Até ao ano 622, data emque Maomé seautoproclama o Profeta,mensageiro de Alá(Deus), os árabes eramum povo politeísta quese ...
Os Árabes erguiam assuas tendas junto dosoásis onde a vida eramenos difícil.Aí dispunham deágua, alimento epasto, cercados...
Mas quem era de facto Maomé ?Um homem de sorte entre outrascoisas.Alguém que viveu numa época enuma região em que para alé...
Maomé foi neste contexto um “ eleito “. Casando com uma rica viúva quetinha herdado a caravana e os negócios do defunto ma...
A “ visão “ do Anjo Gabriel, o incansável combatente do Mal. A criaturatida por Judeus , Cristãos e Muçulmanos, de acordo ...
A visão “que lhe revelou a existência de um único Deus, desde logo fezde cristãos e judeus, também monoteístas, os companh...
Instalado em Meca, Maomé cedo setornou numa pessoa influentepoderosa e sobretudo incontrolávelpara os chefes tribais e sac...
A sua fuga às autoridades de Mecapara a cidade de Medina ,acontecimento a que os muçulmanoschamam “Hejira” ,no ano de 622 ...
Com Maomé nasceuassim uma novareligião monoteísta: oIslamismo.O Islamismo proclama aexistência de:Um só Deus – AláUma só p...
Convertidas todas as tribos ao Islamismo, os Árabesiniciam pouco tempo depois, em todas as direcções , umforte movimento d...
“A Jihad” , ou Guerra Santa, tinha começado. No séc. VIII, o seu Império estendia-se já do Próximo Oriente à Península Ibé...
Dominam todo oMediterrâneo Sul,quando a entrada naEuropa pelo ReinoFranco lhes é vedadapor Carlos Martel queos vence na Ba...
Resta-lhes, no entanto, em território europeu, a PenínsulaIbérica, o Al-Andaluz, onde permanecerão durante quase 800anos.
Em 711, Tarik comandando um poderoso exército invadiu, pelo estreito de Gibraltar, a Península Ibérica efacilmente venceu ...
Os Árabes, ao conquistarem aPenínsula Ibérica tinham comoobjectivos:Expandir a sua religiãoCobrirem-se de honras e de vitó...
A Herança que nos legaram:Mesquitas, palácios, habitaçõesTapetes, azulejosArtefactos de metalNovas técnicas e instrumentos...
Ergueram ainda cidadescomo Fátima, que deveo seu nome à tribomuçulmana que aí seinstalou - Os“Fatimidas” .Estes por seremp...
Os Cristãos Visigodos queresistiram refugiaram-se nasAstúrias. Reunindo à sua volta aspopulações cristãs descontentesinici...
É, no entanto, errado reduzir a presença Árabe na Península e omovimento da Reconquista Cristã , apenas a um tempo de conf...
Para além do sentido dehonra e linhagem, dasambições de conquista, porparte nos nobres visigodos,e sobretudo, fora do espa...
Os Moçárabes, populaçõesde Cristãos convertidos aosmodos e costumes árabesmas que mantiveram a suareligião, atestam bem es...
De resto, as populações peninsulares não guardavam dofeudalismo dos tempos visigóticos boas memórias. Oservilismo, a inseg...
Foram também as invasões árabes que permitiram arrancardo isolamento e das trevas, o mundo feudal peninsular.No seu percur...
Entre estes, incluíam-se osprovenientes da China, Índia ePérsia, prontamente espalhadospor todo o império islâmico.Da astr...
Da índia trouxeram e fizeram circularpor todo o Islão ,a noção do nada , dozero. Coisas que por cá , pela Europadevedora d...
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E claro, o astrolábio e a bússola,tal como a caravela que osportugueses, criaram , adaptaramou aperfeiçoaram.             ...
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  1. 1. Até ao ano 622, data emque Maomé seautoproclama o Profeta,mensageiro de Alá(Deus), os árabes eramum povo politeísta quese dividia em diferentestribos, sobretudonómadas, de pastores ecomerciantes.
  2. 2. Os Árabes erguiam assuas tendas junto dosoásis onde a vida eramenos difícil.Aí dispunham deágua, alimento epasto, cercados porum território pobre edesértico.
  3. 3. Mas quem era de facto Maomé ?Um homem de sorte entre outrascoisas.Alguém que viveu numa época enuma região em que para além dospastores, artesãos e escravos docostume, se destacavam oscomerciantes nómadas que deoásis em oásis conduziam as suascaravanas de camelos.No topo da Pirâmide Socialestavam os reis, os governadores, aaristocracia guerreira e ossacerdotes que, como ainda écostume, sendo poucos detinhamtodo o poder.
