Megafone Edição Dezembro

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Jornal O Megafone , produzido pelo Coletivo REDE , para os Servidores Federais do IFSUL

SINASEFE PELOTAS E REGIÃO

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Megafone Edição Dezembro

  1. 1. Jornal do SINASEFE Pelotas - dezembro de 2011Lutar é anossa cultura!
  2. 2. dezembro | 2011 Violência! Alvaro Barcellos (Funcionário da Caixa)Artigo ...se vives nas sombras, Recentemente, chegou-se a tal ponto de so- se tem diploma, ou se a pena seria de uns 10 freqüentas porões, fisticação que o sujeito poderia negar-se ao anos, mas com bom comportamento, e devi- se tramas assaltos teste do bafômetro para não gerar provas do ao esgotamento dos presidios, péssimos e ou revoluções, contra si mesmo, o que constitui francamen- superlotados, então, na prática, o cara apenas a lei te procura amanhã de manhã te inaceitável ardil. É mais ou menos como não poderia sair da cidade durante dois anos, com seu faro de doberman imaginar que pudéssemos sem represálias sem autorização, ou prestaria serviços co- (Chico Buarque) ocupar casas onde tenham ocorrido crimes, munitários...enfim...as coisas ficam um tanto por exemplo, causando com isso obstrução nebulosas. As enormes contradições sobre as quais se ao trabalho do Estado na busca de possíveis Some-se a isso questões como a banalização assenta o capitalismo já trazem em seu bojo soluções e investigações que se fariam no de tudo – da vida, da morte, da intolerân- tantas e tão fundas injustiças, diferenças e sentido de preservar interesse e bem público cia... – e também estes péssimos modelos preconceitos de toda ordem que as mais di- (como a própria vida). com incentivo exagerado a overdoses de in- versas manifestações de violência chegam a Alguns, confundindo as coisas, já apelam dividualismo, gerando povos esvaziados de soar quase naturalmente. para soluções fáceis e que nada resolvem, humanidade, alimentando um mundinho em Todavia, há patamares dessa mesma violên- como a pena de morte, por exemplo. Ora, que predomina um egocentrismo brutal...e cia que acabam nos remetendo à barbárie. nos lugares onde ela é adotada – como em teremos problemas ainda maiores. Um dos principais pontos que merecem um alguns estados dos EUA, que possuem auto- Por falar em crime, Pelotas já conta com olhar mais atento diz respeito a uma terrível nomia para legislar sobre esta questão espe- patamares aflitivos, que nos fazem conviver situação: a impunidade. Historicamente, os cífica – não houve redução da criminalidade. com uma violência crescente, que se mani- chamados crimes de colarinho branco (pra- Porque o grande problema não é a gravidade festa inclusive nas situações de um trânsito ticados por altos setores do empresariado, e da pena, e sim a certeza da impunidade. O que beira o caótico. seus representantes – banqueiros, coronéis, velho e perigoso: ah, não dá nada. E em mui- Há ainda uma surda aceitação nos mais va- deputados...) eram fácil e tragicamente to- tos casos não dá nada mesmo. riados setores, do tipo filho meu não leva de- lerados. Era de fato raríssimo que um bur- Se, entretanto, as leis fossem efetivamente saforo pra casa. O que conduz – e claro que guês fosse parar no presídio. cumpridas e não houvesse tanta descon- há outros fatores – muitos jovens, inclusive Como resultado, a cadeia só existia para fiança com relação a setores do judiciário, já na classe média alta, a brigas extremamente pobres. Bastava, aliás, que o autor do deli- teríamos um outro quadro. Se muita gente violentas, que não raro terminam em tragé- to tivesse alguma condição econômica para por aí soubesse que seria presa mesmo, que dia, e nitidamente à formação de quadrilhas. escapar ileso das garras da lei – o que livrou pegaria mesmo, digamos, 12 anos pela prá- Num tempo perverso em que, por conta inclusive muito motorista