Capítulo 6 - quadro de 
referência epistemológica 
Profa. Sandra Pereira
Delineamento da Pesquisa 
 quando tentamos conceituar o processo de 
pesquisa, quase sempre o definimos como 
aquele cerc...
 A pesquisa é a parte intrínseca do processo de 
apreensão/construção do conhecimento e, por 
isso, é necessária a adoção...
O POSITIVISMO 
 A palavra epistemologia (do grego episteme, 
ciência, conhecimento; + logos, razão, 
discurso) é um ramo ...
 O Positivismo, corrente inaugurada por Augusto 
Comte (1798-1857), representa umas das bases 
do Iluminismo, das crises ...
Neopositivismo 
 a realidade é formada por partes isoladas e o 
mundo se configura como um “amontoado de 
coisas separada...
 as causas dos fenômenos não devem ser objeto 
de interesse da ciência. À ciência cabe descobrir 
como se produzem as rel...
 foi o neopositivismo que formulou o princípio da 
verificação, a partir do qual, considera-se 
como verdadeiro aquilo qu...
A FENOMENOLOGIA 
 A Fenomenologia representa uma tendência do 
idealismo filosófico e traz, como um dos 
conceitos fundam...
 A Fenomenologia husserliana nasce da tentativa 
de fazer da filosofia uma ciência rigorosa e, 
sendo assim, deveria ter ...
 Como abordagem epistemológica para a 
produção da ciência e do conhecimento, não 
pretende explicar, nem analisar fatos,...
O MARXISMO 
 A perspectiva marxista figura como uma 
tendência do materialismo filosófico e tem como 
base filosófica o m...
 de forma geral, podemos dizer que a concepção 
materialista de ciência está pautada em três 
aspectos: 
1. o primeiro de...
 Alguns pesquisadores compreendem que o 
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Tópicos capítulo 6

  1. 1. Capítulo 6 - quadro de referência epistemológica Profa. Sandra Pereira
  2. 2. Delineamento da Pesquisa  quando tentamos conceituar o processo de pesquisa, quase sempre o definimos como aquele cercado de ritos especiais, cujo acesso é particular a poucos iluminados. Fazem parte desses ritos certa trajetória acadêmica, domínio de sofisticadas técnicas de investigação, de exame estatístico e desenvoltura informática... É certo que esses aspectos são importantes, mas não são as únicas coisas que contam.
  3. 3.  A pesquisa é a parte intrínseca do processo de apreensão/construção do conhecimento e, por isso, é necessária a adoção de uma atitude investigativa. compreendida como instituinte desses processos, devemos perceber a prática científica, a partir de uma multiplicidade de horizontes (embora seja comum prendê-la à sua construção empírica, experimental).
  4. 4. O POSITIVISMO  A palavra epistemologia (do grego episteme, ciência, conhecimento; + logos, razão, discurso) é um ramo da filosofia que estuda a origem, a estrutura, os métodos e a validade do conhecimento (daí ser também designada de filosofia do conhecimento). Conforme o dicionário Houaiss (2008, s.p.), a palavra significa “estudo dos postulados, conclusões e métodos dos diferentes ramos do saber científico, ou das teorias e práticas em geral”.
  5. 5.  O Positivismo, corrente inaugurada por Augusto Comte (1798-1857), representa umas das bases do Iluminismo, das crises social e moral do fim da Idade Média e, também, do nascimento da sociedade industrial. Entretanto, não podemos deixar de mencionar o neopositivismo (também conhecido como positivismo lógico), instaurado pelo Círculo de Viena, que teve como um de seus membros mais proeminentes Rudolf Carnap (1891-1970), na qual traz muitas contribuições para o que vamos conhecer como perspectiva positivista da ciência.
  6. 6. Neopositivismo  a realidade é formada por partes isoladas e o mundo se configura como um “amontoado de coisas separadas, fixas” (TRIVIÑOS, 1987, p. 36);  é inaceitável outra realidade que não sejam os fatos que possam ser observados;
  7. 7.  as causas dos fenômenos não devem ser objeto de interesse da ciência. À ciência cabe descobrir como se produzem as relações entre os fatos, buscando suprimir qualquer subjetividade nesta descoberta (princípio da objetividade científica);  não interessa, também à ciência, conhecer a consequência de suas “descobertas”. Triviños (1987) comenta que este propósito engendrou o que ficou conhecido como neutralidade da ciência. A partir dessa compreensão, o papel do cientista é exprimir a realidade, não julgá-la.
  8. 8.  foi o neopositivismo que formulou o princípio da verificação, a partir do qual, considera-se como verdadeiro aquilo que é empiricamente verificado
  9. 9. A FENOMENOLOGIA  A Fenomenologia representa uma tendência do idealismo filosófico e traz, como um dos conceitos fundamentais, a intencionalidade: A psique está sempre dirigida para algo, “é intencional”, diria Husserl, seu precursor e um de seus maiores expoentes. Como esta intencionalidade é, inexoravelmente, da consciência em direção a um objeto, conclui-se que não existe objeto sem o sujeito e, por conseguinte, não existe a objetividade destacada da subjetividade, tal e qual assinalava a perspectiva positivista da ciência.
  10. 10.  A Fenomenologia husserliana nasce da tentativa de fazer da filosofia uma ciência rigorosa e, sendo assim, deveria ter como tarefa o estabelecimento de categorias puras do pensamento científico. Tratase, portanto, da “ambição de uma filosofia que pretende ser uma ciência exata” (TRIVIÑOS, 1987, p.43). Mais tarde voltou-se para a investigação do “mundo vivido”.
  11. 11.  Como abordagem epistemológica para a produção da ciência e do conhecimento, não pretende explicar, nem analisar fatos, mas, antes de qualquer coisa, descrever os fenômenos. É uma abordagem que exalta a interpretação. Como método, deve seguir dois passo: um é a questionalidade do conhecimento; o futuro é a redução fenomenológica.
  12. 12. O MARXISMO  A perspectiva marxista figura como uma tendência do materialismo filosófico e tem como base filosófica o materialismo dialético. Este último tenta buscar explicações racionais, lógicas e coerentes para os fenômenos da natureza, da sociedade e do pensamento, a partir de uma concepção científica da realidade enriquecida pela prática social. Ter ressaltado a prática social (portanto, histórica) como critério de verdade é, sem sombra de dúvida, uma de suas ideias mais originais, porque criou um forte argumento para compreender que as verdades científicas significam graus de conhecimento limitados pela história.
  13. 13.  de forma geral, podemos dizer que a concepção materialista de ciência está pautada em três aspectos: 1. o primeiro deles diz respeito à materialidade do mundo, isto é, a compreensão de que todos os fenômenos, objetos e processos são materiais;2 2. 2. o segundo assinala que a matéria é anterior à consciência, ou seja, o que existe objetivamente é a matéria e a consciência é apenas um reflexo desta; 3. 3. o terceiro aspecto refere-se à afirmação de que o mundo é conhecível e o homem realiza este conhecimento de forma gradativa.
  14. 14.  Alguns pesquisadores compreendem que o materialismo é a perspectiva epistemológica mais condizente com as ciências sociais, porque se configura em uma “forma mais criativa e versátil de construir uma realidade também criativa e versátil”.

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