Parte 1 eco_economia

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Parte 1 eco_economia

  1. 1. A Economia e a Terra i Eco-Economia
  2. 2. ii Publicações UMA/ Worldwatch Estado do Mundo 1999 a 2003 (Relatório do Worldwatch Institute sobre o Avanço em Direção a uma Sociedade Sustentável) Sinais Vitais 2000 e 2001 - Tendências Ambientais que Determinarão nosso Futuro Lester R. Brown Revista do World Watch - Edições Novembro/Dezembro 1999 Janeiro/Fevereiro - Março/Abril - Maio/Junho - Julho/Agosto - Setem-bro/ Outubro e Novembro/Dezembro 2000 e 2001 (Trabalhando para um Futuro Sustentável) e Janeiro 2002 As publicações em português poderão ser adquiridas enviando nome e endereço completos para: UMA-Universidade Livre da Mata Atlântica e-mail: uma@uma.org.br ou, Caixa Postal 7119, CEP 41811-970 Salvador - Bahia - Brasil Solicite também pela internet, no site: www.uma.org.br
  3. 3. iii ECO-ECONOMIA Construindo uma Economia para a Terra Lester R. Brown EARTH POLICY INSTITUTE Eduardo Athayde, Editor Associado UMA - Universidade Livre da Mata Atlântica UMA - Editora Salvador - Bahia - Brasil R
  4. 4. iv Titulo original: Eco-Economia Tradução: Henry J. Mallett e Célia Mallet Revisão Técnica: Eliane Souza Pinheiro Produção: Creusa M. Porto Copyright © 2003 Earth Policy Institute Todos os direitos desta edição reservados à UMA - Universidade Livre da Mata Atlântica Av. Frederico Pontes 375, CEP 40460-001 - Salvador - BA - Fone/fax (71) 312-7897 e-mail uma@uma.org.br As marcas ECO-ECONOMY e EARTH POLICY INSTITUTE estão registradas no U.S. Patent and Trademark Office. Composição pelo Earth Policy Institute Publicado no Brasil pela UMA - Universidade Livre da Mata Atlântica 2003 Primeira Edição B878 Brown, Lester R. Eco-Economia: construindo uma economia para a terra / Lester R. Brown. - Salvador: UMA. 2003. 368 p. ; 23,5cm. ISBN 85-87616-08-0 1. Ecologia. 2. Economia I. Título CDD 330
  5. 5. v A Roger e Vicki Sant, que compartilham a visão
  6. 6. vi
  7. 7. vii Agradecimentos Quem escreve um livro tem uma dívida de gratidão com um grande número de pessoas – pela assistência na pesquisa, idéias, revisão, edição e publicação. Na publicação, há muito sou grato a W.W. Norton & Company. Quando estava compilando a lista para a página de “Ou-tras Publicações da Norton por Lester R. Brown,” no início deste livro, percebi que Norton publicou 38 livros onde eu apareço como autor principal ou autor, inclusive 18 relatórios Estado do Mundo, 9 edições de Sinais Vitais e 11 outros títulos. Numa época quando é comum ouvir-se estórias de horror na lida com editoras, essa união com Norton deve ter sido concebida no paraíso. Essa relação maravilhosa, que já se estende por 28 anos, começou quando George Brockway, então Presidente, foi o nosso contato, passando posteriormente para Ivã Ashner e hoje Amy Cherry. Trabalhando neste livro, também nos beneficiamos do trabalho com Lucinda Bartley, do departamento editorial, e da equipe de produção, liderada por Andrew Marasia, que colocou Eco-Economia nos trilhos. Foi um prazer trabalhar com todos. Escrever Eco-Economia e lançar o Earth Policy Institute no mesmo ano não teria sido possível sem a ajuda de Reah Janise Kauffman, minha assistente há 15 anos. Como Vice-Presidente do Earth Policy Institute, ela cuidou de inúmeros detalhes para a criação da organização – desde o projeto e decoração dos escritórios até o trabalho com os designers do website. Com ela assumindo a responsabilidade por todas essas questões, fiquei livre para concentrar-me no livro. Além do seu incansável entusiasmo por este livro, desde o início, Reah Janise transcreveu todo o manuscrito das fitas que ditei. Ao fazê-lo, às vezes editava. Ela também leu o manuscrito completo pre-parado em três minutas sucessivas, dando sugestões úteis a cada es-t ágio e ajudando na formatação final. Janet Larsen, com diploma do programa Earth Systems da Universi-dade de Stanford, um ano atrás, ajudou na pesquisa desde o início. Também fez a resenha do manuscrito à medida que evoluía, ajudan-do- me nas análises de muitos dos temas discutidos aqui. Além da sua
