Maria Angela de O Champion Barreto          Fonoaudióloga     fonochampion@gmail.com                                     P...
DEFASAGEM ESCOLAR – DISTORÇÃO SÉRIE/IDADE        DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM           INTERDISCIPLINARIDADE
IDENTIFICAR   COMPREENDER   DISTÚRBIOS DEAPRENDIZAGEM   AUXILIAR
MATEMÁTICA                        LÍNGUA PORTUGUESA  Apenas 9,8% dos alunos do 3º.          Apenas 24,5% dos alunos do 3º....
   Ensino fundamental                            Ensino médio 39,5% dos jovens brasileiros de            55% dos jovens ...
REVOLUÇÃO INDUSTRIAL         REVOLUÇÃO FRANCESA     INFÂNCIA SOCIAL E        DECLARAÇÃO DOS DIREITOS      HISTORICAMENTE  ...
ESCOLA ASSOCIADA À INFÂNCIA      PEDAGOGIA - PAIDÓS (GREGO) – CRIANÇAVIDA PROFISSIONAL (TRABALHO) – REFERÊNCIA CHAVE DA   ...
DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM/LINGUAGEM                  X     DISTÚRBIOS/ TRANSTORNOS DE         APRENDIZAGEM/LINGUAGEM
DSM – IV                                        CID – 10(Diagnostic and statistical Manual of Mental   Classificação Inter...
   Dificuldades naturais                      Dificuldades secundáriasReferem-se        aquelas      dificuldades    Dif...
Inabilidade específica na leitura, na expressão escrita ou na matemática, emindivíduos que apresentam resultados abaixo do...
Dificuldade Escolar  Problema pedagógico, de ordem acadêmicaDistúrbio de aprendizagem – envolvimento do SNC  *Linguagem or...
Percentual de alunos com   Percentual de alunos com  dificuldades escolares   distúrbios de aprendizagem       no Brasil  ...
Processo evolutivo e constante   que implica uma sequência de modificações               observáveis e reaisno comportamen...
.   O INÍCIO DO DESENVOLVIMENTO DE UM INDIVÍDUO É O MEIO    SOCIOCULTURAL.    O MEIO OFERECE AO INDIVÍDUO SIGNOS EXTERNOS ...
Início (mãe x bebê): a mãe se dirige à criança atribuindo-lheturnos. Constrói e atribui significados para o silêncio ou so...
Lobos cerebrais
esquerdo   direito
Consciência fonológica    Acesso lexical Memória de trabalho
FONOLOGIAAquisição dos padrões de sons da línguaOpera em nível cognitivoPropicia o desenvolvimento da consciência fonológi...
Síntese silábica               Síntese fonêmica        /pa/ - /pel/                  /f/ - /o/ - /i/ /pro/ - /fe/ - /sso/ ...
Rima                          Aliteração  /bolo/ - /mala/ - /rolo/          /fada/ - /face/ - /vila//baleia/ - /sereia/ - ...
Transposição silábica                 Transposição fonêmica                  /pata/                                   /és/...
Segmentação da palavra no fluxo da          Consciência silábica               falaAdquirida na linguagem oral          Ad...
   Conteúdo da linguagem   Significado das palavras e das combinações das palavras   Envolve os processos de:       Co...
Permanência e consolidação do que é adquirido.Processo não só de recuperação de dados e informações, mas também deconstruç...
MEMÓRIA DE CURTO PRAZO, OPERACIONAL, DE TRABALHO Arquivamento temporário de informações para a realização de tarefas cogni...
O lobo temporal é uma região nocérebro      que    apresenta umsignificativo envolvimento com amemória.Ele está localizado...
MEMÓRIA   MEMÓRIA DE CURTO PRAZO, OPERACIONAL, DE TRABALHO –    arquivamento temporário de informações para a realização ...
ESTRUTURAS    CORTICAIS :   TÁLAMO   TRONCO CEREBRAL   FORMAÇÃO RETICULAR    TIPOS:   FOCALIZADA   SUSTENTADA   DIVI...
TÁLAMO – BUSCA INFORMAÇÃO ARMAZENADA NAS DIVERSAS PARTES DO CÓRTEXFORMAÇÃO RETICULARIntegração das funções sensoriaisAtiva...
PROCESSAMENTO LINGUÍSTICO                           Morais, 1994Identificação das palavras pelo processo de decodificação ...
Processamento visual dos sinais gráficos                               Lent, 2001Tarefa que implica necessidade de atenção...
Modelo Genético                                (Emília Ferreiro; Luria; Uta Frith)Estratégia Logográfica  - Predomínio gue...
Modelo Genético                                          (Uta Frith)Estratégia Alfabética  - Conhecimento do princípio alf...
Modelo Genético                                               (Uta Frith)Estratégia Ortográfica  - Interação das atividade...
Dupla Rota                                        (Ellis & Yong)Rota Fonológica  - Processamento fonológico por meio de in...
ROTA LEXICAL                ROTA FONOLÓGICA   Hemisfério esquerdo                                  Hemisfério direito  ...
AnitriptilinaDexclorfeniraminaMetaciopramidaPolivinilpirrolidonaÓxidos de alquil fenil bis acil fosfina e misturas fotoini...
Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente  leia corretamente o que está escrito.  E5T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4...
LEITURA                        ESCRITAEstratégia fonológica   estágio alfabético    palavras novasEstratégia lexical      ...
Conjunto de processos de conceituação, lexicalização e formulaçãoRepresentações semânticas são associadas a representações...
Aspectos grafomotores       Produtividade da escrita                                    autônoma  Organização espacial    ...
   Perceber a padronização da grafia   Compreender as razões da norma culta   Aspecto grafomotor
VARIÁVEIS PSICOLONGUÍSTICAS DA PALAVRA                          RegularidadeREGULARES – letras tem valor sonoro estável ( ...
VARIÁVEIS PSICOLINGUÍSTICAS DAS PALAVRASFREQUÊNCIA - alta         familiaridade  baixaEXTENSÃO -      maior    número de s...
OUTRAS VARIÁVEISTONICIDADE : sábia, sabiá, sabiaTIMBRE:        o gosto, eu gostoVARIEDADES REGIONAIS: caro/ carro    dente...
