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A Reforma Tributária
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Ministro da Fazenda
Guido Mantega
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Por que a Reforma Tributária é Fundamental?
ë Acelera o crescimento econômico
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Ø Está em curso :
• crescimento econômico mais vigoroso;
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Ø Baixa vulnerabilidade externa
• Nova Política Externa – diversificação de
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Ø Responsabilidade fiscal
• Resultado primário do setor público
consolidado: 3,98% do PIB (acumula...
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RESERVAS INTERNACIONAIS
(US$ bilhões)
*/ Posição de 18/02/2008.
Fonte: BCB. Elaboração: MF/SPE.
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Ø Taxas maiores de crescimento e crescimento
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• PIB cresce há 23 trimestres consecuti...
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*/ Projeções do Governo (PPA 2008-2011)
Fonte: IBGE. Elaboração: MF/SPE.
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Fonte: PIM/IBGE Elaboração: MF/SPE
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INVESTIMENTOS
(Var.% no trimestre ante mesmo trimestre do ano anterior)
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Fonte: IBGE. Elaboração: MF/SPE.
PRODUÇÃO INDUSTRIAL E BENS DE CAPITAL
(taxa de crescimento em re...
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EMPREGO FORMAL: CRIAÇÃO DE
NOVOS POSTOS
(em milhares)
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CRESCIMENTO DO MERCADO DE CONSUMO
emprego, renda e massa salarial*
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MERCADO DE MASSA
Ø Crescimento da Capacidade de Consumo da População
• Expansão do Emprego e da R...
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Ø O Brasil está hoje muito menos vulnerável a uma
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ë É preciso dar continuidade as reformas com o objetivo
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Momento Oportuno para a Reforma
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ë Implantação da Nota Fiscal Eletrônica (NF-E)
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ë Forte redução da cumulatividade do sistema tri...
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Desoneração
ë Desoneração da folha salarial
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Política de Desenvolvimento Regional
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Recursos Vinculados
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Aprimoramento das Relações Federativas
ë Transferências a estados e municípios passam a ser ca...
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Apresentação sobre Reforma Tributária - Ministério da Fazenda

  1. 1. 1 Ministério da Fazenda 1 A Reforma Tributária e o Desenvolvimento Ministro da Fazenda Guido Mantega 27 de fevereiro de 2008
  2. 2. 2 Ministério da Fazenda 2 Por que a Reforma Tributária é Fundamental? ë Acelera o crescimento econômico ë Torna o crescimento mais sustentável ë É a reforma econômica mais importante
  3. 3. 3 Ministério da Fazenda Ø Está em curso : • crescimento econômico mais vigoroso; • crescimento mais equilibrado; • impulsionado pelo comércio exterior e por um mercado de massa; • com redução das desigualdades social/regional. Ø Por que o crescimento é sustentável ? NOVO CICLO DE DESENVOLVIMENTO
  4. 4. 4 Ministério da Fazenda Ø Baixa vulnerabilidade externa • Nova Política Externa – diversificação de parceiros • Superávit comercial (US$ 40 bi em 2007) e em transações correntes (US$ 3,6 bi em 2007) • Reservas internacionais (US$ 189 bi) Ø Estabilidade monetária • Inflação baixa e estável (2006: 3,14%; 2007: 4,46%; 2008 → 4,39%) • Política monetária agressiva CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL
  5. 5. 5 Ministério da Fazenda Ø Responsabilidade fiscal • Resultado primário do setor público consolidado: 3,98% do PIB (acumulado no ano) • Déficit nominal: 2,27% do PIB (acumulado em 12 meses – em dez/07) – rumo ao déficit nominal zero • Dívida líquida de 42,8% do PIB (em dez/07) – rumo a 36% em 2010 CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL
  6. 6. 6 Ministério da Fazenda RESERVAS INTERNACIONAIS (US$ bilhões) */ Posição de 18/02/2008. Fonte: BCB. Elaboração: MF/SPE. fev/08 188,7 mar/06 59,8 30 50 70 90 110 130 150 170 190 fev 03 mai 03 ago 03 nov 03 fev 04 mai 04 ago 04 nov 04 fev 05 mai 05 ago 05 nov 05 fev 06 mai 06 ago 06 nov 06 fev 07 mai 07 ago 07 nov 07 fev 08 Variação: 128,9 bilhões Liquidação da dívida junto ao FMI
  7. 7. 7 Ministério da Fazenda Ø Taxas maiores de crescimento e crescimento mais vigoroso • PIB cresce há 23 trimestres consecutivos • Consumo cresce há 16 trimestres consecutivos • Investimento cresce há 15 trimestres consecutivos • Setor financeiro sólido • Lucros do setor produtivo demonstram solidez das empresas • Mercado interno crescendo CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL
  8. 8. 8 Ministério da Fazenda */ Projeções do Governo (PPA 2008-2011) Fonte: IBGE. Elaboração: MF/SPE. CRESCIMENTO DO PIB (taxa anual – %) 3,4 0,0 0,3 4,3 1,3 2,7 1,1 5,7 3,2 3,8 5,2 5,0 5,0 5,0Média: 2004-2007 4,5 - 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 (*) 2009 (*) 2010 (*)
  9. 9. 9 Ministério da Fazenda Fonte: PIM/IBGE Elaboração: MF/SPE PRODUÇÃO INDUSTRIAL Variação acumulada no ano em relação ao mesmo período do ano anterior (%) Dados relativos a Dezembro/07 Não há “doença holandesa” 17,7 15,2 14,4 14,0 13,9 7,3 6,8 6,0 5,9 5,8 5,7 5,4 5,2 5,1 5,1 3,8 3,8 3,1 2,5 2,0 0,8 -0,2 -1,1 -1,6 -2,2 -3,2 -8,1 -10,0 -5,0 0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 Máquinas e equipamentos Veículos automotores Máquinas para escritório e equipamentos de informática Máquinas, aparelhos e materiais elétricos Outros equipamentos de transporte Mobiliário Metalurgia básica Indústria Geral Borracha e plástico Produtos de metal - exclusive máquinas e equipamentos Outros produtos químicos Bebidas Minerais não metálicos Vestuário e acessórios Perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza Têxtil Equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros Refino de petróleo e álcool Alimentos Farmacêutica Celulose, papel e produtos de papel Edição, impressão e reprodução de gravações Material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações Diversos Calçados e artigos de couro Madeira Fumo
  10. 10. 10 Ministério da Fazenda 5,2 6,7 -2 -1 0 1 2 3 4 5 6 7 8 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007* Crescimento do PIB Contribuição da Demanda Interna */ Acumulado nos últimos quatro trimestres até Set/07. Fonte: IBGE. Elaboração: MF/SPE. CONTRIBUIÇÃO DA DEMANDA INTERNA PARA O CRESCIMENTO (%)
  11. 11. 11 Ministério da Fazenda INVESTIMENTOS (Var.% no trimestre ante mesmo trimestre do ano anterior) crescimento há 15 trimestres consecutivos Fonte:IBGE. Elaboração: MF/SPE. 14,4 -12 -9 -6 -3 0 3 6 9 12 15 III.00 III.01 III.02 III.03 III.04 III.05 III.06 III.07
  12. 12. 12 Ministério da Fazenda Fonte: IBGE. Elaboração: MF/SPE. PRODUÇÃO INDUSTRIAL E BENS DE CAPITAL (taxa de crescimento em relação ao mesmo trimestre do ano anterior) 4,6% 0,9% 2,8% 3,2% 3,8% 5,8% 6,3% 7,9% 9,2% 1,3% 5,1% 7,8% 14,8% 18,4% 20,1% 24,0% 0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 1º trim 06 2º trim 06 3º trim 06 4º trim 06 1º trim 07 2º trim 07 3º trim 07 4º trim 07 Indústria Geral Bens de Capital
  13. 13. 13 Ministério da Fazenda EMPREGO FORMAL: CRIAÇÃO DE NOVOS POSTOS (em milhares) */ Valores acumulados em 12 meses até Jan/08. Fonte: MTE/CAGED Elaboração: MF/SPE. 1.617 1.655 1.2291.254 1.523 645 0 200 400 600 800 1.000 1.200 1.400 1.600 1.800 2003 2004 2005 2006 2007 2008*
