Arquigrafia Seminario Ibero Americano BH

705 visualizações

Publicada em

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
705
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
30
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
5
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Arquigrafia Seminario Ibero Americano BH

  1. 1. ARQUIGRAFIA - AMBIENTE COLABORATIVO PARA O COMPARTILHAMENTO DE IMAGENS DE ARQUITETURA ROZESTRATEN, ARTUR S. (1); MARTINEZ, MARIA L. (2); GEROSA, MARCO A. (3); KON, FABIO (4); DOS SANTOS, ANA PAULA O. (5); MICHALSKY, STRAUS (6); MARQUES, ELIANA DE AZEVEDO (7); NEVES, ELISABETE DA C. (8); ALVES, REJANE (9); FUKUMOTO, SAMUEL C. G. (10) 1. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Departamento de Tecnologia Rua do Lago, 876 Cidade Universitária 05508-080 São Paulo SP artur.rozestraten@usp.br2. Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo. Departamento de Jornalismo e Editoração Avenida Prof. Lúcio Martins Rodrigues, 443 Cidade Universitária 05508-020 São Paulo SP ml.martinez@usp.br 3. Instituto de Matemática e Estatística. Departamento de Ciência da Computação Rua do Matão, 1010 Cidade Universitária 05508-090 São Paulo SP gerosa@ime.usp.br 4. Instituto de Matemática e Estatística. Departamento de Ciência da Computação Rua do Matão, 1010 Cidade Universitária 05508-090 São Paulo SP kon@ime.usp.br 5. Instituto de Matemática e Estatística. Mestranda junto ao Departamento de Ciência da Computação Rua do Matão, 1010 Cidade Universitária 05508-090 São Paulo SP anapaulao.santos@gmail.com 6. Instituto de Matemática e Estatística. Mestrando junto ao Departamento de Ciência da Computação Rua do Matão, 1010 Cidade Universitária 05508-090 São Paulo SP strausmm@gmail.com 7. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Biblioteca da FAUUSP Rua do Lago, 876 Cidade Universitária 05508-080 São Paulo SP emarques@usp.br 8. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Biblioteca da FAUUSP Rua do Lago, 876 Cidade Universitária 05508-080 São Paulo SP beteneves@usp.br
  2. 2. 9. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Biblioteca da FAUUSP Rua do Lago, 876 Cidade Universitária 05508-080 São Paulo SP minori@usp.br 10. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Rua do Lago, 876 Cidade Universitária 05508-080 São Paulo SP samuel_fukumoto@yahoo.com.brRESUMOEste artigo apresenta o trabalho em andamento realizado em parceria com oo Setor Audiovisual da Bibliotecada FAUUSP para a digitalização, a catalogação e a inserção de imagens de arquitetura brasileira, slides, nosistema da Rede Social ARQUIGRAFIA para difusão do acervo ao público na Internet. O projeto A RQUIGRAFIAconjuga uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da Escolade Comunicação e Artes, e do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo, e contacom o apoio da FAPESP (2009/18342-0), e da Pró-reitoria de Pesquisa da USP, para a constituição de umambiente colaborativo na Web, que conjugue acervos institucionais digitalizados e acervos digitais deusuários-colaboradores, para o estudo e a construção de conhecimento sobre arquiteturas e espaços urbanosa partir da imagem fotográfica.Palavras-chave: Fotografia de arquitetura. Web 2.0. Ambiente colaborativo.1. INTRODUÇÃOO projeto Arquigrafia visa a criação de um ambiente colaborativo para a visualização, interação ecompartilhamento de imagens digitais de arquitetura – fotografias, desenhos e vídeos –, na Internet.O sistema também pode ser acessado por dispositivos móveis – smartphones e tablets –,valendo-se de aplicativos da plataforma Android/Google, de modo que os usuários – estudantes dearquitetura, professores, arquitetos, fotógrafos e demais interessados no assunto –, podem navegarno acervo georeferenciado do Arquigrafia enquanto circulam pelas cidades, visualizando imagens,interagindo com outros usuários, e colaborando para o crescimento contínuo do acervo ao enviaremsuas próprias imagens para o sistema, com os direitos autorais preservados pelo CreativeCommons.O objetivo principal do projeto é contribuir para o estudo, a docência, a pesquisa e a difusão dacultura arquitetônica e urbanística, ao promover interações colaborativas entre pessoas einstituições, compartilhando opiniões sobre um acervo iconográfico especializado. O processo deprojeto do website, e a dinâmica de composição e uso deste acervo original, possibilitam à equipede pesquisadores a investigação científica e o desenvolvimento de tecnologias quanto: à integração de metodologias