Raciocínio lógico                   Aspectos sócio- afetivos                                                  e culturais ...
Nível da palavra  * nível mais simples - podemos trabalhar com palavras compostas,  com grafias semelhantes ou integrantes...
Nível da Frase e do ParágrafoNeste nível desenvolvemos habilidades lingüísticas para destacar asfunções das palavras-chave...
Nível do Texto completo e complexo  As operações de leitura necessárias para a compreensão do texto  completo e complexo e...
Técnica ClozeDiz respeito às relações parte/todo.Oferecemos um texto completo ao leitor e em seguida o mesmo texto  com la...
Mapas conceituais - diz respeito a identificar e destacar as palavras- chave  dos diferentes segmentos da frase e do texto...
Um bom leitor é aquele que lê com profunda compreensão, o que é demonstrado por meio de habilidades como a de abstrair, ap...
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NÍVEL        FUNÇÕES FONOLÓGICO    SUPERIORESAUTOMATIZADO    LIBERADAS
ORAL             Texto ouvidoCom dificuldade no processo da   Boa compreensão  leitura e na compreensão•   Silabação•   Ag...
Alteração na planificação da linguagem escrita, que causa transtornos na   aprendizagem da ortografia, gramática e redação...
Cópia = hábil / semi-servil / servil (sílaba por sílaba)  * Omissão, acréscimo,aglutinação de letras e palavras  * Ordenaç...
Produção textual = vocabulário,uso de maiúscula,pontuação, acentuação        organização espacial do texto•   Representaçõ...
Transtorno funcional na execução da escrita, que afeta a forma, a  inteligibilidade, o ritmo ou o significado da mesma, se...
   Na Escrita                                 Na Pessoa   Incoordenação de movimentos                                  ...
Disgrafia motora                   Disgrafia ideomotoraAlteração na qualidade e na         Dificuldade na elaboração dos  ...
Desordem específica que afeta a habilidade em compreender e manipular  números para executar operações matemáticas ou arit...
Região                                    Capacidade   Hemisfério Direito                       Organização viso-espacia...
Região                       Capacidade   Lobos parietais             Funções motoras,uso de sensações                  ...
Arábico                                  *Dificuldades de leitura,Invasivo                           escrita e comparação ...
Proposta de abordagem psicomotora        Esquema corporal           Lateralidade       Estruturação espacial       Orienta...
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Afeta a produção e/ ou a representação mental dos sons da fala dedeterminada língua.Provoca impacto na articulação e no co...
ALTERAÇÕES NA PRODUÇÃO DA FALA                                       Inventário fonético  Sistema fonológico              ...
A alteração fonética reflete na inabilidade                      para articular os sons da falaComponente fonético        ...
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   Dificuldade em aprender o alfabeto   Dificuldade no planejamento motor de letras e números   Dificuldade para separa...
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   Leitura vagarosa e com muitos erros   Permanência da dificuldade em soletrar palavras mais complexas   Dificuldade e...
   Permanência da dificuldade em escrever em letra cursiva   Dificuldade em planejamento e organização   Dificuldade co...
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   Concordância   Uso de letra maiúscula   Acentuação   Pouca variação no uso de marcadores lingüísticos – artigos,   ...
   Conhecer o sistema alfabético e fonológico   25 letras para representar a escrita – variedade de sons   Recitar as v...
   Compreensão: reconhecimento prévio do texto – leitura de título e subtítulo   Palavras chaves   Distratores   Ensin...
   Intervalos freqüentes – alternar matérias   Pedir para o aluno escrever as respostas que deu oralmente   Pedir ao al...
   Entrada visual simultânea à mensagem auditiva – memorização   Vocabulário chave   Aspectos relevantes – informações ...
ObrigadaMaria Angela Champion Barreto
Saúde – Conferência Internacional de Saúde (Declaração de Alma-Ata, Cazaquistão, 1978): Estado de completo bem estar físic...
Habilidades comunicativas efetivas e eficientes compõem o ponto centralpara o desenvolvimento do indivíduo e sua inserção ...
   Pesquisas recentes, como a desenvolvida por Gombert (2003), têm    demonstrado   que os diferentes tipos de dislexia ...
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  1. 1. Maria Angela de O Champion Barreto Fonoaudióloga fonochampion@gmail.com Parte 1
  2. 2. DEFASAGEM ESCOLAR – DISTORÇÃO SÉRIE/IDADE DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM INTERDISCIPLINARIDADE
  3. 3. IDENTIFICAR COMPREENDER DISTÚRBIOS DEAPRENDIZAGEM AUXILIAR
  4. 4. MATEMÁTICA LÍNGUA PORTUGUESA Apenas 9,8% dos alunos do 3º. Apenas 24,5% dos alunos do 3º. ano do ensino médio sabem o ano do ensino médio sabem o conteúdo esperado de conteúdo esperado de língua matemática portuguesa42,6% dos alunos da 3ª. série do ensino médio estão acima da idade adequada
  5. 5.  Ensino fundamental  Ensino médio 39,5% dos jovens brasileiros de 55% dos jovens brasileiros de 19 16 anos não terminaram o ensino anos não conseguiram concluir o fundamental ensino médio74% da população brasileira não consegue entender um texto um simples (INAF – Indicador de Alfabetismo Funcional)
  6. 6. REVOLUÇÃO INDUSTRIAL REVOLUÇÃO FRANCESA INFÂNCIA SOCIAL E DECLARAÇÃO DOS DIREITOS HISTORICAMENTE DO HOMEM CONSTRUÍDA MOVIMENTO SOCIALISTATRABALHO INFANTIL NO INÍCIO DA R.I. TRABALHO INFANTIL PROIBIDO SURGIMENTO DA ESCOLA COMO LOCAL APROPRIADO PARA A PERMANÊNCIA DA CRIANÇA E PARA SUA SOCIALIZAÇÃO
  7. 7. ESCOLA ASSOCIADA À INFÂNCIA PEDAGOGIA - PAIDÓS (GREGO) – CRIANÇAVIDA PROFISSIONAL (TRABALHO) – REFERÊNCIA CHAVE DA VIDA SOCIAL ESTUDAR, FORMAR-SE PARA TRABALHAR – TER UMA PROFISSÃO ASSUMIR UM PAPEL SOCIAL ESPECÍFICOA FORMAÇÃO ESCOLAR VISA FORMAR O INDIVÍDUO PARA QUE ESTE ASSUMA UM PAPEL SOCIALCURRÍCULOS E CONTEÚDOS ESTANQUES E RÍGIDOS QUE POUCO PRIVILEGIAM A CRIATIVIDADE DOS ALUNOS
  8. 8. DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM/LINGUAGEM X DISTÚRBIOS/ TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM/LINGUAGEM
  9. 9. DSM – IV CID – 10(Diagnostic and statistical Manual of Mental Classificação Internacional de Doença Disorders) Capítulo: Transtorno do desenvolvimento das habilidades escolares Dificuldade de Aprendizagem: transtornos Transtornos nos quais as modalidades de aprendizagem são diagnosticados habituais de aprendizado estão alteradas quando os resultados do indivíduo em desde as primeiras etapas do testes padronizados e individualmente desenvolvimento. administrados de leitura, matemática ou O comprometimento não é somente a expressão escrita estão substancialmente conseqüência da falta de oportunidade de abaixo do esperado para sua idade. aprendizagem ou de um retardo mental, e não é devido a um traumatismo ou doenças cerebrais.