  8. 8. viii Agradecimentos diligência e competência, trouxe uma maturidade de julgamento da qual vim a depender. Shane Ratterman se tornou membro da equipe do Earth Policy justamente no momento de ajudar a supervisionar a instalação do sistema de informática. Ele uniu-se ao projeto do livro já pela me-tade, ajudando na pesquisa e revisão do manuscrito durante a reta final. Este livro se fundamenta em algumas associações novas, como Janet e Shane, e vários relacionamentos antigos. A lista dos meus livros que a redatora independente Linda Starke editou durante os últimos 20 anos inclui praticamente todos que constam na lista da Norton. Ela contribuiu com sua eficiência e disciplina costumeiras para a edição de Eco-Economia. Além das suas especializações editori-ais, seu conhecimento acumulado sobre questões ambientais foi ines-tim ável. Somos gratos a Maggie Powell, não apenas pelo excelente traba-lho de layout e design do livro, mas também por sua disposição de trabalhar dentro de um cronograma apertado. Usufruímos dos seus anos de experiência em design. Muitas pessoas prestaram informações sobre uma vasta gama de temas. Meus agradecimentos vão para Earle Amey, U.S. Geological Survey; Donald Bleiwas, U.S. Geological Survey; Eileen Claussen, Pew Center on Global Climate Change; Richard Dirks, Centro Naci-onal de Pesquisa Atmosférica; Daniel Edelstein, U.S. Geological Survey; Robert Engleman, Population Action International; Ned Habich, Departamento do Interior, E.U.A.; William Heenan, Steel Recycling Institute; Jeffrey Kenworthy, Universidade Murdoch, Aus-tr ália; Rattan Lal, Universidade do Estado de Ohio; Bill Liefert, De-partamento de Agricultura, E.U.A.; Paul Maycock, PV Energy Systems; Iris Perticone, International Geothermal Association; Patricia Plunkert, U.S. Geological Survey; Brian Reaves, Departamento de Justiça, E.U.A.; Karyn Sawyer, Centro Nacional de Pesquisa Atmos-f érica; Robert Sohlberg, Universidade de Maryland; Karen Stanecki, Departamento do Censo, E.U.A.; Randall Swisher, American Wind Energy Association; Kenneth Visser, Departamento do Interior, E.U.A.; e Hania Zlotnik, Divisão de População das Nações Unidas. Muitos dos meus colegas no Worldwatch também forneceram informações úteis em várias ocasiões durante o trabalho, incluindo Lori Brown,
  9. 9. ix Agradecimentos Seth Dunn, Christopher Flavin, Gary Gardner, Brian Halweil, Anne Platt McGinn, Lisa Mastny, Ashley Mattoon, Danielle Nierenberg, Michael Renner e Molly O’Meara Sheehan. Pelas informações e discernimento, sou extremamente grato aos meus colegas do Worldwatch Institute, cujo trabalho tem sido inesti-m ável. A freqüência com que são citados neste livro é indicação da qualidade e abrangência da pesquisa do Worldwatch ao longo dos anos. E, desnecessário dizer, tenho me valido dos meus muitos anos de trabalho no Worldwatch para realizar esta obra. Devido ao seu escopo, Eco-Economia recebeu a ajuda de um núme-ro bem maior de revisores do que a maioria dos livros. William Mansfield, do nosso Conselho, contribuiu com seus anos de experi- ência no Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, anali-sando o manuscrito durante três etapas distintas. Outra Conselheira do EPI, Judy Gradwohl, trouxe sua perspectiva como bióloga e curadora do Smithsonian Institute para analisar o manuscrito na reta final. Scott McVay, Presidente da Chautauqua Institution e também Membro do Conselho do EPI e apoiador entusiástico deste livro, fez comentários sobre a minuta intermediária. Toby Clark, com seus anos de experiência em política ambiental na Agência de Proteção Ambiental e no Conselho de Qualidade Ambiental dos Estados Unidos, contribuiu com várias páginas de comentários