Mapeamento de solucoes_ab

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Mapeamento de solucoes_ab

  1. 1. MAPEAMENTO DE SOLUÇÕES FUNTTELProjeto Soluções de Telecomunicações para Inclusão Digital OS 40623
  2. 2. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 2 / 71 Índice1 Introdução............................................................................................................... 52 Conceitos e definições...........................................................................................63 Soluções internacionais...................................................................................... 103.1 Afrique Initiatives (Senegal)....................................................................................103.2 Bridges Organization.............................................................................................. 103.3 Comitê Mundial para a Sociedade da Informação – CMSI.................................... 123.4 Communautique (Canadá)..................................................................................... 123.5 Computer Club House............................................................................................ 133.6 Comunity Technology Foundation of California......................................................143.7 Digital Links International....................................................................................... 143.8 Digital Opportunities Foundation - DOF (Alemanha)..............................................153.9 e-Choupal............................................................................................................... 163.10 Educ.ar................................................................................................................... 163.11 gnuLinEx................................................................................................................. 173.12 Guadalinfo.............................................................................................................. 183.13 ICT Task Force (ONU)........................................................................................... 183.14 Infocentro – Telecenter...........................................................................................193.15 n-Logue...................................................................................................................203.16 Playing to Win.........................................................................................................203.17 PRODEM FFPs Multilingual Smart Card ATMs..................................................... 223.18 Rede Jovens Ativistas (YAN)..................................................................................223.19 Rede Latino-Americana Somos@telecentros........................................................ 233.20 TARAhaat............................................................................................................... 243.21 Telecentros Multifuncionais na África.....................................................................253.22 Vidya....................................................................................................................... 264 Soluções nacionais.............................................................................................. 274.1 Anima Escola.......................................................................................................... 274.2 Casa Brasil............................................................................................................. 274.3 Centro de Inclusão Digital e Educação Comunitária da Escola do Futuro da USP – CIDEC.....................................................................................................................284.4 Centro Rural de Inclusão Digital – CRID................................................................ 294.5 Cidadão Digital – Dell............................................................................................. 294.6 Comitê para Democratização da Informática – CDI...............................................304.7 Comitê para popularização da Informática (COMPI)............................................. 314.8 Computador para Todos (PC Conectado)..............................................................314.9 CorreiosNet.............................................................................................................324.10 CVT – Minas Gerais............................................................................................... 324.11 e-MAG: Modelo de Acessibilidade de Governo Eletrônico.....................................334.12 EducaRede Telefônica........................................................................................... 334.13 Escola Digital Integrada..........................................................................................344.14 Escola em Rede..................................................................................................... 354.15 Escola Janela do Futuro......................................................................................... 354.16 Estação Futuro....................................................................................................... 364.17 Garagem Digital......................................................................................................374.18 Gemas da Terra..................................................................................................... 374.19 GESAC – Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão..................... 384.20 Infocentro – Acessa São Paulo.............................................................................. 394.21 Infocentro da Biblioteca de Garça.......................................................................... 39CPqD – Todos os direitos reservados.
  3. 3. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 3 / 714.22 Online-Cidadão....................................................................................................... 394.23 Ouro Preto: Cidade Digital......................................................................................404.24 Piraí Digital..............................................................................................................414.25 Programa de Inclusão Digital do Banco do Brasil.................................................. 424.26 Programa de Inclusão Digital do Governo do Estado do Paraná – Paranavegar..424.27 Programa de Inclusão Digital do Rio de Janeiro.................................................... 434.28 Programa Ilhas Digitais.......................................................................................... 444.29 Projeto Cidadão Pará............................................................................................. 454.30 Qualificação Itinerante Cabo Santo Agostinho.......................................................464.31 REDE EDUCATIVA – Prefeitura de São José do Rio Preto.................................. 474.32 Rede Floresta – Topawa Kaa................................................................................ 474.33 Rede Jovem............................................................................................................484.34 Rede Povos da Floresta......................................................................................... 484.35 Rede SACI.............................................................................................................. 494.36 RITS - Rede de Informações para o Terceiro Setor.............................................. 494.37 Saúde e Alegria na Amazônia................................................................................ 514.38 Telecentro – Instituto Efort..................................................................................... 514.39 Telecentro Informação e Negócio - Secretaria de Desenvolvimento da Produção, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior......................... 524.40 Telecentro Informação e Pesquisa - Itaipu.............................................................534.41 Telecentro para a Educação a Distância na Estação de Tratamento de Esgoto Vó Pureza, no Jardim Santa Mônica............................................................................534.42 Telecentro para deficientes físicos (Curitiba)......................................................... 544.43 Telecentros comunitários - Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento.................................................................................... 544.44 Telecentros Prefeitura de São Paulo......................................................................554.45 Telecentros RS....................................................................................................... 554.46 TeleCÉU................................................................................................................. 565 Classificação e consolidação das soluções nacionais e internacionais....... 575.1 Soluções de Acesso .............................................................................................. 575.2 Soluções de Usabilidade e Acessibilidade............................................................. 585.3 Soluções de Inteligibilidade.................................................................................... 585.4 Soluções de Sociedade informacional................................................................... 595.5 Soluções de Apoio e Gestão à Inclusão Digital......................................................606 Conclusões........................................................................................................... 627 Referências bibliográficas................................................................................... 638 Histórico de alterações do documento consolidado........................................ 649 Execução e aprovação......................................................................................... 65CPqD – Todos os direitos reservados.
  4. 4. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 4 / 71 ResumoO projeto Soluções de Telecomunicações para Inclusão Digital (STID) tem como objetivoestabelecer a metodologia mais adequada de planejamento de soluções detelecomunicações para a implantação de projetos governamentais de inclusão digital noBrasil, promovendo a sinergia de ações voltadas à inclusão digital e avaliando edesenvolvendo soluções baseadas em serviços e plataformas de telecomunicações. Deacordo com as metas físicas estabelecidas, o STID está estruturado em onze etapas.Os resultados da primeira delas são apresentados neste relatório, cujo objetivo é o derealizar o levantamento e a identificação de soluções existentes, nacionais einternacionais, para suporte a projetos de inclusão digital. Para tanto, é realizado ummapeamento das principais iniciativas, focalizando os objetivos da experiência, o tipo deserviço oferecido e a infra-estrutura de tecnologia da informação e de telecomunicaçõesutilizada em cada caso.CPqD – Todos os direitos reservados.
  5. 5. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 5 / 711 IntroduçãoUm novo paradigma de comunicação e conectividade está emergindo com o surgimentodas novas tecnologias de informação e comunicação (TICs), aumentando a produtividadeeconômica e criando as bases relacionais do que em larga medida se convencionou comosociedade da informação. No entendimento da União Européia, o conceito vinculado aessa sociedade apresenta sinonímia com o que é possibilitado pelas novas TICs 1,especificamente o uso universal da troca de informação eletrônica e a expansão mundialda internet.A proliferação da informação no formato eletrônico, inclusive em iniciativas de serviçospúblicos, está suscitando novas formas de estratificação social2. A plena participação dosindivíduos nesse novo contexto comunicacional só é possível com a disponibilização detodas condições que os capacitem a fazer uso das TICs. Em termos mais específicos, oingresso na sociedade da informação – ou, como aqui designada, sociedade informacional– só é integralmente efetivado na medida em que os indivíduos tenham acesso eletrônicoa serviços públicos (e-gov), de capacitação (e-learning) e a redes de dados e deinformação, como a internet.Em todo o mundo, inclusive em alguns países em desenvolvimento, observa-se aimplantação de políticas e iniciativas voltadas à inclusão dos indivíduos na sociedadeinformacional. De acordo com o Livro Verde da Sociedade da Informação no Brasil 3, o paíspode reunir elementos essenciais para a realização de uma experiência nacional queacelere esse processo de inclusão, uma vez que o potencial transformador da nova infra-estrutura informacional representa uma oportunidade ímpar de contribuir para o resgate desua dívida social e para alavancar o desenvolvimento econômico.O aproveitamento desse ensejo requer a superação de grandes desafios. Atualmente maisde 80% da população brasileira pode ser considerada como digitalmente excluída, deforma que as ações para redução de tal hiato digital devem ser sistematicamenteconcebidas e planejadas. De uma maneira geral, as ações de inclusão digital têm comofoco a oferta de acesso à internet, tanto coletivo quanto individualizado. Essas ações estãosendo, em sua maioria, implementadas em abrangência local, configurando a necessidadede explorar alternativas de serviços e redes de telecomunicações que possam suportá-lasde forma integrada.O planejamento de tais soluções para o contexto brasileiro parte da análise dasalternativas de serviços e tecnologias de telecomunicações existentes, cujo primeiro passoé o mapeamento minucioso das soluções voltadas à inclusão digital, objeto do presenterelatório. Com esse objetivo, este relatório está estruturado conforme descrito a seguir.A seção 2 inclui as definições necessárias à homogeneização dos conceitos aqui tratados,apresentando, inclusive, uma taxonomia para classificação das soluções de inclusãodigital. Nas seções 3 e 4, são apresentados dois panoramas das soluções existentes: deâmbito internacional e nacional, respectivamente. Em cada projeto, aqui considerado comouma solução em análise, são identificados os objetivos da experiência, o tipo de serviçooferecido e a infra-estrutura de tecnologia da informação e de telecomunicações utilizada.Subseqüentemente, a seção 5 traz uma classificação das soluções mapeadas de acordocom a taxonomia proposta.1 O portal da União Européia, Sem data.Cf. Europa. http://europa.eu/index_pt.htm2 Mansell e Steinmueller, 2000.3 Takahashi, 2000.CPqD – Todos os direitos reservados.
