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  1. 1. -<xr~'vñ*"' 'T l. Já faz dois anos. Foi exatamente em março de oitenta e seis que este terceiro número do Chiclete Com Banana chegava às bar: : * Epoca em que contavamos com apenas 30 mil leitores fiéis. lula; a mundo gira e a lusitana roda. Hoje carregamos conosco por volta de 100 mil terados que pagam pelas besteiras que editamos, o que significa que 70 mil leitores não tiveram a oportunidade de folhear estas 52 páginas que reimprimimos agora, para deleite da galera. Portanto, amigos esquenta¡ vossos pandeiros e saiam piriquitando pelo salão. Afinal, é hora de curtir o carnaval. De 1.986, é claro! OS EDITORES r 'Form Loanárootíeíninú ' / cHIcLHE com BANANA o lnpmc_ ~ nioAPov PAB. , 5 - BENEVIDES PAIXAO BAG. a x FRNTASlAS PAG. 12 - EDl CAMPANA PAG. 14 J' _ HE BOHDDSA E MEIA arm PAG. , i6 , r vAu TRABALHAR VAGABUNDDS PAG. 19_ a ›' vou. MAcHa E vouo PAG. _2l - 8GB CUSPE ma. 2a r ' aiurxapniis : Nuvens PAG. 24 , RHALAH RlKGIA PAG 29 e UPPEFHJUT PAG 40 x - FARTlCiPAÇAG ESPEClAL. GLAUCD PAG 43
  2. 2. “Massamá Í “ _w- r** ; - , Ír"? m? ' LGARPAEA “IFEÀQAWFZÂBRONEE-¡QWI/ Í: iii. , PODEDA l l l l ¡ ANGELI AI'ÔU¡ Crranãn ndícão de arte ! exlos e desenhos ' 'V A " t1, TONlNHO MENDES “ Edição direção de arte e produção gráfica i Producao e Í hilárcin Aguiar e Cristina Calheiros secretari a Asistente de arte Antonio Carlos BOFJE ' “o nor Circo Editorial ã 'Z Casa 8 Cep l Lida r 05022 r Fone' 86475889 r Pompéia r São “aula e S? Í Responsável r Toninhol/ Irznries Fotolitos Sixizifiash e Lilograf i impressão Í Companhia Liiográfica lpiranga J ; Distrlbuicâo Nacional i DlNAP (HlCLETE COM BANANA
  3. 3. . rd-ã! ', luirniliiiss . a ' . ^ NADA ESTÃNORMALESTA- r V . . * uiüriñgáqç ç M05 A sem VA DE6TRUICÃOVO T : to . 1 v m, , , . MuivoaPopsMos mAeiNAR r , ~ a a . r - cRrANçAe VlRANPO CREME * " p_ DENTAL, ;xau-ienes SETRANâ 'V- " FORMANDO EMSABÃOÉM Po; ' a . HOMENS CONTINUÀNDO A me; _ ' -; . MA MERDA czueszio EOPLA- 1 / _ NETATRANEWIGURANVO- , z/ se NUM MINGAU eosmenro Ç E mucosa, VESFAZENDO-SE ' NO ESPAÇO, PiNêANPO NO INFiNrro. NÃO! NÃO se TRATA DE F| CCÁO E Muifo, MENoá ve PROFEClA. ESTA Tul7o PROGRAMADINHO r ' EM COMPUTADORE5.NlNGUEM õABE AO ceara se emma T0906 os No6505 DENTES i OU 6B EMPIPOCÀRA' NOSSA, ' PELE, NEM se ACONTECERA AMANHà NA HORAVOCAFE, r , 4›, ,-¡_. __, , _ _ _ _ ou DAQUI A uM ANo, No MQ , z Kia. 1 f V _. , J »ñ t MENTO EXATO em QUE , ; i4 ¡iumr/ l/L M_ É' ' , ,. ,:_ Il › › você ESTWER FAZENDOSEU ' , ai¡ l_ a , ,, ls; . l' N . COCOZlNHOfTRANQUILO, g l r o _ _j r- LENDONOJORNAL PODIA ' f f t 551g: : _ A MANCHETE: 'RIGAPOV MANPA i , r. . I . 'Í « lvkkçç. ç ; A a TUDOAMERDAÍ* l ~, _ L
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  6. 6. _ et. . _q_ u_ Anotações sobre um país sério São 23 horas em Paris. Paulo Fran› cis deve estar se mordendo de raiva. Ele, com sua cara de búlgaro, nunca poderia imaginar que o grande Be- nevides Paixãa, depois de sugado du- rante anos numa coluna de turfe, pu- desse escrever este artigo direta- mente do Hotel Arcade, aqui na rue Cambrone, travessa da avenae Emile Zolá. Na verdade nem eu poderia imaginar. Ontem, comendo bauru com barata num buteco qualquer da Av. São João; hoje, degustando um Cro ae Monsieur e um cafe' noir no Cafe Costes. Mas isso é besteira de amador. 0 importante agora e' saber que do meu quarto avista a torre EWBÍ e a neve caindo lentamente sobre os car- ros estacionado: na rue Fondary. Puta que o pariu! Com esse clima, qua] o foca que não se sente um correspon- dente internacional? 0 Faz frio lá fora. Bote¡ o aquecedor a toda. Aproveito para secar algu- mas cuecas que laveí. Aqui sozinho fico pensando nas histórias eróticas que sempre ouvi sobre Paris. Ima- gino que a qualquer momento a Jane Birkin entrará pela porta do quarto, vestindo uma cinta-liga, fazendo bí- quinho e dizendo: “Bem-vindo n França"! 0 O biquinho que as francesas fa» zem ao falar é terrivelmente tenta- dor. Em compensação, nenhuma delas tem bunda ou, se tem, es- conde muito bem. Procuro uma insistentemente mas, em vão. Tudo é muito bem camuflado. O Brasil pode não ser um pais sério. Mas que tem bunda, isso tem. G Fui visitar o prédio que Oscar Niemayer planejou para a sede do Partido Comunista. Confesso que apesar de tanto referencial, não con- segui compreender uma arquitetura tão estranha para um partido ainda mais. *L Num banheiro de um Café fla- grei um velho mijando sobre uma foto do Mitterrant. Ele olhou para mim, ergueu as mãos, ainda com o nariz do De Gaulle pra fora, e gri- tou: “Tout pour la France"l à Não hà vida inteligente na Champs-Elisée, mas mulher bonita tem pra cacete. CHICLETE COM BANANA
  7. 7. -9 90% da população francesa e' so- litária. Muiía gente tagarela sozi~ nha pelas ruas. Alguns apelam para os gatos e Cachorrinhos. .. todos de agasalhinhos tricotados por seus donos. .. uns amores. Certos motoristas de taxi chegam a trabalhar com seu pulguento no acento da frente. Os alérgicos a animais afundam-se em garrafas de vinho e os tarados gastam 200 francos por quinze minutos de conversa erótica por telefone. O C. V.V. francês. »i Andar por esta cidade é como vi- ver com mesada do pai. Fácil de mais. De metrô percorre-se toda Pa- ris em menos de uma hora. Se sal- tannns na estação Franklin Roose- velt. que desemboca diretamente na | Champs-Eliséeweremns mulheres de : vison. executivos eharmosos. mara- vilhosas vitrines e. lá no fundo. o Arco do Triunfo. Mas. se sairmos na estação Les Halles encontrare- mos africanos. marroquinos. lati- nos. punks. skinheads. pichações _ nas paredes. . . Como se vê. na l França também e tudo uma questão de sintonizar na estação certa. f* Poraqu¡ rnigrame só se fode. Francês não suporta ninguém mais além de si próprio. Exemplo disso e' o fato de que os funcio- CHICLETE COM BANANA narios do Departamento de lmi- gração. em París. sabem falar apenas o frances. l Esta é uma cidade forrada de bra- sileiros, 50 deles são trasestis. Fi- cam na rua. de bunda e seios à mos- tra. Agora entendo. Quando desem- barque¡ no aeroporto Charles De Gaulle. a polícia francesa. ao olhar meu passaporte. disse: “Drogal Mais um travesti"! Sai pisando duro e sem saber que aquela era nossa imagem no exterior. Õ Numa dessas in. cursoes_ pelos me tros pansienses en- contre¡ BohCuspe. circulando pela es. tacãoChatêlet. Per. gunte¡ o que fazia _ por alí. Tive quc › comprar lenços de papel para limpar sua resposta. O Confesso que apesar de minha pri- vilegiada posição de correspondente internacional. cometi um deslize de amador. Noite dessas, passando pelo Quaide Bourbon. na lle de St. Louis. não resisti à tentação e dei uma bela mijada nas históricas águas do Sena. O O que não falta por aqui e' Mac Donald's. Pensei que só brasileiro fosse idiota. Fran. cês também e, só que com charme. I Este pais está repleto de viados. Tem viadinhos, viadões , ., é uma Hora inesgotável. As mas linguas dizem que ate' o . lack Lang joga água fora da bacia. 'Isso não posso añrmar mas que ele quando anda rebola. . . 9 Francês pode não tomar banho. mas que tem cultura tem. Fui ao Jeu de Paume e confesso que ao me deparar com o aum-retrato de Van Gogh fui tomado por uma emoção estranha que me fez despen~ car em lágrimas. As pessoas cochi- chavam: “Olha la. mais um brasi- leiro chorando diante do Van Gogh. No metro: um seguidor do pensamento bohcuspoano para cada vagão.
