MODERNISMO –PRIMEIRA FASE 1922 A1930   CARACTERÍSTICAS
A primeira fase, conhecida como    heroica, compreende o período de 1922 a    1930 e apresenta o desejo de liberdade, de  ...
Essa       primeira      fase    foipredominantemente poética, entretanto,encontramos também alguns textos emprosa.    Nes...
   ROMPIMENTO COM TODAS AS    ESTRUTURAS DO PASSADO   CARÁTER ANÁRQUICO E DESTRUIDOR   BUSCA DO MODERNO, DO ORIGINAL E ...
   PARÓDIAS, HUMOR   VALORIZAÇÃO DO ÍNDIO    VERDADEIRAMENTE BRASILEIRO   DUAS VERTENTES DO NACIONALISMO:    DE UM LADO...
PRINCIPAIS OBRAS EREPRESENTANTES   MÁRIO DE ANDRADE     “Eu sou um escritor difícil     Que a muita gente enquisila,     ...
Mário de Andrade   Foi um apaixonado pela cidade de São Paulo.   Era um escritor irreverente e criativo. Em    seus text...
Está fundado o Desvairismo.Este prefácio, apesar de interessante, inútil.(...)Alguns dados. Nem todos. Sem conclusões.Para...
Esse ar de deboche presente no prefáciose estende por todo o livro, mas Mário deAndrade não escreveu só poesias, poisescre...
O livro Macunaíma que apresenta osubtítulo herói sem nenhum caráter é umromance     rapsódia,     que     discute   anacio...
“No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa  gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um  mo...
Macunaíma era debochado, malandro, umgaroto terrível, bem diferente da imagem quetínhamos de um herói, tanto que Macunaíma...
EU SOU TREZENTOS... Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cincoenta, As sensações renascem de si mesmas sem repouso, Ôh espelh...
DESCOBRIMENTOAbancado à escrivaninha em São PauloNa minha casa da rua Lopes ChavesDe supetão senti um friúme por dentro.Fi...
OSWALD DE ANDRADE   Oswald de Andrade é considerado o autor mais    irreverente, combativo e polêmico da 1ª fase    moder...
Erro de português           PronominaisQuando o português chegou   Dê-me um cigarroDebaixo duma bruta chuva    Diz a gramá...
Perceberam a diferença e o humor. Muitodiferente dos poemas parnasianos.    Oswald também escreveu em prosa, e temcomo um ...
MANUEL BANDEIRA   Num primeiro momento se mostra preso aos valores    parnasianos, mas com o passar do tempo, se    trans...
Mas é com o poema intitulado Poéticaque nós encontramos as principaiscaracterísticas de sua obra. Vejamos algunsfragmentos...
PoéticaEstou farto do lirismo comedidoDo lirismo bem comportadoDo lirismo funcionário público com livro de ponto expedient...
A ironia foi também uma outra característica de bandeira. Perceba-ano texto abaixo:PneumotóraxFebre, hemoptise, dispneia e...
MANUEL BANDEIRA
Arte de amar   Se queres sentir a felicidade de     amar, esquece a tua alma.    A alma é que estraga o amor.   Só em Deus...
TREM DE FERRO                                        Oô... Café com pão                                        Foge, bicho...
Quando me prendero        Vou depressa                          Vou correndoNo canaviá                Vou na todaCada pé d...
O último poema Assim eu quereria o meu último poema. Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais Q...
ANTÔNIO DE ALCÂNTARAMACHADO   PROSA   BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA   LARANJA DA CHINA
CARACTERÍSTICAS DA OBRABRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA   ONZE CONTOS CARACTERIZADOS    COMO NOTÍCIAS   LINGUAGEM CONCISA   F...
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Modernismo brasil 1ª fase

  1. 1. MODERNISMO –PRIMEIRA FASE 1922 A1930 CARACTERÍSTICAS
  2. 2. A primeira fase, conhecida como heroica, compreende o período de 1922 a 1930 e apresenta o desejo de liberdade, de ruptura e de destruição do passado como características marcantes. Os principais autores são: Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Manuel Bandeira Alcântara Machado.
  3. 3. Essa primeira fase foipredominantemente poética, entretanto,encontramos também alguns textos emprosa. Neste período nós encontramos comograndes marcas a negação do passado, avalorização poética do cotidiano, onacionalismo e a liberdade linguística,basicamente através da incorporação dalinguagem coloquial e o Anarquismo.