criminosamen- tica de determinado delito, provavelmente desse impressionante apelo ao consumo, te irresponsável da possibilidade de sofrer não praticaria tal delito. Mas como se sabe de mata-se por um par de tênis. Mas, ah, não qualquer tipo de punição. inúmeros atenuantes – ou se é primário, ou dá nada. Lutar é a nossa cultura EditorialExpediente A luta da educação pública no Brasil é um tema central para o desenvolvimento do nos- so país enquanto nação. As elites brasileiras e Jornal Mensal do Sindicato dos Servidores Federais da Educação Básica e internacionais jogam muito alto no processo Profissional (SINASEFE) - Seção do Sindicato Pelotas de privatização do Estado,onde a educação e a saúde de qualidade serão um privilégio de Rua XV de novembro, 224 - Pelotas / RS poucos. Para ganhar esta batalha, é necessá- Telefone: (53) 3027 61 00 rio unificar todas as lutas em defesa do que é público. E-mail: sinasefepel@gmail.com É nesse contexto que o movimento sindical tem um papel central no debate e precisa de- Produção Textual: Cooperativa Rede de Comunicação senvolver a luta pela educação pública e qua- Produção Gráfica: Taiane Volcan lidade a partir de cada local de trabalho. Impressão: Visão Artes Gráficas Unificar os trabalhadores do setor público federal é, sem dúvida, o principal objetivo da nova direção da Seção Sindical do Sinasefe Pelotas. Pensar em conjunto com os Servi- Acompanhe o blog do Sinasefe: dores Públicos Federais as estratégias para http://sinasefepel.blogspot.com enfrentar os governos e reagir aos ataques é uma das principais motivações da gestão. 02 |
  3. 3. dezembro | 2011Fórum de Lutas Sociais é criado em PelotasC omo fruto do movimento 15-O, acontecido em outubro em Pelotas, movimentos sociais e diferentes or-ganizações têm se unido para a construçãodo Fórum de Lutas Sociais da cidade. As aumento do valor das passagens de ônibus (de R$ 2,35 para R$2,55), envolvendo a comunidade, coletivos e represen- tantes sindicais e estudantis no calça- dão de Pelotas.principais reivindicações do movimento são A união tem em comum, a indignaçãopromover a campanha “Por outros 200 anos contra as mazelas sociais causadas pelopara Pelotas” e pautar as lutas dos movimen- sistema econômico dominante e otos sociais. objetivo de somar nossas forçasO Fórum tem organizado encontros quin- em todos os momentos possí-zenais para encaminhamentos, discussões e veis, tanto para organizar novasmanifestações em Pelotas. Recentemente, o lutas sociais, quanto para apoiar asmovimento organizou um protesto contra o já existentes.A VIDA DO CATADOR E A INFLUÊNCIA DA ECONOMIA SOLIDÁRIA CidadaniaVanessa Jacondino Ney (Estagiáriado projeto de pesquisa e extensão emEconomia Solidária e Educação Ambiental)O catador de resíduo reciclável urba- no é uma das categorias que mais cresceu nos últimos anos. São ho-mens, mulheres e crianças de baixa renda queandam diariamente nas ruas, comumente, pu- como sua ligação com a Associação FRA- GET, nós do Grupo de Economia Solidária estamos realizando entrevistas semi-estrutu- radas e utilizando diário de campo, com o in- tuito de conhecer a realidade da coleta infor- é algo curioso, pois é ela mesma quem o produz, porém, quer distante dos seus olhos, o que reflete na relação com esses trabalhadores. Ao dividirem o mesmo espaço com pes-xando carrinhos repletos de lixo, guiando car- mal de lixo, questões pessoais e necessidades soas que atuam em empregos distintos, osroças, ou carregando sacolas com o que acha- de formação. catadores sofrem discriminações tanto mo-ram de “útil” nas ruas da cidade. Os mesmos As entrevistas são realizadas na própria as- ral como social, pois não são vistos comocorrespondem a uma parte da sociedade sem sociação conforme a disponibilidade de cada indivíduos trabalhadores e de família, eoportunidade digna de trabalho para exercer catador. Essas permitem uma