Guiao gaivota-gato

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Guiao gaivota-gato

  1. 1. 1 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR [GUIÃO DE LEITURA]
  2. 2. FICHA DE VERIFICAÇÃO DE LEITURA Após uma leitura atenta da obra, responde, de forma clara e correcta, às questões que se seguem. 1. Quem escreveu esta obra? __________________________________________________________ 2. Onde decorre a acção desta fábula?___________________________________________________ 3. Com se chama a primeira personagem que aparece nesta fábula?___________________________ 3.1. Esta estava ansiosamente à espera de que grande acontecimento? _______________________________________________________________________________________ 3.2. Porém, algo de muito grave acontece! O quê? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 4. A gaivota conseguiu libertar-se, voou e encontra o gato Zorbas. 4.1. Antes de falecer, que pedido lhe faz? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 5. Zorbas ainda tenta salvar Kengah, pedindo ajuda. A quem? _______________________________________________________________________________________ 5.1. Ao verificarem que nada mais podiam fazer pela gaivota, que atitude tomam? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 6. O que fez Zorbas para cumprir a primeira parte da promessa feita à gaivota? _______________________________________________________________________________________ 7. Ao nascer, a gaivotazinha diz ter fome. O que lhe dá Zorbas para a alimentar? _______________________________________________________________________________________ 8. Ao aperceber-se que a gaivotazinha corre perigo, onde é que Zorbas a esconde? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 9. Zorbas e os outros gatos gostariam de lhe dar um nome. Contudo, há um problema. Qual? _______________________________________________________________________________________ 10. Para solucionarem esse «enigma», quem é que eles consultaram? _____________________________________________________________________________________ 11. Por que lhe atribuíram o nome de Ditosa?________________________________________________ _____________________________________________________________________________________ 12. Que preocupação teve Zorbas durante o crescimento de Ditosa? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 13. Ao criar a gaivota, Zorbas aprendeu uma lição. Qual? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 14. Ao contrário do que demonstra, Ditosa sente o chamamento da sua espécie. Porquê? _______________________________________________________________________________________ _______________________________________________________________________________________ 15. Ao tentar cumprir a última parte da promessa que fez à mãe de Ditosa, Zorbas vê-se impedido de o fazer. Por que razão?___________________________________________________________________ ____________________________________________________________________________________ 15.1.Desta vez, para pedir ajuda, Zorbas teve de quebrar algo. O quê? ______________________________________________________________________________________ 16. Zorbas aprendeu uma nova lição.Qual? ___________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________ Completa o resumo da obra com as palavras que se seguem: 2 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura
  3. 3. diferente vontade Barlavento auxílio enciclopédias Secretário ensiná-la tabu falar cumprir natureza alcançá-lo gato promessas fábula cuidar debilitado Collonelo gordo responsabilidade honra valores hesitante dificuldades Sabetudo maré negra voo Hamburgo História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar é uma_______________, em que o protagonista é um________________. Esta é a história de Zorbas, um gato grande, preto e_________________, que morava numa casa perto do porto de___________________ e de uma gaivota chamada Kengah. Um dia, Kengah, vítima da poluição de uma______________________, com dificuldade em bater as asas, levantou ______________________e aterrou sem forças na varanda do gato Zorbas. Antes de morrer, com as suas últimas forças, pôs um ovo, e solicitou três _____________________a Zorbas. A primeira era não comer o ovo, a segunda era _________________dele até nascer a gaivota e a terceira era _________________a voar. Perante o estado ____________________da pobre gaivota-mãe, Zorbas aceitou cumprir todas as promessas, sem se aperceber do tamanho dessa ________________________. Começou aí a aventura de Zorbas, que, para cumprir as suas promessas, procurou ______________ junto dos seus amigos:____________________, um gato com alguma idade, mas sempre pronto a dar um bom conselho; ___________________, o seu ajudante;__________________, um gato muito inteligente que ajudava os seus amigos recorrendo às enciclopédias, e______________________, o gato de mar. Decidiram dar-lhe um nome e todos concordaram chamar-lhe Ditosa. Ela integrou-se bem no grupo, apesar de ser um ser ____________________, mas achava que também ela era um gato e era com eles que ela queria ficar, mas como era uma gaivota, ia sentindo ________________de voar. Aos poucos, Sabetudo consultando as suas ______________________ e com a ajuda dos outros gatos, foi dando “lições de voo” a Ditosa, sem sucesso. O gato Zorbas decidiu então quebrar o ________________________dos gatos e procurou ajuda junto de um humano, o poeta. Este, não querendo acreditar no que via e ouvia, pois nunca se tinha ouvido um gato___________________, decidiu prestar-lhe todo o seu apoio. E, numa noite chuvosa, combinaram um encontro no cimo da torre de uma igreja. O humano pegou em Ditosa e atirou-a para o céu, esta ainda ____________________ estendeu as asas, seguiu o seu destino e voou, deixando Zorbas com lágrimas nos olhos, ao ver partir a sua amiga, mas compreendendo também a necessidade dela seguir a sua___________________. Esta é a história de dois seres completamente distintos que, por partida do destino se juntaram, que por ____________________ a uma promessa acabaram por construir uma bela amizade; é a história de um grupo de amigos que, por lealdade, apesar de todas as __________________ aparentes, ajudaram Zorbas a __________________uma promessa quase impossível de cumprir. Esta obra é um exemplo de uma linda amizade e de __________________ que não vemos no dia-a-dia, e mostra-nos que, quando queremos algo, se nos empenharmos, conseguimos _________________________, pois que, “ Só voa quem se atreve a fazê-lo. CAPíTULO PRIMEIRO O Mar do Norte - Banco de arenques a bombordo! - anunciou a gaivota de vigia, e o bando do Farol da Areia Vermelha recebeu a notícia com grasnidos de alívio. 3 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura
  4. 4. Iam com seis horas de voo sem interrupções e, embora as gaivotas-piloto as tivessem conduzido por correntes de ares cálidos que lhes haviam tornado agradável aquele planar sobre o oceano, sentiam a necessidade de recobrar forças, e para isso não havia nada melhor que um bom fartote de arenques. Voavam sobre a foz do rio Elba, no Mar do Norte. Viam lá do alto os barcos alinhados uns atrás dos outros, como pacientes e disciplinados animais aquáticos à espera de vez para saírem para o mar largo e ali orientarem os seus rumos para todos os portos do planeta. Kengah, uma gaivota de penas cor de prata, gostava especialmente de observar as bandeiras dos barcos, pois sabia que cada uma delas representava uma forma de falar, de dar nome às mesmas coisas com palavras diferentes. - As dificuldades que os humanos têm! Nós, gaivotas, ao menos grasnamos o mesmo em todo o mundo - comentou uma vez Kengah para uma das suas companheiras de voo. - Pois é. E o mais notável é que às vezes até conseguem entender-se - grasnou a outra. Mais para além da linha de costa, a paisagem tornava-se de um verde intenso. Era um enorme prado em que se destacavam os rebanhos de ovelhas pastando ao abrigo dos diques e das preguiçosas velas dos moinhos de vento. Seguindo as instruções das gaivotas-piloto, o bando do Farol da Areia Vermelha tomou uma corrente de ar frio e lançou-se em voo picado sobre o cardume de arenques. Cento e vinte corpos perfuraram a água como setas e, ao regressar à superfície, cada gaivota segurava um arenque no bico. Saborosos arenques. Saborosos e gordos. Era mesmo do que precisavam para recuperar energias antes de continuarem o voo para Den Helder, onde se lhes juntaria o bando das ilhas Frísias. No plano de voo estava previsto que seguiriam depois até ao estreito de Calais e ao canal da Mancha, onde seriam recebidas pelos bandos da baía do Sena e de Saint-Malo, com os quais voariam juntas até chegarem aos céus da Biscaia. Seriam então umas mil gaivotas que, como uma rápida nuvem cor de prata, iriam aumentando com a incorporação dos bandos de Belle-Ìle e de Oléron, dos cabos de Machicaco, do Ajo e de Peñas. Quando todas as gaivotas autorizadas pela lei do mar e dos ventos voassem sobre a Biscaia, poderia começar a grande convenção das gaivotas dos mares Báltico, do Norte e Atlântico. Seria um belo encontro. Era nisso que Kengah pensava enquanto dava conta do seu terceiro arenque. Como todos os anos, iriam escutar-se interessantes histórias, especialmente as contadas pelas gaivotas do cabo de Peñas, infatigáveis viajantes que voavam às vezes até às ilhas Canárias ou às de Cabo Verde. As fêmeas como ela iriam entregar-se a grandes festins de sardinhas e lulas enquanto os machos instalariam os ninhos à beira de uma escarpa. Neles poriam os ovos, neles os chocariam a salvo de qualquer ameaça e, quando tivessem crescido às gaivotinhas as primeiras penas resistentes, chegaria a parte mais bela da viagem: ensinar-lhes a voar nos céus da Biscaia. Kengah mergulhou a cabeça para agarrar o quarto arenque e por isso não ouviu o grasnido de alarme que estremeceu o ar: - Perigo a estibordo! Descolagem de emergência! Quando Kengah tirou a cabeça da água viu-se sozinha na imensidade do oceano. 1. O que anunciou a gaivota de vigia? 2. As gaivotas iam com quantas horas de voo? 3. As gaivotas voavam sobre a foz de que rio? 4. Recolhe o nome de todos os bandos de gaivotas referidos neste primeiro capítulo. 4 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura
  5. 5. 4.1. Pesquisa na internet os locais de onde cada bando provem, e assinala-os no seguinte mapa 5. Onde se localizava a grande convenção das gaivotas? 5.1. Por que motivos é que as gaivotas se dirigiam para lá? 5.2. Em que estação do ano se passa este 1º capítulo? 6. O que é que Kengah gostava especialmente de observar? Porquê? 7. Qual a crítica que ela faz aos homens? 8. Por que razão é que Kengah não ouviu o aviso de emergência? 9. Onde é que Kengah se viu quando tirou a cabeça da água? 1. Lê a banda desenhada que se segue, relativa ao primeiro capítulo da obra. 5 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura Após seis ho- ras de voo sem interrupções, o bando do Farol da Areia Ver- melha voava sobre a foz do rio Elba, no mar do Norte. Banco de arenques a bombordo! Seguindo as ins- truções das gaivotas-piloto, o bando lançou-se em voo picado sobre o cardume de arenques. Saborosos arenques! Saborosos e gordos! Era mesmo do que precisava para recuperar energias antes de ir para Den Helder! No plano de voo estava previsto que seguiriam depois até ao estreito de Calais e ao canal da Mancha, onde seriam recebidas pelos bandos da baía do Sena e de Saint-Malo, com os quais voariam juntas até chegarem aos céus da Biscaia. Todas na convenção das gaivotas dos mares Báltico, do Norte e Atlântico. Que belo encontro! Q Pensava Kengah, enquanto dava conta do seu terceiro arenque. Perigo a estibordo! Descolagem de emergência! Kengah mergulhou a cabeça para agarrar o quarto arenque e por isso não ouviu o grasnido de alarme que estremeceu o ar. Quando Kengah tirou a cabeça da água viu-se sozinha na imensidade do oceano.
