UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULOFACULDADE DE COMUNICAÇÃOCURSO DE RÁDIO, TV E INTERNETBRENO HENRIQUE FIGUEIREDO DE OLIVE...
BRENO HENRIQUE FIGUEIREDO DE OLIVEIRACAMILA LAZARESKO MADRIDDENISE SZABORICARDO CESTARI JUNIORTrabalho de Conclusão de Cur...
BRENO HENRIQUE FIGUEIREDO DE OLIVEIRACAMILA LAZARESKO MADRIDDENISE SZABORICARDO CESTARI JUNIORTrabalho de Conclusão de Cur...
RESUMOSexo, Legumes e Rock „n‟ Roll é uma plataforma de conteúdo multimídia proposta comoTrabalho de Conclusão de Curso de...
SUMÁRIO1 APRESENTAÇÃO.................................................................................................. 72...
5.2.1 Breve Histórico da Internet....................................................................... 375.2.2 A Interne...
6.5.4 Linha Editorial ....................................................................................... 1596.6 DISTR...
71 APRESENTAÇÃOSexo, Legumes e Rock ‘n’ Roll é uma plataforma multimidia de conteúdo digital eaudiovisual, proposta para o...
8explorar as vantagens do modelo de comunicação digital foi veiculação em um Blog, já que omesmo gera engajamento de deter...
92 OBJETIVOS2.1 OBJETIVO GERALRealizar uma experiência multimídia de 3 meses na transmissão de um programa derádio ao vivo...
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153.3 PÚBLICO ALVOSexo, Legumes e Rock „n‟ Roll é direcionado ao público jovem, homens e mulheres,com idade entre 18 e 24 ...
16Por fim, foi importante localizar a presença do público-alvo no consumo de uma mídiacomo o podcast. Para isso, o grupo r...
17para tomar como referência questões de organização, categorização e navegação. A maioriadeles exibe uma configuração sem...
18específicos, como “piadas nerds” ou “músicas para se escutar em um motel”. Os títulos dessascategorias dependem muito da...
194 JUSTIFICATIVA4.1 INTERESSE DO PÚBLICO ALVO PELO TEMA4.1.1 Entretenimento e HumorO jovem, em especial, o universitário,...
20do sexo para construir conteúdo, e conseguem agregar quantidades consideráveis deinternautas que se interessam.A seguir,...
21SexyShake11do Multishow aposta na plataforma online, agregando outros curadores deconteúdo sobre sexo, além de usar o bl...
22 Mais de um apresentador está presente o tempo todo no programa, provocandouma atmosfera de conversa ao invés de entrev...
23Similaridades: A temática de sexo está pesadamente empregada em ambos programas, sendoassunto principal; A inserção da...
244.2.2 Blogs com Veiculação ComercialTestosterona - O Blog do Macho ModernoDescrição do Blog (Pelo Autor): “Blog de humor...
25 Há três apresentadores no podcast, sendo que todos estão presentes postandoconteúdos em redes sociais e no próprio blo...
264.2.3 Programa de RádioPretinho BásicoResumo do Programa: conduzido por Alexandre Frette, Pretinho Básico é um programad...
27 Diferenciais: Não é um programa que fala sobre sexo; O Blog não é completamente integrado ao programa de rádio; Não...
28preencher uma importante lacuna na publicidade digital, mostrando que existe demanda demarcas querendo firmar sua presen...
29vídeo ou participem nas redes sociais de determinada campanha. É possível combinar umpublieditorial com a área de destaq...
305 REFERENCIAL TEÓRICO5.1 RÁDIO E COMUNICAÇÃOO rádio contemporâneo enfrenta mudanças e desafios de grande porte, que incl...
31No mesmo ano, além das emissoras oficiais, pessoas comuns já testavam suas própriastransmissões, como Frank Conrad, que ...
32Com o crescimento da comunicação massiva e o fortalecimento da ditadura de GetúlioVargas, surge também nesta época o DIP...
33informações.(...)Associando esta fórmula à cobertura esportiva, a emissoraganha audiência e prestígio. ( Ferrareto, 2001...
345.1.4 O Rádio na AtualidadeO rádio foi reencontrando seu lugar durante as décadas de 60, 70 e 80, até que chegamos anos ...
35A internet ganhou de vez o papel de protagonista na publicidade. Diversasmarcas (como CCAA, Nissan, Oi, Pantene, Hipogló...
36O que existe hoje é bem maior, se não assustador: as pessoas estão geolocalizadasindividualmente através de seus smartph...
375.2.1 Breve Histórico da InternetA Internet representa atualmente um reflexo de todo o processo de sua criação edesenvol...
38ARPA gerenciava, PRNET e SATNET. Isso introduziu um novo conceito:uma rede de redes (Castells, 2003, p.11)21A conversa e...
39pouco tempo, a mesma já estava conectada com a ARPANET e, eventualmente, as duas redesse fundiram. Com isso, várias rede...
40que a informação deveria ser concebida de maneira mais simples e de fácil acesso a todos osfuncionários.Berners-Lee, ape...
41Desenvolvido por Marc Andreessen e Eric Bina no Centro Nacional para Aplicaçõesem Supercomputadores da Universidade de I...
42Enquanto a Internet começou nas mentes de cientistas da computação noinício da década de 60, uma rede de computadores fo...
43O que aconteceu, na verdade, foi bem diferente do que a Time ou a Newsweekafirmaram. Até o final de 2011, o site Interne...
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47como serviços digitais por uma rede, as restrições desaparecem.” (CARR,2008, p.107-108).A rede de computadores é versáti...
48Se essa é a “teia” idealizada por Tim Berners-Lee na criação da World Wide Web, é agoratambém uma nuvem gigantesca e cre...
