Fundamentos da Argumentação    Renato Vicente   EACH-USP/2008
Roteiro1.   O que é um argumento ?2.   Conceitos úteis para entender argumentos3.   Esquemas de argumentação4.   Tipos de ...
O que é um argumento?
Argumento                    AFIRMAÇÃO                       RAZÕES                    ARGUMENTOUm ARGUMENTO é o fornecime...
Controvérsia1. Há uma discordância entre as partes;2. A discordância é não trivial;3. Deseja-se atingir concordância volun...
Diálogo Argumentativo                                          Participante         Participante                          ...
Diálogo sobre o pagamento de gorjetasMaria (1): Um problema sério com o pagamento de gorjetas é que  às vezes é difícil sa...
Diálogo sobre o pagamento de gorjetasMaria (4): O bom senso é muito vago e variável. Por causa de  diferenças de interpret...
Características de um diálogo contendo argumentação1. Teses: Há sempre um par central de proposições em discussão.        ...
ArgumentosJoão (4): Muitas pessoas dependem de gorjetas como complemento de suarenda. Se paramos de pagar, estas pessoas p...
ArgumentosJoão (4): Muitas pessoas dependem de gorjetas como complemento de suarenda. Se paramos de pagar, estas pessoas p...
ArgumentosPremissas: Razões para sustentar uma conclusão.Conclusão: Afirmação feita por uma das partes no diálogo emrespos...
Proposições e Questões PROPOSIÇÃO                   QUESTÃOCOMPROMISSO                INFORMAÇÃOÔNUS DA PROVA
Ataques a um argumentoCONTRA-ARGUMENTO                     DÚVIDAS SOBRE O                                       ARGUMENTO...
Conceitos Úteis
Inconsistência: Princípio da Explosão1. Morcegos são pássaros.2. Então, Morcegos são pássaros ou vacas voam.3. Morcegos nã...
Tipos de ArgumentosFORMAIS1. Dedutivo: a verdade da conclusão segue necessariamentese as premissas forem verdadeiras. Conc...
Argumentos DedutivosMODUS PONENS (Afirmação do Antecedente)Premissa: Se A, então BPremissa: AConclusão: BSe estudar TADI, ...
Argumentos DedutivosSILOGISMO HIPOTÉTICOPremissa: Se A, então B.Premissa: Se B, então C.Conclusão: Portanto, se A, então C...
Argumentos IndutivosPremissa 1: Cães têm RNA.Premissa 2: Humanos têm RNA.Premissa 3: Orangotangos têm RNA.Premissa 4: Sama...
Dedução, Indução, o Geral e o ParticularDedução vai do geral para o particular.Usualmente, mas não sempre!Premissa: Aquele...
Argumentos PlausíveisPremissa: Normalmente, um homem mais baixo e fraco nãoataca um outro maior e mais forte.Premissa: Eu ...
Argumentos PlausíveisPremissa 1: Normalmente, um homem mais alto e mais fortenão atacaria um outro mais baixo e mais fraco...
Esquemas de Argumentos      Plausíveis
Condição de ConhecimentoPremissa 1: a está em condições que permitem saber se A éfalsa ou verdadeira.Premissa 2: a afirma ...
Apelo à Opinião de um EspecialistaPremissa 1: A fonte E é especialista no domínio D, que contéma proposição A.Premissa 2: ...
Apelo ao Senso ComumPremissa 1: A é geralmente aceita como verdadeira.Premissa 2: Se A é geralmente aceita como verdadeira...
Apelo à Prática PopularPremissa 1: A é uma prática popular.Premissa 2: Se A é uma prática popular, então há uma razão afav...
Argumento por AnalogiaPremissa 1: Geralmente, caso C1 é semelhante ao caso C2.Premissa 2: A é verdadeira (falsa) no caso C...
Argumento por CorrelaçãoPremissa: Há uma correlação positiva entre A e B.Conclusão: A é a causa de B.    Questões críticas...
Argumento por ConseqüênciasPremissa: Se A ocorrer, é plausível que traga conseqüênciaspositivas (negativas).Conclusão: A d...
