Governança Corporaiva no cenário global organizacional

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  • Governança Corporaiva no cenário global organizacional

    1. 1. Boas práticas de GOVERNANÇA CORPORATIVA Aspectos relevantes no cenário organizacional globalizado
    2. 2. Onde e como surgiu? o termo se tornou popular em anos 90: necessidade de 2002 proteção contra os abusos da diretoria das empresas escândalos financeiros: Enron, Worlcom, Tyco proprietário (acionistas) delegam o poder aos agentes fraudes financeiras abalaram a especializado (executivo) confiança dos investidores conflito de interesses queda no valor das ações alinhamento dos interesses necessidade de averiguação e entre as partes controle corporativo
    3. 3. O que é? são as decisões da diretoria e executivo da organização, e seus impactos (sentido amplo) ou é apenas a atividade do conselho da administração (sentido restrito) proporciona aos acionistas a gestão estratégica da organização, e o monitoramento da diretoria executiva. ferramentas: conselho da administração, auditoria independente e conselho fiscal
    4. 4. O que é? Na presença: transparência prestação de contas equidade responsabilidade corporativa
    5. 5. O que é? Na ausência: concentração do poder no executivo abuso do poder erros estratégicos fraudes conflitos de interesse
    6. 6. No Mundo expansão nos mercados desenvolvidos e em desenvolvimento focos, estilo e estrutura variam em cada nação em comum: transparência, independência e prestação de contas atração de investimentos aos negócios do país implantação de sistemas regulatórios e leis de proteção ao acionista
    7. 7. No Mundo mercados atingiram grande EUA e Reino Unido pulverização do controle acionário das empresas instituições financeiras participam Alemanha e Japão do capital social das indústrias organização de blocos de controle Europa Ocidental para os aconistas exercerem o poder nas companhias
    8. 8. No Brasil conselheiros profissionais e independentes aceleração do movimento causado pela globalização, privatização e desregulamentação da economia: ambiente mais competitivo oligopólios x investidores institucionais maior dispersão do controle acionário maior foco na eficiência e transparência da gestão
    9. 9. No Brasil privatizações: controle compartilhado aumento de investimentos estrangeiros
    10. 10. IBGC surgiu em 1995 (IBCA) criou o primeiro código de Governança Corporativa em 1999 dita conduta esperada do conselho administrativo detalhamento dos 4 princípios básicos 2001: lei das S/A 2002: CVM (Comissão dos Valores Mobiliários) lançou a cartilha de Governança Corporativa
    11. 11. IBGC ...é uma organização exclusivamente dedicada à promoção da governança corporativa no Brasil e o principal fomentador das práticas e discussões sobre o tema no país. Seu propósito é ser referência em governança corporativa, contribuindo para o desempenho sustentável das organizações e influenciando os agentes de nossa sociedade no sentido de maior transparência, justiça e responsabilidade (STEINBERG, 2003)
    12. 12. Bolsa de Valores contribuiu para a aplicabilidade da Governança Corporativa criou segmentos especiais de listagem das empresas nível 1, nível 2 e novo mercado objetivo de estimular o interesse dos investidores e a valorização das empresas listadas
    13. 13. Instrumentos de Orientação Código das Melhores Práticas do IBGC Cartilha de Recomendações da CVM Regulamento do Novo Mercado da BOVESPA
    14. 14. Código das Melhores Práticas lançado em 1999, e atualizado em 2004 possui 6 partes: propriedade (sócios), conselho de administração, gestão, auditoria independente, conselho fiscal e conduta/ conflito de interesses guiar as sociedades para a melhoria do seu desempenho, aumentar sua perenidade e facilitar o acesso ao capital a custos mais baixos
    15. 15. Código das Melhores Práticas não substitui as normas e leis pode ser aplicada voluntariamente fundamentada na transparência, equidade, prestação de contas e responsabilidade corporativa
    16. 16. Código das Melhores Práticas informar a todos os fatores tangíveis e transparência intangíveis que norteiam a organização tratamento justo e igualitário, sem equidade discriminação, de todos os grupos envolvidos (stakeholders) os agentes deve prestar contas de sua atuação a prestação quem os elegeu e respondem integralmente por de contas todos os atos no exercício de seus mandatos conselheiros e executivos devem zelar pela responsabilidade perenidade e sustentabilidade da organização, corporativa incorporando responsabilidade sócio-ambiental
