Quem? Onde? Quando? Como? E Se?

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É fundamental, dada a velocidade a que se operam as mudanças, que se consiga evitar tomar acções apenas depois dos fenómenos acontecerem. Através da modelação, é possível prever e simular diferentes cenários. Esta é a magia dos Sistemas de Informação Geográfica, não só nos mostram o mundo, como também nos mostram como poderá vir a ser e como o podemos melhorar.

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  • Quem?
    Começo por mim, o meu nome é Sandro Batista e sou o Director de Estratégia de Desenvolvimento Tecnológico da Esri Portugal.

    Mas… Esta pergunta é válida em diferentes cenários!
    Quem são os nossos clientes?
    Quem são nossos munícipes?
    Como é que os caracterizamos e como conseguimos definir e prever comportamentos?
  • Primeiro temos que os ouvir!
    Temos que saber o que dizem!
    A internet e as redes sociais são uma excelente fonte de informação!
    Mas há outras!.. Devemos motivar a participação, a transparência e a proximidade!
  • Não é possível saber quem é quem ou até mesmo conhecermos o nosso negócio se não soubermos Onde!

    Onde estão os nossos clientes?
    Onde estão as nossas lojas?
    Onde está a concorrência?
    Onde estão os meus investimentos?
  • Estou a falar da componente de localização!

    Cada vez mais temos uma maior quantidade de dados e estes dados só nos servem de algo quando transformados em Informação!
    Grande parte destes dados, cerca de 80%, possuem uma componente geográfica. Ou seja, podemos localizar e espacializar toda esta informação!
  • Onde estão as minhas lojas?

    A cadeia starbucks há muito que usa a ciência dos Sistemas de Informação Geográfica!
    Primeiramente usou esta ciência para poder determinar quais os melhores locais para abrir novas lojas! Estudos de mercado que envolveram ocupação do solo, dados demográficos, dados sócio-económicos, etc., etc…
    Há pouco tempo, com a crise e com o surgimento de novos concorrentes, a Starbucks recorreu a esta ciência para poder fechar ou realocar algumas das suas lojas de modo a ter o menor impacto nos seus lucros!
  • A componente de proximidade é também cada vez mais importante!

    Vários são os munícipios que fomentam uma transparência para com os seus munícipes.. Abordagens como transparência no investimento, orçamento participativo, etc.,… são uma realidade!
    Agora imaginem se, para além dos relatórios e tabelas usuais nós podermos visualizar e participar numa plataforma colaborativa geoespacial.

    Interessante, não?

    Estas platafomas já são possíveis e em grande parte devido aos avanços das Redes de Telecomunicações, da Banda Larga, dos Servidores cada vez mais poderosos e claro, do software de Sistemas de Informação Geográfica!
  • E quando é que os fenómenos acontecem?

    Quando é que houve alguma alteração que terá um impacto directo no meu negócio?
    Quando é que comecei a perder negócio numa determinada loja e porquê? O que aconteceu?

    A componente temporal associada à localização é algo fundamental! É algo que nos permite ver o que aconteceu, ver o que está a acontecer e prever o que acontecerá tendo em conta diferentes cenários de modelação!
  • Aliando todos os factores falados até agora conseguimos ter soluções nunca antes possíveis!

    Por exemplo, no caso das catástrofes, neste caso o terramoto do Haiti, houve mais de 2000 voluntários de 50 países diferentes que em tempo real alimentaram plataformas geoespacias com informação crítica! A conjugação de toda esta informação tornou possível, em tempo útil, a criação de um cenário muito mais preciso do que se estava a passar no território.

    Tornando o Haiti tão próximo como a distância de uns simples clicks!
  • Outro exemplo, ainda nas catastrófes, foi o caso do derrame de petróleo no Golfo do México.

    Milhares de voluntários e organizações foram alimentado, em tempo real, diversas ocorrências que estavam a acontecer no território. Estes dados sobrepostos com informação de base e com análises em tempo real forneceram o conhecimento a todas as equipas de intervenção que dele necessitavam.
  • Mas… Quem? Onde? Quando?

    Será que chega ter estas respostas?... Não!

    É preciso saber o que fazer e Como fazer! A informação de que falei até agora permite alimentar modelos e criar cenários consoante a realidade em que nos encontramos e para o fim específico de que precisamos!

    Como devo proceder para culmutar o decréscimo de lucros na minha cadeia de lojas, ou agência bancária, que se verifica desde a aberta daquela nova sucursal da concorrência?

    Como devemos optimizar a nossa frota de entregas para servir melhor os nossos clientes?
  • Mapas semelhantes a este são usados para determinar, por exemplo, as áreas de influência das minhas lojas ou as áreas de influência da concorrência.