  6. 6. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 6 / 712 Conceitos e definiçõesO tema da inclusão digital vem sendo exaustivamente estudado sem, contudo, conduzir àsuperação das dicotomias em torno da natureza desse processo. Assim como, em umprimeiro momento, as opiniões sobre a cibercultura e a sociedade informacional oscilavamentre a euforia e a disforia4, o entendimento acerca da estratificação social decorrente dasnovas TICs ainda está em uma fase inicial5Nesse sentido, a precisão dos conceitos associados à inclusão digital é um passoimportante na contextualização e identificação do verdadeiro potencial representado paradiminuição da exclusão social. Portanto, algumas definições necessárias ao mapeamentoaqui dirigido são inseridas em sua base conceitual e apresentadas a seguir.Exclusão social é um termo genérico que se refere às desigualdades entre os indivíduosde uma sociedade. É aqui entendida como um processo que se insere em um contextomultidimensional, que extrapola a perspectiva econômica clássica calcada nos indicativosde renda.Castells6 define exclusão social como “o processo pelo qual determinados grupos eindivíduos são sistematicamente impedidos do acesso a posições que lhes permitiriamuma existência autônoma dentro dos padrões sociais determinados por instituições evalores inseridos em um dado contexto”. No contexto das estruturas de produção e depolíticas de proteção sociais, a exclusão social é traduzida como a possibilidade de acessoaos bens e serviços associados a um dado patamar de qualidade de vida.Ainda como assinala Castells, os limites dessa exclusão são móveis, e “os excluídos eincluídos podem se revezar nesse processo ao longo do tempo, dependendo de seu graude escolaridade, características demográficas, preconceitos sociais, práticas empresariaise políticas governamentais”.A plena compreensão da exclusão digital não é algo simples, pois, ao contrário do queuma análise superficial pode sugerir, ela não se refere a uma condição binária, que separaincluídos de excluídos, mas sim de um estado relativo e dinâmico, sujeito a inúmerasgradações e afetada por diversos fatores.A primeira questão que se levanta é a de saber como se originou a percepção sobre essefenômeno. De acordo com Trujillo7: “O termo digital divide foi cunhado pela primeira vez em 1996, durante as discussões da lei das telecomunicações nos Estados Unidos, lei essa que buscava garantir a todos os cidadãos daquele país acesso a serviços avançados de telecomunicações. Desde então, o termo foi estendido e definido como sendo as diferenças no acesso a todas as tecnologias digitais de informação e telecomunicações, incluindo a internet.”Nessa perspectiva, a assim chamada divisão digital (tradução literal de digital divide) foiinicialmente percebida observando-se a sociedade como um todo e identificando, por umcritério específico de acesso às tecnologias, dois grupos: um com e outro sem acesso. Apalavra “divisão” remete então a uma “fratura social”, a qual, em um primeiro momento,parece ter sido percebida como um quadro estático, sem ainda uma total compreensão desua complexidade e dinâmica.4 cf. Santaella, 2003.5 Mansell e Steinmueller, 2000.6 Castells, 1999, p. 98.7 Trujillo, 2001.CPqD – Todos os direitos reservados.
  7. 7. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 7 / 71Com a difusão das novas TICs, o fenômeno da divisão digital continuou a existir masganhou novas dimensões, de forma que as diferentes definições do fenômeno da exclusãodigital parecem indicar diferentes perspectivas do mesmo problema. O foco de análise,sobretudo em países com questões sociais urgentes, tem sido naturalmente direcionadopara o grupo dos indivíduos privados das novas tecnologias, os chamados “excluídosdigitais”, o que justifica o termo mais freqüentemente utilizado: exclusão digital. Esseaspecto não parece se tratar meramente de uma tradução mas sim de uma releitura dotermo original em inglês. Atualmente, contudo, mesmo em países de língua inglesa asexpressões digital exclusion e digital inclusion são utilizadas quando a ênfase é posta nosefeitos da divisão digital ou nos mecanismos para saná-la, respectivamente.Por esse prisma, a inclusão digital se dá quando aos excluídos digitais são oferecidoscapacitações e habilidades, meios tecnológicos, recursos de usabilidade, ferramentas deacessibilidade e apoio social e institucional para que eles possam superar todas asmodalidades de barreiras e percorrer a trajetória rumo ao centro participativo da sociedadeinformacional. Há que se considerar também todas as dimensões de restrição de acessoàs novas TICs, quais sejam, alfabetização e letramento insuficientes, dificuldadescognitivas ou motoras, barreiras lingüísticas, econômicas ou psicológicas. Nesse sentido,há uma corrente de pensamento que questiona a validade de políticas centradas apenasem recursos de informática como caminho para inclusão:Com base em estudos de casos de diversos países em desenvolvimento, Warschauer8sustenta que o acesso às TICs é uma necessidade e uma condição-chave para superar aexclusão social na sociedade da informação. Todavia, ele enumera quatro categorias derecursos que, se bem coordenados, concorrem para que as novas tecnologias ajudem naredução da exclusão social: • Recursos físicos: acesso a computadores e a redes de telecomunicações; • Recursos digitais: disponibilidade online de materiais digitais (conteúdo e língua); • Recursos humanos: educação e alfabetização (inclusive digital); • Recursos sociais: suporte institucional, da comunidade e das estruturas sociais.Nessa linha, outras visões recentes sobre a inclusão digital têm também levado em contaque existem níveis de comunicação que ultrapassam os aspectos tecnológicos e mesmoos impeditivos econômicos para acesso às novas TICs. Muito embora os níveis físicos ede rede sejam essenciais, todo e qualquer ato comunicativo deve ser mediado por signos,por meio dos quais se dá a relação dialógica do usuário com outros usuários ou cominterfaces e conteúdos. Em outras palavras, na fruição plena das novas TICs, as interfacescomputacionais, as formas de comunicação mediada, e os conteúdos disseminados nasredes de informação dão à dimensão lingüística uma importância inquestionável.Como a comunicação humana é predominantemente simbólica e sistemas simbólicos(línguas) são culturalmente convencionados, a inclusão digital é em certa medida limitadaconforme a proficiência lingüística de cada usuário. E isso se aplica tanto no âmbito intra-cultural (comunicação escrita com pessoas de sua própria cultura e no acesso a conteúdosna língua materna), quanto no âmbito intercultural, nos intercâmbios com pessoas econteúdos provenientes de outras culturas.Com base no conteúdo exposto, e diante da necessidade de classificar as soluções eexperiências mapeadas para identificação das alternativas que melhor atendem aosobjetivos do projeto, foi definido uma taxonomia para os diferentes níveis de inclusãodigital, representada na Figura 1.Nessa taxonomia, são hierarquizados os níveis de acesso à sociedade informacional. Otrês primeiros níveis representam as barreiras a serem supridas para que a inclusão digital8 Warschauer, 2002.CPqD – Todos os direitos reservados.
  8. 8. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 8 / 71 Produção de conteúdo Soluções de apoio e gestão Sociedade multicultural informacional Fruição de conteúdo Barreiras à Inteligibilidade inclusão Usabilidade e acessibilidade Disponibilidade de acesso Figura 1 - Estrutura de inclusão digitalseja plena, correspondendo a requisitos de acesso físico, de acessibilidade e usabilidadeda interface e de inteligibilidade dos conteúdos, respectivamente.O nível 1, conforme descrito na Figura 2, refere-se à disponibilidade de acesso aos meiosfísicos, infra-estruturais, computacionais e de rede necessários à consecução do objetivoda inclusão digital. Resolvidas as questões de acesso físico, surgem novas barreiras,representadas no nível dois pelas limitações cognitivas, físicas, motoras e psicológicas dospotenciais usuários. Disponibilidade de acesso: acesso a equipamentos e redes Nível 1 Usabilidade e acessibilidade: focando limitações cognitivas, Nível 2 físicas, motoras e psicológicas dos usuários Inteligibilidade: decodificação e cognição, adequando Nível 3 conteúdos e interfaces ao perfil cultural e lingüístico dos usuários Nível 4a Sociedade informacional: Fruição de conteúdo Nível 4b Sociedade informacional: Produção de conteúdo multicultural Soluções de apoio e gestão à inclusão digital Figura 2 - Caracterização dos níveis para classificação das soluçõesDe fato, essas barreiras já existem antes mesmo de serem satisfeitas as condições doprimeiro nível, mas seus efeitos ficam parcialmente encobertos pela falta de acesso. Paravencer esses obstáculos é necessário considerar os aspectos de usabilidade que tornamas interfaces e as relações pessoa-máquina mais amigáveis e eficientes; assim comolançar mão de ferramentas de acessibilidade, representadas, por exemplo, pelos sistemasde síntese ou reconhecimento de voz. São também fundamentais nesse particular osprogramas institucionais e sociais de apoio aos usuários com necessidades especiais.CPqD – Todos os direitos reservados.
  9. 9. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 9 / 71Vencidas as barreiras do segundo nível, ainda há a necessidade de tratar a adequaçãodos conteúdos e das interfaces ao perfil cultural e lingüístico de cada comunidade deusuários. Essa adequação inclui tanto a natureza dos conteúdos, isto é, a existência deinformações relevantes ao contexto de cada usuário, quanto a proporção dessesconteúdos na língua do usuário, ou, como definido por Warschauer9, a disponibilidade deconteúdo relevante em línguas diversas dentro da Web.Finalmente, equacionadas as limitações impostas pelos três níveis de barreiras, faculta-seaos indivíduos a plena participação dialógica na sociedade informacional. Essa condição,representada pelo nível quatro da Figura 2, constitui o acesso ao ponto principal dasociedade informacional, o que alguns autores denominam de ciberespaço 10. Osprogramas e iniciativas de inclusão que se enquadrarem nessa condição possibilitarãoainda dois níveis de participação, a fruição plena dos conteúdos já culturalmentecontextualizados (nível 4a) e, em alguns casos, a produção de conteúdo inclusive sob aperspectiva do multi-culturalismo (nível 4b).Em conjunto com os 4 níveis da estrutura aqui empregada, foi definido uma instância emque é possível classificar as iniciativas de apoio e gestão das ações voltadas ao processode inclusão. Nesse sentido, as soluções assim categorizadas comportam-se comocatalisadores das demais iniciativas, independente do nível a que estejam associadas,conforme ilustrado na Figura 1.9 Warschauer, 2002.10 (cf. Lévy, 1999; Santaella, 2004).CPqD – Todos os direitos reservados.