  8. 8. s . _'. !.". '.à" nas? ' . ~ s van-uma U . _.. ,._____ , __ Políticos em baixa: Raymond Barro sacanaado pala avista de humor "IJEoho das SavnnesÍÀ r O A mulher mais gostosa da França é de papel. Chama-se Cláudia e é uma tesudíssima personagem do quadrinista Manara. Suas aventuras se- xuais já renderam um filme de v 5! categoria e mais punhetas ans adolescentes franceses. À esquerda. Manole: quadrinhos provocando aspinhas na cara. À dlreltn: o jornal Libératlon. que a moçada chama do "Ubá". I Quando se está sozinho por muito tempo, sem sentir sequer um cheirinho de mulher, começa- se a fazer bobagens. Outro dia. no Louvre, deparei com uma mulher linda. Não resisti. Fui me aproxi- mando ate' me curvar sobre seus ombros e coxixei algo em seu ouvi. A moça deu um salto de indigna- ção e saiu batendo o pé. Pra não dar vexame, continuei curvado, fingindo esta: atento aos detalhes da Monalisa. O Drogas tem aos montes. Cocaína, haxixe. mescalina. heroína . . . e ou- tras. O que falta, segundo eles. é a famosa maconha brasileira. Já seio que fazer se esse negócio de corres- pondente não der certo. O Lembro ue no inicio dos anos 70, Hara Kiri, uma revista de hu-
  9. 9. era imbolo de rebeldia e ga- - Hoje continua nas bancas ~ não e' mais a revista da mo- çada. Dizem que seus editores es- queceram de tingir os cabelos brancos. a É escândalo por toda a França. George Wolinski é um senhor alta- mente respeitável. O Uma coisa estranhissima tem acontecido comigo. Não consigo encontrar um banheiro completo na casa das pessoas. Quando abro uma porta vejo apenas uma pia e um espelho. Em outra porta, longe dali', descubro uma . . . como direi, privada, sozinha. .. soli- tária. Quer dizer, quando se acaba de usar a privada, tem-se que atra- vessar a casa toda pra lavar a mão. E se caso encontrarmos uma visita no meio do caminho? Um brasi- leiro amigo meu, dizia: "Não li- gue, Paixão. Francês não dá im- portância pra merda que faz, nem como limpá-Ia". O Estamos no ano das relações cul- turais Brasil-França. Brasileiro peida e francês sai dançando. pen- Dasanho do quadrinista Marge/ in: um Angeli francês o rico. sando que é samba. 0 maior sucesso nas paradas é “Les Etoile-s". dois trave is brasileiros que cantam as besteiras da nossa MPB. 'Is Por mais sério que seja. brasi- leiro aqui em Paris, acaba dando “Não toque no meu companheiro". Campanha do SOS Racismo. Skinhaad: um habitante do Les Halles. vexame. Um conhecido cartu- nista. num Café próximo ao Quar- tier Latin, pediu ao garçnn: "Mon- sieur, eu quero uma garrafa de vi- nho Baudelaire, porfavor". O gar- çon arregalou os olhos e respon- deu: “Pardom monsieur. Baude- laire foi um grande e muito cur- tido poeta francês, mas, não che- gou a virar vinho". Na realidade o que o cartunista queria era vinho Beaujolnir. 5° Meus editores clamam diaria- mente por minha volta. É telex atrás de telex. Mas não volto. Pelo menos não sem antes bmar a limpo uma coisa: sempre me disse- ram que na França come-se muito bem. No entanto, _ui estou aqui hzi um mês e ainda não com¡ nin- guem. (Benevides Paixão, pelo muntln)
  10. 10. ví"" *"' f' % -DONAPÍSbLEÉ w «- Iugmai: midia». , . ..hà ' h 1757016 PE vmre mas ao MAIS Fezrzeuuomug HUMOR, 55/4 sea/ Je: ARRLSCAMOS um R/ SA - ; .DINHA mm mamae ou: um 21501.57¡ . TEM smo dp; GRANDE sucesso nos SALGESJAL- ~ vez o uNIco ENTRAVE 5mm ARRUMARUM B4¡- XINHO PARA : :ou Ao seu LADO. . NÃO E UMA mmsm FAÊ/ L os ENCARAJ? , ? os : uma NAMORAR UM rm: DE FUTEBOL zum/ Rc, BEBER mms E TERM/ MÃE A NOITE NUM BANHEIRO PE5CONHECIDD. BARRA PES/ IPA . . Novo Mimsráaio FANrA51A BOA PRA QUEM no¡ EM usA, LONGE DAS mms POPULARES ACOMPANHANPO PELA tv E RE- VISTAS a ; zaaoLApó me FOLIAS. 5o' NÃO pe numa BANDEIRA PORQUE ULTIMA/ MENTE, os TEMPOS NÃO 1 aerlo Mu rro FRA VocàNAo'. ~ PAPA os BRANCOS una HA' FANTAôlA MAIS A- PRomIApA, 545771 UMA nur/ mm PRE- ' . c RTESUA MÃO -rA e P/ zomo. MAs WÊÍÍÊÍHÊãÍÊAÊÉN-rz coMa- s: Ao czuzARoo/ t¡ E PEIXE TODAS A5 PA5TA5 PRA PIKEM , A CRIOLAPA TE CHÁ- « . MAREM DEPANACACZ. , sasuexuasuczsso GARANTIR! ? x NÃO 556m5 você W, _, ,_, NÃO é o ú/ w o. 12 CHICLETE COVI BANANA
  11. 11. ¡eswmammaw x y 1 «mà/ Klum 1 é .1 1 25m é UMA amam ORIGINAL, FbR M CARA ma. 1 . I . I N ! APA DA PE- . , 1 v1srAs, e FILMADA ? sus REDES pe ms . ..eu- “4555” “'55 ° mm' PA” m” ' FIM, SUA CARINHA ve 1M32c11, r1cAzA'5sTAM- *v ' PAM POR TODO Pxttsnsucasso EM ABUNDÂNC/ l . l . pósmzzmo. M j( @mas PonânçiAsí @Mg . se você érds ALeuMA com e ' OUTRA. .. ~ A Lu' ESTÁ E PRÓPRIA _ PAPA CASAIS. ELE j PE REAGAMEM DE ~ 'GORBACHEV ou VI- CE 'VERSA o üMco 1 PERIGO 1.: se Hou- . vez um¡ pesa - N VENÇÁ CONJUGAL. PDDE RESULTAR NUMA WEMENDA GqERRA 416/4164. 1 ~ A1, Aneus PRA x Á a Topo MUNDO. o' 5014501.; -semeu CHAPA! você N o e MAM. APENAS UM MERO ANTESE DEPOIS. NUNCA _ um DURANTEIMASM MUUJERAV/ lõosñl. , ~ ENTÃO MAPA M415 keNooso que FAZER! ) ' . Gauséo. PORÉM NAO . ss ESPÁNTEGE rooo MUNDO No SALÃO ssrwek 542511190 OMESMO. »ALMNÇA t: : - -« TíCAi A A¡ ; .NduíRePoe-, icr usavam A _1 gNílbS _ F ul. num-se 17s UMA FANTASIA Murrb ckmrn/ A. : mea-muro um Pouoo1NcaMopA. E1nPos« . swsL amNcÃR UMA NOITE mremA azar: Í NADA M1115 MODERNO ou: co1sAs ÁNTIGASMASCULHEMM asma. 3 LOJA 0520x1645 uenms, com PONHA sua awmsm Eau/ A_ , f _ 7 __ mncmvo LosooueA oRouEsrkA ATAMRWUM aggsL. 1 CHICLETE cow BANANA |3 7
  12. 12. 14 'É 77 'Í Ê A r l i | NOSSO FEricHisjA DE PLANTAU. DE PARIS g. IJESIRÉE MARIE - Mulher louca esta Adorava nvus Estaladus. lritos, no vapor, . de qualquer lellíl ela traçava Ao contrário de outras mulheres. comovia-se mais com uma dúzia de ovos do que com uma coroelha de i| ures. .Fnram noites intermináveis ile uineleles, gemadas, hiles à cavalo , . até oue meu medico alennu-me sobre us perigos do colesterol l N. Ê Paris é umailêàta para qualquer letinhisla Estou num liotelzinho de m _ nertn da Place de Saint-Michel D hotel pode ser ruim mas, por sorte, e an latin uma bem servida Ioia de Iangeries, Passo horas admirando os rt laiicamerilus As halconistas devem pensar como, ao invés de visitar u da Tririnln_ a Torre Eiilel lino babando diante de calcinhas e sutiãs? nlesmenle não levo ¡eitn pra encenar cartão postal, Deixo isso pro Bene _ Paixão aunele bundão Afirmou (veia na página Bl que as francesas não' H honda P-ira mentira¡ Em Faris, so' não acha bunda quem não gosta del NATALIE RÉMY Tinha apenas i9 anos quando a conheci Senti-me o pior dos homens de tanta inocência. Levei mais de den Meses ora conseguir heliscar as ponr las iosadas de s› “WDS Péssima Idéia A liistérica desandou a gritar e p 'mão era tão incontrolável que não parava mais Gritava leito urna cabrila e acordou o predio inteiro Fui obrigado a ahalá-Ia com algumas al- moladas_ um colchão_ dois solásacamas, um tapete e tudu n que aparecia na lrente Raiou o sol e ainda se ou- via seus grurihrdos L4_ , , .
