Documentação técnica e desenvolvimento de produtos

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Documentação técnica e desenvolvimento de produtos

  1. 1. 1 P&D, Produção e Controle de qualidade em Industrias de medicamentos Assuntos Regulatórios na Indústria Farmacêutica 03/04/2014
  2. 2. 2 Vanessa Rodrigues Lopes Farmacêutica, graduada pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo – USP, São Paulo com especialização em fármacos e medicamentos. Possui vários cursos de especialização nas áreas de Validação Analítica, Estabilidade, Controle de Qualidade e Assuntos Regulatórios por associações independentes. Experiência de 12 anos adquirida nas empresas Bristol-Myers Squibb nas áreas de controle e garantia de qualidade e Eurofarma na área de assuntos regulatórios onde atua como Especialista em assuntos regulatórios, como link entre as áreas técnicas e regulatória na submissão de novos projetos, resposta à exigências e treinamentos técnicos internos. Responsável pelos contatos técnicos com a ANVISA para desenho de projetos e participação ativa nas discussões de entidades para revisão da legislação técnica atual.
  3. 3. Objetivos • Legislações nacionais/internacionais em desenvolvimento, fabricação e controle de qualidade dos medicamentos; • Tendências e discussões relativas às áreas de pesquisa e desenvolvimento, produção e controle de qualidade; • Testes obrigatórios e de performance por forma farmacêutica; • Itens relativos ao relatório de produção dentro do dossiê de registro – Fármaco – Excipientes – Medicamento 3
  4. 4. 4 Programação – Pesquisa e desenvolvimento: • Escolha das matérias primas/excipientes; • Escolha dos fármacos; • Escolha dos materiais de embalagem; • Testes realizados em desenvolvimento de medicamentos; – Produção: • Principais requisitos RDC 17/2010; – Controle de qualidade: • Testes obrigatórios por forma farmacêutica; • Farmacopeias e guias internacionais;
  5. 5. Pesquisa e desenvolvimento 5
  6. 6. ICH Q8 – Pharmaceutical Development 6
  7. 7. Pharmaceutical Developement - ICH Q8 • Desenhar um produto e processo de fabricação de qualidade que entreguem a performance do produto; • Conhecer o produto clinicamente, toxicologicamente, quimicamente… • Estabelecer desenho de espaço (design space), especificações e controles de fabricação; • Novo paradigma: Qualidade não deve ser testada no produto, ela deve ser inserida no produto pelo desenho e entendimento dos processos; 7
  8. 8. Novo paradigma – ICH Q8 8
  9. 9. Definições e legislações importantes no desenvolvimento 9
  10. 10. Definições • Medicamento inovador: medicamento comercializado no mercado nacional composto por, pelo menos, um fármaco ativo, sendo que esse fármaco deve ter sido objeto de patente, mesmo já extinta, por parte da empresa responsável por seu desenvolvimento e introdução no mercado do país de origem, ou o primeiro medicamento a descrever um novo mecanismo de ação, ou aquele definido pela ANVISA que tenha comprovado eficácia, segurança e qualidade. • Medicamento genérico: “medicamento similar a um produto de referência ou inovador, que se pretende ser com este intercambiável, geralmente produzido após a expiração ou renúncia da proteção patentária ou de outros direitos de exclusividade, comprovada a sua eficácia, segurança e qualidade, e designado pela DCB ou, na sua ausência, pela DCI” (Lei nº. 9.787, de 10/2/1999). • Medicamento similar: “aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica, e que é equivalente ao medicamento registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos, devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca. (Redação dada pela MP 2.190-34, de 23 de agosto de 2001)” (Lei nº. 9.787, de 10/2/1999). 10
  11. 11. • Equivalentes farmacêuticos: contém o mesmo fármaco, isto é, mesmo sal ou éster da mesma molécula terapeuticamente ativa, na mesma quantidade e forma farmacêutica, podendo ou não conter excipientes idênticos. Devem cumprir com as mesmas especificações atualizadas da Farmacopéia Brasileira e, na ausência destas, com as de outros códigos autorizados pela legislação vigente ou, ainda, com outros padrões aplicáveis de qualidade, relacionados à identidade, dosagem, pureza, potência, uniformidade de conteúdo, tempo de desintegração e velocidade de dissolução, quando for o caso (RDC 31/2010); • Equivalência terapêutica: são equivalentes farmacêuticos e, após administração na mesma dose molar, seus efeitos em relação à eficácia e segurança são essencialmente os mesmos, o que se avalia por meio de estudos de bioequivalência apropriados, ensaios farmacodinâmicos, ensaios clínicos ou estudos in vitro (RDC 31/2010); • Medicamentos bioequivalentes: são equivalentes farmacêuticos que, ao serem administrados na mesma dose molar, nas mesmas condições experimentais, não apresentam diferenças estatisticamente significativas em relação à biodisponibilidade (RE 1170/2006) 11 Definições
  12. 12. Principais legislações • RDC 16/2007 – Registro de medicamentos genéricos • RDC 17/2003 – Registro de medicamentos similares • RDC 136/2003 – Registro de medicamentos novos/inovadores • RDC 24/2011 – Registro de medicamentos específicos • RDC 14/2010 – Registro de fitoterápicos (em CP) • RDC 64/2009 – Registro de radiofármacos • RDC 55/2010 – Registro de biológicos • RDC 45/2012 – Estabilidade de insumos farmacêuticos ativos • IN 02/2009 – Fabricação de Lotes piloto • RDC 17/2010 – Boas práticas de fabricação • RDC 899/2003 – Validação de métodos analíticos • RDC 27/2012 – Validação de métodos bioanalíticos • RDC 31/2010 – Equivalência Farmacêutica • RE 01/2005 – Estabilidade de medicamentos • RDC 37/2011 – Bioisenção • Guia para fotoestabilidade (site da ANVISA) • RE 1170/2006 – Bioequivalência • RDC 39/2008 – Estudos clínicos em humanos • RDC 48/2009 – Pós registro 12
  13. 13. Overview do fluxo de desenvolvimento de medicamentos 13
  14. 14. 14 Medicamentos Novos - Fluxo
  15. 15. 15 Medicamentos Novos - Fluxo
  16. 16. Genéricos/Similar - Fluxo 16
  17. 17. Genéricos/Similar - Fluxo 17 Escolha da molécula Prospecção de fabricantes da molécula Desenvolvimento inicial da formulação Escolha dos excipientes Avaliação de possíveis processos produtivos Refinamento do desenvolvimento da formulação Desenvolvimento e validação de metodologia analítica Produção Lotes pilotos Avaliação da equivalência in vitro ao referência Estudos de estabilidade acelerada Estudos de Bioequivalência Estudos de estabilidade de longa duração Montagem do dossiê Submissão regulatória Aprovação
  18. 18. 18 Overview Novos x Genéricos
  19. 19. Relatório de produção 19