  14. 14. 14 Ministério da Fazenda CRESCIMENTO DO MERCADO DE CONSUMO emprego, renda e massa salarial* */ Var.% acumulada em 12 meses. **/ Com base na renda do trabalho principal. Fonte: IBGE Elaboração: MF/SPE 6,3% 3,2% 3,0% 0% 1% 2% 3% 4% 5% 6% 7% 8% dez 05 fev 06 abr 06 jun 06 ago 06 out 06 dez 06 fev 07 abr 07 jun 07 ago 07 out 07 dez 07 Massa Salarial** Rendimento Médio Pessoas Ocupadas
  15. 15. 15 Ministério da Fazenda MERCADO DE MASSA Ø Crescimento da Capacidade de Consumo da População • Expansão do Emprego e da Renda • Salário Mínimo • Revolução no Crédito • Ampliação dos Programas Sociais • Controle da Inflação Ø Surgimento de uma Nova Classe Média
  16. 16. 16 Ministério da Fazenda VOLUME DO CRÉDITO BANCÁRIO (R$ bilhões) Fonte: BCB. Elaboração: MF/SPE Jan/08 944,2 (34,8% do PIB) 200 300 400 500 600 700 800 900 1.000 jan 02 mai 02 set 02 jan 03 mai 03 set 03 jan 04 mai 04 set 04 jan 05 mai 05 set 05 jan 06 mai 06 set 06 jan 07 mai 07 set 07 jan 08 Dez/02 383,1 (22,1% do PIB) Dez/06 732,6 (30,7% do PIB)
  17. 17. 17 Ministério da Fazenda 30 35 40 45 50 55 60 jan 02 jul 02 jan 03 jul 03 jan 04 jul 04 jan 05 jul 05 jan 06 jul 06 jan 07 jul 07 jan 08 20 22 24 26 28 30 32 34 36 Taxa de Juros (E) SPREADS (D)%aa pp Fonte: BCB. Elaboração: MF/SPE JUROS E SPREADS BANCÁRIOS
  18. 18. 18 Ministério da Fazenda A CRISE INTERNACIONAL E O BRASIL Ø O Brasil está hoje muito menos vulnerável a uma crise externa do que esteve no passado ü Solidez nas contas externas ü Equilíbrio Fiscal e Redução da Dívida Pública ü Controle da inflação ü Crescimento sustentado pela demanda doméstica Ø Embora o Brasil não esteja imune à crise, impactos tendem a ser limitados Ø Manutenção de fundamentos sólidos é essencial para enfrentar a crise
  19. 19. 19 Ministério da Fazenda O mercado financeiro brasileiro não está dando tanta importância às conseqüências do colapso do mercado hipotecário americano e, como de costume, o volume de negociações continua em alta – outra confirmação da tese de ‘descolamento’ entre a economia dos países emergentes e a dos desenvolvidos, dizem os analistas. A maioria dos economistas acreditam que o Brasil não será afetado por uma eventual recessão nos Estados Unidos e nas economias globais esse ano. No entanto, muitas empresas apostam que o mercado doméstico compensará essa diferença. Ademais, capital de investimento continua abundante para elas. (Financial Times, 13 de fevereiro de 2008) CONFIANÇA NO BRASIL
  20. 20. 20 Ministério da Fazenda 20 Reforma Tributária e Crescimento ë É preciso dar continuidade as reformas com o objetivo de tornar o Brasil mais competitivo no cenário de globalização - inclusive com o real valorizado ë Construir uma estrutura tributária mais competitiva, capaz de reduzir os custos e agilizar as transações econômicas
  21. 21. 21 Ministério da Fazenda 21 Problemas do Sistema Tributário ë Complexidade – muitos tributos s/mesma base ë Distorções dos tributos indiretos e guerra fiscal ç Cumulatividade ç Desoneração incompleta dos investimentos ç Distorções relacionadas à tributação interestadualdo ICMS l Desoneração incompleta das exportações l Guerra fiscal ë Tributação excessiva da folha de pagamentos ç Custo elevado s/ empresas ç ICMS – 27 legislações, com mais de 40 alíquotas
  22. 22. 22 Ministério da Fazenda 22 Impactos da Reforma Tributária ë A Reforma Tributária contribui de forma relevante para acelerar o potencial de crescimento do País, por ter uma série de efeitos positivos para a economia ç Simplificação e desburocratização ç Redução da informalidade ç Desoneração ç Eliminação de distorções particular a guerra fiscal ç Aperfeiçoamento da política de desenvolvimento regional