Argumento por Reação em CadeiaPremissa: A0 é a linha de ação em consideração.Premissa: É plausível que a implementação de ...
Argumento por SinalizaçãoPremissa: A é verdadeira (foi observada como tal).Premissa: A é geralmente um sinal de que B é ta...
Argumento por ComprometimentoPremissa: Pelo que diz ou faz, a está comprometido com aproposição A.Premissa: Geralmente, qu...
Argumento por Comprometimento                     InconsistentePremissa: a afirma que está comprometido com A.Premissa: Ou...
Argumento Ad Hominem DiretoPremissa: a não é de caráter duvidoso.Conclusão: O argumento de A não deveria ser aceito.   Que...
Argumento Ad Hominem CircunstancialPremissa: a defende o argumento α, que apresenta a proposiçãoA como conclusão.Premissa:...
Argumento Ad Hominem CircunstancialQuestões críticas:1.   Há algum par de compromissos que podem se sustentados por     ev...
Argumento por Classificação VerbalPremissa: a tem a propriedade FPremissa: Todo x que tem a propriedade F também pode serc...
Argumentum ad baculumPremissa: Se você não fizer A, B irá ocorrer com você.Premissa: Eu garantirei a implementação de B.Co...
Apelo ao medoPremissa: Aqui está uma situação que te causa medo.Premissa: Se você fizer A, então a situação que te assusta...
Viés e Linguagem EmocionalEu sou firme, você é obstinado, ele é um idiota cabeça de bagre.Eu tenho razões para estar indig...
Tipos de Diálogos
Tipos de DiálogosTipo           Situação Inicial       Objetivo dos    Objetivo do diálogo                                ...
Falando Bobagem
Falando BobagemImpostura: “Embuste enganador próximo da mentira, em especial pormeio de palavra ou ato pretencioso, em rel...
Resumindo1.   O que é um argumento ?2.   Conceitos úteis para entender argumentos3.   Esquemas de argumentação4.   Tipos d...
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Fundamentos de argumentação

  1. 1. Fundamentos da Argumentação Renato Vicente EACH-USP/2008
  2. 2. Roteiro1. O que é um argumento ?2. Conceitos úteis para entender argumentos3. Esquemas de argumentação4. Tipos de diálogos5. Sobre a falação de bobagens (On Bullshit)
  3. 3. O que é um argumento?
  4. 4. Argumento AFIRMAÇÃO RAZÕES ARGUMENTOUm ARGUMENTO é o fornecimento de razões para justificarou criticar uma afirmação.
  5. 5. Controvérsia1. Há uma discordância entre as partes;2. A discordância é não trivial;3. Deseja-se atingir concordância voluntária;4. Não há uma forma direta simples para a resolução da discordância.
  6. 6. Diálogo Argumentativo Participante Participante 2 11. Os participantes assumem posições contrárias e claras sobre o tema central da controvérsia;2. Colaboram na busca do consenso;3. Concordam em respeitar o turno de argumentação do adversário;4. Ambos aceitam o risco de estarem errados.
  7. 7. Diálogo sobre o pagamento de gorjetasMaria (1): Um problema sério com o pagamento de gorjetas é que às vezes é difícil saber o quanto pagar.João (1): Não é tão difícil assim. Se o serviço que você recebeu foi bom, você deve dar gorjeta, se não foi, você não deve pagar nada.Maria (2): Mas quanto você deveria pagar ? E como julgar se o serviço merece ou não uma gorjeta?João (2): Apenas use o bom senso !Maria(3): Isso não é resposta! O bom senso varia de pessoa para pessoa e muitas vezes está errado !João (3): Você tem que usar o bom senso na maioria das coisas na vida! Use o bom senso para julgar se o serviço é ou não digno de gorjeta.