  20. 20. Itens do relatório de produção 20 Documentação regulatória CBPF da planta do acabado Notificação de lote piloto Licença de funcionamento Bula Layout de Embalagem primária Layout de Embalagem secundária CRF - Responsável técnico Fármaco DMF Relatório técnico do fármaco Composição (caso mistura) do fármaco EET do fármaco Especificações/métodos do fármaco Validação do fármaco (não compendial) Laudo do fármaco (fab medicamento) Laudo do fármaco (fab do fármaco)
  21. 21. Itens do relatório de produção 21 Excipientes RT dos excipientes (referências) Composição (caso mistura) dos excipientes EET dos excipientes Especificações/métodos dos excipientes Laudo dos excipientes (fab do medicamento) Laudo dos excipientes (fab do excipiente) Produto acabado - parte produtiva Formula mestre, formula padrão (descritos com DCB, DCI ou CAS), indicação de função e quantidades; Descrição do processo produtivo Equipamentos (desenho, principio de funcionamento e capacidade) Ordens de produção Tamanho do lote industrial Produto acabado - parte analítica Especificações/métodos do acabado Desenvolvimento de meio de dissolução Validação do acabado Laudo de CQ do acabado
  22. 22. Itens do relatório de produção 22 Material de embalagem Especificações/métodos Estabilidade Relatório/protocolo de estabilidade Planilha de estabilidade acelerada Planilha de estabilidade longa duração Fotoestabilidade (se aplicável) Estabilidade pós reconstituição/pós diluição (se aplicável) EQFAR (se aplicável) Relatório de EQFAR - físico/quimico Relatório de EQFAR - microbiológico Relatório de perfil comparativo (teste x referência - lote de BE) Relatório de perfil comparativo (entre dosagens - se aplicável) Validação parcial EQFAR BE/BDR (se aplicável) Protocolo de BE e anexos Relatório final de BE EC (se aplicável) Protocolo de EC e anexos Relatório final de EC
  23. 23. Check List ANVISA - protocolo 23
  24. 24. 24
  25. 25. 25
  26. 26. 26
  27. 27. Desenvolvimento farmacêutico 27
  28. 28. Desenvolvimento farmacêutico • Componentes do produto acabado – Fármaco(s) – Excipientes – Material de embalagem; • Características do produto acabado – Formulação - desenvolvimento farmacotécnico; – Processo produtivo; – Atributos físico-quimicos – Atributos microbiológicos – Estabilidade – Segurança/Eficácia 28
  29. 29. Antes do desenvolvimento... 29
  30. 30. Validação de metodologia analítica RDC 899/2003 30
  31. 31. Processos/Parâmetros da validação • No caso de metodologia analítica não descrita em farmacopéias ou formulários oficiais, devidamente reconhecidos pela ANVISA, a metodologia será considerada validada, desde que sejam avaliados os parâmetros relacionados a seguir, – Especificidade e Seletividade – Linearidade – Intervalo – Precisão – Limite de detecção (sensibilidade) – Limite de quantificação – Exatidão – Robustez – RDC 899/2003 – Validação de métodos analíticos
  32. 32. Como validar? Qualificação • Conjunto de ações realizadas para atestar e documentar que quaisquer instalações, sistemas e equipamentos estão propriamente instalados e/ou funcionam corretamente e levam aos resultados esperados. A qualificação é freqüentemente uma parte da validação, mas as etapas individuais de qualificação não constituem, sozinhas, uma validação de processo; Plano mestre de validação • Estabelece as estratégias e diretrizes de validação adotadas pelo fabricante. Ele provê informação sobre o programa de trabalho de validação, define detalhes, responsabilidades e cronograma para o trabalho a ser realizado; Protocolo de validação • Descreve as atividades a serem realizadas na validação de um projeto específico, incluindo o cronograma, responsabilidades e os critérios de aceitação para a aprovação de um processo produtivo, procedimento de limpeza, método analítico, sistema computadorizado ou parte destes para uso na rotina Validação • Deve garantir, por meio de estudos experimentais, que o método atenda às exigências das aplicações analíticas, assegurando a confiabilidade dos resultados. Para tanto, deve apresentar especificidade, linearidade, intervalo, precisão, sensibilidade, limite de quantificação, exatidão, adequados à análise. Relatório de validação • Documento no qual os registros, resultados e avaliação de um programa de validação são consolidados e sumarizados. Pode também conter propostas de melhorias;
  33. 33. Requisitos prévios para validação Padrões de referência: 1.4. Deve-se utilizar substâncias de referência oficializadas pela Farmacopéia Brasileira ou, na ausência destas, por outros códigos autorizados pela legislação vigente. No caso da inexistência dessas substâncias, será admitido o uso de padrões de trabalho, desde que a identidade e o teor sejam devidamente comprovados (RDC 899/2003) • padrão secundário (padrão de trabalho): padrão utilizado na rotina laboratorial, cujo valor é estabelecido por comparação a um padrão de referência (RDC 17/2010) – NÃO ACEITOS EM VALIDAÇÃO!!! • padrão de referência: são exemplares de fármacos, impurezas, produtos de degradação, reagentes, dentre outros, altamente caracterizados e da mais elevada pureza, cujo valor é aceito sem referência a outros padrões (RDC 17/2010); – Farmacopeico: Adquirido de um compêndio oficial reconhecido pela ANVISA (RDC 37/2009); – Caracterizado (primario): Análises para determinação absoluta da pureza e identidade;
  34. 34. Caracterização de padrões 35
  35. 35. http://www.pharmtech.com/pharmtech/Peer-Reviewed+Research/Reference-Standard-Material- Qualification/ArticleStandard/Article/detail/591372
  36. 36. Testes por tipos de padrão 37
  37. 37. Escolha ou desenvolvimento da molécula 38
  38. 38. Fármaco (IFA) • DMF – drug master file • RDC 136/2003 – Novos/Inovadores • RDC 16 e 17/2010 – Genéricos/Similares • Pontos importantes do fármaco no desenvolvimento do medicamento:  Novo ou já conhecido?  Conceito Classificação BCS/SCB  Tamanho de partícula  Polimorfismo e isomeria  Outros pontos importantes do fármaco no desenvolvimento farmacêutico 39
  39. 39. DMF – Drug master file • Contém todos os dados do desenvolvimento e fabricação dos lotes do IFA – “dossiê do IFA” • Fórmula estrutural • Caracteristicas fisico químicas • Processo de fabricação e solventes usados • Polimorfos e isômeros • Solubilidade • Estabilidade • Produtos de degradação/impurezas • Métodos analíticos e validações • Materiais de embalagem 40
  40. 40. Organização DMF CTD 2.3.S Drug Substance (Active Pharmaceutical Ingredient) – 2.3.S.1 General Information – 2.3.S.2 Manufacture – 2.3.S.3 Characterization – 2.3.S.4 Control of Drug Substance – 2.3.S.5 Reference Standards or Materials – 2.3.S.6 Container Closure System – 2.3.S.7 Stability 41
