Jose Regio

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Trabalho apresentado pela aluna Beatriz Silva 10ºD | 2010-2011 (Escola Básica 2,3/S de Vale de Cambra), na disciplina de Português, no âmbito do estudo da Poesia do Século XX.

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Jose Regio

  1. 1. José Régio<br />
  2. 2. <ul><li>Leitura do Texto Informativo da página 186 do manual Português, 10º Ano, (Santilana Editora) sobre a revista Presença.
  3. 3. Pequena nota biográfica sobre o autor na página 187 do manual acima referido. </li></ul>Biografia<br />
  4. 4. <ul><li>Poemas de Deus e do Diabo (1925)
  5. 5. Jogo da Cabra-Cega (1934)
  6. 6. A Velha Casa (1944,1947, 1953, 1960 e 1966)</li></ul>Um pouco mais…<br /> José Régio escreveu cerca de 30 obras entre romances, novelas, peças de teatro, etc., destacando-se sobretudo na poesia. Colaborou em jornais como República , o Primeiro de Janeiro, Jornal de Notícias entre outros. Ganhou também alguns prémios literários como o Prémio Diário de Notícias e o Prémio Nacional de Poesia. <br /> Obras<br />
  7. 7. Cântico Negro"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces Estendendo-me os braços, e seguros De que seria bom que eu os ouvisse Quando me dizem: "vem por aqui!" Eu olho-os com olhos lassos, (Há, nos olhos meus, ironias e cansaços) E cruzo os braços, E nunca vou por ali... A minha glória é esta: Criar desumanidade! Não acompanhar ninguém. - Que eu vivo com o mesmo sem-vontadeCom que rasguei o ventre à minha mãe Não, não vou por aí! Só vou por onde Me levam meus próprios passos... Se ao que busco saber nenhum de vós responde Por que me repetis: "vem por aqui!"? <br />
  8. 8. Prefiro escorregar nos becos lamacentos, Redemoinhar aos ventos, Como farrapos, arrastar os pés sangrentos, A ir por aí... Se vim ao mundo, foi Só para desflorar florestas virgens, E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada! O mais que faço não vale nada. Como, pois sereis vós Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem Para eu derrubar os meus obstáculos?... Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós, E vós amais o que é fácil! Eu amo o Longe e a Miragem, Amo os abismos, as torrentes, os desertos... Ide! Tendes estradas, Tendes jardins, tendes canteiros, Tendes pátria, tendes tectos, E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios... Eu tenho a minha Loucura ! Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura, E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios... <br />
  9. 9. Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém. Todos tiveram pai, todos tiveram mãe; Mas eu, que nunca principio nem acabo, Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo. Ah, que ninguém me dê piedosas intenções! Ninguém me peça definições! Ninguém me diga: "vem por aqui"! A minha vida é um vendaval que se soltou. É uma onda que se alevantou. É um átomo a mais que se animou... Não sei por onde vou, Não sei para onde vou - Sei que não vou por aí! <br />inPoemas de Deus e do Diabo<br />
  10. 10. <ul><li>A poesia do séc. XX incide na importância do conteúdo, na riqueza do texto e na mensagem que o poeta faz transparecer ao leitor, desprezando a estrutura formal do poema.
  11. 11. Nove estrofes de versos e sílabas métricas desiguais resultante de uma espécie de diálogo dramatizado.
  12. 12. Rima misturada
  13. 13. Anáfora</li></ul>Análise formal do poema<br />
  14. 14. <ul><li>Afirmação da individualidade do sujeito poético
  15. 15. Proclamação da sua existência imposta
  16. 16. Apresentação do orgulho como motivador das suas acções
  17. 17. Importância de uma procura pessoal constante
  18. 18. Pólos opostos morais (o bem e o mal, Deus e o Diabo)
  19. 19. Procura do desconhecido como objectivo final</li></ul>O poema<br />
  20. 20. Canção cruel <br /> Corpo de ânsia. Eu sonhei que te prostrava, E te enleava Aos meus músculos! Olhos de êxtase, Eu sonhei que em vós bebia Melancolia De há séculos! Boca sôfrega, Rosa brava Eu sonhei que te esfolhava Pétala a pétala! Seios rígidos, Eu sonhei que vos mordia Até que sentia <br /> Vómitos! Ventre de mármore, Eu sonhei que te sugava, E esgotava Como a um cálice! Pernas de estátua, Eu sonhei que vos abria, Na fantasia, Como pórticos! Pés de sílfide, Eu sonhei que vos queimava Na lava Destas mãos ávidas! Corpo de ânsia, Flor de volúpia sem lei! Não te apagues, sonho! mata-me Como eu sonhei. <br />O Amor e a Morte<br />
  21. 21. <ul><li>Paixão/êxtase mulher amada
  22. 22. Revelação de uma necessidade física/posse pela parte do “eu” poético
  23. 23. Projecção do acto como sonho e do sonho como capítulo de morte.</li></ul>O poema<br />
  24. 24. <ul><li>http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/exposicoes-virtuais/jose-regio-e-os-mundos-em-que-viveu.html
  25. 25. http://www.astormentas.com/din/biografia.asp?autor=Jos%E9+R%E9gio
  26. 26. Alexandre Dias Pinto etal, Português, 10ºano, Santilana, 2010, pp.186-191</li></ul> Beatriz Melo S.<br /> 2010/2011 <br />Fontes consultadas<br />

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