  6. 6. 6 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura
  7. 7. 2. Após a observação da seguinte B.D. sobre as características da Banda desenhada, identifica na B.D. do 1º capítulo de História de Uma Gaivota e do Gato que a ensinou a voar: a) o número de pranchas, tiras e vinhetas. a) o número de balões de fala e pensamento. b) o número de cartuchos e vinhetas. 3. Compara as 2 versões do capítulo. 7 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura 11
  8. 8. 3.1.Consideras que a BD captou o essencial do capítulo? 3.2.Que alterações isso implicou? 8 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura 2. Escolhe um capítulo da obra e elabora uma B.D. com base no mesmo ( já tens a história!). • a tua B.D. não poderá exceder uma prancha, com o número de vinhetas e tiras que entenderes. • para isso terás de distinguir o essencial do acessório, mas não impedindo a compreensão do capítulo. • convém por isso leres atentamente o capítulo que escolheste, seleccionando os momentos, informações e falas / pensamentos essenciais que deverão constar da B.D. • Se tiveres jeito para desenhar, podes ser tu próprio o autor das ilustrações. Caso contrário, 33 22
  9. 9. CAPÍTULO SEGUNDO Um gato grande, preto e gordo - Tenho muita pena de te deixar sozinho - disse o garotoacariciando o lombo do gato grande, preto e gordo. Depois continuou a meter coisas na mochila. Pegava numa cassette do grupo Pur, um dos seus favoritos, guardava- a,tinha dúvidas, tirava-a, e não sabia se havia de tornar a metê-la na mochila ou deixá-la em cima da mesa-de- cabeceira. Era difícil decidir o que havia de levar para as férias e o que devia deixar em casa. O gato grande, preto e gordo olhava para ele com atenção, sentado no peitoril da janela, o seu lugar favorito. - Guardei os óculos de nadar? Zorbas, viste os meus óculos de nadar? Não. Não os conheces porque não gostas da água. Não sabes o que perdes. Nadar é um dos desportos mais divertidos. Vão umas bolachinhas? - ofereceu o garoto pegando na caixa de bolachas para gatos. Serviu-lhe uma ração mais que generosa, e o gato grande, preto e gordo começou a mastigar lentamente para prolongar o prazer. Que bolachas deliciosas, estaladiças e a saber a peixe! "É bom rapaz,", pensou o gato de boca cheia. "Bom rapaz? É o melhor que há!", corrigiu ele enquanto engolia. Zorbas, o gato grande, preto e gordo, tinha muito boas razões para pensar isto do garoto, que não só gastava o dinheiro da sua mesada naquelas deliciosas bolachas, como ainda lhe mantinha sempre limpo o caixote de areia onde aliviava o corpo e o instruía falando-lhe de coisas importantes. 9 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura B.D. retirada de: http://www.bedeteca.com/recursos/files.php? pdf_id=14
  10. 10. Costumavam passar muitas horas juntos na varanda, contemplando a incessante azáfama do porto de Hamburgo, e nessas ocasiões, por exemplo, o garoto dizia-lhe: - Estás a ver aquele barco, Zorbas? Sabes donde vem? Pois vem da Libéria, que é um país africano muito interessante porque foi fundado por pessoas que tinham sido escravos. Quando for grande hei-de ser comandante de um grande veleiro e hei-de ir à Libéria. E tu vens comigo, Zorbas. Serás um bom gato de mar. Tenho a certeza. Como todos os rapazes do porto, também este sonhava com viagens a países distantes. O gato grande, preto e gordo sentia uma grande afeição pelo garoto, e não se esquecia de que lhe devia a vida. Zorbas contraíra essa dívida precisamente no dia em que abandonou o cesto que lhe servia de morada juntamente com os seus sete irmãos. O leite da mãe era morno e doce, mas ele queria provar uma daquelas cabeças de peixe que a gente do mercado dava aos gatos grandes. E não pensava comê-la inteira, nada disso, a sua ideia era arrastá-la até ao cesto e depois miar aos irmãos: - Já basta de chupar na nossa pobre mãe! Não vêem como ela ficou fraca? Comam peixe, que é o alimento dos gatos de porto. Poucos dias antes de abandonar o cesto, a mãe tinha-lhe miado muito a sério: - Tu és ágil e vivaço, e ainda bem, mas tens de ter cuidado com o que fazes e não sair do cesto. Amanhã ou depois vêm os humanos e decidem sobre o teu destino e sobre o dos teus irmãos. De certeza que lhes vão dar nomes simpáticos e terão comidinha garantida. É uma grande sorte terem nascido num porto, pois nos portos as pessoas gostam dos gatos e protegem-nos. A única coisa que os humanos esperam de nós é que mantenhamos os ratos à distância. Sim, meu filho. Ser um gato de porto é uma grande sorte, mas tu tens de ter cuidado porque há em ti qualquer coisa que te pode tornar infeliz. Filho, se olhares para os teus irmãos verás que todos são cinzentos e têm a pele às riscas como os tigres. Mas tu nasceste todo preto, com excepção desse pequeno tufo de pêlo branco que tens debaixo do queixo. Há humanos que julgam que os gatos pretos dão azar e por isso, filho, não saias do cesto. Mas Zorbas, que naquela altura era assim como uma bolinha de carvão, saiu do cesto. Queria provar uma daquelas cabeças de peixe. E também queria ver um pouco de mundo. Não foi muito longe. Ia trotando para um lugar de venda de peixe, de rabo todo alçado e vibrante, e passou diante de um grande pássaro que dormitava de cabeça inclinada. Era um pássaro muito feio e com um papo enorme debaixo do bico. De repente, o pequeno gato preto sentiu que o chão se lhe afastava das patas, e, sem compreender o que estava a acontecer, deu consigo às voltas no ar. Lembrando-se de um dos primeiros ensinamentos da mãe, procurou um lugar onde caísse em cima das quatro patas, mas lá em baixo esperava-o o pássaro de bico aberto. Caiu-lhe no papo, que estava muito escuro e cheirava horrivelmente. - Deixa-me sair! Deixa-me sair! - miou ele desesperado. - Vá lá. Podes falar - grasnou o pássaro sem abrir o bico. - Que bicho és tu? - Ou me deixas sair ou arranho-te! - miou ele ameaçador. - Desconfio que és uma rã. Tu és uma rã? - perguntou o pássaro sempre de bico fechado. - Estou a afogar-me, pássaro idiota! - gritou o gatinho. - Sim. És uma rã. Uma rã preta. Que curioso. - Sou um gato e estou furioso! Deixa-me sair ou ainda te arrependes! - miou o pequeno Zorbas, procurando onde havia de cravar as garras no papo às escuras. - Julgas que não sei distinguir um gato de uma rã? Os gatos são peludos, velozes e cheiram a pantufa. Tu és uma rã. Uma vez comi várias rãs e não eram más, mas eram verdes. Ouve lá, não serás tu uma rã venenosa? - grasnou o pássaro preocupado. - Sim! Sou uma rã venenosa e além disso dou azar! - Que dilema! Uma vez engoli um ouriço venenoso e não me aconteceu nada. Que dilema! Engulo-te ou cuspo-te? - meditou o pássaro, mas não grasnou mais nada porque se agitou, bateu as asas e finalmente abriu o bico. O pequeno Zorbas, todo molhado de babas, deitou a cabeça de fora e saltou para o chão. Então viu o garoto, que segurava o pássaro agarrado pelo cachaço e o sacudia. - Deves estar cego, pelicano imbecil! Vem cá, gatinho. Por pouco acabavas na pança deste passarão - disse o garoto, colocando-o nos braços. Assim começara aquela amizade que já durava há cinco anos. O beijo que o garoto lhe deu na cabeça desviou-o das suas recordações. Viu-o enfiar a mochila, caminhar para a porta e, de lá, despedir-se mais uma vez. - Vemo-nos daqui a quatro semanas. Pensarei em ti todos os dias, Zorbas. Prometo. - Adeus, Zorbas! Adeus, gordalhufo! - despediram-se os dois irmãos mais novos do garoto. O gato grande, preto e gordo ouviu-os fechar a porta a sete chaves e correu para uma janela que dava para a rua, para ver a sua família adoptiva antes de ela se afastar. 10 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura
