Epistemologia genética

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Epistemologia genética - Jean Piaget

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Epistemologia genética

  1. 1. Epistemologia Genética Camila, Jussara, Larissa, Scarlet e Suélen 1º Período Ciências Biológicas – Uemg Psicologia da Aprendizagem
  2. 2. Jean Piaget Gênese do conhecimento está no próprio sujeito, ou seja, o pensamento lógico não é inato ou tampouco externo ao organismo mas é fundamentalmente construído na interação homem-objeto Trata-se basicamente do desenvolvimento da inteligência e construção do conhecimento. Como os homens constroem Conhecimento?
  3. 3. Assimilação capacidade de interpretação à medida que o sujeito ao entrar em contato com o objeto possa ser capaz de retirar informações a respeito desse objeto. Essas informações permanecem retidas, assim, ver o mundo significa interpreta-lo, tornar suas algumas informações. Acomodação capacidade de modificação da estrutura mental antiga para dar conta de dominar um novo objeto do conhecimento. Representa "o momento da ação do objeto sobre o sujeito" Dessa perspectiva, o processo de equilibração pode ser definido como um mecanismo de organização de estruturas cognitivas que visa a levar o indivíduo a construção de uma forma de adaptação à realidade.
  4. 4. Os estágios do desenvolvimento humano Sensório-motor (0 a 2 anos) • Inteligência é prática; • O contato com o meio é direto e imediato; • Agir para “pensar”. Pré-operatório (2 a 7 anos) • Inteligência simbólica; • Pensamento ocorre mais em função das representações do que das ações. Operações concretas (7 a 11, 12 anos) • A criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade. Operações formais (12 anos em diante) • Estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento.
  5. 5. Sensório-motor (0 a 2 anos)  (0 a 1 mês) Adaptação ocorre por meio de reflexos;  (1 a 4 meses) Ações são repetidas pelo prazer encontrado na própria ação, sem intenção – bebê acomoda-se ao dedo que assimila como sugável;  (4 a 8 meses) Criança tenta repetir o que proporciona resultados interessantes – criança mexe em um chocalho e compreende o efeito de sua ação;  (8 a 12 meses) O fim é estabelecido e os meios para atingi-lo são improvisados por meio da coordenação de esquemas independentes;  (12 a 18 meses) Criança é capaz de variar as suas ações e avaliar as mudanças decorrentes nos resultados;  (18 a 24 meses) Criança pode inventar as soluções para uma dada situação.
  6. 6. Construção do Objeto Permanente  (0 a 1 mês) e (1 a 4 meses) O objeto não existe independente da percepção;  (4 a 8 meses) O objeto existe se a criança age sobre ele – se um brinquedo some de seu campo visual, ele deixa de existir;  (8 a 12 meses) Criança procura objetos independentemente de sua ação sobre os mesmos – capaz de tirar o objeto do lugar onde foram escondidos, se pôde presenciar o ator de esconder;  (12 a 18 meses) Busca de objetos desaparecidos levando em conta os sucessivos deslocamentos;  (18 a 24 meses) O objeto permanente existe internalizado, independente da percepção ou ação da criança sobre ele.
  7. 7. Período pré-operatório (2 a 7 anos)  O que marca a passagem do período sensório-motor para o pré-operatório é a emergência da linguagem;  A inteligência é anterior à emergência da linguagem e por isso mesmo não se pode atribuir à linguagem a origem da lógica, que constitui o núcleo do pensamento racional;  Ação representada (capacidade de pensar um objeto através de outro objeto) – criança brinca de carrinho com uma caixa de fósforo; Características do raciocínio Animismo Centração Egocentrismo Irreversibilidade Realismo Transdução