  10. 10.  Dificuldades naturais  Dificuldades secundáriasReferem-se aquelas dificuldades Dificuldades secundárias a outrosexperimentadas por todos os indivíduos em quadros diagnósticos: problema naalguma matéria e/ ou algum momento de aprendizagem escolar decorrentes desua vida escolar. São dificuldades alterações que atuam primariamentetransitórias, que tendem a desaparecer a sobre o desenvolvimento humano normalpartir de um esforço maior do aprendiz ou e secundariamente sobre ade intervenção na sua rede de relações. aprendizagem.Fatores causadores: proposta pedagógica, Nessa subcategoria estão incluídos oscapacitação do professor, padrões de portadores de deficiência mental,exigência da escola e/ ou dos pais, falta de sensorial e com quadros neurológicos ouassiduidade do aluno, conflitos familiares. com transtornos emocionais significativos.
  11. 11. Inabilidade específica na leitura, na expressão escrita ou na matemática, emindivíduos que apresentam resultados abaixo do esperado para seu nível dedesenvolvimento, escolaridade e capacidade intelectual.Se relaciona a alterações específicas do sistema nervoso central (SNC).Etiologia multifatorial e NÃO pode ser consequência de :* falta de oportunidade de aprender;* descontinuidades educacionais;* traumatismos ou doença cerebral adquirida;* comprometimento da inteligência global;* comprometimentos visuais ou auditivos não corrigidos.
  12. 12. Dificuldade Escolar Problema pedagógico, de ordem acadêmicaDistúrbio de aprendizagem – envolvimento do SNC *Linguagem oral – fonologia,morfologia, semântica, sintaxe,pragmática *Leitura - habilidade no uso das palavras,reconhecimento de letras, compreensão *Escrita – soletrar,ditado e cópia *Matemática – habilidade de cálculos básicos, raciocínio matemático,combinação e relação entre eles
  13. 13. Percentual de alunos com Percentual de alunos com dificuldades escolares distúrbios de aprendizagem no Brasil no Brasil 30 a 40% 5 a 7%Primeiros anos escolares Primeiros anos escolares
  14. 14. Processo evolutivo e constante que implica uma sequência de modificações observáveis e reaisno comportamento do indivíduo (físico e biológico) e no meio que o rodeia (atuante e atuado)
  15. 15. . O INÍCIO DO DESENVOLVIMENTO DE UM INDIVÍDUO É O MEIO SOCIOCULTURAL. O MEIO OFERECE AO INDIVÍDUO SIGNOS EXTERNOS COMPATÍVEIS COM SUA CULTURA E LÍNGUA MATERNA. A BASE ORGÂNICA PRECISA ESTAR EM EXCELÊNCIA PARA RECEBER OS SIGNOS LINGUÍSTICOS E DESTA MANEIRA FORMAR O PENSAMENTO. O DESENVOLVIMENTO SE DÁ EM ESPIRAL, PASSANDO PELO MESMO PONTO A CADA TRANSFORMAÇÃO E AVANÇANDO PARA O NÍVEL SUPERIOR – RECONSTRUÇÃO INTERNA DE UMA OPERAÇÃO EXTERNA = INTERNALIZAÇÃO
  16. 16. Início (mãe x bebê): a mãe se dirige à criança atribuindo-lheturnos. Constrói e atribui significados para o silêncio ou sons que acriança emite, uma vez que coloca conteúdos comunicativosnessas manifestações.Aos poucos a criança vai sendo habilitada a participar de situaçõeslinguísticas, assumindo papéis discursivos que se associam apapéis sociais.Por meio do processo de observação e interação a criançaaprende a identificar e ser identificada.
  17. 17. Lobos cerebrais
  18. 18. esquerdo direito
  19. 19. Consciência fonológica Acesso lexical Memória de trabalho
  20. 20. FONOLOGIAAquisição dos padrões de sons da línguaOpera em nível cognitivoPropicia o desenvolvimento da consciência fonológica .Capacidade de perceber e manipular os segmentos da fala .Correlação dos aspectos da fala com o código escrito .Indispensável durante a aprendizagem da leitura e da escrita .Canal auditivo – processamento auditivo
  21. 21. Síntese silábica Síntese fonêmica /pa/ - /pel/ /f/ - /o/ - /i/ /pro/ - /fe/ - /sso/ - /ra/ /l/ - /a/ - /ç/ - /o/Segmentação silábica Segmentação fonêmica /livro/ /nó/ /fazenda/ /casa/
  22. 22. Rima Aliteração /bolo/ - /mala/ - /rolo/ /fada/ - /face/ - /vila//baleia/ - /sereia/ - /canoa/ /escola/ - /menino/ - /estrada/
  23. 23. Transposição silábica Transposição fonêmica /pata/ /és/ /dona/ /amor/ Manipulação silábica Manipulação fonêmicaAdicionar /rrão/ ao final de /maca/ Adicionar /r/ no fim de /come/Subtrair /da/ do final de /salada/ Subtrair /f/ do início de /falta/
  24. 24. Segmentação da palavra no fluxo da Consciência silábica falaAdquirida na linguagem oral Adquirida desde 4 / 5 anos Rima Consciência fonêmicaManipula desde 3 / 4 anos Desenvolvida pela alfabetização
  25. 25.  Conteúdo da linguagem Significado das palavras e das combinações das palavras Envolve os processos de:  Compreensão  Produção  Seleção adequada de palavras  Organização de elementos na frase  Entonação pertinente
  26. 26. Permanência e consolidação do que é adquirido.Processo não só de recuperação de dados e informações, mas também deconstrução, influenciado por experiências anteriores e correntes.(Sternberg, 2000).