aproximação sim como “estranhos”, o que muitos nãoalguma atividade no mercado formal, e que maior com os catadores e um conhecimento sabem é que eles estão nessa profissão, naencontram no lixo a alternativa para garantir mais abrangente a respeito de suas questões maioria das vezes, por necessidade e nãoseu sustento. pessoais, além de propiciar um diálogo no por opção. A igualdade, nesse sentido, éA fim de conhecer um pouco melhor a qual o entrevistado fala sobre suas experi- muito importante para que os mesmosh i s - tória de vida dos catado- ências e dificuldades. Em meio a essas con- possam realizar seu serviço sem qualquer res, bem versas, pude perceber que essas pessoas são tipo de constrangimento. bastante sofridas, humildes e que passam, A Política Nacional de Resíduos Sólidos diariamente, por vários obstáculos sociais. une proteção ambiental à inclusão social, Com essas entrevistas passo a compreender, que objetiva destinar os resíduos da co- na prática, que por falta de oportunidades em leta seletiva do município aos galpões de outro modelo de emprego, inúmeras pessoas reciclagem. A partir dessa legislação, em trabalham como catadores a fim de aumentar Pelotas, o SANEP está incentivando com minimamente sua renda – que na maioria das capital inicial a criação e organização de vezes é somente a aposentadoria. galpões, retirando os catadores das ruas e Além disso, eles também mencionam o do aterro, e destinando o material para re- preconceito das pessoas com relação ao ciclagem. trabalho que realizam. Para alguns, Nosso trabalho de pesquisa e extensão é de isso incomoda, enquanto para ou- suma importância para o desenvolvimento tros não é relevante: “o pior é não dessa política, pois iremos traçar o perfil trabalhar, por que só não traba- desses catadores e fazer uma formação que lha quem não quer”, diz um contemple a educação ambiental, a econo- trabalhador entrevistado. A mia solidária, pelo trabalho coletivo e a au- conscientização da sociedade togestão, e a gestão ambiental de resíduos é muito importante nesse sentido, sólidos para que, futuramente, insiram-se sua visão negativa sobre o resíduo no trabalho organizado e digno. | 03
  4. 4. dezembro | 2011 O movimento de greve fortificou a categoria através de atos públicos,Histórico da Greve assembléias e manifestações Incício: Na tarde do dia 23 de setembro, o Comando Local de Greve da Seção Sindical Pelotas e mais de vinte companheiros fizeram a entrega oficial do Abaixo- assinado em defesa da manutenção da Dedicação Exclusiva. Assembleias: Dentre diversas assembleias, a seção Sindical Pelotas, no dia 23 de setembro, avaliou o movimento grevista e por 93 votos à 48 foi vencedora a pro- posta de manutenção do movimento, posição que foi defendida por Jussara Pereira e Stela Maris eleitas delegadas para a 104 Plenária que foi realizada em Brasília, no dia 24/09. Audiência: Em setembro, ocorreu uma Audiência Pública na Câmara Municipal de Vereadores, resultado de um pedido do SINASEFE ao Vereador Ivan Duarte que fez a proposição à Câmara que aprovou a proposição. Com o Tema Greve na Educação Federal, participaram da mesa: Daiani Luche Dorow , Alexandre de Pauli Bandeira e Gilberto Demari Alves do Comando Local de Greve e Eunice Couto (Representante da CSP-Conlutas). Francisco Vitória e Ana Maria Roeber também participaram das falas na Audiência. Manifestações: Através da indicação sobre uma radicalização do movimento de greve, a decisão do Sinasefe foi de organizar ocupações em prédios públicos da cidade, além das outras mobilizações que o movimento já tem feito no período de greve. Docentes e técnicos administrativos ocuparam o prédio da reitoria do IF-Sul. Os participantes organizaram um almoço na frente do prédio e permaneceram até o fim do dia. A mobilização contou com o apoio do DCE da UFPel. Ato Público: Após uma Assembleia Geral no dia 8 de setembro, o movimento de greve se deslocou para as proximidades da Ponte de Rio Grande, onde aproxima- damente 200 participantes estiveram reunidos para aproximar a comunidade das pautas da educação. 04 |