  23. 23. 23 Ministério da Fazenda 23 Momento Oportuno para a Reforma ë As tentativas anteriores de implementação da Reforma Tributária geraram algum ceticismo sobre a nova proposta, contudo o momento atual é mais favorável à tramitação da Reforma Tributária que os anteriores çCrescimento econômico facilita o fechamento da equação fiscal da reforma (que tem custo para a União) çDeterioração do ambiente da guerra fiscal çMaior demanda da sociedade por mudanças no sistema tributário
  24. 24. 24 Ministério da Fazenda 24 Momento Oportuno para a Reforma ë Implantação da Nota Fiscal Eletrônica (NF-E) lBase de dados permite calcular com precisão perdas e ganhos dos Estados e racionalizar a compensação lViabiliza mudanças na estrutura de cobrança dos tributo ë Necessidade de aumentar a competitividade da economia brasileira
  25. 25. 25 Ministério da Fazenda 25 PROBLEMAS DO SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO
  26. 26. 26 Ministério da Fazenda 26 Problemas do Sistema Tributário ë Complexidade ë Distorções dos tributos indiretos e guerra fiscal ç Cumulatividade ç Desoneração incompleta dos investimentos ç Distorções relacionadas à tributação interestadual do ICMS l Desoneração incompleta das exportações l Guerra fiscal ë Tributação excessiva da folha de pagamentos
  27. 27. 27 Ministério da Fazenda 27 Complexidade ë Brasil tem uma estrutura tributária muito complexa, com muitos tributos incidentes sobre a mesma base ç 6 tributos indiretos sobre bens e serviços ç 2 tributos sobre o lucro das empresas (IRPJ/CSLL) ë Custo para as empresas de cumprimento das obrigações tributárias e acessórias é extremamente elevado ç Segundo estudo do Banco Mundial, o Brasil é o campeão mundial em tempo despendido pelas empresas para cumprimento das obrigações tributárias ë No caso do ICMS, há 27 legislações distintas, com grande diversidade de alíquotas, regimes de redução de base de cálculo etc.
  28. 28. 28 Ministério da Fazenda 28 Complexidade Tributos Indiretos no Brasil Tributo Competência Regime Base de Incidência IPI Federal Não cumulativo Importação e produção de produtos Industrializados COFINS Federal Misto Importação, produção e comercialização de bens e serviços PIS Federal Misto Importação, produção e comercialização de bens e serviços CIDE- Combustíveis Federal Cumulativo Importação e comercialização de petróleo e gás natural e seus derivados e álcool combustível ICMS Estadual Não cumulativo Circulação de mercadorias e prestação de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação ISS Municipal Cumulativo Prestação de serviços de qualquer natureza, não compreendidos na base do ICMS, definidos em lei complementar
  29. 29. 29 Ministério da Fazenda 29 Distorções dos Tributos Indiretos ë Além da complexidade, há uma série de distorções na estrutura dos tributos indiretos sobre bens e serviços no Brasil, que acabam tendo um impacto muito negativo sobre o crescimento econômico çCumulatividade çAumento do custo dos investimentos çTributação das exportações çGuerra fiscal
  30. 30. 30 Ministério da Fazenda 30 Cumulatividade ë A incidência cumulativa gera uma série de distorções çOrganização ineficiente da estrutura produtiva çAumento do custo dos investimentos e das exportações R$ bilhões de 2006 Arrecadação Impacto % do PIB Tributos Cumulativos ISS 15,3 9,9 0,4% CIDE-Combustíveis 7,8 3,9 0,2% Créditos não compensados ICMS 17,0 0,7% PIS/COFINS 13,0 0,6% Total 43,8 1,9%
  31. 31. 31 Ministério da Fazenda 31 Desoneração Incompleta dos Investimentos ë Além das incidências cumulativas, o custo dos investimentos é elevado pelo longo prazo de apropriação dos créditos dos tributos recolhidos na aquisição de bens de capital ç PIS/COFINS: 24 meses ç ICMS: 48 meses ë O custo para as empresas deste diferimento depende de sua situação financeira Custo financeiro do diferimento (% do preço do equipamento) PIS/COFINS ICMS Total Selic (11,25%) 1,0 1,7 2,6 Capital Giro (27,9%) 2,0 3,3 5,3 Conta Garantida (58,8%) 3,3 4,9 8,2 Memo: Alíquota do Tributo 9,25% 8,80%