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  1. 1. UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULOFACULDADE DE COMUNICAÇÃOCURSO DE RÁDIO, TV E INTERNETBRENO HENRIQUE FIGUEIREDO DE OLIVEIRACAMILA LAZARESKO MADRIDDENISE SZABORICARDO CESTARI JUNIORSÃO BERNARDO DO CAMPO2012
  2. 2. BRENO HENRIQUE FIGUEIREDO DE OLIVEIRACAMILA LAZARESKO MADRIDDENISE SZABORICARDO CESTARI JUNIORTrabalho de Conclusão de Curso apresentado nocurso de graduação à Universidade Metodista deSão Paulo, Faculdade de Comunicação, CursoRádio, Tv e Internet.Orientação: Prof. Diego FrancoSÃO BERNARDO DO CAMPO2012
  3. 3. BRENO HENRIQUE FIGUEIREDO DE OLIVEIRACAMILA LAZARESKO MADRIDDENISE SZABORICARDO CESTARI JUNIORTrabalho de Conclusão de Curso apresentado nocurso de graduação à Universidade Metodista deSão Paulo, Faculdade de Comunicação, CursoRádio, Tv e Internet.Orientação: Prof. Diego FrancoÁrea De Concentração:Data da Defesa: 05 de dezembro de 2012BANCA EXAMINADORA___________________________________________________________________________________________________________________________________________________SÃO BERNARDO DO CAMPO2012
  4. 4. RESUMOSexo, Legumes e Rock „n‟ Roll é uma plataforma de conteúdo multimídia proposta comoTrabalho de Conclusão de Curso de Rádio, TV e Internet da Universidade Metodista de SãoPaulo. A plataforma vem tratar essencialmente do tema sexo, com abordagem humorística edescontraída e utilizar como pano de fundo o rock, seja como música ou como estilo de vida.Contempla: um programa de rádio digital ao vivo veiculado online via streaming,disponibilizado posteriormente como podcast para download e audição; um Blog em que opodcast é publicado junto a outros conteúdos relacionados às temáticas propostas (sexo erock), seja em texto, foto, vídeo ou outros formatos digitais; e a distribuição e divulgaçãoatravés das Redes Sociais.Palavras-Chave: Blog; Comunicação; Comunicação Digital; Internet; Multimídia; Podcast;Rádio; Rádio, TV e Internet; Redes Sociais; Rock „n‟ Roll; Sexo.
  5. 5. SUMÁRIO1 APRESENTAÇÃO.................................................................................................. 72 OBJETIVOS............................................................................................................ 92.1 OBJETIVO GERAL ......................................................................................... 92.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS ............................................................................ 93 PROPOSTA DE TRABALHO .............................................................................. 103.1 GÊNERO........................................................................................................ 103.2 FORMATO..................................................................................................... 113.2.2 Locutores e Personagens .......................................................................... 113.2.2 Estrutura do Programa.............................................................................. 133.3 PÚBLICO ALVO ........................................................................................... 153.4 VEICULAÇÃO .............................................................................................. 164 JUSTIFICATIVA.................................................................................................. 194.1 INTERESSE DO PÚBLICO ALVO PELO TEMA......................................... 194.1.1 Entretenimento e Humor .......................................................................... 194.1.2 Sexo e Comportamento ............................................................................ 194.2. PRODUTOS SIMILARES E DIFERENCIAL ............................................... 214.2.1 Programas Relacionados a Sexo ............................................................... 214.2.2 Blogs com Veiculação Comercial............................................................. 244.2.3 Programa de Rádio................................................................................... 264.3 VIABILIDADE COMERCIAL....................................................................... 275 REFERENCIAL TEÓRICO .................................................................................. 305.1 RÁDIO E COMUNICAÇÃO.......................................................................... 305.1.1 Das origens à Era de Ouro........................................................................ 305.1.2 TV: o Primeiro Desafio ............................................................................ 325.1.3 A Frequência Modulada e a Segmentação ................................................ 335.1.4 O Rádio na Atualidade ............................................................................. 345.2 COMUNICAÇÃO DIGITAL.......................................................................... 35
  6. 6. 5.2.1 Breve Histórico da Internet....................................................................... 375.2.2 A Internet Comercial................................................................................ 425.2.3 Novo Modelo de Comunicação ................................................................ 445.2.4 Computação na Nuvem ............................................................................ 465.2.5 Conteúdo Gerado por Usuários................................................................. 485.2.6 Cultura da Convergência .......................................................................... 515.3 ARTE, VISUAL E ROCK „N‟ ROLL............................................................. 555.3.1 Uma breve história do Rock ..................................................................... 555.3.2 Sexo, Drogas e Rock ‟n‟ Roll ................................................................... 595.3.3 Vestir-se de Rock..................................................................................... 615.4 HUMOR......................................................................................................... 645.4.1 A Função Social do Humor ...................................................................... 656 DESENVOLVIMENTO, MÉTODOS E PROCESSOS.......................................... 706.1 PAUTAS ........................................................................................................ 706.2 ROTEIROS..................................................................................................... 756.2.1 Roteiro da Primeira Edição (Com Raquel Pacheco) .................................. 756.2.2 Roteiro da Segunda Edição (Pornografia e Punhetagens).......................... 876.2.3 Roteiro da Terceira Edição (Sexo em Lugares Inusitados) ...................... 1006.2.4 Roteiro da Quarta Edição (Com Paulão das Velhas Virgens) .................. 1106.2.5 Roteiro da Quinta Edição (Brinquedos Eróticos) ........................................ 1236.3 PROJETO SONORO.................................................................................... 1356.2.1 Vinhetas................................................................................................. 1356.3.2 BG‟s ...................................................................................................... 1376.3.3 Linha Musical ........................................................................................ 1396.4 DIREÇÃO DE ARTE E PROJETO GRÁFICO............................................. 1406.4.1 Cor e Criação do Logotipo ..................................................................... 1416.4.2 Fontes .................................................................................................... 1426.4.3 Padrão de Imagens para Publicação........................................................ 1436.4.4 Peças Gráficas........................................................................................ 1436.5 BLOG........................................................................................................... 1476.5.1 Domínio e Servidor................................................................................ 1476.5.2 Plataforma, Template e Plugins .............................................................. 1486.5.3 Arquitetura da Informação...................................................................... 149