  41. 41. Novos/Inovadores – RDC 136/2003 • Informações técnicas do(s) princípio(s) ativo(s): – fórmula estrutural, fórmula molecular, peso molecular, sinonímia e referência completa; – possíveis isômeros e polimorfismo; – espectro de infravermelho da molécula; – forma física do sal, ponto de fusão, solubilidade, rotação óptica específica, propriedades organolépticas – relação sal/base e os excessos utilizados; • Rota de síntese do fármaco – descrição da síntese do fármaco, mostrando estrutura e denominação dos produtosintermediários conhecidos, etapas de produção e/ou extração do fármaco por meio de diagrama; – estudos de estabilidade do fármaco – listar solventes utilizados; – listar solventes residuais e respectiva concentração; 42
  42. 42. Novos/Inovadores – RDC 136/2003 • Farmacodinâmica; • Mecanismo de ação(s); • Posologia (doses máximas e mínimas), por uso adulto, pediátrico, idosos, insuficiência hepática, insuficiência renal e outra que for pertinente resultado dos estudos que justifiquem as doses indicadas, índice terapêutico; • Farmacocinética de cada princípio ativo na formulação: – pKa; – meia-vida biológica; – Volume de distribuição; – Absorção; – Distribuição, – Biotransformação; – Eliminação; • Informações adicionais de acordo de acordo com a legislação vigente sobre controle da Encefalopatia Espongiforme Transmissível, quando cabível. 43
  43. 43. Genéricos/Similares – RDC 17 e 16/2010 – dados gerais da empresa fabricante com o endereço completo do local de fabricação do fármaco; – rota de síntese, com a descrição das moléculas intermediárias, seus nomes químicos e solventes utilizados; – descrição das especificações e métodos analíticos adotados pelo fabricante do fármaco e cópia do laudo analítico do controle de qualidade fornecido pelo mesmo; – quantificação e limites dos principais contaminantes, de acordo com a rota de síntese do fármaco; – no caso de fármacos que apresentem quiralidade, dados sobre os teores dos estereoisômeros, quando a proporção desses estereoisômeros possa comprometer a eficácia e a segurança do medicamento; – no caso de fármacos que apresentem polimorfismo, informações, metodologia analítica adotada e resultados dos testes de determinação dos prováveis polimorfos do fármaco; 44
  44. 44. Novo ou já conhecido? 45
  45. 45. Novos produtos - Fluxo 46 http://www.bayerpharma.com/html/images/upload/processes/bhc_overview_process.jpg
  46. 46. Fármaco já conhecido • Genérico, similar ou inovador (fruto de inovação incremental – novos esteres, complexos sais – proposta CP01/2013) 47
  47. 47. Conceito Classificação BCS 48
  48. 48. Conceitos – BCS ou SCB SOLUBILIDADE: • Solubilidade de um fármaco (BCS): disolução da dosagem mais alta (em tomada única) de um medicamento em 250 mL de uma solução tampão de pH entre 1,0 e 8,0. • Fármaco altamente solúvel: relação dose/solubilidade é menor ou igual a 250; PERMEABILIDADE: • Um fármaco de alta permeabilidade: biodisponibilidade absoluta é maior que 90% na ausência de instabilidade no trato gastrintestinal ou quando este parâmetro é determinado experimentalmente. ANVISA: Recomendações para realização de ensaios de dissolução para formas farmacêuticas sólidas orais de liberação imediata 49
  49. 49. Classificação BCS e exemplos 50 http://www.contractpharma.com/contents/displayImage/5605/
  50. 50. Determinando a solubilidade 11 1. Utilizar no mínimo tampões pH pH 1,2; 4,6 e 6,8 a. Utilizar 3 replicatas b. Deve ter coeficiente de variação ≤ 5% entre as replicatas 2. Shake flask ou diagrama de fases 3. Avaliação da estabilidade do fármaco na duração do estudo e nos meios testados 4. Método indicativo de estabilidade – farmacopeico ou validado 5. Enviar todos os dados brutos à ANVISA 51
  51. 51. Exemplo de verificação de solubilidade do fármaco • Comprimido de 500 mg do ativo • Bula descreve maior tomada de uma vez como 2 comprimidos/dia – Alta solubilidade (classe I ou III): solubilização de 4 mg ou mais/mL de todos os tampões – Baixa solubilidade (classe II ou IV): Solubilização de menos que 4 mg do fármaco/mL de qualquer um dos tampões 52
  52. 52. Determinando a permeabilidade10 53 Métodos em humanos Estudo de balanço de massas Estudos de biodisponibilidade absoluta Perfusão intestinal in vivo Métodos animais Perfusão intestinal in vivo Perfusão intestinal in situ Métodos in vitro Fluxo entre tecido humano ou animal Transporte por monocamada de celula epitelial
  53. 53. Alterando comportamento BCS 54http://www.samedanltd.com/uploads/images/Patheon5_1.jpg
  54. 54. Tamanho de partícula 55
  55. 55. Tamanho de partícula, biodisponibilidade e dissolução 56 Tamanho de partícula importante para fármacos de baixa solubilidade – BCS classe II ou classe IV. Deve ser definido antes do estudo de BE e mantido para o biolote e lotes produtivos.
  56. 56. Descrição do tamanho de partícula no produto 57
  57. 57. Polimorfismo e isomeria 58
  58. 58. Definição de polimorfos12,13 • É a habilidade de uma substância existir como duas ou mais fases cristalinas que tem diferentes arranjos ou conformações das moléculas em sua estrutura cristalina. – Mesma entidade quimica diferentes formas; – Associados a diferentes propriedades físicas do fármaco • Polimorfismo pode interferir na qualidade, eficácia e segurança do medicamento 59
  59. 59. Tipos de polimorfismo • Formas polimórficas: – Formas cristalinas com diferentes arranjos ou conformações das moléculas na estrutura cristalina; – Formas amorfas consistindo de arranjos desordenados das moléculas que não possuem uma estrutura cristalina distinguivel; – Solvatos consistindo de formas contendo quantidades estequimétricas ou não de solventes incorporados. Podem ser hidratos (água) ou solvatos (outros solventes) 60
  60. 60. Importância do polimorfismo • Diferentes formas polimórficas tem diferentes propriedades quimicas e físicas: – Ponto de fusão, Reatividade quimica, Solubilidade aparente, Taxa de dissolução, Propriedades opticas e mecânicas, Pressão de vapor, Densidade • Estas propriedades tem um efeito direto na habilidade de processar e/ou fabricar o fármaco ou o produto acabado: – Estabilidade do produto acabado, Dissolução, Bioequivalência 61 5-Methyl-2-[(2-nitrophenyl)amino]-3- thiophenecarbonitrile has been crystallized in ten polymorphs: The structure of themolecule is shown in the figure. The systemhas been named ROY for its red,orange, andyellowcrystal colors. Thedifferentpolymorphs arenamedas, yellowprisms (Y), red prisms (R), orange needles (ON), orange plates (OP), yellowneedles (YN), orange-red plates (ORP), and red plates (RPL).
