Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1

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Noções gerais sobre tecnologia de tratamento de água e efluentes para curso de Perito Ambiental. Parte 1.

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Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1

  1. 1. robertoemery@gmail.comTema: Tecnologia de Tratamento deEfluentes (Parte I)Controle e Tecnologia AmbientalProf. ROBERTO EMERYrobertoemery@gmail.comPerito Ambiental
  2. 2. robertoemery@gmail.comTema: Tecnologia de Tratamento deEfluentes (Parte I)Controle e Tecnologia AmbientalProf. ROBERTO EMERYrobertoemery@gmail.comPerito Ambiental
  3. 3. robertoemery@gmail.comApós o curso os participantes deverão ser capazes de
  4. 4. robertoemery@gmail.com• identificar e descrever os principais indicadores de qualidade do efluente ouda água;• identificar e esepcificar as principais etapas envolvidas em um tratamento deáguas e efluentes;• escolher e propor um circuito de tratamento, qualquer que seja a origem edestino final da água e/ou efluente.OBJETIVOSApós o curso os participantes deverão ser capazes de
  5. 5. robertoemery@gmail.comSUMÁRIO
  6. 6. robertoemery@gmail.comSUMÁRIO• Conceitos e definições• Aspectos legais• Principais parâmetros• Parâmetros de lançamento em corpos receptores• Características Físicas• Características Químicas e Físico - QuímicasI Parte – CARACTERIZAÇÃO DE EFLUENTES
  7. 7. robertoemery@gmail.comSUMÁRIO
  8. 8. robertoemery@gmail.comSUMÁRIO• Processos físicos, químicos, biológicos• Introdução - fundamentos• Tratamento preliminar• Tratamento primário• Tratamento secundário biológico – tópicos específicos• Tratamento terciário• Resumo• Circuitos típicos:• Tratamento de água• Tratamento de efluentesII Parte – TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
  9. 9. robertoemery@gmail.comI Parte – CARACTERIZAÇÃODE EFLUENTES
  10. 10. robertoemery@gmail.comTECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
  11. 11. robertoemery@gmail.comTECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTESO que iremos descobrir...(entre outras coisas...)1. O que é recurso hídrico?2. O que é um uso eficiente da água?3. Quais alguns pontos que o perito ambiental deve observar quantoao uso da água em uma empreendimento industrial?4. Será preciso caracterizar a qualidade de um efluente ou água? Porque?5. Como essa caracterização pode ser feita?6. Quais algumas diferenças entre o tratamento da água e do efluente?
  12. 12. robertoemery@gmail.comFonte: PetrobrasALGUMAS DEFINIÇÕES...TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
  13. 13. robertoemery@gmail.comFonte: PetrobrasRecurso Hídrico:água superficial ou subterrânea, disponível ou potencialmente disponível parasatisfazer, em quantidade e, se possível, em qualidade, uma dada demandanum local e período de tempo determinados.Efluente:corrente hídrica, tratada ou não, originada em operações e processos industriaisou em atividades administrativas, que possui potencial de causar poluiçãoambiental, lançada nos corpos hídricos, solo, subsolo, rede pública de esgoto outransferida para outra instalação.ALGUMAS DEFINIÇÕES...TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
  14. 14. robertoemery@gmail.comTECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
  15. 15. robertoemery@gmail.comCARACTERIZAÇÃO DE EFLUENTESPara o Perito AmbientalImportante pois permite…• Avaliar a escolha da tecnologia que foi utilizada e está sendopericiada.• Monitorar e avaliar a eficiência dos sistemas de tratamento deefluentesTECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
  16. 16. robertoemery@gmail.comTECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTESUso eficiente da água - utilização da água, sem desperdícios e minimizandoperdas, considerando:Para o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados… (I)
  17. 17. robertoemery@gmail.comTECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTESUso eficiente da água - utilização da água, sem desperdícios e minimizandoperdas, considerando:Para o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados… (I)★ adoção de tecnologias, operações e processos menos intensivos no uso daágua;★ redução da geração de substâncias potencialmente poluentes nas operações eprocessos;★ reutilização interna da água e a reutilização de efluente;★ uso de tecnologia aperfeiçoada para o tratamento de efluentes.
  18. 18. robertoemery@gmail.comTECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTESPara o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados…(II)
  19. 19. robertoemery@gmail.comTECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTESTecnologia moderna implica: OTIMIZAÇÃO do uso de água nas operações e processos:REUTILIZAÇÃO INTERNA de correntes hídricas eREUTILIZAÇÃO DE EFLUENTEPara o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados…(II)
  20. 20. robertoemery@gmail.comTECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTESPara o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados…(III)
  21. 21. robertoemery@gmail.comTECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTESOtimização deve ser OPÇÃO DE MINIMIZAÇÃO DO USO INTERNO DA ÁGUA,considerando:✓ DISPONIBILIDADE local de recursos hídricos para captação e uso✓ ASPECTOS ambientais e sociais e✓ avaliação da viabilidade TÉCNICA e ECONÔMICA dessas ações.Para o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados…(III)
  22. 22. robertoemery@gmail.com
  23. 23. robertoemery@gmail.comTratamento de águaeTratamento de efluente
  24. 24. robertoemery@gmail.comEFLUENTESTRATADOSMANANCIALRESERVATÓRIOADUÇÃODISTRIBUIÇÃOEFLUENTE INDUSTRIALREÚSOCAPTAÇÃOTRATAMENTO EDISPOSIÇÃO DOS LODOSESGOTO SANITÁRIOTRATAMENTOÁGUAÁREA INDUSTRIALÁREAADMINISTRATIVACORPORECEPTORTRATAMENTO(S)EFLUENTESCICLO DO USO DA ÁGUA
  25. 25. robertoemery@gmail.comEFLUENTESTRATADOSMANANCIALRESERVATÓRIOADUÇÃODISTRIBUIÇÃOEFLUENTE INDUSTRIALREÚSOCAPTAÇÃOTRATAMENTO EDISPOSIÇÃO DOS LODOSESGOTO SANITÁRIOTRATAMENTOÁGUAÁREA INDUSTRIALÁREAADMINISTRATIVACORPORECEPTORTRATAMENTO(S)EFLUENTESCICLO DO USO DA ÁGUA
  26. 26. robertoemery@gmail.comTECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
  27. 27. robertoemery@gmail.comCARACTERÍSTICAS FÍSICAS: associada aos sentidos da visão, tato,paladar e odor; inclui sólidos em suspensão, colóides ou dissolvidosCARACTERÍSTICAS QUÍMICAS: matéria orgânica e inorgânicasCARACTERÍSTICAS BIOLÓGICAS: vivos (animais, vegetais, protistas*) oumortos.*organismos unicelulares eucariontes (núcleo definido), representados pelos protozoários - como amebas - e certas algas unicelulares -, constituem o reino Protista.TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
  28. 28. robertoemery@gmail.comTECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
  29. 29. robertoemery@gmail.comE a legislação... o que diz...?TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
  30. 30. robertoemery@gmail.comEXIGÊNCIAS LEGAIS
  31. 31. robertoemery@gmail.comEXIGÊNCIAS LEGAISPrincipais textos federais:• Resolução CONAMA 357/05: define padrões a se manter noscorpos d’água e lançamento de efluentes;• Resolução CONAMA 274/00: define padrões de balneabilidadeem corpos d’água;• Portaria MS 518/04: define o padrão de potabilidade paraáguas de consumo humano.