  7. 7. 6.5.4 Linha Editorial ....................................................................................... 1596.6 DISTRIBUIÇÃO, DIVULGAÇÃO E MÍDIA SOCIAL................................ 1636.6.1 Ao Vivo ................................................................................................. 1636.6.2 Marketing de Busca................................................................................ 1646.6.3 Assinatura e Feed ................................................................................... 1656.6.4 Redes Sociais ......................................................................................... 1666.6 PRODUÇÃO ................................................................................................ 1686.7.1 Pesquisa de Pauta e Produção de Roteiro................................................ 1686.7.2 Casting de Convidados........................................................................... 1696.7.3 Interação com Ouvintes e Leitores (Platéia, Telefone e Internet) ............ 1707 PRODUÇÃO EXECUTIVA................................................................................ 1717.1 PROJETO REALIZADO.............................................................................. 1717.1.1 Equipe.................................................................................................... 1717.1.2 Cronograma do Projeto de TCC ............................................................. 1727.1.3 Orçamento Real (Gastos) ....................................................................... 1747.2 PROJETO PROPOSTO (UMA TEMPORADA)........................................... 1757.2.1 Equipe.................................................................................................... 1757.2.2 Proposta de Programas Para uma Temporada ......................................... 1777.2.3 Cronograma e Orçamento Analítico (Uma Temporada).......................... 1798 CONSIDERAÇÕES FINAIS............................................................................... 181REFERÊNCIAS ..................................................................................................... 184ANEXOS ....................................................................................................................IANEXO A – Lista de Blogs Avaliados....................................................................IANEXO B – Autorizações de Imagem .................................................................VI
  8. 8. 71 APRESENTAÇÃOSexo, Legumes e Rock ‘n’ Roll é uma plataforma multimidia de conteúdo digital eaudiovisual, proposta para o presente projeto de TCC do curso de Rádio, TV e Internet daUniversidade Metodista de Sâo Paulo.Compreende um programa de rádio ao vivo com duração entre 45 minutos e uma horae é hospedado em um Blog em que as edições poderão ser baixadas, visualizadas ou ouvidasem formato de podcast.São diversos produtos desenvolvidos, mas a principal proposta deste projeto é mantera frequência de transmissão dos programas ao vivo semanalmente, a publicação de conteúdono Blog dentro de uma linha editorial e a distribuição de tudo através de ferramentas e redessociais.O programa é voltado para jovens de 18 a 24 anos, em geral universitários, da classesócio-econômica AB e sua principal temática é o sexo com abordagem bem-humorada edespretensiosa, passando por sub-temas como saúde, relacionamentos e comportamento eutilizando o rock para construção de sua plástica sonora, identidade visual e estilo decomunicação.Para criar a dinâmica proposta, o programa tem como atração principal três locutoresfixos que, em forma de um bate-papo, desenvolvem os temas opinando de acordo com suaspersonalidades destacadas: o âncora, homem com voz jovem, carismático e ar nerd/geekmostra que não tem tanta experiência sexual e conduz o programa com certa inocência,gerando situações cômicas e apresentando curiosidade natural para as pautas; a garota,feminina, moderna e de personalidade forte mostra ter mais experiência que o próprio âncora,quebrando expectativas de ser passiva em discussões; o terceiro locutor é bissexual e éfrequentemente consultado no que diz respeito a experiências sexuais e, apesar de apresentarcaracterísticas do estereótipo gay, rompe barreiras e assume papel crítico e personalidadeácida nas discussões. Os três recebem um convidado e um ouvinte em cada edição paracompletar a mesa de bate-papo.O programa tem sua proposta desenvolvida para a Internet por conta de seu constantecrescimento no investimento publicitário em contraste com a queda do mesmo em emissorasde rádio. Além disso, o modelo de comunicação digital vem proporcionar forte segmentaçãode públicos e formas diferentes para se anunciar produtos e serviços, aproveitando-se dasredes sociais para humanizar marcas e empresas. Portanto, a maneira encontrada para melhor
  9. 9. 8explorar as vantagens do modelo de comunicação digital foi veiculação em um Blog, já que omesmo gera engajamento de determinado público através da opinião de seus blogueiros, epode expandi-la através das redes sociais, buscando seu público em espaços cada vez maisvisitados na rede, além de representar o acesso de 80% dos internautas no Brasil.A segmentação na Internet tem também o grande potencial de atender aquilo que oconsumidor procura, com a ajuda dos mecanismos de busca. Ao procurar no Google um temade interesse, o usuário encontrará diversos resultados referentes, e irá escolher aquilo queconsidera a melhor informação, produto ou serviço. Esta ferramenta proporciona às marcas eempresas encontrar, através de palavras-chave, os sites mais visitados por seu público e seposicionar com mais facilidade entre ele.Portanto, o que Sexo, Legumes e Rock ‘n’ Roll vem fazer é explorar o grandecrescimento da Internet e o sucesso da plataforma Blog para veicular um programaradiofônico (um podcast) sobre sexo, sem tabus ou preconceitos e com a predominância dohumor. O programa e seus demais desdobramentos de conteúdo vêm preencher uma lacuna noambiente digital que atenda aos interesses do público-alvo, aliando a temática do sexo e ohumor com o Rock contemporâneo, não só presente na música e sonoridade, mas tambémcomo identidade visual e estilo.Indo além do posicionamento mercadológico do projeto e, voltando-se para a áreaacadêmica, Sexo, Legumes e Rock ‘n’ Roll é um importante passo na formação profissional deseus integrantes e uma relevante contribuição para o curso de Rádio, Tv e Internet, poiscompreende aprendizado de disciplinas e práticas não estudadas durante o período letivo (emespecial no que diz respeito à comunicação digital) e o exercício de uma grande parte do quefoi visto durante as aulas na aplicação de um produto que de fato é exposto à competição domercado.