  61. 61. Caracterização de polimorfos • XRD – caracterização completa e absoluta • Microscopia • Análise térmica – Termogravimetria – Análise térmica diferencial (DTA) – Calorimetria diferencial exploratória (DSC) • IV • Raman • NMR no estado sólido 62
  62. 62. Isomeria – Carbono Quiral 63
  63. 63. Outros pontos importantes do fármaco no desenvolvimento farmacêutico 64
  64. 64. Fármaco – Qualificação do fabricante • Discussão sobre teste especificos para FF: − Tamanho de partícula: Importante principalmente para BCS classes II e IV (baixa solubilidade) − Polimorfismo, quiralidade: Preferência igual ao referência (genérico/similar). Verificar qual tem ação. − Rugosidade, área superficial, porosidade (ex: OINDP) − RDC 45/2012 – todo IFA: − Deve ser testado em zona Ivb (30ºC/75%RH) − Deve ter estudo de fotoestabilidade − Deve ter estudo de degradação forçada − Se for refrigerado, deve ter avaliado efeito de congelamento ou eventuais excursões de temperatura 65
  65. 65. Condições para estudo de stress - WHO 66
  66. 66. Fármaco - Especificações • Especificações farmacopéicas: 1.6. No caso de metodologia analítica descrita em farmacopéias ou formulários oficiais, devidamente reconhecidos pela ANVISA, a metodologia será considerada validada. RDC 899/2003 – Validação analítica • Entretanto... Art. 18. O item 1.6 da Resolução – RE nº 899, de 29 de maio de 2003, passa a vigorar acrescido dos itens 1.6.1 e 1.6.2: “1.6.1. A metodologia analítica para a quantificação de produto de degradação, mesmo que descrita em farmacopéias ou formulários oficiais, deverá ser validada. 1.6.2. A metodologia analítica por HPLC para a quantificação de teor, mesmo que descrita em farmacopéias ou formulários oficiais, deverá apresentar pureza cromatográfica.” CP 11/2012 – Produtos de degradação 67
  67. 67. Especificações não descritas em monografia • Solventes residuais: − Rota de síntese do fabricante x especificação descrita − Método validado ou farmacopeico − Skip test: Prova de que o processo está sob controle e não gera fármaco com solvente significativo (≥ 10 ppm) • Produtos de degradação/impurezas: − Método capaz de avaliar todos potenciais produtos de degradação/impurezas da síntese; − Justificar a não realização de quantificação quanto o produto de degradação for descrito em compendio; • Tamanho de partícula • Polimorfismo 68
  68. 68. Excipientes Seleção e aprovação 69
  69. 69. Excipientes • Critério para escolha? – Excipientes novos ou já consagrados? – Compatibilidade com a formulação? – Genérico/Similar: Presença no inovador ou em outro produto registrado (orange book1,3 – FDA ou EMA2)? • Função de cada excipiente na formulação? – Mesmas do referência (genérico/similar)? – Já utilizados em outros produtos de mesma função? • Quantidades utilizadas? – Testada em estudos de pré-formulação? – Deformulação do referência? – Faixa do handbook de excipientes? – Faixa descrita no banco de dados de inativos do FDA4? 70
  70. 70. Excipientes • Grau? – Farmacêutico, Técnico, Reagente • Especificações? – Farmacopéicas (testes adicionais?) – In-house – Solventes residuais – (ICH Q3C7 ou USP8 <467>) • Origem dos excipientes? – Animal (EET)/vegetal – Processo com reagentes de origem animal? – Óleos de plantas: aflatoxinas • Procedimento de qualificação/requalificação dos fornecedores? 71
  71. 71. Excipientes – Genérico/Similar Bioisenção – RDC 37/20116 • Geral: Recomenda excipientes do referência ou medicamentos similares registrados localmente ou em outros países − Bulas de medicamentos similares do bulário da ANVISA5 − Orange book1,3 do FDA ou find medicines do EMA2 • Por forma farmacêutica: Excipientes que afetam a biodisponibilidade do fármaco devem ser qualitativamente os mesmos do referência e em quantidades compatíveis − Qualitativamente: Bulas de similares ou banco de dados do FDA4 ou EMA2 − Quantidades compatíveis: bancos de dados, estudos de deformulação ou faixas descritas no handbook de excipientes 72
  72. 72. Materiais de embalagem 73
  73. 73. Materiais de embalagem 74
  74. 74. Materiais de embalagem – FDA17,18 • Adequabilidade em termos de: – Proteção – Compatibilidade – Segurança – Performance • Dependente da forma farmacêutica e via de administração – Avaliação do risco 75
  75. 75. 6. Recipientes para medicamentos e correlatos19 6.1 - Recipientes de vidro 6.1.1 - Resistência hidrolítica ou alcalinidade 6.1.2 - Arsênio 6.1.3 - Capacidade volumétrica total 6.2 - Recipientes plásticos 6.2.1 - Recipientes e correlatos plásticos 6.2.1.1 - Recipientes de polietileno 6.2.1.2 - Recipientes de polipropileno 6.2.1.3 - Recipientes de poli(tereftalato de etileno) e poli(tereftalato de etileno glicol) 6.2.2 - Tampas de elastômero 6.2.3 - Recipientes de plástico - testes de desempenho 6.2.3.1 - Recipientes de múltiplas unidades para cápsulas e comprimidos 76
  76. 76. 6.2.3.2 - Recipientes de unidade simples e dose unitária para cápsulas e comprimidos 6.2.3.3 - Recipientes de dose múltipla e de dose unitária para líquidos 6.2.3.4 - Teste de transmissão de luz 6.2.4 - Biocompatibilidade 6.2.4.1 – Recipientes plásticos e tampas de elastômeros 6.2.4.2 - Correlatos 6.2.4.3 - Testes in vitro, testes in vivo e designação de classe para plásticos e outros polímeros 6.2.4.4 - Biocompatibildade de correlatos 6.2.4.5 - Guia para a seleção de plástico e outros polímeros 6.2.5 - Testes de reatividade biológica in vitro 6.2.6 - Testes de reatividade biológica in vivo 77 6. Recipientes para medicamentos e correlatos19
  77. 77. Referências USP • <87> Biologic reactivity tests, in vitro • <88> Biologic reactivity tests, in vivo • <381> Elastomeric closures for injections • <660> Containers – glass • <661> Containers – plastic • <670> Auxiliary packaging components • <671> Containers – Performance testing • <1031> Biocompatibility 78
  78. 78. Produção RDC 17/2010 – Boas práticas de fabricação 79
  79. 79. RDC 17/2010 Diferentemente da RDC nº 210/2003, contém apenas um texto básico, sem o roteiro de inspeção com perguntas diretas sobre todas as fases de todos os processos na indústria. Diretrizes para: • Processo de fabricação bem definido/robusto; • Lotes piloto; • Especificações PA corretas; • Estudo de Estabilidade; • Equipamentos bem definidos; • Pré-formulação, Formulação e Controle em processo; • Validação do processo; • Validação de filtração esterilizante 80
  80. 80. Descrição/Detalhamento da fórmula 81
  81. 81. Descrição formula mestre/padrão 82
  82. 82. Descrição/Detalhamento dos Equipamentos 83
  83. 83. Classificação de equipamentos - ANVISA 84 http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/9c9ec78047457d9989cbdd3fbc4c6735/Tabela+de+Equip amentos+IN.pdf?MOD=AJPERES
  84. 84. Descrição/Detalhamento do processo produtivo 85
  85. 85. Detalhamento do processo produtivo 86 http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/9c9ec78047457d9989cbdd3fbc4c6735/Tabela+de+Equip amentos+IN.pdf?MOD=AJPERES
  86. 86. Características do produto acabado Desenvolvimento farmacêutico Controle de qualidade 87
  87. 87. Principais formas farmacêuticas • Sólidos: – Cápsulas moles – Cápsulas duras – Comprimidos – Supositórios e óvulos – Pós para suspensão – Pós liófilos para injetáveis • Semi-sólidos: – Cremes – Pomadas 88
  88. 88. Principais formas farmacêuticas • Líquidos: – Soluções – Suspensões – Emulsões • Sprays Nasais • Inalatórios orais – Pó seco pré medido (DPI) – Medidos pelo device (MDI) 89
  89. 89. Controle de qualidade RDC 17/2010 90
  90. 90. Controle de qualidade – RDC 17/2010 Art. 281. O Controle de Qualidade é responsável pelas atividades referentes à amostragem, às especificações e aos ensaios, bem como à organização, à documentação e aos procedimentos de liberação que garantam que os ensaios sejam executados e que os materiais e os produtos terminados não sejam aprovados até que a sua qualidade tenha sido julgada satisfatória. 91