  5. 5. 2011 dezembro | 2011 Entrevista com a Secretária Geral do SINASEFE T Entrevista ania Guerra falou ao Jornal O Mega- de Técnico-administrativos em Educação - 24 meses. Precisamos chegar a um acordo. fone sobre o processo da greve, a ne- TAE, esste teria sua discussão em 2012 com Com a FASUBRA acontece o contrário, ela gociação com o governo e as expec- proposta salarial para 2013. tem 70% dos TAE cuja carreira é o PU- tativas das categorias para o próximo ano: Nossa categoria que vinha desde o ano de CRCE. 2010 empenhada em discutir política salarial, Entendo que uma entidade que tem condi- Explique como foi o início do processo de carreira e outros itens - nossa pauta tem 9 ções de mobilizar e fazer uma greve de 90 greve: itens, deliberou por entrar em greve a partir dias, não deve temer o processo de discus- Em agosto de 2010 o governo/MPOG ini- de 1° de agosto, chegando já nos primeiros são do que é do interesse de sua categoria. ciou a discutir a reestruturação da Carreira 15 ou 20 dias a ter 228 instituições paradas. Entendo que desta forma poderíamos che- do Magistério do Ensino Superior - MS com gar à mesa com as demais entidades com ANDES e Proifes. O SINASEFE formali- Quais foram as maiores reivindicações da mais força. zou o pedido de fazer a discussão da Carreira categoria no período de mobilização? do Magistério da Educação Básica Técnica e A reestruturação das duas carreiras - EBTT e Faça uma avaliação política da mobilização : Tecnológica - EBTT nesta ocasião. O gover- PCCTAE, os critérios de progressão para os/ A mobilização foi muito importante, consi- no respondeu que a discussão da EBTT seria as docentes - regulamentação do art. 120 da derando duas questões: 1 - estávamos aba- com a equipe de transição do governo, uma Lei 11784/08, as 30 horas para os/as TAE, tidos/as com auto estima fragilizada frente vez que teríamos eleições no final do ano. a adequação da concessão do vale transpor- a força com que o governo vem demons- Em abril de 2011 a Ministra Miriam Belchior te, a equiparação do auxílio alimentação com trando nos últimos anos no trato das pó- recebeu dia 4 de abril todas as entidades do os demais poderes, o reconhecoimento auto- líticas públicas desconsiderando a opinião serviço público federal - eram 37 entidades e mático dos diplomas de cursos dos países do dos servidores/as que são os agentes destas comunicou que cada uma teria uma audiência MERCOSUL, de acordo com a Lei e neces- políticas e assumem a responsabilidade que com o ministério para apresentar sua pauta sidade de concursos para atender a demanda têm na construção de uma sociedade igua- específica e a seguir um cronograma de dis- da expansão da rede. lítária numa nação justa e soberana. cussão desta pauta. Só voltariam a estar com 2- o grande número de servidores/as no- a Ministra em caso do surgimento de um im- Durante o período de mobilização, quais foram vos/as amplia a democracia interna da en- passe nas mesas citadas. as negociações com o governo? tidade trazendo uma nova visão de mundo O SINASEFE enviou sua pauta dia 17 de O MEC recebeu o sindicato por 3 vezes para dentro da entidade e desconstruindo maio - presidência, MPOG e MEC. Dia 28 apresentando uma proposta e recebendo um modêlo que pode ser centralizador e de junho foi recebido pelo MPOG que rela- nossa contra proposta. Em outubro comuni- autoritário se não houver renovação. Cabe tou que não conhecia a pauta pois seu méto- cou que era posição de governo não receber lembrar que neste momento que o pessoal do de trabalho era ler a pauta com a entidade. a entidade enquanto a mesma estivesse em novo chega com grandes expectativas é im- O MEC recebeu o SINASEFE