  32. 32. 32 Ministério da Fazenda 32 Problemas Relacionados ao ICMS ë O Fato de que nas transações interestaduais parte do imposto é cobrado no estado de origem gera uma série de distorções çAlíquota nas operações interestaduais: 12% çS/SE (exceto ES) N/NE/CO (mais ES): 7% ë Um dos problemas é a resistência dos Estados a ressarcir os créditos acumulados das empresas exportadoras relativo ao ICMS pago em outras unidades da federação
  33. 33. 33 Ministério da Fazenda 33 Guerra Fiscal ë O problema mais sério é a guerra fiscal, através da qual um estado reduz o ICMS para atrair investimentos para seu território, reduzindo o imposto cobrado mesmo na venda realizada em outros estados ë Para os Estados menos desenvolvidos, a guerra fiscal é muitas vezes vista como necessária, face à inexistência de uma política de desenvolvimento regional mais efetiva ë Como os estados mais desenvolvidos também passaram a conceder benefícios, a guerra fiscal perdeu força como instrumento de redução das desigualdades regionais
  34. 34. 34 Ministério da Fazenda 34 Porque a Guerra Fiscal é Ruim para o País ë O maior problema é que a guerra fiscal tem levado a uma situação de anarquia tributária, gerando insegurança para os investidores e prejudicando o crescimento ë Hoje mesmo empresas que recebem incentivos estão inseguras ç Decisões do STF (retroativas) ç Não aceitação do crédito por outros estados ë Há outros sérios problemas que resultam da guerra fiscal ç Concessão de benefícios que favorecem as importações em detrimento da produção nacional ç Modalidades mais predatórias de guerra fiscal (concessão de benefícios voltados à apropriação de parte da receita devida a outras unidades da federação)
  35. 35. 35 Ministério da Fazenda 35 Tributação Excessiva da Folha de Salários ë A elevada tributação da folha de salários não apenas prejudica a competitividade da economia brasileira, como estimula a informalidade ë Se a elevada tributação estimula a informalidade, a alta informalidade exige uma carga mais elevada das empresas formais, criando um círculo vicioso Mínimo Máximo Previdência Social 28,0% 31,0% Empregador 20,0% 20,0% Empregado 8,0% 11,0% Seguro de Acidente 0,5% 6,0% Sistema S SEBRAE INCRA Salário-Educação Total 34,3% 42,8% FGTS Total com FGTS 42,3% 50,8% 2,5% 8% 2,5% 0,6% 0,2%
  36. 36. 36 Ministério da Fazenda 36 O PROJETO DE REFORMA TRIBUTÁRIA
  37. 37. 37 Ministério da Fazenda 37 Objetivos da Reforma Tributária ë A proposta de Reforma Tributária tem seis objetivos principais: ç Simplificação do sistema tributário, reduzindo e desburocratizando a legislação ç Fim da guerra fiscal ç Correção de distorções na estrutura tributária que prejudicam o investimento e a eficiência ç Desoneração tributária, com foco nos tributos que mais prejudicam o crescimento ç Melhora da Política de Desenvolvimento Regional ç Melhoria da qualidade das relações federativas
  38. 38. 38 Ministério da Fazenda 38 Simplificação – Tributos Federais ë Extinção de 5 tributos federais e criação de um imposto sobre o valor adicionado (IVA-F) ç COFINS ç PIS ç CIDE ç Salário Educação ç CSLL IRPJ ë Entrada em vigor no segundo ano após a aprovação da PEC ë IPI seria mantido como imposto seletivo e para fins de política industrial IVA-F
  39. 39. 39 Ministério da Fazenda 39 Simplificação - ICMS ë Unificação da legislação do ICMS ç Extinção do atual ICMS e criação de um “Novo ICMS” ç Grande simplificação (27 legislações 1) ç Alíquotas uniformes l Senado define as alíquotas l Confaz propõe o enquadramento/Senado aprova ou rejeita l Para evitar aumento da carga tributária, Estados poderão fixar alíquotas diferenciadas para um número limitado de bens e serviços ç Sistema de débito e crédito com legislação mais simples e neutra, compatível com o padrão de tributação do valor adicionado dos sistemas tributários mais desenvolvidos
