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Esta pesquisa objetiva analisar o cotidiano da crise sanitária causada pela Gripe Espanhola em Manaus através de alguns periódicos diários que circulavam na cidade à época.

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Gripe Espanhola em Manaus

  1. 1. A GRIPE ESPANHOLA EM MANAUS (1918-1919)SOCIEDADE EM TEMPO DE CRISE SILVIA HELENA MONTEIRO BRASIL Projeto de Pesquisa apresentado ao Instituto Leônidas & Maria Deane – ILMD/FIOCRUZ, como requisito parcial para aprovação no Curso de Especialização em História da Saúde na Amazônia - CEHSA Orientador: Prof. Dr. Hideraldo Lima da Costa
  2. 2. IntroduçãoEsta pesquisa objetiva analisar o cotidiano da crisesanitária causada pela Gripe Espanhola em Manausatravés de alguns periódicos diários que circulavam nacidade à época.Como as autoridades públicas, médicas e sanitáriasresolveram os problemas decorrentes da pandemiaconhecida como “Gripe Espanhola” que ceifoucentenas de vidas nesta cidade no início do século XXComo a população residente em Manaus respondeuàs medidas adotadas, expondo os condicionantes quepermitiram a disseminação da doença, revelando o diaa dia de uma cidade doente e as particularidadesregionais do evento.
  3. 3. Tema A Gripe Espanhola é um tema que vem sendo historicamente abordado por alguns estudiosos, aqui no Brasil, há pelo menos duas décadas. Seja como livro publicado, dissertação de Mestrado, tese de Doutorado ou em artigos impressos em periódicos voltados para o mundo acadêmico. Os trabalhos relativos ao tema visam um melhor entendimento da sociedade brasileira, pois ressaltam as diferenças regionais dos diversos grupos sociais em um momento de crise. No elenco desses estudiosos podemos destacar historiadores como Cláudio Bertolli Filho, Christiane Maria Cruz de Souza, Liane Maria Bertucci, Adriana da Costa Goulart e Nara de Azevedo Brito, que inserem seus trabalhos no âmbito da História Social e mais propriamente em um campo ainda pouco explorado da História das Doenças. São particularidades regionais, que pretendemos analisar, que fazem do estudo da Gripe Espanhola algo novo toda vez que é abordado, pois os momentos de crise se revelam pontuais para um melhor entendimento da dinâmica social.
  4. 4. ObjetivosGeral: Analisar o cotidiano dos moradores da cidade de Manaus procurando ver se as medidas adotadas pelo poder publico no combate a pandemia foram implementadas e assimiladas pelo conjunto da população.
  5. 5. ObjetivosEspecíficos: Explicitar as condições de sanitárias da cidade de Manaus no início do século XX; Desnudar como o poder público e a população reagiram à pandemia da Gripe Espanhola na cidade de Manaus; Avaliar o impacto demográfico causado pela Gripe Espanhola no quantitativo da população da cidade de Manaus; Avaliar o impacto da doença no imaginário da população em uma cidade doente: o medo da morte, a reação da população diante do medo, tratando o evento como um fenômeno social e cultural relacionado às representações coletivas sobre a doença.
  6. 6. Metodologia e FontesFontes: Periódicos diários “O Imparcial”, “Gazeta da Tarde” e o“Jornal do Comércio” , que nos permitirão traçar uma trajetória da gripe desde sua chegada, a repercussão dos primeiros casos, as medidas adotadas pelas autoridades, as contradições e as diversas reações da sociedade diante da crise sanitária. A Revista Amazonas Médico e os documentos oficiais, tais como Relatórios dos Governadores do Estado do Amazonas e Relatórios da Intendência Municipal de Manaus, também figurarão como fontes, pois serão elucidatórios das medidas sanitárias e de conduta objetivadas para época, bem como as ferramentas utilizadas pelo poder público para implementá-las. Os registros cemiteriais, tais como os livros de inumações, serão analisados com o objetivo de levantar dados quantitativos a respeito dos mortos pela Gripe Espanhola e qualitativos como nacionalidade, cor, idade, sexo, causa do óbito, etc.