  10. 10. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 10 / 713 Soluções internacionaisNeste ítem, serão apresentadas, em ordem alfabética, algumas soluções internacionaispara o combate à exclusão digital, que serão agrupadas nas linhas de atuação definidasno item 2 desse trabalho.3.1 Afrique Initiatives (Senegal)11a) DescriçãoAfrique Initiatives é uma companhia que investe no desenvolvimento de pequenosnegócios na África. Ela possui dois projetos: Pésinet, focado na área de saúde, e SaintLouis Net, focado em oferecer serviços para a comunidade baseados em TI.O Saint Louis Net é um programa com fins lucrativos da Afrique Initiatives em parceria comAbdou Karim Dieng, uma empresa local. Através de um sítio, o programa oferece osseguintes serviços para a comunidade: busca de emprego, classificados de produtos eserviços locais, previsão do tempo, condições marítimas para pesca e acesso a serviçospúblicos.O Pésinet é um programa voltado à conscientização das famílias sobre os benefícios dasaúde preventiva, sendo necessário apoio financeiro para sua continuidade, mesmo tendoum rendimento em virtude do custo médio cobrado das crianças inscritas no serviço.b) Infra-estruturaAmbas iniciativas ocorrem em Saint Louis, uma cidade com cerca de 150.000 habitantes,localizada no nordeste do Senegal. Esses projetos utilizam infra-estrutura de TIprovidenciada pela Afrique Initiatives.Os dois projetos utilizam infra-estrutura básica de telefones, acesso à internet e utilizambases de dados e sítio fornecido pela Afrique Initiatives.c) Condições de prestação de serviçosO Pésinet providencia serviços de saúde preventiva para crianças de até 5 anos e de baixarenda. O serviço pesa as crianças em suas casas, duas vezes por semana, utilizandomembros treinados da comunidade local. As informações são cadastradas em umaintranet e o peso das crianças é monitorado com a ajuda de médicos. Quando necessário,o médico visita a criança. O custo mensal fica em média de US$0,26 para cada criançainscrita no serviço. Este custo médio gera algum rendimento para a empresa, mas a maiorparte da arrecadação é para cobrir os custos de operação do programa. O serviço atendecerca de 1.4000 crianças nos oito distritos de Saint Louis, cobertos pela Afrique Initiatives.d) Planejamento futuroO programa Pésinet pretende aumentar o número de crianças atendidas nos próximosanos. Atualmente. o programa atende cerca de 8% da população de crianças com menosde 5 anos de Saint Louis.3.2 Bridges Organization12a) Descrição11 World Resources Institute. What Works: Afrique Initiatives – Attempts at combining social purpose and sustainable business, 2006.12 brigdes.org. bridges.org | Its not about the technology, its about the people, 2006CPqD – Todos os direitos reservados.
  11. 11. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 11 / 71A Bridges.org é uma organização sem fins lucrativos localizada na Cidade do Cabo, Áfricado Sul, cuja atuação está focada no fornecimento de:• informações relacionadas à exclusão digital e ao uso de tecnologia nos países interessados;• conselhos a tomadores de decisão e público em geral em questões-chave;• suporte a projetos independentes de comerciantes locais e governos.A atividade predominante diz respeito à políticas de TIC, pesquisa tecnológica e avaliaçõesde projetos correlatos.A organização procura atuar de maneira conjunta com governo e o setor privado, além deentidades locais, trabalhando em questões como desenvolvimento econômico, eficiência etransparência governamental, saúde, educação, meio-ambiente e direitos humanos.Estuda os efeitos do uso da tecnologia no desenvolvimento econômico e democraciahumana, melhorando a vida das pessoas.b) Infra-estruturaA Bridges.org não provê infra-estrutura ou serviços, trabalhando com metodologia própriadiretamente com as organizações focadas no desenvolvimento sócio-econômico docontinente africano.c) Condições de prestação de serviçosA metodologia da Bridges.org oferece a seguinte lista de estudos de caso, que foramdesenvolvidos a partir de uma iniciativa conjunta com o International Institute forCommunication and Development (IICD):• The Information Network, em Uganda, implantado em 10 de Fevereiro de 2004;• The Council for the Economic Empowerment for Women of Africa (CEEWA), em Uganda, implantado em 12 de Novembro de 2003;• The Foundation of Economic and Business Development (FEBDEV), na África do Sul, implantado em 14 de Outubro de 2003;• The Cape IT Initiatives Bandwidth Barn, na África do Sul, implantado em 10 de Setembro de 2003;• Judicial Inspectorate of Prisons Online Reporting System, na África do Sul, implantado em 2 de Junho de 2003;• Tygerberg Hospitals Elementary Telemedicine Project Improves Healthcare, na África do Sul, implantado em 30 de Abril de 2003;• The Kubatana Project Provides Zimbabweans With an Online Platform to Report Human Rights Abuse, no Zimbábue, implantado em 31 de Março de 2003;• SATELLIFE Pilot Tests the Viability of Handheld Computers for Healthcare in Africa, em Ghana, Uganda and Quénia, implantado em 3 de Março de 2003;• Geekcorps Pairs Skilled Volunteers with Small Businesses in Emerging Nations, em Ghana, implantado em 21 de Fevereiro de 2003;• Environmental Information Network (EIN) Boosts Internal Knowledge Management System by Using ICT, em Ghana, implantado em 11 de Fevereiro de 2003;• Busy internet Provides ICT Training, Entrepreneurship Support and HIV/AIDS Workshops for Community Empowerment, em Ghana, implantado em 31 de Janeiro de 2003;CPqD – Todos os direitos reservados.
  12. 12. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 12 / 71• Compliance Service Programme Uses SMS Technology for TB Treatment, na África do Sul, implantado em 21 de Janeiro de 2003.d) Planejamento futuroNenhuma informação relacionada foi encontrada.3.3 Comitê Mundial para a Sociedade da Informação – CMSI13a) DescriçãoEssa iniciativa oferece um inventário internacional de atividades relacionadas à construçãoda sociedade da informação.A avaliação do CMSI foi iniciada pela Secretaria Executiva da InternationalTelecommunications Union - ITU em outubro de 2004, por meio de um questionário que foienviado a todos os interessados e divulgado em http://www.itu.int/wsis/stocktaking. Combase nas respostas recebidas, criou-se uma base de dados com capacidade de busca econsulta pública. A base de dados contém informação sobre 1.200 atividades relacionadasà CMSI, incluindo descrições de projetos, documentação e endereço de sítios.Esta iniciativa é mantida com recursos dos países membros da ONU e aplica-se a todos oscontinentes do globo.b) Infra-estruturaBanco de dados com 1.200 iniciativas ao redor do mundo, relacionadas à sociedade dainformação.c) Condições de prestação de serviçosÉ possível utilizar filtros de busca, tais como, área geográfica e tipo de iniciativa, e gerarestatísticas sobre as iniciativas e seus resultados.Os serviços de consulta são gratuitos, ininterruptos e disponíveis a qualquer interessado.d) Planejamento futuroO objetivo é transformar essa base de dados em um portal dinâmico para todas asatividades relacionadas com o CMSI.3.4 Communautique (Canadá)14a) DescriçãoEm 1995, preocupados com a crescente distância entre os incluídos e excluídosdigitalmente, o Institut Canadien D Éducation Des Adultes (IICEA) e a ONG PuceCommunautaire uniram esforços e experiências para criar o programa Communautique.Seu objetivo é disponibilizar TICs em centros comunitários e populares, principalmentepara cidadãos potencialmente excluídos.Entre seus principais projetos destacam-se:• Rede Communautique, formada por 16 centros de acesso comunitário à internet, implantados com o apoio de indústrias do Canadá;13 (World Summit on the Information Society: Stocktaking, sem data. Stocktaking : General Information, sem data.)14 (COMMUNAUtique. Communautique, 2006; Réseau des Centres d Accès Communautaire Internet. Services et activités des CACI, sem data.)CPqD – Todos os direitos reservados.
  13. 13. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 13 / 71• Rede de formação e apoio técnico gestão da informação para ajudar as entidades assistenciais e comunitárias a utilizar a tecnologia com mais eficiência e conectar essas redes comunitárias a um ponto central de acesso;• Infovia de cidadania, voltada para o debate de programas de governo e formação avançada em pesquisas na internet e no uso de correio eletrônico e novas ferramentas de colaboração;• Programa de acesso comunitário para capacitação de jovens, uso da internet e da micro informática e monitoria.O programa é apoiado pelo Governo do Canadá, Ministério da Educação, do Laser e doEsporte, de Québec, Ministério da Solidariedade Social, Le Fonds Jeunesse Québec, oprograma VolNet dIndustrie Canada, PAC Initiative Jeunesse dIndustrie Canada, PACurbain dIndustrie Canada, o fundo de lutte contre la pauvreté par la réinsertion au travail,dInitiatives Locales e déconomie sociale (FES) e o fundo local dinvestissement (FLI).b) Infra-estruturaCada centro de acesso possui de 10 a 12 computadores em rede e impressora à laser. Osserviços oferecidos englobam acesso à internet, cursos, portais, publicações e suportetécnico. Para os outros projetos não foram encontradas informações relacionadas e infra-estrutura utilizada.c) Condições de prestação de serviçosO público-alvo são basicamente os cidadãos sob risco de exclusão digital. As horas deacesso são cobradas e custos relacionados a impressão em branco e preto variam deacordo com cada centro.Os horários de funcionamento são variáveis de acordo com cada centro, podendo emalguns casos haver períodos reservados para estudantes. Geralmente, o funcionamentocobre os períodos da manhã, tarde e noite.d) Planejamento futuroO programa prevê a criação de mini-centros de acesso à internet localizados em entidadescomunitárias e bibliotecas. Também serão lançados novos serviços, tais como: cursospara grupos especiais (terceira idade e entidades) com preços mais baixos e cursosindividuais no domicílio para pessoas com dificuldade de locomoção, sem computador ousem experiência em informática.3.5 Computer Club House15a) DescriçãoO Computer Club House é um programa que busca desenvolver a criatividade de jovenscarentes, sendo mantido por grandes patrocinadores como por exemplo, Intel Corporation,Adobe, Corel, Macromedia, Lego e Bill Gates Foundation.Existem cerca de 90 Club Houses instalados em todo o mundo, sendo a grande maiorianos Estados Unidos. No Brasil, há dois Club Houses: em São Paulo e Osasco (SP).A experiência, que surgiu em 1994, em uma parceria entre o Museu de Ciências de Bostone o MIT (Massachusetts Institute of Tecnology) Media Lab, nos EUA, ganhou renomeinternacional e desde 2001 conta com a Intel Corporation como fornecedor dosequipamentos.b) Infra-estrutura15 Computer Clubhouse. Intel Presents Computer Clubhouse, 2006.CPqD – Todos os direitos reservados.