  91. 91. Controle de qualidade • Equipamentos laboratório • Metodologia analítica aprovada • Reagentes • Validação de métodos • Qualificação de equipamentos; • Procedimentos operacionais; • Especificações escritas MPs, PAs, MEs; • Análise química/física das MPs, PAs, MEs; • Boletins de Análise; • Aprovação e rejeição; • Estudo de Estabilidade. 92
  92. 92. Produto acabado - Estabilidade RDC 01/2005 93
  93. 93. RDC 01/2005 - Condições 94
  94. 94. RDC 01/2005 - Condições 95 Número de lotes a serem incluídos no estudo – 3 lotes para registro – 1 ou 3 lotes para qualquer alteração pós registro (de acordo com a RDC 48/2009); – Acompanhamento: • 1 lote/ano para fabricação > 15 lotes/ano • 1 lote a cada 2 anos para fabricação < 15 lotes/ano Critério de avaliação do estudo: – Até 6 meses de acelerada ou 12 meses de longa duração variação de teor < 5% em relação ao valor inicial – caso contrário só 12 meses de estabilidade concedida; – Demais testes dentro da especificação (dissolução até S2); – Após 12 meses, resultados dentro da especificação Concessão do registro: • Com estabilidade acelerada completa (6 meses): Concessão de prazo de validade provisório de 24 meses – Confirmar com o envio do estudo de estabilidade de longa duração
  95. 95. Testes obrigatórios por forma farmacêutica Testes Sólidos orais Suspensões Semi sólidos Líquidos Aparência x x x x Teor do ativo x x x x Quantificação de produtos de degradação x x x x Limites microbianos x x x x Dissolução x x --- --- Dureza x --- --- --- pH --- x x x Sedimentação pós agitação --- x --- --- Perda de peso (base aquosa) --- x x x Separação de fases (emulsões e cremes) --- --- x --- Claridade da solução --- --- --- x Tamanho de partícula e permeabilidade (em pós registro somente) --- X X --- 96
  96. 96. Produtos de degradação RDC 58/2013 Publicada em dez/2013 Vigência: Primeira renovação a partir de dez/2015 97
  97. 97. Material de partida Intermediário Fármaco Produto acabado Reagentes Solventes Catalisadores Reagentes Solventes Catalisadores Solventes? Impurezas do material de partida Derivados Derivados Degradação Interação com excipientes Interação com excipientes Impurezas/Produtos de degradação Potenciais Impurezas 1. Resíduo do material de partida 2. Resíduo dos intermediários 3. Impurezas no material de partida 4. Reagentes 5. Solventes 6. Catalisadores 7. Derivados da reação 8. Produtos de degradação 9. Reações fármaco-excipiente 10. Reações formulação-embalagem
  98. 98. Desenvolvimento 1. Possíveis: • Realização de estudos de stress:  Stress ácido  Stress básico  Stress por calor  Stress por umidade  Stress por oxidação  Fotoestabilidade 2. Relevantes: • Estudo de estabilidade acelerada • Estudo de estabilidade longa duração
  99. 99. Possíveis • Realização de estudos de stress:  Stress ácido  Stress básico  Stress por calor  Stress por umidade  Stress por oxidação  Fotoestabilidade  Íons metálicos – Garantir degradação de no mínimo 10% do ativo (evitar degradação secundária); – Em cada fabricante do fármaco – Para cada forma farmacêutica/dose/associação do medicamento
  100. 100. Relevantes • Estudo de estabilidade acelerada • Estudo de estabilidade longa duração Confirmam quais são as impurezas que realmente ocorrem no fármaco ou no produto acabado: • Utilizando a formulação definida • Fabricado pelo processo produtivo proposto • Embalagem primária definida • Condições de armazenamento propostas
  101. 101. Impurezas no produto acabado 1. Impurezas do fármaco: não aumentam durante o tempo, não são controladas, exceto se também forem produtos de degradação; 2. Produtos de degradação exclusivamente dos excipientes: verificados em estudos de stress e estabilidade do placebo – não são controlados; 3. Produtos de degradação provenientes de interação com o fármaco – controlados: • Interação fármaco-excipiente: Verificado em estudos de stress e nos estudos de estabilidade • Interação fármaco-material de embalagem: Verificado nos estudos de estabilidade 4. Extraíveis e lixiviáveis: Não cobertos pelo guia ICH, especialmente importantes para soluções – capítulo geral da USP
  102. 102. Extraíveis e lixiviáveis – referências USP
  103. 103. Impurezas/Produtos de degradação – Especificações • As especificações devem incluir: – Impurezas/produtos de degradação: • Especificação para cada impureza/PD identificado; • Especificação para cada impureza/PD não identificado (≤ identification threshold); • Total de impurezas/PD. – Solventes residuais: Para todos os fármacos e controle no produto acabado somente se a dose do mesmo for maior que 10 g por dia ou se os limites no fármaco estiverem acima dos descritos nos guias internacionais – Impurezas inorgânicas: Somente nos fármacos e utiliza-se monografias e especificações de capítulos gerais das farmacopéias.
  104. 104.  Reporting threshold – limite de reporte: Limite máximo no qual uma impureza não necessita ser reportada (limite de corte);  Identification threshold – limite de identificação: Limite máximo no qual uma impureza não necessita ser identificada (estruturalmente);  Qualification threshold – limite de qualificação: Limite máximo no qual uma impureza não necessita de qualificação;  Qualificação: Processo de aquisição e avaliação de dados que estabeleçam a segurança biológica de uma impureza individual ou de um perfil de impurezas em um nível especificado; • Teste de AMES, mutações pontuais, aberrações cromossomais Definições
  105. 105. Produtos de degradação no produto acabado
  106. 106. Impurezas/Produtos de degradação - Especificações • Resultados devem ser apresentados numericamente e não em termos gerais (“cumpre” ou “dentro do limite”); • Qualquer impureza/PD maior que o limite de reporte e para o total de impurezas/PD: – Abaixo de 1.0%: duas casas decimais; – Acima de 1.0%: uma casa decimal; • Impurezas/PD devem ser designados por códigos ou pelo seu tempo de retenção;
  107. 107. Fluxograma de decisão Produtos de degradação Produto acabado
  108. 108. Limites microbianos 111
  109. 109. Limites FB 5º edição 112
  110. 110. 113 Limites FB 5º edição
  111. 111. Dissolução 114
  112. 112. O que é o teste de dissolução? Teste padronizado que mede a porção do fármaco: 1. Liberada da matriz da forma farmacêutica e 2. Dissolvida no meio de dissolução em condições controladas durante um período de tempo definido; Em termos simples: 1. A forma farmacêutica se desintegra; 2. O fármaco então se dissolve no meio; • Quanto mais lenta a desintegração da forma farmacêutica, mais lenta a dissolução. 115
  113. 113. Importância do teste de dissolução • Prever o desempenho in vivo da formulação; • Garantir a qualidade lote a lote do medicamento; • Orientar o desenvolvimento de novas formulações; • Assegurar a uniformidade da qualidade e do desempenho do medicamento depois de determinadas alterações; • Reflexo da qualidade da formulação!!!! 116
  114. 114. Perfil de dissolução comparativo • Comprovar comportamento igual à condição referência (estudada in vivo) para registro ou alterações pós registro, isentando a necessidade do estudo de BE; • Comparar comportamento entre doses de um mesmo medicamento de formulação proporcional; – Não aplicável: pós, granulados e formas farmacêuticas efervescentes que ao serem reconstituídos tornam-se soluções, semi-sólidos, excetuando-se supositórios, formas farmacêuticas administradas como sprays ou aerossóis nasais ou pulmonares de liberação imediata, gases, líquidos, exceto suspensões. 117
  115. 115. Fatores que afetam a dissolução 119  Características do fármaco:  Solubilidade: Alta ou baixa  Permeabilidade: Alta ou baixa  Características da forma farmacêutica:  Liberação muito rápida;  Liberação rápida;  Liberação prolongada;  Liberação retardada.
