Avaliarparapromover 090902173845-phpapp02

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Avaliarparapromover 090902173845-phpapp02

  1. 1. Avaliar para promover As setas do caminho Jussara HoffmannOrganização: Vânia P. Oliveira
  2. 2. Avaliar para promover (diferentes “leituras”, significados):1) Como “promoção”: atrelado a decisões burocráticas da avaliação tradicional.2) Objetivo da obra: promoção como acesso a um patamarsuperior de aprendizagem, de acesso a um nívelqualitativamente superior de conhecimento e de vida.
  3. 3. Polêmicas em torno da avaliação:LDB encaminha novas regulamentações sobre a promoçãodos estudantes.Pareceres, resoluções, normas somam-se a LDB e criammúltiplas interpretações.Sociedade e professores inquietos frente as reformaseducacionais (risco a tradicional escola brasileira).
  4. 4. Na obra NÃO existe apoio na idéia de que é precisomudar a escola e a sociedade para mudar a avaliação. AVALIAÇÃO ReflexãoCapacidade única e exclusiva do ser humano = pensar,analisar, julgar, interagir, influenciar e ser influenciado. AVALIAÇÃO REFLEXIVA Transformação da realidade avaliada.
  5. 5. É necessário REPENSAR os princípios de avaliação queregem a Escola. Isso exige discuti-la em seu conjunto:valores, organização curricular, preceitos metodológicos,visão política,comunitária.Isso faz desencadear e dinamizar processos de mudançasamplos: reflexão conjunta sobre princípios que fundamentama avaliação nas escolas (diferentes perspectivas individuais).
  6. 6. AVALIAÇÃO MEDIADORA Prática que está por ser delineada, um processo a ser construído pelo diálogo, pelo encontro, pelo confronto, por pessoas em processo de humanização.“O grande dilema é que não há como ensinar melhoresfazeres em avaliação. Esse caminho precisa ser construídopor cada um de nós, pelo confronto de idéias, repensando ediscutindo, em conjunto, valores, princípios, metodologias.”(Hoffmann, 2002)
  7. 7. Os estudos em avaliação deixam para trás ocaminho das verdades absolutas, dos critérios objetivos,das medidas padronizadas e das estatísticas, para alertarsobre o sentido essencial dos atos avaliativos deinterpretação de valor sobre o objeto da avaliação, de umagir consciente e reflexivo frente às situações avaliadas ede exercício do diálogo entre os envolvidos.
  8. 8. Diferencial básico do avaliador de uma avaliação mediadora: Avaliador interativo no processo, influenciando e sofrendo influências do contexto avaliado.  comprometido com o objeto da avaliação e com a sua própria aprendizagem do processo de avaliar;  conscientes das concepções que regem suas ações.
  9. 9. Programas de qualificação passam a exigir o engajamento decada professor nessa discussão, pois os ensinamentosteóricos, a apresentação de novos preceitos metodológicosnão irão garantir, por si só, a compreensão e a tomada deconsciência sobre concepções formativas e mediadoras emavaliação, cujo significado revela uma alteração radical desua finalidade. Exige retomar concepções de democracia, decidadania, de direito à educação
  10. 10. Práticas CLASSIFICATÓRIAS em avaliação: competição individualismo poder arbitrariedade nas relações julgamento de resultadosPráticas MEDIADORAS em avaliação: interativa intersubjetiva diálogo entre todos os envolvidos no processo ação pedagógica reflexiva relações interpessoais projetos coletivos
  11. 11. 1 - AVALIAÇÃO A SERVIÇO DA AÇÃOAlertam os estudos contemporâneos sobre a diferençaentre pesquisar e avaliar em educação. PESQUISA Coleta de informações, análise e compreensão dos dados obtidos. AVALIAÇÃOEstá a serviço da ação, colocando o conhecimentoobtido, pela observação ou investigação, a serviço damelhoria da situação avaliada.
