Vícios de linguagem

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Vícios de linguagem

  1. 2. <ul><li>Vícios de linguagem são desvios das normas da língua culta que ocorrem por desconhecimento dessas normas ou por descuido do emissor. </li></ul>
  2. 3. Do Grego, pleonasmós = superabundância. É repetição desnecessária de uma informação. O orvalho noturno da noite brilhava nas pequenas flores.
  3. 5. <ul><li>Segundo o dicionário grego cacofonia é: ”  kakophonia”  , som desagradável. Em síntese: é o nome que se dá a sons desagradáveis ao ouvido formados muitas vezes pela combinação de palavras, que ao serem pronunciadas podem dar um sentido pejorativo, obsceno ou mesmo engraçado. </li></ul>
  4. 6. <ul><li>NA MÚSICA </li></ul><ul><li>O gato tico </li></ul><ul><li>Qual é o preço do piqui? </li></ul><ul><li>No cume </li></ul><ul><li>Umbu azedo </li></ul><ul><li>NOMES DE PESSOAS </li></ul><ul><li>Jacinto Leite Aquino Rego </li></ul><ul><li>Joaquim de Melo Rego </li></ul><ul><li>Manuel de Castro Pinto </li></ul>
  5. 7. <ul><li>PIADAS </li></ul><ul><li>O padre pergunta a seu fiel que está no confessionário: </li></ul><ul><li>- Meu filho, quais são os seus pecados ? </li></ul><ul><li>- Padre, eu comunguei há três anos. </li></ul><ul><li>- Ok, meu filho, e quais são os seus pecados? </li></ul><ul><li>- Eu comunguei há três anos. </li></ul><ul><li>- Está bem meu filho, eu sei que você comungou há três anos. Isso não é pecado!Conte-me seus verdadeiros pecados… </li></ul><ul><li>- Padre, estou lhe dizendo: EU – COMO – UM – GAY – HÁ – TRÊS – ANOS!!! </li></ul>
  6. 8. <ul><li>FRASES </li></ul><ul><li>&quot;Vou- me já  que está pingando. Vai chover!“ </li></ul><ul><li>Eu prefiro café da cafeteira, tem gente que prefere do bule, você acha que no COADOR é mais forte? </li></ul><ul><li>&quot;Instrumento para so car alho .“ </li></ul>
  7. 9. <ul><li>Ocorre quando há palavras na frase com terminações iguais ou semelhantes, provocando dissonância. </li></ul><ul><li>Ex.: Estávamos conscientes de que impacientes não conseguiríamos ser convincentes. </li></ul><ul><li>&quot;O aluno repet ente  m ente  alegrem ente .“ </li></ul><ul><li>“ O presid ente  tinha dor de d ente constantem ente .” </li></ul>
  8. 10. <ul><li>Ocorre quando há uma sequência de vogais, provocando dissonância. </li></ul><ul><li>Ex.: Eu o ou virei amanhã. </li></ul><ul><li>  V ou eu ou vai o outro. </li></ul><ul><li>Parai ao ouvir o primeiro sinal. </li></ul><ul><li>Andreia irá ainda hoje ao oculista. </li></ul>
  9. 11. <ul><li>Ocorre quando há dissonância provocada pela repetição de consoantes iguais ou semelhantes. </li></ul><ul><li>Ex.: Mi nha mãe me ma ndou mu dar a ma lha. </li></ul><ul><li>&quot;Eram  c omunidades  c amponesas  c om  c ultivos  c oletivos.&quot; </li></ul><ul><li>&quot;O  p apa  P aulo VI  p ediu a  p az.“ </li></ul><ul><li>Ficando fiado fico feliz </li></ul>
  10. 12. <ul><li>Ocorre quando, por falta de clareza, há uma duplicidade do sentido da frase. </li></ul><ul><li>O cachorro do seu irmão avançou sobre o amigo. </li></ul><ul><li>Onde está a vaca da sua avó? (Que vaca? A avó ou a vaca criada pela avó?) </li></ul><ul><li>Onde está a cachorra da sua mãe? (Que cachorra? A mãe ou a cadela criada pela mãe?) </li></ul>
  11. 13. Veja vídeo
  12. 18. <ul><li>Ocorre quando há desvios de sintaxe quanto à concordância, regência ou colocação. </li></ul>