ágeis e de usabilidade no desenvolvimento de projetos na Web, em contextos centrados nos usuários e nas comunidades; ao desenvolvimento de um ferramental de software livres, baseado em componentes para a construção de sistemas colaborativos na Web 2.0, que poderá ser adaptado e aplicado a outros casos análogos, futuramente; ao desenvolvimento de aplicativos para sistemas móveis, com base no sistema operacional Android; ao estudo dos critérios de catalogação de imagens, digitalização de acervos de slides, e padronização de acervos iconográficos conforme parâmetros internacionais (Formato MARC, Machine Readable Cataloging) e do AACR2 (Código de Catalogação Anglo-Americano); ao estudo das interações entre os processos de construção de conhecimento individuais e coletivos, a partir da formulação e compartilhamento de juízos/interpretações sobre aspectos plásticos-espaciais percebidos em imagens de arquitetura;
  3. 3.  ao estudo da cultura Open acess, suas possibilidades de intercâmbio, e seus desdobramentos interativos nas relações virtuais e nas relações reais nas cidades.Considerando a inexistência de um acervo específico de imagens de arquitetura, organizado edisponível para amplo acesso na Internet, esse projeto permitirá a criação coletiva e colaborativa deum conjunto iconográfico que virá a complementar o material visual existente a respeito daarquitetura brasileira, colaborando para estimular a cultura arquitetônica, e promover a interaçãoentre diferentes perfis de usuários na Internet, e também em diferentes espaços urbanos reais.A convergência de duas experiências anteriores fundamenta conceitualmente a p roposta do projetoArquigrafia.A primeira delas é a iniciativa de doação de imagens fotográficas que originou o acervo de slides daBiblioteca da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, F AUUSP. Talação coletiva, empreendida por alunos e professores articulados em torno do MUSEU e do Grêmiodos alunos da FAU,GFAU, desde meados dos anos 60, resultou na composição do maior acervo deimagens de arquitetura do hemisfério sul, com mais de 82 mil imagens.A segunda é o projeto do Museu de Crescimento Ilimitado (1939) de Le Corbusier (1887-1965),proposto como uma espiral quadrada, que configuraria um ambiente linear capaz de se expandircontinuamente, no ritmo da ampliação permanente de seu acervo.A iniciativa colaborativa que, entre os anos 60 e 80, em outro contexto e com outros recursostécnicos, formou o acervo atual de slides da FAUUSP, pode ser reformulada hoje no Arquigrafia,com o mesmo caráter, mas em uma escala muito mais abrangente, em um ambiente virtual na Web2.0, de crescimento contínuo e ilimitado. Tal iniciativa tem o potencial de reunir, em curto espaço detempo, imagens digitais de todos os recantos do país produzidas por arquitetos, estudantes,professores, fotógrafos e pessoas interessadas em arquitetura, conforman do um acervo que,posteriormente, pode ser ampliado à arquitetura mundial.Muito embora o Arquigrafia tenha se concentrado em criar condições para a composição de umacervo digital original – até como uma alternativa às dificuldades de digitalização e restrições dedireitos autorais vigentes sobre acervos já constituídos –, evidencia-se hoje a possibilidade deintegração dessa iniciativa a acervos iconográficos institucionais consolidados.No momento, o projeto confere especial atenção à experiência de digitalização e integração gradualdos slides do acervo da Biblioteca da FAUUSP referentes à arquitetura brasileira – cerca de 37 milimagens –, catalogando individualmente as imagens no Banco DEDALUS da USP, utilizando oformato MARC e o código AACR2, reconhecendo os direitos autorais de cada autor (CreativeCommons), e as características específicas desse acervo fotográfico singular, especialmente ricoquanto à arquitetura paulista.O protótipo experimental do Arquigrafia, em teste, já demonstra sua plena exequibilidade eviabilidade técnica e, conforme o cronograma dos trabalhos em curso, uma versão Beta perpétuo,com um primeiro rol de funcionalidades, estará disponível na Internet, em novembro deste ano, paraamplo acesso público e gratuito.Este artigo apresenta uma contextualização histórica da Biblioteca da FAUUSP, seguida por umadescrição dos procedimentos técnicos empregados na digitalização dos slides, para, então,apresentar as características complementares do projeto ARQUIGRAFIA com relação a outrasiniciativas no campo da arquitetura e do urbanismo, e finalizar com seus desdobramentos futuros econclusões.