  12. 12. “Observar, compreender, explicar uma situação nãoé avaliá-la; essas ações são apenas uma parte doprocesso. Para além da investigação e da interpretação dasituação, a avaliação envolve necessariamente uma açãoque promova a sua melhoria.”( Hoffmann, 2002) “...mudanças essenciais em avaliação dizemrespeito à finalidade dos procedimentos avaliativos e não,em primeiro plano, à mudança de tais procedimentos.Observe-se, entretanto, que a maioria das escolas euniversidades iniciam processos de mudanças alterandonormas e práticas avaliativas, ao invés de delinear, comos professores, princípios norteadores de suas práticas.”( Hoffmann, 2002)
  13. 13. “Em relação à aprendizagem, uma avaliação aserviço da ação não tem por objetivo a verificação e oregistro de dados do desempenho escolar, mas aobservação permanente das manifestações deaprendizagem para procedera uma ação educativa queotimize os percursos individuais.” Esse princípio da avaliação funda-se na visãodialética do conhecimento, que implica o princípio dehistoricidade: o conhecimento humano visa sempre aofuturo, à evolução, à superação. A avaliação mediadoradestina-se a conhecer, não apenas para compreender,mas para promover ações em benefício aos educandos,às escolas, às universidades.
  14. 14. “O papel do avaliador, ativo em termos doprocesso, transforma-se no de partícipe do sucesso oufracasso dos alunos, uma vez que os percursosindividuais serão mais ou menos favorecidos a partir desuas decisões pedagógicas que dependerão, igualmente,da amplitude das observações. Pode-se pensar, a partirdaí, que não é mais o aluno que deve estar preparadopara a escola, mas professores e escolas é que devempreparar-se para ajustar propostas pedagógicasfavorecedoras de sua aprendizagem, sejam quais foremseus ritmos, seus interesses e ou singularidades.”
  15. 15. AVALIAR PARA PROMOVER finalidade a serviço da aprendizagemMelhoria da ação pedagógica visando à promoçãomoral e intelectual dos alunos.
  16. 16.  Investigador  Esclarecedor  Organizador de experiências significativas de aprendizagem.PROFESSOR  compromisso de agir refletidamente, criando e recriando alternativas pedagógicas a partir da melhor observação e conhecimento de cada um dos alunos, sem perder a observação do conjunto e promovendo sempre ações interativas.
  17. 17. Com as exigências da LDB, a maioria dosregimentos escolares são introduzidos por textos queenunciam objetivos ou propósitos de uma avaliaçãocontínua, mas estabelecem normas classificatórias esomativas, revelando a manutenção das práticastradicionais.
  18. 18. Para onde vamos?De uma avaliação a serviço da a uma avaliação a serviço daclassificação, seleção, seriação... aprendizagem do aluno, da formação, da promoção da cidadania.De uma atitude de reprodução, de à mobilização, à inquietude, naalienação, de cumprimento de busca de sentido e significadonormas... para essa ação.De intenção prognóstica, à intenção de acompanhamentosomativa, de explicação e permanente, de mediação, deapresentação de resultados intervenção pedagógica para afinais... melhoria da aprendizagem.Da visão unilateral ( centrada no à visão dialógica, de negociaçãoprofessor) e unidimensional entre os envolvidos e(centrada nas medidas multirreferencial ( objetivos,padronizadas e na fragmentação valores, discussãodisciplinar)... interdisciplinar).Do privilégio à homogeneidade, à ao respeito à individualidade, àclassificação, à competição... confiança na capacidade de todos, à interação e à socialização...
  19. 19. 2 - UMA AÇÃO QUE SE PROJETA NO FUTUROAvaliação que se projeta e vislumbra o futuro, tem porfinalidade a evolução da aprendizagem dos educandos. As práticas tradicionais privilegiam o carátercomprobatório de uma etapa escolar percorrida peloaluno, reunindo e apresentando resultados obtidos etecendo considerações atitudinais que servem paraexplicar ou justificar o alcance desses resultados emdeterminado espaço de tempo. A avaliação volta-se ao passado, relatando eexplicando o presente.
  20. 20. Uma prática avaliativa direcionada ao futuro não tem porobjetivo reunir informações para justificar ou explicar umaetapa de aprendizagem, mas acompanhar com atenção eseriedade todas as etapas vividas pelo estudante paraajustar, no decorrer de todo o processo, estratégiaspedagógicas. VISA Encaminhamento de alternativas desoluçãoe melhoria do “objeto avaliado”. Cada manifestação do aluno é um indício decontinuidade, por onde o professor deve prosseguir.
  21. 21. O professor planeja a sua ação. Abre-se a várias opções de rumos e tempos aos alunos e a cada turma.Plástico PLANEJAMENTO Flexível Ajuste de objetivos e atividades permanentes.
  22. 22. A avaliação direciona-se para frente , não para julgar e classificar o caminho percorrido, mas para favorecer a evolução da trajetória do educando.