  13. 13. _Â_ SÀEÊLLE VENETV~ Mulher lindrssimaílependendoyda iundí-la com uma apetitosa latia de lie não gostar de lu posição dava pra con maçã. 0 unico inconveniente era lsahe mar banho. Cheguei a esnannarar a ianela do quano em rá-la com o lin pleno inverno parisiense. Fui obrigado a amar do ahaiour e ¡ogá-la embaixo du chuveiro. V l l l V ÂLERlÉ LÀMBERT - Como todos as qaminianas, li- la personalidade. Certos dios era uma desva na professora de Educação Mural a Clvica. Mesmo outra ná- dega Eu avaveitava e tocava um pouquinho de hongõ. ass r- - and: levava um hoietão, logo olaracia a . ..____ , e- . e . --e CULLETE PUUX_ -› Perfeita escultura de Rodin. Não pe- m pela frieza. Parecia pedra. Só conse› guia excitar-se quando eu, com apenas uma toalhinha amarrada na cintura, dançava "La Vie en Rose". Uma noite. reperi o espetaculo por mais de dez veres las iormas. mas Sl JANINE PICARD ~ Nãu sei por que mas al- ma cuisa nessa mulher laz lembrar minha in- lãncra. Talvez seia a cnrtininha. É idêntica as da casa da minha avó. Janine me surpreendia a cada momento. Viaiava no metrô com apenas um casaco para cohrir sua nudez Lamhulava-se de mel para denar entre seus cachorros e insistia em alisarme em plena missa da Notre Dame, até u sacristão nus alertar que dentro da igreia era proibido tocar órgão. JUUÉ PETÍT ~ Estranhos deseios linha esta menina. Um deles era comida alemã_ mais precisameme linquiças, salsichase salsichões, Nunca (ui muito chegado numa lin- guiça. Da' pra imaginar a tortura que lol me lamhuzar em quilos e quilos de linguiça gorda so pra deleite da mademo» selie 15
  14. 14. , _ . y ~ aavluinVkl »i llillrüñ”“millãlllllâlqnnâlÉiiypinl| Illuv, 'if l; lã: r:. ¡lllllllrlr xlll "null i l w ' › . Â. oww, . «~' A; E ' ' , ., 4a. # r¡li5~. rlr; ;lg; ;:. . * c" , a ai* * r ll' «l lan; alllzsaslãlllllülh¡llullililll! ";Jllllll ! l llllllllllll! ? llllllllllll . "i "ill mmlllllllllãllilll] . iill mil ll U 1g* _q , l l w an* e-~ l : error lv L ¡âiturllslll l Harum¡mImuruuiumminuuu¡i Illlllllllllllllllllr ll* lll. .wl ' U; , r j; " ' V' “s " a 'Mill lIlhllllllwijíllllllllllllí w* A' A | à' . .a ' “.15 «intel : eu ; › : um : rumou 3.x.
  15. 15. _Í munnnunumzuunuiguizrgu- ilimmllllllllllInmlmmmiililzuguggim¡m | ¡¡¡_¡[¡[¡l| |[¡'um| mgmgg¡¡giliugggngfgggugmn llllllllltll *E* l 'lllllll El" ll N _ __ ¡n! ' ; Ç Í _ , _ ~. .w. z - Í r t_ _ "À . i ~ _V_ , »r ›. s. " ' A' '° h* ¡mnmnnmmlq lilllllllllllllllllllllllllllllllllllllllll Illlglllllllllllll É' ' ¡Flíu ll llllH wlarvr u l kâl: 1_ , ug dl* f. u › 'q' n mui¡umnumnmgguuilmuiuluggn¡um¡ 'HIM"W^"_'siw“"^'ífj”f'*ggwlll nllllllflfll I 'iii ll 'a l vaza» J ill l l_ , ¡llllll§llr_: í ill , Ah #ill . lÊlllMa , ÉÀÃVÚ a"'lilillllgllit*l"l'""lir illlilillglilulluesãàlii: gi¡ e~. :í_rer, ~'ll_lllll_lllf«l: ill “juin-ll” l Willi* r l . L
  16. 16. 'Aml: ¡¡, ,,, ..»"Wmlim"'ll"wmwygilpgíãlíl Jllllllll . 'l rdljililll l W107i. : . I V TT 0 5 Ífiyáâl fauna? ) V? ? s. _lb ll'llll. 'f""z'~"ày ' ' 1'¡ : ÃIWÉÚN a *l ¡Lilaüdiroir r "I n¡ 'Á' , a r: r›: =«z= :i››-~ 'É . v H0¡ _ __ ' ' e . "ãilíllllllillle - q; .4 "m su_ e m; IlV1Íaã. :'§vs. me». ! Êkái g; 'rf l-“r 'r' V "e. _ JA u 'JI *WuIàÊ/ Éwiâ *v : r -grn É ; m; "J G. .x›'¡fâ'â~'i›r. ;er›g» 'r › . g3. Iumulllll lllp">°¡, ,ig _s . um¡ 'lalfiíãühlà Wrãígfe < 'lis r* ” i ' um. ' " l F « t' 1:» -; ~: c i§_. ~_: .eillillig~›:3§l, r , ›Í›. . 'lwrílíãlgíiíiíi "lu nmmu l É i ¡ - , _ _un g! m Y '. .'f's: lg W. - »x "llilfllngãhq N 'r' r ll: : «V léillll 'fe ? ill-ZIF lr flw ~~~- ~ L,
  17. 17. r 4 : P: *DE MPRENsA PENUNCIA “Que Nossos Bra/ avos POLÍTICOS TRATAM A Mc's os ELEITORES, como senos renome, P015 ENCHEM o sAco mgA VCTARMOS NELES e, DEPOIS pe guerras. , NÃO Am- NO CONGRESSO NEM PRA FILAR um CAFEZINHO. . . e A$5|M vn¡ Jerome EM CIMA DE arsrous. 'A CHICLETE COM BÁNANA NÃO ACREDITA NÍSSCLACHA QUE ÉTUDO NTRIGA PA OPoãlCÃü E ? A- ' Ã? - BOTAR ISSO EM PRATOS LlMPoô, PERGUNTOU A EMINENTES E CONCEÍTUAPISSlMOS CONGRESSLS- “as, POR @ue ELES NÃO- . ~ AlAR AGABD se Pavel: MANDAR MiNHA MÃE como REPRESENTANTE, mao BEM l ? que FAZ UNS mês ANOS QUE ESTOU com ' UMA BRUTA GRIPE] euNAomE METO EM POLITICAÍ! Termo CULPA EU . SE Topo mA mamae UMA Vó MrNHA? ORAHEU NÃÔTÉNHO MAIS- : me ERA ESSAS EXTRAvAé-ANCIAS! l NÃOJJMEU RosTqNÃo! ! TENHa MULHER E FiLHas, E NTEN ? AM . n Jrrl cmi naum
  18. 18. A moda vive num etemo vai-vem. As ten- dências caem com a mesma velocidade com que sobem. O que era moda nos anos 50, volta nos 80, o que era nos 40, também foi nos 60.. . Uma panacéia geral. Porém, tudo tem suas vantagens. O estilo macho, por exemplo, ha algum tempo tão “demodê", ressurge agora como novidade. Não para as mulheres, mas para os homens. Afinal, também temos o direito. y No entanto, a coisa não é tão simples: de- pois de anos desbundando, o homem terá que se adaptar aos novos tempos. Foram décadas de lutas femininas, o comportamento sexual do planeta é outro e dona Aids chegou não sei de onde, feito uma camisa-de-força, ou camisa-de-vênus? Mas eu, um machão irrecuperável, tenho algumas dicas para ajudar homens embanana- dos a falar grosso. l - Muito bem . . . pra começar, jogue fora seu batom, tire o brínquínho e, antes de tudo, esqueça esse "babydolzinho" que você está usando. 2 - Deixe a barba por fazer, crescer as cos- teletas e ressalte os músculos. Vá até a padaria mais próxima e mexa com a primeira mulher que entrar. Menos com a minha, é claro! 3 - Se você não tem cabelos no peito, arranje-os imediatamente. Pode ser peruca, implante, uma vassoura colada. .. qualquer coisa. Desde que seja pêlo e fique à vista. 4 - Pra se tornar um macho de verdade, e' bom contar com os serviços de dois profissio- nais. ' ' tetive particular, para descobrir se sua mulher anda fazendo o mesmo. 5 - Realmente, depois de tantas conquistas da mulher, o homem ficou numa situação ter- rivelmente desconfortável. Tipo barata zonza. Não sabe se vai f"? lá ou se vem pra cá. To- talmente desnorteadu A solução e' simples. Basta arranjar uma bússola. Sim, uma bús- sola! Ou pensa que só mulher pode ter bússola? 6 - Você já bateu em mulher? Não? Então é hora de experimentar essa prática machista, há algum tempo combatida. ' sua mulher ou qualquer outra, tanto faz, e desça o braço umas duas ou três vezes por dia. Porém, muito cuidado! Durante esse tempo CHICLFTF rnu n u. .. u.
