Acidentes por Material Biológico

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Acidentes por Material Biológico

  1. 1. Prof. Francisco Robson da Costa Lima Condutas em Acidentes com Materiais Biológicos
  2. 2. <ul><li>É o conjunto de ações voltadas para prevenir ou minimizar os riscos para profissionais de saúde que trabalham com materiais biológicos. </li></ul>Biossegurança
  3. 3. Fontes de contágio de doenças infecciosas no ambiente hospitalar <ul><ul><li>Sangue humano </li></ul></ul><ul><ul><li>Secreções corporais </li></ul></ul><ul><ul><li>Materiais pérfuro-cortantes contaminados </li></ul></ul>
  4. 4. Medidas de Biossegurança <ul><li>Profilaxia pré-exposição </li></ul><ul><li>Precauções na assistência </li></ul><ul><li>Profilaxia pós-exposição </li></ul>
  5. 5. <ul><li>Hepatite B </li></ul><ul><li>Difteria e Tétano </li></ul><ul><li>Sarampo </li></ul><ul><li>Caxumba </li></ul><ul><li>Rubéola </li></ul><ul><li>Varicela </li></ul><ul><li>Hepatite A </li></ul><ul><li>Gripe </li></ul><ul><li>Pneumococo </li></ul><ul><li>BCG </li></ul>Imunização de profissionais de saúde
  6. 6. <ul><li>Precauções: Padrão, de contato, por gotículas e por aerossóis. </li></ul><ul><li>Uso de EPI (Equipamentos de Proteção Individual): luvas, máscaras, óculos de proteção, capotes e aventais </li></ul><ul><li>Cuidados com materiais pérfuro-cortantes </li></ul>Biossegurança
  7. 7. Precauções na assistência <ul><li>Precauções Padrão </li></ul><ul><ul><li>Assistência a todos os pacientes </li></ul></ul><ul><ul><li>Não relacionadas ao diagnóstico do paciente </li></ul></ul><ul><ul><li>Lavagem das mãos: Antes e após contato com qualquer paciente ou qualquer material biológico </li></ul></ul>
  8. 8. Precauções na assistência <ul><li>Precauções Padrão </li></ul><ul><ul><li>Uso de luvas: </li></ul></ul><ul><ul><li>Risco de contato com sangue, secreções mucosas ou pele não integra </li></ul></ul><ul><ul><li>Uso de capotes, máscaras, gorros e óculos para realização de procedimentos </li></ul></ul>
  9. 9. Prevenção de acidentes com materiais pérfuro - cortantes <ul><li>Máxima atenção durante realização de procedimentos </li></ul><ul><li>Nunca reencapar agulhas </li></ul><ul><li>Desprezar corretamente os materiais após o uso </li></ul>
  10. 10. <ul><ul><li>não reencapar agulhas </li></ul></ul><ul><ul><li>não desconectar as agulhas das seringas </li></ul></ul><ul><ul><li>não quebrar ou entortar as agulhas </li></ul></ul><ul><ul><li>desprezar pérfuro-cortantes em recipiente adequado </li></ul></ul><ul><ul><li>não jogar pérfuro-cortantes no lixo comum </li></ul></ul><ul><ul><li>não deixar agulhas nas camas ou berços dos pacientes </li></ul></ul><ul><ul><li>não usar agulhas para pregar cartazes nos murais </li></ul></ul><ul><ul><li>nunca ultrapassar o limite da capacidade do coletor de material pérfuro-cortante </li></ul></ul><ul><ul><li>Utilizar luvas de procedimentos para punção </li></ul></ul><ul><ul><li> venosa e coleta de sangue </li></ul></ul><ul><ul><li>Manusear materiais cortantes com cuidado </li></ul></ul>Cuidados com materiais pérfuro-cortantes
  11. 11. <ul><li>Objetivos do serviço de atendimento pós exposição: </li></ul><ul><ul><li>Proteger o paciente </li></ul></ul><ul><ul><li>Proteger o profissional de saúde </li></ul></ul><ul><ul><li>Promover qualidade de saúde </li></ul></ul>Profilaxia pós-exposição
  12. 12. Risco de aquisição de infecções após exposição a materiais biológicos <ul><li>HIV: </li></ul><ul><li>Risco de soroconversão: </li></ul><ul><ul><li>exposição percutânea - 0,3% </li></ul></ul><ul><ul><li>exposição de pele e mucosas - menor que 0,09% </li></ul></ul><ul><ul><li>O risco aumenta se houver co-infecção Hepatite C </li></ul></ul><ul><li>HEPATITE B: </li></ul><ul><li>Risco de transmissão de 30 a 40% </li></ul><ul><li>HEPATITE C: </li></ul><ul><li>Risco de transmissão de 4 a 10% </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Cuidados imediatos pós exposição: </li></ul><ul><ul><li>Em caso de exposição percutânea ou contato com pele: lavar o local exaustivamente com água e sabão. </li></ul></ul><ul><ul><li>Em caso de exposição de mucosas (olhos, boca, etc): lavar exaustivamente com água ou solução fisiológica. </li></ul></ul><ul><ul><li>Nunca utilizar soluções irritantes como éter, hipoclorito e glutaraldeído. </li></ul></ul><ul><ul><li>Evitar manipulação excessiva da área exposta. </li></ul></ul><ul><ul><li>Procurar imediatamente orientação para </li></ul></ul><ul><ul><li>avaliar o risco do acidente. </li></ul></ul>Acidentes por material biológico