  23. 23. Jussara Hoffmann cita Charlot ( 2000): avaliar éfazer uma leitura positiva da realidade. Uma leituranegativa explica o fracasso escolar pelo que o alunonão é, não fez, pelas suas carências. Uma leiturapositiva é prestar atenção ao que fazem, conseguem,sabem da vida, são, e não somente às suas falhas. “As crianças e jovens estão sempre em processode aprendizagem. Entretanto, as oportunidades que aescola lhes oferece podem significar barreiras oumelhores caminhos para tal processo. As açõesavaliativas podem ser exercidas como pontes em seutrajeto ou como pontos fixos de chegada,favorecendoou interrompendo um processo natural de vida.”( Hoffmann, 2002)
  24. 24. “Regimes não-seriados visam o acompanhamentolongitudinal dos alunos, a sua progressão contínua deuma série para outra, por ciclos de formação ou poridade, respeitando ritmos e interesses individuais, semdeixar de perseguir a aprendizagem máxima possível detodos os alunos.”(Hoffmann, 2002)
  25. 25. Ciclos de formação e outras formas de regimes não-seriados. Alternativa para a problemática do regime seriado. Um grande número de estudantes evadidos e/ourepetentes, em defasagem idade-série, na sua maioria, de escolas públicas, devido a processos avaliativos classificatórios.
  26. 26. Professores entendem que regimes não-seriados dispensamtarefas avaliativas, ou registros de observação dos alunos. Prática avaliativa menos exigente, permissiva, onde asrelações afetivas são mais importantes do que asaprendizagens construídas.PONTO POSITIVO► Estabelecem fortes vínculos com osalunos, reforçando sua auto-estima.PONTO NEGATIVO► Não realizam tarefas, testes,observações e registros sistemáticos, deixando de atender osalunos em suas necessidades e dificuldades.DIFICULDADE► Efetivação de um trabalho pedagógico quedê conta das diferenças dos alunos.PROBLEMA► Qualificação dos professores, em termos deformação em alfabetização e pedagogias diferenciadas.
  27. 27. Regimes não seriados são coerentes aos princípiosde uma avaliação contínua, mediadora, que se fundamentano princípio de provisoriedade do conhecimento. Toda aresposta e manifestação do aluno é provisória frente àhistória do seu conhecimento. Ele a reformula,complementa, enriquece, acrescenta-lhe dúvidas“sucessivamente”.
  28. 28. “Não basta ter uma idéia aproximados programasdos anos anteriores e posteriores, assim como aquelesque moram em um país têm vaga idéia dos paíseslimítrofes. O verdadeiro desafio é o domínio da totalidadeda formação de um ciclo de aprendizagem, e, se possível,da escolaridade básica, não tanto para ser capaz deensinar indiferentemente em qualquer nível ou ciclo, maspara inscrever cada aprendizagem em uma continuidade alongo prazo, cuja lógica primordial é contribuir para aconstrução da competências visadas ao final do ciclo ouda formação.”( Perrenoud, 2000: 46)
  29. 29. 3 - Provas de recuperação versus estudos paralelos RECUPERAÇÃO (tradicionalmente) Repetição, retrocesso, retorno, voltar atrás.Nestas situações se retrocede ao passado ou se tentaparalisar continuidade dos estudos enquanto todos nãoprosseguem.
  30. 30. ESTUDOS PARALELOS DE RECUPERAÇÃO São inerentes a uma prática avaliativa mediadora, coma intenção de subsidiar, provocar, promover a evoluçãodo aluno em todas as áreas do seu desenvolvimento. Tarefas, respostas e manifestações são analisadascom freqüência pelo professor que propõe novasperguntas e experiências educativas ajustadas àsnecessidades e interesses percebidos. São direcionados ao futuro  não se trata de repetirexplicações ou trabalhos, mas de organizar experiênciaseducativas subseqüentes que desafiem o estudante aavançar em termos do conhecimento.RECUPERAÇÃO como evolução natural no processode aprendizagem.
  31. 31. “O conhecimento não segue um caminho linear,mas prossegue entre descobertas, dúvidas, retomadas,obstáculos, avanços. Uma turma de estudantes nunca iráprosseguir de forma homogênea em relação a um temaem estudo, compreendendo todos do mesmo jeito, aomesmo tempo, utilizando-se das mesmas estratégiascognitivas.”( Hoffmann, 2002) Educador tem o desafio de prosseguir nadiversidade, valorizando a multiplicidade de caminhospercorridos, investindo na heterogeneidade ao invés debuscar a homogeneidade.