sobre uma das minutas finais do manuscrito. Seus co-ment ários sobre a interface entre economia e ecologia foram de espe-cial valia. Maureen Kuwano Hinkle, que trabalhou durante 18 anos como lobista agrícola da Audubon Society, leu a minuta intermediária e final, encorajando-nos ao longo do caminho. Minha colega Dianne Saenz, nossa Diretora de Comunicações, fez comentários úteis sobre vários capítulos. Liz Abbett, especializando-se em ciência ambiental em Cornell, juntou-se a nós durante o verão fornecendo comentários valiosos sobre duas minutas distintas do manuscrito, inclusive algumas boas sugestões estruturais. Tanto Liz quanto Millicent Johnson, nossa bibliotecária e Gerente de Vendas, ajudaram na coleta de informações para o livro. Entre os que leram partes do manuscrito e forneceram comentári-os estão: Carl Haub, Population Reference Bureau; Ashley Matoon, Worldwatch Institute; Sandra Postel, Global Water Policy Project; Mohan
  10. 10. x Agradecimentos Wali, Universidade do Estado de Ohio; e John Young, consultor em política de materiais. Meus agradecimentos a todos que revisaram o manuscrito. E, obviamente, sou o único responsável pelo produto final. Finalmente, meus agradecimentos a Roger e Vicki Sant, que con-cederam uma generosa subvenção inicial para o Earth Policy Institute, permitindo que concentrasse minhas energias neste livro durante os primeiros meses do Instituto. Lester R. Brown
  11. 11. xi Índice Agradecimento vii Prefácio xv 1. A Economia e a Terra 3 Economia Autodestrutiva 7 Lições do Passado 15 Lições da China 17 A Aceleração da História 20 A Escolha: Reestruturar ou Decair 22 I. UM RELACIONAMENTO ESTRESSADO 2. Sinais de Estresse: Clima e Água 29 Aumento da Temperatura 30 Degelo 33 Elevação dos Oceanos 37 Tempestades Mais Destrutivas 40 Exaustão dos Rios 42 Queda dos Lençóis Freáticos 46 Enfrentamento à Escassez Hídrica 49 3. Sinais de Estresse: A Base Biológica 53 Colapso Pesqueiro 55 Recuo das Florestas 59 Deterioração de Pastagens 64 Erosão dos Solos 67 Desaparecimentos das Espécies 74 Sinergias e Surpresas 77
  12. 12. xii II. A NOVA ECONOMIA Índice 4. A Feição da Eco-Economia 83 Ecologia Sobre a Economia 84 Uma Tarefa Gigantesca 87 Reestruturação da Economia 89 Novas Industrias, Novos Empregos 92 A Maior oportunidade de Investimento da História 100 5. A criação de uma Economia Solar e de Hidrogênio 103 A Base da Eficiência Energética 105 Controlando o Vento 109 Transformando a Luz Solar em Eletricidade 114 Explorando o Calor da Terra 117 Gás Natural: O Combustível da Transição 119 Alcançando a Economia da Hidrogênio 121 6. Projeto para uma nova Economia de Materiais 129 Produtos Descartáveis 132 Os Materiais e o Meio Ambiente 134 O Ônus Tóxico da Terra 140 A Função da Reciclagem 144 O Replanejamento da Economia de Materiais 147 7. Alimentando todos Bem 153 Relatório de Situação 155 Elevando a Produtividade das Terras Cultivadas 158 Elevando a Produtividade Hídrica 163 Reestruturando a Economia Protéica 167 A Erradicação da Fome: Uma Estratégia Ampla 173 8. Protegendo os produtos e serviços florestais 179 Combustível, Madeira e Papel 180 Serviços Florestais 182 Silvicultura Sustentável 186 Aliviando a Carga 189 O Papel da Silvicultura 192 Recuperando a Terra 195
  13. 13. xiii 9. Replanejando Cidades para Pessoas 199 Uma Espécie Urbanizadora 200 Expansão Urbana Centrada no Automóvel 204 Urbanização e Obesidade 208 Sistemas Urbanos de Ferrovias e Ciclovias 212 Projetando Cidades para Pessoas 215 III. COMO CHEGAR LÁ 10. Reduzir Fertilidade para Estabilizar Populações 225 Avançar ou Retroceder 227 A África em Colapso 231 Preenchendo a Lacuna do Planejamento Familiar 235 O Papel da Educação Feminina 240 O Uso de Novelas e Seriados 242 Parando em Dois 243 11. Ferramentas para a Reestruturação da Economia 249 O Leme Fiscal 250 Remanejamento Fiscal 252 Remanejamento dos Subsídios 256 Selo Ecológico: Votando com Nossos Bolsos 261 Licenças Negociáveis 265 Apoio à Reestruturação Fiscal 267 12. Acelerando A Transição 271 Liderança das Nações Unidas 273 Novas Responsabilidades dos Governos 275 Novo Papel para a Mídia 277 O Interesse Corporativo 280 As ONGs e as Pessoas 284 Cruzando o Limiar 288 Haverá Tempo Suficiente? 294 Notas 297 Índice