  4. 4. Maomé foi neste contexto um “ eleito “. Casando com uma rica viúva quetinha herdado a caravana e os negócios do defunto marido , o futuro “profeta “ passava de um dia para o outro, de obediente condutor decamelos a próspero proprietário . Dizem-nos as crenças que numa dassuas rotineiras viagem através do deserto , de oásis em oásis Maoménegociante de especiarias, tapeçarias e outras coisas, terá tido umavisão.”
  5. 5. A “ visão “ do Anjo Gabriel, o incansável combatente do Mal. A criaturatida por Judeus , Cristãos e Muçulmanos, de acordo com osensinamentos do “ Antigo Testamento “ que todos respeitavam masinterpretavam de forma diferente, como a escolhida por Deus paraenfrentar os demónios . Demónios que todos juntos chegavam paraassustar mesmo quem acreditava em anjos . Gabriel revelou-se a Maomé , imponente e impositivo , designando-o ” oMensageiro” de um Deus único (Alá).Um Deus sem forma e todo poderoso. Generoso para os crentes masimplacável para com os infiéis os impuros, que não o venerassem
  6. 6. A visão “que lhe revelou a existência de um único Deus, desde logo fezde cristãos e judeus, também monoteístas, os companheiros predilectosde Maomé. Procurava-os, mais do que para os converter, para com elesconversar e discutir as grandes questões que faziam a filosofia e religiãoda época. Mas se entre judeus e cristão ,as conversões não forammuitas, o mesmo não aconteceu junto da população pobre árabe aquem os muitos deuses oficiais pouco pareciam querer oferecer.
  7. 7. Instalado em Meca, Maomé cedo setornou numa pessoa influentepoderosa e sobretudo incontrolávelpara os chefes tribais e sacerdotes ,pagãos, que em nome de Alá erapreciso combater.Entretanto os seus discursos e asua crescente popularidadeincomodavam cada vez mais osgovernantes e guardiães dostemplos politeístas ondegenerosamente os crentesdepositavam as ofertas quealimentavam as elites politicas ereligiosas. Pressentindo o pior,Maomé decide abandonarsecretamente a cidade, escolhendoMedina como destino. A cidade de Meca
  8. 8. A sua fuga às autoridades de Mecapara a cidade de Medina ,acontecimento a que os muçulmanoschamam “Hejira” ,no ano de 622 , éconsiderada o marco que assinalanascimento de uma nova religião. Oano zero da era Islâmica.Depois de vários confrontos entre asduas cidades, os habitantes deMedina que Maomé tinhaconvertido, tomaram sem resistênciaa cidade de Meca cuja populaçãopassou também a reconhecê-locomo “ O profeta”.
  9. 9. Com Maomé nasceuassim uma novareligião monoteísta: oIslamismo.O Islamismo proclama aexistência de:Um só Deus – AláUma só palavra – oCorãoUm só profeta - Maomé
  10. 10. Convertidas todas as tribos ao Islamismo, os Árabesiniciam pouco tempo depois, em todas as direcções , umforte movimento de expansão territorial.
  11. 11. “A Jihad” , ou Guerra Santa, tinha começado. No séc. VIII, o seu Império estendia-se já do Próximo Oriente à Península Ibérica passando pelos territórios do norte de África. A BANDEIRA DA “JIHAD”
  12. 12. Dominam todo oMediterrâneo Sul,quando a entrada naEuropa pelo ReinoFranco lhes é vedadapor Carlos Martel queos vence na Batalha dePoitiers em 732. Batalha de Poitiers
  13. 13. Resta-lhes, no entanto, em território europeu, a PenínsulaIbérica, o Al-Andaluz, onde permanecerão durante quase 800anos.
  14. 14. Em 711, Tarik comandando um poderoso exército invadiu, pelo estreito de Gibraltar, a Península Ibérica efacilmente venceu a fraca resistência dos cristãosvisigodos, na Batalha de Guadalete.Assim terminava o breve reinado de Roderico, (709-711),o último rei visigodo da Península.
  15. 15. Os Árabes, ao conquistarem aPenínsula Ibérica tinham comoobjectivos:Expandir a sua religiãoCobrirem-se de honras e de vitóriasMelhorar as suas condições de vida E para isso recorriam:à guerra e, a a acordos com osnobres visigodos , e com os chefesdas populações cristãsAssegurada a submissão daspopulações, os Árabes, eram noentanto, tolerantes perante os seuscostumes e religião.