  10. 10. 92 OBJETIVOS2.1 OBJETIVO GERALRealizar uma experiência multimídia de 3 meses na transmissão de um programa derádio ao vivo via streaming online, manutenção e atualização de um Blog, e divulgação edistribuição de conteúdo via redes sociais.2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS Abordar a temática do sexo de forma bem-humorada, descontraída edespretensiosa, bem como utilizar a cultura do rock para geração de conteúdo; Produzir e transmitir no mínimo 4 edições do programa de rádio,disponibilizando-as posteriormente em forma de podcasts para streaming edownload; Desenvolver projeto gráfico e identidade visual para ser aplicada no Blog edemais produtos online; Produzir e publicar posts no Blog durante o período de transmissão, gerandoconteúdo transmidiático dentro das temáticas abordadas; Distribuir e divulgar o conteúdo através de redes sociais e ferramentas deassinatura; Desenvolver nos integrantes do grupo experiência em mercado de mídiadigital.
  11. 11. 103 PROPOSTA DE TRABALHO3.1 GÊNEROO grupo entende que o programa radiofônico deste projeto, pode ser classificado nogênero Entretenimento, de acordo André Barbosa Filho. O gênero, segundo ele, é:A própria essência da linguagem radiofônica, cuja contribuição vai do real àficção (...) o gênero tem a capacidade de se combinar com outros formatosde outros gêneros e de servir de ferramenta para a informação, o anúncio, aprestação de serviços, para a educação. (FILHO, 2003, p. 114).Isto engloba as propostas de Sexo, Legumes e Rock „n‟ Roll, que possui como metaprincipal entreter, mas também veiculará anúncios, e poderá ser fonte de informações eeducação.A hospedagem do programa se dará num blog. Ao considerar que este blog terá suamanutenção e publicações feitas por mais de um problogger1e que, ao veicular publicidadepaga ele visa monetarização, ele deve ser considerado um Blog Organizacional:Blogs organizacionais, portanto, são aqueles cujos posts e interações sãosobredeterminados pela formalização das relações e sistematização dasforças de trabalho em busca de objetivos que delimitam e direcionam aatuação de cada participante do processo. Blogs mantidos por um coletivo deprobloggers, por direcionarem seus esforços de forma estratégica para agarantia de lucros, serão também considerados organizacionais neste estudo.(PRIMO, 2008, p. 12).Ainda mais especificamente, o blog em questão tem como subclassificação blogOrganizacional Reflexivo, pois, de acordo com Primo (2008, p.12), estes são os blogsvoltados ao público (não como registro de informações pessoais), e que exprimem opiniões,não somente informam.1 Segundo Primo, “a publicação no blog constitui-se ela mesma uma atividade profissional. O autor desse tipo de blog é chamado, no jargão da blogosfera, de problogger.”(PRIMO, 2008, p. 4)
  12. 12. 113.2 FORMATO2Sexo, Legumes e Rock „n‟ Roll, na condição de plataforma multimídia é, além de umprograma de rádio ao vivo – posteriormente publicado como podcast e disponível parastreaming e download –, um Blog que permite expansão na utilização de diversas outrasferramentas para cumprir seu papel transmidiático e redes sociais que distribuem e divulgam oconteúdo produzido.No programa, três locutores recebem em estúdio um convidado e um ouvinte para umbate-papo despretensioso e muito bem-humorado sobre sexo, extraindo o máximo de risadasdos temas mais curiosos e interessantes.Nesse ambiente, o rock faz o papel de pano de fundo. Todas as facetas desse gêneromusical – desde os clássicos das décadas de 60 e 70 até o último hit das pistas indies – fazemparte da identidade visual aplicada, da sonoridade do programa de rádio, em possíveis pautas,no estilo de escrever e, principalmente, no estilo de vida dos personagens que compõem aequipe.3.2.2 Locutores e Personagens O Âncora: com ótima comunicação, voz jovial e extroversão, o âncora de Sexo,Legumes e Rock „n‟ Roll não precisa (e é ideal que não tenha) conhecimentosavançados sobre experiências sexuais. Deve ter um ar mais nerd/geek, comconsideráveis dificuldades para fazer sexo com freqüência e ter certa inocênciapara tratar das pautas, estimulando curiosidades que podem já ser sanadas para opúblico ouvinte, mas que em sua persona, pode acabar gerando o riso. No entanto,deve ser o mais preparado para inserir cultura popular/digital e de rock nasconversas, como forma de aproximar o público do que está sendo discutido. Alémdisso, como âncora, pode abster-se de sua opinião em discussões mais polêmicas e2O grupo considerou o Blog como a principal veiculação do conteúdo e as redes sociais como principalforma de divulgação e distribuição. Portanto, os mesmos serão tratados com mais profundidade emtópicos a frente, deixando a presente etapa dedicada a descrição do programa de rádio ao vivo,apresentando a estrutura adotada como padrão para as transmissões.
