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um resort nao e algo que se constroi e depois se abandona a sua sorte publicoimobiliario 150709

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Turismo residencial tem de aumentar base de procura para os seus projectos. Andrew Coutts, presidente do Grupo ILM, analisa turismo residencial em Portugal. Defende a necessidade de encontrar novos mercados de clientes e diz que a recuperação está a começar.

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um resort nao e algo que se constroi e depois se abandona a sua sorte publicoimobiliario 150709

  1. 1. Tiragem: 60099 Pág: 4 País: Portugal Cores: Preto e Branco Period.: Semanal Área: 29,32 x 15,27 cm² ID: 25956766 15-07-2009 | Imobiliário Âmbito: Informação Geral Corte: 1 de 3 “Um resort não é algo que se constrói e que depois se abandona à sua sorte” Andrew Coutts, presidente do Grupo ILM, analisa turismo residencial em Portugal. Defende necessidade de encontrar novos mercados de clientes e diz que recuperação está a começar juntar todos estes especialistas nas dos requisitos que são pedidos pelos Qualquer investimento será um dizer que os três factores-chave em Rui Pedro Lopes mais diferentes áreas, num ambiente bancos para uma reavaliação das verdadeiro ‘tiro no escuro’? qualquer investimento imobiliário PÚBLICO Imobiliário – Porque de verdadeiro ‘brainstorming’, para condições de investimento, a rapi- Se for planeado pela via mais fácil eram a localização, a localização e é que decidiram desenvolver perceber o que é melhor, ou não, pa- dez de resposta é uma necessidade e directa sim. Aquilo em que mais a localização. Senso-comum, dirão um produto como a Análise de ra um determinado investimento. premente. Um dos desafios que en- reflicto é sobre que tipo de análises alguns, mas o que é facto é que estas Investimentos Turísticos (AIT)? Estamos a falar de uma espécie frentamos em Portugal é o facto de de mercado devem ser feitos para noções se têm perdido nos últimos Andrew Coutts – Desenvolvemos este de conselho de sábios, mas cada o mercado estar cada vez mais com- projectos que estão previstos para anos. Há quem me diga que este produto tendo em conta o contex- um na sua especialidade? petitivo, sobretudo em algumas regi- Évora ou para o Alqueva. Quais os “terreno é muito bonito, que tem to muito específico de dificuldade É isso. O que fazemos é pegar nestas ões. Contudo, uma das dificuldades processos que terão de ser colocados vistas magníficas” e por aí fora e eu em que se encontra actualmente o pessoas e nos resultados da análise com que o mercado se depara é a em prática? Onde estão os elemen- respondo-lhe “thank you very much, mercado. Existem consultoras que actual do mercado e concentramo- existência de poucos projectos turís- tos comparativos? E isso requer algo that’s great”. Mas a questão é como produzem avaliações, estudos de nos num produto específico. A ex- ticos concluídos que possam servir para o qual a ILM Advisory se tem é que conseguimos fazer do projecto viabilidade, estudos de mercado e periência destas pessoas decorre do de comparação. Se, por exemplo, vindo a preparar – a organização de um oceano azul de sucesso? No caso isso é bom. Nós também o fazemos. trabalho directo no campo, no dia-a- na região Oeste, temos o Praia d’El um processo abrangente, com meto- de Évora, temos muitos projectos Mas pensámos que seria necessário dia. Estamos a falar dos melhores em Rey, o Campo Real e o Bom Sucesso, dologias muito bem definidas e com previstos para esta zona, pelo que desenvolver uma ferramenta que cada área específica. no Alentejo temos pouco ou nada conceitos bem estruturados. é importante para o consultor ter fosse mais além, que permitisse uma No fundo, o AIT aproveita tudo construído. Em Évora, por exemplo, Neste tipo de situações, o vosso aquilo a que chamamos de “market verdadeira análise do investimento. o que é a experiência da ILM, e apesar de estarem previstos vários trabalho é sobretudo empírico? intelligence”, ou seja, entender as Esta ferramenta tem por base filoso- de todos os seus parceiros, e con- projectos, ainda