  32. 32. robertoemery@gmail.comPADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESRESOLUÇÃO No 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005, DO CONAMA(Conselho Nacional de Meio Ambiente)✴ Dispõe sobre a classificação dos corpos d’ água e diretrizesambientais para seu enquadramento, bem como estabelece ascondições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outrasprovidências.EXIGÊNCIAS LEGAIS
  33. 33. robertoemery@gmail.comArt. 1oEsta Resolução dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para oenquadramento dos corpos de água superficiais, bem como estabelece as condições epadrões de lançamento de efluentes.CAPÍTULO IDas DefiniçõesArt. 2oPara efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições:I - águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,5 ‰;II - águas salobras: águas com salinidade superior a 0,5 ‰ e inferior a 30 ‰;III - águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30 ‰;IV - ambiente lêntico: ambiente que se refere à água parada, com movimento lentoou estagnado;V - ambiente lótico: ambiente relativo a águas continentais moventes;VI - aqüicultura: o cultivo ou a criação de organismos cujo ciclo de vida, em con-dições naturais, ocorre total ou parcialmente em meio aquático;VII - carga poluidora: quantidade de determinado poluente transportado ou lançadoem um corpo de água receptor, expressa em unidade de massa por tempo;VIII - cianobactérias: microorganismos procarióticos autotróficos, também deno-minados como cianofíceas (algas azuis) capazes de ocorrer em qualquer manancialsuperficial especialmente naqueles com elevados níveis de nutrientes (nitrogênio efósforo), podendo produzir toxinas com efeitos adversos a saúde;QUALIDADE DA ÁGUA RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESRESOLUÇÃO CONAMA No 357,EXIGÊNCIAS LEGAIS
  34. 34. robertoemery@gmail.comRESOLUÇÃO CONAMA No 357,EXIGÊNCIAS LEGAISS DO CONAMAS DO CONAMAdo Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA e do Sistema Nento de Recursos Hídricos - SINGREH;- virtualmente ausentes: que não é perceptível pela visão, olfato ou pa- zona de mistura: região do corpo receptor onde ocorre a diluiçãoe.CAPÍTULO IIDa Classificação Dos Corpos De Águas águas doces, salobras e salinas do Território Nacional são claqualidade requerida para os seus usos preponderantes, em trezeo no DOU nº 87, de 9 de maio de 2005, pág. 44Parágrafo único. As águas de melhor qualidade podem ser aproveitadas em uso menosexigente, desde que este não prejudique a qualidade da água, atendidos outros requisitospertinentes.Seção IDas Águas DocesArt. 4oAs águas doces são classificadas em:I - classe especial: águas destinadas:a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção;b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e,c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteçãointegral.II - classe 1: águas que podem ser destinadas:a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;b) à proteção das comunidades aquáticas;c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho,QUALIDADE DA ÁGUA RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005
  35. 35. robertoemery@gmail.comRESOLUÇÃO CONAMA No 357,EXIGÊNCIAS LEGAISS DO CONAMAS DO CONAMAdo Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA e do Sistema Nento de Recursos Hídricos - SINGREH;- virtualmente ausentes: que não é perceptível pela visão, olfato ou pa- zona de mistura: região do corpo receptor onde ocorre a diluiçãoe.CAPÍTULO IIDa Classificação Dos Corpos De Águas águas doces, salobras e salinas do Território Nacional são claqualidade requerida para os seus usos preponderantes, em trezeo no DOU nº 87, de 9 de maio de 2005, pág. 44Parágrafo único. As águas de melhor qualidade podem ser aproveitadas em uso menosexigente, desde que este não prejudique a qualidade da água, atendidos outros requisitospertinentes.Seção IDas Águas DocesArt. 4oAs águas doces são classificadas em:I - classe especial: águas destinadas:a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção;b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e,c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteçãointegral.II - classe 1: águas que podem ser destinadas:a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;b) à proteção das comunidades aquáticas;c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho,conforme Resolução CONAMA no274, de 2000;d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvamrentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película; ee) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas.III - classe 2: águas que podem ser destinadas:a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;b) à proteção das comunidades aquáticas;c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho,conforme Resolução CONAMA no274, de 2000;d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte
  36. 36. robertoemery@gmail.comRESOLUÇÃO CONAMA No 357,EXIGÊNCIAS LEGAISS DO CONAMAS DO CONAMAdo Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA e do Sistema Nento de Recursos Hídricos - SINGREH;- virtualmente ausentes: que não é perceptível pela visão, olfato ou pa- zona de mistura: região do corpo receptor onde ocorre a diluiçãoe.CAPÍTULO IIDa Classificação Dos Corpos De Águas águas doces, salobras e salinas do Território Nacional são claqualidade requerida para os seus usos preponderantes, em trezeo no DOU nº 87, de 9 de maio de 2005, pág. 44I - classe especial: águas destinadas:a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção;b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e,c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteçãointegral.II - classe 1: águas que podem ser destinadas:a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;b) à proteção das comunidades aquáticas;c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho,conforme Resolução CONAMA no274, de 2000;d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvamrentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película; ee) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas.III - classe 2: águas que podem ser destinadas:a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;b) à proteção das comunidades aquáticas;c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho,conforme Resolução CONAMA no274, de 2000;d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esportee lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; ee) à aqüicultura e à atividade de pesca.IV - classe 3: águas que podem ser destinadas:a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado;b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras;c) à pesca amadora;d) à recreação de contato secundário; e
  37. 37. robertoemery@gmail.comRESOLUÇÃO CONAMA No 357,EXIGÊNCIAS LEGAISS DO CONAMAS DO CONAMAdo Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA e do Sistema Nento de Recursos Hídricos - SINGREH;- virtualmente ausentes: que não é perceptível pela visão, olfato ou pa- zona de mistura: região do corpo receptor onde ocorre a diluiçãoe.CAPÍTULO IIDa Classificação Dos Corpos De Águas águas doces, salobras e salinas do Território Nacional são claqualidade requerida para os seus usos preponderantes, em trezeo no DOU nº 87, de 9 de maio de 2005, pág. 44c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho,conforme Resolução CONAMA no274, de 2000;d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvamrentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película; ee) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas.III - classe 2: águas que podem ser destinadas:a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;b) à proteção das comunidades aquáticas;c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho,conforme Resolução CONAMA no274, de 2000;d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esportee lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; ee) à aqüicultura e à atividade de pesca.IV - classe 3: águas que podem ser destinadas:a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado;b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras;c) à pesca amadora;d) à recreação de contato secundário; ee) à dessedentação de animais.V - classe 4: águas que podem ser destinadas:a) à navegação; eb) à harmonia paisagística.Seção IIDas Águas Salinaso
  38. 38. robertoemery@gmail.come) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvol-vam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película, e à irrigaçãode parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o público possa vir a tercontato direto.III - classe 2: águas que podem ser destinadas:a) à pesca amadora; eb) à recreação de contato secundário.IV - classe 3: águas que podem ser destinadas:a) à navegação; eb) à harmonia paisagística.CAPÍTULO IIIDas Condições E Padrões De Qualidade Das ÁguasSeção IDas Disposições GeraisArt. 7oOs padrões de qualidade das águas determinados nesta Resolução estabelecemlimites individuais para cada substância em cada classe.Parágrafo único. Eventuais interações entre substâncias, especificadas ou não nestaResolução, não poderão conferir às águas características capazes de causar efeitosletais ou alteração de comportamento, reprodução ou fisiologia da vida, bem como derestringir os usos preponderantes previstos, ressalvado o disposto no § 3odo art. 34,desta Resolução.Art.8oOconjuntodeparâmetrosdequalidadedeáguaselecionadoparasubsidiarapro-PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESRESOLUÇÃO CONAMA No 357,EXIGÊNCIAS LEGAIS
  39. 39. robertoemery@gmail.come) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvol-vam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película, e à irrigaçãode parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o público possa vir a tercontato direto.III - classe 2: águas que podem ser destinadas:a) à pesca amadora; eb) à recreação de contato secundário.IV - classe 3: águas que podem ser destinadas:a) à navegação; eb) à harmonia paisagística.CAPÍTULO IIIDas Condições E Padrões De Qualidade Das ÁguasSeção IDas Disposições GeraisArt. 7oOs padrões de qualidade das águas determinados nesta Resolução estabelecemlimites individuais para cada substância em cada classe.Parágrafo único. Eventuais interações entre substâncias, especificadas ou não nestaResolução, não poderão conferir às águas características capazes de causar efeitosletais ou alteração de comportamento, reprodução ou fisiologia da vida, bem como derestringir os usos preponderantes previstos, ressalvado o disposto no § 3odo art. 34,desta Resolução.Art.8oOconjuntodeparâmetrosdequalidadedeáguaselecionadoparasubsidiarapro-PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESRESOLUÇÃO CONAMA No 357,EXIGÊNCIAS LEGAISQualidade da Água
  40. 40. robertoemery@gmail.comRESOLUÇÕES DO CONAMARESOLUÇÕES DO CONAMA 285RESOLUÇÕES DO CONAMA 285RESOLUÇÕES DO CONAMAArt. 12. O Poder Público poderá estabelecer restrições e medidas adicionais, de caráterexcepcional e temporário, quando a vazão do corpo de água estiver abaixo da vazão dereferência.Art. 13. Nas águas de classe especial deverão ser mantidas as condições naturais docorpo de água.Seção IIDas Águas DocesArt. 14. As águas doces de classe 1 observarão as seguintes condições e padrões:I - condições de qualidade de água:a) não verificação de efeito tóxico crônico a organismos, de acordo com os critériosestabelecidos pelo órgão ambiental competente, ou, na sua ausência, por instituiçõesnacionais ou internacionais renomadas, comprovado pela realização de ensaio ecotoxi-cológico padronizado ou outro método cientificamente reconhecido.Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAISb) materiais flutuantes, inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes;c) óleos e graxas: virtualmente ausentes;d) substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes;e) corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes;f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes;g) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverãoser obedecidos os padrões de qualidade de balneabilidade, previstos na Resolução CO-NAMA no274, de 2000. Para os demais usos, não deverá ser excedido um limite de 200coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais, de pelo menos 6 amostras,coletadas durante o período de um ano, com freqüência bimestral. A E. coli poderá serdeterminada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo comlimites estabelecidos pelo órgão ambiental competente;h) DBO 5 dias a 20°C até 3 mg/L O ;RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005QUALIDADE DA ÁGUA
