Dce f isica_marina jornada

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Dce f isica_marina jornada

  1. 1. Diretrizes Curriculares da Educação Básica Física Equipe técnica: Juliana Loch Marina de Lurdes Machado Maria Sélia Blonski
  2. 2. <ul><ul><li>A disciplina de física deve contribuir para que o estudante reconstrua o conhecimento historicamente produzido, o que se transformará em ferramenta para que ele se subsidie como ser humano e futuro profissional em uma sociedade em processo de globalização, tornando-o um ser crítico, criativo e inteirado com a sociedade e as tecnologias a sua volta e que o mesmo interage, </li></ul></ul>
  3. 3. <ul><ul><li>Como? </li></ul></ul><ul><ul><li>a partir de uma leitura de mundo com as ferramentas cientificas, compreendendo a ciência como uma visão abstrata da realidade, que no caso da Física se apresenta sob a forma de definições, conceitos, princípios, leis e teorias, submetidos a processos de validação. </li></ul></ul>
  4. 4. O ambiente escolar é um dos poucos espaços onde o cidadão comum terá contato com a produção cientifíca. Não tem sentido a física no ensino médio se não é para o estudante tomar conhecimento das teorias físicas, envolvendo os aspectos conceituais e os relativos à natureza da ciência e da produção científica.
  5. 5. CONTEÚDOS ESTRUTURANTES: Buscou-se um quadro conceitual de referencia capaz de abordar o objeto de estudo desta ciência – o Universo – sua evolução, suas transformações e as interações que nele ocorrem –, sem desconsiderar a cultura escolar.
  6. 6. São conteúdos estruturantes (campos de estudos da Física) para a disciplina: <ul><li>MOVIMENTO </li></ul><ul><li>TERMODINÂMICA </li></ul><ul><li>ELETROMAGNETISMO </li></ul>
  7. 7. Porque esses e não outros?
  8. 8. <ul><li>A disciplina de física está vinvulada a um campo de conhecimento – a Física – que embora em construção, apresenta-se bastante estruturado e solidificado </li></ul><ul><li>representam teorias unificadoras da Física, possíveis de ser desdobrados em conteúdos básicos para o ensino médio, </li></ul>
  9. 9. <ul><li>os conceitos fundamentais presentes em cada uma dessas teorias compõem um referencial teórico coeso e interligado, que permite a interpretação de um fenômeno físico em vistas a totalidade do fenômeno. </li></ul><ul><li>A disciplina de física também deve educar para a cidadania, portanto contribuir para que o estudante reconstrua o conhecimento historicamente produzido </li></ul>
  10. 10. FUNDAMENTOS TEÓRICOS-METODOLÓGICOS <ul><li>A ciência é uma produção cultural humana, sujeita ao contexto de cada época </li></ul><ul><li>Esses tres estruturantes representam teorias unificadoras da Física </li></ul>
  11. 11. <ul><li>no século XVI, a Mecância de Newton uniu os fenômenos celestes e terrestres, sendo que suas Leis do Movimento englobam a Estática, a Dinâmica e a Astronomia; </li></ul><ul><li>no século XIX, os estudos da Temdinâmica, que tiveram como mote as máquinas térmicas, unificam os conhecimentos sobre gases, pressão, temperatura e calor; </li></ul><ul><li>ainda no século XIX, Maxwell inclui a Óptica dentro da Teoria Eletromagnética, concluindo a terceira grande sistematização da Física ao unir fenômenos elétricos com os magnéticos e a óptica. </li></ul>
  12. 12. FUNDAMENTOS TEÓRICOS-METODOLÓGICOS <ul><li>conceitos fundamentais dentro de cada teoria (status de entidade física) </li></ul><ul><li>o conjunto teórico e a visão de mundo dela decorrente (Física Clássica) </li></ul><ul><li>a revisão do quadro teórico, o nascimento do conceito de campo , o surgimento da relatividade, e a nova visão de mundo </li></ul>
  13. 13. FUNDAMENTOS TEÓRICOS-METODOLÓGICOS: SOBRE O TRABALHO PEDAGÓGICO <ul><li>fundamentar-se na História (competência técnica e didática) e na Epistemologia da Física – reconhecimento da disciplinariedade, </li></ul><ul><li>estabelecer relações da Física com a Física </li></ul><ul><li>estabelecer relações da Física com outros campos de conhecimento </li></ul>
  14. 14. FUNDAMENTOS TEÓRICOS-METODOLÓGICOS: SOBRE O TRABALHO PEDAGÓGICO <ul><li>considerar a sociedade e o contexto histórico em que o conhecimento é produzido (DCE-física, p. 55-56) </li></ul><ul><li>considerar os aspectos conceituais, mas também a evolução dos sistemas físicos, suas aplicações e suas influências na sociedade, destacando-se a não-neutralidade da produção científica </li></ul>
  15. 15. FUNDAMENTOS TEÓRICOS-METODOLÓGICOS: SOBRE O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM <ul><li>considerar o conhecimento prévio dos estudantes e a diversidade presente em uma sala de aula </li></ul><ul><li>a realidade científica constitui-se numa construção e não num mundo dado - o conhecimento científico rompe com o real imediato, tocável, palpável, visível ... </li></ul>