  7. 7. Metodologia e FontesMetodologia A articulação dessas fontes será realizada através de fichamento e análise do material, à medida que for sendo levantado, utilizando o método comparativo que nos permitirá estabelecer o contexto em que a doença se instalou, evitando assim a construção de uma história descritiva. A pesquisa se situa no campo da História das Doenças, que entende que as doenças possuem historicidade e estão ligadas a todos os acontecimentos do ser humano
  8. 8. Metodologia e Fontes Dentre a bibliografia, que trata sobre a Gripe Espanhola a ser utilizada como referência para essa pesquisa, destacamos os trabalhos de: Cláudio Bertolli Filho A Gripe Espanhola em São Paulo, 1918: epidemia e sociedade, publicado, pela Editora Paz e Terra em 2003 procura entender à dinâmica social a partir de um momento de crise, retrata as condições de saúde coletiva na cidade de São Paulo fazendo uma relação com as condições materiais de existência e desta forma busca demonstrar como a gripe imprimiu o flagelo na cidade “escolhendo” os menos favorecidos. Anny Jackeline Torres Silveira, intitulado A Influenza Espanhola e a cidade planejada: Belo Horizonte, 1918, editora Paralelo 15, faz uma reflexão sobre experiência da pandemia de gripe espanhola na cidade de Belo Horizonte, uma cidade recém-fundada e que tinha por símbolo a higiene e a salubridade. Liane Maria Bertucci, Influenza, a medicina enferma: ciências e práticas de cura na época da gripe espanhola em São Paulo, editora da UNICAMP em 2004, chama atenção para os limites da chamada medicina científica, que no momento da crise proporcionado pela influenza maligna vê emergir outras soluções de prevenção e terapêuticas em oposição ao saber científico.
  9. 9. Metodologia e Fontes Nara Azevedo de Brito, artigo La dansarina: a gripe espanhola e o cotidiano na cidade do Rio de Janeiro, publicado na Revista História, Ciências, Saúde — Manguinhosserá em 997, propõe uma reconstrução histórica do evento, partindo das notícias publicadas sobre a Gripe Espanhola nos jornais cariocas para analisar o impacto psicológico e social da epidemia sobre a cidade do Rio de Janeiro em 1918. Christiane Maria Cruz e Souza, A Gripe Espanhola na Bahia – saúde, política e medicina em tempos de epidemia, editora Fiocruz, que agrega discussões sobre a política o poder e a doença colocando em evidência as articulações entre o poder dos que mandam, o prestígio e o uso das instituições, deixando transparecer as deficiências estruturais do Estado baiano frente à crise instalada pela gripe. Desta forma o aporte bibliográfico constitui-se em ferramenta indispensável para uma compreensão prévia das questões levantadas nesse trabalho, devido as lacunas da historiografia local, que certamente serão encontradas ao longo da pesquisa.
  10. 10. Justificativa A historiografia local não contempla estudos sobre a Gripe Espanhola na cidade de Manaus, a grande maioria dos trabalhos se encontram voltados para as regiões Sul e Sudeste do país. Colocar em destaque as “faces” locais desse evento epidêmico. Contribuir para o conhecimento das condições de saúde de Manaus no inicio do século XX e inserir a cidade em um estudo mais amplo sobre a Gripe Espanhola no Brasil, bem como na História das Epidemias, da Saúde e das Doenças, corrigindo, assim, a distorção tradicional que se faz ao se propor uma história nacional da Saúde com base em dados que privilegiam as informações focadas nas regiões Sul e Sudeste do país.
  11. 11. A GRIPE ESPANHOLA EM MANAUS (1918-1919)SOCIEDADE EM TEMPO DE CRISE “O Historiador que no futuro, procurar descrever as principais epidemias que assolaram o Brasil, com muita dificuldade poderá fazer idéia da formidável calamidade que foi a gripe epidemia” – Arthur Neiva ( apud GOULART, 2003, p. 1)

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