  27. 27. MEMÓRIA DE CURTO PRAZO, OPERACIONAL, DE TRABALHO Arquivamento temporário de informações para a realização de tarefas cognitivas: ler, falar, escrever.MEMÓRIA DE LONGO PRAZO Retenção de informações por um período prolongado de tempo: léxico –mapa semântico – freqüência de uso, familiaridade.
  28. 28. O lobo temporal é uma região nocérebro que apresenta umsignificativo envolvimento com amemória.Ele está localizado abaixo do ossotemporal (acima das orelhas), assimchamado porque os cabelos nestaregião freqüentemente são osprimeiros a ser tornarem brancoscom o tempo.
  29. 29. MEMÓRIA MEMÓRIA DE CURTO PRAZO, OPERACIONAL, DE TRABALHO – arquivamento temporário de informações para a realização de tarefas cognitivas: ler, falar, escrever. MEMÓRIA DE LONGO PRAZO – retenção de informações por um período prolongado de tempo: léxico –mapa semântico – freqüência de uso, familiaridade.
  30. 30. ESTRUTURAS CORTICAIS : TÁLAMO TRONCO CEREBRAL FORMAÇÃO RETICULAR TIPOS: FOCALIZADA SUSTENTADA DIVIDIDA
  31. 31. TÁLAMO – BUSCA INFORMAÇÃO ARMAZENADA NAS DIVERSAS PARTES DO CÓRTEXFORMAÇÃO RETICULARIntegração das funções sensoriaisAtivação do córtex cerebralConexão com todo o SNC: córtex, tálamo,hipotálamo, sistema límbico, cerebelo,nervos cranianos e medulaControla a atenção seletiva
  32. 32. PROCESSAMENTO LINGUÍSTICO Morais, 1994Identificação das palavras pelo processo de decodificação fonológicaConversão dos sinais gráficos em representações fonológicasEsse processo de conversão grafema/ fonema é realizado lentamentedurante a alfabetizaçãoA decodificação fonológica deverá estar automatizada no fim do primeirosemestre da primeira série, permitindo que o esforço cognitivo exigido pelaleitura esteja direcionado para o seu objetivo final – a compreensão do textoA leitura com ritmo entrecortado, com interrupções, repetições, trocas,omissões e acréscimos dificulta a automatização da decodificaçãofonológica impedindo o acesso ao significado das palavras e do texto
  33. 33. Processamento visual dos sinais gráficos Lent, 2001Tarefa que implica necessidade de atenção,Alternância entre movimentos oculares sacádicos que realizamvarreduras no texto e fixações,Esses movimentos estão sujeitos à influência de variáveispsicolinguísticas (frequência, familiaridade, extensão) das palavras, quetornam mais comuns as imagens visuais de algumas palavrasEssas variáveis favorecem o rápido reconhecimento das palavrasTambém explicam erros de leitura por troca ou omissão nos casos dedesatenção pela dificuldade na discriminação de palavras diferentesmas com imagens visuais semelhantes.
  34. 34. Modelo Genético (Emília Ferreiro; Luria; Uta Frith)Estratégia Logográfica - Predomínio guestáltico - Correspondência global da palavra escrita com o respectivo significado - Produção instantânea das palavras, apresentadas de acordo com suas características gráficas (traços físicos), sem possibilidade de análise (segmentação fonológica) - Palavras memorizadas como se fossem fotografias. Não há leitura propriamente dita Exemplo: COCA-COLA e BOLA
  35. 35. Modelo Genético (Uta Frith)Estratégia Alfabética - Conhecimento do princípio alfabético - Capacidade de segmentar a palavra em fonemas,o que demanda consciência fonológica - Aplicação das regras de conversão fonema-grafema - Escrita de palavras novas e inventadas - Escrita com apoio na oralidadeExemplo de decodificação sequencial: PATO e CAVALO = pode-se ler na ordem das letras, que não provoca alteraçãoExemplo de decodificação hierárquica: GIRAFA e CAMPO = necessário prever qual o fonema que vem depois para atribuir valor sonoro à letra precedente. Caso contrário pode-se ler: GUIRRAFA, pois normalmente o G possui este som e o R idem. Na escrita, por mais que conheça a regra, se não puder prever o grafema que vem depois (P ou B ou outra consoante), colocará aleatoriamente M ou N.
  36. 36. Modelo Genético (Uta Frith)Estratégia Ortográfica - Interação das atividades de leitura-escrita - Experiência suficiente com a leitura para montar um dicionário visual das palavras (léxico) - Acesso visual direto à palavra - Agiliza a leitura e atinge o significado mais rapidamente - Permite escrita de palavras irregulares - Uso de analogias lexicais ou palavras conhecidas para escrever novas palavrasExemplo: TÁXI e EXERCÍCIO= só é possível ler corretamente se já estiver no léxico. Caso contrário o X pode ser lido com o mesmo som de CAIXAExemplo: SINTO e CINTO = para se escrever corretamente, os dois já devem fazer parte do léxico
  37. 37. Dupla Rota (Ellis & Yong)Rota Fonológica - Processamento fonológico por meio de informações baseadas na estrutura fonológica da língua oral - Decodificação de estímulos gráficos. Para compreender, deve-se ouvir - Leitura de palavras: regra, novas, pseudopalavras, regularesRota Lexical - Identificação direta da palavra com acesso direto ao significado - Arquivos que armazenam informações acústico/ortográficas, semânticas e fonológicas (léxico de input visual) - Dependem de fixação visual - Leitura de palavras: Frequentes, irregulares
  38. 38. ROTA LEXICAL ROTA FONOLÓGICA Hemisfério esquerdo  Hemisfério direito Repertório léxico-visual  Repertório léxico-fonológico Ativa memória visual  Apropriação do código alfabético Predomínio visual  Consciência fonológica Região têmporo-occipital  Correlação grafema-fonema Caminho do leitor hábil  Predomínio auditivo  Região têmporo-parietal  Rota mais lenta
  39. 39. AnitriptilinaDexclorfeniraminaMetaciopramidaPolivinilpirrolidonaÓxidos de alquil fenil bis acil fosfina e misturas fotoiniciadoras
  40. 40. Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito. E5T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4 M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!