i vez antes da greve. portante o papel daqueles e daquelas que greve 3 durante a greve. Dia 13 de julho em construiram a entidade para vencer etapas nova reunião, desta vez sem a presença dos O que se pode esperar daqui pela frente? Quais e , não cometer erros que já cometemos e secretário Duvanier Paiva, a diretora Marcela foram os resultados e quais as perspectivas? superamos reforçando a unidade de uma Tapajos apresentou alguns questionamentos. Nossa Plena aprovou a assinatura do Acordo entidade que não começa em cada greve: o Dia 20 de julho na terceira reunião com o 04/11 já assinado com o ANDES/Proifes e SINASEFE se constrói há 23 anos. MPOG ouvimos do Secretário que a propos- solicitar uma oficina especial para a EBTT. ta salarial seria a mesma do ANDES/Proifes, Deliberou também por solicitar ao MEC e ao Outro assunto que considero importante: que optaram por se apresentarem MPOG abertura de mesa com a FASUBRA Em 2001 aconteceu o 1º Fórum Social Mun- juntos na nego- ciação, de para discutir o PCCTAE. Concordei com a dial - FSM que iniciou a refletir sobre um 4% em março d e segunda deliberação, mas considero equivo- outro mundo possível. Lá os movimentos 2012. Quanto cada a 1ª uma vez que exclui os/as TAE do sociais ligados à educação sentiram a neces- ao segmento aumento de 4% em março, o que fere nos- sidade de ter Fóruns Mundiais de Educação so Estatuto. Consiadero também que nestas - FME agregados ao FSM, por ser a educa- oficinas que precedem a mesa de negociação ção um dos instrumentos mais importantes que acontecerá em março, o SINASEFE na construção deste outro mundo possível. deve apresentar a sua proposta de carreira Realizamos FME em 2002, 2003, 2005 e para a EBTT, já que nós é que representamos a cada ano que tem FSM, temos junto o os trabalhadores e trabalhadoras desta car- FME - sempre nos anos ímpares. Nos anos reira. Nas mesas de negociação precisamos pares temos os FME - temáticos em todo o estar junto com o ANDES que tem em sua planeta. Em 2003 ousamos discutir nestes base 26% de filiados/as da EBTT, para cons- fóruns diretrizes para a construção de uma truir junto. Por exemplo, nossa proposta é de proposta de educação planetária emancipa- interstício de 18 meses e a do ANDES de dora e inclusiva. | 05
  6. 6. dezembro | 2011 dez População preta e parda passa a ser maioria (50,7%)Igualdade N os últimos dez anos, a estru- tura da população mudou em termos de cor ou raça, com destaque para uma maior proporção das pessoas que se declaram como pretas e par- das, de 44,7% da população em 2000 para 50,7% em 2010. Destaca-se uma maior con- centração de pretos e pardos no Norte e no Nordeste e, no Sudeste e Sul, uma maioria pação desigual na distribuição de rendimen- tos. Os rendimentos médios mensais dos brancos (R$ 1.538) e amarelos (R$ 1.574) se aproximam do dobro do valor relativo aos grupos de pretos (R$ 834), pardos (R$ 845) de pessoas da cor branca, o que acompanha ou indígenas (R$ 735). os padrões históricos de ocupação do país. Na razão entre os rendimentos de brancos/ A comparação das pirâmides etárias referen- pretos e brancos/pardos, os maiores dife- tes aos anos de 2000 e 2010, segmentadas renciais estavam nos municípios com mais por cor ou raça, mostra que, para os três de 500mil habitantes. Entre as capitais, des- principais grupos, houve estreitamento da tacam-se: Salvador, com brancos ganhando base da pirâmide, resultado da diminuição 3,2 vezes mais do que pretos, Recife (3,0) e da fecundidade. Ao mesmo tempo, duas Belo Horizonte (2,9). Entre brancos e par- diferenças despontam já em 2000. Pretos e dos, São Paulo (2,7) aparece no topo da lista, pardos mostram maior proporção de pes- seguida por Porto Alegre (2,3). Em terceiro soas abaixo de 40 anos; já os brancos têm lugar estão empatadas Salvador, Rio de Ja- maior proporção de idosos – maiores de neiro e Belo Horizonte, onde