  14. 14. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 14 / 71Possui câmeras digitais, filmadoras, scanners, impressoras, softwares das mais distintasfunções, estúdio de música, programas de robótica e equipamentos de alta tecnologia.c) Condições de prestação de serviçosEsse programa visa o atendimento aos jovens carentes da comunidade onde os ClubHouses estão instalados, sendo que os projetos e cursos oferecidos são totalmentegratuitos e funcionam com horários variados.d) Planejamento futuroAmpliação da rede que, atualmente, está espalhada em mais de 19 países.3.6 Comunity Technology Foundation of California16a) DescriçãoA Comunity Technology Foundation of California (CTFC) é uma fundação pública sem finslucrativos que investe em tecnologia comunitária para acesso às TICs, tendo como foco aigualdade e a justiça social para as comunidades carentes da Califórnia. Foi fundada em1998 por meio de uma parceria de 134 organizações comunitárias.Esse programa abrange todo o estado da Califórnia e é apoiado por diversas empresas eorganizações sem fins lucrativos.b) Infra-estruturaO programa visa a reciclagem de software e hardware.c) Condições de prestação de serviçosO programa oferece serviços de reciclagem de software e hardware, pesquisas em redestecnológicas e compartilhamento de informação, treinamentos, hospedagem eplanejamento de sítios da Web, recursos de banco de dados e de acessibilidade eassistência técnica.Os públicos-alvo são as comunidades carentes de baixa renda, centros sem recursos,minorias, portadores de deficiências físicas com alfabetização deficiente nas diversasáreas geográficas (urbanas e rurais) da Califórnia.Cada proposta do programa envolve um orçamento entre US$10 mil a US$50 mil e cobreum ou mais serviços relacionados. Desde o princípio, o CTFC já investiu US$20 milhões.d) Planejamento futuroTrata-se de um programa permanente e aberto à análise contínua de novos projetos.3.7 Digital Links International17a) DescriçãoO Digital Links (DL) é um programa de doação de computadores para países emdesenvolvimento, treinamento e consultoria para a elaboração de projetos de TI quecontribuam para o seu desenvolvimento sustentável.16 Community Technology Foundation of California. Community Technology Foundation of California – zerodivide.org, sem data.17 digitallinks International. Transforming lives in developing countries through technology, sem data.CPqD – Todos os direitos reservados.
  15. 15. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 15 / 71Desde o início do programa em 2002, já foram distribuídos cerca de 15.000 computadorespara 15 países, como Quênia, Sierra Leoa, Tanzânia, Africa do Sul e Ghana. Pretende-seexpandir a abrangência do programa para a Asia e Oriente Médio.b) Infra-estruturaAlém de computadores pessoais, são doados hubs, roteadores, impressoras eequipamentos de redes com ou sem fio.c) Condições de prestação de serviçosDe maneira geral, os equipamentos são distribuídos sem sistema operacional ou softwareinclusos, mas, em muitos casos o Digital Links auxilia os usuários finais beneficiados como equipamento na obtenção de licenças gratuitas da Microsoft ou com preço reduzido.d) Planejamento futuroO programa está planejando utilizar tecnologias Wireless e de energia solar para reduzircustos de instalação e manutenção.3.8 Digital Opportunities Foundation - DOF (Alemanha)18a) DescriçãoO objetivo principal deste programa é incentivar o cidadão alemão a utilizar a internet,viabilizando o primeiro contato com o meio digital. Além disso, pretende catalisar novosdesenvolvimentos e estratégias para a inclusão digital, otimizando esforços e aprendizadoentre as atividades.A fundação tem três objetivos operacionais:• definição e defesa de políticas que suportem aplicações de interesse do público-alvo e capacidades da internet;• ajuda a organizações sem fins lucrativos quanto ao uso estratégico das tecnologias de comunicação e mídia digital, visando o aumento da eficiência do trabalho;• criação de redes de conhecimento na internet com fontes seguras de informações sobre movimentos e testes para novas formas de amparo, jornalismo e educação.b) Infra-estruturaApesar dos seus objetivos bastante ambiciosos, essa iniciativa é basicamente um bancode dados que identifica iniciativas de inclusão digital por código postal da cidade ou áreaprocurada e disponibiliza materiais como panfletos, cursos online e eventos.c) Condições de prestação de serviçosO principal serviço oferecido pela DOF é uma base de dados com informações de váriasiniciativas de inclusão digital. O sistema permite a busca por pontos de acesso públicos àinternet, iniciativas de inclusão digital, educação, treinamento, projetos para jovens, idosose incapacitados. Os serviços de consulta estão disponíveis de maneira ininterrupta. Oacesso às informações é livre, mas o custo de acesso à internet e outros serviços dependedo ponto de acesso.d) Planejamento futuroNenhuma informação relacionada foi encontrada.18 Beep Knowledge System. Digital Opportunities Foundation (Germany), sem data.CPqD – Todos os direitos reservados.
  16. 16. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 16 / 713.9 e-Choupal19a) DescriçãoO e-Choupal é um programa indiano que busca oferecer meios para que a população ruralpossa ter acesso à informática. Foi iniciado pela ITC (Intermediate TechnologyConsultants) e oferece dois tipos de serviços: troca de informações e comércio eletrônico.A implantação do e-Choupal teve foco inicial na reengenharia dos processos de produçãode alguns produtos (soja, tabaco e camarão), visando a venda virtual e aumento daprodução e lucro.b) Infra-estruturaCada unidade de e-Choupal conta com um computador utilizando Windows, outrossoftwares proprietários como Word e impressora. O acesso é via satélite (VSAT), comvelocidade de até 256 Kbit/s.c) Condições de prestação de serviçosO serviço é prestado para a população rural e fazendeiros da Índia, de forma gratuita.d) Planejamento futuroO próximo passo envolve a organização das estratégias de distribuição e de marketing,não da forma rudimentar como é feita hoje em dia, mas sim com o conhecimento dosusuários. Depois de implantar seus serviços nas áreas rurais da Índia a ITC pretendefornecer outros tipos de serviços como telemedicina, eco-turismo e medicina tradicional.3.10 Educ.ar20a) DescriçãoO Educ.ar é um programa financiado pelo governo da Argentina, que pretende conectartodas as escolas nacionais e treinar seus professores.O Educ.ar pretende disponibilizar comércio eletrônico nessa rede para ter receitaspertinentes de propagandas online, com foco no mercado futuro de cerca de US$30bilhões.b) Infra-estruturaInstalação de cerca de 26.000 pontos de acesso (com servidores, impressoras, scanner,12 computadores), 39.000 pontos de Wireless e um datacenter capaz de suportar 8milhões de conexões.A rede do Educ.ar não é direcionada a uma determinada tecnologia e poderá utilizar a demelhor custo em cada ponto a ser instalado.c) Condições de prestação de serviçosO Educ.ar não cobra pelo serviço ofertado.d) Planejamento futuroA rede deve alcançar cerca de 40.000 escolas, 11,5 milhões de estudantes e 550 milprofessores.19 World Resources Institute Digital Dividend. What Works: ITCs E-Choupal and Profitable Rural Transformation, Sem data.20 (GIANGOLA, N. What Works: Educ.ars Strategy for a Nation Connected and Learning, 2001. educ.ar. educ.ar, 2006)CPqD – Todos os direitos reservados.
  17. 17. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 17 / 713.11 gnuLinEx21a) DescriçãoEste programa da região espanhola de Extremadura tem o software livre como um dosprincipais pilares para a inclusão digital. Inicialmente buscou-se impulsionar a utilizaçãodas novas TICs entre os cidadãos, especialmente no campo da formação e da geração denegócios. Dessa iniciativa, percebeu-se que uma das barreiras existentes era a grandedependência do software utilizado. Para tanto, criou-se o gnuLinEx. Foram propostos doisobjetivos para o programa:• garantir a acessibilidade de todos os cidadãos às infra-estruturas e serviços da sociedade da informação;• promover uma alfabetização tecnológica do conjunto da população, tanto do meio urbano como do meio rural.O aparecimento de notícias relacionadas com gnuLinEx tem-lhe aumentado o interessepelo software livre promovido pela Junta de Extremadura.b) Infra-estruturaFoi contratada a rede corporativa da Junta de Extremadura (2 Mbit/s mínimos em mais de1.400 pontos), denominada Intranet Regional, que atende todas as dependências dogoverno regional, escolas, institutos, consultórios médicos, hospitais e agências deemprego.Outras iniciativas foram agregadas ao programa para facilitar o desenvolvimento de novosnegócios, buscando principalmente conseguir a adaptação tecnológica das pequenas emédias empresas. Além dessa, outros projetos de cooperação inter-regional buscaram odesenvolvimento de conteúdos adequados às necessidades da população da região. Atítulo de exemplo, destacam-se os cursos de alfabetização tecnológica para pessoal dasaúde em diferentes pontos da região, curso de aproximação de estudantes universitáriosàs novas tecnologias, geração de conteúdos, curso de espanhol multimídia e conteúdospara educação infantil, secundária e de bacharelado.Com resultado de toda esta atividade foram distribuídas mais de 225 mil cópias dognuLinEx, das quais 125 mil foram distribuídas em CDs e mais de 100 mil em cópiasobtidas diretamente da internet. Foi preciso desenvolver ou aprimorar:• Sistema Educativo de Extremadura: formação, geração de conteúdos, adaptação de edifícios (salas de aulas para 2 alunos) e criação de portal de educação para a comunidade docente.• Plano de Alfabetização Tecnológica de Extremadura: disponibilização do software livre a todos os cidadãos, para utilização particular ou empresarial e de centros de conhecimento como meio de integração social e cultural, principalmente em zonas rurais ou urbanas desfavorecidas.c) Condições de prestação de serviçosO sistema é difundido em jornais e revistas, de âmbito espanhol, especializadas eminformática. Paralelamente, são desenvolvidos programas pela Junta de Extremadura,destacando-se o desenvolvimento do Plano de Alfabetização Tecnológica com acampanha de divulgação entre a população estremenha, através da realização de cursosdirigidos a empreendedores e empresários.d) Planejamento futuro21 Junta de Extremadura. Ya Está Aquí gnuLinEx, 2006.CPqD – Todos os direitos reservados.