  41. 41. robertoemery@gmail.comRESOLUÇÕES DO CONAMARESOLUÇÕES DO CONAMA 285RESOLUÇÕES DO CONAMA 285RESOLUÇÕES DO CONAMAArt. 12. O Poder Público poderá estabelecer restrições e medidas adicionais, de caráterexcepcional e temporário, quando a vazão do corpo de água estiver abaixo da vazão dereferência.Art. 13. Nas águas de classe especial deverão ser mantidas as condições naturais docorpo de água.Seção IIDas Águas DocesArt. 14. As águas doces de classe 1 observarão as seguintes condições e padrões:I - condições de qualidade de água:a) não verificação de efeito tóxico crônico a organismos, de acordo com os critériosestabelecidos pelo órgão ambiental competente, ou, na sua ausência, por instituiçõesnacionais ou internacionais renomadas, comprovado pela realização de ensaio ecotoxi-cológico padronizado ou outro método cientificamente reconhecido.b) materiais flutuantes, inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes;c) óleos e graxas: virtualmente ausentes;d) substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes;e) corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes;f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes;g) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverãoser obedecidos os padrões de qualidade de balneabilidade, previstos na Resolução CO-NAMA no274, de 2000. Para os demais usos, não deverá ser excedido um limite de 200coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais, de pelo menos 6 amostras,coletadas durante o período de um ano, com freqüência bimestral. A E. coli poderá serdeterminada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo comlimites estabelecidos pelo órgão ambiental competente;h) DBO 5 dias a 20°C até 3 mg/L O2;i) OD, em qualquer amostra, não inferior a 6 mg/L O2;j) turbidez até 40 unidades nefelométrica de turbidez (UNT);l) cor verdadeira: nível de cor natural do corpo de água em mg Pt/L; em) pH: 6,0 a 9,0.II - Padrões de qualidade de água:TABELA I - CLASSE 1 - ÁGUAS DOCESPADRÕESParâmetros Valor máximoClorofila a 10 µg/LDensidade de cianobactérias 20.000 cel/mL ou 2 mm3/LSólidos dissolvidos totais 500 mg/LParâmetros inorgânicos Valor máximoAlumínio dissolvido 0,1 mg/L AlAntimônio 0,005mg/L SbArsênio total 0,01 mg/L AsResolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESTabela 1 continua...EXIGÊNCIAS LEGAIS
  42. 42. robertoemery@gmail.com288 RESOLUÇÕES DO CONAMA288 RESOLUÇÕES DO CONAMAHexaclorobenzeno 0,00029 µg/LIndeno(1,2,3-cd)pireno 0,018 µg/LPCBs - Bifenilas policloradas 0,000064 µg/LPentaclorofenol 3,0 µg/LTetracloreto de carbono 1,6 µg/LTetracloroeteno 3,3 µg/LToxafeno 0,00028 µg/L2,4,6-triclorofenol 2,4 µg/LArt 15. Aplicam-se às águas doces de classe 2 as condições e padrões da classe 1 pre-vistos no artigo anterior, à exceção do seguinte:I - não será permitida a presença de corantes provenientes de fontes antrópicas que nãosejam removíveis por processo de coagulação, sedimentação e filtração convencionais;II - coliformes termotolerantes: para uso de recreação de contato primário deveráser obedecida a Resolução CONAMA no274, de 2000. Para os demais usos, não deveráser excedido um limite de 1.000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80%ou mais de pelo menos 6 (seis) amostras coletadas durante o período de um ano, comfreqüência bimestral. A E. coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetrocoliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambientalcompetente;III - cor verdadeira: até 75 mg Pt/L;IV - turbidez: até 100 UNT;V - DBO 5 dias a 20°C: até 5 mg/L O2;VI - OD, em qualquer amostra: não inferior a 5 mg/L O2;VII - clorofila a: até 30 µg/L;69VIII - densidade de cianobactérias: até 50000 cel/mL ou 5 mm3/L; e,IX - fósforo total:a) até 0,030 mg/L, em ambientes lênticos; e,b) até 0,050 mg/L, em ambientes intermediários, com tempo de residência entre 2 e40 dias, e tributários diretos de ambiente lêntico.QUALIDADE DA ÁGUA RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAIS
  43. 43. robertoemery@gmail.comCAPÍTULO IVDas Condições e Padrões de Lançamento de EfluentesArt. 24. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados,direta ou indiretamente, nos corpos de água, após o devido tratamento e desde queobedeçam às condições, padrões e exigências dispostos nesta Resolução e em outrasnormas aplicáveis.Parágrafo único. O órgão ambiental competente poderá, a qualquer momento:I - acrescentar outras condições e padrões, ou torná-los mais restritivos, tendo emvista as condições locais, mediante fundamentação técnica; eII-exigiramelhortecnologiadisponívelparao tratamentodosefluentes,compatívelcomas condições do respectivo curso de água superficial, mediante fundamentação técnica.Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAIS
  44. 44. robertoemery@gmail.com§ 4 O disposto no § 1 aplica-se também às substâncias não contempladas nestaResolução, exceto se o empreendedor não tinha condições de saber de sua existêncianos seus efluentes.Art. 27. É vedado, nos efluentes, o lançamento dos Poluentes Orgânicos Persistentes-POPs mencionados na Convenção de Estocolmo, ratificada pelo Decreto Legislativo no204, de 7 de maio de 2004.Parágrafo único. Nos processos onde possa ocorrer a formação de dioxinas e furanosdeverá ser utilizada a melhor tecnologia disponível para a sua redução, até a completaeliminação.Art.28.Osefluentesnãopoderãoconferiraocorpodeáguacaracterísticasemdesacordocom as metas obrigatórias progressivas, intermediárias e final, do seu enquadramento.§ 1oAs metas obrigatórias serão estabelecidas mediante parâmetros.§ 2oPara os parâmetros não incluídos nas metas obrigatórias, os padrões de quali-dade a serem obedecidos são os que constam na classe na qual o corpo receptor estiverenquadrado.§ 3oNa ausência de metas intermediárias progressivas obrigatórias, devem ser obede-cidos os padrões de qualidade da classe em que o corpo receptor estiver enquadrado.Art. 29. A disposição de efluentes no solo, mesmo tratados, não poderá causar poluiçãoou contaminação das águas.Art. 30. No controle das condições de lançamento, é vedada, para fins de diluição antesdo seu lançamento, a mistura de efluentes com águas de melhor qualidade, tais como aságuas de abastecimento, do mar e de sistemas abertos de refrigeração sem recirculação.Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAIS
  45. 45. robertoemery@gmail.comeliminação.Art.28.Osefluentesnãopoderãoconferiraocorpodeáguacaracterísticasemdesacordocom as metas obrigatórias progressivas, intermediárias e final, do seu enquadramento.§ 1oAs metas obrigatórias serão estabelecidas mediante parâmetros.§ 2oPara os parâmetros não incluídos nas metas obrigatórias, os padrões de quali-dade a serem obedecidos são os que constam na classe na qual o corpo receptor estiverenquadrado.§ 3oNa ausência de metas intermediárias progressivas obrigatórias, devem ser obede-cidos os padrões de qualidade da classe em que o corpo receptor estiver enquadrado.Art. 29. A disposição de efluentes no solo, mesmo tratados, não poderá causar poluiçãoou contaminação das águas.Art. 30. No controle das condições de lançamento, é vedada, para fins de diluição antesdo seu lançamento, a mistura de efluentes com águas de melhor qualidade, tais como aságuas de abastecimento, do mar e de sistemas abertos de refrigeração sem recirculação.Art. 31. Na hipótese de fonte de poluição geradora de diferentes efluentes ou lança-mentos individualizados, os limites constantes desta Resolução aplicar-se-ão a cada umdeles ou ao conjunto após a mistura, a critério do órgão ambiental competente.Art. 32. Nas águas de classe especial é vedado o lançamento de efluentes ou disposiçãode resíduos domésticos, agropecuários, de aqüicultura, industriais e de quaisquer outrasfontes poluentes, mesmo que tratados.§ 1oNas demais classes de água, o lançamento de efluentes deverá, simultanea-Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAIS
  46. 46. robertoemery@gmail.comRESOLUÇÕES DO CONAMARESOLUÇÕES DO CONAMA 29RESOLUÇÕES DO CONAMA 29RESOLUÇÕES DO CONAMAArt. 30. No controle das condições de lançamento, é vedada, para fins de diluição antesdo seu lançamento, a mistura de efluentes com águas de melhor qualidade, tais como aságuas de abastecimento, do mar e de sistemas abertos de refrigeração sem recirculação.Art. 31. Na hipótese de fonte de poluição geradora de diferentes efluentes ou lança-mentos individualizados, os limites constantes desta Resolução aplicar-se-ão a cada umdeles ou ao conjunto após a mistura, a critério do órgão ambiental competente.Art. 32. Nas águas de classe especial é vedado o lançamento de efluentes ou disposiçãode resíduos domésticos, agropecuários, de aqüicultura, industriais e de quaisquer outrasfontes poluentes, mesmo que tratados.§ 1oNas demais classes de água, o lançamento de efluentes deverá, simultanea-mente:I - atender às condições e padrões de lançamento de efluentes;II - não ocasionar a ultrapassagem das condições e padrões de qualidade de água,estabelecidos para as respectivas classes, nas condições da vazão de referência; eIII - atender a outras exigências aplicáveis.§ 2oNo corpo de água em processo de recuperação, o lançamento de efluentes ob-servará as metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final.Art. 33. Na zona de mistura de efluentes, o órgão ambiental competente poderá au-torizar, levando em conta o tipo de substância, valores em desacordo com os estabele-cidos para a respectiva classe de enquadramento, desde que não comprometam os usosprevistos para o corpo de água.Parágrafo único. A extensão e as concentrações de substâncias na zona de misturaRESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005QUALIDADE DA ÁGUAResolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAIS
  47. 47. robertoemery@gmail.comI - atender às condições e padrões de lançamento de efluentes;II - não ocasionar a ultrapassagem das condições e padrões de qualidade de água,estabelecidos para as respectivas classes, nas condições da vazão de referência; eIII - atender a outras exigências aplicáveis.§ 2oNo corpo de água em processo de recuperação, o lançamento de efluentes ob-servará as metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final.Art. 33. Na zona de mistura de efluentes, o órgão ambiental competente poderá au-torizar, levando em conta o tipo de substância, valores em desacordo com os estabele-cidos para a respectiva classe de enquadramento, desde que não comprometam os usosprevistos para o corpo de água.Parágrafo único. A extensão e as concentrações de substâncias na zona de misturadeverão ser objeto de estudo, nos termos determinados pelo órgão ambiental competente,às expensas do empreendedor responsável pelo lançamento.Art. 34. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, di-reta ou indiretamente, nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrõesprevistos neste artigo, resguardadas outras exigências cabíveis:§ 1oO efluente não deverá causar ou possuir potencial para causar efeitos tóxicosaos organismos aquáticos no corpo receptor, de acordo com os critérios de toxicidadeestabelecidos pelo órgão ambiental competente.§ 2oOs critérios de toxicidade previstos no § 1odevem se basear em resultados deensaios ecotoxicológicos padronizados, utilizando organismos aquáticos, e realizadosRESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005QUALIDADE DA ÁGUAResolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAIS
  48. 48. robertoemery@gmail.comestabelecidos para as respectivas classes, nas condições da vazão de referência; eIII - atender a outras exigências aplicáveis.§ 2oNo corpo de água em processo de recuperação, o lançamento de efluentes ob-servará as metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final.Art. 33. Na zona de mistura de efluentes, o órgão ambiental competente poderá au-torizar, levando em conta o tipo de substância, valores em desacordo com os estabele-cidos para a respectiva classe de enquadramento, desde que não comprometam os usosprevistos para o corpo de água.Parágrafo único. A extensão e as concentrações de substâncias na zona de misturadeverão ser objeto de estudo, nos termos determinados pelo órgão ambiental competente,às expensas do empreendedor responsável pelo lançamento.Art. 34. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, di-reta ou indiretamente, nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrõesprevistos neste artigo, resguardadas outras exigências cabíveis:§ 1oO efluente não deverá causar ou possuir potencial para causar efeitos tóxicosaos organismos aquáticos no corpo receptor, de acordo com os critérios de toxicidadeestabelecidos pelo órgão ambiental competente.§ 2oOs critérios de toxicidade previstos no § 1odevem se basear em resultados deensaios ecotoxicológicos padronizados, utilizando organismos aquáticos, e realizadosno efluente.§ 3oNos corpos de água em que as condições e padrões de qualidade previstos nestaResolução não incluam restrições de toxicidade a organismos aquáticos, não se aplicamos parágrafos anteriores.§ 4oCondições de lançamento de efluentes:I - pH entre 5 a 9;Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOSRECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAIS
  49. 49. robertoemery@gmail.comResolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOSRECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAISàs expensas do empreendedor responsável pelo lançamento.Art. 34. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, di-reta ou indiretamente, nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrõesprevistos neste artigo, resguardadas outras exigências cabíveis:§ 1oO efluente não deverá causar ou possuir potencial para causar efeitos tóxicosaos organismos aquáticos no corpo receptor, de acordo com os critérios de toxicidadeestabelecidos pelo órgão ambiental competente.§ 2oOs critérios de toxicidade previstos no § 1odevem se basear em resultados deensaios ecotoxicológicos padronizados, utilizando organismos aquáticos, e realizadosno efluente.§ 3oNos corpos de água em que as condições e padrões de qualidade previstos nestaResolução não incluam restrições de toxicidade a organismos aquáticos, não se aplicamos parágrafos anteriores.§ 4oCondições de lançamento de efluentes:I - pH entre 5 a 9;II - temperatura: inferior a 40ºC, sendo que a variação de temperatura do corpo re-ceptor não deverá exceder a 3ºC na zona de mistura;III - materiais sedimentáveis: até 1 mL/L em teste de 1 hora em cone Imhoff. Para olançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de circulação seja praticamente nula, osmateriais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes;IV - regime de lançamento com vazão máxima de até 1,5 vezes a vazão média doperíodo de atividade diária do agente poluidor, exceto nos casos permitidos pela auto-ridade competente;V - óleos e graxas:1 - óleos minerais: até 20mg/L;2- óleos vegetais e gorduras animais: até 50mg/L; eVI - ausência de materiais flutuantes.§ 5oPadrões de lançamento de efluentes:
