ICSA32 - Vias de Administração de Vacinas

15.069 visualizações

Publicada em

Aulas Vias de Administração de Vacinas

Publicada em: Educação
1 comentário
5 gostaram
Estatísticas
Notas
Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
15.069
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
12
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
175
Comentários
1
Gostaram
5
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

ICSA32 - Vias de Administração de Vacinas

  1. 1. Vacinas e Vias de Administração
  2. 2. Rotas de Administração • Em outras palavras: primeiro sítio de contato entre o antígeno e o sistema imune do hospedeiro • Ponto de entrada do antígeno no organismo da pessoa a ser vacinada
  3. 3. Rotas de Administração • Levando-se em consideração esse aspecto, deve-se priorizar então sítios e vias de administração que: • Induzam um contato máximo entre o antígeno e o sistema imune (APCs principalmente) • Ativem a forma correta de imunidade
  4. 4. Do que depende a escolha? • Tipo de antígeno utilizado • Tipo de adjuvante • Compartimento do Sistema Imune a ser estimulado • Características da pessoa/animal a ser vacinado • Espécie a ser vacinada
  5. 5. “CERTOs” de administração de vacinas • Paciente CERTO • Vacina e diluentes CERTOS • Tempo CERTOS • Incluindo administração na idade correta, intervalo correto, e principalmente validade correta • DOSE CERTA • Rota, agulha e técnica CERTAS • Sítio de inoculação CERTO
  6. 6. Administração de Vacinas •Preparação •Técnica de administração •Escolha certa de seringa •Sítio de inoculação Essas são considerações importantes porque todos podem afetar a imunogenicidade e o risco de reações locais.
  7. 7. Reconstituição de Vacina •Cada vacina deve ser reconstituída no momento da aplicação para que: -Evitar erros -Manter eficácia e estabilidade •Reconstituição de vacinas liofilizadas: -Somente usar o diluente apropriado ou fornecido e dentro da validade -Não misturar vacinas, ou fazê-lo somente sob prescrição -O diluente deve ser adicionado lentamente para evitar formação de grumos e permitir boa homogeneização •Antes da administração: - Checar se a cor ou a composição da vacina está como especificado - Checar se a vacina é mesmo a correta, e se a dose é a correta para o paciente - Checar a data de validade
  8. 8. Immunisation Department, Centre for Infections TAMANHO DA AGULHA Para administração intramuscular, a agulha precisa ser longa, para ter certeza de que foi injetada no músculo Na ausência de uma agulha correta, usar uma de 25mm 16mm – para recém-nascidos ou crianças pequenas Adultos com grande massa muscular – 38mm
  9. 9. SÍTIO DE INOCULAÇÃO Evitar nervos e vasos sanguíneos Glúteos: Não deve ser utilizado, devido a : -risco de danos ao nervo ciático -injetar a vacina em tecido gorduroso denso ao invés do músculo A inoculação de vacinas no tecido adiposo dos glúteos já demonstrou reduzir a imunogenicidade das vacinas de Hepatite B e raiva.
  10. 10. ANTES DA INOCULAÇÃO….. Vacinadores devem estar certos que: • Se há ou não contra-indicações específicas • Obter consentimento do vacinado • A pessoa a ser vacinada está completamente informada acerca da vacina e do processo vacinal • A pessoa a ser vacinada está ciente das possíveis reações adversas e como tratá-las
  11. 11.  Normalmente vidro / Algumas vezes plásticos especiais não adsorvíveis  Cada frasco deve ter a dose e a data de validade  Sem rótulo, SEM administração
  12. 12. Importância de realizar a via de administração de vacina correta • Promover a melhor resposta imune celular e humoral possível • Reduzir a possibilidade de reação colateral adversa
  13. 13. Administração subcutânea • Administração no tecido logo abaixo da derme e acima da camada muscular • Sítios de inoculação mais comuns: região superior lateral do braço (humanos); carnívoros, bovinos, equinos – região superior anterior da nuca
  14. 14. Administração subcutânea • Agulha – gauge 23 a 25, tamanho 5/8 • Agulha a ser inserida num ângulo de 45 graus.
  15. 15. Administração subcutânea
  16. 16. Administração subcutânea
  17. 17. Administração subcutânea
  18. 18. Administração Intramuscular
  19. 19. Sítios para administração intramuscular • O local depende da idade da pessoa a ser vacinada, e do tônus muscular individual • Para crianças mais velhas e adultos, usar o músculo deltóide • Ideal para vacinas de DNA
  20. 20. Sítios para administração intramuscular
  21. 21. Sítios para administração intramuscular
  22. 22. Administração intramuscular • Gauge: 22 a 25 • Tamanho: Recém-nascidos – 5/8 Crianças – 1 Adultos – 1 a 1 1/2
  23. 23. Administração intramuscular
  24. 24. VIA INTRADÉRMICA • Talvez a mais eficiente por permitir um contato amplo com células dendríticas • Mas também é a de mais difícil inoculação • Ângulo certo, local certo, ausência de adjuvantes que predisponham a fotossensibilização... • Em desuso...
  25. 25. Escarificação • Meio de inoculação muito específico para determinados agentes – Small pox! • Não utilizado em larga escala – dificuldade de inoculação • Possível opção para vacinas contra sarnas
  26. 26. VIA INTRANASAL • Ideal para ativação de um compartimento específico da imunidade de mucosa • Problema: DOSE – administração correta! • Muito utilizado em veterinária para infecções pulmonares e do trato respiratório superior • O caso de Bordetella bronchiseptica
  27. 27. VIA ORAL • Não utilizada pelo potencial que existe de causar TOLERÂNCIA, ao invés de ativação do sistema imune • Casos específicos: vacinas atenuadas nas quais há absorção antes de entrar em contato com o sistema imune de mucosa do TGI • E patógenos do TGI? Como fazer?
  28. 28. Controle de Higiene • Usar desinfetantes a base de álcool • Importante: esperar secar o álcool antes de inocular!! • Luvas: utilizadas se: Houver risco de contato com sangue ou outros fluidos corporais Houver lesões na mão Política do local de vacinação
  29. 29. Biossegurança • Nunca colocar a capa de volta na agulha, reaproveitá-la ou cortá-la • Desprezar a agulha em recipiente próprio para material cortante • Usar equipamentos livres de agulha sempre que for possível - BCG
  30. 30. Erros de Administração de Vacinas • Administração da formulação de vacina ERRADA • Diluente ou reconstituintes ERRADOS • Via de administração ERRADOS
  31. 31. Erros de Administração de Vacinas • Rota errada de administração –IM dada SC Repetir se for raiva ou hepatite B –SC dada IM Não repetir –Oral ou intranasal dadas IM or SC (!) Sempre repetir
  32. 32. Como prevenir erros de administração? •Todos os erros de vacinação são erros humanos, e portanto, são preveníveis • Seja certo de que o pessoal envolvido é bem treinado e supervisionado • Prover educação para correta imunização
  33. 33. Alguns detalhes... • Não é necessário trocar agulhas entre o processo de reconstituição da vacina e administração, a não ser que essa seja contaminada por contato com outra superfície, ou sofra curvaturas • NUNCA misturar vacinas em somente um inóculo!!! • Se for aplicar duas vacinas diferentes em um mesmo sítio de inoculação, verificar antes a compatibilidade, e espaçar em no mínimo 4cm

×