  4. 4.  ROMPIMENTO COM TODAS AS ESTRUTURAS DO PASSADO CARÁTER ANÁRQUICO E DESTRUIDOR BUSCA DO MODERNO, DO ORIGINAL E DO POLÊMICO VOLTA ÀS ORIGENS DO PAÍS PROCURA DE UMA “LÍNGUA BRASILEIRA”
  5. 5.  PARÓDIAS, HUMOR VALORIZAÇÃO DO ÍNDIO VERDADEIRAMENTE BRASILEIRO DUAS VERTENTES DO NACIONALISMO: DE UM LADO, O CRÍTICO, LIDERADO POR OSWALD DE ANDRADE; POR OUTRO, UM NACIONALISMO UFANISTA, LIDERADO POR PLÍNIO SALGADO
  6. 6. PRINCIPAIS OBRAS EREPRESENTANTES MÁRIO DE ANDRADE “Eu sou um escritor difícil Que a muita gente enquisila, Porém essa culpa é fácil De se acabar de uma vez: E só tirar a cortina Que entra luz nesta escuridez.” (A Costela de Grão Cão)
  7. 7. Mário de Andrade Foi um apaixonado pela cidade de São Paulo. Era um escritor irreverente e criativo. Em seus textos buscou romper as estruturas até então tidas como modelos. Buscava o resgate da linguagem cotidiana, do popular e do folclórico. Com seu texto Pauliceia desvairada, é que temos como primeiro livro totalmente modernista. Vejamos o prefácio desse livro:  Leitor:
  8. 8. Está fundado o Desvairismo.Este prefácio, apesar de interessante, inútil.(...)Alguns dados. Nem todos. Sem conclusões.Para quem me aceita são inúteis ambos.Os curiosos terão prazer em descobrir minhas conclusões, confrontando obra e dados.Para quem me rejeita trabalho perdido explicar o que, antes De ler, já não aceitou.(...)Quando sinto a impulsão lírica escrevo sem pensar tudo o que meu inconsciente me grita.Penso depois: não só para corrigir, como para justificar o que escrevi. Daí a razão deste prefácio Interessantíssimo.(...)
  9. 9. Esse ar de deboche presente no prefáciose estende por todo o livro, mas Mário deAndrade não escreveu só poesias, poisescreveu em prosa, e ele escreveu umromance muito conhecido, Macunaíma, quenão apresenta as característica de umromance como nós conhecemos.
  10. 10. O livro Macunaíma que apresenta osubtítulo herói sem nenhum caráter é umromance rapsódia, que discute anacionalidade brasileira. E o que é uma rapsódia? É umacomposição que mistura elementosmusicais com elementos do folclore dacultura popular e, é justamente isso queMario de Andrade faz em Macunaíma. No livro ele conta a história do índio quede preto virou branco, a história deMacunaíma que significava um grande mal.
  11. 11. “No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que o silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamara Macunaíma. Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar, exclamava: _ Ai! que preguiça! ... e não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho e Jiguê na força de homem. O divertimento dele era decepar cabeça de saúva.Vivia deitado mas si punha os olhos em dinheiro, Macunaíma dandava pra ganhar vintém. E também espertava quando a família ia tomar banho no rio, todos juntos e nus (...) No mucambo si alguma cunhatã se aproximava dele pra fazer festinha, Macunaíma punha a mão nas graças dela, cunhatã se afasta (...)”
  12. 12. Macunaíma era debochado, malandro, umgaroto terrível, bem diferente da imagem quetínhamos de um herói, tanto que Macunaímaé considerado um anti-herói se comparadoaos heróis românticos. Macunaíma mexia com todo mundo, erapreguiçoso, não queria saber de trabalhar.Esse texto é considerado o grande marco domodernismo, tanto que volta e meia, eleaparece nos grandes vestibulares do Brasil.
  13. 13. EU SOU TREZENTOS... Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cincoenta, As sensações renascem de si mesmas sem repouso, Ôh espelhos, ôh ! Pirineus ! Ôh caiçaras ! Si um deus morrer, irei no Piauí buscar outro ! Abraço no meu leito as milhores palavras, E os suspiros que dou são violinos alheios; Eu piso a terra como quem descobre a furto Nas esquinas, nos táxis, nas camarinhas seus próprios beijos ! Eu sou trezentos, sou trezentos-e-cincoenta, Mas um dia afinal toparei comigo... Tenhamos paciência, andorinhas curtas, Só o esquecimento é que condensa, E então minha alma servirá de abrigo. Mário de Andrade
  14. 14. DESCOBRIMENTOAbancado à escrivaninha em São PauloNa minha casa da rua Lopes ChavesDe supetão senti um friúme por dentro.Fiquei trêmulo, muito comovidoCom o livro palerma olhando pra mim.Não vê que me lembrei que lá noNorte, meu Deus!muito longe de mimNa escuridão ativa da noite que caiuUm homem pálido magro de cabeloescorrendo nos olhos,Depois de fazer uma pele com a borrachado dia,Faz pouco se deitou, está dormindo.Esse homem é brasileiro que nem eu.Mário de Andrade
  15. 15. OSWALD DE ANDRADE Oswald de Andrade é considerado o autor mais irreverente, combativo e polêmico da 1ª fase modernista. Foi o idealizador dos principais manifestos que ocorreram nesse período. Sua obra é toda marcada pela ironia, pelo humor, pois é o mais debochados dos poetas modernistas. Ele inova ao trazer o elemento nacional para a literatura sob a roupagem modernista. É o criador do poema piada, poema pílula, ou seja, textos curtos, mas que carregam uma grande carga poética.