  50. 50. robertoemery@gmail.com0 RESOLUÇÕES DO CONAMA0 RESOLUÇÕES DO CONAMAtor não deverá exceder a 3ºC no limite da zona de mistura, desde que não comprometaos usos previstos para o corpo d’água; (nova redação dada pela Resolução CONAMA no397/08)III - materiais sedimentáveis: até 1 mL/L em teste de 1 hora em cone Imhoff. Para olançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de circulação seja praticamente nula, osmateriais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes;IV - regime de lançamento com vazão máxima de até 1,5 vezes a vazão média doperíodo de atividade diária do agente poluidor, exceto nos casos permitidos pela auto-ridade competente;V - óleos e graxas:1 - óleos minerais: até 20mg/L;2 - óleos vegetais e gorduras animais: até 50mg/L; eVI - ausência de materiais flutuantes.§ 5oPadrões de lançamento de efluentes:TABELA X - LANÇAMENTO DE EFLUENTESPADRÕESParâmetros inorgânicos Valor máximoArsênio total 0,5 mg/L AsBário total 5,0 mg/L BaBoro total 5,0 mg/L BCádmio total 0,2 mg/L CdResolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOSRECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAIS
  51. 51. robertoemery@gmail.comResolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESQualidadedeÁguaChumbo total 0,5 mg/L PbCianeto total(novo valor dado pela Resolução nº 397/08)0,2 mg/L CN1,0 mg/L CNCianeto livre (destilável por ácidos fracos)(nova redação e valor dados pela Resolução nº 397/08)0,2 mg/L CNCobre dissolvido 1,0 mg/L CuCromo total hexavalente(nova redação e valor dados pela Resolução nº 397/08)0,5 mg/L Cr0,1 mg/L Cr6+Cromo trivalente(nova redação e valor dados pela Resolução nº 397/08)1,0 mg/L Cr3+Estanho total 4,0 mg/L SnFerro dissolvido 15,0 mg/L Fe78Fluoreto total 10,0 mg/L FManganês dissolvido 1,0 mg/L MnMercúrio total 0,01 mg/L HgNíquel total 2,0 mg/L NiNitrogênio amoniacal total 20,0 mg/L NPrata total 0,1 mg/L AgSelênio total 0,30 mg/L SeSulfeto 1,0 mg/L SZinco total 5,0 mg/L ZnParâmetros orgânicos Valor máximoClorofórmio 1,0 mg/LDicloroeteno (somatório de 1,1 + 1,2 cis + 1,2 trans)(nova redação dada pela Resolução nº 397/08)1,0 mg/LFenóis totais (substâncias que reagemcom 4-aminoantipirina)0,5 mg/L C6H5OHTetracloreto de Carbono 1,0 mg/LTricloroeteno 1,0 mg/LQUALIDADE DA ÁGUA RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005EXIGÊNCIAS LEGAIS
  52. 52. robertoemery@gmail.comCAPÍTULO VDiretrizes Ambientais Para o EnquadramentoArt. 38. O enquadramento dos corpos de água dar-se-á de acordo com as normas eprocedimentosdefinidospeloConselhoNacionaldeRecursosHídricos-CNRHeConselhosEstaduais de Recursos Hídricos.§ 1oO enquadramento do corpo hídrico será definido pelos usos preponderantes maisrestritivos da água, atuais ou pretendidos.§ 2oNas bacias hidrográficas em que a condição de qualidade dos corpos de água estejaem desacordo com os usos preponderantes pretendidos, deverão ser estabelecidas metasobrigatórias, intermediárias e final, de melhoria da qualidade da água para efetivaçãodos respectivos enquadramentos, excetuados nos parâmetros que excedam aos limitesdevido às condições naturais.§ 3oAs ações de gestão referentes ao uso dos recursos hídricos, tais como a outorgae cobrança pelo uso da água, ou referentes à gestão ambiental, como o licenciamento,termos de ajustamento de conduta e o controle da poluição, deverão basear-se nas metasprogressivas intermediárias e final aprovadas pelo órgão competente para a respectivabacia hidrográfica ou corpo hídrico específico.§ 4oAs metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final, deverão ser atingidas emregime de vazão de referência, excetuados os casos de baías de águas salinas ou salobras,RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005QUALIDADE DA ÁGUA§ 4 As metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final, deverão ser atingidas emregime de vazão de referência, excetuados os casos de baías de águas salinas ou salobras,ou outros corpos hídricos onde não seja aplicável a vazão de referência, para os quais de-verão ser elaborados estudos específicos sobre a dispersão e assimilação de poluentes nomeio hídrico.§ 5oEm corpos de água intermitentes ou com regime de vazão que apresentediferença sazonal significativa, as metas progressivas obrigatórias poderão variar aolongo do ano.§ 6oEm corpos de água utilizados por populações para seu abastecimento, o enqua-dramento e o licenciamento ambiental de atividades a montante preservarão, obrigato-riamente, as condições de consumo.CAPÍTULO VIDisposições Finais e TransitóriasArt. 39. Cabe aos órgãos ambientais competentes, quando necessário, definir os valoresdos poluentes considerados virtualmente ausentes.Art. 40. No caso de abastecimento para consumo humano, sem prejuízo do dispostonesta Resolução, deverão ser observadas, as normas específicas sobre qualidade da águae padrões de potabilidade.Art. 41. Os métodos de coleta e de análises de águas são os especificados em normastécnicas cientificamente reconhecidas.Art. 42. Enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos, as águas docesserão consideradas classe 2, as salinas e salobras classe 1, exceto se as condições dequalidade atuais forem melhores, o que determinará a aplicação da classe mais rigorosaou outros corpos hídricos onde não seja aplicável a vazão de referência, para os quais de-verão ser elaborados estudos específicos sobre a dispersão e assimilação de poluentes nomeio hídrico.§ 5oEm corpos de água intermitentes ou com regime de vazão que apresentediferença sazonal significativa, as metas progressivas obrigatórias poderão variar aolongo do ano.§ 6oEm corpos de água utilizados por populações para seu abastecimento, o enqua-dramento e o licenciamento ambiental de atividades a montante preservarão, obrigato-riamente, as condições de consumo.CAPÍTULO VIDisposições Finais e TransitóriasArt. 39. Cabe aos órgãos ambientais competentes, quando necessário, definir os valoresdos poluentes considerados virtualmente ausentes.Art. 40. No caso de abastecimento para consumo humano, sem prejuízo do dispostonesta Resolução, deverão ser observadas, as normas específicas sobre qualidade da águae padrões de potabilidade.Art. 41. Os métodos de coleta e de análises de águas são os especificados em normastécnicas cientificamente reconhecidas.Art. 42. Enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos, as águas docesserão consideradas classe 2, as salinas e salobras classe 1, exceto se as condições dequalidade atuais forem melhores, o que determinará a aplicação da classe mais rigorosacorrespondente.Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAIS
  53. 53. robertoemery@gmail.comCAPÍTULO VDiretrizes Ambientais Para o EnquadramentoArt. 38. O enquadramento dos corpos de água dar-se-á de acordo com as normas eprocedimentosdefinidospeloConselhoNacionaldeRecursosHídricos-CNRHeConselhosEstaduais de Recursos Hídricos.§ 1oO enquadramento do corpo hídrico será definido pelos usos preponderantes maisrestritivos da água, atuais ou pretendidos.§ 2oNas bacias hidrográficas em que a condição de qualidade dos corpos de água estejaem desacordo com os usos preponderantes pretendidos, deverão ser estabelecidas metasobrigatórias, intermediárias e final, de melhoria da qualidade da água para efetivaçãodos respectivos enquadramentos, excetuados nos parâmetros que excedam aos limitesdevido às condições naturais.§ 3oAs ações de gestão referentes ao uso dos recursos hídricos, tais como a outorgae cobrança pelo uso da água, ou referentes à gestão ambiental, como o licenciamento,termos de ajustamento de conduta e o controle da poluição, deverão basear-se nas metasprogressivas intermediárias e final aprovadas pelo órgão competente para a respectivabacia hidrográfica ou corpo hídrico específico.§ 4oAs metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final, deverão ser atingidas emregime de vazão de referência, excetuados os casos de baías de águas salinas ou salobras,RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005QUALIDADE DA ÁGUA§ 4 As metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final, deverão ser atingidas emregime de vazão de referência, excetuados os casos de baías de águas salinas ou salobras,ou outros corpos hídricos onde não seja aplicável a vazão de referência, para os quais de-verão ser elaborados estudos específicos sobre a dispersão e assimilação de poluentes nomeio hídrico.§ 5oEm corpos de água intermitentes ou com regime de vazão que apresentediferença sazonal significativa, as metas progressivas obrigatórias poderão variar aolongo do ano.§ 6oEm corpos de água utilizados por populações para seu abastecimento, o enqua-dramento e o licenciamento ambiental de atividades a montante preservarão, obrigato-riamente, as condições de consumo.CAPÍTULO VIDisposições Finais e TransitóriasArt. 39. Cabe aos órgãos ambientais competentes, quando necessário, definir os valoresdos poluentes considerados virtualmente ausentes.Art. 40. No caso de abastecimento para consumo humano, sem prejuízo do dispostonesta Resolução, deverão ser observadas, as normas específicas sobre qualidade da águae padrões de potabilidade.Art. 41. Os métodos de coleta e de análises de águas são os especificados em normastécnicas cientificamente reconhecidas.Art. 42. Enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos, as águas docesserão consideradas classe 2, as salinas e salobras classe 1, exceto se as condições dequalidade atuais forem melhores, o que determinará a aplicação da classe mais rigorosaou outros corpos hídricos onde não seja aplicável a vazão de referência, para os quais de-verão ser elaborados estudos específicos sobre a dispersão e assimilação de poluentes nomeio hídrico.§ 5oEm corpos de água intermitentes ou com regime de vazão que apresentediferença sazonal significativa, as metas progressivas obrigatórias poderão variar aolongo do ano.§ 6oEm corpos de água utilizados por populações para seu abastecimento, o enqua-dramento e o licenciamento ambiental de atividades a montante preservarão, obrigato-riamente, as condições de consumo.CAPÍTULO VIDisposições Finais e TransitóriasArt. 39. Cabe aos órgãos ambientais competentes, quando necessário, definir os valoresdos poluentes considerados virtualmente ausentes.Art. 40. No caso de abastecimento para consumo humano, sem prejuízo do dispostonesta Resolução, deverão ser observadas, as normas específicas sobre qualidade da águae padrões de potabilidade.Art. 41. Os métodos de coleta e de análises de águas são os especificados em normastécnicas cientificamente reconhecidas.Art. 42. Enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos, as águas docesserão consideradas classe 2, as salinas e salobras classe 1, exceto se as condições dequalidade atuais forem melhores, o que determinará a aplicação da classe mais rigorosacorrespondente.Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAIS
  54. 54. Art. 45. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores assanções previstas pela legislação vigente.§ 1oOs órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos, no âmbito de suas respectivascompetências,fiscalizarãoocumprimentodestaResolução,bemcomoquandopertinente,a aplicação das penalidades administrativas previstas nas legislações específicas, semprejuízo do sancionamento penal e da responsabilidade civil objetiva do poluidor.§ 2oAs exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação derelevante interesse ambiental.Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deveapresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla-ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administradorprincipal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhadada respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.§ 1oA declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca-racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re-presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos decontrole da poluição.§ 2oO órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre-sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a sefor o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor.Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos epareceres apresentados aos órgãos ambientais.Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores,entre outras, às sanções previstas na Lei no9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectivaregulamentação.Art. 44. O CONAMA, no prazo máximo de um ano, complementará, onde couber, con-dições e padrões de lançamento de efluentes previstos nesta Resolução. (prazo alteradopara 18 de março de 2007, pela Resolução n° 370/06)Art. 45. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores assanções previstas pela legislação vigente.§ 1oOs órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos, no âmbito de suas respectivascompetências,fiscalizarãoocumprimentodestaResolução,bemcomoquandopertinente,a aplicação das penalidades administrativas previstas nas legislações específicas, semprejuízo do sancionamento penal e da responsabilidade civil objetiva do poluidor.§ 2oAs exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação derelevante interesse ambiental.Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deveapresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla-ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administradorprincipal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhadada respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.§ 1oA declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca-racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re-presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos decontrole da poluição.§ 2oO órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre-sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a sefor o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor.Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos erobertoemery@gmail.comResolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAIS
  55. 55. Importância da caracterizaçãoArt. 45. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores assanções previstas pela legislação vigente.§ 1oOs órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos, no âmbito de suas respectivascompetências,fiscalizarãoocumprimentodestaResolução,bemcomoquandopertinente,a aplicação das penalidades administrativas previstas nas legislações específicas, semprejuízo do sancionamento penal e da responsabilidade civil objetiva do poluidor.§ 2oAs exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação derelevante interesse ambiental.Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deveapresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla-ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administradorprincipal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhadada respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.§ 1oA declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca-racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re-presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos decontrole da poluição.§ 2oO órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre-sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a sefor o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor.Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos epareceres apresentados aos órgãos ambientais.Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores,entre outras, às sanções previstas na Lei no9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectivaregulamentação.Art. 44. O CONAMA, no prazo máximo de um ano, complementará, onde couber, con-dições e padrões de lançamento de efluentes previstos nesta Resolução. (prazo alteradopara 18 de março de 2007, pela Resolução n° 370/06)Art. 45. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores assanções previstas pela legislação vigente.§ 1oOs órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos, no âmbito de suas respectivascompetências,fiscalizarãoocumprimentodestaResolução,bemcomoquandopertinente,a aplicação das penalidades administrativas previstas nas legislações específicas, semprejuízo do sancionamento penal e da responsabilidade civil objetiva do poluidor.§ 2oAs exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação derelevante interesse ambiental.Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deveapresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla-ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administradorprincipal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhadada respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.§ 1oA declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca-racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re-presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos decontrole da poluição.§ 2oO órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre-sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a sefor o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor.Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos erobertoemery@gmail.comResolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAIS
  56. 56. principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhadada respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.§ 1oA declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca-racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re-presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos decontrole da poluição.§ 2oO órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre-sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a sefor o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor.Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos epareceres apresentados aos órgãos ambientais.Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores,entre outras, às sanções previstas na Lei no9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectivaregulamentação.Art. 49. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.Art. 50. Revoga-se a Resolução CONAMA no20, de 18 de junho de 1986.MARINA SILVA - Presidente do ConselhoEste texto não substitui o publicado no DOU, de 18 de março de 2005.§ 2 As exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação derelevante interesse ambiental.Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deveapresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla-ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administradorprincipal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhadada respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.§ 1oA declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca-racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re-presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos decontrole da poluição.§ 2oO órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre-sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a sefor o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor.Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos epareceres apresentados aos órgãos ambientais.Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores,entre outras, às sanções previstas na Lei no9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectivaregulamentação.Art. 49. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.Art. 50. Revoga-se a Resolução CONAMA no20, de 18 de junho de 1986.MARINA SILVA - Presidente do Conselhorobertoemery@gmail.comResolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAIS
  57. 57. principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhadada respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.§ 1oA declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca-racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re-presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos decontrole da poluição.§ 2oO órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre-sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a sefor o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor.Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos epareceres apresentados aos órgãos ambientais.Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores,entre outras, às sanções previstas na Lei no9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectivaregulamentação.Art. 49. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.Art. 50. Revoga-se a Resolução CONAMA no20, de 18 de junho de 1986.MARINA SILVA - Presidente do ConselhoEste texto não substitui o publicado no DOU, de 18 de março de 2005.§ 2 As exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação derelevante interesse ambiental.Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deveapresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla-ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administradorprincipal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhadada respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.§ 1oA declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca-racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re-presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos decontrole da poluição.§ 2oO órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre-sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a sefor o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor.Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos epareceres apresentados aos órgãos ambientais.Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores,entre outras, às sanções previstas na Lei no9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectivaregulamentação.Art. 49. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.Art. 50. Revoga-se a Resolução CONAMA no20, de 18 de junho de 1986.MARINA SILVA - Presidente do Conselhorobertoemery@gmail.comResolução Conama No 357, de 17 de março de 2005PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAISATENÇÃO!Lei de crimes ambientais...
  58. 58. robertoemery@gmail.comATENÇÃO!• Resolução CONAMA 397/08: Altera o inciso II do § 4 e a Tabela Xdo § 5, ambos do art. 34 da Resolução 357, de 2005, que dispõe sobrea classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seuenquadramento, bem como estabelece as condições e padrões delançamento de efluentes.EXIGÊNCIAS LEGAIS
  59. 59. robertoemery@gmail.comque lhe são conferidas pelos arts. 6o, inciso II e 8o, inciso VII, da Lei no6.938, de 31 deagosto de 1981, e tendo em vista o disposto em seu Regimento Interno;Considerando que a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMAno357, de 17 de março de 2005, estabelece em seu art. 44 que o CONAMA, no prazomáximo de um ano, complementará, onde couber, condições e padrões de lançamentode efluentes previstos nesta Resolução, eConsiderandoqueaResoluçãoCONAMAno370,de6deabrilde2006,prorrogouoprazopara complementação das condições e padrões de lançamentos de efluentes, previsto noart. 44 da Resolução CONAMA no357, de 2005, até 18 de março de 2007, resolve:Art 1oO inciso II do § 4oe a Tabela X do § 5o, ambos do art. 34 da Resolução doConselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA no357, de 17 de março 2005, passam avigorar com a seguinte redação.“Art. 34. ..................................................................................................................................................................................................................................................................................§ 4o.........................................................................................................................................................................................................................................................................................II-temperatura:inferiora40ºC,sendoqueavariaçãodetemperaturadocorporeceptornão deverá exceder a 3ºC no limite da zona de mistura, desde que não comprometa osusos previstos para o corpo d’água;................................................................................................................................................§ 5oPadrões de lançamento de efluentes:TABELA X - LANÇAMENTO DE EFLUENTESPADRÕESParâmetros inorgânicos Valor máximoEXIGÊNCIAS LEGAISRESOLUÇÃO No 397, DE 03 DE ABRIL DE 2008
  60. 60. RESOLUÇÕES DO CONAMARESOLUÇÕES DO CONAMA 319RESOLUÇÕES DO CONAMA 319RESOLUÇÕES DO CONAMAQuavigorar com a seguinte redação.“Art. 34. ..................................................................................................................................................................................................................................................................................§ 4o.........................................................................................................................................................................................................................................................................................II-temperatura:inferiora40ºC,sendoqueavariaçãodetemperaturadocorporeceptornão deverá exceder a 3ºC no limite da zona de mistura, desde que não comprometa osusos previstos para o corpo d’água;................................................................................................................................................§ 5oPadrões de lançamento de efluentes:TABELA X - LANÇAMENTO DE EFLUENTESPADRÕESParâmetros inorgânicos Valor máximoArsênio total 0,5 mg/L AsBário total 5,0 mg/L BaBoro total 5,0 mg/L BCádmio total 0,2 mg/L CdChumbo total 0,5 mg/L PbCianeto total 1,0 mg/L CNCianeto livre (destilável por ácidos fracos) 0,2 mg/L CNCobre dissolvido 1,0 mg/L CuCromo hexavalente 0,1 mg/L Cr6+Cromo trivalente 1,0 mg/L Cr3+robertoemery@gmail.comEXIGÊNCIAS LEGAISRESOLUÇÃO No 397, DE 03 DE ABRIL DE 2008
  61. 61. RESOLUÇÕES DO CONAMARESOLUÇÕES DO CONAMA 319RESOLUÇÕES DO CONAMA 319RESOLUÇÕES DO CONAMAQuavigorar com a seguinte redação.“Art. 34. ..................................................................................................................................................................................................................................................................................§ 4o.........................................................................................................................................................................................................................................................................................II-temperatura:inferiora40ºC,sendoqueavariaçãodetemperaturadocorporeceptornão deverá exceder a 3ºC no limite da zona de mistura, desde que não comprometa osusos previstos para o corpo d’água;................................................................................................................................................§ 5oPadrões de lançamento de efluentes:TABELA X - LANÇAMENTO DE EFLUENTESPADRÕESParâmetros inorgânicos Valor máximoArsênio total 0,5 mg/L AsBário total 5,0 mg/L BaBoro total 5,0 mg/L BCádmio total 0,2 mg/L CdChumbo total 0,5 mg/L PbCianeto total 1,0 mg/L CNCianeto livre (destilável por ácidos fracos) 0,2 mg/L CNCobre dissolvido 1,0 mg/L CuCromo hexavalente 0,1 mg/L Cr6+Cromo trivalente 1,0 mg/L Cr3+robertoemery@gmail.comEXIGÊNCIAS LEGAISRESOLUÇÃO No 397, DE 03 DE ABRIL DE 2008A Tabela continua...