  18. 18. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 18 / 71Nenhuma informação relacionada foi encontrada.3.12 Guadalinfo22a)DescriçãoO programa Guadalinfo pretende estender a conexão rápida a Internet, por meio de bandalarga, às zonas mais afastadas e menos favorecidas na região de Andaluzia, na Espanha.Como parte de uma experiência piloto foram implantados, em uma primeira fase, 26centros de acesso público via banda larga em municípios com menos de 20.000habitantes. Em sua segunda fase, o programa busca implantar telecentros em 636municípios com menos de 10.000 habitantes. O financiamento do programa está sendoassegurado por meio de convênios entre a Província de Andaluzia, as sedes regionais e osmunicípios.O objetivo mais genérico do programa é oferecer aos cidadãos e entidades, especialmenteos menos favorecidos (idosos, desempregados, mulheres, de baixa escolaridade) aoportunidade de conhecer e utilizar as TICs, em seu sentido mais amplo.b)Infra-estruturaAs infraestruturas de banda larga empregadas são principalmente o ADSL, o WiFi eWiMAX, garantindo conexões de pelo menos 200 Kbps.Estão sendo instalados em todos os computadores dos telecentros a versão GNU/LINUXda Junta de Andaluzia (Guadalinex23).c)Condições de prestação de serviçosPossue um portal com informações e que permite o encaminhamento de dúvidas eagendamento de cursos. No portal também são reservados espaços para iniciativas decooperação e colaboração que possam resultar em desenvolvimento econômico e socialregional.O calendário, bem como os recursos para estabelecimento de cada telecentro sãodefinidos em um convênio. Nestes convênios as proporções de aporte são de 50% para aJunta de Andaluzia, 25% para as Diputaciones Provinciales e 25% a cargo dos municípiosonde são instalados. O valor estimado de investimento necessário para implantação detoda infraestrutura dos telecentros é de 85 milhões de Euros.d)Planejamento futuroO programa se aplicará em seis anos, nos três primeiros (2004, 2005 e 2006) têm ocorridoa abertura de centros e nos demais, o funcionamento tutelado. Ao final de 2004 haviamsido implantados 142 centros, aproximadamente 200 no ano de 2005 e o restante deveráser implantado em 2006.3.13 ICT Task Force (ONU)24a) DescriçãoA ICT (Information and Communication Technologies) Task Force é um grupo de trabalholigado ao Economic and Social Concil (ECOSOC) da Organização das Nações Unidas e22 guadalinfo. Guadalinfo, 2006.23 JUNTA DE ANDALUCIA - Consejeíra de innovación, ciencia y empresa. Guadalinex – Artículos, 2006.24 UN Economic & Social Council (ECOSOC), 2005.CPqD – Todos os direitos reservados.
  19. 19. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 19 / 71tem como objetivo ajudar na formulação de estratégias para o desenvolvimento dastecnologias de informação e comunicação, além de colocar essas tecnologias a serviço dodesenvolvimento mundial.Como meio de realizar a idéia, a ONU financia pesquisas e suporte a elaboração depolíticas governamentais de inclusão digital. A ICT Task Force atua na:• formulação de estratégias para o desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação;• formação de parcerias estratégicas entre a ONU, indústrias privadas, instituições financeiras, fundações, doadores de recursos, além de outros stakeholders.• busca de recursos para fundo de financiamento baseado em contribuições voluntárias para o financiamento de pesquisas de tecnologias de informação e comunicação.b) Infra-estruturaA ICT Task Force é formado por representantes dos setores públicos e privados,sociedade civil, científica, líderes dos países tecnologicamente avançados e dos que aindaestão em desenvolvimento, fundações, ONGs e agências internacionais.c) Condições de prestação de serviçosEste programa da ONU tem como público-alvo pessoas sem acesso à sociedade dainformação e países com objetivo de desenvolver programas de inclusão digital.d) Planejamento futuroNenhuma informação relacionada foi encontrada.3.14 Infocentro – Telecenter25a) DescriçãoOs infocentros de El Salvador foram criados pela Associação Infocentro (IA) com o objetivode administrar e formar centros de capacitação da população salvadorenha menosfavorecida.É uma associação baseada em franquias, sem fins lucrativos, apolítica e de interessesocial, e foi concebida em parceria de uma empresa conveniada que deverá garantir acontinuidade do programa.A sua estrutura administrativa possui um diretor que administra o IA e uma comissão de 7membros, durante três anos, com representantes das áreas de negócios, acadêmica, dedesenvolvimento das organizações, operações, supervisão e manutenção, além deespecialistas em marketing, finanças e comunicação.b) Infra-estruturaSão oferecidos serviços de telefonia, fax, correio eletrônico e acesso à internet, além dacapacitação, espaço para reuniões, vídeo-conferências, telemedicina, suporte a órgãospúblicos, produção de conteúdos e desenvolvimento de ferramentas de informação.c) Condições de prestação de serviçosO custo total de implantação do programa é de até US$10 milhões, com previsão deUS$50 mil a US$80 mil por infocentro. O financiamento governamental prevê juros baixoscom 4 anos de carência (US$1.6 milhões – gastos). Os preços dos acessos variam deUS$400 a US$600 por mês. Ainda não havia definição sobre tarifas, mas o programapretende ser auto-sustentável.25 KHELLADI, Y. What Works: The Infocentros Telecentros Model, 2001.CPqD – Todos os direitos reservados.
  20. 20. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 20 / 71d) Planejamento futuroEm 2005, o programa pretendia conectar cerca de 2 milhões de pessoas de média e baixarenda (um terço da população), implantar 100 infocentros em dois anos e hospedar,aproximadamente, 470 mil cadastros de pequenas e micro-empresas (99% do total dopaís).3.15 n-Logue26a) DescriçãoO n-Logue é uma empresa voltada ao aprimoramento de acesso à internet, voz e correioeletrônico em pequenas cidades e vilas da Índia. Foi incubada pela empresaTelecommunications and Computer Networks (TeNeT) Group no Indian Institute ofTechnology em Madras.O n-Logue é um modelo de negócio, tendo como sócios do negócio os LSP (Local ServiceProvider) e os proprietários dos quiosques, todos recebendo parte dos lucros do negócio.A empresa efetua empréstimos iniciais tanto para o LSP quanto para os empresáriosproprietários dos quiosques.b) Infra-estruturaO governo indiano implantou uma rede de fibras óticas para os distritos da Índia e a partirdessa infra-estrutura de fibras é possível, via conexão sem fio, cobrir cerca de 85% dasvilas rurais do país.c) Condições de prestação de serviçosO n-Logue atende populações de áreas rurais da Índia, com preços por volta de US$0,43por minuto no caso do acesso à internet.d) Planejamento futuroEm concordância com o ICICI, o TeNeT Group e uma companhia chamada Vortexdesenvolveram uma tecnologia ATM de baixo custo, para a interligação do setor bancáriocom a rede de internet do n-Logue e pretendem instalar essa interligação em breve.Em conjunto com a empresa NeurosynapTICs, o TeNeT Group também está pretendendodesenvolver um kit remoto para diagnósticos médicos, chamado “Vital” (Village internetTest and Analysis Laboratory). O kit possibilitará a medição de pressão sanguínea etemperatura, além da realização de um eletrocardiograma, podendo transmitir osresultados para o médico através da internet.3.16 Playing to Win27a) DescriçãoA Playing2Win Inc. (P2W) é um centro comunitário tecnológico sem fins lucrativos,fundado em 1980 e localizado no Harlem (Nova Iorque).Sua missão é alfabetizar, por meio do uso de computadores, todas as comunidades dacidade e organizar instituições com objetivos e desafios similares para ajuda mútua. Hámuitas organizações nesta rede, a maioria delas situadas em Nova Iorque, Boston eWashington D.C. Essas organizações incluem abrigos para jovens e mulheres, centros de26 PAUL, John. WHAT WORKS: n-Logues Rural Connectivity Model, 2004.27 Playing2Win. Playing2Win - A Community-Based Technology Center, sem data.CPqD – Todos os direitos reservados.
  21. 21. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 21 / 71aconselhamento, centros de recursos para imigrantes e um grande número de usuários decomputadores.O centro oferece atividades para jovens após o horário da escola, para educação deadultos e para funcionários de empresas locais. Por meio de estudos independentes,workshops em grupo e interação um-a-um, os alunos ganham experiência em WebDesign, arte e vídeo digital, produção de músicas, e-business e uma variedade de outrashabilidades para inserção no mercado.A P2W mantem relacionamentos com várias igrejas, organizações baseadas nacomunidade e escolas da área local, as quais colaboram na escala de serviços doprograma. Alguns exemplos desses relacionamentos são: configuração da juventude,distritos 4 e 5 da Escola da Comunidade, Thirteen/WNET e Cuidados de NY.b) Infra-estruturaO centro disponibiliza para todos os membros, independente do pagamento da taxa anualde US$35, modernos computadores, acesso à internet em alta velocidade, impressoras alaser e jato de tinta, faxes e copiadoras.c) Condições de prestação de serviçosA P2W oferece uma variedade de programas que atinge diferentes necessidades dosusuários:• Programa para adultos: oferece, adicionalmente ao uso dos computadores, treinamentos profissionalizantes avançados para os sócios, incluindo Web Design e editoração eletrônica, produção de vídeo e manutenção de computadores.• Programas para Jovens: oferece para os sócios mais jovens, atividades educativas e divertidas após as aulas. Os programas ocorrem trimestralmente e os jovens podem escolher projetos que durem de 1 a 4 semanas ou de 10 a 12 semanas.• Programa Links: voltado ao enriquecimento acadêmico baseado em tecnologia para estudantes de 7 a 11 anos. O objetivo é prover um ambiente seguro, incentivador e criativo abrangendo a sala de aula e a casa dos alunos.Para assegurar que os programas sejam acessíveis para todos, o centro permite quepessoas paguem voluntariamente uma anuidade: taxa anual de US$35 para sócioindividual e US$45 para sócio familiar.As taxas para uso dos serviços são estão descritas na Tabela 1 abaixo: Serviços Preços (US$) Impressão normal 5¢ por página Impressão colorida 25¢ por página Fax - Sócios 25¢ por página - Não-sócios 50¢ por página Cópias - Sócios 5¢ por página - Não-sócios 10¢ por página Tabela 1 – Taxa de serviços do P2Wd) Planejamento futuroCPqD – Todos os direitos reservados.