  13. 13. 12é responsável por seguir coordenadas da direção e manter o andamento doprograma de acordo com o previsto. A Garota: independente, moderna, extremamente feminina, apresentando fibra eaberta para participar das discussões sobre sexo, por mais curiosas ou polêmicasque sejam. Gosta de novas experiências, respeita limites e seu senso de humor émais passivo que o dos demais. No entanto, situações engraçadas podem sergeradas no contraste de suas características com as do âncora. Por possuir umavida sexual publicamente mais ativa que a dele, a garota muitas vezes podeutilizar disso para subvertê-lo e questionar sua autoridade em discussões ou atémesmo suas decisões de condução como âncora. O Gay: na verdade, bissexual, como ele mesmo corrigiria. O personagemapresenta a postura mais crítica e polêmica entre os três, apresentando diversascaracterísticas estereotípicas de um gay, mas quebrando-as ao posicionar seuspensamentos e opiniões durante as discussões. Suas experiências sexuais são asmais avançadas dentre toda a equipe, colocando-o praticamente na posição deespecialista, sendo frequentemente consultado quando alguém não sabe sobrealguma prática ou tem alguma curiosidade. Seus comentários são ácidos e suaprincipal função é arrancar de convidados, ouvintes e demais locutores suasopiniões sobre temas os quais os mesmos não se sintam tão confortáveis parafalar. Representa também uma ruptura de tabus e preconceitos, buscando arrancardos presentes desejos e curiosidades mais profundas, que não admitiriam emoutras situações. O Diretor: personagem não presente na locução, mas durante as transmissões noscomentários dos locutores, podendo conversar diretamente vez ou outra. Por suafama de péssimas experiências não só sexuais, como também de relacionamentos,o diretor se assemelha muito às características do âncora. No entanto, enquanto oâncora procura deixar no ar se a imagem que passa é real, abstendo-se muitasvezes de responder perguntas ou participar de discussões, é sabido que o diretor,de fato, não possui uma vida sexual ativa e tem grandes problemas com
  14. 14. 13relacionamentos. Muitas vezes, o personagem do diretor pode servir de apoio àspautas.3.2.2 Estrutura do ProgramaA transmissão ao vivo tem de 45 minutos a 1 hora, variando de acordo com odesenvolvimento dos temas, apresentando esta elasticidade no tempo por estar sendoveiculado na Internet e não depender de uma grade de programação. É dividido em três blocoscom diferentes tempos entre si – que também dependem do desenvolvimento dos temas –,separados por uma música cada. O programa finalizado com outra música, totalizando osúnicos três momentos em que não há presença ao vivo dos locutores ou convidados, servindotambém como pausas estratégicas para direções, descanso e solucionar problemas deprodução. Possui 3 quadros diferentes, sendo dois exibidos no segundo bloco e outro noterceiro.Quadros Que Saúde: quadro traz notícia relacionada a sexo que tenha saído recentementena mídia e a mesma é discutida pelos locutores e convidados. Normalmente,apresenta temas mais próximos de saúde sexual, práticas alternativas ou nãoconhecidas e notícias bizarras. Sexy Quizz: game que conta com participação de ouvinte por telefone. O mesmodeve acertar quatro de seis perguntas lançadas pelo âncora (com temasrelacionados à sexo e rock) no tempo de um minuto para ganhar um prêmio.Vencendo ou não, o ouvinte tem o direito de escolher a música que encerra osegundo bloco. Rapidinha: game mediado pelo âncora que conta com a participação dos demaispresentes no estúdio. Uma letra é lançada e os participantes devem dizer,rapidamente e em sequência, palavras que comecem com essa letra e que tenhamrelação com sexo, legumes ou rock „n‟ roll. Caso um deles não fale ou diga umapalavra considerada inválida pelo âncora, está automaticamente eliminado. O
  15. 15. 14último a permanecer na brincadeira, tem o direito de escolher a música queencerra o programa.Blocos Primeiro Bloco: inicia-se com a vinheta de abertura, seguida da apresentação feitapelo âncora dos outros dois locutores, do convidado e/ou tema da edição e doouvinte presente em estúdio. Os três falam dos canais sociais e das formas decomunicação possíveis durante a transmissão. Após vinheta de passagem, segue-se discussão da pauta da edição, considerando que nesse bloco, a pauta é maiscontundente, para prender a atenção do ouvinte. Para finalizar, uma músicarelacionada a algo lançado pela mídia recentemente (notícias, festivais, shows,lançamentos, etc.) é contextualizada pelo âncora e então chamada; Segundo Bloco: vinheta de passagem segue-se após o término da música anteriror.Os locutores retomam tema e convidados da edição e os canais de comunicação.Mais uma vinheta de passagem e segue-se a etapa de discussão de pauta, que émais curta nesse bloco. Na sequencia, entra o quadro Que Saúde, espaçado pormais uma vinheta de passagem e mais um período de discussão de pauta. Emseguida, entra o quadro Sexy Quizz, que finaliza o bloco com a música escolhidapelo ouvinte. A pauta no segundo bloco é de caráter de preenchimento, tratandoassuntos que possam ter relação com a pauta do bloco anterior ou mesmo dosquadros exibidos; Terceiro Bloco: o terceiro bloco segue com uma vinheta de passagem após amúsica e, novamente, os locutores retomam os alertas sobre os canais decomunicação e apresentação de convidados, tema e ouvinte. Na sequência,discute-se a última bateria de pauta, que direciona-se a curiosidades maisdesprendidas do roteiro (muitas vezes perguntas que foram lembradas durante atransmissão) e abre-se perguntas para platéia, quando houver. Em seguida, entra oquadro Rapidinha, que encerra o programa com a música escolhida pelo vencedordo Game. Após a música, toca-se a vinheta de encerramento.