    17. 17. Cartilha de Recomendações realizada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) contém recomendações relativas e boas práticas são padrões de conduta superiores aos exigidos em lei publicada em 2002 busca estimular e desenvolver do mercado de capitais abrange: transparência, estrutura e responsabilidade do conselho, proteção ao acionista minoritário e auditoria de demonstrações financeiras
    18. 18. Cartilha de Recomendações principais recomendações facilitar a participação dos minoritários conselho de administração composto de 5 a 9 membros qualificados, sendo 2 com experiência em finanças, e presidentes distintos no conselho e diretoria em fusão, cisão ou incorporação: cada ação = 1 voto (equidade) adoção de normas internacionais de contabilidade (IASB) afim de facilitar análises comparativas de investidores
    19. 19. Regulamento do Novo Mercado implantado em 2000, pela BMF&BOVESPA nível 1 , nível 2, novo mercado Novo Mercado: considera que a valorização e liquidez das ações são influenciadas positivamente pelo grau de segurança oferecido pelos direitos concedidos aos acionistas, e pela qualidade da prestação de contas. para ser integrante desse nível: mediante contrato de regras societárias e práticas de governança corporativa exigência: o capital social formado exclusivamente por ações ordinárias
    20. 20. Regulamento do Novo Mercado obrigações adicionais tag-along (condições iguais entre melhoria nas informações prestadas controladores e todos acionistas, quando da venda do controle da reuniões públicas anuais com analistas organização) e investidores oferta pública de aquisição de todas as calendário anual com programação de ações em cuirculação, no fehamento do enventos capital ou cancelamento do registro de Novo Mercado divulgação nos termos do contrato firmados entre a companhia e as partes conselho com no mínimo 5 membros e relacionadas mandato de 2 anos, com 20% de conselheiros independentes
    21. 21. Regulamento do Novo Mercado A premissa básica do Novo Mercado é de que as boas práticas de governança corporativa têm valor para os investidores, pois os direitos concedidos aos acionistas e a quantidade de informações prestadas reduzem as incertezas no processo de avaliação e, conseqüentemente, o risco (STEINBERG, 2003).
    22. 22. A questão humana! Para Steinberg (2003, p. 84), “as pessoas criam as melhores e as piores práticas de Governança Corporativa. Esta frase foi criada para sintetizar a idéia de que, por trás de todo procedimento jurídico- financeiro, estão a vontade e o sentimento do ser humano, de quem emana tudo o que é enaltecedor e tudo o que é condenável”.
    23. 23. A questão humana! existem poucos exemplos de ambientes empresariais que praticam a Governança Corporativa as cúpulas organizacionais ainda parecem côrtes imperiais empresas familiares, parentescos nos cargos de confiança necessidade de uma gestão profissional no Brasil, o controle acionário está ligado ao ego e à vaidade dos proprietários
    24. 24. Resumindo Governança Corporativa é o conjunto de práticas que tem por finalidade otimizar o desempenho de uma organização ao proteger todas as partes interessadas, tais como investidores, empregados e credores, facilitando o acesso ao capital. A análise das práticas de Governança Corporativa aplicada ao mercado de capitais envolve, principalmente: transparência, equidade de tratamento dos acionistas e prestação de contas.
    25. 25. Resumindo Sendo assim, empresas que adotam um sistema de governança corporativa que proteja todos os seus investidores tendem a ser mais valorizadas, porque os investidores reconhecem que o retorno dos investimentos será usufruído igualmente por todos.
    26. 26. COOPER, C. L., ARGYRIS, C. Dicionário enciclopédico de Administração. São Paulo: Atlas, 2003. STEINBERG, H. A dimensão humana da governança corporativa: pessoas criam as melhores e piores práticas. São Paulo: Editora Gente, 2003. BORGES, L. F. X. Aspectos de governança corporativa moderna no Brasil. Disponível em: <http:// www.alide.org.pe/download/CEDOM/Recursos_Informacion/1-GOBIERNO%20CORPORATIVO %5C02Asp_gobcor-Nieto.pdf>. Acesso em 22 mai. 2009. Governança corporativa no Brasil. Disponível em: <http://opiniaoenoticia.com.br/opiniao/artigos/ governanca-corporativa-no-brasil/ >. Acesso em: 22 mai. 2009. OBRINGER, L. A. Como funcionam as fraudes contábeis: estudo de caso Enron. Disponível em: <http:// empresasefinancas.hsw.uol.com.br/fraudes-contabeis2.htm>. Acesso em: 22 mai. 2009. STANKIEWICZ, A. Governança corporativa no Brasil: um estudo sobre as migrações para o novo mercado. Disponível em: <http://www.fae.edu/pesquisaacademica/pdf/primeiro_seminario/ governanca_corporativa_adriana.pdf>. Acesso em: 22 mai. 2009.

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