  41. 41. LEITURA ESCRITAEstratégia fonológica estágio alfabético palavras novasEstratégia lexical estágio ortográfico palavras irregulares de alta freqüência
  42. 42. Conjunto de processos de conceituação, lexicalização e formulaçãoRepresentações semânticas são associadas a representações fonológicasConversão fonema/ grafemaDescoberta da base alfabética de nosso sistema de escritaAquisição da ortografia e a constituição da memória grafêmicaDificuldades fonológicas atuam sobre o processo de conversão fonema/ grafema,comprometendo o domínio da base alfabéticaDificuldades de atenção prejudicam a constituição da memória grafêmica, poisatrapalham a aquisição do sistema ortográfico.
  43. 43. Aspectos grafomotores Produtividade da escrita autônoma Organização espacial Competência comunicativaPlanejamento do traçado Manutenção e desenvolvimento de tópico – oral Coordenação motora Planejamento e estruturação de relatos - oral
  44. 44.  Perceber a padronização da grafia Compreender as razões da norma culta Aspecto grafomotor
  45. 45. VARIÁVEIS PSICOLONGUÍSTICAS DA PALAVRA RegularidadeREGULARES – letras tem valor sonoro estável ( fonema/ grafema) PATO, BOLA...( P, B, T, D, F, V)REGRA - valor sonoro depende de regras CAMPO, GAVETA/ GUITARRAIRREGULARES-valor sonoro é arbitrário ( dependem da competência lexical) SINTO/ CINTO, GELO/ JEITO, EXATO/CASA, TAXA /MANCHA...
  46. 46. VARIÁVEIS PSICOLINGUÍSTICAS DAS PALAVRASFREQUÊNCIA - alta familiaridade baixaEXTENSÃO - maior número de sílabas e fonemas menorLexicalidade – palavras reais pseudopalavras (inventadas) = gavo; inha = (curtas) (obedecem as regras fonológicas) vacalo, telacocho (longas)
  47. 47. OUTRAS VARIÁVEISTONICIDADE : sábia, sabiá, sabiaTIMBRE: o gosto, eu gostoVARIEDADES REGIONAIS: caro/ carro dente/dentiORALIDADE: pastel /pasteu, filho /filhu, menino/ mininu, cerveja/ceveja vamos lá/ vamulá, problema /poblema, ploblema, andando /andano
  48. 48. Raciocínio lógico Aspectos sócio- afetivos e culturais do leitorEstabelecer relações entre as Hábito de leitura informações: explícitas e implícitas Habilidade cognitiva Textos ao nível da capacidade leitoraComparar informações para poder classificá-las e ordená-las Adequar o texto ao leitor e não o leitor ao texto
  49. 49. Nível da palavra * nível mais simples - podemos trabalhar com palavras compostas, com grafias semelhantes ou integrantes de uma mesma categoria, por exemplo: Unindo as palavras às gravuras correspondentes = guarda-roupa/ sorvete/ guarda-chuva/ pirulito * nível mais complexo - atribuir diferentes significados a uma única palavra. Os significados serão diferentes conforme o contexto em que se encontrar a palavra, por exemplo: a palavra SILÊNCIO, se encontrada num hospital, numa escola ou em nossa casa.
  50. 50. Nível da Frase e do ParágrafoNeste nível desenvolvemos habilidades lingüísticas para destacar asfunções das palavras-chave, gramaticais e fatiamento no sentido global.Podemos oferecer atividades de leitura tais como:• Estabelecer equivalências entre expressões diferentes.• Inferir informações não explícitas nas frases.• Associar enunciados complexos, aparentemente semelhantes, referidosa diferentes fatos.• Estabelecer comparações entre informações referidas a situações quenão são explícitas.
  51. 51. Nível do Texto completo e complexo As operações de leitura necessárias para a compreensão do texto completo e complexo envolvem as habilidades para inferir, reter e relacionar as informações textuais. O leitor poderá ampliar as suas habilidades de compreensão da leitura experimentando diferentes formas para trabalhar com os textos. Por exemplo:
  52. 52. Técnica ClozeDiz respeito às relações parte/todo.Oferecemos um texto completo ao leitor e em seguida o mesmo texto com lacunas, para que ele as preencha conservando o sentido do texto, ainda que não utilize as mesmas palavras.As chaves de respostas serão semânticas, sintáticas ou fonológica, conforme a intenção da atividade de leitura. Assim podemos omitir, em intervalos regulares, substantivos, verbos, adjetivos, advérbios ou letras e sílabas em palavras.
  53. 53. Mapas conceituais - diz respeito a identificar e destacar as palavras- chave dos diferentes segmentos da frase e do texto, de tal forma que correlacionando- as seja possível recuperar o texto completo.Leitura compartilhada - trata-se de uma leitura interativa, um diálogo entre dois leitores de um mesmo texto. Os comentários de um facilitarão ao outro, recursos para encontrar, destacar e correlacionar os diferentes fatos daquele texto, entre si ou com informações de outros textos já lidos.