  16. 16. 153.3 PÚBLICO ALVOSexo, Legumes e Rock „n‟ Roll é direcionado ao público jovem, homens e mulheres,com idade entre 18 e 24 anos, de classe social A/B. Para definir o perfil de público doprograma, a equipe recorreu aos Highlights do Dossiê Universo Jovem MTV 2010 aPodPesquisa 2009 e uma pesquisa sobre consumo de Blogs realizada pela Boo-Box3, além deuma pesquisa sem caráter científico feita na região de São Paulo com jovens de idadesvariadas.O programa tem foco nos jovens por sua grande adaptabilidade e aderência a internet,que será a mídia na qual o programa terá veiculação. O Dossiê Universo Jovem revela atravésde sua pesquisa a importância da internet para esses jovens:É algo que liga tudo a tudo e a todos. É o que interliga milhões de pessoas eaparelhos. Ela tem de tudo e, cada vez mais, está em tudo. [...] A próximafase da internet é a das coisas: automóveis, aviões, máquinas, televisores,relógios de pulso, brinquedos, etc. [...] A internet, permite realizar muitascoisas sem sair de casa: fazer compras de qualquer lugar do mundo,conhecer lugares e museus internacionais, conferir lançamentos de filmes e,principalmente, falar as coisas que o jovem não teria coragem de dizerpessoalmente. [...] A Internet é acesso ao mundo, aos amigos, aosconhecidos, facilita tarefas do dia a dia, possibilita entretenimento,etc...(Dossiê Universo Jovem MTV, 2010).Ainda de acordo com o dossiê, os principais hábitos de lazer desses jovens estão entrenavegar na internet (em primeiro lugar), assistir TV e ouvir música (empatados em segundolugar).Dada a importância da presença da internet na vida dos jovens, parte-se paraidentificar os produtos que consomem na rede. A Boo-Box realizou uma pesquisa nesse anopara entender a audiência de blogs, que funcionam como curadores de conteúdo, e,consequentemente, segmentam produtos midiáticos, categorias e gêneros na internet. Aconstatação é que os maiores consumidores de blogs e produtos de entretenimento na internetsão os jovens de 18 a 24 anos (representam 47,3%), e que, na sua maioria, já possuem nívelsuperior (55,5% dos entrevistados).3Pesquisa realizada pela Boo-Box, agência de publicidade para internet em 2011. Resultados e Análisesdisponíveis nos links: http://bit.ly/KlKlql e http://bit.ly/KJNmRe Acesso em 12 nov 2011
  17. 17. 16Por fim, foi importante localizar a presença do público-alvo no consumo de uma mídiacomo o podcast. Para isso, o grupo recorreu à PodPesquisa4, que teve sua última edição em2009, e mais uma vez, o público-alvo de Sexo, Legumes e Rock and Roll aparece emdestaque entre os consumidores de podcasts. São jovens de 21 a 30 anos (53,8% dosentrevistados), em que a maioria está cursando a Universidade ou já tem nível superior(56,1% dos entrevistados).Em virtude dos dados obtidos através das pesquisas, é possível concluir que públicoalvo está presente em grande maioria, tanto no meio de comunicação em que o programa estáinserido (a internet), quanto onde o programa é veiculado (um blog), como também na mídiaem que é produzido (o podcast).3.4 VEICULAÇÃOSexo, Legumes e Rock „n‟ Roll tem como proposta de veiculação um blog autoral dogrupo, que postará conteúdos pertinentes ao conceito do programa não só na mídiaradiofônica, mas também desdobrados em fotos, vídeos, notícias, textos e links.O podcast terá de 40 a 45 minutos, será hospedado nesse blog e transmitidosemanalmente via streaming, ao vivo, e gravado em tempo real. Em seguida, ficará disponívelpara download ou para que o ouvinte/internauta o escute online.A veiculação em um blog representa parte importante no projeto, pois a estrutura dessetipo de site tem ótima aceitação entre os internautas como abordado anteriormente e podeengajar a audiência com a produção de conteúdos paralelos e complementares nos períodos deintervalo entre o lançamento de um podcast e outro. A estrutura do blog permite também odestaque para os podcasts e a complementação de seu conteúdo através de descrição em textoe hiperlinks.Para o desenvolvimento do blog de Sexo, Legumes e Rock ‘n’ Roll, o grupo analisoudiversos blogs5que se enquadram nos gêneros organizacional reflexivo e pessoal reflexivo64Pesquisa sobre consumo de podcasts organizadas por podcasters de todo o Brasil. Disponível em:http://www.podpesquisa.com.br/resultado/ Acesso em: 20 nov 2011.5Lista de Blogs avaliados consta anexa.6Gêneros propostos por Alex Primo em seu artigo “Blogs e seus gêneros: Avaliação estatística dos 50 blogsmais populares da língua portuguesa”
  18. 18. 17para tomar como referência questões de organização, categorização e navegação. A maioriadeles exibe uma configuração semelhante nesses aspectos, com ligeiras alterações que vão deacordo com a linha editorial de cada um.Em primeiro lugar, existe o padrão de configuração da página principal que apresentao cabeçalho (com logo do programa e em alguns casos, links para as páginas de informações econtato com os autores do site), a coluna de postagens, uma barra lateral e o rodapé.A Coluna de Postagens referida não é só comum nos blogs monetizados avaliados,mas é um padrão no que diz respeito à blogagem. As plataformas mais populares (Wordpresse Blogger) a apresentam na chamada ordem cronológica reversa, em que os posts maisrecentes aparecem no topo da página e o usuário deve descer a barra de rolagem no intuito deconferir postagens mais antigas. No fim dessa coluna, quando há um arquivo muito extensode posts, é comum existir números de páginas de navegação, dispostos também em ordemcronológica reversa. Alguns