Local / universal: questões e desafios para os periódicos das ciências humanas e sociais 
Nelson Sanjad 
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A função e responsabilidade dos editores no avanço dos periódicos 
•Profissionalização 
•Internacionalização 
•Sustentabil...
•Atuamos como ‘administradores’ da revista ou como editores, de fato? 
•Contamos com uma equipe mínima de profissionais? O...
2. Em que língua publicar?
•Humanas: 3/84 em língua estrangeira 
•Sociais Aplicadas: 2/36 em língua estrangeira 
2. Em que língua publicar?
2. Em que língua publicar? 
•Qual é o nosso público leitor? 
•Qual é a nossa política editorial? 
•A publicação em inglês ...
3. É possível ou conveniente internacionalizar o corpo editorial? 
•Humanas: 10/84 possuem editores adjuntos/associados em...
•Quais e quantos pesquisadores de outros países estariam dispostos e seriam capazes de contribuir efetivamente com revista...
•Convém publicar em inglês um estudo de caso de interesse local/regional? 
•É possível distinguir claramente estudos com i...
•Nossas instituições publicadoras (publishers) podem arcar com o aumento progressivo do custo das revistas? 
•Temos infrae...
Pontos para reflexão 
•Há clareza na discussão sobre a ‘profissionalização’ e a ‘sustentabilidade’ dos periódicos brasilei...
•O cenário exige não apenas editores inteiramente comprometidos com seus afazeres, como também a tomada de decisões com co...
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Local / universal: questões e desafios para os periódicos das ciências humanas e sociais - Nelson Sanjad

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A IV Reunião Anual do SciELO de 2014 retoma a análise e discussão sobre o fortalecimento da qualidade dos periódicos do Brasil com ênfase nos indexados no SciELO e com vistas ao aumento do seu impacto nacional e internacionalmente.

A partir de 2015 o SciELO Brasil passa a operar com novos critérios de indexação baseados no cumprimento de uma lista de requisitos e indicadores sobre a adoção das linhas de ação orientadas à profissionalização, internacionalização e sustentabilidade financeira dos periódicos que o Programa SciELO vem promovendo.

Estas linhas de ação visam contribuir para o melhor desempenho dos periódicos. A liderança dos editores-chefes é determinante na adoção das linhas de ação.

A pauta da reunião abarcará três temas principais:

o desempenho dos periódicos SciELO;
os novos critérios de indexação do SciELO Brasil; e
a função e responsabilidade dos editores no avanço dos periódicos.

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Local / universal: questões e desafios para os periódicos das ciências humanas e sociais - Nelson Sanjad

  1. 1. Local / universal: questões e desafios para os periódicos das ciências humanas e sociais Nelson Sanjad Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ciências Humanas
  2. 2. A função e responsabilidade dos editores no avanço dos periódicos •Profissionalização •Internacionalização •Sustentabilidade financeira
  3. 3. •Atuamos como ‘administradores’ da revista ou como editores, de fato? •Contamos com uma equipe mínima de profissionais? Ou dependemos de estagiários, bolsistas e estudantes de pós-graduação? •Dispomos de tempo e condições de trabalho para acompanhar todo o processo editorial? •Conseguimos organizar todos os passos de produção da revista, da submissão à circulação/divulgação? •Estamos prontos para a ampliação no número de submissões? 1. Quais as reais condições de produção da revista?
  4. 4. 2. Em que língua publicar?
  5. 5. •Humanas: 3/84 em língua estrangeira •Sociais Aplicadas: 2/36 em língua estrangeira 2. Em que língua publicar?
  6. 6. 2. Em que língua publicar? •Qual é o nosso público leitor? •Qual é a nossa política editorial? •A publicação em inglês garante maior visibilidade ou mais citação aos artigos? •A revista pode financiar a tradução/revisão de todos os artigos? •A comunidade acadêmica brasileira pode arcar com os custos de tradução para o inglês? •A comunidade acadêmica brasileira escreve bem em inglês? •Há questões de ordem ética ou política envolvidas na publicação em língua estrangeira?
  7. 7. 3. É possível ou conveniente internacionalizar o corpo editorial? •Humanas: 10/84 possuem editores adjuntos/associados em outros países •Sociais Aplicadas: 3/36 possuem editores adjuntos/associados em outros países
  8. 8. •Quais e quantos pesquisadores de outros países estariam dispostos e seriam capazes de contribuir efetivamente com revistas brasileiras? •A simples participação desses editores seria capaz de elevar a qualidade e a visibilidade internacional dos artigos? •É possível contar com o trabalho voluntário desses editores? •A língua portuguesa constitui uma barreira à participação desses editores? •Que critério ou padrão seria utilizado por esses editores na avaliação/edição de artigos feitos no Brasil? 3. É possível ou conveniente internacionalizar o corpo editorial?
  9. 9. •Convém publicar em inglês um estudo de caso de interesse local/regional? •É possível distinguir claramente estudos com interesse “local” e “global”? Quais os limites entre eles? •Como proceder no caso de artigos descritivos, autocentrados, com baixa teorização, pouco diálogo com a literatura internacional e ausência de análise comparativa? •O que fazer com os “artigos-salame” e com os “artigos- reciclados”? •Como atrair ou incentivar autores estrangeiros a publicarem em nossas revistas, se o que elas publicam é quase exclusivamente relacionado ao Brasil? •Devemos buscar apenas os brasilianistas ou estamos abertos a artigos relacionados a outros países? 4. A produção acadêmica/científica brasileira é “internacional”?
  10. 10. •Nossas instituições publicadoras (publishers) podem arcar com o aumento progressivo do custo das revistas? •Temos infraestrutura e equipe para dar conta de um possível aumento de demanda, sobretudo internacional? •Cogitamos e estamos preparados para cobrar taxas dos autores? •Essas taxas ajudariam, efetivamente, a financiar a revista? Como seriam arrecadadas e gerenciadas? •Estamos formando profissionais (editores, revisores, diagramadores etc.) para dar continuidade à produção da revista no futuro próximo? 5. Nossas revistas são sustentáveis a longo prazo?
  11. 11. Pontos para reflexão •Há clareza na discussão sobre a ‘profissionalização’ e a ‘sustentabilidade’ dos periódicos brasileiros, mas é necessário aprofundar a discussão sobre a ‘internacionalização’: o que pretendemos dizer com esse termo? •As características da pesquisa científica brasileira, realizada sobretudo em território nacional, pouco colaborativa e internacionalizada, é um fator limitante à internacionalização dos periódicos •As características do sistema de pós-graduação brasileiro, com seus pontos fortes e suas mazelas, têm reflexos imediatos nos periódicos •Os periódicos são o meio –nessa discussão, as pontas precisam ser envolvidas: a qualidade do que se faz na pós- graduação/academia e o público que queremos acessar
  12. 12. •O cenário exige não apenas editores inteiramente comprometidos com seus afazeres, como também a tomada de decisões com consequências éticas, políticas e financeiras •É premente definir um ponto de equilíbrio que equacione a distância crescente entre os rigores da prática editorial e a permissividade que muitas vezes encontramos na academia Pontos para reflexão

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