  8. 8. Diálogo sobre o pagamento de gorjetasMaria (4): O bom senso é muito vago e variável. Por causa de diferenças de interpretação as pessoas envolvidas podem acabar ofendidas. Se a gorjeta for muito baixa, quem recebe acaba contrariado. Se for muito alta, quem acaba contrariado é quem paga. O pagamento de gorjeta cria desconforto desnecessariamente.João (4): Muitas pessoas dependem das gorjetas como complemento de sua renda. Se paramos de pagar estas pessoas passarão necessidades.Maria (5): Isso não é problema, basta aumentar o salário mínimo.João (5): Isso somente aumentaria os custos de mão-de-obra e acabaria causando desemprego. O que seria ainda pior !
  9. 9. Características de um diálogo contendo argumentação1. Teses: Há sempre um par central de proposições em discussão. Tese 1:”Dar gorjeta é uma má idéia e não deveria continuar” Tese 2: “Dar gorjeta é uma boa idéia e deveria continuar”2. Pontos de vista: Cada participante defende uma das teses Maria defende a tese 1. João defende a tese 2.3. Cooperação: Os participantes se alternam.4. Oposição: As teses não podem ser verdadeirassimultaneamente.5. Uso de argumentos: Os participantes utilizam várias estratégiasno diálogo. Fazem e respondem perguntas e, principalmente,formulam argumentos que têm por objetivo mudar o ponto de vistado adversário.
  10. 10. ArgumentosJoão (4): Muitas pessoas dependem de gorjetas como complemento de suarenda. Se paramos de pagar, estas pessoas passarão necessidades.Maria (5): Isso não é problema, basta aumentar o salário mínimo.João (5): Isso somente aumentaria os custos de mão-de-obra e acabariacausando desemprego. O que seria ainda pior !Argumento de JoãoPremissa: É moralmente correto que as pessoas tenham comoarcar com os custos de suas necessidades básicas.Premissa: Milhares de pessoas dependem das gorjetas para suprirsuas necessidades básicas.Premissa: O fim da gorjeta implicaria em renda insuficiente.Conclusão: A gorjeta é uma boa idéia que deve continuar
  11. 11. ArgumentosJoão (4): Muitas pessoas dependem de gorjetas como complemento de suarenda. Se paramos de pagar, estas pessoas passarão necessidades.Maria (5): Isso não é problema, basta aumentar o salário mínimo.João (5): Isso somente aumentaria os custos de mão-de-obra e acabariacausando desemprego. O que seria ainda pior !Argumento de MariaPremissa: Se aumentarmos o salário mínimo, as pessoasganharam o suficiente.Premissa: Se as pessoas ganharem o suficiente, não dependerãode gorjetas.Conclusão: As pessoas poderiam arcar com suas necessidadesbásicas mesmo se as gorjetas acabassem.
  12. 12. ArgumentosPremissas: Razões para sustentar uma conclusão.Conclusão: Afirmação feita por uma das partes no diálogo emresposta a uma questão ou proposição da outra parte. Maria João O salário não precisa de Gorjetas devem complemento e gorjetas continuar podem parar Complemento de Aumenta salário salário mínimo
  13. 13. Proposições e Questões PROPOSIÇÃO QUESTÃOCOMPROMISSO INFORMAÇÃOÔNUS DA PROVA
  14. 14. Ataques a um argumentoCONTRA-ARGUMENTO DÚVIDAS SOBRE O ARGUMENTOEx: A proposta de Maria de Ex: Maria pergunta: Comoaumento do salário mínimo. julgar se o serviço merece ou não gorjeta? PROPOSIÇÃO COMPROMISSO QUESTÃO ÔNUS DA PROVA INFORMAÇÃO
  15. 15. Conceitos Úteis
  16. 16. Inconsistência: Princípio da Explosão1. Morcegos são pássaros.2. Então, Morcegos são pássaros ou vacas voam.3. Morcegos não são pássaros.C. Portanto, vacas voam.
  17. 17. Tipos de ArgumentosFORMAIS1. Dedutivo: a verdade da conclusão segue necessariamentese as premissas forem verdadeiras. Conclusão definitiva.2. Indutivo: premissas verdadeiras tornam provável a verdadeda conclusão. Conclusão provável.INFORMAL1. Plausível: assumidos pressupostos de normalidade,premissas verdadeiras tornam a conclusão é plausível.Conclusão provisória.