  4. 4. 1.1 Breve Histórico do Serviço de Biblioteca e Informação da FAUUSPCriada em 1948, como parte fundamental do projeto e programa de ensino da Faculdade deArquitetura e Urbanismo da USP, a Biblioteca da FAU, tem como objetivo o auxílio ao estudo,pesquisa e extensão universitária.Além dos materiais convencionais - livros e periódicos - a Biblioteca possui diversos materiaisespeciais, organizados em setores: setor de projetos originais, setor de mapas, setor audiovisual.Hoje conta no seu acervo cerca de 200 mil documentos.Oferece também serviços diferenciados como a oficina de reparos e a indexação de artigos derevistas nacionais especializadas em arquitetura, publicado desde 1950 no Índice de ArquiteturaBrasileira, obra única no país.O setor de projetos originais possui um acervo de cerca de 400.000 (quatrocentos mil) desenhosoriginais de arquitetura de renomados arquitetos que se destacaram na história da arquiteturapaulista, tais como: Ramos de Azevedo, Victor Dubugras, Gregori Warchavchik, Jacques Pilon,Elisiário Bahiana, Carlos Millan, João Batista Vilanova Artigas entre outros.Em 1974 foi criada a Biblioteca ramal de pós-graduação que funciona junto ao prédio localizado àrua Maranhão, 88. Possui um acervo constituído de teses e livros de uso do corpo docente ediscente da pós, num total de 15.000 volumes. Realiza serviços de orientação para a normalizaçãode trabalhos disciplinares e programados, além de realizar levantamentos bibliográficos para osusuários.Às vésperas de completar 30 anos de uso das instalações da Biblioteca de Graduação, que selocaliza em edifício tombado pelo CONDEPHAAT, de autoria do arquiteto Vilanova Artigas, foirealizada a sua reforma, concluída em junho de 1998. Este projeto de autoria do arquiteto JoséArmênio de Brito Cruz e coordenado pelo Prof. Dr. Júlio Roberto Katinsky, foi financiado pelaFAPESP, e ganhou prêmio na 4a. Bienal de Arquitetura de 1999.A Biblioteca da Pós-Graduação, localizada no edifício Vila Penteado em Higienópolis, um dosúltimos remanescentes art nouveau de São Paulo, também passou por reformulação com verbaFAPESP. O projeto de arquitetura também de autoria do arquiteto José Armênio de Brito Cruz e acoordenação do Prof. Dr. Júlio Roberto Katinsky incluiu restauro de paredes e forros decorados. Aobra foi concluída em outubro de 2002.1.1.1 Setor audiovisual – coleção e a digitalização de slidesA constituição sistemática do material audiovisual da Biblioteca da Faculdade de Arquitetura eUrbanismo da Universidade de São Paulo teve seu início na década de 1960. Eram alguns poucosdiapositivos e filmes que tiveram seu uso largamente expandido com a aplicação dos métodos deeducação visual considerados modernos à época. O acervo foi iniciado com reproduções de livrosou de outro material gráfico.As coleções de arquitetura, plantas, cortes, reconstituição ou vistas de obras arquitetônicas; ascoleções de pinturas, cerâmica ou escultura, ou as simples ilustrações de plantas de cidadesantigas foram utilizadas, desde então, com excelente resultado, como apoio de considerávelimportância nas aulas de história da arte, arquitetura e urbanismo.A Biblioteca da FAU, na década de 60, contava com cerca de 6000 diapositivos. Nessa época,constatou-se a necessidade da preparação de um manual de processos técnicos para ocadastramento e recuperação do material.Na gestão do então Diretor da FAU, Professor Lourival Gomes Machado, foi elaborada, sob suaorientação, uma classificação e catalogação, cujo núcleo central contou com o trabalho dasbibliotecárias Teresa Almasio Hamel e futuras expansões por Eunice R. Ribeiro Costa e SuzanaAlessio de Toledo.
  5. 5. Um dos polarizadores da pesquisa sobre Arquitetura no Brasil foi o Cento de Estudos Folclóricos daFAUUSP. Nesse centro foram desenvolvidos os primeiros estudos de Arquitetura no Brasil poriniciativa dos professores Gustavo Neves da Rocha Filho, Nestor Goulart Reis Filho e BeneditoLima de Toledo. Posteriormente, o centro passou a chamar-se Centro de Estudos Brasileiros.Os autores e obras que despontavam na crítica de arquitetura eram objeto de seminários, comexposições de artes plásticas e fotografias, projeção de imagens, edição de textos, cursos edebates com participação de pessoas convidadas pelo Centro.O material iconográfico resultante desses eventos passou a fazer parte do acervo do então setoraudiovisual da Biblioteca da FAU, complementado por imagens registradas em viagens de estudorealizadas pelos professores do Departamento de História, junto com seus alunos.Contribuíram grandemente para enriquecer o acervo da Biblioteca fotografias de autoria dosprofessores Benedito Lima de Toledo, Flávio Mota, Gustavo Neves da Rocha Filho, Nestor GoulartReis Filho, Paulo Bruna, entre tantos outros que, em viagens de estudo, registravam imagens degrande interesse didático.Na sequência, doações, trabalhos de graduação e pós-graduação, ou mesmo compra de coleçõesde diapositivos, deram continuidade ao acervo. Negativos de vidro e fotografias, material precioso eraro, foram também recebidos como doação. Como exemplo, o acervo original de negativos devidro do escritório Ramos de Azevedo.Para o armazenamento da coleção de diapositivos foram adquiridos arquivos de aço com gavetasespecialmente projetadas com divisórias. A manutenção e limpeza adequadas a cada diapositivosempre foram executadas visando sua preservação.O acervo slides da Biblioteca da FAUUSP é especializado em artes, arquitet ura, paisagismo eplanejamento territorial urbano. Formado por compra, doações de professores, alunos,pesquisadores e também pela reprodução de imagens realizada pelo Laboratório de RecursosAudiovisuais da FAU (LRAV-FAU). Criado em novembro de 1959, o acervo hoje possui 82.150slides processados os quais são divididos em dois catálogos denominados Brasil e Exterior. Osseus assuntos englobam a arte primitiva, arquitetura, desenho industrial, pintura, mobiliário,colagem, gravura, paisagismo, ruas, cidades, mosaicos, tapeçaria, cenografia, etc. Figura 1: Aspectos do Setor Audiovisual da Biblioteca da FAUUSP Fonte: fotografias de Artur Rozestraten, 2011.Destacam-se neste acervo as coleções alguns de arquitetos, expoentes da arquitetura brasileira,como Ramos de Azevedo, Victor Dubugras, Rino Levi, Carlos Millan, João Batista Vilanova Artigas,Oscar Niemeyer, Eduardo Kneese de Mello, Paulo Mendes da Rocha, Carlos Lemos entre outros.