  13. 19. <ul><li>José de Alencar   O Tronco do Ipê  (1871) </li></ul><ul><li>Trecho   Sinhá mandou dizer QUE VOLTE tudo para casa e já. Acabou-se o passeio </li></ul><ul><li>Qual seria o correto   &quot;Sinhá mandou dizer QUE VOLTEM todos para casa, e já. Acabou-se o passeio&quot; </li></ul><ul><li>Intenção do autor   Destacar, através do erro, o nível social do personagem – no caso, um escravo </li></ul><ul><li>   </li></ul>
  14. 20. <ul><li>&quot;Por que deus a FIZESTE tão bela &quot; - Clareia - Ricardo Chaves - Concordância Verbal (certo: fez) &quot;hoje eu vou te esquecer ,nem que FOR só por uma noite&quot; - Charlie Brown Jr.(certo: seja) &quot;Pode ser fácil se você 'VER' o mundo de outro jeito...&quot; Capital Inicial - Não olhe pra trás (certo: vir) </li></ul>
  15. 21. <ul><li>&quot;Nem sempre se VÊ lágrimas no escuro.&quot; Lobão, Lágrimas no Escuro (certo: vêem) &quot;Sei que ele está por aí, esperando EU aparecer&quot; Wanessa Camargo (certo: me esperando) &quot;Mas se ERGUES da justiça a clava forte/ Verás que um filho teu não foge à luta.&quot; Hino Nacional - (certo: ergueres) </li></ul>
  16. 22. <ul><li>&quot;Nóis trupica mais num cai...&quot; (certo: nós trupicamos mas não caímos ou a gente trupica mas não cai) &quot;Lágrimas que INVADE meu coração&quot; Bruno e Marrone (certo: invadem) &quot;(...) Se vc VER que o mar tá bom, só quero um cantinho pra surfar&quot; Armandinho (certo: vir) </li></ul>
  17. 23. <ul><li>Quando olho em minha volta Onde quer que esteja eu sinto a solidão Vivo nesse desespero E você não vem por que razão Minha vida está perdida Já nem sei pra onde eu devo caminhar E o meu tempo, eu sei é pouco É preciso amor lhe encontrar </li></ul><ul><li>Lhe encontrar, lhe encontrar Lhe encontrar, lhe encontrar Lhe encontrar . . . </li></ul><ul><li>Nesta música de Roberto Carlos, usa-se o verbo encontrar (VTD)  com o complemento LHE, mas este é um OBJETO INDIRETO. O correto seria usar o -LO, assim não se cometeria o erro de regência. A música ficaria &quot;Encontrá-LO...&quot; </li></ul>
  18. 24. <ul><li>Fernando Pessoa A Língua Portuguesa  (1999) </li></ul><ul><li>Trecho   Ó universo, EU SOU-TE ! </li></ul><ul><li>Qual seria o correto   &quot;Ó universo, eu sou todas as coisas!&quot; </li></ul><ul><li>Intenção do autor   Ao usar, erroneamente, o verbo ser como transitivo, Fernando Pessoa quis sugerir absoluta integração entre o emissor e o universo </li></ul><ul><li>   </li></ul>
  19. 25. <ul><li>Mário de Andrade   Macunaíma  (1928) </li></ul><ul><li>Trecho   No outro dia pediu pra Sofará que LEVASSE ELE passear e ficaram no mato até a boca-da-noite </li></ul><ul><li>Qual seria o correto   ''No outro dia, ele pediu a Sofará que O LEVASSE para passear e ficaram no mato até a boca-da-noite'' </li></ul><ul><li>Intenção do autor   Mário deixa a regência e a pontuação de lado para reforçar o coloquialismo da frase </li></ul><ul><li>   </li></ul>
  20. 26. <ul><li>Oswald de Andrade   Pronominais,  do livro  Pau-Brasil (1925) </li></ul><ul><li>Trecho   Dê-me um cigarro  Diz a gramática  Do professor e do aluno  E do mulato sabido  Mas o bom negro e o bom branco  Da Nação Brasileira  Dizem todos os dias  Deixa disso camarada  Me dá um cigarro </li></ul><ul><li>Qual seria o correto   &quot;Dê-me um cigarro&quot;, como diz o primeiro verso </li></ul><ul><li>Intenção do autor   Trata-se de um poema-manifesto contra a gramática, atacando justamente um ponto de honra dos puristas: a colocação pronominal </li></ul>