  18. 18. Argumentos DedutivosMODUS PONENS (Afirmação do Antecedente)Premissa: Se A, então BPremissa: AConclusão: BSe estudar TADI, então serei aprovado. Estudei, portanto fuiaprovado.MODUS TOLLENS (Negação do Conseqüente)Premissa: Se A, então BPremissa: não-BConclusão: não-ASe estudar TADI, então serei aprovado. Não fui aprovado,portanto, não estudei.
  19. 19. Argumentos DedutivosSILOGISMO HIPOTÉTICOPremissa: Se A, então B.Premissa: Se B, então C.Conclusão: Portanto, se A, então C.Se estudar, serei aprovado em TADI. Se for aprovado emTADI, poderei me formar na USP.Portanto, se estudar, poderei me formar na USP.
  20. 20. Argumentos IndutivosPremissa 1: Cães têm RNA.Premissa 2: Humanos têm RNA.Premissa 3: Orangotangos têm RNA.Premissa 4: Samambaias têm RNA.Premissa 5: Cangurus têm RNA.Premissa 6: HIV têm RNA.Conclusão: Todos os seres vivos têm RNA
  21. 21. Dedução, Indução, o Geral e o ParticularDedução vai do geral para o particular.Usualmente, mas não sempre!Premissa: Aquele particular cachorro está correndo.Conclusão: É possível que um cachorro corra.Indução vai do particular para o geral.Nem sempre !Premissa: 85 % dos que cursaram TADI no ano passadoforam aprovadosPremissa: Conheci um colega do segundo ano.Conclusão: É provável que ele tenha sido aprovado emTADI no ano passado.
  22. 22. Argumentos PlausíveisPremissa: Normalmente, um homem mais baixo e fraco nãoataca um outro maior e mais forte.Premissa: Eu sou mais baixo e mais fraco.Premissa: O outro é mais forte e mais alto.Conclusão: Não é plausível que eu o tenha atacado
  23. 23. Argumentos PlausíveisPremissa 1: Normalmente, um homem mais alto e mais fortenão atacaria um outro mais baixo e mais fraco, especialmentese ele estiver consciente de que o caso poderia custar-lhe umprocesso judicial.Premissa 2: Eu sou mais alto e mais forte.Premissa 3: O outro é mais fraco e mais baixo.Premissa 4: Eu tinha consciência de que o caso poderiacustar-me um processo judicial.Conclusão: Não é plausível que eu o tenha atacado
  24. 24. Esquemas de Argumentos Plausíveis
  25. 25. Condição de ConhecimentoPremissa 1: a está em condições que permitem saber se A éfalsa ou verdadeira.Premissa 2: a afirma que A é verdadeira (falsa).Conclusão: É plausível que A seja verdadeira (falsa). Questões críticas: 1. a realmente tem condições de saber se A é falsa ou verdadeira? 2. A fonte a é honesta e confiável? 3. a realmente afirmou que A é verdadeira (falsa) ?
  26. 26. Apelo à Opinião de um EspecialistaPremissa 1: A fonte E é especialista no domínio D, que contéma proposição A.Premissa 2: E afirma que A é verdadeira (falsa) no domínio D.Conclusão: É plausível que A possa ser considerada verdadeira(falsa). Questões críticas: 1. E é realmente um especialista? 2. E é mesmo um especialista num domínio D que contenha A ? 3. A afirmação de E realmente implica A? 4. E é uma fonte honesta e confiável? 5. A afirmação A é consistente com o que outros especialistas afirmam? 6. A afirmação E é baseada em evidências experimentais?
  27. 27. Apelo ao Senso ComumPremissa 1: A é geralmente aceita como verdadeira.Premissa 2: Se A é geralmente aceita como verdadeira, então háuma razão a favor de A.Conclusão: Há uma razão a favor de A. Questões críticas: 1. Que evidência há que justifique a afirmação de que “A é geralmente aceita como verdadeira”? 2. Mesmo que A seja geralmente aceita como verdadeira, há alguma boa razão para duvidarmos da veracidade de A?