  19. 19. em que o homem esteve recolhido. a mulher fez musculação, ginástica, caratê . . . :ilgumas têm até cabelos no peito. Todo cuidado e' pouco. 7 - Não permita que mulher alguma faca amor com você. E você quem tem que fazer com ela. 8 - Se você é um sujeito educado. não coça abaixo da "linha do Equador" em público, não cospe no chão e nunca beliscou mulheres em ônibus, está marcando, pois isso é macho pacas. O perigo é confundir tudo: beliscanr abaixo da linha do Equador, coçar o chão e cuspir em_mulheres no ônibus. 9 - Todo macho tem que ser um eterno ca- çador. Ao entrar num bar, jogue a isca para a 'primeira mulher. De cara, lance olhares ful- minantes, depois pisque insistentemente. ofe- reça uma bebida. . . se nada der resultado. dê um soco no estômago dela, uma chinelada. jogue-a nas costas e leve pra cama. 10 - Nunca fique por baixo de uma mulher_ O lance é estar sempre por cima. Agora, para os baixinhos, recomendo um banquinho ou um tiro na cabeça. l] - Macho que é macho não chora. Por- tanto, nada de assistir filmes melados e nem show do Gonzaguinha, ou uma lágrima pode rolar e sua moral junto. 0 negócio é "Rambo", meu irmão! O l, o 2, o 3 e o 4, se pintar. De quebra, um showzinho do Agepê vai bem. Mó sambão! 12 - Caso você queira ser um machão mo- derno, um “new machão", não tem crise. Faça tudo igualzinho, só que com um topetão, camisa psicodélica, óculos “tchans" e muito Bruce Springsteen rolando, falô? !
  20. 20. i r . NOVA REPUBL| CA Ó melancólico fim do governo Figueiredo. A dispuia Maluf e Andreazza para ver quem y seria o derrotado por Tancredo no Coiegio Eleitoral. O nascimenio da Frenie Liberal. A vitória e a viagem de Tancredo pelo mundo. O susto, o doença e a lenta agonia de Tancredo Neves que paraiisou e esiarreceu a nação. C15 mesmo' (95 PAewAs, SENDO u: COLORIDAS. NO FORMAIO 21x25 EM PAPEL OFFSEI 12o GRAMAS “r : v: E Vip; für! , "i NovA REPÚQBÀLICAÚ A posse insegura de José Sarney. As novas 'composições poiíiicas. O Plano Cruzado e seu esplendor, glória e fracasso. Díison . A, ., Funaro, a esperança aos brasileiros “ i . e o boi gordo. Aeleiçao para governadores. _ “ “ í_ A Constituinte de Cabral: O quebra-quebra , ~ ' y em Brasilia e no Rio de Janeiro. As ameaças , “ . - veiadas à democracia. O governo Sarney e suas crises. A discussao em torno do seu _ mandato, a ferrovia “none-sul, a moratória, os pacoies econômicos, o Piano Bresser e finaimenie eieiçóes direias em 88. C15 1 485 DD usa PÁGiNAS, SENDO na COlORiDAS NO FORMATO : não i I 'EM PAPEL err-sir 12a GRAMAS] ' - - ' . - »somos PARA CIRCO EDITORIAL um. RUA COARIJZ-CASAB-POMPÊiA-Si brasiliense 4 CIfCO CEP:05022-TEL.864~5B89 (wwe CHEQUENOMiNAL)
  21. 21. * *ÀJQIÉÊ V : - Num¡ o . itww Í' 'ao e oo"'. ¡¡_-í-'I! s~~. ---_-", í¡HI§! ^*2 _o &EwwúHrimdimjmufgltüiüli, m? . A e¡ _ , _W 'ÉWWT"gjüw-ngtgarii u¡ V ¡ *u , ~ x ; sr(i. «:i§e. §;; ;â¡í%: r : QAÃÉ iiím'_iâgg¡¡pgírw, iiiiiiiiii 'iilãiiiíiíi M, it: '. ^ w ; Í i" . rrvci i _Cí 4 J f i' ár-; Iinellliiliiiiliilníu-¡lüíãlüfêiül""ã¡lrkíi _ mimiiiiiiiijgisi 1 r 5:1. x gi¡ n_ , It/4.1, O /
  22. 22. nnmum . ... .. mmmllf u . sriiiiiiiliiiziauriiiirgrüiatini - . r , r, a_ ; WFIFM rn' - . ..l ' iii. "Ii iiii¡ a _ii aiii' ii ii _ ' Í wii-ffmiiimiiiiiúnr. .. --SÃOVARÍASP W 'mmhii i i A Í mw m 'a Em ñiqãíãñgiiiiãaírí 'M . nu “M | iiiiiiiPgiiiiiii-i' a? " h eg"" ' ínuuu' Íj CHICLETE com BANANA ~
  23. 23. , "V ,1 x. ; an; “Uau iezçtó na mira daCenStâí” o reabriu; r¡ e aplaude “Te1edsum ” É 27-2-87 a íbs 6'Fe1esíe*c«. m' iscensura PW *' " *s* a ' biíco , _ z Í~ -L ' Z : meu r 1L 1 4 (ieiiura na Folha ae São Pau| o)20-3~37 Teatro do omitorrincO celebra TELEiJEV/ vi de Albert Boadella Tradução e Direção CACÃ ROSSET com: ARY FRANÇA GERSON DE ABREU _ JQSE RUBENS CHACHA MARIO CESAR CAMARGO NORIVAI. RIZZO RICARDO BLAT RONEY FACCHINI ROSELI SILVA ROSI CAMPOS cenários e figurinos MIGUEL PAIADINO coreografia e assistência de direção LALA DEHEINZELIN : iu-ação musical SERVUIO AUGUSTO Teatro Cultura Artística Rua Nestor Pestana, 196 ~ Tel. 258-3616
  24. 24. CHICLETE_ COM BANANA ' Mário D'Ávila Madalena - Um dia poeta; o outro, artesão. Fez a cabeça dos índios na Amazônia e ' identificou-se com o afoxé em Salvador. São as raízes, bicho! Nos ñns-de-semana Mende quen- tão em feiras hippies (hi-hip- hurra), empanturra-se de empana- das chilenas com cerveja e pensa estar em Woodstock, viajando de LSD. Uma vez ou outra descola uma yanihliarNão'se sabe como, pois coçar o 'saco ainda não da' di- nheiro. JpiqCíImch- O João realmente e' - pacas! Faz tudo na manha. Foieleito _vereador pela oposição - ou situação? Não sei ao certo. É ' ' tudo à confuso - epaté agora não fez niente. Só passa na Câmara pra paquerarn-Ócepcionista (uma loi- rona oxig de' seios avantaja- dos) e . pes ahufunfa 'no caixa. . - cial. Sempre na maior. Depois, vai para casa de carro oii- Valter Téff Pedro - Passa -os dias escrevendo cartas aos jornais, pro~ testando