  6. 6. Em 2000 foi desenvolvido o software Infoslide (HABE & SOUZA, 2006), para otimizar o fluxo dainformação do setor. Entre outras coisas, o software permite o cadastramento e a recuperação tantodos dados bibliográficos quanto das imagens dos slides processados. Este software utilizou comoplataforma a linguagem Pascal aplicável em sistema operacional Windows em equipamentos PC.A digitalização era feita pela captura da imagem do slide, por meio de um scanner apropriado. Aimagem tinha como definição padrão de qualidade de resolução 400 x 400 pontos por polegadas,256 cores e no tamanho 2,5 x 3,5 cm e salva em formato JPEG.Após a digitalização utilizava-se o programa de tratamento de imagens para corrigir o equilíbrio decor, luminosidade e saturação. Logo após era inserido o logotipo da FAUUSP que identifica aimagem digitalizada como parte do acervo da biblioteca da FAUUSP (HABE; SOUZA, 2006)1.1.2 Situação atualDiante da proposta do projeto ARQUIGRAFIA, paralelamente à digitalização das imagens, vimos aimportância de incluir a descrição bibliográfica dos slides no Banco DEDALUS (Catálogo On-linedas Bibliotecas da USP), utilizando também o formato MARC (Machine Readable Cataloging) comopadrão internacional para catalogação.A descrição bibliográfica dos slides segue as normas internacionais do AACR2 (Código deCatalogação Anglo-Americano), o código utilizado pelas Bibliotecas da USP e também inclui osmetadados das imagens de acordo com o Vocabulário Controlado do SIBi/USP.Feita a catalogação, a pesquisa no Banco DEDALUS pelas diversos termos de busca como autor,assunto, título ou período levará o usuário ao ARQUIGRAFIA, através de um hiperlink na descriçãobibliográfica do registro com a imagem no site.Na literatura identificamos muitas experiências sobre a digitalização de documentos, algumas delasdescritas por Arellano (2004), que destaca a importância da preservação dos documentos digitais,sejam eles reprodução de outros documentos ou criados originalmente no formato digital,promovendo o acesso ao conteúdo dos documentos, sem deixar de lado a importância da mídiautilizada para este acesso.No caso do formato digital oriundo da digitalização do acervo de slides sobre arquitetura brasileirada Biblioteca da FAUUSP, todas as imagens receberão uma marca d’água, discreta, no cantoinferior esquerdo, com o logotipo da FAU, para identificação de sua procedência, e poderão servisualizadas livremente por todos os usuários do ARQUIGRAFIA. Aquelas que não tiverem recebidoainda, por parte dos autores, uma licença de cessão de direitos não estarão disponíveis paradownload, somente visualização em tela, enquanto que todas as que tiverem uma licença dedireitos atribuída por seus autores, ou herdeiros, estarão disponíveis para download, com a marcad’água.Quanto à cessão de direitos, todos os autores de slides originais do acervo, ou seus respectivosfamiliares, serão contatados, por meio de carta e e-mail, para autorizarem a difusão das imagens naInternet, definindo as respectivas licenças Creative Commons para o conjunto de suas doações. Asopções de licença poderão ser as seguintes: para uso não comercial, permitindo que outros façam download se suas obras, e remisturem, adaptem e utilizem a sua obra noutras obras, para fins não comerciais, desde que atribuam o devido crédito pela obra origiinal adaptada; para uso não comercial, proibindo obras derivadas, permitindo somente que outros façam download das suas obras, e as partilhem, desde que lhe sejam atribuídos os devidos créditos, mas não podendo alterá-las de nenhuma forma, nem utilizá-las para fins comerciais.Definidas as características da licença, aplicar-se-á a mesma a todo o conjunto de imagens de ummesmo autor, sendo claras as restrições de uso para todos os usuários do sistema.