  62. 62. robertoemery@gmail.comRESOLUÇÃO No 274, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2000, DOCONAMA:Define os critérios de balneabilidade em águas brasileiras.PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAIS
  63. 63. robertoemery@gmail.comConsiderando ser a classificação das águas doces, salobras e salinas essencial à defesados níveis de qualidade, avaliados por parâmetros e indicadores específicos, de modo aassegurar as condições de balneabilidade;Considerando a necessidade de serem criados instrumentos para avaliar a evoluçãoda qualidade das águas, em relação aos níveis estabelecidos para a balneabilidade, deforma a assegurar as condições necessárias à recreação de contato primário;Considerando que a Política Nacional do Meio Ambiente, a Política Nacional de Re-cursos Hídricos e o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC) recomendam aadoção de sistemáticas de avaliação da qualidade ambiental das águas, resolve:Art. 1oPara efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições:a) águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,50%o;b) águas salobras: águas com salinidade compreendida entre 0,50%o e 30%o;c) águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30%o;d) coliformes fecais (termotolerantes): bactérias pertencentes ao grupo dos colifor-mes totais caracterizadas pela presença da enzima ß-galactosidade e pela capacidadede fermentar a lactose com produção de gás em 24 horas à temperatura de 44-45°C emmeios contendo sais biliares ou outros agentes tenso-ativos com propriedades inibidorassemelhantes. Além de presentes em fezes humanas e de animais podem, também, serencontradas em solos, plantas ou quaisquer efluentes contendo matéria orgânica;e) Escherichia coli: bactéria pertencente à família Enterobacteriaceae, caracterizadapela presença das enzimas ß-galactosidade e ß-glicuronidase. Cresce em meio comple-xo a 44-45°C, fermenta lactose e manitol com produção de ácido e gás e produz indol apartir do aminoácido triptofano. A Escherichia coli é abundante em fezes humanas e deanimais, tendo, somente, sido encontrada em esgotos, efluentes, águas naturais e solosque tenham recebido contaminação fecal recente;f) Enterococos: bactérias do grupo dos estreptococos fecais, pertencentes ao gêneroEnterococcus (previamente considerado estreptococos do grupo D), o qual se caracterizapela alta tolerância às condições adversas de crescimento, tais como: capacidade de cres-Resolução Conama No 274, 29 de novembro de 2000PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES56 RESOLUÇÕES DO CONAMAmeios contendo sais biliares ou outros agentes tenso-ativos com propriedades inibidorassemelhantes. Além de presentes em fezes humanas e de animais podem, também, serencontradas em solos, plantas ou quaisquer efluentes contendo matéria orgânica;e) Escherichia coli: bactéria pertencente à família Enterobacteriaceae, caracterizadapela presença das enzimas ß-galactosidade e ß-glicuronidase. Cresce em meio comple-xo a 44-45°C, fermenta lactose e manitol com produção de ácido e gás e produz indol apartir do aminoácido triptofano. A Escherichia coli é abundante em fezes humanas e deanimais, tendo, somente, sido encontrada em esgotos, efluentes, águas naturais e solosque tenham recebido contaminação fecal recente;f) Enterococos: bactérias do grupo dos estreptococos fecais, pertencentes ao gêneroEnterococcus (previamente considerado estreptococos do grupo D), o qual se caracterizapela alta tolerância às condições adversas de crescimento, tais como: capacidade de cres-cer na presença de 6,5% de cloreto de sódio, a pH 9,6 e nas temperaturas de 10° e 45°C.A maioria das espécies dos Enterococcus são de origem fecal humana, embora possamser isolados de fezes de animais;g) floração: proliferação excessiva de microorganismos aquáticos, principalmentealgas, com predominância de uma espécie, decorrente do aparecimento de condiçõesambientais favoráveis, podendo causar mudança na coloração da água e/ou formaçãode uma camada espessa na superfície;h) isóbata: linha que une pontos de igual profundidade;i) recreação de contato primário: quando existir o contato direto do usuário com os cor-pos de água como, por exemplo, as atividades de natação, esqui aquático e mergulho.59 Resolução revogada pela Resolução nº 357/05EXIGÊNCIAS LEGAIS
  64. 64. robertoemery@gmail.comConsiderando ser a classificação das águas doces, salobras e salinas essencial à defesados níveis de qualidade, avaliados por parâmetros e indicadores específicos, de modo aassegurar as condições de balneabilidade;Considerando a necessidade de serem criados instrumentos para avaliar a evoluçãoda qualidade das águas, em relação aos níveis estabelecidos para a balneabilidade, deforma a assegurar as condições necessárias à recreação de contato primário;Considerando que a Política Nacional do Meio Ambiente, a Política Nacional de Re-cursos Hídricos e o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC) recomendam aadoção de sistemáticas de avaliação da qualidade ambiental das águas, resolve:Art. 1oPara efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições:a) águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,50%o;b) águas salobras: águas com salinidade compreendida entre 0,50%o e 30%o;c) águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30%o;d) coliformes fecais (termotolerantes): bactérias pertencentes ao grupo dos colifor-mes totais caracterizadas pela presença da enzima ß-galactosidade e pela capacidadede fermentar a lactose com produção de gás em 24 horas à temperatura de 44-45°C emmeios contendo sais biliares ou outros agentes tenso-ativos com propriedades inibidorassemelhantes. Além de presentes em fezes humanas e de animais podem, também, serencontradas em solos, plantas ou quaisquer efluentes contendo matéria orgânica;e) Escherichia coli: bactéria pertencente à família Enterobacteriaceae, caracterizadapela presença das enzimas ß-galactosidade e ß-glicuronidase. Cresce em meio comple-xo a 44-45°C, fermenta lactose e manitol com produção de ácido e gás e produz indol apartir do aminoácido triptofano. A Escherichia coli é abundante em fezes humanas e deanimais, tendo, somente, sido encontrada em esgotos, efluentes, águas naturais e solosque tenham recebido contaminação fecal recente;f) Enterococos: bactérias do grupo dos estreptococos fecais, pertencentes ao gêneroEnterococcus (previamente considerado estreptococos do grupo D), o qual se caracterizapela alta tolerância às condições adversas de crescimento, tais como: capacidade de cres-Resolução Conama No 274, 29 de novembro de 2000PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES56 RESOLUÇÕES DO CONAMAmeios contendo sais biliares ou outros agentes tenso-ativos com propriedades inibidorassemelhantes. Além de presentes em fezes humanas e de animais podem, também, serencontradas em solos, plantas ou quaisquer efluentes contendo matéria orgânica;e) Escherichia coli: bactéria pertencente à família Enterobacteriaceae, caracterizadapela presença das enzimas ß-galactosidade e ß-glicuronidase. Cresce em meio comple-xo a 44-45°C, fermenta lactose e manitol com produção de ácido e gás e produz indol apartir do aminoácido triptofano. A Escherichia coli é abundante em fezes humanas e deanimais, tendo, somente, sido encontrada em esgotos, efluentes, águas naturais e solosque tenham recebido contaminação fecal recente;f) Enterococos: bactérias do grupo dos estreptococos fecais, pertencentes ao gêneroEnterococcus (previamente considerado estreptococos do grupo D), o qual se caracterizapela alta tolerância às condições adversas de crescimento, tais como: capacidade de cres-cer na presença de 6,5% de cloreto de sódio, a pH 9,6 e nas temperaturas de 10° e 45°C.A maioria das espécies dos Enterococcus são de origem fecal humana, embora possamser isolados de fezes de animais;g) floração: proliferação excessiva de microorganismos aquáticos, principalmentealgas, com predominância de uma espécie, decorrente do aparecimento de condiçõesambientais favoráveis, podendo causar mudança na coloração da água e/ou formaçãode uma camada espessa na superfície;h) isóbata: linha que une pontos de igual profundidade;i) recreação de contato primário: quando existir o contato direto do usuário com os cor-pos de água como, por exemplo, as atividades de natação, esqui aquático e mergulho.59 Resolução revogada pela Resolução nº 357/05EXIGÊNCIAS LEGAIS
  65. 65. robertoemery@gmail.comResolução Conama No 274, 29 de novembro de 2000PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORESEXIGÊNCIAS LEGAIS
  66. 66. robertoemery@gmail.comTECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
  67. 67. robertoemery@gmail.comTECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTESRecapitulando...1. O que é recurso hídrico?2. O que é um uso eficiente da água?3. Quais alguns pontos que o perito ambiental deve observar quantoao uso da água em uma empreendimento industrial?4. Será preciso caracterizar a qualidade de um efluente ou água? Porque?5. Como essa caracterização pode ser feita?6. Quais algumas diferenças entre o tratamento da água e do efluente?