  22. 22. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 22 / 71Inspirados por Playing2Win, outros centros da aprendizagem da tecnologia estão sendoimplantados em outros países como, por exemplo, na Irlanda do Norte, Polônia e África doSul.3.17 PRODEM FFPs Multilingual Smart Card ATMs28a) DescriçãoEste programa pretende fornecer serviços bancários (transferência, saques, depósito dedinheiro, financiamento) para a população rural de baixa renda da Bolívia. Esse tipo desistema é produzido com tecnologia proprietária e com componentes disponíveiscomercialmente.b) Infra-estruturaO sistema da PRODEM FFP não utiliza a internet para realizar as operações de crédito,facilitando sua utilização em locais sem disponibilidade de infra-estrutura detelecomunicações, pois é barato um cartão do tipo smart card.c) Condições de prestação de serviçosO programa trabalha com micro crédito através da utilização de um sistema envolvendocartão bancário (smart card), impressão digital para validação e acesso adaptado parapessoas que não saibam nem ler nem escrever. O cartão armazena as informaçõesrelevantes do cliente, incluindo nome, número da conta, balancete da conta, cinco últimastransações e a impressão digital.d) Planejamento futuroA PRODEM FFP planeja uma nova versão do sistema, que inclui a capacidade de aceitardepósitos.3.18 Rede Jovens Ativistas (YAN)29a) DescriçãoA Rede Jovens Ativistas (YAN) é uma iniciativa que visa organizar a juventude origináriade áreas de baixo rendimento, para que se tornem agentes de mudança em suascomunidades, colaborando com a transformação de centros tecnológicos comunitáriosexistentes e oferecendo tecnologia básica e recursos humanos necessários para estimularuma mudança social jovem sustentável.No final de 2002, como primeira tentativa de tornar a missão da Rede Jovens Ativistasrealidade, foi organizado em Charlestown um seminário de cinco semanas de duração. Em2003, ao invés de replicar o seminário em outros lugares, decidiu-se por uma abordagemmais descentralizada com o desenvolvimento de um centro de tecnologia mutuamentesuportável, baseado em compartilhamento de experiências e construção colaborativa depráticas e ferramentas apropriadas.b) Infra-estruturaA Rede conta com 10 Clubhouses em diferentes países (Brasil, Colômbia, Costa Rica,Índia, México, Filipinas e Estados Unidos), desenvolvendo relevantes projetos locais comoplantar árvores ao longo de ruas, limpeza em riachos poluídos, criação de cartazes para28 World Resources Institute Digital Dividend. What Works: Prodem FFPs Multilingual Smart ATMS for Microfinance, sem data.29 JENSEN, M., ESTERHUYSEN, A. O livro de receitas do telecentro comunitário para a África- Receitas para auto-sustentabilidade, 2001.CPqD – Todos os direitos reservados.
  23. 23. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 23 / 71orientação sexual, registro de estórias para crianças e organização de campanhas contraviolência nas vizinhanças.c) Condições para prestação de serviçosA Rede Jovens Ativistas auxilia o desenvolvimento de projetos que enfatizam aparticipação jovem, a conectividade humana, o uso contextualizado da tecnologia, adivulgação dos projetos para seu reconhecimento pessoal e da comunidade.d) Planejamento futuroNenhuma informação relacionada foi encontrada.3.19 Rede Latino-Americana Somos@telecentros30a) DescriçãoA Rede Latino-Americana Somos@telecentros começou a ser articulada na AméricaLatina e Caribe em 1999 como uma rede regional de telecentros pela FundaçãoChasquiNet e apoio do Centro Internacional de Pesquisa para o Desenvolvimento (CIPD)do Canadá. Em 2002, a rede contava com cerca de 800 membros e mais de 2.600telecentros cadastrados online.b) Infra-estruturaA estrutura de TIC não é padronizada e cada telecentro participante possui sua própriasolução.c) Condições de prestação de serviçosA rede promove usos estratégicos das tecnologias de informação, tais como:• fórum de intercâmbio de experiências na região;• gestão institucional;• utilização de softwares livres para redução de custos.A rede Somos@telecentros mantém um centro de recursos online com centenas demateriais de interesse para a comunidade como a publicação de manuais de capacitação,artigos, coleções de fotos e recursos de software livre. Além disso, são mantidos váriosfóruns eletrônicos de discussão, tanto sobre o tema geral dos telecentros como sobreproblemáticas específicas (capacitação, gestão institucional, soluções técnicas, softwarelivre e lições aprendidas).Os telecentros são locais de encontros, intercâmbio, espaços de aprendizagem,crescimento pessoal e de mobilização para a solução de problemas e necessidades dacomunidade. A seguir são apresentados alguns telecentros comunitários já implantados:• Cabildos indígenas do norte do Cauca – Colômbia;• CTC 0187 – Argentina;• Joven Club – Cuba;• Telecentro Itchimbia – Equador;• Telecentro Totolapan – México;• Telecentro Paulo Freire – Venezuela;• Sampa.Org – Brasil;30 somos@telecentros, Sem data.CPqD – Todos os direitos reservados.
  24. 24. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 24 / 71• Telecentros de Porto Alegre – Brasil;• Projeto Telecentros de São Paulo – Brasil.d) Planejamento futuroA rede Somos@telecentros pretende atuar como apoio em:• divulgação de experiências pilotos e planos completos de implantação;• formulação de políticas públicas;• sustentabilidade econômica (plano de gestão; economia de recursos e capacidade de geração de receitas);• sustentabilidade social e cultural;• sustentabilidade política (proteção por meio de marco regulatórios, incentivos fiscais e fundos de financiamento);• sustentabilidade tecnológica (plano de renovação e transformação dos aspectos tecnológicos).3.20 TARAhaat31a) DescriçãoO TARAhaat nasceu em 1999 como uma parceria de negócio da Development Alternatives(DA), uma ONG focada em desenvolvimento rural sustentável na Índia, com a Technologyand Action for Rural Advancement (TARA).O DA e TARA criaram o TARAhaat para trazer empregos mais sustentáveis, informaçãoútil e oportunidades econômicas para as populações rurais da Índia. O modelo de negóciose baseia em franquia para trazer computador e tecnologia de internet para regiões ruraise usá-los para criar fluxos de rendimentos guiados para viabilidade financeira própria epara suas franquias. Combina um portal inicial suportado por rede de cibercafésfranqueados e fornece sistemas para uma grande variedade e serviços de fornecimentode educação, informação, mercado para produtores e consumidores rurais, via internet enos seus postos de serviços.b) Infra-estruturaO TARAhaat.com utiliza computadores, linhas telefônicas, satélites e internet,possibilitando que seus membros possam conseguir nos TARAkendras (quiosque defuncionamento) formação básica em tecnologia de informação, formação para a vida diária(saneamento, saúde, etc.), formação para o trabalho e comunicação.Onde possível, o TARAhaat utiliza as linhas telefônicas existentes para conectar seuscentros de internet, mas também planeja instalar links VSAT onde for necessário. O custodo link é geralmente subsidiado por Hughes-Escorts, variando de Rs. 150 mil to Rs. 200mil.As prolongadas quedas de energia elétrica (previstas e imprevistas) são freqüentes, tantoque são fornecidos geradores diesel como parte da infra-estrutura da franquia,adicionando um considerável custo e necessidade de manutenção.c) Condições de prestação de serviçosA educação eletrônica pode ser a maior fonte de rendimentos do franqueado. O portalcomeçou a fornecer cursos básicos de computação que combina aulas presenciais31 PETERSON, C., SANDELL, V. What Works: TARAhaats Portal for Rural India, 2001.CPqD – Todos os direitos reservados.
  25. 25. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 25 / 71teóricas e aulas práticas no computador, incluindo educação para as meninas(freqüentemente não fornecidas em escolas).O proprietário do TARAkendra cobra Rs 70/hora, três vezes a média da taxa paranavegação em Mumbai.d) Planejamento futuroO desejo do programa TARAhaat é disponibilizar seu sítio para analfabetos, transformadofortemente em um contexto áudio-visual, mas isto requer conectividade confiável deinternet em banda larga.O TARAhaat irá fornecer educação, formação, serviços e oportunidades de mercadoeletrônico para clientes rurais via internet e postos de acesso, propondo uma mistura deobjetivos sociais e de negócios.O TARAhaat está em processo de desenvolvimento de uma gama de produtos offline a seroferecido nos TARAhaat kendras.3.21 Telecentros Multifuncionais na África32a) DescriçãoNa África, há mais de 20 projetos-piloto especiais espalhados ao longo do continente. Elesforam implantados para testar modelos, mecanismos de implementação e estratégiasdiferentes para se conseguir sustentabilidade.O principal objetivo é prover aos membros de uma comunidade o acesso a computadorese tecnologia de telecomunicações. A sustentabilidade econômica em longo prazo éprovavelmente o assunto mais crítico enfrentado pelos Multi-purpose CommunityTelecentre (MCTs).A UNESCO (United National Education, Scientific and Cultural Organization), o ITU(International Telecommunication Union), o IDRC (International Development ResearchCenter, operadoras de telecomunicações e governos de vários países dão apoio técnico efinanceiro aos projetos e operações dos telecentros.b) Infra-estruturaA plataforma de hardware e software utilizada é composta por cinco computadores,impressora, gravador interno de CDs, fax, TV/videocassete e MS-Office.Geralmente um telecentro multifuncional ambicionará ter pelo menos três linhas de início -voz, fax e conexão de modem para o PC.c) Condições de prestação de serviçosOs principais serviços oferecidos pelos telecentros são o acesso a telefones e faxes,correio eletrônico, internet, serviços de apoio ao desenvolvimento para satisfazernecessidades básicas e educação em “Habilidades da Era da Informação”.O público-alvo é a população que reside em regiões rurais e distantes dos grandes centrosna África.d) Planejamento futuroHá previsão de se incorporar aos telecentros a produção de jornais locais e a implantaçãode estações de rádio comunitária.32 JENSEN, M., ESTERHUYSEN, A. O livro de receitas do telecentro comunitário para a África- Receitas para auto-sustentabilidade, 2001CPqD – Todos os direitos reservados.
  26. 26. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 26 / 713.22 Vidya33a) DescriçãoO programa Vidya faz parte de uma iniciativa da empresa Aptech (uma das duas maioresempresas de treinamento em computação na Índia), o qual visa atender estudantes maiscarentes e usuários ocasionais de computador. O objetivo desse programa é fornecertreinamento em computação, através de cursos mais baratos que os comerciais. Oscursos oferecem um conhecimento básico das possibilidades de uso do computador edepois habilita o aluno a utilizar o pacote Microsoft Office e internet.Todos os centros da Aptech são franquias com currículo e certificação comuns e todos osinstrutores têm o mesmo treinamento, administrado e qualificado pela Aptech.b) Infra-estruturaA Aptech tem uma rede de 2.449 centros de aprendizado espalhados através de 52países, e já treinou cerca de 2.5 milhões de estudantes em todo o mundo. Cada centrotem, em média, quatro a seis laboratórios com computadores, cinco ou seis salas de aulae 700 estudantes registrados.c) Condições de prestação de serviçosO público-alvo dessa iniciativa engloba estudantes de famílias de baixa renda e usuáriosocasionais de computadores (aposentados, donas de casa, etc.).O programa cobra, em média, US$12 por um curso de 9 horas.d) Planejamento futuroNenhuma informação relacionada foi encontrada.33 World Resources Institute Digital Dividend. What Works: Building Social Capital with Aptechs Vidya, sem data.CPqD – Todos os direitos reservados.