  16. 16. Erro de português PronominaisQuando o português chegou Dê-me um cigarroDebaixo duma bruta chuva Diz a gramáticaVestiu o índio Do professor e do alunoQue pena! E do mulato sabidoFosse uma manhã de sol Mas o bom negro e o bomO índio tinha despido brancoO português. Da nação brasileira Dizem todos os dias Deixa disso camarada Me dá um cigarro.
  17. 17. Perceberam a diferença e o humor. Muitodiferente dos poemas parnasianos. Oswald também escreveu em prosa, e temcomo um de seus maiores livros Memóriasentimentais de João Miramar - Nesselivro, Oswald rompe com os esquemastradicionais da narrativa. Os capítulos sãocurtíssimos, apresentando-se como pequenosfragmentos justapostos, próximos da técnicada pintura cubista, que representava aomesmo tempo, as várias faces de um objetoou situação, o que impossibilita uma leituralinear.
  18. 18. MANUEL BANDEIRA Num primeiro momento se mostra preso aos valores parnasianos, mas com o passar do tempo, se transforma num dos grandes representantes do modernismo. É a partir do livro Libertinagem que Manuel Bandeira se firma realmente como um poeta modernista. A partir desse livro, seus textos se aproximam muito do linguajar coloquial e os temas são bem diversificados. Tudo para o autor era tema poético, partindo de frases corriqueiras, fala dos meninos negros, das negras, das irenes de até notícias retiradas de jornal, e chega ao ponto de brincar com sua própria doença, a tuberculose.
  19. 19. Mas é com o poema intitulado Poéticaque nós encontramos as principaiscaracterísticas de sua obra. Vejamos algunsfragmentos desse texto:
  20. 20. PoéticaEstou farto do lirismo comedidoDo lirismo bem comportadoDo lirismo funcionário público com livro de ponto expediente protocolo e[manifestações de apreço ao sr. DiretorEstou farto do lirismo que para e vai averiguar no dicionário o cunho[vernáculo de um vocábuloAbaixo aos puristasTodas as palavras sobretudo os barbarismos universaisTodas as construções sobretudo as sintaxes de exceçãoTodos os ritmos sobretudo os inumeráveis(...)Quero antes o lirismo dos loucosO lirismo dos bêbadosO lirismo difícil e pungente dos bêbadosO lirismo dos clowns de Shakespeare- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação
  21. 21. A ironia foi também uma outra característica de bandeira. Perceba-ano texto abaixo:PneumotóraxFebre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.A vida interia que podia ter sido e que não foi.Tosse, tosse, tosse.Mandou chamar o médico:_ Diga trinta e três. _ Trinta e três ... trinta e três ... trinta e três ..._ Respire...................................................................................... _ O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado._ Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?_ Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.
  22. 22. MANUEL BANDEIRA
  23. 23. Arte de amar Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma. A alma é que estraga o amor. Só em Deus ela pode encontrar satisfação. Não noutra alma. Só em Deus — ou fora do mundo. As almas são incomunicáveis. Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
  24. 24. TREM DE FERRO Oô... Café com pão Foge, bicho Café com pão Foge, povo Café com pão Passa ponte Passa poste Virge Maria que foi isso maquinista? Passa pasto Passa boi Agora sim Passa boiada Café com pão Passa galho Agora sim Da ingazeira Voa, fumaça Debruçada Corre, cerca Ai seu foguista No riacho Bota fogo Que vontade Na fornalha De cantar! Que eu preciso Muita força Oô... Muita força (café com pão é muito bom) Muita força (trem de ferro, trem de ferro)
  25. 25. Quando me prendero Vou depressa Vou correndoNo canaviá Vou na todaCada pé de cana Que só levoEra um oficiá Pouca gente Pouca genteOô... Pouca gente...Menina bonita (trem de ferro, trem de ferro)Do vestido verdeMe dá tua bocaPra matar minha sede (Manuel Bandeira in "Estrela da Manhã"Oô... 1936)Vou mimbora vou mimboraNão gosto daquiNasci no sertãoSou de OuricuriOô...
  26. 26. O último poema Assim eu quereria o meu último poema. Que fosse terno dizendo as coisas mais simples e menos intencionais Que fosse ardente como um soluço sem lágrimas Que tivesse a beleza das flores quase sem perfume A pureza da chama em que se consomem os diamantes mais límpidos A paixão dos suicidas que se matam sem explicação.
  27. 27. ANTÔNIO DE ALCÂNTARAMACHADO PROSA BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA LARANJA DA CHINA
  28. 28. CARACTERÍSTICAS DA OBRABRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA ONZE CONTOS CARACTERIZADOS COMO NOTÍCIAS LINGUAGEM CONCISA FLASHES CINEMATOGRÁFICOS PERSONAGENS ÍTALO-BRASILEIRAS COSTUMES DE IMIGRANTES ITALIANOS QUE INFLUENCIARÃO A CULTURA PAULISTANA NARRATIVA ISENTA DE DESCRIÇÕES

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