  116. 116. Dissolução: Características do fármaco 120
  117. 117. Sistema de classificação biofarmacêutica - BCS 121 • Introduzido por Amidon et al. em 1995; • Classifica os fármacos em 4 grupos, levando em consideração: – Solubilidade aquosa na maior dosagem (de uma tomada única); – Permeabilidade intestinal PermeabilidadeSolubilidadeClasse AltaAlta1 AltaBaixa2 BaixaAlta3 BaixaBaixa4
  118. 118. Dissolução: Características da forma farmacêutica 122
  119. 119. Sólidos de liberação imediata • Forma farmacêutica em que a dose total da substância ativa é disponibilizada rapidamente após sua administração. Em ensaios in vitro apresenta, em geral, dissolução média de no mínimo 75% da substância ativa em até 45 minutos. Tal forma farmacêutica pode ainda apresentar tipos de dissoluções diferenciadas em rápida e muito rápida: – Liberação muito rápida: Dissolução média de no mínimo 85% da substância ativa em até 15 minutos – Liberação rápida: Dissolução média de no mínimo 85% da substância ativa em até 30 minutos RDC 31/2010 – Equivalência Farmacêutica 123
  120. 120. Sólidos de liberação modificada • Liberação Prolongada: forma farmacêutica que apresenta liberação modificada em que a substância ativa é disponibilizada gradualmente da forma farmacêutica por um período de tempo prolongado; • Liberação Retardada: forma farmacêutica que apresenta liberação modificada em que a substância ativa é liberada em um tempo diferente daquele imediatamente após a sua administração. As preparações gastro-resistentes são consideradas forma de liberação retardada, pois são destinadas a resistir ao fluido gástrico e liberar a substância ativa no fluido intestinal; RDC 31/2010 – Equivalência Farmacêutica 124
  121. 121. Lidando com baixa solubilidade no desenvolvimento de formas farmacêuticas 125
  122. 122. Desenvolvimento de um Método de dissolução 126
  123. 123. Componentes de um teste de dissolução  Meio de dissolução; • Volume de meio de dissolução; • Deaeração do meio de dissolução;  Dissolutor;  Equipamento de quantificação (UV, HPLC);  Aparatos e acessórios (ex. Sinker); • Velocidade de agitação do aparato;  Filtros;  Tipos de dissolução, tempo de duração ou de coleta;  Justificativa para o valor de “Q” 127
  124. 124. Componentes de um teste de dissolução  Meio de dissolução; • Volume de meio de dissolução; • Deaeração do meio de dissolução;  Dissolutor;  Equipamento de quantificação (UV, HPLC);  Aparatos e acessórios (ex. Sinker); • Velocidade de agitação do aparato;  Filtros;  Tipos de dissolução, tempo de duração ou de coleta;  Justificativa para o valor de “Q” 128
  125. 125. Meio de dissolução Testar meios de dissolução na faixa de pH fisiológico: • pH 1,2 a 6,8 (liberação imediata). • pH 1,2 a 7,5 (liberação modificada) Meio ideal:  Não utilizar surfactantes • Permitido utilizar para atingir “sink condition (3 x volume mínimo de solvente para completa solubilização da dose)  Não utilizar solventes orgânicos;  Água: problemas de tamponamento e variação de qualidade;  Meios típicos: HCl diluído, tampões na faixa fisiológica, fluido gástrico ou intestinal simulado (com ou sem enzimas), água e surfactantes (ionicos, cationicos e neutros);  Justificar a necessidade de deaeração; 129
  126. 126. Meio de dissolução Volume de meio de dissolução:  Garantir sink condition (volume utilizado = 3 vezes o volume mínimo para solubilizar a maior dose); • Garante que a solubilidade não é limitada pelo volume do meio de dissolução;  Para aparatos pá e cesta: • Volume de 500 a 1000 mL, sendo 900 mL o mais convencional. • Volumes até 2 e 4 litros para atingir sink condition, mas necessita justificativa; • Para baixas dosagens de fármacos altamente solúveis: micro- cubas com volumes de até 250 mL, também com justificativa. 130
  127. 127. Componentes de um teste de dissolução  Meio de dissolução; • Volume de meio de dissolução; • Deaeração do meio de dissolução;  Dissolutor;  Equipamento de quantificação (UV, HPLC);  Aparatos e acessórios (ex. Sinker); • Velocidade de agitação do aparato;  Filtros;  Tipos de dissolução, tempo de duração ou de coleta;  Justificativa para o valor de “Q” 131
  128. 128. Equipamento e aparatos • Aparato 1 (cesta) • Aparato 2 (pás) • Aparato 3 (cilindro reciprocador) • Aparato 4 (célula flow- through) • Aparato 5 (pá sobre disco) • Aparato 6 (cilindro) • Aparato 7 (holder reciprocador) Escolha depende da forma farmacêutica e da finalidade do teste. 132
  129. 129. Componentes de um teste de dissolução  Meio de dissolução; • Volume de meio de dissolução; • Deaeração do meio de dissolução;  Dissolutor;  Equipamento de quantificação (UV, HPLC);  Aparatos e acessórios (ex. Sinker); • Velocidade de agitação do aparato;  Filtros;  Tipos de dissolução, tempo de duração ou de coleta;  Justificativa para o valor de “Q” 133
  130. 130. Aparato 1 - cesta 134
  131. 131. Aparato 2 - pá 135
  132. 132. Aparato – velocidade de agitação • Para cápsulas ou comprimidos: – Aparato 1 (cesta): 100 rpm – Aparato 2 (pás): 50 rpm ou 75 rpm (se formar cone) ou 100 rpm (comprimidos de liberação modificada) – Outras velocidades de agitação podem ser usadas se justificadas (refletem melhor o comportamento “in vivo” ou tornam o método mais discriminativo); – Abaixo de 25 rpm ou acima de 150 rpm: Inapropriados por conta de efeitos hidrodinamicos e de turbulencia • Para suspensões: – Aparato 2 (pás): 25 ou 50 rpm – Outras velocidades de agitação podem ser usadas se justificadas; 136
  133. 133. Formação de cone - exemplo 137 Durante todo o teste/desenvolvimento do método de dissolução, a observação e o senso crítico do analista são fundamentais. O método deverá ser reprodutível e isso envolve manter o ambiente controlado.