  21. 27. <ul><li>É o desvio da norma quando ocorre nos seguintes níveis: </li></ul><ul><li>NA PRONÚNCIA: </li></ul><ul><li>Assisti ao pograma educativo. (programa) </li></ul><ul><li>Pedi a sua rúbrica . (rubrica) </li></ul><ul><li>Nesse interim eles chegaram. (ínterim) </li></ul>
  22. 28. <ul><li>NA GRAFIA </li></ul><ul><li>Ele pesquisou a etmologia de muitas palavras. (etimologia) </li></ul><ul><li>Nós advinhamos o resultado do jogo. (adivinhamos) </li></ul><ul><li>Todos os seguimentos da sociedade sofreram com a inflação. (segmentos) </li></ul>
  23. 41. <ul><li>NA MORFOLOGIA </li></ul><ul><li>Quando eu pôr o vestido, saberei se engordei. (puser) </li></ul><ul><li>Quando eu ir aí, explicarei a situação. (for) </li></ul><ul><li>“ É certamente a mais maior em tamanho.” (maior) (José Sarney, sobre a subestação de Furnas/ Folha de S. Paulo) </li></ul>
  24. 43. <ul><li>NA SEMÂNTICA </li></ul><ul><li>Assim que chegaram à metrópole, absolveram a poluição. (absorveram) </li></ul><ul><li>Ele comprimentou o amigo. (cumprimentou) </li></ul><ul><li>O aluno soou muito durante a prova. (suou) </li></ul>
  25. 44. <ul><li>NOS ESTRANGEIRISMOS </li></ul><ul><li>O embaixador cometeu uma gafe . (equívoco) </li></ul><ul><li>O show foi cancelado. (espetáculo) </li></ul><ul><li>O escritor chegou justo na hora . (bem na hora) </li></ul><ul><li>Vamos tomar um  drink ? (drinque) </li></ul>
  26. 47. <ul><li>Normalmente utiliza palavras de baixo calão, gírias e termos considerados informais. </li></ul><ul><li>Exemplos: </li></ul><ul><li>&quot;Ele era um tremendo  mané !&quot; </li></ul><ul><li>&quot;Tô  ferrado !&quot; </li></ul><ul><li>&quot;Tá  ligado  nas  quebradas ,  meu chapa ?&quot; </li></ul><ul><li>&quot;Esse  bagulho  é 'radicaaaal'!!! Tá  ligado mano ?&quot; </li></ul><ul><li>'Vô  piá lá'mais tarde ' !!! Se  ligou maluko  ? </li></ul><ul><li>Obs.:Por questões de etiqueta, convém evitar o uso de plebeísmos em contextos sociais que requeiram maior formalismo no tratamento comunicativo. </li></ul>
  27. 48. <ul><li>É a exagerada delicadeza no falar e escrever, prejudicando a clareza.  </li></ul><ul><li>Colóquio flácido para acalentar bovinos. (Conversa para boi dormir).   </li></ul><ul><li>Evolou-se aos páramos etéreos a alma da imaculada donzela. ( A moça faleceu).   </li></ul>
  28. 49. <ul><li>Na pretérita centúria, meu progenitor presenciou o acasalamento do astro-rei com a rainha da noite. (No século passado meu avô assistiu ao eclipse).   </li></ul><ul><li>Meu genitor sofre de alopecia androgênica. (Meu pai é careca).   </li></ul>
  29. 50. <ul><li>ROUBO HISTÓRICO Contam que um ladrão foi roubar galinha na casa do célebre Rui Barbosa. Ao vê-lo , o ilustre jurista começou um discurso: - Não é pelo bico de bípede, nem pelo valor intrínseco do galináceo, mas por ousares transpor os umbrais de minha residência. Se for por mera ignorância, perdôo-te, mas se for para abusar de minha alta prosopopéia, juro pelos tacões metabólicos dos meus calçados que te darei tamanha bordoada que transformarei sua massa cefálica em cinzas cadavéricas. O ladrão sem graça, perguntou : - Como é, “ Seu Rui “ eu posso levar a galinha ou não ? </li></ul>

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