  28. 28. Apelo à Prática PopularPremissa 1: A é uma prática popular.Premissa 2: Se A é uma prática popular, então há uma razão afavor de A.Conclusão: Há uma razão a favor de A.
  29. 29. Argumento por AnalogiaPremissa 1: Geralmente, caso C1 é semelhante ao caso C2.Premissa 2: A é verdadeira (falsa) no caso C1.Conclusão: A é verdadeira(falsa) no caso C2. Questões críticas: 1. Há diferenças entre C1 e C2 que poderiam enfraquecer a semelhança adotada como premissa? 2. A é realmente verdadeira (falsa) em C1? 3. Existe algum outro caso C3, que também é semelhante a C1, mas no qual A seja falsa (verdadeira)?
  30. 30. Argumento por CorrelaçãoPremissa: Há uma correlação positiva entre A e B.Conclusão: A é a causa de B. Questões críticas: 1. Há realmente uma correlação entre A e B ? 2. Há alguma razão para acreditarmos que a correlação seja mais do que mera coincidência? 3. Seria possível que um terceiro fator C estivesse causando tanto A quanto B ?
  31. 31. Argumento por ConseqüênciasPremissa: Se A ocorrer, é plausível que traga conseqüênciaspositivas (negativas).Conclusão: A deve ser implementado (evitado). Questões críticas: 1. Qual é a probabilidade ou quão plausíveis são as conseqüências adotadas como premissa caso A ocorra? 2. Que evidências sustentam a conexão entre as conseqüências e a ocorrência de A? 3. Há também conseqüência de natureza oposta que devam ser levadas em conta?
  32. 32. Argumento por Reação em CadeiaPremissa: A0 é a linha de ação em consideração.Premissa: É plausível que a implementação de A0 nascircunstâncias do momento leve a A1. É também plausível queA1 leve a A2 e assim por diante em seqüência até An.Premissa: An é desastroso.Conclusão: A0 deve ser evitado. Questões críticas: 1. As conexões entre cada passo na seqüência estão explicitadas? 2. Que outros passos teriam que ser adicionados para tornar a seqüência plausível? 3. Quais são os elos mais fracos na seqüência? Que questões poderiam ser levantadas sobre estes elos?
  33. 33. Argumento por SinalizaçãoPremissa: A é verdadeira (foi observada como tal).Premissa: A é geralmente um sinal de que B é tambémverdadeira.Conclusão: B é verdadeira Questões críticas: 1. Qual é a intensidade da correlação entre A e B? 2. O sinal é indicador da veracidade de outras proposições que não B?
  34. 34. Argumento por ComprometimentoPremissa: Pelo que diz ou faz, a está comprometido com aproposição A.Premissa: Geralmente, quando alguém está comprometido comA também está com B.Conclusão: a está comprometido com B Questões críticas: 1. Que evidência temos de que a esteja realmente comprometido com a proposição A? 2. Poderia haver exceções à regra geral de que quem esteja comprometido com A também o está com B?
  35. 35. Argumento por Comprometimento InconsistentePremissa: a afirma que está comprometido com A.Premissa: Outras evidências indicam que em casos particularesa não está realmente comprometido com A.Conclusão: a é inconsistente em seus comprometimentos. Questões críticas: 1. Que evidência temos de que a esteja realmente comprometido com A? 2. Que evidências há que indiquem que a não esteja comprometido com A? 3. Como as evidências de 1 e 2 provam que há inconsistência de comprometimentos ?
  36. 36. Argumento Ad Hominem DiretoPremissa: a não é de caráter duvidoso.Conclusão: O argumento de A não deveria ser aceito. Questões críticas: 1. O quão justificada é a premissa? 2. O julgamento de caráter é relevante no tipo de diálogo no qual o argumento está sendo utilizado? 3. As conclusões do argumento apresentado por a deveriam mesmo ser rejeitadas dado o conjunto de evidências apresentado?
  37. 37. Argumento Ad Hominem CircunstancialPremissa: a defende o argumento α, que apresenta a proposiçãoA como conclusão.Premissa: a é pessoalmente contrário a A, como é demonstradopor suas ações e afirmações.Premissa: A credibilidade de a como uma pessoa sincera queacredita em seus próprios argumentos é questionável.Conclusão: A plausibilidade do argumento α de a está reduzidaou destruída.