  14. 14. xiv
  15. 15. xv Prefácio A idéia para este livro me ocorreu um pouco mais de um ano atrás, logo após ter deixado a Presidência Executiva e assumir a Presidên-cia do Conselho de Administração do WWI-Worldwatch Institute, uma organização que fundei em 1974. Nessa nova função, e com mais tempo disponível para pensar, três coisas se tornaram mais evi-dentes. Uma, estamos perdendo a guerra para salvar o planeta. Duas, precisamos de uma visão de como seria uma economia ambientalmente sustentável – uma eco-economia. E três, necessitamos de um novo tipo de organização de pesquisa – uma que ofereça não apenas uma visão de uma eco-economia, mas também avaliações constantes do avanço na concretização dessa visão. Quando o WWI deu início às suas atividades, nos preocupávamos com o encolhimento das florestas, expansão dos desertos, erosão dos solos, deterioração dos pastos e desaparecimento das espécies. Está- vamos apenas começando a nos preocupar com os pesqueiros em colapso. Hoje, a lista de preocupações é significativamente maior, incluindo níveis crescentes de dióxido de carbono, queda de lençóis freáticos, aumento da temperatura, desaparecimento de rios, destrui- ção do ozônio estratosférico, tempestades mais destrutivas, derreti-mento de geleiras, elevação do nível do mar e morte de recifes de coral. Ao longo do último quarto de século, muitas batalhas foram gan-has, mas a distância entre o que precisamos fazer para conter a dete-riora ção ambiental do planeta e o que estamos fazendo continua a aumentar. De alguma forma, precisamos reverter essa tendência. No momento, não existe uma visão consensual nem dentro da comunidade ambientalista, quanto mais na sociedade em geral. Se não conseguirmos uma visão de onde queremos ir, provavelmente nunca chegaremos lá. O objetivo deste livro é delinear nossa visão de uma eco-economia. A boa notícia é que, quando começamos o WWI, sabíamos que uma economia ambientalmente sustentável era possível, mas tínha-mos apenas uma idéia abstrata de como seria. Hoje, podemos efeti-
  16. 16. xvi vamente descrever com confiança não apenas como seria, mas como funcionará. Vinte e sete anos atrás, a moderna indústria da energia eólica não havia ainda surgido. Agora, mundialmente já percorre-mos Prefácio uma década fenomenal com 24% de crescimento. Graças ao Inventário Nacional de Recursos Eólicos do Depar-tamento de Energia dos Estados Unidos, sabemos que Dakota do Norte, Kansas e Texas têm energia eólica suficiente para satisfazer as necessidades nacionais de eletricidade. Nos Estados Unidos, a geração de energia eólica está projetada para crescer mais de 60% em 2001. Com a eletricidade de baixo custo gerada pelas turbinas eólicas, temos a opção de eletrolizar a água para produzir hidrogê- nio, o combustível ideal para motores a células de combustível, que estão sendo desenvolvidos por todas as grandes montadoras. As turbinas eólicas estão substituindo as minas de carvão na Europa. A Dinamarca, que proibiu a construção de usinas a car-v ão, obtém hoje 15% da sua eletricidade do vento. Em algumas comunidades no norte da Alemanha, 75% da demanda é satisfeita pela energia eólica. Há uma geração, sabíamos que células de silicone podiam con-verter a luz solar em eletricidade, porém o material de cobertura so-lar desenvolvido no Japão, que transforma os telhados nas usinas elétricas dos imóveis, ainda estaria por vir. Agora, mais de 1 milhão de lares em todo o mundo obtém sua eletricidade de células solares. As grandes corporações estão compromissadas com uma reciclagem abrangente, com o