blogs já possuem o dispositivo de navegação entre páginas eposts através de setas na lateral, como o Não Salvo7. É comum existir também uma área deposts em destaque, geralmente em slideshow de imagens, no topo dessa coluna.Já a Barra Lateral (menor que a coluna de postagens, e na maioria das vezesobservada ao lado direito da página), também um padrão em plataformas de blogagem nosentido de customizar hiperlinks dos autores, o que sugere algo personalizado e pessoal, masnos blogs analisados, ela apresenta grandes similaridades. Neles, essa barra tem a função deapresentar destaques sociais, em especial a blogosfera (rede de blogs parceiros), posts maislidos, dados de redes como Facebook e Twitter, feed (leitores que assinam o blog para receberseu conteúdo por email ou qualquer outro serviço) e em alguns casos, a disposição de botõespara navegação por categorias. Além disso, é comum utilizar essa área do site para veiculaçãode banners publicitários também. É possível existir também mais de uma barra lateral, tantode apenas um lado, quanto posicionadas uma à esquerda e outra à direita.O rodapé retoma as informações complementares e de contato com os criadores doblog e traz junto detalhes como copyright, desenvolvedor do site e números de quantos estãoonline e quantos assinam o feed.As categorias são importantes ferramentas na organização do blog, tanto em caráter dearquivamento dos posts, quanto para navegação e usabilidade. Através delas, o usuário podeselecionar conteúdos específicos no site, identificando tipos (fotos, vídeos, notícias, colunas,etc) ou temas, que vão desde os mais amplos como “humor” ou “música” até mais7Para visualização do site: http://www.naosalvo.com.br/ Acesso em 10 abr 2012
  19. 19. 18específicos, como “piadas nerds” ou “músicas para se escutar em um motel”. Os títulos dessascategorias dependem muito da linha editorial do blog e seus autores e eles podem variar deacordo com a navegação proposta.O blog de Sexo, Legumes e Rock ‘n’ Roll explora essa formatação, adicionando odestaque para os arquivos de podcast logo abaixo do cabeçalho estilizado com o logo, umaárea exclusiva para transmissão ao vivo dos programas, como é observado no Radiofobia8.8Para visualização do site: http://radiofobia.com.br/ Acesso em 10 abr 2012
  20. 20. 194 JUSTIFICATIVA4.1 INTERESSE DO PÚBLICO ALVO PELO TEMA4.1.1 Entretenimento e HumorO jovem, em especial, o universitário, a quem se destina Sexo, Legumes e Rock „n‟Roll, possui grande afinidade com o entretenimento veiculado na internet, e em específico, setratando de temas de humor.A pesquisa realizada pela Boo-Box neste ano aponta que o entretenimentocorresponde a maior parte dos interesses quando se trata de conteúdo na internet, com 24%, edos possíveis temas abordados dentro de “entretenimento”, humor possui a maioriadominante, com 67% dos interesses do público (sendo que em segundo lugar ficaram moda,música e automotivo com 6% cada). Esses dados são confirmados pela PodPesquisa de 2009,que aponta que os podcasts de humor são os mais ouvidos. 81% dos entrevistados afirmamque escutam esse tipo de podcast, numa lista de 12 temas, em que TV aparece em 2º Lugar,com 52% das respostas (a pesquisa permitiu mais de uma resposta para determinadasperguntas, como no caso do tipo de podcast a ser consumido).Com a presença da internet e dos blogs já consolidada entre os internautas de acordocom as pesquisas citadas nesse projeto, os novos dados lançados nesse tópico revelam ointeresse no gênero entretenimento voltado ao humor (radiofônico e digital) desse público,especialmente quando se trata do mesmo inserido na forma de podcast.4.1.2 Sexo e ComportamentoO tema “sexo”, dentro do contexto do humor também tem conteúdo de sucessoexplorado na rede. Há alguns exemplos de blogs de comportamento que utilizam a temática
  21. 21. 20do sexo para construir conteúdo, e conseguem agregar quantidades consideráveis deinternautas que se interessam.A seguir, são citados dois exemplos de blogs com conteúdo de humor e sexo quemostram a relevância desse tipo de produto na internet.No “Testosterona – O Blog do Macho Moderno”, seu editor assume o alter-ego de umhomem extremamente machista que utiliza não só seu blog, mas também as redes sociais queparticipa para tratar com humor o “ser machista”, fazendo o papel de curador de conteúdoscomo mostrar mulheres semi-nuas e criar listas de conteúdo exageradamente machista. EduTestosterona9agrega mais de 130 mil seguidores no Twitter, tem mais de 90 mil fãs noFacebook, com 13 mil assinantes de seu blog e quase 200 mil visitas por dia. Além disso, em2010, o blog passou a fazer parte da rede de blogs do portal MTV, tamanho seu sucesso.E se por um lado o humor machista tem seu espaço na internet, conteúdo voltado aocomportamento feminino com relação ao sexo também não falta. “Acidez Feminina”, antescoluna do próprio Testosterona, é um blog curado por uma garota com faixa etária deaparentes 20 anos, com o pseudônimo de Acid Gir. Ela apresenta personalidade forte e visãomoderna sobre relacionamentos amorosos, debatendo o lado feminino dessas relações efazendo provocações sobre comportamentos tradicionais entre garotas.Com o humor presente não só na personagem que a garota assume nas redes sociais,mas também na forma de organizar e comentar o conteúdo de seu blog, Acid Girl10conta commais de 60 mil seguidores no Twitter, 30 mil fãs na página do blog no Facebook e um canalno Youtube (mais de 600 mil exibições) com vídeos periódicos no formato vlog com a própriaeditora. O