brancos têm 65 anos e, principalmente, maiores de um rendimento 2,3 vezes maior do que par- 80 anos de idade – o que provavel- dos. mente está ligado às diferenças de Indicadores Sociais Municipais: Uma análise condições de vida e acesso a cuida- dos resultados do universo do Censo Demo- dos de saúde, bem como à partici- gráfico (IBGE) Ligue 180 registra mais de 58 mil relatos de violência contra a mulher até outubro deste ano A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou 530.542 li- gações até outubro deste ano. Ao todo, foram contabilizados 58.512 relatos de violência – 35.891 de violência física; cometidos por homens com quem as vítimas têm vínculos afetivos/sexuais (compa- nheiro, cônjuge ou namorado). Em números absolutos, o estado de São Paulo lidera o ranking nacional 14.015 de violência psicológica; 6.369 de com 77.189 atendimentos, seguido violência moral; 959 de violência patrimo- pela Bahia (53.850) e pelo Rio de Ja- nial; 1.014 de violência sexual; 264 de cár- neiro (44.345). cere privado; e 31 de tráfico de mulheres. Quando considerada a quantidade de Um dos dados que mais chama a atenção, atendimentos relativa à população femini- de acordo com a Secretaria de Políticas para na por estado, o Distrito Federal aparece em as Mulheres, é o que mostra que a violência primeiro lugar, com 792,6 atendimentos para moral e a violência psicológica, juntas, re- cada 100 mil mulheres, seguido pelo Pará presentam 34,9% do total de ligações. (767,3) e pela Bahia (754,4). O balanço revela ainda que a maior parte Entre abril de 2006 e outubro deste ano, o das mulheres que entrou em contato com Ligue 180 registrou 2.188.836 atendimentos. o Ligue 180 e que é vítima de violência tem Desde janeiro de 2007, quando o sistema foi entre 20 e 40 anos, ensino fundamental adaptado para receber demandas sobre a Lei completo ou incompleto e convive com o Maria da Penha, a busca por esse tipo de ser- agressor há pelo menos dez anos. Ao todo, viço totalizou 438.587 ligações. 82% das denúncias são feitas pela própria De acordo com a Secretaria de Políticas para vítima. as Mulheres, a Central de Atendimento à Ainda segundo o levantamento, 44% das Mulher é um serviço de utilidade pública de mulheres que entraram em contato com o emergência, gratuito e confidencial, que fun- serviço declararam não depender financei- ciona 24 horas todos os dias da semana – in- ramente do agressor e 74% dos crimes são clusive finais de semana e feriados. 06 |
  7. 7. 2011 dezembro | 2011 Analfabetismo ainda atinge 28% da população com mais de 15 anos em pequenas cidades do Nordeste Nacional E mbora a taxa de analfabetismo na população com 15 anos ou mais de idade tenha caído de 13,63% em 2000 para 9,6% em 2010 na média do país, nas menores cidades do Nordeste, com até Entre jovens e adultos, o levantamento revela que em 1.304 municípios a taxa de analfabe- tismo era igual ou superior a 25%. Entre eles, 32 não contavam com o programa Educação de Jovens e Adultos (EJA). A maioria está tre os brancos, o percentual de analfabetos para pessoas com 15 anos ou mais era de 5,9%, entre os pretos atingiu 14,4% e entre os pardos, 13%. 50 mil habitantes, ela ainda atinge 28% das localizada no Nordeste, tendo sido a pior si- pessoas nessa faixa etária. Além disso, nesses tuação observada em João Dias (RN), onde municípios a proporção de idosos que não 38,9% das pessoas com 15 anos ou mais não sabiam ler e escrever chegava a 60%. sabem ler e escrever. Em seguida, aparecem Segundo dados dos Indicadores Sociais Mu- Monte Santo (BA), com 35,6%, e São Brás nicipais do Censo Demográfico 2010, divul- (AL), com 34,7%. No Norte, três municípios gado no dia 16 pelo Instituto Brasileiro de aparecem na lista, todos em Tocantins: Ponte Geografia e Estatística (IBGE), no caso do Alta do Bom Jesus (25,2%), Mateiros (26,4%) analfabetismo de jovens, a situação