  54. 54. Um bom leitor é aquele que lê com profunda compreensão, o que é demonstrado por meio de habilidades como a de abstrair, aplicar ou generalizar as informações de um texto.• habilidades de decodificação;• habilidades de linguagem;• fatores lexicais;• capacidade de fazer inferências;• domínio do conhecimento;• fatores sociais. Caccamise; Snyder
  55. 55.  LEITURA  ESCRITACapacidade cognitiva Capacidade que transforma uma cognitiva querepresentação gráfica transforma a em representação representação fonológica. fonológica em representação Decodificação gráfica. Codificação
  56. 56. DISLEXIATranstorno de linguagem de origem neurobiológica . É caracterizada poruma dificuldade específica para aquisição da leitura bem como para reconhecerpalavras, soletrar e decodificar palavras.DSM-IV: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos mentais:Transtornos de aprendizagem que incluem transtorno da leitura, transtorno dematemática e transtorno da expressão escrita.CID-10: Classificação Internacional das Doenças – OMS:Transtornos específicos do desenvolvimento das habilidades escolaresabrangendo transtornos da leitura e outros.
  57. 57. DISLEXIAPodemos dizer que a dislexia é: um transtorno ESPECÍFICO de leitura; um funcionamento peculiar do cérebro para o processamento da linguagem; um déficit lingüístico, mais especificamente uma falta de habilidade no nível fonológico; uma dificuldade específica para aprendizagem da leitura bem como para reconhecer, soletrar e decodificar palavras. Podemos também excluir a presença de dificuldades visuais, auditivas, problemas emocionais, distúrbios neurológicos ou dificuldades socioeconômicas como origem do transtorno. (Mousinho)
  58. 58. Maior ativação da parte Sub-ativação da regiãoPosterior do cérebro posterior do cérebro e super- estimulação na região anterior
  59. 59.  Dislexia Fonológica  Dislexia Lexical (superficial)• Aglutinações de palavras • Dificuldade na formação do léxico visual• Leitura lenta, silabada • Dificuldade na ortografia• Sequência das linhas • Dificuldade em palavras homófonas• Pontuação = entonação, (concerto / conserto compreensão • Dificuldade em palavras homógrafas• Deciframento parcial da palavra, (manga, colher, ...) envocando outra similar fonologicamente • Dificuldades em grupos consonantais, (plástico / prático) prefixos, sufixos• Erros derivativos (comeriam /comiam)• Tenta ler palavras por analogia (utilize moeda / última moda) Dislexia Mista• Confundem letras visualmente semelhantes (tio /fio) • Combina as duas formas de dificuldades:• Inversões(perto / preto) fonológica• Lêem palavras longas e novas como lexical (ortográfica) familiares (espadaúdo / espada)• Omissões, acréscimos, substituições• Junção de palavras
  60. 60. NÍVEL FUNÇÕES FONOLÓGICO SUPERIORESAUTOMATIZADO LIBERADAS
  61. 61. ORAL Texto ouvidoCom dificuldade no processo da Boa compreensão leitura e na compreensão• Silabação• Aglutinação• Pontuação• lentidão SILENCIOSACom dificuldade de compreensão• Reauditorização• Lentidão
  62. 62. Alteração na planificação da linguagem escrita, que causa transtornos na aprendizagem da ortografia, gramática e redação.• Aspectos grafomotores = preensão,pressão,postura• Aquisição do sistema ortográfico• Desenvolvimento da escrita autônoma
  63. 63. Cópia = hábil / semi-servil / servil (sílaba por sílaba) * Omissão, acréscimo,aglutinação de letras e palavras * Ordenação das palavras * Distância regular entre as palavras * Reauditorização – repete e às vezes escreve como está falandoDitado * Falhas na correspondência fonema/ grafema (auditivo) * Falhas de discriminação (auditivo e visual) * Falhas na aquisição do sistema ortográfico * Reauditorização (vocaliza,repete) * Necessidade de repetição
  64. 64. Produção textual = vocabulário,uso de maiúscula,pontuação, acentuação organização espacial do texto• Representações múltiplas (vassoura / vasura; casa / cassa)• Apoio na oralidade (vassoura / vassora; vestiu / vis tiu)• Omissão de letras (quando /cundo)• Junção/ separação (acordou / a cordou; tá chovendo / taju zendo)• Fonemas surdos e sonoros ( viu / fiu; sala/ zala; fila / vila)• Letras parecidas (menina / nenina)• Generalização de regras (papel /papeu)
  65. 65. Transtorno funcional na execução da escrita, que afeta a forma, a inteligibilidade, o ritmo ou o significado da mesma, sem alterações intelectuais, sensoriais, neurológicas, motoras ou afetivas que a justifiquem• Planejamento linguístico• Recuperação visual• Planejamento motor
  66. 66.  Na Escrita  Na Pessoa Incoordenação de movimentos  Mau conhecimento do próprio corpo Repasses, rasuras  Lateralidade mal definida Alterações direcionais das letras  Alteração na organização espacial Ângulos nas letras  Alteração de equilíbrio, tônus muscular e postura Traçado muito leve ou muito forte  Comportamento irriquieto e instável Mau uso do espaço gráfico  Alteração na motricidade fina Dificuldade de cópia do quadro para o caderno  Dificuldades metalinguísticas Caderno sujo, páginas amassadas  Possíveis problemas emocionais Omissões, agregações, confusão entre letras,sílabas,palavras Lentidão Rapidez (TDAH)
  67. 67. Disgrafia motora Disgrafia ideomotoraAlteração na qualidade e na Dificuldade na elaboração dos inteligibilidade da escrita movimentos gráficos, o que provoca erros direcionais na movimentação das letras Disgrafia disléxica Disgrafia IdeográficaAlteração no conteúdo da escrita: Esquecimento da imagem gráfica, aglutinações (derrepente) apresentando dificuldade de escrever a letra assimilações (pobre / probre) substituições (faca / vaca)
  68. 68. Desordem específica que afeta a habilidade em compreender e manipular números para executar operações matemáticas ou aritméticas.Dificuldade na percepção, memória, abstração,leitura, funcionamento motor.Envolve atividades combinadas dos dois hemisférios cerebrais.5 a 6% da população.