  27. 27. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 27 / 714 Soluções nacionaisNeste item, serão apresentadas, em ordem alfabética, algumas soluções nacionais para ocombate à exclusão digital, que serão agrupadas nas linhas de atuação definidas no item 2desse trabalho.4.1 Anima Escola34a) DescriçãoO programa Anima Escola nasceu do interesse de professores e alunos de escolaspúblicas e particulares pelas oficinas montadas durante o Anima Mundi no Estúdio Aberto.O programa pretende inserir no ambiente escolar a linguagem do cinema de animaçãodemonstrando seu potencial educacional e incentivando o seu uso como instrumentodidático.b) Infra-estruturaPara viabilizar a produção de filmes nas escolas, são fornecidos quatro conjuntoscompostos de um computador portátil de última geração, câmera de vídeo digital e umsoftware desenvolvido especialmente para o projeto pelo IMPA (Instituto de MatemáticaPura e Aplicada).c) Condições de prestação de serviçosO programa atende alunos e professores de escolas públicas em todo país, sendo gratuitoe funcionando em horários alternativos. As oficinas são realizadas em um turno inteiro deaula, segundo a conveniência do calendário escolar. A cada visita nas escolas, o programaatende 2 turnos (manhã e tarde) com grupos de até 60 crianças cada turno.São oferecidos cursos básicos para professores, oficinas de animação, cursos deprodução de filmes, treinamento e capacitação de professores no uso do equipamento esoftware.d) Planejamento futuroNenhuma informação relacionada foi encontrada.4.2 Casa Brasil35a) DescriçãoO programa Casa Brasil pertence ao Governo Federal e tem o intuito de promover ainclusão digital/social, lazer e cultura para a população de baixa renda (classe C, D e E)em todas as capitais da região Centro-Oeste e nas maiores cidades do país.b) Infra-estruturaA infra-estrutura é modular, podendo cada unidade possuir telecentros, unidade bancária,oficina de rádio, espaço multimídia e salas de leitura.Cada telecentro implantado está equipado com computadores configurados na plataformade software livre e conectados à internet por meio de acesso de banda larga.c) Condições de prestação de serviços34 anima escola. Anima Escola, Sem data.35 Instituto Nacional de Tecnologia da Informação. Casa Brasil, Sem data.CPqD – Todos os direitos reservados.
  28. 28. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 28 / 71Além dos serviços oferecidos por telecentros comunitários tais como hospedagem depáginas e correio eletrônico, pode ofertar também:• divulgação de informações e programas educativos por meio de cursos e palestras nos auditórios da Casa Brasil e por meio de rádios comunitárias instaladas dentro da Casa;• acesso a quaisquer serviços dos governos federal, estadual e municipal;• salas multimídia para montagem e edição de filmes e exibição de programas de interesse para a comunidade;• sala de projeção de filmes.Todos os serviços oferecidos pela Casa Brasil são gratuitos e irrestritos. O horário defuncionamento é definido em comum acordo entre a comunidade e o conselhoadministrador de cada unidade Casa Brasil.d) Planejamento futuroO Governo Federal prevê a implantação de 1000 Casas Brasil. Em Junho de 2005, oConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), lançou um editalno valor de R$9 milhões para implantação das primeiras 90 Casas Brasil. Cerca de 220entidades apresentaram propostas para o CNPq.4.3 Centro de Inclusão Digital e Educação Comunitária da Escola do Futuro da USP – CIDEC36a) DescriçãoO Centro de Inclusão Digital e Educação Comunitária (CIDEC) da Escola do Futuro daUSP é um espaço para o desenvolvimento de pesquisa, projeto e construção deconhecimento. Atualmente são desenvolvidos três projetos: o sítio de inclusão digital, oGrupo de Estudos e o programa Acessa São Paulo.O Grupo de Estudos é composto por pesquisadores da Escola do Futuro e voluntários.Seu objetivo é a formação de uma rede de pessoas que tenham os mesmos interesses,oferecendo um espaço para reflexão, troca de conhecimento, insights37 e criatividade. Ostemas principais são diversos: inclusão digital e exclusão social, educação comunitária,modelos e experiências de telecentros, o impacto das novas tecnologias na sociedade, notrabalho e na educação, estudos de softwares, programas, governo eletrônico, cidadania,entre outros.b) Infra-estruturaO centro conta com 50 Infocentros à disposição das comunidades.c) Condições de prestação de serviçosO CIDEC atua na seleção e capacitação de monitores e no fomento à participaçãocomunitária. Quando à capacitação dos monitores, são desenvolvidas habilidades paraque estes sejam mediadores pedagógicos, atendam os usuários e sejam agentes deações que possam potencializar as comunidades.O sítio de inclusão digital é um portal contendo artigos selecionados, bibliografia,informações sobre eventos e links relacionados à inclusão digital. O seu público-alvo sãoos internautas que têm interesse em informações sobre inclusão digital.36 (LIDEC. Realizado o quinto Porta de Entrada - ID, Sem data; Centro de Inclusão Digital e Educação Comunitária. O que é Inclusão Digital?, Sem data.)37 Discernimento; Critério; Compreensão clara da natureza íntima de uma coisa.CPqD – Todos os direitos reservados.
  29. 29. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 29 / 71d) Planejamento futuroNenhuma informação relacionada foi encontrada.4.4 Centro Rural de Inclusão Digital – CRID38a) DescriçãoÉ um programa que nasceu no laboratório de Pesquisa Multimeios da Faculdade deEducação da Universidade Federal do Ceará, em parceria com o Instituto Nacional deColonização e Reforma Agrária, o Banco do Nordeste do Brasil e o Ministério doDesenvolvimento Agrário.O Centro Rural de Inclusão Digital (CRID) é um laboratório de informática educativa quefunciona como ambiente virtual de aprendizagem, cuja gestão é realizada pela própriacomunidade, de forma integrada à escola local.O programa pretende formar uma grande rede de comunicação entre os assentamentos,potencializando, por meio de ações educativas, o uso das tecnologias digitais deInformação e Comunicação.b) Infra-estruturaCada centro é composto por computadores multimídia com software livre, conexão àinternet em banda larga, impressora laser, scanner, máquina digital, câmeras paravideoconferência, placa de conversão de sinal VGA para VHS.c) Condições de prestação de serviçosA utilização do Centro é gratuita e o público-alvo é formado pela população dosassentamentos rurais, tendo a escola como local de funcionamento.d) Planejamento futuroNenhuma informação relacionada foi encontrada.4.5 Cidadão Digital – Dell39a) DescriçãoPor meio de parcerias com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Dell, PROCERGS,Prefeitura Municipal de Alvorada, Stefanini, Microsoft, Associação Junior Achievement,Unisys e Expresso Mercúrio, o programa visa beneficiar estudantes regularmentematriculados em escolas de ensino médio das redes públicas municipal e estadual.O programa oferece capacitação básica em informática com instrutores provenientes daprópria comunidade e treinados pela Fundação Pensamento Digital. Até o primeirosemestre de 2004 já haviam sido treinados mais de 500 jovens.b) Infra-estruturaSão oferecidos cursos básicos de informática, manutenção e montagem de computadorese cursos de Windows.38 (Centros Rurais de Inclusão Digital. O que é o Centro Rural de Inclusão Digital - CRID?, Sem data; Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural. Governo e sociedade civil propõem criação de mapa e observatório sobre inclusão digital, 2004)39 (cidadaodigital.org.br. Projeto de inclusão digital começou focado nos associados da ACIM e hoje coloca Maringá a frente de seu tempo, sem data; RedeSocial. Projeto Cidadão Digital forma 502 alunos, 2004; Baguete. Pensamento Digital abre inscrições, 2005.)CPqD – Todos os direitos reservados.
  30. 30. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 30 / 71Os alunos formados também podem se tornar instrutores e auxiliar na graduação deoutros jovens.c) Condições de prestação de serviçosO programa Cidadão Digital trabalha com funcionários voluntários da Dell e os alunos dacomunidade. Através do pagamento de uma mensalidade simbólica, os funcionáriostornam-se padrinhos dos alunos do programa, acompanhando seu desenvolvimento desdeo início das aulas até sua formatura.d) Planejamento futuroNenhuma informação relacionada foi encontrada.4.6 Comitê para Democratização da Informática – CDI40a) DescriçãoO CDI é uma ONG que promove programas educacionais e profissionalizantes (Escolasde Informática e Cidadania), com o objetivo de integrar socialmente os membros decomunidades pobres, principalmente crianças, jovens e pessoas com necessidadesespeciais. Também leva a informática às populações menos favorecidas, promovendocidadania, alfabetização, ecologia, saúde, direitos humanos, não-violência e ensino técnicoaliado a temas da realidade local.O Comitê está representado em seções regionais no Distrito Federal e em 19 estados eseus recursos são captados por meio de convênios e parcerias com empresas,organizações filantrópicas e poder público. São promovidas também campanhaspermanentes de doação de computadores.b) Infra-estruturaA rede inclui 965 Escolas de Informática e Cidadania (EIC), contando com 1.768educadores, mais de 500 mil de educandos formados, 5.851 computadores instalados e1.154 voluntários.Atualmente, o CDI tem como parceiros a Philips, FVRD, Accenture, USAID, BID, FundaçãoW. K. Kellogg, Fundação Avina, Banco Mundial/ Infodev, Microsoft, Fundação Telefônica,Fundação EDS, Unibanco, Esso e Politec.c) Condições de prestação de serviçosO público-alvo do CDI são jovens moradores de comunidades de baixa renda. O modeloCDI foi desenvolvido de modo a ser replicável em ambientes diversos, adaptando-se àrealidade e necessidade locais. Atualmente já existem Escolas de Informática e Cidadaniaimplementadas em penitenciárias e institutos psiquiátricos, para deficientes auditivos,jovens infratores, aldeias indígenas, entre outros.As EICs devem ser financeiramente auto-sustentáveis ou financiadas e devem sergerenciadas pela própria comunidade que a implementou. As EICs auto-sustentadasdevem estipular uma mensalidade simbólica que, além da função pedagógica em valorizaro trabalho, possibilite a distribuição de aproximadamente 50% dessa receita entre oseducadores e a manutenção da escola.Os alunos que não tem condições financeiras para pagar o curso,não ficam impedidos deestudar, desde que realizem tarefas e colaborem com a organização dos centros em trocado ensino.d) Planejamento futuro40 Comitê para democratização da informática-SP, sem data.CPqD – Todos os direitos reservados.