  16. 16. A Herança que nos legaram:Mesquitas, palácios, habitaçõesTapetes, azulejosArtefactos de metalNovas técnicas e instrumentos deregadio – nora, azenha, picotaConhecimentos matemáticos, deastronomia, de medicina e denavegaçãoA língua – mais de 600 palavrasdo nosso vocabulário são deorigem árabe.
  17. 17. Ergueram ainda cidadescomo Fátima, que deveo seu nome à tribomuçulmana que aí seinstalou - Os“Fatimidas” .Estes por seremparticularmente devotosda filha de Maomé,Fat’ma, decidiram dar oseu nome ao local. Representação da “ Mão de Fat’ma”, símbolo da boa-sorte
  18. 18. Os Cristãos Visigodos queresistiram refugiaram-se nasAstúrias. Reunindo à sua volta aspopulações cristãs descontentesiniciaram um movimento deReconquista, marcado pelavitória de Pelágio , na Batalha deCovadonga nas Astúrias em 722.E com o tempo, depois demuitos combates:Recuperaram vários territóriosFormaram novos Reinos CristãosEmpurraram para sul, comavanços e recuos, osMuçulmanos
  19. 19. É, no entanto, errado reduzir a presença Árabe na Península e omovimento da Reconquista Cristã , apenas a um tempo de conflitosencarniçados e permanentes entre os dois povos.Se assim fosse, nem a presença muçulmana, nem sua influência seriamtão duradouras num continente, que lhes era, todo ele hostil.
  20. 20. Para além do sentido dehonra e linhagem, dasambições de conquista, porparte nos nobres visigodos,e sobretudo, fora do espaçodogmático da Igreja Cristã,que não tolerava a perdapara os “infiéis” de bens einfluência, havia ummundo de pacíficorelacionamento entre osdois povos e religiões. Igreja e cristãos moçárabes
  21. 21. Os Moçárabes, populaçõesde Cristãos convertidos aosmodos e costumes árabesmas que mantiveram a suareligião, atestam bem estefacto.Portadores de uma culturahíbrida, os Moçarabesmisturavam na sua arte ecostumes, aspectos deambas as civilizações.
  22. 22. De resto, as populações peninsulares não guardavam dofeudalismo dos tempos visigóticos boas memórias. Oservilismo, a insegurança e a pobreza não eram boasrecordações.A aceitação da nova realidade, passados os primeiros tempos,não foi, por isso, particularmente dolorosa.
  23. 23. Foram também as invasões árabes que permitiram arrancardo isolamento e das trevas, o mundo feudal peninsular.No seu percurso expansionista, os Árabes assimilaram,sintetizaram e aperfeiçoaram as técnicas e osconhecimentos mais avançados do seu tempo.
  24. 24. Entre estes, incluíam-se osprovenientes da China, Índia ePérsia, prontamente espalhadospor todo o império islâmico.Da astronomia à medicina,passando pela matemática, e pelageografia , a cultura árabeespelhava o refinamento e aespecialização que a ciência daépoca tinha atingido. Com isso,muito ganharam os povospeninsulares e também o mundo.
  25. 25. Da índia trouxeram e fizeram circularpor todo o Islão ,a noção do nada , dozero. Coisas que por cá , pela Europadevedora da herança romana ,eramdesconhecidas. Verdadeirasnovidades. Daí ,do vale do Indo ,veiotambém o alfabeto, que os Árabes nosderam a conhecer. A nós e a todo omundoCom os Persas, aprenderam aconhecer melhor os céus e os astros..
  26. 26. Em contacto com os chineses ejaponeses conheceram emostraram ao resto do” mundoconhecido” novas medicinas”. Etambém a pólvora e o papel.Em todo este trajectoexpansionista. os árabes,desenvolveramextraordinariamente, ciências, queda cartografia à navegação nos irãoser de grande utilidade na épocados descobrimentos: os mapas eroteiros de que os navegadoresportugueses mais tarde se servirão… O conhecimento dos astros, dosmares e muito mais..
  27. 27. E claro, o astrolábio e a bússola,tal como a caravela que osportugueses, criaram , adaptaramou aperfeiçoaram. GALÉ ROMANAQuase tudo feito de heranças,romanas e árabes, que soubemossintetizar e a que juntamos o nossopróprio génio ou talento quando se GALÉ ROMANAtratou de atingir um fim:Ir mais além porque o que cá havianão chegava… ASTROLÁBIO ÁRABE

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