  32. 32. Estudos paralelos de recuperação são momentos planejadose articulados ao andamento dos estudos no cotidiano da salade aula. Prossegue-se com novas noções e novosdesafios, para recuperar, no sentido de complementar. “O trabalho pedagógico é organizado para ocoletivo, mas a partir de múltiplos indicadores individuais, deforma que interativamente, o aluno de esteja revendo suashipóteses permanentemente.”( Hoffmann, 2002) O educador deve acompanhar o modo singularde aprender ( no grupo) e agir direcionado ao futuro.IMPORTANTE: O termo paralelo pressupõe estudosdesenvolvidos pelo professor em sua classe e no decorrernatural do processo. É compromisso seu orientá-los naresolução de dúvidas, no aprofundamento das noções, e amelhor forma de fazê-lo é no dia- a –dia da sala de aula,contando com a cooperação de toda a turma.
  33. 33. CONSELHOS DE CLASSE VERSUS “CONSELHOS DECLASSE” Jussara Hoffmann critica o privilégio dado aopassado, ao caráter constatativo e de proferição sentençasparciais ou finais nesses momentos. Os conselhos de classe precisam sermomentos de interação, reflexão quanto ao FUTURO daaprendizagem dos alunos, buscando alternativas desuperação.“À medida que se concebe a avaliação como umcompromisso de futuro, o olhar para trás deixa de serexplicativo ou comprobatório e transforma-se em ponto departida para a ação pedagógica.” (Hoffmann, 2002)
  34. 34. UMA ATIVIDADE ÉTICA AVALIAÇÃO:O que é? → O que deve ser?Responder à questão ética: O que deveríamos fazer?E à questão empírica: O que podemos fazer?NÃO BASTA DESENVOLVÊ-LA A SERVIÇO DA AÇÃO ECOMO UM PROJETO DE FUTURO, MAS TOMARDECISÕES EDUCATIVAS EMBASADAS EMCONSIDERAÇÕES DE VALOR, DE POLÍTICA E FILOSOFIASOCIAL.
  35. 35. A avaliação educacional, ao lidar com a complexidade doser humano, deve orientar-se por valores morais eparadigmas científicos. “A aprendizagem tem como objetivo a formação dosujeito capaz de saber o que fazer da vida, de construir suaprópria história ( expressão política), mas sempre comsentido solidário, pois a ética dessa história se origina nomundo dos valores no qual a educação deve se fundar.”( Hoffmann, 2002)
  36. 36. AVALIAÇÃO → sentido ético → questionamento permanentedo professor sobre sua ação → sobre as observações quefaz do aluno.Não há regras gerais em avaliação. Toda a situação precisaser analisada em seu contexto.IMPORTANTE: precisamos aprender a lidar com asdiferentes situações que surgem e não há ensinamentos oumetodologias que dêem conta de tal complexidade. Faz-senecessária a consciência ético-política sobre nossas ações:O QUE ESTAMOS FAZENDO E DECIDINDO É EMBENEFÍCIO AO ALUNO, À SOCIEDADE?
  37. 37. DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM não sãoresponsabilidade direta das famílias, mas dos profissionais queatuam nas escolas, bem como a questão das relaçõesinterpessoais no ambiente escolar. Muitas dificuldades dos alunos são de naturezaepistêmica e exigem alternativas didáticas. Da mesma forma,questões de relacionamento no interior da escola tambémdevem ser trabalhadas no ambiente escolar. “Promover o diálogo com as famílias não significacompartilhar com elas o compromisso profissional daescola.”(Hoffmann, 2002: 48)IMPORTANTE: “No que se refere à moralidade, muito mais oseducadores podem contribuir com a transformação dasociedade,do que esperarem, passivos, pelas mudanças sociaise políticas. As crianças e jovens exercem influências muito fortesno ambiente familiar, se tiverem afeto e respeito, a oportunidadedo diálogo e a vivência de condutas éticas ao longo de suaescolaridade.”( Hoffmann, 2002: 49)
  38. 38. INCLUSÃO = EXCLUSÃO= AVALIAÇÃO= CLASSIFICAÇÃO=PARÂMETROS COMPARATIVOSIgualdade de condições educativas tem a ver com a exigência dedelinear-se concepções de aprendizagem e formar-se profissionaishabilitados que promovam condições de escolaridade e educaçãoa todas as crianças e jovens brasileiros em sua diversidade.COMO INCLUIR ALUNOS QUE NECESSITAM DO ATENDIMENTO PORPROFISSIONAIS ESPECIALIZADOS EM CLASSES REGULARES, SEMQUE O PROFESSOR TENHA A FORMAÇÃO OU A CONSCIÊNCIA SOBREO SEU PAPEL FRENTE A ESSE ALUNO?Não cabe à escola comparar as experiências educativas, masacompanhar e favorecer, promovendo a evolução dos alunos.CONVIVER COM AS PESSOAS, COMPREENDENDO AS SUASDIFERENÇAS, É REQUISITO ESSENCIAL DA INCLUSÃO SOCIAL.