  31. 31. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 31 / 71Nenhuma informação relacionada foi encontrada.4.7 Comitê para popularização da Informática (COMPI)41a) DescriçãoO COMPI é uma ONG que tem como objetivo realizar diversos cursos e programaseducacionais e profissionalizantes a comunidades carentes. Também visa promover aecologia, alfabetização, capacitação profissional, gerenciamento e administração denegócios próprios, cidadania e repúdio ao uso de drogas e à violência.O principal projeto do COMPI são as Escolas de Capacitação a Informática e Cidadania(ECICs), em parceria com diversas organizações comunitárias como: grupos religiosos,associações culturais e de moradores e outras ONGs.As ECICs são financeiramente auto-sustentáveis e autônomas, sendo administradas pelaspróprias comunidades que as implantam com apoio do COMPI. O COMPI oferece suportetécnico e administrativo gratuito e ajuda na capacitação de instrutores e na publicação deapostilas impressas e digitais, além de orientar no desenvolvimento de metodologias ecurrículos específicos para diferentes grupos sociais.b) Infra-estruturaOs equipamentos de informática (computadores, hardwares, impressoras, etc) e softwaressão fornecidos a partir de campanhas de doações realizadas.c) Condições de prestação de serviçosHá pacotes básicos de treinamento em Microsoft Windows, Office e acesso à internet. Emmédia, dois alunos utilizam cada computador com turma de 12 vagas. Cada ECIC podeoferecer sete turmas simultaneamente.O público-alvo são as comunidades pobres, com prioridades para as crianças e jovens,que pagam uma mensalidade simbólica de R$10,00 por aluno. O funcionamento é de 7horas por dia e o espaço físico deve ser oferecido pela comunidade.d) Planejamento futuroA meta do COMPI é crescer conforme as campanhas para arrecadação de verbas.4.8 Computador para Todos (PC Conectado)42a) DescriçãoÉ um programa do Governo Federal no âmbito do Programa Brasileiro de Inclusão Digital.O objetivo principal envolve a oferta de computadores com acesso à internet a preços econdições de pagamento adequados às classes sociais de baixa renda. Deve viabilizaruma grande rede de suporte em software livre, além de permitir que pequenas empresastenham acesso à informação.b) Infra-estruturaNo mercado de varejo algumas lojas já estão comercializando computadores de baixocusto, podendo fazer o preço chegar até R$2.500.41 COMPI – Comitê para Popularização da Informática, sem data.42 (SoftwareLivre.gov.br. Projeto PC CONECTADO alia inclusão digital e desenvolvimento industrial, 2005; INFO Online. PC Conectado terá apenas software livre, 2005; Ministério da Fazenda. Computador para Todos – Portal, sem data; Serpro. Programa Computador para Todos busca promover inclusão digital com venda de máquinas mais baratas, 2005.)CPqD – Todos os direitos reservados.
  32. 32. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 32 / 71c) Condições de prestação de serviçosO Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador)estão financiando os computadores diretamente com o consumidor e sua comercializaçãoé feita pelo próprio mercado varejista. Há também uma linha de crédito do BNDES, com adisponibilização de recursos para o comércio com juros mais baixos do que os docomércio.O valor estimado do computador é de R$1.400,00 que poderá ser parcelado em até 24vezes mensais, com subsídio de R$69,00 e juros de, no máximo, 3%.d) Planejamento futuroFoi planejado um investimento de R$1.5 milhões para a construção de uma rede decomercialização e distribuição dos PCs e deverá gerar R$37 milhões de renda direta parao País e 15 mil posições formais no setor de tecnologia.4.9 CorreiosNet43a) DescriçãoO programa CorreiosNet consiste na implantação de terminais de acesso público à internetnas agências dos Correios, permitindo a criação e gerenciamento de endereço eletrônicocom domínio correios.net.br, a realização de operações de comércio eletrônico com oserviço CorreiosNet Shopping e navegação na internet.b) Infra-estruturaCada terminal é baseado em um computador convencional com Windows, visualizadoresde arquivos Microsoft Office e software para controle de tempo de uso. A conexão é vialinha discada para os provedores de internet locais.c) Condições de prestação de serviçosSão oferecidas funcionalidades aplicáveis ao correio eletrônico (com capacidade dearmazenamento oferecida é de 100Mbit/s por usuário), como antivírus, corretor ortográfico,cadastro de dependentes, gerenciamento de contatos e de listas de distribuição, definiçãode políticas de usuário para o tratamento de mensagens indesejáveis (spam) e agendaeletrônica.Quanto ao CorreiosNet Shopping, permite compra e venda de produtos com estrutura parao lojista e entrega do produto na casa do cliente pelos Correios.A disponibilização ao acesso a sítios governamentais é gratuita em casos de interessepúblico e paga nos demais casos. Cada usuário tem direito a 15 minutos gratuitos deacesso ao serviço. A partir desse período, há a cobrança pelo serviço.São recrutados estagiários a fim de facilitar a utilização do serviço pela sociedade.d) Planejamento futuroAmpliação do programa a fim de atender as necessidades e demandas do mercado.4.10 CVT – Minas Gerais44a) Descrição43 CORREIOS. CorreiosNet, sem data.44 Sebrae. Nasce uma nova juventude no sertão nordestino, sem data.CPqD – Todos os direitos reservados.
  33. 33. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 33 / 71Os Centros Vocacionais Tecnológicos (CVTs) visam disponibilizar cursosprofissionalizantes a distância e cursos superiores onde não existem universidades, bemcomo programas culturais e sociais em municípios com população entre 20 mil e 100 milhabitantes.Os recursos necessários orçados em R$15 milhões vêm do Ministério da Ciência eTecnologia e do governo do Estado de Minas Gerais.Cerca de 238 alunos em Belo Horizonte, Santa Rita do Sapucaí, Itaipé, Brasília de Minas eAstolfo Dutra já receberam treinamento e obtiveram o certificado de graduação.b) Infra-estruturaOs CTVs disponibilizam acesso a 20 computadores conectados à internet. Cada centrodeve ter uma sala de videoconferência com capacidade para 20 lugares, incubadoras deempresas de bases tecnológicas e um laboratório de vocação profissionalizante voltadoespecificamente para a vocação regional e certificação de qualidade dos produtos.c) Condições de prestação de serviçosOs cursos profissionalizantes de informática são oferecidos em dois horários (tarde enoite) com uma taxa de R$10,00 referente a matrícula e R$10,00 mensais. O curso éaberto à comunidade e tem duração de três meses.d) Planejamento futuroAté o final de 2006, a meta é implantar 108 CTVs em todo Estado.4.11 e-MAG: Modelo de Acessibilidade de Governo Eletrônico45a) DescriçãoO Departamento de Governo Eletrônico do SERPRO elaborou o Modelo de Acessibilidadede Governo Eletrônico para desenvolvimento e adaptação de sítios e portaisgovernamentais. Tal modelo inclui um conjunto de recomendações que tornam o acessopadronizado aos sítios do governo brasileiro de fácil implementação, coerente com asnecessidades brasileiras e em conformidade com os padrões internacionais.b) Infra-estruturaInformações relacionadas a infra-estrutura não se aplicam para essa solução.c) Condições de prestação de serviçosO público-alvo consiste de projetistas de portais de governo eletrônico.d) Planejamento futuroO e-MAG está em etapa de análise final, devendo ser publicado para sua aplicação pelasdiversas entidades governamentais.4.12 EducaRede Telefônica46a) DescriçãoO Portal EducaRede é uma iniciativa da Fundação Telefônica na Espanha e na AméricaLatina. No Brasil, tem a coordenação geral da Fundação Telefônica em parceria com o45 (Serpro. e-MAG, Modelo de Acessibilidade de Governo Eletrônico, 2004; COMPUTERWORLD. E-gov para deficientes recebe 40 propostas, 2005; SiriusInterativa. Governo Eletrônico, 2005.)46 educarede, sem data.CPqD – Todos os direitos reservados.
  34. 34. PD.30.12.36A.0003A/RT-01-AB INSERIR 34 / 71CENPEC, a Fundação Vanzolini da POLI/USP e o Terra. O programa caracteriza-se portrês projetos: o Portal EducaRede, o Núcleo de Inovação e a Rede de Capacitação.Seu objetivo é contribuir para a melhoria da qualidade da educação, estimulando aintegração à internet nas escolas públicas e possibilitando a inclusão digital de milhares dejovens que as freqüentam.Já foram beneficiadas escolas públicas (municipais e estaduais) do estado de São Paulo,bibliotecas e telecentros localizados na cidade de São Paulo, que possuem acesso àinternet via banda larga e salas de informática.b) Infra-estruturaPara acesso à internet, as escolas utilizam a Telefônica.c) Condições de prestação de serviçosO EducaRede é um portal educativo, gratuito e aberto, dirigido a educadores e alunos doEnsino Fundamental, Ensino Médio da rede pública e a outras instituições educativas. Temconteúdos exclusivos, preparados por especialistas em diversas áreas, para apoio deeducadores e estudantes na abordagem de temas atuais e desafiadores.A Rede de Capacitação é voltada para o uso pedagógico da internet e é realizada emparceria com secretarias estaduais de educação e os Núcleos de Tecnologia Educacional(NTE) do ProInfo/MEC. A partir de cada oficina de formação realizada pela equipe doEducaRede, a secretaria de educação parceira indica capacitadores cuja responsabilidadeé a de irradiar essa ação para novas turmas em suas cidades e vizinhanças.Os formadores regionais recebem como material de apoio o Caderno do Capacitador e asoficinas têm continuidade a distância em fóruns específicos do Portal EducaRede. Dessemodo, há a formação de rede nacional de capacitadores regionais e de educadores quetrocam experiências sobre o uso pedagógico da internet.d) Planejamento futuroNenhuma informação relacionada foi encontrada.4.13 Escola Digital Integrada47a) DescriçãoA Escola Digital Integrada é um programa para a inclusão digital que utiliza a informáticacomo forma de ensino e torna o aprendizado mais interativo.O programa foi implantado em 2002, na Escola Gisno, em Brasília, pela Samurai emparceria com a Universidade de Brasília (UnB), Siemens e Brasil Telecom. Desde então, aescola conta com computadores, monitores e coordenadoresCom a evolução do programa, os alunos passaram a aprender programação emlinguagem Java. Vale ressaltar que, no início, os alunos, em sua maioria, não sabiam ligarum computador.b) Infra-estruturaA Escola Digital Integrada conta com 30 computadores, 6 monitores e 2 coordenadores,que colaboram com o aprendizado durante os três turnos da escola.c) Condições de prestação de serviçosO programa é direcionado aos jovens estudantes do ensino médio.47 Ministério das Comunicações. A Escola Digital Integrada e o Compartilhamento do Conhecimento, sem data.CPqD – Todos os direitos reservados.

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