  7. 7. Gradativamente, então, à medida que forem obtidas tais licenças, novos conjuntos de imagensdigitalizadas e abertas à visualização estarão também à disposição dos usuários para download noambiente colaborativo do ARQUIGRAFIA.2. DESCRIÇÃO DOS PROCEDIMENTOS TÉCNICOSOs procedimentos metodológicos, de caráter técnico, empregados no trabalho que aqui seapresenta, foram realizados em etapas sequenciais, e interdependentes, que serão descritas aseguir.2.1 AproximaçãoO acervo de imagens fotográficas de arquitetura da Biblioteca da FAUUSP é o maior da AméricaLatina, com cerca de 37 mil fotografias.O registro inicial destas imagens seguiu os procedimentos de catalogação adotados pela Bibliotecavigentes naquele momento, com as seguintes informações: número de tombo, sequencial; classificação, seguindo a Classificação Decimal de Dewey; entrada, autor do projeto ou a cidade retratada; título, nome da arquitetura representada; descrição, parte representada na imagem; data do tombo, dia, mês e ano de doação ou compra da mesma; forma de aquisição, doação ou compra; procedência, origem ou doador da imagem; o crédito da imagem, autor da fotografia, direitos autorais; às vezes contém a informação do ano no qual foram tiradas as fotografias.O primeiro registro é referente a um diapositivo com data de 11 de novembro de 1959, classificadacomo 38E2 (3_Antiguidade, 8_Grécia, E_Escultura, 2_Época arcaica), que retrata uma escultura decabeça feminina, doada por Prof. Lourival Gomes Machado.A partir de 2003, as imagens começaram a ser digitalizadas e catalogadas no Infoslide, facilitando oacesso, a consulta e a identificação dos diapositivos, pois o sistema contém, em sua catalogação,uma imagem digitalizada de referência, mostrando o conteúdo do slide. Esse é o caráter dadigitalização prévia, uma representação da imagem do slide, em baixa resolução, apenas para oreconhecimento do material. Cabe registrar também, que a maioria dos slides que foramdigitalizados e incorporados no Infoslide retrata a arquitetura ou obras de arte da Europa, da Baciado Mediterrâneo, e do Oriente-próximo, especialmente da Antiguidade, produções que não seencontram no foco do projeto ARQUIGRAFIA, concentrado, nesse momento, na criação de um acervooriginal de imagens digitais da arquitetura brasileira.2.2 Nova digitalizaçãoObservou-se, então, que, devido à baixa resolução das imagens disponíveis no Infoslide, fazia-senecessária uma nova digitalização, e definiu-se como ponto de partida, para tanto, o conjunto deimagens relativas à obra do arquiteto João Batista Vilanova Artigas (1915-1985). A novadigitalização em andamento está sendo feita utilizando-se um scanner de filmes, Nikon supercoolscan 5000 ED, com um adaptador para slides, Nikon SF-210, que tem capacidade paradigitalizar lotes de 50 slides automaticamente.
  8. 8. Figura 2: Aspectos do Scanner de filmes, Nikon super coolscan 5000 ED, com um adaptador para slides, Nikon SF-210 do Setor Audiovisual da Biblioteca da FAUUSP Fonte: fotografias de Artur Rozestraten, 2011.O software do scanner possibilita a elaboração de padrões diferenciados de digitalização, definindoa qualidade das imagens, tamanho e a possível remoção de ruídos dos slides, com a tecnologiaDigital ICE. Para o scanneamento do acervo em foco, foi criado um padrão ARQUIGRAFIA, no qual sefixa a resolução da imagem, numa relação de altura e largura fixas, 5782 por 3946 pixels, comaproximadamente 65,3 MBytes, numa proporção de 4000 Pixels/Polegada. Figura 3: Telas da configuração do padrão Arquigrafia no Nikon Scan 4.0 Fonte: imagem gerada por Rejane Alves e Straus Michalsky, 2011.Para preservar as características do material original, o único tratamento digital que se faz nasimagens é o uso do recurso de remoção de alterações superficiais, que tem efeito semelhante àlimpeza física dos slides.
  9. 9. Figura 4: Tela de aplicação do recurso de remoção de alterações superficiais no Nikon Scan 4.0 Fonte: Acervo de slides da Biblioteca da FAUUSP, imagem gerada por Rejane Alves e Samuel Fukumoto, 2011.Na lida com imagens que chegam a ter 50 anos, a tecnologia Digital ICE, de remoção de alteraçõessuperficiais mostrou-se muito eficiente e positiva na digitalização dos slides, pois não modifica asinformações originais do diapositivo – como cor, brilho, contraste, e saturação –, mas reduz,sensivelmente, os efeitos de patologias do filme, como mofo, poeira e riscos, que podem prejudicarbastante a visualização da imagem. Figura 5: Slide colorido digitalizado com poeiras e riscos no Nikon Scan 4.0 Fonte: Acervo de slides da Biblioteca da FAUUSP, imagem gerada por Rejane Alves e Samuel Fukumoto, 2011.
  10. 10. Figura 6: Slide colorido digitalizado e tratado com recurso de remoção das alterações superficiais Fonte: Acervo de slides da Biblioteca da FAUUSP, imagem gerada por Rejane Alves e Samuel Fukumoto, 2011.O mesmo recurso, entretanto, quando aplicado a uma figura em preto e branco, tende a realçarcontrates, interpretando as escalas intermediárias de cinzas como “ruídos” na imagem. Talinterpretação modifica consideravelmente as informações originais da fotografia, alterando aimagem. Para preservar as características originais dos slides em preto e branco foi necessário criarum outro padrão ARQUIGRAFIA, com a mesma resolução e tamanho do aplicado a imagens coloricas,porém sem o recurso de remoção de alterações superficiais ou “ruídos”. Figura 7: Tela de aplicação do recurso de remoção de alterações superficiais no Nikon Scan 4.0 Fonte: Acervo de slides da Biblioteca da FAUUSP, imagem gerada por Rejane Alves e Samuel Fukumoto, 2011.