contra a proliferação da pomograña nas escolas, nas TVs, no Vaticano, nos institutos de mas- sagens, no escotismo, nas tiras em quadrinhos, na casa da mãe dele . . . e no diabo a quatro. Um horror! Júnior - Meninão jóia, esse. Nas- ceu em berço esplêndido. Talvez. por isso, não fez nada para ser tudo na vida. Quis ser músico. ga- nhou uma gravadora, quis viajar, ganhou um avião, quis . . . ganhou. Casou com a Filha da pessoa certa. herdou as heranças cenas, fre- quentou os lugares certos, fez tudo certo. Como papai planejou, certo? Reginds Hippos de Antoniafs - Ex-mulher de empresário, ex-miss, ex-mulher de industrial, ex-garota- sorriso, ex-mulher de playboy, ex- atriz. . . Pinta! Ex-tanta coisa! Atualmente é casada com um charmoso ex-telionatário, passa suas férias na Suiça, onde as vacas geralmente são gordissimas. Antônio Jambra - Quando bate seis horas, seu Antônio põe o pa- letó, marca o cartão de ponto, vai para casa jantar e assistir televisão com a patroa. Depois, faz um xixi- zinhb eva¡ dormir sem escovar os dentes e sem' fazer sexo. E, vida besta! Extraído do livra "Vad e' um ! tornem ou uma lilim de galinha? " d: Angel Angelín¡ d: Angelo. Trad. Benevides Paixão. Bona! Edi» torlal. 999 págs. Qualquer 50 para, ¡em! 25
  25. 25. EÊÉ; T:'«"T": FI! fIa°~ VWWÍEÍI'Í": ÍÍQQÍ› . L 7 4» UMA PRÓDUÇÃO LAERTE E ANGELI.
  26. 26. , ' . .n A' _ V . . . g _. L 7 . A I . , IIAIIÉ rcIemáIiiIIs, u: &S415; 1-. I:I: ;:í~ um : NINA: - ãíüoláith. Ç COMIDA ENLATADA I j. O VICIADO NAO TEM VISÕESJAMPDU- Th o o o O DEPENOENTE NEM PIELA OuAN- 4' j co FICA COM 05 OLHQS VERMELHO-s UROEA BARRA PE5AVAE' BARCA Fu- I DO EsTAsoa EFEITO DA DROGA. ' MAs, em COMPENSAÇÃO, Ama-om RA DlyvlMA. COM o TEMPO os OEN- ; FICA DE OLHOE ARREGALA nos FEITO uM PoRCo NA FRENTE OE TE: IIAO CAINPQ A PELE CoMEçA * IGUALA UMA BESTA. MUITOCON- I TODO MUNDO. LIMA POucA VER- A EbVERPEAR E os 0560656 pag 1 SUMIPA ENTRE A5 CRIANÇAS. I GONHA. LALCIFICAM Topos. I UMA SUPIAÇÃO! z* _Liv/ I OVICIAVO VAI FICANVOINCHADO, a À . I E . - VERMELHO, SEM coNrRoLEIRE- I; Os usuAIzIçs consmmres DESTA 1 DROGA ALuCINoeENAo coNsgMI- ME CONSTANTEMENTE E QUAN- ;1 oIzoeA, ALEM DE FIIíAREM COM DOR COMEÇA ATER ALUCINAÇOES: Vo DA' uM ACESôO PE vIoLENCIA, :A CARA DE PANACA, AcHAM QuE A FICA VENDO IATEsMuLHEREs D63 MANDA o FILHO PIZA FORA VE cA- vII>A É UMA IMEN6A DANCETE- I FALOI-IEE», NEEdCIoE Images sA PoROuE ? Eéou o LOITA vo A RIA. PORÉM, MAL sAaEM ELEs I . ..VIAGENO MIL. OUJVIILHOEÓ. A OANoo uma TAPINHAS NUM r auE QUEM MARCA 5EMPREOANCA. ;as vezes, ATE BILHOES. I BAôEA vo. I MESAEDAAOo "APAI I PARTIDO PouTIco Po¡ “ À _, › ~~ ) l/ 'x/ a, Í - ' I UMA TREvIEN DA PROGAJA IIE POR CULPA_ PA DEPENDÊNCIA FI- TOPO VICIADO pesANvA A FALAR, * COM MIõTuRAAPENAô VANPO 1 4 sIcA E PEIQuICA QUE A DROEA I PEN5AR E VIVER EM FUNÇÃO VA I UMA ONDINHA E NUNCA BATE LE- * CRIA HA MUITA GENTE ABOBA- ' DROGA. ALGUNS ATE FICAM MEIO I gm_ 5g 55m que pgvg Tgg 505,¡ _ ¡ DA PoRAI. CONSUMIDA EM LAR- I BURROLSICONOEGUINPOAPENAS ' BOA EõcoNVlPA PORAIMAE, um I GA EscALA NA REGIÃO vos I_ OLHAR SEMPRE NA MESMA D1- _I MAMENTE, NA MINHA MAO so' g : ARDINS- « I RECÃO- I TEM PINTAPO PALHA. LQV__A, _,
  27. 27. . . .. . ,. . . SE O LEITOR TEM ANDADO MEIO BROCHA, NÃO QUERENDO I NADA COM A VIDA, SEM HORIZONTES E, FALANDO O PORTUGUÊS CLARO, SENTINDO-SE UMA VERDADEIRA BOSTA N'ÁGUA, NÃO s; DESESPERE. você APENAS PRECISA DE UMA PALAVRA DE FE E ESPERAPJÇA. ENTAO, DEIXE-SE LEVAR PELO SOM DA CITAFIA, PELO DOCE PERFUME DO INCENSO E VÁ SOLTANDO AS ENERGIAS. NESTE IVIOMENTO DIVINO VOCÊ ENTRARA EM CONTATO TRANSHIDENTALERRIMO COM: MENTALIZAÇÃO, ENERGIAS POSITIVAS, TRANSMUTAÇÕES, GATOS POR LEBRES, BIODANÇA, IVIEDITAÇAO TRANSENDENTAL, CHEQUES VOADOFIES, PASSAPORTES, PARANORMALIDADES E SALGADINHOS EM GERAL. CHICLETE COM BANANA 29
  28. 28. :amam m4 Awz esPeRA A ? movem ow É” ° 011m" ' M 1 ' » 'Íuvnrmü- IÍIW_ __ q: h/ úwññn_ f, .uzíiíiilnlllliíüíü ríL-_c-r I _r f/ ,I . A _ / /// l'/ .'. HJ ,
  29. 29. Existem muitas versões sobre as origens do nosso mestre Rhalah Rikota. Algumas delas não merecem o menor crédito, pois são divulgadas por pessoas incrédulas, sem fé e que não crêem nos poderes do divino. Mas, pelo menos umas trinta destas versões são tidas como verdadeiras. Como achamos ser necessário acreditar em alguma merda nesta bosta de vida, registramos aqui as duas únicas versões que dão pra engolir: a primeira e mais conhecida é baseada nos estudos de pesquisadores que afirmam ser Rhalah um legítimo representante do pensamento e da cultura dos Rhalahs, uma estranha seita que cultua a paca (o animal) como simbolo sagrado. É . paca pra cá, é paca pra lá. . . paca pra todo lado, Rhalah e disclpulas: "Gin-seng para os mortais! " nascendo dai a gíria pacas. Os Rhalahs, pregadores da liberação do homem pela masturbação, surgiram nas aldeias encravadas entre as montanhas Lambha. ao sul de Bombaim, a cidade mais mundana de toda a Índia. Lugar onde a prostituição e à No deserto de Hataabh: "Comeiriareia é fodal" CHÍCLETE COM BANANA a cafetinagem são o almoço e o jantar da região. A única virgem da redondeza recebeu, certa noite, a visita de uma grande e ofuscante luz branca que, cegando a pobrezínha, papou-a sem mais nem menos. Os sacerdotes rhalahs, ávidos por uma novidade, espalharam pela cidade que a virgem havia sido possuída pela força de Alá. . . pelo grande pênis do grande deus. Ninguém acreditou, é claro_ primeiro na existência de uma virgem e segundo, porque sabiam do tarado da lanterna que andava aterrorizando as mulheres de Bombaim, cegando a vitima com uma lanterna e . . . Ó! Chaca-chaca na buchaca. Mesmo assim, Rhalah 31