  68. 68. robertoemery@gmail.com
  69. 69. robertoemery@gmail.comCARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  70. 70. robertoemery@gmail.comTemperatura: grande importância pelo efeito sobre a vidaaquática. Elevação em curso de água pode causar danos àsespécies que ali vivem.• Oxigênio: menos solúvel em água quente do que em água fria.• Água a 0oC : concentração de até 14 mg/l de oxigênio; a 35o C:máximo, 7 mg/l.CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  71. 71. robertoemery@gmail.comElevação da temperatura causa:• aumento da taxa das reações químicas e biológicas,• diminuição da solubilidade dos gases• aumento da taxa de transferência de gases (pode levar a maucheiro, quando há liberação de gases com odoresdesagradáveis).CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  72. 72. robertoemery@gmail.comCorprovocada por SÓLIDOS DISSOLVIDOS (corantes orgânicos einorgânicos).Origem natural: decomposição da matéria orgânica, principalmentevegetais além da presença de ferro e manganês (partículascoloidais).Origem antrópica: esgotos domésticos e resíduos industriais(tinturarias, tecelagem, papel, metalúrgicas, entre outras)CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  73. 73. robertoemery@gmail.comCoráguas superficiais podem parecer coloridas em razão da presençade sólidos em suspensão, mas na verdade não estão com cor.Cor provocada por matéria em suspensão é chamada de “coraparente”.Cor de material dissolvido (ou coloidal) é chamada de “corverdadeira”.CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  74. 74. robertoemery@gmail.comCorNa caracterização é importante diferenciar entre a cor aparente e acor verdadeira.CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  75. 75. robertoemery@gmail.comCorNa caracterização é importante diferenciar entre a cor aparente e acor verdadeira.CARACTERÍSTICAS FÍSICASA intensidade da cor geralmente aumenta com o pHÉ, portanto, aconselhável anotar o valor do pH com a mediçãoda cor.Por que....?
  76. 76. robertoemery@gmail.com• Cor de origem natural: sem risco direto à saúde;• Unidade de medida: uH (Unidade Hazen – padrão platina -cobalto).• Uma unidade: equivalente à cor produzida por uma soluçãode 1mg/L de platina complexado com cloreto - cloroplatinatode sódio (Na2PtCl6) - ou de potássio (K2PtCl6)CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  77. 77. robertoemery@gmail.comCORuH (Unidade Hazen – padrão platina - cobalto)Exemplo e valores típicos:• Até 5 uH - dispensa coagulação química• Acima de 25 uH - coagulação + filtraçãoCARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  78. 78. robertoemery@gmail.comCORuH (Unidade Hazen – padrão platina - cobalto)Exemplo e valores típicos:• Até 5 uH - dispensa coagulação química• Acima de 25 uH - coagulação + filtraçãoCARACTERÍSTICAS FÍSICASCoagulação será visto na parte 2 - Tecnologia de Tratamentode Efluente
  79. 79. robertoemery@gmail.comCARACTERÍSTICAS FÍSICASwww.wacolab.comwww.industrysearch.com.au
  80. 80. robertoemery@gmail.comCARACTERÍSTICAS FÍSICASEquipamento típico - Colorímetrowww.wacolab.comwww.industrysearch.com.au
  81. 81. robertoemery@gmail.comPerguntinha...CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  82. 82. robertoemery@gmail.comPerguntinha...CARACTERÍSTICAS FÍSICASMaterial em suspensão tem queser removido para determinaçãoda cor verdadeira...?➡ por que...?➡ como isso pode ser feito...?
  83. 83. robertoemery@gmail.com• Representa o grau de interferência da passagem da luzatravés da água. Confere aparência turva à mesma.• Medida da dificuldade de um feixe de luz atravessar uma certaquantidade de água, conferindo uma aparência turva à mesma• Relacionada à presença de sólidos em suspensão (grandevariedade...)TURBIDEZCARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  84. 84. robertoemery@gmail.com• Origens naturais: partículas de rocha, argila e silte, algas eoutros microrganismos.• Origens antrópicas: despejos domésticos e industriais,microrganismos e erosão.• Em corpos d’água pode reduzir a penetração da luz, eprejudicar fotossíntese.TURBIDEZCARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  85. 85. robertoemery@gmail.com• Turbidez de origem natural: não traz inconvenientes sanitáriosdiretos, embora seja esteticamente desagradável na águapotável.• Sólidos em suspensão podem servir de abrigo paramicrorganismos patogênicos.• Turbidez de origem antrópicas: pode estar associada acompostos tóxicos e organismos patogênicos.CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  86. 86. robertoemery@gmail.comTURBIDEZ: parâmetro na caracterização de águas deabastecimento brutas e tratada, e no controle da operação dasestações de tratamento de água.Unidade de medida: uT (Unidade de Turbidez de Formazina).CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  87. 87. robertoemery@gmail.comTurbidez – Exemplo de valores típicos:uT (Unidade de Turbidez de Formazina)10 uT - ligeira nebulosidade500 uT - opaco< 20 uT - filtração lenta, sem coagulação> 500 uT - coagulação ou pré-filtroCARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  88. 88. robertoemery@gmail.comTurbidez – pode ainda ser medida por meio de análiseinstrumental:CARACTERÍSTICAS FÍSICASwww.analyser.com.br/
  89. 89. robertoemery@gmail.comTurbidez – pode ainda ser medida por meio de análiseinstrumental:CARACTERÍSTICAS FÍSICAS• Pelo efeito sobre a transmissão da luz : Turbidímetrowww.analyser.com.br/
  90. 90. robertoemery@gmail.comCARACTERÍSTICAS FÍSICASwww.ufpa.br
  91. 91. robertoemery@gmail.comCARACTERÍSTICAS FÍSICAS• Pelo efeito sobre o espalhamento da luz: NefelômetroQuanto maior o espalhamento maior será a turbidez. Os valores sãoexpressos em Unidade Nefelométrica de Turbidez (UNT).www.ufpa.br
  92. 92. robertoemery@gmail.comSÓLIDOSConforme o comportamento no efluente, os sólidos são geralmenteclassificados em:★ Sólidos Totais (ST)★ Sólidos em suspensão (SS), ou não filtráveis★ Sedimentáveis (SSd)★ Não sedimentáveis.★ Sólidos filtráveis (SF)★ Coloidais★ Sólidos dissolvidos totais(características químicas).CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  93. 93. robertoemery@gmail.comCARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  94. 94. robertoemery@gmail.comCARACTERÍSTICAS FÍSICASA definição de sólido refere-se ao resíduo da evaporação esecagem entre 103˚C e 105˚C.Testes de determinação: empíricosClassificação baseada principalmente no tamanho da partícula
  95. 95. robertoemery@gmail.comCARACTERÍSTICAS FÍSICASFaixas de tamanhode partículasencontradas emefluentes
  96. 96. robertoemery@gmail.comCARACTERÍSTICAS FÍSICASFaixas de tamanhode partículasencontradas emefluentes
  97. 97. robertoemery@gmail.comIdentificação CaracterísticaSólidos Totais (ST) Resíduo remanescente após evaporação da amostra (103 a105ºC)Sólidos Voláteis Totais (SVT) Sólidos que podem ser volatilizados quando ST são calcinados(500±50ºC)Sólidos Fixos Totais (SFT) Resíduo remanescente após aquecimento dos ST (500±50ºC)Sólidos Suspensos Totais (SST) Parte dos ST retidos em filtro de fibra de vidro, após secagem(105ºC)Sólidos Suspensos Voláteis (SSV) Sólidos que podem ser volatilizados quando SST sãocalcinados (500±50ºC)Sólidos Suspensos Fixos (SSF) Resíduo remanescente após aquecimento dos SST (500±50ºC)Sólidos Dissolvidos Totais (SDT) Sólidos que passam através do filtro. Estão aqui os coloidais edissolvidos.SDT = ST - SSTSólidos Dissolvidos Voláteis (SDV) Sólidos que podem ser volatilizados quando SDT sãocalcinados (500±50ºC)Sólidos Dissolvidos Fixos (SDF) Resíduo remanescente após aquecimento dos SDT (500±50ºC)Sólidos Sedimentáveis (SS) Sólidos suspensos, determinados em cone Imhoff após 60 minS Ó L I D O S -ClassificaçãoCARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  98. 98. robertoemery@gmail.comColóidesCARACTERÍSTICAS FÍSICASCaso particular...
  99. 99. robertoemery@gmail.comColóidesCARACTERÍSTICAS FÍSICASCaso particular...
  100. 100. robertoemery@gmail.comCARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  101. 101. robertoemery@gmail.comColóides✓ misturas heterogêneas de pelo menos duas fases diferentes;✓ matéria de uma das fases finamente dividida (sólido, líquido ou gás),denominada fase dispersa...CARACTERÍSTICAS FÍSICAS✓ misturada com a fase contínua (sólido, líquido ou gás),denominada meio de dispersão.
  102. 102. robertoemery@gmail.comCARACTERÍSTICAS FÍSICASEstudo dos colóides:✓ relacionado a sistemas nos quais pelo menos um dos componentes damistura apresenta uma dimensão no intervalo de 1 a 1000nanometros (1 nm = 10-9 m).
  103. 103. robertoemery@gmail.comCARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  104. 104. robertoemery@gmail.comSistemas coloidais - no cotidiano desde as primeiras horas do dia:✓ higiene pessoal — sabonete, xampu, pasta de dente e espuma oucreme de barbear —, maquiagem, — cosméticos —✓ e no café da manhã, — leite, café, manteiga, cremes vegetais e geléiasde frutas.CARACTERÍSTICAS FÍSICAS✓ No almoço, temperos, cremes e maionese para saladas.✓ No entardecer, ao saborear cerveja, refrigerante ou sorveteestamos ingerindo colóides.