  134. 134. Componentes de um teste de dissolução  Meio de dissolução; • Volume de meio de dissolução; • Deaeração do meio de dissolução;  Dissolutor;  Equipamento de quantificação (UV, HPLC);  Aparatos e acessórios (ex. Sinker); • Velocidade de agitação do aparato;  Filtros;  Tipos de dissolução, tempo de duração ou de coleta;  Justificativa para o valor de “Q” 138
  135. 135. Filtros Filtração é etapa essencial do método de dissolução:  Amostras devem ser filtradas imediatamente:  Param o processo de dissolução;  Primeira porção do filtrado deve ser descartada (saturação do filtro)  Filtro não pode reter o fármaco  Validar usando padrão diluido filtrado e centrifugado – variação esperada máx. 2,0% 139
  136. 136. Componentes de um teste de dissolução  Meio de dissolução; • Volume de meio de dissolução; • Deaeração do meio de dissolução;  Dissolutor;  Equipamento de quantificação (UV, HPLC);  Aparatos e acessórios (ex. Sinker); • Velocidade de agitação do aparato;  Filtros;  Tipos de dissolução, tempo de duração ou de coleta;  Justificativa para o valor de “Q” 140
  137. 137. Dissolução de um ou dois pontos • Estabelecida no desenvolvimento do método após realização do perfil; • Utilizada normalmente como teste de CQ; • A especificação deve ser representativa do comportamento do biolote, capaz de visualizar desvios que podem causar problemas no comportamento in vivo; • Garantir que 85% do fármaco está dissolvido – determinação da especificação – Unico ponto: Medicamentos de liberação imediata – Dois pontos: Medicamentos de liberação retardada ou prolongada ou medicamentos que possam causar efeitos colaterais (carbamazepina p. exemplo) • Procedimento: – Amostra é retirada do meio de dissolução – Em um tempo pré determinado; – A % de fármaco dissolvida é quantificada; 141
  138. 138. Dissolução de múltiplos pontos – perfil de dissolução • Liberação prolongada: a coleta de amostra deve ser representativa do processo de dissolução em, por exemplo, 1, 2 e 4 horas e depois a cada duas horas até que ambos os medicamento apresentem dissolução de 80% da substância ativa ou o platô seja alcançado. • Liberação retardada: meio HCl 0,1N durante 2 horas (etapa ácida), seguida de dissolução em meio tampão. Após o momento em que se coloca o medicamento no meio tampão, a coleta de amostra deve ser representativa do processo de dissolução em, por exemplo, 15, 30, 45, 60 e 120 minutos até que ambos os medicamentos apresentem dissolução de 80% da substância ativa ou o platô seja alcançado. • Liberação imediata: − Fármaco altamente solúvel: Comprovar a dissolução muito rápida dos produtos, por meio do gráfico da curva, realizando coletas em, por exemplo: 5, 10, 15, 20 e 30 minutos. − Fármaco não altamente solúvel: Perfil de dissolução com pontos representativos do processo com um ponto acima de 85% ou até platô RDC 31/2010 – Equivalência Farmacêutica 142
  139. 139. Quando os perfis são considerados similares? • Ausência do cálculo de F2 - Fármaco de alta solubilidade e formulação for de liberação imediata com dissolução muito rápida para ambos os medicamentos: – Fator F2 perde o seu poder discriminativo e, portanto, não é necessário calculá-lo. – O coeficiente de variação no ponto de 15 minutos que não pode exceder 10%. • Calcular fator F2 (entre 50 e 100): – Utilizar, no mínimo, os três primeiros pontos, excluindo o tempo zero; – Incluir apenas um ponto da curva após ambos os medicamentos atingirem a média de 85% de dissolução – evitar falsos positivos – O RSD para os primeiros pontos de coleta (40% do total de pontos coletados) não podem exceder 20%. Para os demais pontos considera-se o máximo de 10%. Podem ser utilizados outros modelos matemáticos para o cálculo de similaridade de perfis.
  140. 140. Racional para a ausência do cálculo de F2 144  Fármaco com alta solubilidade em toda a faixa de pH fisiológico: solubilização adequada sem risco de precipitação;  Após sair da forma farmacêutica o fármaco se comporta como uma solução devido à alta solubilidade;  Tempo de esvaziamento gástrico: cerca de 40 minutos • Formulação de liberação muito rápida: ≥ 85% em até 15 minutos • Formulação de liberação rápida: ≥ 85% em até 30 minutos Fármaco de alta solubilidade (Classe I ou III) em uma formulação de liberação imediata (muito rápida ou rápida) – impedimento à absorção: • Permeabilidade da molécula (característica intrínsica da molécula se for o mesmo polimorfo); • Esvaziamento gástrico;
  141. 141. Componentes de um teste de dissolução  Meio de dissolução; • Volume de meio de dissolução; • Deaeração do meio de dissolução;  Dissolutor;  Equipamento de quantificação (UV, HPLC);  Aparatos e acessórios (ex. Sinker); • Velocidade de agitação do aparato;  Filtros;  Tipos de dissolução, tempo de duração ou de coleta;  Justificativa para o valor de “Q” 145
  142. 142. Especificação representativa? 146
  143. 143. Tamanho de partícula e permeabilidade 147
  144. 144. Semi-solidos/Suspensões - Performance • Apresentar resultados comparativos entre distribuição do tamanho de partícula/gotícula da condição anteriormente registrada e da nova condição; • Incluir discussão relativa ao impacto de eventuais alterações da distribuição do tamanho de partícula/gotícula; • Apresentar resultados comparativos entre a taxa de permeação cutânea da condição anteriormente registrada e da nova condição (ainda não é solicitado pois não tem guia local) 148
  145. 145. Equivalência Farmacêutica RDC 31/2010 149
  146. 146. Equivalência Farmacêutica • Deve seguir orientações da RDC 31/2010; • Deve ser realizado em centro autorizado pela ANVISA – http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/Anvisa+Portal/Anvisa/Inicio/ Medicamentos/Assunto+de+Interesse/Equivalencia+farmaceutica/ Habilitados+Nacionais • Conjunto de ensaios físico-químicos e, quando aplicáveis, microbiológicos e biológicos, que comprovam que dois medicamentos são Equivalentes – Registro de genéricos/similares – Pós registro • Seguir templates disponibilizados pela ANVISA – http://s.anvisa.gov.br/wps/s/r/Lk 150
  147. 147. 151
  148. 148. Bioequivalência RE 1170/2006 152
  149. 149. Bioequivalência/BDR • Deve seguir orientações RE 1170/2006; – http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/733b4100474586a1900fd43fbc4c6735/Consolidado +de+normas+COBIO.pdf?MOD=AJPERES • Deve ser realizado em centro autorizado pela ANVISA – http://portal.anvisa.gov.br/wps/content/Anvisa+Portal/Anvisa/Inicio/Medica mentos/Assunto+de+Interesse/Bioequivalencia+e+Biodisponibilidade/Cent ros • Realizado somente após EQFAR se teor entre teste e referência tiver diferência inferior a 5%; • Quantificação do fármaco ou metabólito (com justificativa) no sangue, plasma ou soro; • Dose depende da farmacocinética da molécula – RDC 37/2012; • Utilizando indivíduos saudáveis, acima de 18 anos, peso normal, que assinam termo de consentimento livre e esclarecido – Exceções para medicamento contendo fármacos tóxicos (oncológicos, imunosupressores, etc); 153
  150. 150. Medicamentos bioisentos I - soluções aquosas (parenterais, orais, otológicas, oftálmicas e as administradas como inalatórios orais ou sprays nasais com ou sem dispositivo) que contenham o mesmo fármaco, na mesma concentração em relação ao medicamento de referência (equivalentes farmacêuticos) e excipientes de mesma função que aqueles presentes no medicamento comparador; II - pós para reconstituição que resultem em soluções aquosas orais ou parenterais, desde que cumpram os requisitos descritos no inciso I; III - gases; IV - soluções oleosas parenterais que contenham o mesmo fármaco, na mesma concentração em relação ao medicamento de referência (equivalentes farmacêuticos) e qualitativamente o mesmo veículo oleoso presente no medicamento de referência, em concentrações compatíveis com a função pretendida; V - medicamentos de uso oral que contenham fármacos destinados a ação local no trato gastrintestinal descritos na Lista 3 - Fármacos de ação local no trato gastrintestinal que não necessitam de estudos de biodisponibilidade relativa / bioequivalência (http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/feb7f4004b9ae07db02cb2af8fded4db/Lista+3_13_06_2012.pdf?MOD=AJPERES) 154