  16. 16. FUNDAMENTOS TEÓRICOS-METODOLÓGICOS: SOBRE O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM <ul><li>em sala de aula a mediação do professor não é aleatória, mas através do conhecimento físico </li></ul><ul><li>a linguagem matemática é uma ferramenta para a física, mas não pode ser considerado um pré-requisito para aprender física </li></ul>
  17. 17. ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS <ul><li>se todo conhecimento se processa contra um conhecimento anterior, então é preciso considerar o conhecimento prévio dos estudantes, porém relativizando-o. O importante é que eles compreendam que o conhecimento que eles trazem não é definitivo, não se constitui numa verdade pronta e acabada </li></ul>
  18. 18. ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS <ul><li>o professor deve criar situações de ensino que propriciem um distanciamento crítico do estudante ao se defrontar com o conhecimento que ele já possui e, ao mesmo tempo, apresentar uma alterantiva, isto é, a possibilidade de apreensão do conhecimento científico </li></ul>
  19. 19. ENCAMINHAMENTOS METODOLÓGICOS <ul><li>O papel dos livros didáticos no ensino de Física (DCE-física, 2008, p. 63-64) </li></ul><ul><li>Os modelos científicos no ensino de Física (DCE-física, 2008, p. 65-69) </li></ul><ul><li>Sobre o uso da História no ensino de Física (DCE-física, 2008, p. 69-71) </li></ul><ul><li>O papel da experimentação no ensino de Física (DCE-física, 2008, p. 71-74) </li></ul><ul><li>Leituras científicas e ensino de Física (DCE-física, 2008, p. 74-77) </li></ul><ul><li>As tecnologias no ensino de Física </li></ul><ul><li>(DCE-física, 2008, p. 77-78) </li></ul>
  20. 20. AVALIAÇÃO: alguns critérios <ul><li>a compreensão dos conceitos físicos essenciais a cada unidade de ensino e aprendizagem planejada; </li></ul><ul><li>a compreensão dos conceitos físicos em textos científicos e não científicos </li></ul><ul><li>a capacidade de elaborar relatórios tendo como referência os conceitos, as leis e as teorias físicas sobre um experimento ou qualquer outro evento que envolva os conhecimentos da física. </li></ul>
  21. 21. PLANO DE TRABALHO DOCENTE (PTD) <ul><li>os estruturantes devem estar presentes em todas as séries; </li></ul><ul><li>uma série pode contemplar mais de um estruturante; </li></ul><ul><li>O QUADRO DE CONTEÚDOS BÁSICOS ORIENTA A PROPOSTA CURRICULAR DE CADA ESCOLA E O PLANO DE TRABALHO DOCENTE </li></ul>
  22. 22. PLANO DE TRABALHO DOCENTE (PTD) <ul><li>a opção pelo quadro teórico implica considerar, em primeiro lugar, os conceitos e idéias fundamentais para a compreensão da teoria. A partir da teoria (princípios, conceitos, leis, idéias, definições) é possível analisar um fenômeno físico, seja um caso geral ou um caso particular . </li></ul><ul><li>Exemplificando: </li></ul>
  23. 23. Experiência do copo, cartão e moeda
  24. 24. A experiência: um puxão rápido no cartão faz com que a moeda cai verticalmente no copo. A explicação normalmente dada pelos livros didáticos: <ul><li>Puxando rápido, por inércia, a moeda tende a permanecer onde está, cai devido a atuação da força da gravidade (Justifica pela 1 a lei de Newton) </li></ul>
  25. 25. Mesmo fenômeno – uma outra interpretação <ul><li>Na verdade, o que está em jogo é o intervalo de tempo em que o cartão é puxado (rápido, muito rápido ou devagar!!!!). (Justificam o fenômeno a 1 a e a 2 a Lei de Newton – variação do momentum e impulso). </li></ul><ul><li>Para isso, é necessário que os alunos conheçam as leis de Newton, simultanemente, isto é, em conjunto. </li></ul>
  26. 26. PLANO DE TRABALHO DOCENTE (PTD) <ul><li>independente da seleção elaborada pelo professor, os conceitos fundamentais de cada estruturante podem e devem se relacionar </li></ul><ul><li>por exemplo, a idéia de energia está presente nos três estruturantes. </li></ul><ul><li>Já a construção cientifica que entende a massa como medida de inércia é inerente ao movimento e a nenhum outro, da mesma forma, o conceito de campo só alcança sentido e materialidade no eletromagnetismo. </li></ul>
  27. 27. PLANO DE TRABALHO DOCENTE <ul><li>Alguns fenômenos luminosos podem ser analisados considerando a luz como uma partícula (movimento) </li></ul><ul><li>Outros, a luz pode ser analisada considerando o modelo ondulatório (eletromagnetismo) </li></ul><ul><li>Daí a necessidade da física dialogar com a física, através de seus modelos e seus conceitos fundamentais </li></ul>

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