não há nada, pelo O que se pode fazer para contor- características principais do projec- fias e informações existentes na ILM, grega tudo isso na avaliação de que qualquer investimento que se fa- nar algumas das dificuldades que to, dos mercados da procura e per- recorrendo também ao conheci- um projecto, nas mais diferentes ça será sempre um risco, porque não referiu? ceber o que poderá ser a oferta dos mento e experiência dos nossos es- vertentes? existe informação sobre os projectos A primeira coisa que fazemos é levar concorrentes. pecialistas. E estes especialistas são Sim e de uma maneira muito efi- já efectuados, nem respostas do mer- o promotor ou investidor “back to Trata-se de conhecer um pouco nossos associados. O que fazemos é ciente. Por exemplo, no contexto cado a esses desenvolvimentos. basics”. Conrad Hilton costumava melhor a concorrência e anteci-
  2. 2. Tiragem: 60099 Pág: 5 País: Portugal Cores: Cor Period.: Semanal Área: 17,60 x 34,32 cm² ID: 25956766 15-07-2009 | Imobiliário Âmbito: Informação Geral Corte: 2 de 3 par aquilo que ela estará a pre- parar? Sim. O mais importante, antes de avançar, é realizar uma análise SWOT. Aqui reunimos muita infor- mação e depois fazemos uma pausa, tentando perceber se valerá ou não a pena, ao promotor, avançar com o projecto. Já alguma vez a ILM Advisory, en- quanto consultores, teve de dizer isso a um promotor? Sim, em muitos casos. O mercado conhece-nos por essa frontalidade, pela nossa sinceridade. Goste-se ou não. Nós recorremos bastante à ‘due diligence’ e isso permite-nos análises muito rigorosas e que mostram ao cliente como são as coisas verdadei- ramente, e não aquilo que ele gosta- ria de ouvir sobre os seus projectos. Há cerca de dois anos estavam perto de 60 projectos de turismo residencial em pipeline para os próximos 15 anos. Não será um número exagerado para a dimen- são do nosso país? Penso que existiu demasiado hype neste mercado. O hype é sempre perigoso, e em mercados quentes “O mercado conhece-nos pela nossa frontalidade e sinceridade”, temos sempre muito hype. Essa situ- constata Andrew Coutts ação resultou do facto de muitos pro- motores estarem à procura de novas fazer este ano foi juntar as nossas ter com dez promotores e dez agen- áreas de actividade, novas apostas de forças e estruturar os nossos recur- tes imobiliários, dos mais reconhe- negócio e assumiram que o turismo sos humanos, os nossos conhecimen- cidos do nosso mercado, e pedimos residencial seria a próxima área on- tos em três diferentes unidades de que respondessem a essas pergun- de deveriam apostar, sem terem mui- negócio. Portanto, criámos aquilo a tas. O que queríamos era aquilatar to bem a noção das reais implicações que chamamos de Grupo ILM, que da performance do mercado, bem deste tipo de negócio. Um resort não funciona como o guarda-chuva para como o seu sentimento e níveis de é algo que se constrói e que depois se as unidades de negócio existentes: a confiança. Algumas das questões que abandona à sua sorte. já existente ILM Advisory que man- colocámos eram bastante directas, O que é que a actual crise, nomea- tém a sua parceria com a THR, a até porque o objectivo era obter da- damente ao nível do financiamento, NEX Development Managment e a dos claros sobre a situação actual do poderá trazer, por exemplo, para os VHM Hospitality Asset Managment. mercado. Os resultados destes ques- projectos de turismo residencial que Desde logo, o NEX assume respon- tionários são analisados, tratados ainda estão em plano? sabilidade total pelo processo de e publicados a cada quatro meses. Nós temos uma posição muito clara planeamento e desenvolvimento dos Assim poderemos comparar a evolu- acerca disso. Começámos a pensar projectos, algo que, por exemplo, já ção do próprio mercado. nisso neste último ano e o nosso leit- vínhamos fazendo, de há alguns anos Dos resultados já apurados, qual motiv em 2009 é repensar. Com o a esta parte, no caso do Six Senses é o sentimento geral do mercado? tempo, surge a oportunidade de po- Corte Velho. O que fizemos com a Existe uma frase interessante na dermos repensar as coisas, reavaliar