  105. 105. robertoemery@gmail.com• Colóides - tamanho entre as soluções e as suspensões. Não filtram;não precipitam.Colóide SoluçãoCARACTERÍSTICAS FÍSICASEx.: leite, solução de café, gelatina
  106. 106. robertoemery@gmail.comColóides: difíceis de serem removidos do efluente apenas porprocessos físicos.• Mistura de sólidos e líquidos (água - partículas dos sólidos possuemtamanhos intermediários)• Partículas, dotadas de carga elétrica, não se depositam sob a ação dagravidade e nem se separam facilmente pela filtração ordinária.CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  107. 107. robertoemery@gmail.comColóides: Separação exige etapa específica no tratamento deefluentes
  108. 108. robertoemery@gmail.comColóides: Separação exige etapa específica no tratamento deefluentes• Dispersão sólido em líquido: sols ou suspensões.
  109. 109. robertoemery@gmail.comSólidos dissolvidos totais• Material que permanece na água após filtração dos SS -considerado dissolvido• Resultam da ação solvente da água sobre sólidos, líquidos egases.• Podem ser orgânicos ou inorgânicos• Podem estar na forma de complexos muito estáveisCARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  110. 110. robertoemery@gmail.comSólidos dissolvidos totais• Impactos:• Podem causar aspectos desagradável, odores, sabor• Alguns podem ser tóxicos e/ou carcinogênicos• Efeitos sinérgicos entre as substâncias dissolvidas podeformar compostos ainda mais tóxicosCARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  111. 111. robertoemery@gmail.comSólidos dissolvidos totais• Medida:• Análise aproximada: condutividade elétrica da água• Condutividade da água: função da força Iônica• Relação da condutividade com concentração de SDT não é direta• Moléculas orgânicas e compostos que dissolvem sem produzir ions:não conduzem• Análise qualitativaCARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  112. 112. robertoemery@gmail.comRESUMO - Classificação dos sólidos em água e efluentesSólidosSólidosSólidosSólidos(em lodo)Sólidos• Suspensão• Colóides• Dissolvidos• Filtrável• Não Filtrável• Voláteis (orgânico; gaseificado a 550˚C)• NãoVoláteis (fixos)• Orgânicos• Inorgânicos• Sedimentáveis• Não SedimentáveisCARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  113. 113. robertoemery@gmail.com
  114. 114. robertoemery@gmail.comCARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  115. 115. robertoemery@gmail.comELEMENTOS DE ENGENHARIA AMBIENTALPoluentes orgânicos: indicadores✓ Demanda bioquímica de oxigênio (DBO)✓ Demanda química de oxigênio (DQO)✓ Carbono orgânico total (COT)
  116. 116. robertoemery@gmail.comCARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  117. 117. robertoemery@gmail.comComo pode ser classificada amatéria orgânica (M.O.)...?CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  118. 118. robertoemery@gmail.comM.O. dissolvida em água pode ser classificada em:• BIODEGRADÁVEL: m.o. que pode ser utilizado como alimentopelos microorganismos, dentro de um espaço de temporazoável. Ex: gorduras, proteínas, alcool, ácidos, esteres• DBO - mede apenas o biodegradávelCARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  119. 119. robertoemery@gmail.comNÃO BIODEGRADÁVEL• alguns orgânicos - resistentes à degradação biológica: ácidotânico, celulose, fenóis - provém de madeira e degradam tãolentamente que são considerados refratários.• Moléculas com ligação forte (polisacarídeos) e estrutura de anel(benzeno)• Muitos derivados de petróleo contém benzeno e não biodegradam• Medido geralmente pelo teste DQO.CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  120. 120. robertoemery@gmail.comDemanda Bioquímica de Oxigênio – DBO• Parâmetro mais usado na medição de poluição orgânica de esgotose efluentes: DBO 5 dias (DBO5).• Análise consiste na determinação da quantidade de oxigêniodissolvido utilizada pelos microrganismos na oxidação bioquímica damatéria orgânica.• Empregada na determinação aproximada de oxigênio que seránecessária para oxidar biologicamente a matéria orgânica presenteem uma amostra após 5 dias a 20 ˚CCARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  121. 121. robertoemery@gmail.comDemanda Bioquímica de Oxigênio – DBO• Outra definição: DBO5• Quantidade de oxigênio, expressa em mg/l, necessária paraestabilizar (i.e. oxidar) a matéria orgânica pelos microorganismos,sobretudo bactérias, durante 5 dias a 20˚C.CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  122. 122. robertoemery@gmail.com• Oxidação bioquímica - processo lento.• Em um período de 20 dias, a oxidação ocorrida é de 95 a 99% dototal, enquanto que em um de 5 dias é de 60 a 70%.CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  123. 123. robertoemery@gmail.com• Quantidade de oxigênio consumida pelos microorganismos: DBO• Mede-se o oxigênio consumido de uma amostra colocada em umrecipiente selado (ausência de luz e de atmosfera)• Padrão: becker 300 mL a 20˚C em 5 dias.• DBO calculado como: ODI - conc. oxigênio inicialODF - conc. oxigênio finalF - fração da amostraDBO =ODI − ODFFCARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  124. 124. robertoemery@gmail.comCARACTERÍSTICAS QUÍMICASDeterminação de DBO
  125. 125. robertoemery@gmail.comDemanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)DBO(mgO2/L)t (dias)5DBO5DBOuDBONDBOu + DBONtcCARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  126. 126. robertoemery@gmail.comValores de DBO de alguns líquidosR. Motta - PetrobrasCARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  127. 127. robertoemery@gmail.comValores de DBO de alguns líquidosR. Motta - PetrobrasCARACTERÍSTICAS QUÍMICASLíquido DBO (mg/l)Esgotos domésticos✴ bruto✴ com trat. primário✴ com trat. secundário300-350200-24015-30Esgotos industriaisVariável: desde valores abaixo do esgoto domésticoaté valores elevados como 500o, 1500 ou mais altoLeite tipo C 149.442Cachaça 468.348Cerveja pilsen extra 87.256Coca-Cola 70.746Café forte 13.946
  128. 128. robertoemery@gmail.com• Líquidos usados como alimentos são ricos em matéria orgânica.• Possuem, portanto, DBO elevada.CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  129. 129. robertoemery@gmail.comDemanda Química de Oxigênio – DQO• Também usado para avaliar conteúdo de matéria orgânica -incluindoa não biodegradável - de águas residuárias e águas naturais.• Mede-se o oxigênio equivalente da matéria orgânica que pode seroxidado, com um agente oxidante (ex.: dicromato de potássio) emmeio ácido.CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  130. 130. robertoemery@gmail.com• Em razão da maior facilidade com que grande números decompostos é oxidado por via química, do que por via biológica,em geral o valor do DQO é mais alto do que do DBO. (Tambémoxida não biodegradáveis)• Possível correlação entre DQO e DBO, o que é vantajoso, vistoo tempo de apenas três horas para uma análise de DQO nolugar de cinco dias para DBO.DBO5 ~ 0,6 DQODemanda Química de Oxigênio – DQOCARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  131. 131. robertoemery@gmail.com• Portanto - DQO:Quantidade de oxigênio necessária para oxidar quimicamente amatéria orgânica. Para avaliação, usa-se um oxidante forte(dicromato de potássio; peróxido de hidrogênio) em meio ácidoa quenteDQO de esgotos domésticos: típico 200 - 800 mg/lDemanda Química de Oxigênio – DQOCARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  132. 132. robertoemery@gmail.comDeterminação da Demanda Química de Oxigênio – DQOEquipamentos típicosCARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  133. 133. robertoemery@gmail.comCarbono Orgânico Total – COT• Teste instrumental - mede todo o carbono liberado na forma de CO2,em mg/L.• Usado para caracterizar m.o. dissolvida e em suspensão; valorhabitual em águas subterrâneas é 1ppm.CARACTERÍSTICAS QUÍMICASAnalise de COT
  134. 134. robertoemery@gmail.comCarbono Orgânico Total – COT• Mede todo o carbono como CO2 em mg/L• Carbono inorgânico (HCO3-, CO2, CO32-…): removido antes doteste• Remoção pode ser feita acidificando e aerando a amostra.• Mede a massa de carbono por L de solução.• Teste rápido: 5 a 10 minCARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  135. 135. robertoemery@gmail.comCarbono Orgânico Total – COT• Mede massa de carbono por litro de amostra• DBO e DQO determinam quantidade de oxigênio necessário paraoxidação bioquímica e químicaCARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  136. 136. robertoemery@gmail.comBiodegradávelNão-BiodegradávelDBO5DBOTDQOCOTRelação esquemática DBO/DQO/COTCARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  137. 137. robertoemery@gmail.comMatéria OrgânicaRelações aproximadas entre DBO, DQO e COTEfluente DBO/DQO DBO/COTBRUTO 0,3 – 0,8 1,2 – 2,0APÓSTRATAMENTOPRIMÁRIO0,4 – 0,6 0,8 – 1,2EFLUENTEFINAL0,1 – 0,3 0,2 – 0,5CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  138. 138. robertoemery@gmail.compH• Ou POTENCIAL HIDROGENIÔNICO: representa a concentraçãode íons hidrogênio H+ (em escala anti-logarítmica).• Indica uma condição de acidez, neutralidade ou alcalinidade daágua.• Faixa de valores de pH é de 0 a 14.• Medida com eletrodo acoplado a equipamento (“pHmetro”)CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  139. 139. robertoemery@gmail.compH• pH = - log [H+]• Água dissocia ligeiramente em H+ e OH-H2O ↔ H+ + OH-K = constante deequilíbrioCARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  140. 140. robertoemery@gmail.compHConsiderando [H2O]constanteCARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  141. 141. robertoemery@gmail.compHKw = produto Iônico da água = 10-14 mol/L 25˚CVALOR CONSTANTE!-log Kw = -log[H+] - log[OH-]p Kw = pH + pOHOnde pH = -log[H+]pOH = - log[OH-]Considerando [H2O]constanteCARACTERÍSTICAS QUÍMICAS

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