  38. 38. Argumento Ad Hominem CircunstancialQuestões críticas:1. Há algum par de compromissos que podem se sustentados por evidência como sendo compromissos de a e que sejam inconsistentes na prática?2. É possível explicar esta inconsistência?3. O argumento de a depende de sua credibilidade?4. A conclusão mais importante é que a credibilidade de a está abalada ou que a conclusão do argumento α é falsa?
  39. 39. Argumento por Classificação VerbalPremissa: a tem a propriedade FPremissa: Todo x que tem a propriedade F também pode serclassificado como tendo a propriedade G.Conclusão: a tem a propriedade G. Questões críticas: 1. Que evidências temos de que a tenha a propriedade F? 2. A classificação proposta é clara o suficiente? Há algum viés na classificação ou dúvidas sobre sua implementação?
  40. 40. Argumentum ad baculumPremissa: Se você não fizer A, B irá ocorrer com você.Premissa: Eu garantirei a implementação de B.Conclusão: Você deve implementar A. Questões críticas: 1. Quão ruins são as conseqüências? 2. Quão prováveis são as conseqüências? 3. A ameaça tem credibilidade? 4. A ameaça é relevante para o diálogo?
  41. 41. Apelo ao medoPremissa: Aqui está uma situação que te causa medo.Premissa: Se você fizer A, então a situação que te assusta seconcretizará.Conclusão: Você não deve fazer A. Questões críticas: 1. A situação realmente me amedronta? 2. Se não fizer A, isso realmente evitará a ocorrência da situação? 3. Se fizer A qual é a probabilidade que mesmo assim a situação ocorra? 4. A situação é relevante para o diálogo?
  42. 42. Viés e Linguagem EmocionalEu sou firme, você é obstinado, ele é um idiota cabeça de bagre.Eu tenho razões para estar indignado, você está chateado, eleestá fazendo muito barulho por nada.Eu reconsiderei o assunto, você mudou de idéia, ele faltou comsua palavra. Bertrand Russell, Programa Brain Trust, Rádio BBC 1948
  43. 43. Tipos de Diálogos
  44. 44. Tipos de DiálogosTipo Situação Inicial Objetivo dos Objetivo do diálogo participantesPersuasão Controvérsia Persuadir o Consenso adversárioInvestigação Necessidade Encontrar e Aceitação ou não de prova verificar de uma hipótese evidênciasNegociação Conflito de interesses Conseguir o Acordo razoável que se deseja para as partesBusca de Necessidade de Adquirir ou Troca deInformação informação fornecer informação informaçãoDeliberação Dilema de escolha Coordenar Tomar a melhor prático objetivos e decisão possível açõesErístico Conflito pessoal Atacar o Externalizar as oponente origens mais verbalmente profundas do conflito
  45. 45. Falando Bobagem
  46. 46. Falando BobagemImpostura: “Embuste enganador próximo da mentira, em especial pormeio de palavra ou ato pretencioso, em relação aos próprios pensamentos,sentimentos ou atitudes” M. Black em The Prevalence of HumbugMentira: Mantém com parâmetro a verdade sobre aquilo que trata. Ouseja, o mentiroso respeita a verdade, ou aquilo que crê ser a verdade, e buscaconstruir sua versão negativa. H. Frankfurt em On BullshitBullshit: O indivíduo ignora completamente a distinção entre overdadeiro e falso, seu intento único é causar uma impressão no interlocutor.O bullshiter não se submete às mesmas restrições do mentiroso já que nãoconhece ou não se importa com a verdade e distingue-se do impostor poisnão possui crenças específicas sobre as quais, deliberadamente, planejaenganar a audiência. H. Frankfurt em On Bullshit
  47. 47. Resumindo1. O que é um argumento ?2. Conceitos úteis para entender argumentos3. Esquemas de argumentação4. Tipos de diálogos5. Sobre a falação de bobagens (On Bullshit)

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