  30. 30. vergonha de São Paulo. Descendente de calabrezes, Waldemar - seu nome " À verdadeiro - desde cedo l _u encostou-se na familia. Vivia 4 de trocados que sua mãe urranjuva para tomar umas e Ó ¡. outras nos botecos da ° f ~ là ' . _' . _' redondeza. Tentou ser l vendedor de Enciclopédia, q guia turístico. juiz de briga ' de galo e catfetão. Certa vez_ uma prostituta la do 69 da Rua dos Andradas_ V aproveitou que nosso grande i ' mestre amarrava o maior m porre e roubou-lhe as ' '4' calças. Rhalah. já delirando, saiu às ruas enrolado num « V grande lençol branco, Com os sacerdotes rhalahs: "Eram todos viados! " SFÍÍaHÕÔ Cm mm PTOfÉÚCOÍ _N_ "Se vocês pensam que Band a ' Aid e' Modess, Band Aid não _ e Modess. não". A partir daí ficou conhecido na zona l como "O Profeta". nasceu e a cidade ficou em festa. Afinal, estava nascendo o iluminado, o pensador, o deus. . . ou, .- simplesmente, ogrande filho l Seja o que fm_ Rhalah é O * nosso mestre. Ele nos indica da puta, Rhalah Rikota. _ Desde criançaíá "matava ' o caminho, ele nos dá a luz, z ele é ducacete! Nunca mais poderes extraordinários. í . vma °°"V'da“d° as ' _ 'g daremos uma bela trepada memmnhas para . . sem nos lembrarmos dos conhecerem a luz divina A¡ Sábms ensinamentos do . ams da tenda dOS camelos' ~ 'A * V V inatingível deus dos deuses. mais conhecida por Tenda No Rezwaldemar dos s Rhalah Rikota dos Milagres. am” ' Rhalah foi crescendo e i' N ' ' sua luz divina também. Os sacerdotes, assustados com a confusão armada, enviaram Rhalah para o Ocidente. ., É¡ g com a desculpa de que o _ f ' pensamento rhalahniano ” não tinha fronteiras. Assim, o mundo ganhou o grande , mestre e Bombaim se livrou ^ J ' de um tremendo traste. k No entanto, do outro lado › da história, Rhalah não é g indiano porra nenhuma. Nem ao menos parente. Na _g verdade, nasceu na Rua Sólon, próxima a Rua dos Italianos, no Bom Retiro_ v um bairrozinho sem- g. Entre as putas: "O Waldemar é um putas caral" CHICLETE COM BANAP
  31. 31. 1 31a . _ li › i¡ HM f'. . i , lgllgl "ÀÍET . 177a, email; à i l resilllllllil** w) l í l « “mirim ' l lml i M . ,A _guru-i w ' _a _, 'Í 7 l W. o lu¡ E *li , * *lili-s 'üÍ'Ç. illllllllllil lll mil _u J . lgfllllíll N# , Viga r¡ ati-lí' ll 1' _lv t : llllll I l il l: i , . v . .sair . . ow . _ . , , . __ . I Í . h V, 'p' ¡_ i i a HÍIMIIIIV" ' l l e j, n vjçmñlillmççíd* » , s _llniuliul . ' '¡ “ ll' n_ : :mw _ Filé' v¡ , AMM: : 'í l - l: '. .. Ílllíilluwpr __: E7 _; [llllllêêlluislllt l p¡ '
  32. 32. AS ¡Asssggagêggssagç RHALAH |96| Em Paris, reino dos exilados, Rhalah espera- va implantar seu pensamento mas não teve sorte pois enmlava-se todo no idioma ~ francês. Rhalah nunca foi muito bom . fazendo bi- 1956 . Na Índia, Rha- lah já era conhe- . cido e mantinha uma significa- tiva legião de se- guidoras. Era o guru das putas e gigolôs da Falk. . land Road, a rua d a z o n a d e Bombaim. 1968 ~ São Francisco, EUA. no auge domovimento psico- délico, do movimento hip- pie, do movimento Black Panthers, do movimento estudantil . UFAl Era movimento pra cacete. Rhalah tenta desesperada- mente 'ser Ogum dos Bea- tles, mas perde a concor- rência' para Maharish, Desi- ludido, afunda-se em dro- gas e álcool. i 1965 Fracassado em Paris. Rhalah parte 'para Nova iorque, atraído pelas experiências li- sérgicas de Thymotty Leary. Depois, via- jando bravo, ligou-se a Allen Ginsberlg e, di- zem - mas halah desmente -“ Leve um caso com Willian Bourroughs. Aquela bicha velha! 1973 Fracassado como co- merciante e endivi- dado até o pescoço, parte para a indigen- cia total, mendigando pelas redondezas da Estação da Luz, até que, na fila da sopa comunitária, é abor- dado por uma dona da sociedade que o ajuda a sair da lama e deitar na cama. 1970 Para recuperar- se vem para -o Brasil e, com a _ grana que ga- nhou se me- tendo num ne- gócio de com- pra e venda de carros em Den- ver-, Colorado, monta uma loja de armarinhos not centro de São Paulo. 1982 Com o saco cheio, de sandui- che natural e louco por uma picanha mal-passada, nosso grande guru, volta para São¡ Paulo e, inpentivado por seus seguídoreída Vila Madalena, resolve abrir seu próprio ne- gócio. Meditação unificada, Bab Consuelo transcenden- tal, gia-dança coletiva, Pepeu Gomes positivo e outras para- normalidades a preços módi- cos, à vista ou prestação. Rhalah definitivamente volta-se para a religião. En- tão, munido de uma caixa de isopor cheia de sanduí- ches naturais, vestindo uma tanguinha de crochê, pas- seava pela praia do Pepino divulgando o pensamento rhalahniano. Foi quando adquiriu o _n_ome Rikota, pois. era de'ricota o san- duha de maior sucesso. CHICLETE @M BANAN
  33. 33. aff/ k. á, ~., r-y; -, _ç _r1(;3., ›f'«'l/ :¡; .; rj: (1.7 _. :!: '., ,.; _?. '1l: tl: '~ 30:44:41,015 Çínfq_ , vfkcñç/ ;gf y_ dhálfmã: .nlc): ~§Iz1.L"' . :r_›n'r1:'1?¡. :(o: : jzqpmfiyrw ~. quando í/ oí ; mw . Vuc 4:v: (.: luñ;1.í zsfnâg' '¡[. ll¡›**" A ¡Íis l ; HHZÀÍÉ . nf '-~. v-~_». ;g1g_& -' o ~ IÍ . Ita/ gm 05,118; : v1¡ ki/ .VL-nrlí. .vffp. íÁçsiztiííÕ/ /Éãííútlníyaim' '1=›'<ÍL'<'. @'~'. ' , _Í A Í . n: A 'z ) l, 435:. “' , ; x na '«. ,,, .~, .,M, ~gr - É”
  34. 34. ~ ÀJEAIWAS _Mouae- A * 136937175 nzcxAkqxis a VFÊGOEU! CHICLETE COM BAN