  39. 39. Não há como delimitar tempo fixo para aaprendizagem.  Aprendizagem ► processo permanente.  Tem natureza individual.  Experiência singular de cada um.  Aprendizagem é provisória. “O importante é apontar os rumos do caminho,ajustar os passos ao esforço necessário, torná-lo tãosedutor a ponto de aguçar a curiosidade do aprendizpara o que está por vir.”(Hoffmann, 2002: 57)
  40. 40. PROCESSO DE APRENDIZAGEM DO ALUNO Não segue percursos programados pelo professor. No cotidiano escolar que os alunos revelam tempos econdições necessárias ao processo. Uma tarefa igual não é cumprida ao mesmo tempo portodos, porque não representa o mesmo desafio. “Estender tempos de aprendizagem exige, damesma forma, maior oportunidade ao educando deexpressão de suas idéias. Assim, é essencial oinvestimento em pedagogias interativas, a formação deturmas menores, para que se possa observar ecompreender o aluno em atividade e na relação com osoutros...”( Hoffmann, 2002: 63)
  41. 41. A avaliação mediadora é uma ação sistemática e intuitiva.Ela se constitui no cotidiano da sala de aula, intuitivamente,sem deixar de ser planejada, sistematizada. As tarefas avaliativas são sempre pontos de passagem. O processo avaliativo não deve estar centrado noentendimento imediato pelo aluno da noções em estudo, ouno entendimento de todos ao mesmo tempo. Não há parada ou retrocessos nos caminhos daaprendizagem. Avaliar para promover suscita anotações significativassobre o aluno.
  42. 42. Jussara Hoffmann pensa que as notas e conceitos: padronizam o que é diferente, despersonalizando as dificuldadese avanços de cada aluno. superficializam e adulteram a visão de progressão dasaprendizagens e do seu conjunto, tanto em uma única tarefa quantoem um ano letivo, pelo caráter somativo que anula o processo. baseiam-se, arbitrariamente, em certos e errados absolutos,negando a relativização desse parâmetros em diferentes condiçõesde aprendizagem. produzem a ficção de um ensino homogêneo pelaimpossibilidade de acompanhar a heterogeneidade do grupo. reforçam o valor mercadológico das aprendizagens e as relaçõesde autoritarismo em sala de aula.privilegiam a classificação e a competição em detrimento àaprendizagem.entravam o diálogo entre os professores, entre professores ealunos e da escola com os pais, em termos de avaliação, pelasuperficialidade do acompanhamento.
  43. 43. MEDIAÇÃO É : aproximação diálogo acompanhamento do jeito de ser e aprender de cadaeducando, dando-lhe a mão, com rigor e afeto, paraajudá-lo a prosseguir sempre, tendo ele a opção deescolha de rumos em sua trajetória de conhecimento. respeito ao tempo do aluno, acompanhá-lo. conhecer o aluno enquanto protagonista de suahistória.
  44. 44. AUTO-AVALIAÇÃO: processos de sentenças de atitudes e relações pessoaisnas escolas. não está ocorrendo verdadeiramente em benefício aosestudantes e professores nas escolas. estão centradas em questões atitudinais. são desvinculadas do ato de aprender, da abstraçãoreflexionante. auto-atribuição de conceitos.“Para o aluno auto-avaliar-se é altamente favorável odesafio do professor, provocando-o a refletir sobre o queestá fazendo, retomar passo a passo seus processos,tomar consciência das estratégias de pensamentoutilizadas... “(Hoffmann, 2002: 79)
  45. 45. IMPORTANTE: “É preciso que se preste atenção aalgumas situações cotidianas que constituem excelentesexemplos de auto-avaliação por estudantes de todos osníveis: ajuda às tarefas que pedem; a solicitação de textoscomplementares ou novas explicações par noções sobreas quais ainda têm dúvidas; a insistência em explicaçõessobre os porquês dos seus erros em tarefas; o auxílio emclasse e extraclasse solicitado a outros colegas; areivindicação de tempo e espaço para conversarem sobrequestões de ensino e de relacionamento com professorese colegas.”