  8. 8.  Animismo – atribuir a seres inanimados qualidades específicas de seres animados;  Centração – Predominante dessa fase. Possui percepção global sem discriminar detalhes;  Egocentrismo – Centrada em si mesma, e não consegue se colocar, abstratamente, no lugar do outro;  Irreversibilidade – Prestando atenção em apenas um aspecto, a criança é incapaz de voltar ao ponto de partida de uma dada operação;  Realismo – Criança só consegue ver as coisas por um ponto de vista, sendo incapaz de distinguir entre sonho, fantasia e realidade;  Transdução – Criança só presta atenção a um detalhe específico, não conseguindo realizar raciocínios indutivos e dedutivos.
  9. 9. Operacional Concreto (7 a 11 anos)  Processos mentais da criança tornam-se lógicos;  O pensamento não é egocêntrico, a criança tem consciência de que os outros podem chegar a conclusões diferentes da sua; A liberação do egocentrismo surge pela interação social pela busca de verificação de ideias;  Linguagem funcionalmente comunicativa é uma forma de interação;  A criança consegue realizar tarefas de classificação, seriação, soma e multiplicação;  Capacidade de compreender relação entre altura e largura;  O raciocínio é preso ao conteúdo, ligado às experiências acessíveis.
  10. 10. Operacional Formal (11 anos em diante)  As estruturas cognitivas da criança alcançam seu nível mais elevado de desenvolvimento e tornam- se aptas a aplicar o raciocínio lógico a todas as classes de problemas;  O pensamento operacional formal é capaz de chegar a conclusões lógicas independente dos dados, é um pensamento combinatório;  Ao atingir esta fase, o indivíduo adquire a sua forma final de equilíbrio Se lhe pedem para analisar um provérbio como "de grão em grão, a galinha enche o papo", a criança trabalha com a lógica da ideia (metáfora) e não com a imagem de uma galinha comendo grãos.
  11. 11. Fatores complicadores para a aplicação da teoria psicogenética  A teoria psicogenética de Piaget não tinha como objetivo principal propor uma teoria de aprendizagem;  As dificuldades de ordem técnica, metodológicas e teóricas no uso de provas operatórias como instrumento de diagnóstico psicopedagógico, exigindo um alto grau de especialização e de prudência profissional, a fim de se evitar os riscos de sérios erros;  A ideia básica do construtivismo postulando que a atividade de organização e planificação da aquisição de conhecimentos estão à cargo do aluno acaba por não dar conta de explicar o caráter da intervenção por parte do professor;
  12. 12. As propostas de Piaget para a Educação  Epistemologia genética baseada no construtivismo;  O professor tem papel ativo em uma proposta construtivista. Sua atuação se daria no sentido do questionamento das concepções prévias, de modo a favorecer rupturas com ideias estabelecidas e a levar à construção de novos conceitos;  O papel do professor é favorecer situações compatíveis com o nível de desenvolvimento cognitivo do aluno, em atividades que possam desafiá-los;  A aprendizagem só ocorre quando há assimilação ativa, a qual implica a existência de estruturas anteriores capazes de incorporar os dados a serem aprendidos;  O conhecimento resulta de ações e interações do sujeito com o ambiente onde vive.  No Construtivismo piagetiano, o educador não é o detentor do saber, mas o facilitador do processo ensino-aprendizagem. O aluno não é mero receptor de conhecimento, mas o agente ativo que constrói conhecimento. A relação professor-aluno deve ser de respeito mútuo e cooperação.
  13. 13. Referências TERRA, M. O desenvolvimento humano na teoria de Piaget http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/d00005.htm Portal Educação http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/32647/as- contribuicoes-teoricas-de-jean-piaget#!2#ixzz3dM9sUmB4 LOPES, E. S. Piaget. Sn: Psicologia do Desenvolvimento da Aprendizagem. Monerat.J.C.Q. e Assis. T. R. (orga). Cead.UFV Slideshare http://pt.slideshare.net/manoelasaqua/desenvolvimento-cognitivo- piaget?next_slideshow=1 Slideshare http://pt.slideshare.net/lucilapesce/epistemologia-gentica-de-jean- piaget?related=1

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