  11. 11. O gato grande, preto e gordo respirou com prazer. Durante quatro semanas seria dono e senhor do apartamento. Um amigo da família iria todos os dias abrir-lhe uma lata de comida e limpar-lhe o caixote de areia. Quatro semanas para preguiçar pelos cadeirões, pelas camas, ou para ir até à varanda, trepar ao telhado, saltar de lá para os ramos do velho castanheiro e descer pelo tronco até ao pátio interior, onde costumava encontrar-se com os outros gatos do bairro. Não ia aborrecer-se. Nem por sombras. Assim pensava Zorbas, o gato grande, preto e gordo, porque não sabia o que lhe iria cair em cima nas próximas horas. 1. Após a leitura deste segundo capítulo, caracteriza o gato Zorbas, preenchendo a grelha: Retrato físico Retrato psicológico Condição social 1.1. Das características apresentadas no quadro anterior, refere duas cujo processo de caracterização seja indirecta, justificando a tua resposta. 2. Em que cidade vive o gato? 3. "É bom rapaz,", pensou o gato de boca cheia. "Bom rapaz? É o melhor que há!", corrigiu ele enquanto engolia. 4. Explica os motivos pelos quais Zorbas considera o seu dono, um bom rapaz. 5. Há quanto tempo Zorbas vive naquela casa? 11 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura - Indicação de particularidades como altura, estatura, cor dos olhos.. - É geralmente feita de forma directa, mas o facto de a personagem ser apresentada a carregar grandes pesos indica uma constituição física robusta, dando-nos, assim, uma característica física de forma indirecta. - Indicação de particularidades como hábitos, sentimentos, temperamento, relacionamento com os outros… - A caracterização psicológica feita de forma directa, é, normalmente, realizada através de adjectivos como sensato, teimoso, obstinado, perspicaz, tolerante, agressivo… - Quando é realizada de forma indirecta é ao leitor que cabe a atribuição das qualidades de corajosa a uma personagem que é apresentada a salvar sozinha a sua casa em chamas, quando todas as outras já haviam desistido. - Indicação de particularidades como profissão, estatuto económico, nível cultural… - A caracterização social feita de forma directa, é, normalmente, realizada através de adjectivos como rico, pobre, culto, desfavorecido, desempregado… - Quando é realizada de forma indirecta, é o leitor que tem de inferir a qualidade de pobreza em relação a uma personagem que mora numa rua estreita, sem sol e com as casas em ruína. TEMPO DA HISTÓRIA O NARRADOR PODE CONTAR A HISTÓRIA DE FORMA: Consiste no tempo durante o qual a acção se desenrola, segundo uma ordem cronológica, e em que surgem marcas objectivas da passagem das horas, dias, meses, anos… ou referências à época em que se passa a história. CRONOLÓGICA ANACRÓNICA O narrador narra a história segundo um seguimento temporal linear, isto é, seguindo a ordem temporal pela qual os acontecimentos ocorrerram. Os acontecimentos cronológicos da história são organizados pelo narrador, não apresentando sempre um seguimento temporal linear / cronológico.
  12. 12. 6. O narrador organizou as sequências da acção da primeira parte da obra em 9 capítulos. 6.1. De acordo com o modelo, sintetiza o conteúdo de cada capítulo. Mar do Norte Um gato grande, preto e gordo Hamburgo à vista O fim de um voo Em busca de conselho Um lugar curioso Um gato que sabe tudo Zorbas começa a cumprir o prometido Uma noite triste Chegada das gaivotas -kengah fica sozinha -o gato Zorbas e a partida do rapaz -adopção de Zorbas 6.2. O narrador organizou as sequências narrativas de modo cronológico? 7. O episódio do encontro de Zorbas com o rapaz, está desfasado em relação ao tempo em que a acção decorre. 7.1. Justifica esta afirmação. 7.2. Procura explicar por que motivo o narrador recorre a esta técnica de recuar no tempo narrado. CAPÍTULO III Hamburgo à vista Kengah estendeu as asas para levantar voo, mas a espessa onda foi mais rápida e cobriu-a inteiramente. Quando veio ao de cima, a luz do dia havia desaparecido e, depois de sacudir a cabeça energicamente, compreendeu que a maldição dos mares lhe obscurecia a visão. Kengah, a gaivota de penas cor de prata, mergulhou várias vezes a cabeça, até que uns clarões lhe chegaram às pupilas cobertas de petróleo. A mancha viscosa, a peste negra, colava-lhe as asas ao corpo, e por isso começou a mexer as patas na esperança de nadar rapidamente e sair do centro da maré negra. Com todos os músculos contraídos pelo esforço, chegou por fim ao limite da mancha de petróleo e ao fresco contacto com a água limpa. Quando, de tanto pestanejar e mergulhar a cabeça, conseguiu limpar os olhos, olhou para o céu e não viu mais que algumas nuvens que se interpunham entre o mar e a imensidade da abóbada celeste. As suas companheiras do bando do Farol da Areia Vermelha já voariam longe, muito longe. Era a lei. Também ela vira outras gaivotas surpreendidas pelas mortíferas marés negras e, apesar da vontade de descer para lhes oferecer um auxílio tão inútil como impossível, afastara-se, respeitando a lei que proíbe presenciar a morte das companheiras. De asas imobilizadas, coladas ao corpo, as gaivotas eram presas fáceis para os grandes peixes, ou morriam lentamente, asfixiadas pelo petróleo que, metendo-se entre as penas, lhes tapava todos os poros. Era essa a sorte que a esperava, e desejou desaparecer depressa entre as fauces de um grande peixe. A mancha negra. A peste negra. Enquanto esperava o fatal desenlace, Kengah amaldiçoou os humanos. - Mas não todos. Nada de injustiças - grasnou ela debilmente. Muitas vezes vira lá do alto como certos grandes barcos petroleiros aproveitavam os dias de neblina costeira para se afastarem pelo mar dentro para lavar os tanques. Atiravam ao mar milhares de litros de uma substância espessa e pestilenta que era arrastada pelas ondas. Mas vira também que às vezes umas pequenas embarcações se aproximavam dos petroleiros e os impediam de esvaziar os tanques. Infelizmente aquelas embarcações decoradas com as cores do arco-íris nem sempre chegavam a tempo de impedir o envenenamento dos mares. 12 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura O narrador conta a história seguindo a sucessão cronológica dos dias, meses e anos vividos pelas personagens, seguindo a sucessão cronológica dos acontecimentos da história. O narrador conta a história alterando a ordem temporal dos acontecimentos vividos pelas personagens. recorrendo à analepse (recuo a acontecimentos passados) recorrendo à prolepse (antecipação de acontecimentos futuros);
  13. 13. Kengah passou as horas mais longas da sua vida poisada à superfície da água, perguntando a si mesma, apavorada, se porventura a esperava a mais terrível das mortes; pior que ser devorada por um peixe, pior que sentir a angústia da asfixia, era morrer de fome. Desesperada perante a ideia de uma morte lenta, sacudiu-se toda e verificou com espanto que o petróleo não lhe tinha colado as asas ao corpo. Tinha as penas impregnadas daquela substância espessa, mas ao menos podia estendê-las. - Talvez tenha ainda uma possibilidade de sair daqui, e quem sabe se, voando alto, muito alto, o sol não derreterá o petróleo - grasnou Kengah. Veio-lhe à memória uma história ouvida a uma velha gaivota das ilhas Frísias que falava de um humano chamado Ícaro, que, para realizar o sonho de voar, fabricara umas asas com penas de águia e voara alto, até muito perto do sol, tanto que o calor deste derreteu a cera com que colara as penas e caiu. Kengah bateu as asas energicamente, encolheu as patas, ergueu-se uns dois palmos e caiu de borco na água. Antes de tentar de novo submergiu o corpo e moveu as asas debaixo de água. Desta vez ergueu-se mais de um metro antes de cair. O maldito petróleo pegava-lhe as penas da rabadilha, de tal maneira que não podia orientar a subida. Mergulhou uma vez mais e, com o bico, puxou pela capa de imundície que lhe cobria a cauda. Suportou a dor das penas arrancadas, até que finalmente verificou que a sua parte traseira estava um pouco menos suja. À quinta tentativa, Kengah conseguiu levantar voo. Batia as asas com desespero, pois o peso da camada de petróleo não lhe permitia planar. Bastaria uma só pausa para ir por ali abaixo. Por sorte, era uma gaivota jovem e os músculos respondiam em boa forma. Ganhou altura. Sem deixar de mover as asas, olhou para baixo e viu a costa que se perfilava apenas como uma linha branca. Viu também alguns barcos movendo-se como diminutos objectos sobre um pano azul. Ganhou mais altura, mas os esperados efeitos do sol não a atingiam. Talvez os seus raios produzissem um calor muito fraco, ou então era a camada de petróleo que era excessivamente espessa. Kengah compreendeu que as forças não lhe iam durar muito, e, procurando um lugar onde descer , voou terra adentro, seguindo a serpenteante linha verde do Elba. O movimento das asas foi-se-lhe tornando cada vez mais pesado e lento. Estava a perder forças. Já não voava tão alto. Numa desesperada tentativa de recuperar altura , fechou os olhos e bateu as asas com as suas últimas energias. Não soube durante quanto tempo manteve os olhos fechados, mas quando os abriu ia a voar sobre uma alta torre que ostentava um cata-vento de ouro. - São Miguel! - grasnou ela ao reconhecer a torre da igreja de Hamburgo. As asas negaram-se a continuar o voo. A/ Sobre o texto: 1. Porque é que a Gaivota mergulhou a cabeça várias vezes no mar com petróleo? 