  151. 151. Medicamentos bioisentos VI - medicamentos de aplicação tópica, não destinados a efeitos sistêmicos, que contenham o mesmo fármaco, na mesma concentração em relação ao medicamento de referência (equivalentes farmacêuticos) e excipientes de mesma função que aqueles presentes no medicamento comparador. VII - Demais doses de um medicamento submetido à BE (se formulação proporcional); VIII - Medicamentos de classe 1 no sistema SCB (enviar dados in vitro comprobatórios), conforme lista da ANVISA - http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/2dae868040cb52859537b51 b0133649b/in0002_14_03_2013.pdf?MOD=AJPERES Acido acetilsalicílico, cloridrato de propranolol, cloridrato de doxiciclina, dipirona, estavudina, fluconazol, hemitartarato de rivastigmina, isoniazida, levofloxacino, metoprolol, metronidazol, paracetamol, sotalol, ou temozolomida. 155
  152. 152. 156 Escolha da dose para estudo de BE
  153. 153. 157 Escolha da dose para estudo de BE
  154. 154. 158 http://www.uspharmacist.com/content/s/253/c/41306/ Parâmetros plasmáticos para BE f) dois medicamentos serão considerados bioequivalentes se os valores extremos do intervalo de confiança de 90% da razão das médias geométricas (ASC0-t teste/ASC0-t referência e Cmaxteste/Cmaxreferência) forem maiores que 0,8 e menores que 1,25. Outros limites de IC de 90% para Cmax, previamente estabelecidos no protocolo, poderão ser aceitos mediante justificativas científicas. Quando clinicamente relevante, Tmax deverá também ser considerado;
  155. 155. Estudos Clínicos 159
  156. 156. 160 Fases dos Estudos Clínicos https://cern-foundation.org/?page_id=292
  157. 157. Registro de medicamentos na ANVISA Normas relacionadas 161
  158. 158. Registro – normas relacionadas 162 Classe Norma Abrangência Registro de genéricos RDC 16 de 02/03/07 Medicamento similar a um produto de referência ou inovador, que se pretende ser com este intercambiável, geralmente produzido após a expiração ou renúncia da proteção patentária ou de outros direitos de exclusividade, comprovada a sua eficácia, segurança e qualidade, e designado pela DCB ou, na sua ausência, pela DCI” (Lei nº. 9.787, de 10/2/1999). Registro de medicamento novo RDC 136 de 29/05/03 Este Regulamento aplica-se a todos os medicamentos novos ou inovadores, com exceção dos regidos por legislação específica, e estabelece os critérios e a documentação necessária para: 1. Registro de Medicamentos Novos com princípios ativos sintéticos ou semi-sintéticos associados ou não; 2. Registro de novas formas farmacêuticas, concentrações, nova via de administração e indicações no País com princípios ativos sintéticos ou semi-sintéticos por parte de empresas não detentoras de registro inicial daquele(s) principio(s) ativo(s). 3. Registro de produto resultante de: − alteração de propriedades farmacocinéticas; − retirada de componente ativo de produto já registrado; − sais novos, isômeros, embora a entidade molecular correspondente já tenha sido autorizada. Registro de medicamento similar RDC 17 de 02/03/07 Aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica, e que é equivalente ao medicamento registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos, devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca. (Redação dada pela MP 2.190-34, de 23 de agosto de 2001)” (Lei nº. 9.787, de 10/2/1999).
  159. 159. Registro – normas relacionadas 163 Classe Norma Abrangência Registro de específicos RDC 24/2011 São considerados medicamentos específicos os produtos farmacêuticos, tecnicamente obtidos ou elaborados, com finalidade profilática, curativa ou paliativa não enquadrados nas categorias de medicamento novo, genérico, similar, biológico, fitoterápico ou notificado e cuja (s) substância (s) ativa (s), independente da natureza ou origem, não é passível de ensaio de bioequivalência, frente a um produto comparador. Registro de fitoterápico RDC 14 de 31/03/10 § 1º São considerados medicamentos fitoterápicos os obtidos com emprego exclusivo de matérias- primas ativas vegetais, cuja eficácia e segurança são validadas por meio de levantamentos etnofarmacológicos, de utilização, documentações tecnocientíficas ou evidências clínicas. § 2º Os medicamentos fitoterápicos são caracterizados pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. § 3º Não se considera medicamento fitoterápico aquele que inclui na sua composição substâncias ativas isoladas, sintéticas ou naturais, nem as associações dessas com extratos vegetais. Registro de medicamento radiofármaco RDC 64 de 18/12/2009 Art. 2º Esta resolução se aplica às seguintes categorias de classificação de medicamentos radiofármacos e estabelece os critérios e a documentação necessária para a realização de ensaios clínicos e para o registro de: I - radiofármacos prontos para o uso; II - componentes não-radioativos para marcação com um componente radioativo; e III - radionuclídeos, incluindo eluatos de geradores de radionuclídeos. Registro de medicamento biológico RDC 55 de 16/12/10 Art. 4° São produtos biológicos para fins desta Resolução: I - vacinas; II - soros hiperimunes; III - hemoderivados; IV - biomedicamentos classificados em: a) medicamentos obtidos a partir de fluidos biológicos ou de tecidos de origem animal; e b) medicamentos obtidos por procedimentos biotecnológicos. V - anticorpos monoclonais; VI - medicamentos contendo microorganismos vivos, atenuados ou mortos;
  160. 160. 164 Referências Bibliográficas • FDA 2000: Guidance for Industry Waiver of In Vivo Bioavailability and Bioequivalence Studies for Immediate-Release Solid Oral Dosage Forms Based on a Biopharmaceutics Classification System • Polymorfphism, an overview http://www.ias.ac.in/resonance/September2009/p882-893.pdf • FDA Polymorphism in ANDAs - http://www.fda.gov/downloads/Drugs/GuidanceComplianceRegulatoryInformation/Guidanc es/ucm072866.pdf • CP 11/2012 – Produtos de degradação - http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/042a338049f229df96d7bfaa19e2217c/Consul ta+P%C3%BAblica+n%C2%B0+11+GGMED.pdf?MOD=AJPERES • CP 14/2012 – Boas práticas de fabricação de insumos ativos - http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/0a1fba004a07b05aa1b8a9aa19e2217c/Cons ulta+P%C3%BAblica+n%C2%B0+14+GGIMP.pdf?MOD=AJPERES
  161. 161. 165 Referências Bibliográficas • FDA container closures system - http://www.fda.gov/downloads/drugs/guidancecomplianceregulatoryinformation/guidances/ ucm070551.pdf • FDA container closures system – Q&A - http://www.fda.gov/downloads/Drugs/GuidanceComplianceRegulatoryInformation/Guidanc es/ucm070553.pdf • Hotsite da Farmacopeia Brasileira • ANVISA - IN 12/2009 - Dispõe sobre as provas de equivalência farmacêutica e biodisponibilidade relativa/bioequivalência para medicamentos na forma de sprays e aerossóis nasais de dose controlada, 2009; • EMA – Guideline on the pharmaceutical quality of inhalation and nasal products – efetivo em junho, 2006 (não trata de estudos de BE/BA); • FDA - Guidance for Industry Bioavailability and Bioequivalence Studies for Nasal Aerosols and Nasal Sprays for Local Action, draft 2003; • FDA, Guidance for Industry Nasal Spray and Inhalation Solution, Suspension, and Spray Drug Products — Chemistry, Manufacturing, and Controls Documentation, 2002 – testes de controle de qualidade obrigatórios para registro; • FDA, guia estatistico – BE populacional
  162. 162. OBRIGADA!!! Contato: rodrigues.van79@gmail.com 166

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