  46. 46. Os alicerces da avaliação são os valoresconstruídos por uma Escola: Que educação pretendemos? Que sujeito pretendemos formar? O que significa aprender nesse tempo, nessa escola, paraos alunos que acolhemos, para o grupo de docentes que aconstituem? Qual a natureza ético-política de nossas decisões? É por aí que a reflexão sempre deveria iniciar. Avaliação é sinônimo de controle? Sim. O que deve ser questionado é o benefício ou oprejuízo social que se pode acarretar a partir dos princípioséticos-políticos que lhe dão sustentação.
  47. 47. A neutralidade e objetividade do processoavaliativo são postas à prova quando é outra a finalidade docontrole, quando este é entendido a favor do aluno e nãocomo obrigação do sistema. Regras, normas e fórmulas já não se adequai àfinalidade de avaliar para promover. Quando se acompanha para ajudar no trajeto, énecessário percorrê-lo junto, sentindo-lhe as dificuldades,apoiando, conversando, sugerindo rumos adequados acada aluno.
  48. 48. Metas e objetivos não delineiam pontos dechegada absolutos, mas pontos de passagem, rumos paraa continuidade do processo educativo, que precisa, sempre,levar em conta a realidade e o contexto que o influenciam. Para proceder à interpretação das múltiplasdimensões de aprendizagem, a leitura que o professor fazdas inúmeras situações de sala de aula precisa estarembasada em estudos sérios sobre teorias deaprendizagem, sobre caminhos científicos de cada área.Precisa ser uma leitura curiosa, investigativa e atrelada auma dose de humildade do professor- de ser consciente deque não percebe muitas coisas do aluno e pode não ver oque deveria.
  49. 49. A estruturação das tarefas de aprendizagem, com aintenção consciente da reflexão epistemológica: O que o aluno está entendendo? Até onde está entendendo? Que interesses e necessidades está revelando?
  50. 50. AVALIAR É: questionar observar promover experiências educativas que signifiquemprovocações intelectuais formular perguntas processo permanente de trocas de mensagens e designificados espaço de encontro e de confronto de idéias entreeducador e educando em busca de patamaresqualitativamente superiores de saber.
  51. 51. Na avaliação mediadora as perguntas deixam opapel de verificar, comprovar o alcance de um objetivoao final de um estudo, de um determinado tempo eassumem o caráter permanente de mobilização, deprovocação. Os conteúdos não deixam de existir, assimcomo a visão interdisciplinar, e é compromisso doprofessor sugerir e disponibilizar variadas fontes deinformação. É preciso oferecer aos alunos muitas ediversificadas oportunidades de pensar, buscarconhecimentos, engajar-se na resolução de problemas,reformular suas hipóteses, comprometendo-se com seusavanços e dificuldades.
  52. 52. Quando se desenvolve um processo mediador deavaliação, não há como prever todos os passos e temposdesse processo, pois as condições e ritmos diferenciadosde aprendizagem irão lhe conferir uma dinâmica própria. A dinâmica da avaliação é complexa, poisnecessita ajustar-se aos percursos individuais deaprendizagem que se dão no coletivo e, portanto, emmúltiplas e diferenciadas direções.
  53. 53. COMO SE DÁ A APRENDIZAGEM? Cada momento do aprendiz representa umapossibilidade aberta pelos momentos anteriormente vividose, condição indispensável da formação dos seguintes, sósendo possível pela ação do sujeito sobre o objeto e pelainteração social. Também se dá pela necessidade do enfrentamentoa questões bem colocadas do educador.
  54. 54. IMPORTANTE: “O processo avaliativo, em sua perspectivamediadora, se destina, assim, a acompanhar, entender,favorecer a contínua progressão do aluno em termos destasetapas: mobilização experiência educativa expressão do conhecimento Isso alargara o ciclo que se configura a seguir, nosentido de favorecer a abertura do aluno a novaspossibilidades. Os teóricos do conhecimento são unânimes aoafirmar que, para promover aprendizagens significativas, sedeve partir das concepções espontâneas dos alunos, paraque os conhecimentos novos estejam relacionados àsestruturas cognitivas que o aluno já possui.