  11. 11. Figura 8: Slide preto e branco digitalizado com poeiras e riscos no Nikon Scan 4.0 Fonte: Acervo de slides da Biblioteca da FAUUSP, imagem gerada por Rejane Alves e Samuel Fukumoto, 2011. Figura 9: Slide preto e branco digitalizado e tratado com recurso de remoção das alterações superficiais, resultando em distorções no contraste da imagem original Fonte: Acervo de slides da Biblioteca da FAUUSP, imagem gerada por Rejane Alves e Samuel Fukumoto, 2011.Um aspecto que interfere diretamente no processo de scanneamento e no ritmo do trabalho são asdiferentes molduras de slides. No acervo da FAUUSP há molduras mais recentes, em plástico, emolduras mais antigas em papel, que também são mais espessas e mais frágeis no contato com alingueta metálica do sistema automático do adaptador Nikon SF-210.
  12. 12. Figura 10: Diversos tipos de moldura de diapositivo em papel e plástico, e slide danificado pela guia do adaptador para slides, Nikon SF-210 Fonte: Acervo de slides da Biblioteca da FAUUSP, fotografias de Samuel Fukumoto e Artur Rozestraten, 2011.Tais diferenças exigem ajustes na regulagem do dispositivo de saída para evitar que, no movimentode ejeção, os slides com molduras em papel sejam pressionados contra a lateral da linguetametálica e se abram, fragmentando-se e expondo o filme a rasgos, dobras e perfurações. Estuda-senesse momento uma adaptação do sistema para evitar os danos aqui mencionados, e permitir umritmo de trabalho mais acelerado com os conjuntos emoldurados em papel.2.3 Catalogação no sistema ARQUIGRAFIAO trabalho de digitalização e catalogação tem sido feito em parceria entre funcionários da Bibliotecada FAU e um bolsista em treinamento técnico (TT1) do Auxílio Regular da FAPESP aoARQUIGRAFIA. Essa equipe faz uso de computadores em rede e pastas compartilhadas para facilitare agilizar o processo. As imagens são digitalizadas e nomeadas com os números de tombo, parafacilitar e agilizar o processo, utiliza-se o software Xnview, que possibilita uma renomeação em lote.Abre-se a pasta das imagens que foram digitalizadas – que estarão nomeadas pela ordem dadigitalização, e não pelo número de tombo –, então seleciona-se a imagem, confere-se a imagemcom o número de tombo, aperta-se F2 e escreve-se o número de tombo referente. Figura 11: Tela do Infoslide Fonte: Acervo de slides da Biblioteca da FAUUSP, imagem gerada por Rejane Alves, 2011.
  13. 13. Nas primeiras semanas, as imagens eram digitalizadas e colocadas todas em uma mesma pasta, oque se mostrou ineficaz, com o tempo, pois ao invés das imagens estarem organizadas pelasequência de entrada – permitindo, assim, a proximidade na planilha de catalogação das imagensreferentes ao mesmo projeto –, estavam organizadas pelo número de tombo, inviabilizando talrelação de proximidade. Identificada essa questão, a partir do final do primeiro mês de trabalho, asimagens passaram a ser digitalizadas e organizadas por dia de digitalização, em pastas, por gavetae fileira de slides, o que facilita a comunicação e a identificação do slide original, possibilitando alocalização da imagem no acervo físico, sem a necessidade de consulta aos livros de tombo. Figura 12: Gavetas de slides da Seção de Audiovisual da Biblioteca da FAUUSP Fonte: Acervo de slides da Biblioteca da FAUUSP, imagem de Artur Rozestraten, 2011.A planilha de catalogação adotada para o acervo contém os seguintes campos completados a partirdos livros de tombo: número de tombo; caracterização, adotando o padrão MARC; nome, mesmo que título; autor da imagem, mesmo que crédito da imagem; data da imagem, mesmo que ano da fotografia; autor da obra, mesmo que entrada; descrição.Considerando que o ARQUIGRAFIA irá georeferenciar as imagens, gerenciar as licenças de direitosautorais com base no Creative Commons, e possibilitar busca no sistema, fez-se necessárioacrescentar os seguintes campos adicionais: cidade, Estado, País, Bairro, Rua, Número; tipo de Licença Creative Commons; tags separadas em três campos, Materiais, Elementos e Tipologias; ano da obra; data da catalogação.
  14. 14. Figura 13: Trecho de planilha de catalogação das imagens digitalizadas Fonte: Concepção e imagem de Samuel Fukumoto, 2011.Posteriormente observou-se a necessidade de inclusão de novo campo de catalogação, como“observações”, no qual são inseridas características visuais particulares da imagem, comomanchas, riscos, nitidez, cor, brilho, entre outras. Tal informação pretende orientar eventuaisexclusões e restauro de imagens em razão do comprometimento do diapositivo original.O processo de catalogação é iniciado selecionando-se um grupo de imagens digitalizadas; a seguir,os números de tombo individuais são inseridos na planilha; então, consultam-se os livros de tomboa fim de completar os campos possíveis; completados esses campos, pesquisam-se osincompletos, em suma, o logradouro e o ano da obra, e conferem-se as informações inseridas. Apósa fase de pesquisa, os slides passam a ser analisados detidamente, um a um, como registroiconográfico de uma determinada arquitetura, para que sejam feitas sugestões e inserções depalavras-chave, tags, para cada uma das imagens fotográficas, referenciando sua busca no sistemaARQUIGRAFIA e na Internet, como um todo.Visando o resguardo dessas informações, a preservação do trabalho, e a segurança do material, foiadquirido um HD externo de 1TB, e criada uma conta no Dropbox <www.dropbox.com>, comorecursos complementares de backup, físico e virtual, respectivamente. Ao final de cada dia detrabalho, executam-se os backups de todos os arquivos e imagens.