  69. 69. Região Capacidade Hemisfério Direito  Organização viso-espacial H. dominante da linguagem  Habilidades linguísticas Áreas de associação do H. dominante  Leitura e compreensão de compreensão de problemas verbais, compreensão de conceitos e procedimentos matemáticos  Cálculos mentais rápidos, conceituação Lobos frontais abstrata, habilidade de solução de problemas, execução oral e escrita
  70. 70. Região Capacidade Lobos parietais  Funções motoras,uso de sensações táteis Lobo parietal esquerdo  Habilidades de sequenciação Lobos temporais  Memória de séries, sub-vocalização durante a solução de problemas
  71. 71. Arábico *Dificuldades de leitura,Invasivo escrita e comparação de números arábicos*Falta dos conceitos semânticos primários de números e *Não consegue representar numerosidade números de vários dígitos*Dificuldade com representações Arábicas verbais e habilidades Verbal Computacionais associadas *Desordem lexical-sintática da representação verbal de números *não consegue representar números
  72. 72. Proposta de abordagem psicomotora Esquema corporal Lateralidade Estruturação espacial Orientação temporal Pré-escrita
  73. 73. Noções básicas para a aprendizagem da matemática• Linguagem matemática• Percepção visual• Números ordinais e cardinais• Reconhecimento de figuras geométricas• Reconhecimento e reprodução de números• Solução de problemas aritméticos
  74. 74. Afeta a produção e/ ou a representação mental dos sons da fala dedeterminada língua.Provoca impacto na articulação e no conhecimento internalizado de umalíngua.Alterações na fala caracterizadas por substituições, omissões, inserções outransposições de sons no sistema fonológico
  75. 75. ALTERAÇÕES NA PRODUÇÃO DA FALA Inventário fonético Sistema fonológico Regras fonológicasFonológico – organização e classificação dos sons da fala, incluindo o aspecto cognitivoFonético – produção articulatória Prof. Maria Angela de Oliveira Champion Barreto
  76. 76. A alteração fonética reflete na inabilidade para articular os sons da falaComponente fonético Dificuldade de comunicação envolvendo o componente motor A alteração fonêmica afeta o modo peloComponente fonêmico qual a informação sonora é armazenada e representada no léxico mental Dificuldade de comunicação de base linguística ou cognitiva
  77. 77. Processo fonológico Idade prevista para eliminaçãoRedução de sílaba 2 anos e 6 mesesTartaruga/ taúgaHarmonia consonantal 2 anos e 6 mesesSapato/ papatoPlosivação de fricativa 2 anos e 6 mesesVovô/bobô; sapo/ tapoPosteriorização para velar 3 anos e 6 mesesTatu/ cacu; doce/ gocePosteriorização para palatal 4 anos e 6 mesesSapo/ xapo; zero/ jero
  78. 78. Frontalização de velares 3 anosCaiu/ taiuFrontalização de palatal 4 anos e 6 mesesChave/ saveSimplificação de líquida 3 anos e 6 mesesBolo /boioSimplificação de EC 7 anosPreto/ petoSimplificação da consoante final 7 anosComer/ comê
  79. 79. Transtorno comportamental caracterizado pela tríade sintomatológica:déficit de atenção, hiperatividade e impulsividadePresença de desatenção e/ ou hiperatividade e impulsividade em níveisinadequados para idade e escolaridadeComprometimento funcionalNão justificável por outras patologias
  80. 80. Desatenção Hiperatividade/impulsividadeNão presta atenção em detalhes – erros por Se remexe muito na cadeira ou mexe pés e descuido em deveres e tarefas mãosDificuldade em manter a concentração em Levanta-se muito da cadeira em sala de aula tarefas ou atividades lúdicas ou em outras situaçõesParece não ouvir quando chamado Corre ou pula e trepa em demasiaNão segue instruções e não termina tarefas Fala em demasia escolares, domésticas e profissionais Respostas precipitadas a perguntasPerde coisas necessárias Dificuldade em aguardar a vezDistraível por estímulos esternos Interrompe ou se intromete em assuntos alheios
  81. 81. É o processo de utilização da informação auditiva que acontece no sistema auditivo periférico e central, que depende da capacidade inata e da experiência acústica do indivíduo no meio ambiente. Cavadas, 1998Detecção, análise e interpretação de eventos sonoros.Habilidades:Figura-fundo – atenção seletiva/ atenção divididaOrdenação temporal - memória de sequênciaFechamento - perceber o todo com uma parte foraAspectos temporais - frequência, duração - som surdo/ sonoro - entonação, acentuação - prosódia
  82. 82. Quando suspeitarAtenção prejudicadaDificuldade em escutar em ambiente ruidosoDificuldade de compreender em ambiente ruidosoAgitados, hiperativos ou muito quietosFala muito ãh? o quê?Prejuízo de memória sequencial auditiva e localização sonoraProblemas de fala : /l/ e /r/, /s/ e /ch/Alterações de escrita e leituraDificuldades na percepção auditivaHistoria de otites de repetição
  83. 83. Sugestões de atividadesLocalização sonora
  84. 84. Sugestões de atividades Memória em sequênciaSons verbais Sons não verbaisRepetição acrescentando mais um ítemEx: fui a feira e comprei mamãoFui a feira e comprei mamão e laranja ...
  85. 85. CD de histórias para aRetirar letra de música criança repetir ou apontar figuras relacionadas
  86. 86. Relacionada a uma desorganização no processamento cerebral dasinformações recebidas pelo sistema visual. É caracterizada porsensibilidade a certos comprimentos de onda de luz, que provocadistorções no processamento pós-retiniano, com os impulsos elétricoschegando ao córtex cerebral em momentos distintos, causando menorqualidade da interpretação visual.80% das informações que recebemos do ambiente é pela via visualEm cada instante, apenas 1% do que vemos está focado. O restante érepresentação memorizada
  87. 87. visãomaturidade Leitura Características movimentos Do texto sacádicos dos olhos fadiga postura iluminação
  88. 88. Sintomas físicostontura, cansaço, cefaléia, dores no estômago, enjôoDificuldades acadêmicasleitura, caligrafia, ortografia,matemática,gráficos, mapas,quadro-negroDificuldades geraisComputador,esportes com bola,escadas (rolante), dirigir (carona)Os estímulos ambientais podem exigir processamento que excede a capacidade cerebral. A utilização de filtros melhoram a entrada (informação) – fotossensibilidade.