  35. 35. RHAÍ _ Em seus encontros com discípu- los, Rhalah revela seus pensar visões, para delTrio da gnlerafãs- l(_, _›o do terras por admiradores anônimos. Recsmemos este ma'- Í terial e selecbnamos trechosisig- niano. V_ , _ Porém 'ierr tudo é bàtaxçinhâi. Rhalah er'. suas- mensagens_ é quase se"pre indecifrável, apô= calíp e muitas vezes, uñrtre- mar* e 'io da puta; i _ " Ivlas 2 sue se podâesperãimde Rhala* Rikma? i' “ sonar o' sinto “Filhos meus, escutai-as palavras do mestre. Conserva¡ dentro de_ vósro pouco de macho “que resta. A viadagem poraí está braba E" (16/03/85) “Não cobiça¡ a mulher do aproximo. Principalmente se o próximo estiver tão próximo assim". (27/08/56) "Está nas escrituras divinas de Rhalah. Mulher que muito rebola tem as coxas suadas. ” (29/12/65) "Rhalah é deus. Rhalah é luz. Rhalah transmuta. Rhalah energiza. Rhalah ilumina. Rhalah dá quatro sem sair de cima. Rhalah é foda. " (03/04/30) “No mundo de Rhalah os homens. para se tornarem livres, terão que se alimentar de fohas e dormir ao CHICLETE COM BANANA mentos, profecias e descrevesuasã titarevelacões *eram gravadas a0_ nificativos d: pensamento rhalah= y r DIYJIN DO . .A. . l 'l relento/ “Jâ para' as' mulheres t_em*filé darmçgiana e o oolchãdzinho d'água de ' ' Rhalah. " h x __ &Guàrdui minhas sábias *palavras irmãos. Quando fórdês atraídos pelo sexo. 'não esqueçais dos preservativos e de uma toalhinha. Rhalah conhece os( homens. Em toda a ' história da humanidade sempre acabaram se lambuzando. " (01/07/79) "Rhalah não espera nada dos homens. Agora. das mulheres . . . podem ir abaixando as calcinhas. ” (07/ l N68) "Não matarás, não furtarás. não tomaràs o nome de Rhalah em vão. não mentirás . . . essas coisas. Agora, quer parar de baboseiras e erguer essa bundinha? " (03/03/78) SOBRE DINHEIRO "Alguém *tem cinquenta paus pra me emprestar? " "Por alguns trocados o homem já vendeu até a mãe. Foi levado pela ignorância, pela cobiça e pela ambição desenfreada. Podia, pelo menos, ter vendido a' irmãzinha. " “Ao soarem as trombetas do apocalipse, peguemos toda a grana e demos no pé. " (08/10/60) 0 PE SA l ENTU _somar A FlsãUkA *Se do po' viemos e ao pó _vóltaçen-los; não vos desespereis porque tem pra todos. " (09/06/77) SOBRE ARELIGIÃO "Rhalah sabe dodpoder de ' Rha= lah. .Sabe que seus fiéis discípulos seguem todos-os passqsde Rhalah, Mas, façam o favorpe sair do _banheiro queRhaláh quer dar uma mijadinha sossegado. " (31/08/56) 'saísse/ Ó HOMEM 'ómem é mauÍO mundo é mau. A única coisa boa é mulher/ de vizinho. " (09/07/81) “Não tenho muito o que falar sobre o homempara vocês, fiéis discípulos. pois, como todos sabem. -meu negócio é mulher. " (05/02/76) soam: ocoNstzmo “Segui os ensinamentos de Rhalah. Quando fordes consumir, não deixeis de olhar no rótulo da caixinha se tem o selo de garantia. ” (05/04/78) Non d¡ Recheio: a. ; peruana/ uu: aqui upmduzr- do: são. mm certeza. 4: autoria do grand: mui: : Rhalah Rlkoln. Nu err/ amu. m1 Irunuuuipão da gr» «adm para o p I, algumas palavra. : forum ami/ i- dm pal: a mríàfz, da gravação não traduz menu» n: e alguma¡ fita: [Mam [tina na: mai: piuimu: wmíicãu, mma a grava o mam¡ churrmmrta na neutra de Sã) Paulo, an o ! Ilimar da: talheres' en- tobriu a: pulam: : m meu: : que, ainda por cima. [ala com a boa¡ : hm l/ mu outra jim continha as pemumnmu de Rhalah proferido: na mnmtnm em qu: ulguím 10mm a descarga da banheira. Qua/ bn- »heim win ! lim . rubi. Tulve: um dia, um historiador qua/ qua : :cubra mam gravar/ informar prejudi- tada; por . um molho, nu uma dirtlpula meia un- koxu mmrranda a Rhízlall a mui» de "My uy". /eim pelo: Sex Pia-mb, num instante de Parei-mí: : e para¡ m'. ..
  36. 36. .k, n_ _L_. ._, ›' 50W** faz¡ Í nan-A M v* % '"7”ÚMLÁW M'›«T; í g, .“. mVW r t_ À_ ¡Srlyw x I th. .., _. Qu? ; . w215i? 4 9 ñ WIÚW¡ m, !A w . _'; ) %W mm ¡Amm Y
  37. 37. wmhêsyzêsíxüí í A I , i cpÂcnggMOKTAL 1 genoma 'g V * _ V 'Agfa', ' ¡Wàky u** ¡ÊA¡§¡›'%J 1 ' ! num lídlgj¡ ' _b-"íf '°* À amu# Q À “ ; Táluñímuíiàíêg _AE 30X , _, __ ' ré ; nmg « <l$ ; . V l Z P _z 'Í Z1§ ç_ A_ . , . 10). / t Mía” , ' . . ? fr-se . fa_ ç , , _una-ás
  38. 38. u t? ! r, ANGELI: Acabei de ler o 1'? número do Chiclete com Banana. Achei ótimo. Espero que continue no melhor estilo. Firenze e' uma merda de ci- dade, onde 90% da popula- ção jovem faz o estilo psico-burguês fiorentino (argl). Nós, porém, conti- nuamos a cuspir para todos os lados. Um grande bac- cio, Priscila & Tutti Ribelli de Granducato PS. : Tanti saluti a tutti del Circo Edi- torial. Priscila L. Farias « Firenze, Itália. É bom saber de você, Pris- cila. Como sempre seu dese- nho está ducacete. Estou até rouhando-o' para ilustrar es- tas páginas. Para o Chiclete com Banana seria bom rece- V her, noticias suas e sobre o quadrinho italiano. Quanto ao estilo psico-burguês, já chegou aqui. A merda é in- temacional, Priscila. REVOLTA Olha ai, o cuzão. Não tou a lim de pagar nove pratas . pra ver uma estória boa e o resto uma merda. Olha ai, vou dar dois conselhos: faça suas por-ras picantes_ ~ senão. .. e tire a faixa de proibido pra menores. Dona Angeli, pau nesse cara, assim talvez crie ver- gonha. Atenciosamente. Rogério T. Ferraresi - São Paulo, SP. Qualé, o hundão? Assim que se fala com o titio? SALADA-MISTA Eu queria saber o que voci é, cara'. um punk 77 qu: curte Sex Pistols, Th: Clash, The Ramones, Stoo ges e etc. .. ou é um skin head que se amarra nur: Madness, ou então um cabe- ludo que escuta Venor. Motorhead . . . um Nec lmbeciw que ouve as baila rinas do Rat! (ééca), que se amarra em ler Pato Do- nald; ou então é um play- boy que ouve só Phill Col- lins (ARRRRGH), Sting (AAAARGHH); ou você e da geração paz e amor e ur baseado, com Hey Joe na: cabeças (Jimmy Hendrix! ou é um progressivo amar- rado num Yes (éééca), ou e um nacionalista que s: gosta de MPB; ou e' m: cara hard core que ouve Ratos de Porão? Eím. cara, o que você é? Luis Carlos Cojoria¡ - Emilia, m? Olha, Luís Carlos, se eq for tentar explicar o que so * vou acabar falando bestei Até hoje não sei que api toco. Vlesmo assim, sei q não levo jeito pra skinhead nem para metaleiro mas, resto, o que vier eu tra Seja The Clash. Pistol Sting, Hendrix, Noel Ros as hailàrinas do Ratt. traço qualquer coisa. A voce se aparecer poraqui. CHICLETE COM BA)