  40. 40. 40 Ministério da Fazenda 40 Fim da Guerra Fiscal ë Projeto acaba com a guerra fiscal ao reduzir progressivamente a parcela do ICMS apropriado no estado de origem ç Processo é completado no oitavo ano subseqüente à aprovação da PEC, com a criação do Novo ICMS ç Prazo de mudança permite que benefícios já concedidos sejam progressivamente reduzidos, sem criar turbulências ç Modelo prevê possibilidade de cobrança na origem com uma câmara de compensação entre os Estados ç Mantém-se uma alíquota residual de 2% na origem para estimular a fiscalização e ressarcir custos administrativos Alíquota do ICMS no Estado de Origem Alíquota atual 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 12% 11% 10% 8% 6% 4% 2% 2% 7% 6,5% 6% 5% 4% 3% 2% 2%
  41. 41. 41 Ministério da Fazenda 41 Fim da Guerra Fiscal – Garantia de Receita ë Criação do Fundo de Equalização de Receitas (FER), para ressarcimento dos estados por eventuais perdas no processo de transição do ICMS ç Parte dos recursos vinculados constitucionalmente e parte definida em lei complementar ç Regulamentação por lei complementar ë Estados que concederem novos benefícios não terão acesso aos recursos do FPE, do FER, nem do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional
  42. 42. 42 Ministério da Fazenda 42 Correção de Distorções dos Tributos Indiretos ë Forte redução da cumulatividade do sistema tributário ç Regulamentação do IVA-F e do Novo ICMS viabilizará ampla apropriação de créditos de bens e serviços adquiridos pelas empresas ë Desoneração completa das exportações ç Tributação no destino permite Estados ressarcirem integralmente os exportadores ç Criação de sistema de compensação que impedirá o acúmulo de créditos tributários ë Aperfeiçoamento da legislação ç Legislação do IVA-F e do Novo ICMS incorporará um modelo moderno de tributação do valor adicionado, eliminando distorções e simplificando o trabalho das empresas
  43. 43. 43 Ministério da Fazenda 43 Desoneração ë Desoneração da folha salarial ç Redução da contribuição patronal sobre folha ao ritmo de 1 p.p. ao ano de 2010 a 2015, passando de 20% para 14% ç Extinção da contribuição para o Salário Educação (substituída por uma vinculação de tributos) amplia a desoneração da folha ë Ampliação da desoneração da cesta básica na criação do IVA-F e do novo ICMS, reduzindo o custo de produtos como óleo de soja, açúcar, pão etc. ë Desoneração completa dos investimentos (redução do prazo para a apropriação do crédito na aquisição de bens de capital) ç ICMS: redução do prazo ao longo da transição ç IVA-F: Prazo a ser definido na regulamentação do imposto ë PEC possui dispositivo (a ser regulamentado por lei complementar) que garante que não haverá aumento da carga tributária na criação do IVA-F e do Novo ICMS
  44. 44. 44 Ministério da Fazenda 44 Política de Desenvolvimento Regional ë Aperfeiçoamento da PDR é política de governo que contribui para a Reforma Tributária ao facilitar o fim da guerra fiscal ë Criação do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional e ampliação do montante de recursos ë Criação de novos instrumentos para a PDR ç Investimentos estruturantes l Infra-estrutura, qualificação de mão de obra etc. l Diretrizes definidas pelas superintendências regionais ç Transferências aos estados para ações de desenvolvimento l Investimentos estruturantes e subvenção a empresas l Recursos não vinculados ë Garantia de ampliação do montante de recursos da PDR para todas as regiões (inclusive Sul e Sudeste)
  45. 45. 45 Ministério da Fazenda 45 Modelo Proposto para Política de Desenvolvimento Regional Recursos Vinculados SUDENE SUDAM SUDECO* Outras Regiões FDNE Invest. Estrut. FCO F N D R FNE Fin. Setor Produtivo Invest. Estrut. FDA Invest. Estrut. FNO Fin. Setor Produtivo Invest. Estrut. Fin. Setor Produtivo Transf. Estados