  55. 55. Os conhecimentos prévios formam-se a partir deconcepções espontâneas e intuitivas acerca de situações efenômenos da vida cotidiana, de representações sociaistransmitidas culturalmente e a partir de analogias: quando oaluno não possui imagens concretas para determinadoconhecimento, faz determinadas associações, cria modelospara entendê-lo. Em relação às condições prévias, mediar a mobilizaçãosignifica abrir espaço para o encontro professor/aluno,aluno/alunos em sala de aula. Duas perguntas se tornam essenciais noacompanhamento da experiência educativa: Qual a dimensão do envolvimento do aluno com a atividadede aprender? Como ele interage com os outros?
  56. 56. Organizar situações em que cada aluno se sintano compromisso de oferecer sua contribuição ao grupo éessencial à efetivação de propostas interativas. O mais importante a perceber é que inúmerosmomentos de sala de aula não devem ter por intenção dealunos e professores o alcance de respostas finais,porque ambos estarão em processo de formulação dehipóteses, de construção de idéias.
  57. 57. Princípios importantes em avaliação mediadora nadiversificação de experiências: Diversificá-las em tempo, oportunizando experiênciassucessivas, e complementares. Diversificá-las em graus de dificuldade, permitindo-seobservar graus de domínio do estudante. Diversificá-las em termos de realização individual, emparcerias, pequenos grupos, grandes grupos, parapromover o confronto de pontos de vista entre os alunos eentre alunos e professores. Diversificá-las em termos de recursos didáticos,ampliando o conjunto de portadores de textos a serempesquisados, para maior coerência e extensão dosconhecimentos prévios. Diversificá-las em termos da expressão do conhecimentoa partir de diferentes linguagens.
  58. 58. Diferenciar atividades em avaliação significa: planejar atividades de acordo com as necessidades einteresses década aluno de uma classe fazer encaminhamentos pedagógicos diferentes deacordo com os percursos individuais, sem deixar dedinamizar o grupo e de desenvolver o trabalho coletivo. “Numa visão mediadora, sempre que os estudos deum curso ou o ano letivo estiverem em desenvolvimento, osinstrumentos de avaliação serão desencadeadores dapedagógicos necessários.” (Hoffmann, 2002:158) O grande equívoco, em termos da finalidade dosinstrumentos de avaliação, é concebê-los, sempre, emcaráter de terminalidade, de finalização de umprocesso,atribuindo notas e conceitos e calculando médiaspara responder sobre o desempenho do estudante.
  59. 59. IMPORTANTE: “Para acompanhar cada aluno, em suaexpressão única e singular do conhecimento, é iniludível anecessidade de oportunização de muitas tarefas, menores,gradativas e analisadas imediatamente pelo professor.Questionários, exercícios, textos, e outras tarefas escritassão instrumentos indispensáveis em avaliação mediadora. Éimpossível ao educador compreender e otimizar percursosindividuais de aprendizagem sem ter tempo e instrumentosadequados para uma leitura atenta e curiosa sobre ossentidos que vão sendo construídos por cada aluno.”(Hoffmann, 2002: 162) A avaliação mediadora é mais exigente para alunos eprofessores, porque suscita a permanente análise dopensamento em construção.
  60. 60. As tarefas avaliativas são instrumentos de dupla funçãopara professores e alunos: Para o professor: elemento de reflexão sobre osconhecimentos expressos pelos alunos X elemento dereflexão sobre o sentido da sua ação pedagógica; Para o aluno: oportunidade de reorganização e expressãode conhecimentos X elemento de reflexão sobre osconhecimentos construídos e procedimentos deaprendizagem.
  61. 61. Registros sobre o aluno: recortes de uma história professor tem o compromisso de atribuir significado precisam ser relevantes sobre o que observou e pensoupara que possam subsidiar a continuidade de sua açãoeducativa dados descritivos, analíticos, sobre aspectos qualitativosobservados. elaboração de instrumentos de avaliação confiáveis paraum acompanhamento também confiável. A elaboração e o uso dos instrumentos de avaliaçãorevelam, portanto, concepções metodológicas. Evoluem coma evolução dos métodos. Os melhores instrumentos de avaliação são todas astarefas e registros feitos pelo professor que o auxiliam aresgatar uma memória significativa do processo, permitindouma análise abrangente do desenvolvimento do aluno.
  62. 62. Orientações gerais para a construção de itens de umteste ou tarefa: Procure fazer com que as questões sejam claras eisentas de ambigüidades. Procure manter a dificuldade de leitura dos itens numnível adequado à compreensão do grupo a que seráaplicado o teste. A dificuldade de interpretação da questãonão deve influir nas respostas do aluno. Não reproduza textualmente frases de livros de texto oude consulta. Separar frases do seu contesto pode alterar-lhes o sentido ou causar ambigüidade. O uso de questõesde tal natureza tende a encorajar a memorização mecânicade materiais de livro de texto.
