BioGeo11-classificação das rochas sedimentares

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BioGeo11-classificação das rochas sedimentares

  1. 1. Prof. Ana Rita Rainho CLASSIFICAÇÃO DAS ROCHAS SEDIMENTARES
  2. 2. Classificação das rochas sedimentares Tendo em conta o tipo de sedimentos que deram origem à fracção dominante de uma rocha podemos considerar: Tipo de sedimentos Origem dos sedimentos Tipo de rocha Detritos Física e Química Detrítica Substâncias dissolvidas na água Química Quimiogénica Seres vivos ou resultantes da sua actividade Biológica Biogénica
  3. 3. Rochas detríticas  Formam-se a partir de fragmentos provenientes de outras rochas.    Podem ser: Constituem mais de 75% das rochas sedimentares Sedimentos classificados em função do tamanho. Não Consolidadas Diagénese Consolidadas
  4. 4. Rochas detríticas Detrito Dimensão (mm) Blocos > 256 Balastros: Seixos, calhaus Cascalhos Areão 256 a 64 64 a 8 8a2 Sedimento solto Rocha consolidada Cascalheiras de elementos angulosos ou rolados Brecha (elementos angulosos) Conglomerado (elementos rolados) Areias: Areia grosseira Areia média Areia fina 2 a 1/2 1/2 a 1/8 1/8 a 1/16 Areia Arenito ou grés Silte ou limo 1/16 a 1/256 Silte Siltitos Argilas < 1/256 Argila Argilitos
  5. 5. Brecha Sedimentos maiores, mais angulosos Conglomerado Sedimentos menores, mais arredondados
  6. 6. Arenito Siltito Argilito (Caulino)
  7. 7. Rochas argilosas Sedimentos são transportados durante longas distâncias devido às suas dimensões reduzidas Devido ao peso dos sedimentos originam rochas sucessivamente mais compactas - argilitos
  8. 8. Rochas argilosas   Raramente são rochas puras, incorporando outros minerais. O caulino (argila branca) é um argilito puro. Consoante a composição, assim as argilas assumem diferentes tonalidades.
  9. 9. Argilas: características  Rochas pouco duras, moldáveis.  Friáveis (reduzem-se a pó facilmente).  Cheiro a barro quando bafejadas.  Muito plásticas: deformam-se facilmente sem ruptura sob acção de pressões. Causam problemas em obras de engenharia – necessidade de estudar a geologia da zona antes de construir.
  10. 10. Argilas: características    Constituídas por partículas muito finas, aumentam de volume quando absorvem água. Quando saturadas tornam-se praticamente impermeáveis. Quando secam, perdem volume e formam-se fendas de retracção.
  11. 11. Resumindo… Balastros Areias Pressão Cimentação Pressão Cimentação Brechas Conglomerados Arenitos Siltes Argilas Pressão Siltitos Argilitos
  12. 12. Rochas Quimiogénicas  Formam-se a partir da precipitação de substâncias dissolvidas na água:  por alteração de condições de pressão e temperatura que levam à ocorrência de reacções de precipitação.  por evaporação da água (evaporitos). Estalactite Sal gema
  13. 13. Calcários de precipitação  Em ambiente marinho pode haver precipitação de CaCO3  Forte Redução do teor em CO2 das águas do mar Ca2+ + 2HCO3Variação do teor em CO2 CaCO3 + H20 + CO2 ondulação  Aumento de temperatura  Diminuição da pressão
  14. 14. Calcários de precipitação Calcário travertino
  15. 15. Calcários de precipitação - Modelado cársico Água das chuvas acidificada dissolve a calcite do maciço calcário. Iões dissolvidos: Ca2+ + 2HCO3- CaCO3 + H20 + CO2 (Calcite)
  16. 16. Modelado Cársico Calcários de precipitação
  17. 17. Estalactites Coluna Estalagmite Gruta de Alvados – Mira d’Aire
  18. 18. Modelado Cársico
  19. 19. Dolina Algar O lençol freático foi rebaixado deixando as galerias secas. O tecto em algumas áreas cede formando grutas de abatimento que ficam cheios de detritos. O solo da superfície rebaixa-se sobre os pontos em que ocorreram colapsos (dolinas de abatimento) ou pela dissolução do solo (dolinas de subsidência). Estalagmites e estalactites começam a formar-se nas galerias e grutas.
  20. 20. Campo de Lapiás perto do Casmilo
  21. 21. Dolina Dolina Minde: Dolinas formadas numa depressão maior, o polje.
  22. 22. Campo de dolinas no Norte de Espanha
  23. 23. Algar: Abertura que permite a comunicação de uma gruta subterrânea com o exterior.
  24. 24. Vista do interior da gruta à qual dá acesso o Algar do Pena
  25. 25. Evaporitos   Formam-se por evaporação da água onde os minerais se encontravam dissolvidos. Característicos de ambientes quentes e secos. A evaporação da água leva à precipitação dos minerais Gesso
  26. 26. Evaporitos  Dependendo dos minerais que se encontram dissolvidos e depois precipitam, pode formar-se: NaCl CaSO4 Sal-gema Gesso
  27. 27. Salar de Uyuni (Bolívia) A maior planície salgada do planeta. Cristais de Halite
  28. 28. Mina de Sal em Wieliczka, Polónia
  29. 29. Links (1 e 2) para algumas fotos da mina de sal de Loulé
  30. 30. Rochas biogénicas  Constituídas por restos de seres vivos ou que incorporam materiais resultantes da sua actividade. Calcários biogénicos Carvão Petróleo
  31. 31. Calcários biogénicos  Formados por consolidação de peças esqueléticas do organismo que se depositam após a morte no seio de uma matriz inorgânica. Calcário conquífero Ver pag. 68 do manual (areal) Calcário recifal
  32. 32. Carvão Forma-se quando matéria vegetal é rapidamente enterrada e colocada em anaerobiose. (Frequente em pântanos). -Aumento de pressão e temperatura -Metabolismo bacteriano -Perda de água e voláteis -Enriquecimento em carbono -Aumento do potencial calorífico
  33. 33. Turfa Lignite Carvão betuminoso Potencial calorífico Antracite
  34. 34. Petróleo e gás natural Rocha-cobertura Rocha impermeável que impede a migração do petróleo e do gás até à superfície Rocha-armazém Camada rochosa permeável onde o petróleo se acumula Rocha-mãe Camada rochosa onde o petróleo teve origem
  35. 35. Armadilhas petrolíferas Estruturas geológicas que permitem que o petróleo e o gás natural fiquem confinados e não migrem até à superfície. Podem ser falhas, dobras, domas salinos, …
  36. 36. Aproveitamento de hidrocarbonetos
  37. 37. Mais material disponível em www.biogeolearning.com

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