da Região e Centenário (28,6%). O Sudeste concentra- Nordeste também é preocupante. Enquanto va quatro deles, localizados em Minas Gerais. na média do país a proporção de adolescen- São eles: Miravânia (26,0%), Frei Gaspar tes e jovens que não sabiam ler e escrever (28,5%), Bertópolis (29,6%) e Santa Helena atingia 2,5%, no Nordeste era quase o dobro de Minas (31,7%). (4,9%), com pouco mais de 500 mil pessoas O levantamento também evidenciou as di- nessa faixa etária. Na Região Sul o percentual ferenças em termos de alfabetização nos re- era de 1,1% e na Sudeste, de 1,5%. sultados segundo cor ou raça. Enquanto en- Eleições: Chapa Formação e Luta assume o comando do Eleições Sinasefe N ossa chapa defende um Sindicato combatem a violência contra as mulhe- Marco Antonio Maciel Vaz que acredita no sindicalismo polí- res, o trabalho infantil, e contribuir para a Paulo Renato Baptista tico, que tenha clareza do seu pa- construção de uma inclusão social que não Tânia Guerra pel, que exerça resistência e luta com firme- vise, meramente, aspectos eleitoreiros; Marinês Aldeia za e união, criando condições sólidas para > Manter uma dinâmica de trabalho que confrontar todas as forças contrárias a uma propicie a interatividade do Sindicato com Resultado do Pleito: sociedade justa, plural e democrática. as demais Seções Sindicais e com os mo- Ações Gerais: vimentos sociais, para que toda a catego- > Números total de votantes: 226 (du- ria tenha a oportunidade de participar das > Garantir a discussão permanente de ca- discussões vinculadas a um Sindicato de zentos e vinte e seis) ráter político e pedagógico da Luta. > Números de votos Chapa Formação educação; e Luta (sim): 203 (duzentos e três) > Desenvolver ações que permitam avan- Nominata do Colegiado: > Números de votos Não: ços na área de formação sindical; 21 (vinte e um ) > Reforçar a unidade com outros sindica- Rogério Coelho Guimarães > Números de vo- tos do setor educacional local, regional e Francisco Carlos Gonçalves Brongar tos brancos: 2 nacional; Francisco de Assis Ferreira Adão Antonio de Souza Jr. (dois) > Discutir o papel do Estado e da Educação Pública do país que buscamos construir; Luciano Ludwig Loder > Núme- Adilson Braga Borges ros de > Estar atento à luta dos trabalhadores(as) do continente americano, em especial aos Cláudio Edmar Lopes votos que defendem uma educação pública de Marco Antonio Luz da Silva nulos: qualidade; Rogério Falcão zero > Fortalecer os movimentos sociais que Lúcia Brigido Gouveia
  8. 8. Feira do Livro Independente e Autônomavaloriza escritores independentesU nir literatos, artistas, músicos, arte- sãos e todos aqueles que buscam outras alternativas de produçõesindependentes e, muitas vezes, distantes dosistema tradicional. Partindo desta proposta,a FLIA, acontecida no feriado de 15 de no-vembro - paralelamente à Feira tradicionaldo Livro, buscou somar a grande produçãocultural que Pelotas tem em sua diversida-de.Com oferecimento de oficinas literárias,métodos de confecções de livros artesanais,rodas de conversas com os escritores pre-sentes, exposição para venda, troca, doaçãoou empréstimo de livros, o feriado de sol evento no Quadrado, na zona do Porto dePelotas, recebeu também apresentações mu-sicais, teatrais e projeções.Como a FLIA chegou em Pelotas?Com o envolvimento da RádioCom 104,5FM, um grupo de coletivos sociais e artísti-cos da cidade organizaram a primeira ediçãoda FLIA influenciados pela proposta quesurgiu na cidade de Buenos Aires, que agorajá está na sua 17ª edição, e geralmente ocor-re paralela a Feira do Livro de Buenos Aires(a Feira oficial, poderíamos dizer assim, fi-nanciada pelo Estado Argentino). A FLIAvem crescendo e se estendendo por muitospaíses na América Latina, e feito redes entrepequenas editoras, facilitando o mundo daspublicações literárias.

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