  14. 14. <ul><li>Importante: </li></ul><ul><ul><ul><li>ter um protocolo de atendimento. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>criar uma rotina de trabalho. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>treinar pessoas responsáveis para atendimento imediato ao acidente com material biológico. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>ter o “KIT AIDS”. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Colher os exames do paciente e do funcionário. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>avaliar início de medicação precocemente. </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>fazer a notificaçào do acidente dentro do prazo estipulado. </li></ul></ul></ul>Profilaxia pós-exposição
  15. 15. <ul><li>Exames a solicitar do paciente fonte: </li></ul><ul><ul><li>Teste rápido para o HIV </li></ul></ul><ul><ul><li>Anti HIV </li></ul></ul><ul><ul><li>HBsAg </li></ul></ul><ul><ul><li>HBeAg </li></ul></ul><ul><ul><li>Anti HVC </li></ul></ul><ul><ul><li>VDRL </li></ul></ul><ul><li>Exames a solicitar do paciente vítima: </li></ul><ul><ul><li>Anti HIV </li></ul></ul><ul><ul><li>HBsAg </li></ul></ul><ul><ul><li>Anti-HBs </li></ul></ul><ul><ul><li>Anti HVC </li></ul></ul><ul><ul><li>VDRL </li></ul></ul>Profilaxia pós-exposição
  16. 16. <ul><li>Avaliar o grau de risco do acidente: </li></ul><ul><ul><li>lesão profunda da pele do profissional de saúde; </li></ul></ul><ul><ul><li>presença de sangue do paciente visível no dispositivo (agulha, scalp, bisturi); </li></ul></ul><ul><ul><li>lesão com agulhas utilizadas previamente em veia ou artéria do paciente; </li></ul></ul><ul><ul><li>paciente fonte com AIDS em estágios avançados da doença (quando a carga viral é mais elevada). </li></ul></ul>Profilaxia pós-exposição
  17. 17. Quimioprofilaxia após exposição ocupacional ao HIV <ul><li>Início: </li></ul><ul><ul><li>precoce - até 2 horas </li></ul></ul><ul><li>Duração relacionada ao paciente fonte: </li></ul><ul><ul><li>HIV negativo </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Suspender medicação </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>HIV positivo </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>4 semanas </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Fonte com estado viral desconhecido e de risco </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>4 semanas </li></ul></ul></ul>Redução soroconversão em 80%
  18. 18. Recomendações CDC-2001 e MS-2004 Determinar a Categoria de Exposição Material = sangue, fluidos com sangue ou fluidos de risco Sim Não Exposição de mucosa ou pele lesada Exposição * de pele íntegra Exposição percutânea Volume Pequeno (poucas gotas, curta duração) Grande (muitas gotas e/ou longa duração) CE 1 CE 2 Sem PPE Gravidade Menos grave (agulha sólida, arranhão) Mais grave (agulha oca, profundo, sg visível, proc vascular) CE 2 CE 3 Sem PPE
  19. 19. Recomendações CDC-2001 e MS-2004 Determinar a Categoria de Status - HIV Fonte de exposição HIV negativo HIV positivo Status ou fonte desconhecida Sem PPE Exposição a títulos baixos baixos (assintomático, CD4 alto) Exposição a títulos altos (AIDS avançado, HIV agudo, CV crescente, CD4 baixo) HIV SC 1 HIV SC 2 HIV SC desconhecida
  20. 20. Recomendações CDC-2001 e MS-2004 <ul><li>Regime básico: AZT (600 mg/dia) + 3TC (300mg/dia) </li></ul><ul><li>Regime expandido: básico + indinavir (2,4 g/dia) ou nelfinavir (2,25 g/dia) </li></ul>Determinar o Esquema da Profilaxia Recomendar regime expandido 1 ou 2 3 Considerar epidemiologia e avaliar regime básico Desconhecido Recomendar regime expandido 2 2 Recomendar regime básico 1 2 Considerar regime básico 2 1 Profilaxia pode não ser desejada 1 1 Recomendação HIV CS CE
