ICSA32 - Adjuvantes

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ICSA32 - Adjuvantes

  1. 1. Adjuvantes Universidade Federal da Bahia Instituto de Ciências da Saúde Departamento de Biointeração Tecnologia do Desenvolvimento de Vacinas
  2. 2. Introdução Adjuvante: conceito com mais de 80 anos de idade “Alúmen” – sais de alumínio (1920) Substâncias para melhorar e modular a imunogenicidade de um antígeno vacinal Amplificar a resposta imune
  3. 3. Breve histórico 1925 - Gaston Ramon Substâncias adicionadas ao toxoide Produção de soro hiperimune/antitoxina diftérica em equinos Alguns animais desenvolviam nódulos no local da inoculação Animais com nódulos – maior titulo de antitoxina diftérica no soro Adjuvante (Adjuvare = Ajudar)
  4. 4.  1926 - Alexander Glenny, efeito adjuvante de sais de alumínio  Década de 1930 (Jules Freund): emulsões água em óleo  Adjuvante incompleto e completo de Freund  Aumentar o período de liberação do antígeno no organismo  Até década de 1970: Melhoramento das composições  Reações adversas em humanos – impurezas nas preparações Breve histórico
  5. 5. Resposta imune à vacinação
  6. 6. Fluxo de informações após vacinação intramuscular
  7. 7. APCs: modulação da resposta adaptativa
  8. 8. Benefícios de um adjuvante ideal... Maior apresentação antigênica, com resposta imune mais RÁPIDA, FORTE, AMPLA, DURADOURA e com necessidade de poucas doses Aumento da resposta imune em populações de “baixos respondedores” (idosos e imunocomprometidos) Otimização do antígeno (uso de concentrações menores com efeitos adequados) Seguro para animais e humanos
  9. 9. Histórico do uso de adjuvantes
  10. 10. Sais de alumínio Usados na maioria das vacinas aplicadas em humanos Não recomendados para uso em animais de produção  Deposito de sais alumínio na carne e liberação no leite Poucas reações adversas – inflamação local branda Pouco eficientes na ativação de resposta Th1  Não adequados para vacinas cujo objetivo é induzir respostas de células T CD8+ - vacinas contra parasitas intracelulares Ativa resposta Th2 – produção de anticorpos  Ideal para indução de anticorpos neutralizantes – vacinas contra toxinas  Indivíduos com tendência genética a alta produção de IgE – risco de alergias
  11. 11. Mecanismos de ação do alumínio Ativação do inflamossoma Nod Like Receptors NLRP3 (NALP3) Adsorve antígenos e facilita a fagocitose
  12. 12. Mecanismos de ação do alumínio (Marrack et al., 2009) Ativação do perfil Th2 IL-4 Produção de anticorpos IgG e IgE
  13. 13. Sais de alumínio em vacinas licenciadas
  14. 14. Adjuvantes baseados em emulsões Emulsões – combinação de duas substâncias imiscíveis Uma fase dispersa na outra = água em óleo / óleo em água Incorporação de antígenos (retenção no sitio de inoculação) Recruta APCs para os sítios de inoculação Liberação gradativa de antígenos para APCs
  15. 15. Emulsões OW ou WO Adjuvantes incompleto de Freund  Emulsão de água em óleos minerais  Forma completa: Mycobacterium inativado Utilizado em veterinária Não recomendado para uso em humanos – reações adversas Novos compostos: Montanide ISA720 e MF59 (óleos metabolizáveis)
  16. 16. MF59 Emulsão óleo em água Contém esqualena na fase dispersa (precursor do colesterol) Dois surfactantes não-iônicos  Tween 80  Span 85
  17. 17. Lipossomos Consistem de fosfolipídeos, moléculas com cabeças hidrofílicas e caudas hidrofóbicas Após dispersão em água, formam pequenas esferas que encapsulam um corpo aquoso Podem ser utilizados para liberação de varias substancias: antígenos, citocinas, moléculas imunoestimuladoras
  18. 18. Virossomos Lipossomos com espículas virais Hemaglutininas Neuraminidaese
  19. 19. Evolução dos lipossomos Adição de anticorpos, PEG, lipídeos com carga positiva, drogas, partículas metálicas, magnéticas... (Torchilin, 2005)
  20. 20. Ação dos lipossomos e virossomos Antígenos citosólicos – apresentação MHC classe I (Torchilin, 2005)
  21. 21. Combinações de adjuvantes AS = Adjuvant System AlS04 – ativação de TLR4  MPL = Monofosforil Lipídeo A do LPS  Hidróxido de alumínio AS03 – Vitamina E, esqualena em emulsão óleo em água
  22. 22. Saponinas (ISCOM) Immuno Stimulating COMplexes Quil A, posteriormente QS21 • árvore Quillaja saponaria • Candidatos a adjuvantes - Formulações de vacinas veterinárias • Respostas do tipo Th1 • Produção de linfócitos T citolíticos (CTLs) específicos (RAJPUT et al., 2007) (Demana et al., 2004)
  23. 23. Sequências microbianas (CpG) DNA rico em CpG agonista de TLR9 Indução de citocinas pro-inflamatórias
  24. 24. Propriedades gerais dos adjuvantes Imunoestimulantes Vs Sistemas de entrega de antígenos
  25. 25. Escolha do adjuvante
  26. 26. Novas tendências na busca de adjuvantes (Guy, 2007)

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