  89. 89. DIFICULDADESMais encontradas na ESCOLA
  90. 90.  Falar tardiamente – nenhuma palavra até os 18 meses Não colocar 2 palavras juntas até os 2 anos Ausência de desempenho imitativo e simbólico aos 2 anos Dificuldade para pronunciar alguns fonemas Demorar a incorporar palavras novas ao seu vocabulário Dificuldade para recitar rimas Dificuldade para aprender cores, formas, números e escrita do nome Dificuldade para seguir ordens e seguir rotinas Dificuldade na habilidade motora fina Dificuldade de contar ou recontar uma história na seqüência certa Dificuldade para lembrar nomes e símbolos Não formação de sentenças aos 3 anos Discurso incompreensível aos 3 anos
  91. 91.  Dificuldade em aprender o alfabeto Dificuldade no planejamento motor de letras e números Dificuldade para separar e seqüenciar sons (ex: p - a – t - o Dificuldade com rimas (habilidades auditivas) Dificuldade em discriminar fonemas homorgânicos (p-b, t-d, f-v, k-g, x-j, s-z) Dificuldade em seqüência e memória de palavras Dificuldade para aprender a ler, escrever e soletrar Dificuldade em orientação temporal (ontem – hoje – amanhã, dias da semana, meses do ano) Dificuldade em orientação espacial (direita – esquerda, embaixo, em cima...) Dificuldade na execução da letra cursiva Dificuldade na preensão do lápis Dificuldade de copiar do quadro
  92. 92.  Nível de leitura abaixo do esperado para sua série Dificuldade na sequenciação de letras em palavras Dificuldade em soletração de palavras Não gostar de ler em voz alta diante da turma Dificuldade com enunciados de problemas matemáticos Dificuldade na expressão através da escrita Dificuldade na elaboração de textos escritos Dificuldade na organização da escrita Podem ter dificuldade na compreensão de textos Podem ter dificuldade em aprender outros idiomas Dificuldade na compreensão de piadas, provérbios e gírias Presença de omissões, trocas e aglutinações de grafemas Dificuldade de planejar e organizar (tempo) tarefas Dificuldade em conseguir terminar as tarefas dentro do tempo Dificuldade na compreensão da linguagem não verbal Dificuldade em memorizar a tabuada Dificuldade com figuras geométricas Dificuldade com mapas
  93. 93.  Leitura vagarosa e com muitos erros Permanência da dificuldade em soletrar palavras mais complexas Dificuldade em planejar e fazer redações Dificuldade para reproduzir histórias Dificuldade nas habilidades de memória Dificuldade de entender conceitos abstratos Dificuldade de prestar atenção em detalhes ou, ao contrário, atenção demasiada a pequenos detalhes Vocabulário empobrecido Criação de subterfúgios para esconder sua dificuldade
  94. 94.  Permanência da dificuldade em escrever em letra cursiva Dificuldade em planejamento e organização Dificuldade com horários (adiantam-se, chegam tarde ou esquecem) Falta do hábito de leitura Características Gerais Associadas• A emissão oral é comparativamente muito melhor que a escrita• Atenção limitada e dificuldade em manter-se na tarefa
  95. 95.  Palavras de baixa freqüência Palavras com R, L, NH, LH, PLURAL, AM/ÃO Apoio na oralidade Paragrafação Pontuação Adequação de linguagem- fala coloquial/ fala acadêmica e escrita Coerência e coesão Repetição de termos Tempo verbal
  96. 96.  Concordância Uso de letra maiúscula Acentuação Pouca variação no uso de marcadores lingüísticos – artigos, adjetivos, advérbios, conjunções, preposições, pronomes... Fonemas com múltiplas possibilidades de representação gráfica Organização espacial do texto
  97. 97.  Conhecer o sistema alfabético e fonológico 25 letras para representar a escrita – variedade de sons Recitar as vogais / recitar as consoantes Jogos – forca soletrando e vice versa fonoletrando e vice versa – C.f.
  98. 98.  Compreensão: reconhecimento prévio do texto – leitura de título e subtítulo Palavras chaves Distratores Ensinar revisão de texto – dar um tempo entre escrita e reescrita – distanciamento necessário para o aluno refletir sobre sua produção Pontuação – teatralizar a prosódia
  99. 99.  Intervalos freqüentes – alternar matérias Pedir para o aluno escrever as respostas que deu oralmente Pedir ao aluno para criar perguntas para determinadas respostas Rimas e associações
  100. 100.  Entrada visual simultânea à mensagem auditiva – memorização Vocabulário chave Aspectos relevantes – informações essenciais Mensagem controlada em complexidade e extensão Monitorar a compreensão – perguntas relativas a matéria feitas periodicamente Leitura compartilhada
  101. 101. ObrigadaMaria Angela Champion Barreto
  102. 102. Saúde – Conferência Internacional de Saúde (Declaração de Alma-Ata, Cazaquistão, 1978): Estado de completo bem estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doenças. (OMS – UNICEF)Segundo Andrade(1996) – a comunicação humana (falar, ouvir, ler, escrever) é determinante para autoconfiança, felicidade e segurança, sendo fundamental para a saúde do indivíduo .
  103. 103. Habilidades comunicativas efetivas e eficientes compõem o ponto centralpara o desenvolvimento do indivíduo e sua inserção na sociedade.Alterações no processo de desenvolvimento da comunicação afetam ainserção social da criança e do adolescente, seu aprendizado escolar e, emindivíduos adultos, sua integração na vida profissional.
  104. 104.  Pesquisas recentes, como a desenvolvida por Gombert (2003), têm demonstrado que os diferentes tipos de dislexia (fonológica, visual ou mista) são conseqüência de uma única deficiência: a fonológica. O que determina o tipo de dislexia são fatores, como, a gravidade do déficit, a natureza do sistema ortográfico, as experiências de leitura e a eficiência da abordagem pedagógica Conceitos mais recentes de dislexia têm, inclusive, assumido esta visão, como o de Lyon; Shaywitz; Shaywitz, 2003:gógica.

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