  15. 15. Figura 14: Processo de scanneamento, remoção de alterações superficiais, e catalogação das imagens digitalizadas Fonte: Fotografias de Artur Rozestraten, 2011.Até o final de setembro de 2011, após três meses de trabalho, foram digitalizadas 3586 imagens,sendo que destas 1170 estão catalogadas no sistema ARQUIGRAFIA e, posteriormente, serãocatalogadas no banco DEDALUS. As imagens catalogadas representam hoje 32,6% das imagensdigitalizadas. No total, 9,7% do acervo de diapositivos referentes à arquitetura brasileira já estádigitalizado, e 3,2% do acervo catalogado, o que permite uma projeção de finalização do processode digitalização em cerca de 24 meses. Figura 15: Tela do software Xnview do processo de scanneamento e organização em pastas Fonte: Imagem gerada por Rejane Alves e Samuel Fukumoto, 2011.3. CONTRIBUIÇÃODesde seu início em 2008, o projeto ARQUIGRAFIA pautou-se por um entendimento dacomplementaridade de seus esforços com relação a outras iniciativas existentes no universoeditorial impresso, e na Internet. A equipe de pesquisadores entende que a contribuiçãocomplementar que esse projeto oferece diz respeito aos seguintes aspectos: a ênfase na imagem, reforçando a importância da cultura visual no processo de conhecimento e na comunicação de conteúdos arquitetônicos. Esse enfoque iconográfico é especialmente importante para o público leigo e para os estudantes de graduação, como campo de aproximação ao universo da arquitetura e do urbanismo. Espera-se que tal ênfase estimule, não só a visualização e a interpretação das imagens existentes mas, também, e principalmente, a produção de novas imagens fotográficas feitas pelos usuários ao assumirem uma posição ativa na produção de conhecimento, conduzindo à visita, à experiência direta das arquiteturas e espaços urbanos, e ao amadurecimento de um olhar crítico sobre tais vivências; a imagem é apresentada sem interpretações a priori, estimulando assim interpretações particulares, subjetivas e originais, que podem ser expostas a um grupo e, então, comparadas, debatidas e avaliadas comparativamente a outras interpretações no ambiente da Rede Social em pauta;
  16. 16.  frente ao excesso de imagens disponíveis na Web e à cultura de vizualização rápida de imagens, pretende-se promover no ambiente do ARQUIGRAFIA o estímulo ao olhar atento, concentrado e detido na imagem, reforçando essa atenção com convites à sua análise e interpretação, para estimular a apreensão da arquitetura – em seus conteúdos plásticos, espaciais e construtivos –, visível na imagem fotográfica; o questionamento da periodização tradicional da história das artes e da arquitetura, sugerindo, ao invés da periodização tradicional da história que fragmenta em seções, aparentemente estanques e homogênas, o contínuo do processo histórico. O que se pretende no ambiente do site é a reunião de imagens de diferentes períodos históricos, e diferentes procedências geográficas, sugerindo associações, continuidades, rupturas, re-significações, e revisões constantes das interpretações já constituídas; a organização e disposição temática do acervo. Formato que, valendo-se de conceitos-chave, binômios e tags, cria eixos trans-históricos e trans-geográficos e trata com o mesmo padrão visual expressões arquitetônicas do período colonial, do séc. XX e do mundo contemporâneo, advindas das várias regiões do país, e abertas a relações com expressões arquitetônicas de outras épocas e lugares; o enfoque poligráfico ou multigráfico. Ao reunir diferentes arquiteturas, de diferentes arquitetos e diferentes períodos – como poli ou multigrafia –, o projeto configura uma alternativa crítica ao formato monográfico (que se concentra sobre um único período ou um único arquiteto) predominante nas iniciativas editoriais e na organização dos Bancos de Imagens. A proposta é reunir trabalhos de arquitetura diversos – anônimos, às vezes – produzidos em períodos e lugares distintos, para usos diferentes, com sistemas construtivos distintos, mas possíveis de serem alinhavados por um mesmo conceito-chave, binômio ou tag relativo a aspectos plástico-espaciais; a apresentação simultânea de imagens ao invés da convencional apresentação isolada figura a figura. Essa condição visual sui generis, de uma poli-imagem-síntese, pode construir tensões entre as imagens – contrastes, semelhanças e diferenças – e assim, sugerir novas percepções e interpretações das qualidades plásticas (matéria e espaço) das arquiteturas apresentadas; a especificidade da visualidade da arquitetura. A intenção de se construir um enfoque sobre a arquitetura dentro da especificidade desta arte, isto é, não simplesmente como história dos edifícios, ou história dos arquitetos, mas principalmente como história das formas de concepção e composição do diálogo entre matéria e vazio, ou história das configurações plástico-espaciais e suas representações.3.1 DesdobramentosEm uma próxima etapa, a iniciar-se ainda este ano, o projeto ARQUIGRAFIA irá integrar o acervodigital de imagens de arquitetura brasileira do site VITRUVIUS à sua Rede Social, firmando assimuma parceria há tempos desejada. O acervo de imagens fotográficas digitais de arquitetura doPortal VITRUVIUS é hoje o mais significativo conjunto de imagens sobre arquitetura e espaçosurbanos brasileiros acessível on line, com cerca de 35 mil fotografias, sem, contudo, estarcatalogado nem organizado criteriosamente por palavras-chave, autor, referências tipológicas,cronológicas ou geográficas. Além de organizar o acervo mencionado, pretende-se inseririntegralmente tais imagens no sistema do ARQUIGRAFIA, respeitando os direitos autorais soblicenças livres Creative Commons. Com o apoio da FAPESP e da Pró-reitoria de pesquisa daUniversidade de São Paulo, a integração do acervo digital de imagens de arquitetura do projetoVITRUVIUS – generosamente cedido pelo arquiteto Prof. Dr. Abilio Guerra, coordenador da equipe dosite –, trará uma contribuição inestimável à constituição de um acervo integrado e especializadosobre arquitetura, de amplo acesso público na Internet, com base na Rede Social ARQUIGRAFIA.