  63. 63.  Se a resposta a uma questão depende doconhecimento da opinião de um especialista ou de umaautorização, dê o nome do especialista ou autor. Procure escrever de tal maneira os itens que um delesnão forneça indício ou confunda a resposta a outro. Evite a interdependência de itens. Não é de bom avisoincluir uma questão que só possa ser respondidacorretamente se o foi também uma questão anterior. Se ofizer, tenha clareza da necessidade de analisá-los em seuconjunto.
  64. 64. Dossiês/ portfólios Tornam-se significativos pelas intenções de que oorganiza. Não há sentido em coletar trabalhos dos alunospara mostrá-los aos pais ou como instrumento burocrático.Ele precisa constituir-se em um conjunto de dados queexpresse avanços, mudanças conceituais, novos jeitos depensar e de fazer, alusivos à progressão do estudante.Expressará o valor conferido ao professor a cada um dessesmomentos. Reúnem-se expressões de sentido do aluno queservem para subsidiar e complementar a análise de suaprogressão.“Como adquirir coragem para enfrentar os percalços de umcaminho desconhecido?” - perguntam-me muitos. Ninguémque tenha feito esse caminho, até hoje, nega que tenhavalido a pena! Esta, por enquanto , é a minha resposta!’(Hoffmann, 2002:213)
  65. 65. Questões: Em “Avaliar para promover – As setas do caminho” JussaraHoffmann refere-se aos registros em avaliação mediadoracomo dados de uma história vivida por educadores eeducandos, em diferentes momentos de aprendizagem.“Quaisquer resumos dessa história, não esgotam a realidade,nem se resumem nos resumos, pois devem se ampliar emfuturos, em função de outros eventos que estão sempre aacontecer, colocando a história em movimento.”
  66. 66. Assinale a alternativa que se adéqua à proposta de avaliação da autora.a) A elaboração e uso dos instrumentos de avaliação não temrelação com as concepções metodológicas, e os estudiosos emavaliação sugerem a utilização dos registros classificatórios comgraus numéricos e fichas padronizadas.b) A atribuição de graus e conceitos genéricos resgata uma memóriasignificativa das observações realizadas, favorecendo uma tomadade consciência da ações do professor para poder superar-se.c) Para adequação dos instrumentos de avaliação às concepçõesmetodológicas é preciso que se tenha clareza de sua finalidade paraelaborar melhores registros e tarefas avaliativas.d) As anotações do professor não precisam contemplar asingularidade de cada estudante, pois é impossível estabelecer umarelação de saber individualizado.e) A observação diária dos alunos é parte natural do processo,sendo suficiente que o professor tenha uma boa memória paraguardar detalhes de cada um, evitando assim, a elaboração deinstrumentos que podem ser dispensados.
  67. 67.  “A_______________avaliativa torna-se _____________ àmedida em que focaliza o ____________, transformando-seno elo entre tarefas de aprendizagem e permitindo, ao finalde uma trajetória do aluno, a análise global do seu___________________. (Jussara Hoffmann)A alternativa que preenche corretamente as lacunas na fraseacima é:a) ação- mediadora- processo- desenvolvimentob) ação – classificatória- processo – crescimentoc) nota- mediadora – resultado – desenvolvimentod) nota – classificatória- processo – crescimentoe) ação – mediadora – resultado – desenvolvimento
  68. 68.  Observe o quadro abaixo: AVALIAÇÃO CLASSIFICATÓRIA T1 + T2 + T3 = Nota ou conceito AVALIAÇÃO MEDIADORA T5 = Avaliação global M T4 M T3 M T2 M T1 T = tarefa M = mediação
  69. 69. A partir da análise do quadro, pode-se fazer as seguintesafirmações:I - A prática avaliativa classificatória considera as tarefas deaprendizagem a partir de uma visão linear, sem considerar agradação das dificuldades, natural nas tarefas que sesucedem.II - A avaliação classificatória e a avaliação mediadora sãoopostas no que se refere à concepção de conhecimento queembasa a prática avaliativa do professor.III - A prática mediadora desconsidera a permanenteevolução dos conceitos do aluno e a necessária articulaçãoentre as tarefas de aprendizagem.Quais estão corretas?(A) Apenas I (C) Apenas III E) Apenas II e III(B) Apenas II (D) Apenas I e II

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