2. Depois de ter sacudido a cabeça energicamente o que compreendeu? 3. Qual era a lei das Gaivotas? Por que existia essa lei? 4. Preenche o quadro com as consequências possíveis para as aves apanhadas numa maré negra. 5. Kengah faz um julgamento negativo de todos os homens? Justifica a tua resposta. 6. Quantas tentativas fez Kengah até conseguir levantar voo? 7. Como é que Kengah chamava às ondas com petróleo? 8. Qual foi a história que Kengah ouviu de uma velha gaivota das ilhas Frísias? 1. Que relação existe entre essa história e a situação de Kengah? 9. Qual o problema para o qual este capítulo pretende alertar? B/ Observa o seguinte anúncio publicitário: 13 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura Todos somos livres de escolher! Mas temos de ter consciência de que tudo o que consumimos, não aparece espontaneamente nos supermercados, nem desaparece por magia no contentor do lixo. Tudo o que consumimos vem de algum lado e vai parar a outro! É um ciclo vicioso de produção-consumo-resíduos, que vai determinar um impacto real e extremamente negativo no Ambiente. Muitas vezes a aquisição de objectos obedece apenas a questões de publicidade, promoções ou necessidades criadas artificialmente e não a verdadeiras razões de utilidade. Todos somos livres de escolher! Mas temos de ter consciência de que tudo o que consumimos, não aparece espontaneamente nos supermercados, nem desaparece por magia no contentor do lixo. Tudo o que consumimos vem de algum lado e vai parar a outro! É um ciclo vicioso de produção-consumo-resíduos, que vai determinar um impacto real e extremamente negativo no Ambiente. Muitas vezes a aquisição de objectos obedece apenas a questões de publicidade, promoções ou necessidades criadas artificialmente e não a verdadeiras razões de utilidade. Existem alternativas à nossa forma de vida actual, elevando o olhar acima do supérfluo para nos fixarmos apenas no mais essencial e verdadeiro.
  14. 14. 1. A expressão «anúncio publicitário» remete-nos para a palavra «publicidade» que, por sua vez, deriva do termo latino «publicus» (algo conhecido por todos), e deve ser entendida como uma técnica que visa promover a venda de produtos ou divulgar serviços. Assim, A publicidade é a arte de convencer, persuadir e seduzir. 1.1. Qual te parece ser o objectivo deste anúncio da Câmara Municipal do Porto? 1.2. O apelo do título está constituído numa determinada gradação. Explicita-a. 1.3. Analisa a imagem. a) Em que consiste a sua força comunicativa? b) Relaciona-a com a pergunta que a acompanha. 2. A ESTRUTURA DO ANÚNCIO "A estrutura tradicional de um anúncio comporta vários elementos: 14 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura [Escreva uma citação do documento ou o resumo de um ponto interessante. Pode posicionar a caixa de texto em qualquer ponto do documento. Utilize o separador Ferramentas da Caixa de Texto para alterar a formatação da caixa de texto do excerto.] -O logótipo / A marca: é um elemento fundamental e aparece destacada. - O texto icónico: a imagem que é cuidadosamente preparada/escolhida para nos prender o olhar, através da cor, da originalidade, da associação inesperada, do que nos mostra e do que nos sugere. - o texto de argumentação: pretende dar credibilidade ao anúncio, apontando as qualidades do produto, a sua superi- oridade, as vantagens da sua aquisição… É através do texto de argumentação que convencemos o público a : - comprar o produto; - adquirir o serviço apresentado; - mudar atitudes e comportamentos. - o slogan / frase emblema: é uma frase ou expressão destacada. Deve ser original, curto, conciso, apelativo, fácil de memorizar e capaz de despertar simpatia pela marca/produto, identificando-a ao longo de várias campanhas, e mantendo-se imutável/quase igual com a mudança do título e da própria ilustração. -O título: frase que em letras mais destacadas acompanha a ilustração
  15. 15. 2.1. Identifica estes elementos no anúncio acima, inscrevendo-os nos espaços aí presentes. 3. Observa a seguinte publicidade: Existem dois tipos de publicidade: 3.1. Qual o objectivo desta publicidade? 3.2. A publicidade anterior preconizava o mesmo objectivo? 3.3. Classifica-as então quanto ao tipo. 4. Uma boa publicidade deve conseguir despertar nos consumidores aquilo que os publicitários designam por AIDA A – Despertar a Atenção I - Criar/Suscitar o Interesse D – Provocar o Desejo A – Desencadear a Acção (compra / comportamento) 4.1.Para consegui-lo, usa vários recursos de que, nem sempre damos conta: 1. RECURSOS PARA • diferentes tipos de frases “Não saia de casa. ": "Descubra a diferença." / 15 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura É com esta preocupação que a iglo lhe traz a sua gama de peixes. Congelados em práticas embalagens, os peixes Iglo não só asseguram uma escolha de elevada qualidade e higiene, como também permitem ter sempre disponível o peixe mais fresco. Pode agora desfrutar a qualquer momento dos sabores naturais do oceano sem ter de se preocupar com a sua preparação ou frescura. Peixe: pilar essencial de uma alimentação saudável. PEIXE MAIS FRESCO? PERGUNTE ÀS GAIVOTAS. PEIXE MAIS FRESCO? PERGUNTE ÀS GAIVOTAS. - Publicidade não comercial/institucional – (pretende divulgar ideias, modificar comportamentos. Não tem fins comerciais.) anúncios oficiais ou institucionais (de organismos públicos da administração central ou local) para promoção de campanhas que visam modificar determinados comportamentos de que resulte benefício para o indivíduo e/ou para a sociedade (campanhas de prevenção de acidentes rodoviários, de incêndios, de prevenção de determinadas doenças…) Ex. « Se conduzir não beba.»; «Há mar e mar, há ir e voltar!» - Publicidade comercial – (pretende vender produtos ou serviços, divulgá-los junto do público e criar nestes a necessidade da sua aquisição.) anúncios a espectáculos pedidos de emprego, compra, venda ou aluguer de imóveis (classificados) anúncios especializados em venda de cosméticos, moda, automóveis, produtos para a casa, viagens anúncios de economia e finanças (produtos financeiros e bancários)
  16. 16. IMPLICAR O RECEPTOR - frases imperativas - frases interrogativas - frases exclamativas "Foi você que pediu?"; / "Pelos vistos, não bastou dizer não!" • marcas da segunda pessoa: -pronomes pessoais e possessivos; -verbos "Para ti e para a tua família" “Faça uma pausa"; • marcas da primeira pessoa do plural, que implica o receptor "0 automóvel com que todos sonhamos."; “A nossa cerveja." 2. RECURSOS PARA ELOGIAR A QUALIDADE DOS PRODUTOS: • gradação de adjectivos e advérbios "0 melhor bife da cidade"; "Míele, sempre melhor' • outras formas de exprimir o superlativo: - prefixos - repetição da mesma palavra "extrafino"; "superconcentrado"; "ultra-suave" "Branco mais branco não há." 3. RECURSOS EXPRESSIVOS: • jogos de sons, aliterações e rimas “Sagres, a sede que se deseja."; “Maria, lembra- te disto: quero em casa BOM PETISCO. " • expressões idiomáticas e provérbios transformados “Pão, pão, queijo, queijo ZECA."; "No melhor sangue cai o HIV."; "Quem sabe, sabe e o BES sabe."; “Mais molhos que barriga. " • Adjectivação: uso constante de adjectivos e de adjectivação expressiva. ( “Um tratamento que torna por mais tempo os cabelos saudáveis, limpos e sedosos.”) • repetições ("Os melhores produtos pelos melhores preços."; "Onde você estiver, está lá."; “Em todo o lado, a toda a hora. "); • Onomatopeias: criação de palavras através da imitação de sons próprios do que se quer representar. Ex.: “Sssschhhh Schweppes”. • Polissemia e conotação: uso da mesma palavra com vários significados. “Escreve um conto e ganha quatrocentos contos.” • Metáforas: (“Deixe entrar o sol nos seus cabelos”) 4.2. Analisa as publicidades, comparando os recursos utilizados, preenchendo o seguinte quadro: AIDA 1ª PUBLICIDADE 2ªPUBLICIDADE A – Despertar a Atenção I - Criar/Suscitar o Interesse D – Provocar o Desejo 5. A – Desencadear a Acção 16 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura
  17. 17. (compra / comportamento) C/ Com base numas das fotografia que se seguem, elabora um anúncio publicitário para consciencializar / alertar para o problema das marés negras ou até, organizar um movimento de acção / protesto contra este problema. CAPÍTULO QUARTO O fim de um voo O gato grande, preto e gordo estava a apanhar sol na varanda, ronronando e meditando acerca de como se estava bem ali, recebendo os cálidos raios pela barriga acima, com as quatro patas muito encolhidas e o rabo estendido. No preciso momento em que rodava preguiçosamente o corpo para que o sol lhe aquecesse o lombo ouviu o zumbido provocado por um objecto voador que não foi capaz de identificar e que se aproximava a grande velocidade. Atento, deu um salto, pôs-se de pé nas quatro patas e mal conseguiu atirar-se para um lado para se esquivar à gaivota que caiu na varanda. Era uma ave muito suja. Tinha todo o corpo impregnado de uma substância escura e malcheirosa. Zorbas aproximou-se e a gaivota tentou pôr-se de pé arrastando as asas. - Não foi uma aterragem muito elegante - miou. - Desculpa. Não pude evitar - reconheceu a gaivota. - Olha lá, tens um aspecto desgraçado. Que é isso que tens no corpo? E que mal que cheiras! - miou Zorbas. - Fui apanhada por uma maré negra. A peste negra. A maldição dos mares. Vou morrer - grasnou a gaivota num queixume. - Morrer? Não digas isso. Estás cansada e suja. Só isso. Porque é que não voas até ao jardim zoológico? Não é longe daqui e lá há veterinários que te poderão ajudar – miou Zorbas. - Não posso. Foi o meu voo final - grasnou a gaivota numa voz quase inaudível, e fechou os olhos. 17 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura
  18. 18. - Não morras! Descansa um bocado e verás que recuperas. Tens fome? Trago-te um pouco da minha comida, mas não morras - pediu Zorbas, aproximando-se da desfalecida gaivota. Vencendo a repugnância, o gato lambeu-lhe a cabeça. Aquela substância que a cobria, além do mais sabia horrivelmente. Ao passar-lhe a língua pelo pescoço notou que a respiração da ave se tornava cada vez mais fraca. - Olha, amiga, quero ajudar-te mas não sei como. Procura descansar enquanto eu vou pedir conselho sobre o que se deve fazer com uma gaivota doente - miou Zorbas preparando-se para trepar ao telhado. Ia a afastar-se na direcção do castanheiro quando ouviu a gaivota a chamá-lo. - Queres que te deixe um pouco da minha comida? – sugeriu ele algo aliviado. - Vou pôr um ovo. Com as últimas forças que me restam vou pôr um ovo. Amigo gato, vê- se que és um animal bom e de nobres sentimentos. Por isso vou pedir-te que me faças três promessas. Fazes? - grasnou ela, sacudindo desajeitadamente as patas numa tentativa falhada de se pôr de pé. Zorbas pensou que a pobre gaivota estava a delirar e que com um pássaro em estado tão lastimoso ninguém podia deixar de ser generoso. - Prometo-te o que quiseres. Mas agora descansa - miou ele compassivo. - Não tenho tempo para descansar. Promete-me que não comes o ovo - grasnou ela abrindo os olhos. - Prometo que não te como o ovo - repetiu Zorbas. - Promete-me que cuidas dele até que nasça a gaivotinha. - Prometo que cuido do ovo até nascer a gaivotinha. - E promete-me que a ensinas a voar - grasnou ela fitando o gato nos olhos. Então Zorbas achou que aquela infeliz gaivota não só estava a delirar, como estava completamente louca. - Prometo ensiná-la a voar. E agora descansa, que vou em busca de auxílio - miou Zorbas trepando de um salto para o telhado. Kengah olhou para o céu, agradeceu a todos os bons ventos que a haviam acompanhado e, justamente ao exalar o último suspiro, um ovito branco com pintinhas azuis rolou junto do seu corpo impregnado de petróleo. A/ Fazer perguntas sobre o conteúdo do texto é uma forma de verificar a sua compreensão. Constrói e regista as perguntas que poderiam obter as respostas seguintes. 1.………………………………………..? O gato estava na varanda. 2.……..………………………………..? A gaivota estava muito suja e com o corpo coberto de uma substância malcheirosa porque tinha sido apanhada pela maldição dos mares. 4.……..………………………………..? O gato sugeriu-lhe que voasse até ao Jardim Zoológico, porque lá havia veterinários que cuidariam dela. 5.……..………………………………..? Em sinal de amizade, o gato lambeu-lhe a cabeça. 6.……..………………………………..? O gato prometeu que não comeria o ovo, que cuidaria dele até nascer a gaivotinha e que a ensinaria a voar. 7………………………………………..? O gato não fez tais promessas convictamente porque, como a gaivota estava doente, por um lado, ele pensou que ela estava a delirar e que não iria morrer. Por outro lado, achou que devia ser generoso, fazendo-lhe a vontade para não a preocupar ainda mais. B/ Segundo o autor da História da Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar, esta obra é uma fábula. Pretende-se através dos animais, dar um exemplo aos homens. 18 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura Tenho um grande carinho pelos animais, mas não escrevi o livro (História de uma Gaivota e do Gato que a Ensinou a Voar) na perspectiva das sociedades protectoras dos animais. A fábula segue a velha escola grega: o seu objectivo é transmitir a prática da tolerância, o respeito pela diversidade. Sobretudo aprender a respeitar a diferença e aquilo que nos rodeia. Luis Sepúlveda, in «Forum Ambiente»
  19. 19. 1. Baseando-te no que já conheces da obra e nesta afirmação do autor, responde às seguintes questões: 1.1. Explica de que forma a obra cumpre o objectivo de transmitir o respeito pela diversidade. 1.2.Consideras que o gato deu um exemplo de altruísmo (dar, sem esperar nada receber em troca)? Justifica a tua resposta. 1.3.Qual a personagem que demonstra ser um exemplo de tolerância, respeitando a diferença? 2. Sabes que o gato Zorbas existiu realmente? Lê o que nos conta o seu dono. 2.1.Infelizmente, quando escreveu este texto, estava muito emocionado e esqueceu-se de todos os sinais de pontuação. Por isso, para perceberes bem o texto, terás de recopiá-lo e pontuá-lo devidamente. C/ Zorbas ronronava enquanto apanhava sol na varanda. 1. O verbo assinalado nesta frase foi formado a partir de “ronrom”, uma palavra que imita o som produzido pelos gatos quando estão felizes. 1.1.Procura no texto mais duas palavras cuja origem seja a mesma, isto é, palavras de origem onomatopaica. 1.2.Estabelece a relação entre os sons produzidos pelos animais (coluna A) e os verbos de origem onomatopaica (coluna B). 2. AFIXAÇÃO: - ADIÇÃO DE UM AFIXO À DERIVAÇÃO ADIÇÃO DE UM AFIXO À PALAVRA BASE, RESULTANDO UMA NOVA PALAVRA, DE CLASSE GRAMATICAL DIFERENTE FORMAL FORMALISMO FORMALIDADE FORMALIZAR FORMALMENTE 19 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura lobo rato cão galinha pinto burro rã zurrar coaxar chiar cacarejar uivar rosnar piar De manhã o carteiro entregou-me um pacote abri-o era o primeiro exemplar de um romance que escrevi a pensar nos meus três filhos pequenos Sebastián que tem onze anos e os gémeos Max e Léon que têm oito escrevê-lo foi um acto de amor por eles por uma cidade onde fomos intensamente felizes Hamburgo e pela personagem central o gato Zorbas um gato grande preto e gordo que foi nosso companheiro de sonhos histórias e aventuras durante muitos anos justamente quando o carteiro estava a entregar-me aquele primeiro exemplar do romance e eu a sentir a felicidade de ver as minhas palavras na ordem meticulosa das suas páginas estava Zorbas a ser examinado por um veterinário queixoso de uma doença que começou por lhe tirar o apetite e o fez andar triste e murcho e que acabou por lhe dificultar dramaticamente a respiração fui buscá-lo à tarde e ouvi a terrível sentença lamento mas o gato tem um cancro pulmonar muito avançado(…) os parágrados finais do romance falam dos olhos de um gato nobre de um gato bom de um gato de porto porque Zorbas é tudo isso e muito mais com o tempo passou de nosso gato a ser mais um companheiro um querido companheiro de quatro patas e melódico ronronar amámos aquele gato e em nome desse amor tive de reunir os meus filhos para lhes falar da morte PROCESSOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS AFIXAÇÃOAFIXAÇÃO COMPOSIÇÃOCOMPOSIÇÃO DERIVAÇÃO MODIFICAÇÃO FLEXÃO C. MORFO-SINTÁCTICA C.MORFOLÓGICA