NEX foi formalizar um serviço que já língua inglesa e que pode servir estratégias, quer estejam numa fase era prestado pela nossa empresa. No para resumir o momento actual do inicial ou próximas da conclusão. E caso da VHM, a ideia é termos uma mercado: “the appearance of green o AIT é um bom instrumento para unidade que possa gerir os activos shoots” (o aparecimento de peque- ajudar nesse processo de repensar. turísticos em operação, até porque nos rebentos). Ou seja, estamos a Portanto, o que assistimos neste essa tarefa sempre esteve muito pre- assistir a alguns sinais de que o mer- momento é que são vários os promo- sente no ADN da nossa empresa. cado está a recuperar, mas de forma tores a suspender os seus projectos, São unidades que vão congregar bastante paulatina. Posso afiançar seja por vontade própria, ou porque os profissionais já existentes na que em algumas zonas do Algarve, os o banco não empresta o dinheiro empresa? investidores estão a reaparecer, após para o investimento. O que espero é Sim. Além disso, neste momento, o que chamaria o final da síndrome que este tempo seja usado de forma estamos a desenvolver um novo ser- de “wait and see” (esperar para ver). inteligente por esses promotores viço que é dirigido aos bancos e no São sobretudo investidores, que não para que, quando o mercado estiver qual o AIT será uma componente necessitam de recorrer a financia- novamente em alta, os seus projectos importante. Trata-se de um serviço mento bancário. possam estar preparados para triun- que auxiliará os bancos na avaliação Na sua óptica, o que é que ainda far. Posso adiantar que temos vários dos projectos que solicitam financia- falta ao turismo residencial para promotores no Algarve que estão a mento. ser mais competitivo? reavaliar os seus projectos, numa O que é o “10-10-10” e qual é o O que temos de fazer é aumentar a fase em que os mesmos ainda estão objectivo deste grupo? base de procura para os nossos pro- em loteamento. Durante o último Verão, fomos ques- jectos. É preciso apostar em novos A ILM integrou recentemente tionados por várias vezes acerca da mercados. Além disso, é necessário na sua estrutura de grupo mais maneira como sentíamos o futuro entender que temos de competir duas unidades de negócio: a Nex deste mercado, ou seja, o que iria com Espanha na captação de clientes Development Manager e a VHM acontecer futuramente. E o que para os produtos imobiliários nacio- Hospitality Asset Management? concluímos foi que para sentir o nais. Temos de aproveitar a oportu- Que unidades são estas? mercado era preciso estar dentro nidade actual, em que os nossos vizi- No mercado português existe a ne- dele. Portanto, o que decidimos foi ir nhos estão a braços com uma grave cessidade de diferenciar claramente buscar esse sentimento ao mercado crise e fazer tudo para que o destino os serviços oferecidos, e esse é o ca- e criámos uma coisa extremamente Portugal se sobreponha a Espanha. so da ILM, que se diferencia da con- simples, um mecanismo que permite Neste momento quais são as corrência pela nossa competência, monitorizar a performance do mer- maiores ameaças, em termos de nosso know-how e a nossa filosofia cado de turismo residencial. Foi isso turismo residencial, para o mer- de trabalho. E portanto, nós temos que fizemos! Faltava apenas encon- cado português? evoluído numa determinada direc- trar as pessoas ideias para perceber A forte dependência dos mercados ção, para uma filosofia específica de qual era o sentimento do mercado. emissores tradicionais, Espanha e o trabalho. Assim, o que resolvemos Elaborámos dez perguntas e fomos financiamento bancário.
  3. 3. Tiragem: 60099 Pág: 1 País: Portugal Cores: Preto e Branco Period.: Semanal Área: 29,03 x 9,52 cm² ID: 25956766 15-07-2009 | Imobiliário Âmbito: Informação Geral Corte: 3 de 3 Turismo residencial tem de “aumentar a base de procura” para os seus projectos Andrew Coutts, presidente do Grupo ILM, diz que é “preciso apostar” em novos mercados e que recuperação do sector está a iniciar-se paulatinamente. Entrevista nas páginas 4 e 5

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