fechamento do ciclo da economia dos materiais. STMicrolectronics, na Itália e Interface, nos Estados Unidos, líder na fabricação de carpetes industriais, estão empenha-dos em atingir emissões zero de carbono. Shell Hydrogen e DaimlerChrysler colaboram com a Islândia para transformar esse país na primeira economia movida a hidrogênio. O que ficou evidente para mim, em minhas reflexões um ano atrás, foi que, para atingir esses objetivos, precisaríamos de um novo tipo de instituto de pesquisa. Assim, em maio deste ano, jun-tamente com as colegas Reah Janise Kauffman e Janet Larsen, for-mei o “Earth Policy Institute.” Eco-Economia: Construindo uma Eco-nomia para a Terra é nosso primeiro livro. Demos início também à edição de “Earth Policy Alerts,” matérias de quatro páginas tratan-do de temas como o desenvolvimento mundial da energia eólica e
  17. 17. xvii Prefácio o dust bowlN T que está se formando no noroeste da China. Essas matérias destacam as tendências que afetam nosso caminho em dire- ção a uma eco-economia. Ninguém que eu conheça tem as qualificações para escrever um livro com essa abrangência. Eu, certamente que não, mas alguém pre-cisa tentar. Cada capítulo poderia ser um livro. Na realidade, seções individuais têm sido objeto de livros. Além da gama de temas cober-tos, não é fácil realizar uma análise que integre áreas completas de conhecimento, especialmente quando abrange ecologia e economia – duas disciplinas que já partem de premissas contrárias. As pessoas aparentam estar ávidas por uma visão, por uma con-cep ção de como poderíamos reverter a deterioração da Terra. Um número cada vez maior de pessoas deseja se envolver. Quando dou palestras sobre o estado do mundo em vários países, a pergunta que mais ouço é: O que posso fazer? As pessoas reconhecem a necessida-de de ação e querem fazer algo. Minha resposta é sempre que precisa-mos fazer mudanças pessoais envolvendo tudo, desde um uso maior da bicicleta e menor do automóvel, até a reciclagem dos nossos jor-nais diários. Porém, não seria suficiente. Temos que mudar o sistema. E, para fazê-lo, precisaremos de uma reforma fiscal, reduzindo im-postos sobre a renda e aumentando impostos sobre atividades ambientalmente destrutivas, para que os preços reflitam a verdade ecológica. Qualquer pessoa que deseje reverter a deterioração do pla-neta terá que se empenhar na reforma fiscal. Este livro não é a palavra final. É uma obra em andamento. Con-tinuaremos a desenvolver os temas, atualizar os dados e refinar a análise. Caso o leitor, ou leitora, tenha interesse em receber o Earth Policy Alert, visite nosso website <www.earth-policy.org>, onde po-der á se inscrever para recebê-los logo que publicados. Nosso objetivo é publicar este livro nos principais idiomas do mundo. Além da edição norte-americana, haverá também uma edi- ção para o Reino Unido/Comunidade Britânica destinada à maioria dos países anglófonos. No leste asiático, já estão sendo providencia-das edições em chinês, japonês, coreano e italiano. Também haverá edição em português, publicada pelo nosso parceiro de longa data NT “Dust Bowl”, no sudoeste dos EUA, uma região que, durante a grande depressão da década de 1930, sofreu secas prolongadas com tempestades de poeira.
  18. 18. xviii Eduardo Athayde, diretor da UMA-Universidade Livre da Mata Atlân-tica, no Brasil. E temos conhecimento que Hamid Taravaty, do Irã, Membro do Conselho da EPI, está planejando uma edição em persa. Este livro pode ser baixado, gratuitamente, do nosso site parceiro no Brasil www.uma.org.br. Licença para reimpressão ou extratos do manuscrito podem ser obtidos através do e-mail uma@uma.org.br. Teremos prazer em receber sua contribuição na análise desses te-mas. Caso tenham opiniões, trabalhos ou artigos recentes que gosta-riam de compartilhar conosco, apreciaríamos recebê-los. Lester R. Brown

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