  20. 20. PALAVRA BASE INVULGAR prefixo VULGARMENTE sufixo INVULGARMENTE prefixo sufixo MODIFICAÇÃO ADIÇÃO DE UM AFIXO À PALAVRA BASE, RESULTANDO UMA NOVA PALAVRA, DE CLASSE GRAMATICAL IGUAL- LIMITA-SE A MODIFICAR O SENTIDO FORMAL INFORMAL FLEXÃO ADIÇÃO DE UM AFIXO À PALAVRA BASE, NÃO RESULTANDO NUMA NOVA PALAVRA – VARIAÇÃO EM: • GÉNERO E NÚMERO (nomes/ adjectivos) • TEMPO, MODO, PESSOA E NÚMERO ( verbos) NOME →NOMES BELO →BELA AMAR→AMO→ AMAMOS→ AMAVAS… 2.1. Classifica as seguintes palavras quanto ao processo de formação: preguiçosamente malcheirosa horrivelmente gaivotinha inaudível voas generoso aterragem desgraçado zoológico CAPíTULO SÉTIMO - Terrível! Terrível! Aconteceu qualquer coisa terrível! - miou Sabetudo quando os viu chegar. Passeava nervosamente diante de um enorme livro aberto no chão e de vez em quando levava à cabeça as patas dianteiras. Via-se que estava verdadeiramente desconsolado. - Que se passou? - perguntou Secretário. - Era exactamente o que eu ia a perguntar. Parece que isso de me tirar os miados da boca é uma obsessão – observou Colonello. - Vamos. Não há-de ser assim tão grave - sugeriu Zorbas. - Não é assim tão grave?! É terrível! Terrível! Esses malditos ratos comeram uma página inteira do atlas. O mapa de Madagáscar desapareceu. É terrível! - insistiu Sabetudo puxando pelos bigodes. - Secretário, lembre-me de que tenho de organizar uma batida contra esses "devoradores de Madagáscar... Madagáscar...", enfim, já sabe ao que me estou a referir - miou Colonello. - Madagáscar - especificou Secretário. - Continue, continue a tirar-me os miados da boca. Porca miseria! - exclamou Colonello. 20 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura COMPOSIÇÃO: - JUNÇÃO DE DUAS OU MAIS FORMAS BASE QUE ORIGINA UMA SÓ PALAVRA COM UM NOVO SIGNIFICADO A) JUNÇÃO DE DOIS OU MAIS RADICAIS ( unidades não autónomas, frequentemente raízes gregas ou latinas), EXIGINDO, DE UM MODO GERAL, UMA VOGAL DE LIGAÇÃO (-o- ou –i-). BIBLIOTECA → BIBLI+O+TECA CARDIOLOGIA →CARDI+O+LOGIA HERBÍVORO →HERB+I+VORO B)JUNÇÃO DE ADJECTIVOS, NOMES, ADVÉRBIOS, PREPOSIÇÕES E /OU VERBOS, LIGADOS OU NÃO POR HÍFEN. LUSO-AFRICANO POLÍTICO-CULTURAL PONTAPÉ 2.2. Desta lista de palavras, forma verbos utilizando os afixos –izar e –ar. Sublinha o afixo utilizado. real → actual→ uso→ natural→ aviso→ escândalo→ inferno→ carácter→ peso→ análise→ canal→ símbolo→ 2.3. Completa as seguintes conclusões: a) Os verbos terminados em –zar, provêm de … b) Os verbos terminados em –sar, provêm de…
  21. 21. - A gente dá-te uma mãozinha, Sabetudo, mas agora estamos aqui porque temos um grande problema e, como tu sabes tanto, talvez nos possas ajudar - miou Zorbas. E então contou-lhe a triste história da gaivota. Sabetudo escutou com atenção. Fazia que sim com a cabeça e, quando os nervosos movimentos do rabo expressavam com excessiva eloquência os sentimentos que os miados de Zorbas nele despertavam, tratava de o meter debaixo das patas traseiras. -... e assim a deixei, muito mal, há um bocadinho... - concluiu Zorbas. - Terrível história! Terrível! Vejamos, deixem-me pensar: gaivota... petróleo... petróleo... gaivota... gaivota doente... É isso! Temos de consultar a enciclopédia! - exclamou ele jubilosamente. - A quê? - miaram os três gatos. - A en-ci-clo-pé-di-a. O livro do saber. Temos de procurar nos volumes sete e dezassete, correspondentes às letras "G" e "P" - indicou Sabetudo com decisão. - Ora vejamos essa emplicopé... emplicopé... ora bem! - propôs Colonello. - En-ci-clo-pé-di-a - disse Secretário lentamente entredentes. - Era o que eu ia dizer. Verifico mais uma vez que não consegue resistir à tentação de me tirar os miados da boca - resmungou Colonello. Sabetudo trepou a um enorme móvel onde se alinhavam grossos livros de imponente aparência e, depois de procurar nas lombadas as letras "G" e "P" , fez cair os volumes. Depois desceu e, com uma garra muito curta e gasta de tanto examinar livros, foi passando as páginas. Os três gatos guardavam respeitoso silêncio enquanto o ouviam sussurrar miados quase inaudíveis. - Sim, acho que vamos por bom caminho. Que interessante. Gaivagem. Gaivão. Gaivina. Olha que interessante! Oiçam isto, meus amigos: parece que a gaivina também se chama gaivinha e também é conhecida por andorinha-do-mar e por outros nomes. Interessante! - exclamou Sabetudo entusiasmado. - Não nos interessa o que diga aí da gaivina. Estamos aqui por causa de uma gaivota - interrompeu-o Secretário. - Não se importa de ter a amabilidade de não me tirar os miados da boca? - respingou Colonello. - Desculpem. É que a enciclopédia é para mim uma coisa irresistível. De cada vez que olho para estas páginas aprendo qualquer coisa de novo - desculpou-se Sabetudo, e continuou a passar palavras até dar com a que procurava. Mas o que a enciclopédia dizia das gaivotas não lhes serviu de grande ajuda. Quando muito, souberam que a gaivota que os preocupava pertencia à espécie argentada, que se chama assim devido à cor de prata das asas. E o que encontraram sobre o petróleo também não os levou a saber como ajudar a gaivota, embora tivessem que suportar uma longa dissertação de Sabetudo, que se alongou a falar de uma guerra do petróleo que teve lugar nos anos setenta. - Pelos picos do ouriço! Estamos na mesma! - miou Zorbas. - É terrível! Terrível! Foi a primeira vez que a enciclopédia me desiludiu - admitiu, desconsolado, Sabetudo. - E nessa emplicopé... ecimolé... enfim, bem sabes o que eu quero, não há conselhos práticos sobre a maneira de tirar as nódoas de petróleo? - perguntou Colonello. - Genial! Terrivelmente genial! Devíamos ter começado por aí! Já vos trago o volume vinte, letra T, de tira-nódoas - anunciou Sabetudo com euforia, ao mesmo tempo que trepava novamente para o móvel dos livros. - Está a ver? Se você evitasse esse odioso costume de me tirar os miados da boca já saberíamos o que tínhamos de fazer - declarou Colonello ao silencioso Secretário. Na página dedicada à palavra tira-nódoas encontraram, além de como tirar nódoas de marmelada , de tinta-da-china, de sangue e de xarope de framboesas, a solução para eliminar manchas de petróleo. - Limpa-se a superfície afectada com um pano humedecido em benzina,. Cá temos a solução! - miou Sabetudo. - Não temos nada. Onde diabo é que vamos buscar benzina? - resmungou Zorbas com evidente mau humor. - Pois, se bem estou recordado, na cave do restaurante temos um boião com pincéis mergulhados em benzina. Secretário, já sabe o que tem a fazer - miou Colonello. - Desculpe, senhor, mas não estou a captar a sua ideia - desculpou-se Secretário. - É muito simples: você humedece convenientemente o rabo com benzina e depois vamos tratar dessa pobre gaivota – indicou Colonello olhando para outro lado. - Ah, não! Isso é que não! Nem pensar! – protestou Secretário. - Lembro-lhe que a ementa desta tarde contempla uma dupla ração de fígado com natas - murmurou Colonello. - Meter o rabo em benzina!... Disse fígado com natas? – miou Secretário consternado. Sabetudo decidiu acompanhá-los, e os quatro gatos correram para a saída do bazar de Harry. Ao vê-los passar, o chimpanzé, que acabava de beber uma cerveja, dedicou-lhes um sonoro arroto. A/ Sobre o texto: 1. Indica as personagens presentes neste capítulo. 1.1. Indica uma particularidade física e/ou psicológica que individualize cada uma destas personagens, preenchendo o quadro que se segue ( podes para isso recorrer ao capítulo anterior, se necessário). NOMES CARACTERÍSTICA FÍSICA PRINCIPAL 21 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura
  22. 22. CARACTERÍSTICA PSICOLÓGICA PRINCIPAL RELAÇÃO COM O NOME E/OU ASPECTO 2. Este capítulo é essencialmente constituído por um diálogo entre as diversas personagens sobre o problema da gaivota e a procura de uma solução para o mesmo. 2.1. Transcreve do texto todos os verbos utilizados para introduzir / referir uma fala, preenchendo o seguinte quadro: verbos sinónimos de DIZER / RESPONDER verbos que introduzem / referem uma pergunta verbos que indicam surpresa / admiração miou observou sugeriu insistiu especificou concluiu indicou propôs disse resmungou interrompeu declarou desculpou-se respingou admitiu protestou anunciou murmurou perguntou exclamou 2.2. “E então contou-lhe a triste história da gaivota.” Como o narrador já conhece a “triste história da gaivota”, o narrador omitiu esse diálogo. 2.2.1. Escreve o diálogo que terá ocorrido entre os gatos Zorbas e Sabetudo, usando todos os verbos que recolheste no exercício anterior (podes acrescentar outros que também consideres pertinentes). B/ TEXTO UTILITÁRIO: CARTA DE RECLAMAÇÃO – “É terrível! Terrível! Foi a primeira vez que a enciclopédia me desiludiu -, admitiu desconsolado, Sabetudo.” Como se vê, Sabetudo, que acreditava que a Enciclopédia responde a todas as perguntas, ficou muito desiludido por não encontrar a resposta que procurava. Sentindo-se enganado, resolve reclamar do sucedido. Mas, para isso precisa de escrever uma carta de reclamação. Como não o sabe fazer, procurou na Enciclopédia tudo o que dizia respeito à carta de reclamação. Aqui está o que ele encontrou: 22 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura CARTA DE RECLAMAÇÃO A reclamação consiste na apresentação de uma queixa, reivindicando um direito, com o objectivo de reparar um erro ou negligência. A exigência pode ser feita pelo próprio ou por terceiros, por telefone,pessoalmente ou por escrito. No texto da reclamação devem apresentar-se dados precisos: Quem reclamaO reclamante deve fazer constar os seus dados pessoais (nome, morada, telefone) e assinar a reclamação, colocando a respectiva data.Porque reclamaO reclamante deve explicar com clareza o motivo da reclamação (o que ocorreu, onde, que prejuízo foi causado, etc.)O que reclamaO reclamante deve indicar também que solução espera obter (por exemplo, a devolução do dinheiro, a troca de um artigo, a melhoria de um serviço ou o pagamento de uma indemnização)Este tipo de texto possui um carácter expositivo-argumentativo e utiliza uma linguagem objectiva, clara e concisa.A reclamação assume com frequência a forma de carta, que deverá obedecer à seguinte estrutura:
  23. 23. CAPíTulO OITAvo Os quatro gatos desceram do telhado para a varanda e imediatamente compreenderam que haviam chegado tarde. Colonello, Sabetudo e Zorbas observaram com respeito o corpo sem vida da gaivota, enquanto Secretário agitava o rabo ao vento para lhe tirar o cheiro a benzina. - Acho que devemos juntar-lhe as asas. É o que se faz nestes casos - indicou Colonello. Vencendo a repugnância que lhes provocava aquele ser impregnado de petróleo, uniram- lhe as asas ao corpo e, ao mexer-lhe, descobriram o ovo branco com pintinhas azuis. - O ovo! Chegou a pôr o ovo! - exclamou Zorbas. - Meteste-te numa boa embrulhada, caro amico. Numa boa embrulhada! - avisou Colonello. - Que vou eu fazer com o ovo? - perguntou Zorbas cada vez mais aflito. - Com um ovo podem fazer-se muitas coisas. Uma omeleta, por exemplo - propôs Secretário. - Ah, sim! Uma vista de olhos pela enciclopédia logo nos dirá como preparar a melhor das omeletas. O tema aparece no tomo dezasseis, letra O, - garantiu Sabetudo. - Disso nem miar! O Zorbas prometeu a essa pobre gaivota que cuidaria do ovo e da gaivotinha. Uma promessa de honra contraída por um gato do porto obriga todos os gatos do porto, e por isso o ovo diz-nos respeito - declarou solenemente Colonello. - Mas eu não sei tratar de um ovo! Até agora nunca tive um ovo ao meu cuidado! - miou Zorbas desesperado. 23 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura  CABEÇALHO Remetente Local e data CORPO DA CARTA Destinatário (Saudação inicial) Motivo da reclamação Conclusão (regularização da situação)  FECHO Fórmula de despedida Assinatura Ambrósia das Mercês Rua do Sobe e Desce, 12 – 1º Esq. 1660 – 013 PERTINHO DE CÁ Pertinho de Cá, 30 de Outubro de 2006 Exmo Senhor S. Pedro, Venho por este meio comunicar-lhe que o tempo que me enviou não corresponde ao que eu encomendei. Ao contrário do que lhe tinha solicitado, em vez de me enviar dias cheios de sol, foram-me enviadas noites carregadas de chuva. Assim, o mau tempo que me tem dado, não corresponde às minhas expectativas no produto anunciado e que confiante nisso, adquiri. Deste modo, exijo que me envie, sem mais demora, os dias que vos encomendei em troca da devolução do produto que, certamente me enviou por lapso e, à qual eu me comprometo desde já, ou à total devolução da quantia por mim paga. De Vª Excia. Atentamente, Ambrósia das Mercês
  24. 24. Então todos os gatos olharam para Sabetudo. Talvez na sua famosa en-ci-clo-pé-di-a houvesse qualquer coisa a esse respeito. - Tenho de consultar o volume dezasseis, letra O,. De certeza que está lá tudo o que temos de saber acerca do ovo, mas para já aconselho calor, calor corporal, muito calor corporal - indicou Sabetudo num tom pedante e didáctico. - Ou seja, deitar-se junto do ovo, mas sem o partir - aconselhou Secretário. - Era exactamente o que eu ia sugerir. Zorbas, ficas junto do ovo e nós vamos com o Sabetudo para vermos o que nos diz a sua empilopé... encimopé..., enfim, já sabes ao que me refiro. Voltamos à noite com novidades e damos sepultura a essa pobre gaivota - determinou Colonello antes de saltar para o telhado. Sabetudo e Secretário acompanharam-no. Zorbas ficou na varanda, com o ovo e a gaivota morta. Estendeu-se com muito cuidado e puxou o ovo para junto da barriga. Sentia-se ridículo. Pensava na troça que os dois gatos malvados que tinha enfrentado de manhã fariam se o vissem. Mas uma promessa é uma promessa e, assim , aquecido pelos raios do sol, foi-se deixando adormecer com o ovo branco com pintinhas azuis muito chegado à sua barriga preta. 1. Qual foi a sugestão dada por Secretário ao descobrirem o ovo? 2. Qual foi a reacção de Colonello à sugestão de Secretário? 3. O que é que Sabetudo aconselhou? 4. Os tipos de frase variam consoante a intenção comunicativa do emissor. Indica o tipo de frase que se utiliza para... ...mostrar um grande espanto ...dar informações ...pedir esclarecimentos ...dar uma ordem ...fazer apelos ...manifestar uma grande emoção 1.1. Com as mesmas palavras podem fazer-se várias frases jogando com diferentes tipos. Identifica os tipos das frases, em cada exemplo. a) Os gatos ajudam Zorbas a solucionar o problema. _____________________ b) Os gatos ajudam Zorbas a solucionar o problema? _____________________ c) Gatos, ajudem o Zorbas a solucionar o problema! _______________________ d) Os gatos ajudam Zorbas a solucionar o problema! _____________________ 1.3- Os tipos não se combinam entre si (uma mesma frase só pode pertencer a um tipo) mas combinam- se com as diferentes formas.Completa o quadro seguinte, pondo uma cruz na coluna correspondente. FRASES TIPOS FORMAS Decl. Inter Imp. Excl. Afir. Neg. Zorbas não sabia o que fazer. Deita-te junto do ovo, mas sem o partir! Acho que não devemos fazer uma omelete! 24 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura TIPO DECLARATIVO TIPO INTERROGATIVO TIPO IMPERATIVO TIPO EXCLAMATIVO
  25. 25. Mas eu não sei tratar de um ovo! Acho que devemos juntar-lhe as asas. Que vou eu fazer com o ovo? Chegou a pôr o ovo! Não me podem ajudar a tratar do ovo? Zorbas, não saias de junto do ovo. 2. Classifica as frases que se seguem quanto ao tipo e à forma e obtém outras diferentes, alterando-as de acordo com o que te é sugerido. 2.1- Tu sabes que tens de ficar junto do ovo. ______/______ ________________________________________________________(inter. / afirm.) ________________________________________________________(inter. / neg.) ________________________________________________________(excla. / afirm.) ________________________________________________________(excla. / neg.) 2.2- Vão ajudar-me a cumprir a promessa? _____/_______ ________________________________________________________(inter. / neg.) ________________________________________________________(imp./ afirm.) ________________________________________________________(imp. / neg.) ________________________________________________________(decl. / neg.) 2.3- De acordo com o exemplo, altera a forma das frases seguintes, mantendo--lhes o sentido. FORMAS DE FRASE Afirmativa Negativa É-me impossível cuidar do ovo! Não posso cuidar do ovo! A casa de Zorbas fica longe do Porto. _______________________________________ ____________________________________ O bazar do Harry não está aberto aos domingos. Esta promessa é insuportável! _______________________________________ Zorbas detesta estar naquela situação! _______________________________________ CapíTulO NONO Um gato no choco À luz da lua, Secretário, Sabetudo, Colonello e Zorbas cavaram um buraco ao pé do castanheiro. Pouco antes, procurando não ser vistos por nenhum humano, atiraram a gaivota morta da varanda para o pátio interior. Depositaram-na rapidamente na cova e cobriram-na de terra. Então Colonello miou num tom grave: - Companheiros gatos, nesta noite de lua despedimo-nos dos restos de uma infeliz gaivota cujo nome nem sequer chegámos a saber. A única coisa que conseguimos saber dela, graças aos conhecimentos do companheiro Sabetudo, é que pertencia à espécie das 25 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura
  26. 26. gaivotas argentadas, e que vinha talvez de muito longe, de lá onde o rio se junta ao mar. Muito pouco soubemos dela, mas o que importa é que chegou moribunda até à casa do Zorbas, um dos nossos, e depositou nele toda a sua confiança. O Zorbas prometeu-lhe cuidar do ovo que ela pôs antes de morrer, da gaivotinha que dele vai nascer e, o mais difícil, companheiros, prometeu ensiná-la a voar... - Voar. Volume vinte e três, letra V - ouviu-se Sabetudo murmurar. - É exactamente o que o senhor Colonello ia a dizer. Não lhe tires os miados da boca - aconselhou Secretário. - ... promessas difíceis de cumprir - continuou, impassível, Colonello -, mas sabemos que um gato do porto cumpre sempre os seus miados. Para o ajudar a conseguir, ordeno que o companheiro Zorbas não abandone o ovo até a gaivotinha nascer e que o companheiro Sabetudo consulte a sua emplicopé...encimopé..., enfim, aqueles livros, tudo o que tiver que ver com a arte de voar. E agora digamos adeus a esta gaivota, vítima da desgraça provocada pelos humanos. Estiquemos os pescoços para a lua e miemos a canção do adeus dos gatos do porto. Os quatro gatos começaram a miar uma triste litania ao pé do velho castanheiro, e aos seus miados bem depressa se juntaram os dos outros gatos das vizinhanças, e depois os dos gatos da outra margem do rio, e aos miados dos gatos uniram-se os uivos dos cães, o piar lastimoso dos canários engaiolados e dos pardais nos seus ninhos, o coaxar triste das rãs, e até os desafinados guinchos do chimpanzé Matias. As luzes de todas as casas de Hamburgo acenderam-se, e naquela noite todos os seus habitantes perguntaram a que se deveria a estranha tristeza que subitamente se havia apoderado dos animais. 1. Recolhe do texto as ordens de Colonello para ajudar Zorbas a cumprir as difíceis promessas que fez? 2. Que modo verbal usou para expressar tais ordens? MODO IMPERATIVO Por ser um modo em que necessariamente um indivíduo se dirige a um interlocutor, não admite a primeira pessoa do singular. IMPERATIVO Afirmativo Ama tu / ame ele / amemos nós / amai vós / amem eles. Negativo não ames tu / não ame ele / não amemos nós / não ameis vós / não amem eles. Imperativo afirmativo: Possui formas próprias somente para as segundas pessoas do singular e plural (tu e vós). Todas as outras pessoas são expressas pelas formas do presente do conjuntivo. Imperativo negativo: Não possui nenhuma forma própria. Todas as suas formas correspondem às formas do presente do conjuntivo. *Para conseguirmos diferenciar o conjuntivo do Imperativo, basta lembrarmos que o primeiro expressa um desejo, uma vontade, enquanto que o segundo exprime uma ordem ou uma exortação. EMPREGO: ambos os imperativos, afirmativo e negativo, podem ser usados em orações absolutas, orações principais ou orações coordenadas, podendo exprimir: 1. Comando, ordem. Exemplo: Ajudem Zorbas agora! 2. Exortação, conselho. Exemplo: Não te afastes do ovo, prometeste cuidar dele. 3. Convite, solicitação. Exemplo: Venham, venham todos ajudar a Gaivota! 4. Súplica. Exemplo: Não me deixem! Por favor, não me deixem sozinho com o ovo. 5. O imperativo também pode ser usado para sugerir uma hipótese, substituindo a ideia de condição expressa por se + futuro do conjuntivo. Exemplo: Cumpre a promessa e não te arrependerás. [Se tu comprires a promessa, não te arrependerás]. 26 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura
  27. 27. Outras maneiras de expressarmos o Imperativo: • Uma ordem pode ser dada por meio de frases nominais e até por simples interjeições. Exemplo: Mãos à obra! / Silêncio! • Alguns tempos do Indicativo ajudam-nos a dar uma ordem ou efectuar um pedido de maneira mais polida / educada, para não parecermos muito agressivos ou grosseiros. Exemplo: Podes tomar conta do ovo por mim? • Também podemos construir um Imperativo Impessoal, com o intuito de generalizar a ordem. Ele é geralmente expresso em frases de comando ou de proibição. Exemplo: Não poluir! / Não deitar papéis para o chão! Conjuga os seguintes verbos no Imperativo (afirmativo e negativo): Reproduction Période de nidification : avril à juillet. Nombre de couvaisons : Une couvée. Nombre d'œufs : 3 œufs gris-vert tachés de brun. Incubation : 23 à 26 jours (mâle et femelle). Nid : Nid sommaire fait de matériaux végétaux. Niche volontiers sur les îles artificielles. En Belgique, elle niche essentiellement en Campine. Son nid est fait d'herbes, de racines, de roseaux, à terre, rarement sur un bâtiment. Type de nichoir : N'utilise pas les nichoirs. Envol : 44 à 46 jours. Emancipation : 35 à 40 jours. Taux de survie : % Migration Partiellement migratrice, essentiellement hivernante et localement sédentaire. Voix Chant territorial : ricanement rauque. Nourriture naturelle La mouette rieuse est omnivore et profite de toutes les opportunités, mangeant quasiment tout ce qu'elle trouve. Elle se nourrit d'insectes, de vers, de petits animaux, des déchets de cuisine, de pain dur et de tout ce qui est jeté. 1.2. 27 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura
  28. 28. 2. Sempre que numa narrativa há referência a acontecimentos que decorreram no passado, distantes do tempo em que a acção decorre, sabemos que estamos perante uma analepse, um processo de representação que corresponde a um recuo no tempo narrado. Mas a analepse não é um recurso estilístico nem uma figura de estilo. Portanto, não sabemos em que medida esta informação poderá ser útil ao consulente, uma vez que tal palavra, enquanto termo literário, não é usada senão no domínio da análise literária para classificar essa técnica do narrador. Ninguém dará, num texto narrativo, algo como «agora vou recorrer à analepse». Mas é esse o processo de representação do texto do consulente que, centrado nas suas memórias, recua no tempo, procurando representar vivências passadas. 3. “Pegava numa cassette do grupo Pur, um dos seus favoritos, guardava-a,tinha dúvidas, tirava-a, e não sabia se havia de tornar a metê-la na mochila ou deixá-la em cima da mesa-de-cabeceira. Era difícil decidir o que havia de levar para as férias e o que devia deixar em casa.” 3.2. Rescreve a frase 7. Quantas semanas ficaria o Zorbas em casa sozinho? ANALEPSE Analepse é a interrupção de uma sequência cronológica narrativa pela interpolação de eventos ocorridos anteriormente. É, portanto, uma forma de anacronia ou seja, uma mudança de plano temporal. TRABALHO DE GRUPO: CONSTRUÇÃO DE UM JOGO DE PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A OBRA 1. DIVISÃO DA TURMA EM GRUPOS DE 4 ELEMENTOS. 2. DISTRIBUIÇÃO DE 10 CARTÕES COM CORES DIFERENTES A CADA GRUPO 3. NUM PRIMEIRO MOMENTO ( 30 MINUTOS), CADA GRUPO DEVERÁ FORMULAR 10 QUESTÕES SOBRE A OBRA E AS RESPECTIVAS RESPOSTAS. (Este momento visa aprofundar pormenores da obra) • Será explicado que quanto maior o grau de dificuldade das perguntas mais dificuldades os outros grupos terão em responder, visto que estas perguntas se destinam ao jogo em que cada grupo irá disputar o melhor lugar. • As perguntas deverão ser objectivas de modo a que a sua resposta seja inequívoca. • Durante este 1º momento a professora irá corrigindo a ortografia e expressão na formulação das perguntas / respostas. 4. 2º MOMENTO: 10 MINUTOS PARA CADA GRUPO ESCREVER AS QUESTÕES E RESPOSTAS, RESPECTIVAMENTE, NA FRENTE E VERSO DOS CARTÕES DISTRIBUÍDOS. 5. 3º MOMENTO: A PROFESSORA RECOLHE OS CARTÕES, BARALHANDO-OS. 6. 4º MOMENTO: INÍCIO DO JOGO • É ESCOLHIDA A ORDEM PELA QUAL OS GRUPOS IRÃO JOGAR, DE ACORDO COM A DISPOSIÇÃO NA SALA.  REGRAS DO JOGO: 28 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura
  29. 29.  TODOS OS ELEMENTOS DO GRUPO RESPONDEM, NA SUA VEZ, A UMA PERGUNTA.  CADA ELEMENTO TEM A POSSIBILIDADE DE PASSAR A VEZ, UMA ÚNICA VEZ DURANTE O JOGO.  O ALUNO QUE RESPONDER ERRADAMENTE, OU NÃO RESPONDER SERÁ ELIMINADO.  DE CADA VEZ QUE UM ALUNO RESPONDE DE FORMA CORRECTA, RECEBE O RESPECTIVO CARTÃO A QUE RESPONDER.  GANHA O JOGO, O ALUNO QUE PRIMEIRO CONSEGUIR JUNTAR 4 CARTÕES OU O ALUNO QUE NÃO TIVER SIDO ELIMINADO. 29 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura
  30. 30. 30 HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR: Guião de Leitura

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