  17. 17. 4. CONCLUSÃOO trabalho descrito aqui tem uma inserção especial dentro da história do projeto ARQUIGRAFIA poisretoma e materializa um desejo inicial da equipe de pesquisadores: a colaboração com adigitalização e a difusão na Internet do acervo de slides da Biblioteca da FAUUSP. Desde o início,entendia-se que o trabalho sobre esse acervo seria um projeto piloto, que poderia estimular outrasinstituições – bibliotecas, faculdades, institutos e fundações – que também possuem acervos deimagens da arquitetura brasileira a colaborarem com a Rede ARQUIGRAFIA. A parceria com o portalVITRUVIUS vem justamente somar-se a esse esforço, convergindo para a constituição de umambiente colaborativo na Web, em torno da iconografia digital da arquitetura brasileira, reunindoimagens fotográficas, desenhos e vídeos, para amplo acesso público. Espera-se, que a partirdessas primeiras experiências aqui relatadas, outros acervos institucionais venham somar-se aoARQUIGRAFIA, tornando real a coexistência complementar, em um mesmo ambiente na Internet, deacervos institucionais e acervos particulares cedidos pelos usuários como estratégia deenfrentamento dos desafios educacionais contemporâneos no Brasil. O conjunto iconográfico quepode ser assim constituído, certamente ampliará e aprofundará o conhecimento sobre a produçãohistórica da arquitetura no Brasil, tornando visível e passível de reflexão a diversidade dasproduções locais nos mais singulares lugares e espaços urbanos do país.AGRADECIMENTOSÀ diretoria da FAUUSP pelo apoio a esse trabalho, a todos os funcionários da Biblioteca daFAUUSP, especialmente àqueles do Setor Audiovisual, à sua diretora, Dina Uliana, pelo apoio ecolaboração fundamentais, e à Suzana Alessio de Toledo, ex-diretora da Biblioteca da FAU, pelagentil colaboração com esse texto.REFERÊNCIASArellano, Miguel Angel. Preservação de documentos digitais. Ciência da Informação, Brasília, v. 33,n. 2, p. 15-27, maio/ago. 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ci/v33n2/a02v33n2.pdf>.Acesso em: 28 set. 2011.CLASSIFICAÇÃO e catalogação de diapositivos e fotografias de arte. São Paulo: Laboratório deArtes Gráficas – FAU, 1974.CORONA, Eduardo; LEMOS, Carlos Alberto Cerqueira. Dicionário da arquitetura brasileira. SãoPaulo: Edart, 1972. 472 p.DEWEY, Melvil. Dewey decimal classification and relative index. 22. ed. Ohio: Online ComputerLibrary Center, 2003. 4v.HABE, Neuza Kazue; SOUZA, João Carlos Bezerra de. Digitalização de diapositivos de arte earquitetura: uma experiência a compartilhar. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE BIBLIOTECASUNIVERSITÁRIAS, 14., 2006, Salvador. Anais... Salvador: UFBA, 2006. 1 CD-ROM.MARQUES, Eliana de Azevedo. Serviço de Biblioteca e Informação da FAUUSP. Revista doPrograma de Pós-Graduação da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, São Paulo, n. 20, p.226-235, dez. 2006.______. A nova biblioteca: o papel e o digital. Revista USP, São Paulo, n. 80, p. 18-27,dez./jan./fev., 2008/2009.Santos, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa, Alves, Rachel Cristina Vesú. Metadados eWeb Semântica para estruturação da Web 2.0 e Web 3.0. DataGramaZero - Revista de Ciência daInformação, v.10, n.6, dez. 2009. Disponível em: <http://www.datagramazero.org.br/dez09/Art_04.htm >. Acesso em: 18 ago. 2011.

×