  39. 39. n Não Nem Paulo Francis foi capaz disso. Acontece que os for- mandos em jornalismo da Universidade Federal de Santa Ca- tarina. Florianópolis, tiveram a coragem de se auto-batizarem Turma Benevidex Paixão Paixão nem pode imaginar o tamanho dc sua glória, pois está cumprindo sua função de correspondente internacional em Paris. E que se morda o Paulo Francis. NEW IVIBECIW Angeli_ quero lhe fazer uma critica. Creio que você es- teja enganado ao dizer que New Imbeciw cune o pós- punk, frequenta o Madame Satã , . . Você misturou new wave com punk, o que não tem nada a ver. Você diz também que New lmbeciw frequenta barzinhos da moda. Shopping Center. . . e mais adiante que fre- quenla Madame Satã. Frequente o S: : ~ e lhe ga- ranto que o pes nl e' ca› beca e nunca . Y. Talvez Nls sejam os surf: s care- CHICLETE 00V] BANANA FÃ CLUBE DO PAIXÃO pode ser verdade. Benevides Paixão virou celebridade. tas de shorts Horidos que dançam ao som do Metrô e dos Titãs; assim. . bem cuzão! Rogério Fernandes Salles - São Paulo, SP. - Que é isso. Rogério? Idiota tem em qualquer lu- gar. Não bote a mão no fogo por ninguém senão vai ann- har comendo churrasco. Não tenho nada contra o Satã. acho-o interessante, mas conheço frequentndores que são verdadeiros bundões. fazendo caras de bandido modems com o dinheiro dn papai. Assim é fácil. Quem ver sem nenhum puto no bolso. Quanto à diferença entre um punk e um new wave, é a rrmsmu entre um ovo Írcsco e uma gemada em pó. el¡ ul-m 4m u go. :qn -wmum ' ni. 4715;. _on-¡Qrugt-g¡ | rw M fm ' @a r à? ñ. u. um : ... _ w_ i '* , Wlliàçlvll mu I 'dm ¡. « , atua-w wc mu) eua um uma waste : caem FREME› cmo ELE russas( ? ooo 0mm »IML : vmssrm . rzeaiazsníwncmwrt acusam. nxjagxmymeu meu# me sua M0 cnuwA En; EVQLUIVBWÉVOLUVVA ç : um , M3 nunca ArxANrAuA i ÉRÀ 'NNÂ CWÀÍUQÍ ÂWJRNÃL NUM CiRCÁlD ÉVÚJJTÍVQ VÍUOQ) ' 6V? ) ( si: : 21” ÉÉÚM '° > lÀ 7 tao, X¡ _ $713 J é É; /~ @à d_ _ _z fésrwvmwê
  40. 40. ; LICITFRA DE BANHEIRO O cura_ tu és pessimistas em o meu, você gosta de lê no banheiro as cartas das gati› nhllS. né? Acho que c' porisso que eu não só pessimista. Tenho uma puta duma gatona que escreve estória em quadri- nho e eu leio elas no ba- nheiro - vô mandá umas pucê falô? Assim vê si ale'- 42 graTamhém . .. mora em São Paulo. Já morei ai' hi- cho. PS: Tem trampo pá oficcmcnino ai? Anônima. Londrina. PR. Seu signo atravessa um ' . O sol está em desacordo com Ne- mrno, seu regente. e Marte penetram' com tudo na casa do amor. Evite excesso e cui- dado onde senta pra não se arrepender depois. Dia propício para sair para¡ re- bolando e cantando “Ma- mãe eu quem", Í» um sum É un msnuu uns ¡uuus . m¡ www u l uam 'V' ANARQLYlA, 01! Nós gostamos muito desta revista, ou seria gibi, por- que ela coloca em nossas cabeças que wdo não é tão belo como imaginamos e sim uma verdadeira merda contundente cheia de baba- quic - mcntaíizudais pc~ Inst afins sexuais da huma- nidadc Finalizando. gostaria de fa~ ÍZH' sobre a sociedade. uma verd : ira fabrica de mar› ginaã que, cansados dc se- rem pisudos. partem pra violência e são considera- das os precursores da mal~ dade e perversidade. Isso tudo é uma verdadeira mancha NAZISTA para o poder. Léo e Gigi (Os punks da meu) - Aruja'. SP. CASCATA Põ cara, você não tem um espeihinho. não? Vê se te encherga, muninho! A vida não é só fazer uns desenhi- nhos babacas e chamar os outros de idiotas. não, ra- paz! Sua “revistinhzf” (ou sera' “gibizinho"? ) é uma grande merda. Não tá com nada. cara. E o pior de tudo c' o desca- ramento! Você e' tão cre- tino que tem coragem de criticar o Pato Donald, aquele monstro sagrado do quadrinho internacional, Um conselho: pendura a chuteira. ou melhor. : pena. Vai-l¡ no “Mac Do naldís", conversa com ~ Teixeira. fala que você v meu amigo, que ele arrum um cmpreguinho. Observação imponanzis sima: Hoje eu levantei ins pirado prá mentir que ai estou me sentindo er pleno 1° de abril. › Sandro Conçaluí_ "enh. « Divinópa-rf, wc TERRORISHO E ai. Angeli? Gostei de vc o Chiclete com Banana. .~' única coisa que a moçad está chiando e' o preço pc' afinal "a outra" tá mais bz mta. Manera ai no preç: seu &'¡I"= &§! senão, n próxima carta cu mand uma bomba! !! Duda Brundio - Araçatuba. SF CHICLETE COM Em*
  41. 41. t1; ! tilííl Ft": 5-'17Êi"'í. ".^. i 'l i 'z ê _z f aq: : &IHIHM 3 asi-nim o _ : :a _saiam suar: um: ssâaiuãuvliluta : I : A: ! mu-ima - : uvu¡_, e1:j"-. ~;a 321m4 : A: : feia n 2mm* sm: im m' uma.
  42. 42. t- ; J eianiixmmhã, ~-~~, r- - v_ _. ._~r _w s . . _-_. UIIIIEIAL' ñlÍ-~'illlllp*llñllll* Mb' ÊYLWIOM: CHICLETE COM BA
  43. 43. ,)(I. __ Hatmglfmhí- num naum VMA. : 515015# dmê-rihlñlliilâ CH: 2_7°'; 1': - E A) : LX-x 45
  44. 44. HHHAÍMÍJOHS~ iWVli-*IIIBIIILAIÉNNIIJIEH* LVAEJILYLUOIAR CHICLETE COM BANANA
  45. 45. TAMBEM gro PREcrsA Fim; @numca aMMLM. Ar wma, VAI 2 Hããmllmliô llilllllênlil): <IIIOIOIIIIIBJCLLIIIDIE N15' ¡IAIIIIIAIÊ CHICLETE COM BANANA
  46. 46. CASAD ' No R$30 E FODAL HEIVAÍQDIÃOIS» * 'ÍAIIIIIZÁIIIEIIIOIHAIIIIIIIIAIII? 'IIMIIIF i IYAÉ-: YAIIIWLÉ CHICLETE COM BANANA
  47. 47. í s-ro Npõ VA¡ FFLAR ASSÍW AVÍNeANCA . VEM A cAvAw D ão -o T" " ' ' "" í i i CHICLETE COVI BANANA 'eíãárnalfànvã- 'nmalzlmi-»onwIiinníIm-nnma» A . me : :numas 'A rm**
  48. 48. t' l' 17v' 17,7 /1 " Hzlmtmiíxat: .A mi: n m 'immzrãia um: :ranma: 1 V' CHICLETE com BANANA ,

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