  46. 46. 46 Ministério da Fazenda 46 Aprimoramento das Relações Federativas ë Transferências a estados e municípios passam a ser calculadas sobre base ampla de tributos, aumentando a solidariedade fiscal entre a União e os entes subnacionais ç Apenas a contribuição previdenciária e os tributos de natureza regulatória (II/IE/IOF/ITR) não compõem a base de partilha ë Desconstitucionalização do critério de partilha do ICMS ç Atualmente 75% do ICMS destinado aos municípios é distribuído conforme o valor adicionado, levando a grandes desequilíbrios ç Propõe-se que o critério de distribuição desta parcela seja definido em lei complementar ë Com o envio da Reforma Tributária, propõe-se abrir uma ampla discussão sobre as competências e o financiamento dos entes federados, inclusive sobre o sistema de partilhas
  47. 47. 47 Ministério da Fazenda 47 MUDANÇAS NO SISTEMA DE PARTILHA
  48. 48. 48 Ministério da Fazenda 48 Como é Hoje? IR IPI 10% FPEX 21,5% FPE 23,5% FPM 3% Fundos Constitucionais COFINS CSLL PIS FAT/BNDES Salário Educação Educação Básica CIDE-Combustíveis Infra-estrutura de transportes etc. Seguridade Social (29% para Estados e Municípios)
  49. 49. 49 Ministério da Fazenda 49 Como Fica IR CSLL IPI COFINS PIS Sal. Educação. CIDE IR IPI IVA-F Seguridade FAT/BNDES Educação Infra-Estrutura Básica de Transportes (29% Estados e Municípios) x% y% z% w% base ampla de partilha recomposição das fontes
  50. 50. 50 Ministério da Fazenda 50 Como Fica 21,5% FPE 23,5% FPM > 3% FNDR 1,8% FER base ampla de partilha (-) recomposição das fontes (+) competência residual (=) base de partilha federativa (igual à receita atual de IR+IPI)
  51. 51. 51 Ministério da Fazenda 51 IMPACTOS DA REFORMA TRIBUTÁRIA
  52. 52. 52 Ministério da Fazenda 52 ë Grande simplificação das obrigações tributárias, com redução expressiva de custos ë Redução da carga tributária ë Melhora das condições de concorrência e aumento da eficiência econômica ç Fim da guerra fiscal ç Redução da sonegação e da informalidade ë Desoneração completa dos investimentos ë Ganhos de competitividade com a eliminação da maior parte das incidências cumulativas, o fim do acúmulo de créditos nas exportações e o fim do favorecimento às importações Impactos para as Empresas
  53. 53. 53 Ministério da Fazenda 53 ë Desoneração da cesta básica, reduzindo a regressividade do sistema tributário brasileiro ë Aumento do emprego formal e estímulo a investimentos em setores intensivos em mão de obra ç Desoneração da folha de salários ç Redução do espaço para sonegação das empresas, reduzindo a economia informal ë Mudanças no sistema de tributos indiretos darão maior transparência sobre a carga tributária incidente sobre o custo dos bens de consumo ë Nova Política de Desenvolvimento Regional é mais eficiente do ponto de vista do aumento da renda dos Trabalhadores que o modelo atual Impactos para os Trabalhadores
  54. 54. 54 Ministério da Fazenda 54 ë Aumento da arrecadação com a redução da sonegação e o fim da guerra fiscal ë Adoção de mecanismos eficazes de desenvolvimento das regiões menos desenvolvidas do País, através do aprimoramento da Política de Desenvolvimento Regional ë Garantia de ressarcimento de eventuais perdas pelo Fundo de Equalização de Receitas, de modo a que nenhum Estado seja prejudicado pela Reforma ë Avanço na direção de um ambiente federativo mais solidário e justo Impactos para os Estados e Municípios
  55. 55. 55 Ministério da Fazenda 55 ë A mudança no sistema tributário terá um impacto relevante sobre o potencial de crescimento do País ç Com a reforma, a taxa anual de crescimento do PIB dos próximos 20 anos poderia ser elevada em 0,5 p.p. Impactos sobre o Crescimento Aumento do PIB Resultante da Reforma Tributária (%) Selic Média Selic e Capital de Giro (11,25%) (19,58%) Desoneração dos investimentos 2,5 3,7 Redução da cumulatividade Extinção do Salário Educação (compensada no IVA-F) Redução de 6 p.p. da contribuição patronal para previdência Total 10,9 12,2 4,1 Custo do Capital Mudanças Implementadas 2,6 1,3
  56. 56. 56 Ministério da Fazenda 56

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