    Esta informação, cruzada com informação demográfica, socio-económica, etc., permite perceber o que se está a passar no território.

    Porque será que o número de clientes da minha agência bancária reduziu drásticamente no último trimestre? Não terá uma envolvente externa conhecida e não apenas a conjuntura actual?
  • Um mapa semelhante a este é comum nas empresas que possuem frotas!

    Algo que desejamos sempre que fazemos uma encomenda é que seja entregue a horas!

    Para a empresa de entregas, para além de obviamente querer que o seu cliente fique satisfeito, quer fazê-lo com o menor custo possível. Como é isso possível?

    Como será possível entregar todas as encomendas a tempo e horas, tornando assim os clientes satisfeitos, e ao mesmo tempo reduzir custos com viaturas, condutores, e todos os restantes associados?

    É um caso interessante e se tiverem interesse podemos falar depois sobre casos reais!
  • Retomando o tema das catástrofes, algo que é sempre complicado nestas situações é toda a questão logística!

    Os problemas de Logística são dos mais complexos que existem e, neste caso, com vidas humanas envolvidas, tornam-se críticos!

    Com a ajuda de mapas e informação como esta é possível planear devidamente como serão feitas as intervenções de modo a optimizar toda a ajuda e recursos disponíveis!

    Onde deverão implementados os centros de ajuda e por onde começar?
    Onde e quais as necessidades que existem neste momento?
    Como poderemos actuar de forma a antecipar males piores?
  • E a questão de poder antecipar leva-me a outra questão…. E Se?

    O que acontecerá se?

    De modo a evitar que apenas de tomem acções após acontecerem determinados fenómenos podemos, através de modelação, tentar prever estes cenários… Simular diferentes cenários e prever o que acontecerá!

    Esta é a magia dos Sistemas de Informação Geográfica! Para além de nos mostrarem o mundo, mostram-nos como o mundo poderá ser e dizem-nos como o podemos melhorar!
  • Um exemplo é bem visível no mapa acima.

    Em questões de planeamento urbanístico é crucial saber o que irá acontecer caso se altere o que existe. As cidades virtuais são uma realidade e temos hoje acesso com grande detalhe às principais cidades do Mundo.

    Tendo estes modelos virtuais podemos fazer simulações. No caso acima podemos ver qual o impacto da criação de um novo edifício, com determinadas características num determinado local!

    Como se vai alterar a paisagem?
    Quais as influências nos restantes edifícios existentes?
    Qual a implicação a nível energético que este edifício irá provocar?
  • E, voltando às lojas e às sucursais, podemos também fazer simulações que se traduzem, através de um simples mapa, num cenário vivo!

    Se há imagens que valem mil palavras, há mapas que valem milhões de palavras!

    Através de um simples mapa, com inteligência de negócio associada, conseguimos perceber o que acontecerá se abrirmos uma nova loja para um determinado fim!
  • Resumindo!

    Os Sistemas de Informação Geográfica são, nesta nova era de informação, as ferramentas por excelência para efectuarmos todo o planeamento necessário independentemente do tipo de negócio que gerimos!

    Deste modo conseguimos fazer um planeamento harmonioso e sustentável!
  • Cada vez mais a tomada de decisões terá que ser mais responsável e com base em informação sustentável!

    Também aqui os Sistemas de Informação Geográfica são cruciais dando uma visão única, prática, ágil e tempo real aos decisores!
  • E como não podia deixar de ser, AGIR!

    Se Planearmos, Decidirmos mas não agirmos tudo fica na mesma!

    Para agir é necessário possuir os planos bem delineados mas, principalmente, ter ferramentas que nos permitam fazer um efectivo acompanhamento, em tempo real do que está a acontecer!

    Novas tecnologias e dispositivos permitem fazer chegar os Sistemas de Informação Geográfica onde nunca dantes foi possível. Com estas tecnologias, os Sistemas de Informação Geográfica oferecem maior capacidade de Acção a todos que os utilizem!
  • Muito obrigado!

    Deixo aqui os meus contactos de email e twitter… Como estamos todos ligados em rede e toda a informação está conectada está será a forma mais simples de entrar em contacto comigo… Com a excepção, algo que nunca nos podemos esquecer, da componente presencial!

    Estarei por aqui até ao final do evento e terei o maior gosta de discutir ideias com todos vocês!

    Obrigado!
  • Quem? Onde? Quando? Como? E Se?

    1. 1. QUEM?
    2. 2. ONDE?
    3. 3. QUANDO?
    4. 4. COMO?
    5. 5. E SE?
    6. 6. OBRIGADO! Sandro Batista @sandrobatista sandro.batista@esri-portugal.pt

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