  21. 21. Recomendações CDC-2001 e MS-2004 <ul><li>Recomendar: </li></ul><ul><ul><li>Após acidentes com pérfuro-cortantes </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Injúria profunda </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Agulha oca </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Sangue visível </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Paciente com alta viremia </li></ul></ul></ul><ul><li>Oferecer: </li></ul><ul><ul><li>Após acidentes em mucosas ou pele lesada </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Com risco aumentado </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Com sangue visível </li></ul></ul></ul>
  22. 22. Hepatite B Recomendações CDC-2001 e MS-2004 <ul><li>Vacinação </li></ul><ul><ul><li>Ideal </li></ul></ul><ul><ul><li>Prevenção pré-exposição </li></ul></ul><ul><ul><li>Vacinação completa </li></ul></ul><ul><ul><li>Nenhuma medida adicional </li></ul></ul><ul><ul><li>Não vacinado </li></ul></ul><ul><ul><li>Iniciar vacinação e medidas específicas </li></ul></ul><ul><ul><li>Esquema incompleto de vacinação Completar esquema e medidas específicas </li></ul></ul>
  23. 23. Hepatite B Recomendações CDC-2001 e MS-2004 Se alto risco, tratar como HBsAg+ Reiniciar vacinação HBIG e reiniciar vacinação Vacinado sem resposta Testar para anti-HBs: Se adequada, sem terapia; Se inadequada e alto risco, HBIG e vacina Testar para anti-HBs: Se adequada, sem terapia; Se inadequada, vacina Testar para anti-HBs: Se adequada, sem terapia; Se inadequada, HBIG e vacina Resposta desconhecida Sem terapia Sem terapia Sem terapia Vacinado com resposta Iniciar vacinação Iniciar vacinação HBIG e iniciar vacinação Não vacinado Fonte desconhecida ou não testada Fonte HBsAg- Fonte HBsAg+ Funcionário exposto
  24. 24. Hepatite B Recomendações CDC-2001 e MS-2004 <ul><li>Profissionais </li></ul><ul><ul><li>Não vacinados </li></ul></ul><ul><ul><li>Vacinação incompleta </li></ul></ul><ul><ul><li>Não responsivos à vacina </li></ul></ul>Indicações de Gamaglobulina Hiperimune Virus – Hepatite B
  25. 25. Hepatite C Recomendações CDC-2001 e MS-2004 <ul><li>Não existe intervenção específica para prevenção da transmissão do vírus da Hepatite C </li></ul><ul><li>A única medida eficaz é a prevenção da ocorrência do acidente </li></ul>Virus – Hepatite C
  26. 26. Acompanhamento após exposição ocupacional a materiais biológicos <ul><li>Sorológico </li></ul><ul><ul><li>Fonte com exames positivos </li></ul></ul><ul><ul><li>Imediato, após 6 e 12 semanas e após 6 meses </li></ul></ul><ul><li>Prevenção da transmissão secundária </li></ul><ul><ul><li>Sexo seguro até 6 meses após acidente e para sempre! </li></ul></ul><ul><li>Psicológico </li></ul>
  27. 27. Desafios na abordagem à exposição ocupacional a Material Biológico <ul><ul><li>Reconhecer a importância dos acidentes com exposição a fluidos biológicos </li></ul></ul><ul><ul><li>Reduzir subnotificação dos acidentes </li></ul></ul><ul><ul><li>Desburocratizar atendimento </li></ul></ul><ul><ul><li>Racionalizar profilaxia </li></ul></ul><ul><ul><li>Realizar trabalhos em prevenção </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Descarte adequado de materias pérfuro-cortantes </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Programas de prevenção </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Estabelecimento de parcerias </li></ul></ul></ul>
  28. 28. <ul><li>25% dos acidentes são potencialmente preveníveis </li></ul><ul><li>muitas pessoas usam remédios sem necessidade </li></ul><ul><li>a maioria não faz follow-up </li></ul>Acidentes por material biológico
  29. 29. <ul><li>LEMBRE-SE: </li></ul><ul><ul><li>A melhor forma de prevenção é evitar o </li></ul></ul><ul><ul><li>acidente, obedecendo as normas de </li></ul></ul><ul><ul><li>biossegurança, e estar vacinado contra </li></ul></ul><ul><ul><li>as doenças a que se é susceptível. </li></ul></ul>Acidentes por material biológico
  30. 30. Obrigado!

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