Adjetivos
  17. 17. Uso expressivo do advérbio“Carlos, tranquilamente, ofereceu dez tostões” “mas horrivelmente suja” “maravilhosamente bem feita” Advérbios
  18. 18. Uso do Gerúndio “Estava mostrando a Craft”“Fora comprando, descobrindo” “Conversando com um rapaz baixote”
  19. 19. Uso do diminutivo com valor pejorativo “Dez tostõezinhos! Se o quadrinho tivesse por baixo o nomezinho de Fortuny, valia dez continhos de réis. Mas não tinha esse nomezinho bendito… Ainda assim valia notazinhas de vinte mil réis” Diminutivos
  20. 20. Uso de Empréstimos “Très chic”“Petits pois à la Cohen” Galicismos“Tinha um bouquet de rosas!” “Shake-hands” Anglicismos “Gentleman”
  21. 21. Discurso Indireto Livre “Dez tostõezinhos! Se o quadradinho tivesse por baixo onomezinho de Fortuny, valia dezcontinhos de réis. Mas não tinhaesse nomezinho bendito… Ainda assim valia dez notazinhas de vinte mil réis”.
  22. 22. Marcas de Oralidade“Eu a bordo atirei-me. E ela dava cavaco! (…) mas trago-a de olho (…) sentir umas cócegas... E, se me pilho só com ela, ferro-lhe(…) minha teoria é esta: atracão! Eu cá, é logo: atracão!”
  23. 23. Escola Secundária de Vale de Cambra Enzo Almeida nº5 Filipa Mendes nº6 Rute Pires nº16Português 11ºano
  24. 24. Escola Secundária de Vale de CambraFontes bibliográficas de apoioREIS, F. E.; SANTOS, M.M. e GONÇALVES, M.N.L. (2008)Os Maias de Eça deQueirós – O texto em análise. Lisboa: Texto editores.JACINTO, C. e LANÇA, G. (2006) Análise da Obra – Os Maias, de Eça de Queirós.Porto: Porto Editora.http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/portugues/portugues_trabalhos/osmaiasjantarhotelcentral2.htm Português 11ºano

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