blog ainda faz parte da rede de blogs SexyShake, do Multishow.Os números apresentados de ambos os blogs mostram a presença relevante deconteúdo sobre sexo na internet, mas, ainda mais importante, sua relação com humor ecomportamento. O sexo, nesses casos, deixa de ser explorado em sua forma primitivaconhecida na internet, como exibição de vídeos inteiramente pornográficos. O assunto ganhapersonalidade nos interlocutores que, desinibidos, falam com bom humor e propriedade,criando vínculo com seu público e encorajando-o a participar da rede.O Acidez Feminina e o Testosterona foram utilizados como exemplo por terem grandeaderência entre os usuários da internet. No entanto, outras redes de blogs, como a própria9Informações retiradas do Media Kit do Blog “Testosterona”: http://bit.ly/LgOrLl Acesso em: 02 abr 201210Informações retiradas do blog “Acidez Feminina”: http://bit.ly/KsVwHp Acesso em: 05 abr 2012
  22. 22. 21SexyShake11do Multishow aposta na plataforma online, agregando outros curadores deconteúdo sobre sexo, além de usar o blog como forma de desdobramento de um dos principaisprogramas do Multishow, o Papo Calcinha12. As apresentadoras Pietra Príncipe e LuhannaMelloni respondem dúvidas de suas leitoras (e/ou telespectadoras) no blog e participamativamente das redes sociais, o que as tira da posição de inalcançáveis na televisão para serelacionarem com seu público quase que diretamente, através da internet.4.2. PRODUTOS SIMILARES E DIFERENCIAL4.2.1 Programas Relacionados a SexoMTV Sem VergonhaResumo pela MTV: “Titi e Didi comandam o apimentado talk-show da MTV Brasil, semprecom um convidado para um papo descontraído!”Emissora: MTVDia e Horário: Segunda-feira, 22:30hSimilaridades: A temática sexual é abordada e o principal assunto do programa, sendo sempretratada de forma aberta e sem pudores; O programa possui quadros diferenciados ligados a sexo na busca de maiordinâmica no programa; Cada programa conta com um novo convidado que é tema para desenvolvimentodo bate-papo;11Mais informações no canal SexyShake do Multishow: http://bit.ly/LRR7Qt Acesso em: 20 mar 201212Blog do Papo Calcinha: http://glo.bo/LRRaeY Acesso em: 20 mar 2012
  23. 23. 22 Mais de um apresentador está presente o tempo todo no programa, provocandouma atmosfera de conversa ao invés de entrevista.Diferenciais: Sexo, Legumes e Rock ‟n‟ Roll aborda o tema “sexo” com humor, fazendo piadassobre os assuntos comentados; Não depende de um convidado para existir, sendo o foco do programa o tema e aparticipação ativa dos locutores; Conta com três apresentadores (ao invés de dois) e dois convidados (ao invés deum); Possui um tema central a cada programa relacionado a sexo, e os convidados sãoescolhidos por empatia com o tema, ao invés de centrar a conversa em suas vidassexuais; Há espaço reservado para transmissão de músicas (canções) durante a duração doprograma; Ouvintes podem interagir com os locutores e convidados em tempo real oumandando comentários com antecedência, através do blog ou dos perfis nas redessociais.Sex ‘n’ RollResumo do programa: O programa Sex „n‟ Roll estreou na TV aberta no dia 13 de abril de2012. É um programa ao vivo, com apresentação de Maryeva Oliveira. Sex „n‟ Roll tem comoformas de interação Twitter, telefone, e no site do programa é possível mandar a perguntaescrita ou através de um vídeo.Emissora: MixTVDia e Horário: Sexta-feira, 23:00
  24. 24. 23Similaridades: A temática de sexo está pesadamente empregada em ambos programas, sendoassunto principal; A inserção da temática da saúde é menor que a sexual, e feita pelosapresentadores; O público pode conversar diretamente com apresentadores em ambos programasatravés do telefone; A música está presente em ambos os programas, principalmente a menção aoestilo “rock”; Ambos programas são transmitidos ao vivo.Diferenciais: Sexo, Legumes e Rock „n‟ Roll conta com três apresentadores ao invés desomente uma; As músicas são veiculadas por inteiro e são parte importante de Sexo, Legumes eRock „n‟ Roll, enquanto em Sex „n‟ Roll são somente usadas como background; Sexo, Legumes e Rock „n‟ Roll possui diferentes quadros que dão ritmo edinâmica ao programa; A participação de ouvintes através do telefone não é determinante para aexistência do programa; A página de Sex „n‟ Roll é incompleta, sem informações extras sobre temática ouo programa; Sexo, Legumes e Rock „n‟ Roll tem um blog que coexiste com oprograma, constantemente atualizado com conteúdos diferenciados; Sexo, Legumes e Rock „n‟ Roll traz dois convidados por programa, que sãodefinidos através do tema da semana, sempre relacionado a sexo.
  25. 25. 244.2.2 Blogs com Veiculação ComercialTestosterona - O Blog do Macho ModernoDescrição do Blog (Pelo Autor): “Blog de humor sobre os assuntos que permeiam ouniverso masculino, bem como o relacionamento homem x mulher. Os temas principais sãocerveja, futebol, humor machista e, claro, mulheres.”Autor: Eduardo MendesEndereço eletrônico: www.testosterona.blog.brSimilaridades: A interface de navegação é similar; A utilização do humor para tratar dos assuntos sobre o qual ambos blogs falam(sexo, comportamento, relacionamentos interpessoais); A organização de conteúdo em posts e formato comercial interessante para aveiculação desse conteúdo em ambos blogs; A interação dos apresentadores de Sexo, Legumes e Rock „n‟ Roll é intensa comseus ouvintes, assim como a do autor de Testosterona com seus internautas,através de redes sociais e constantes atualizações no blog.Diferenciais: Sexo, Legumes e Rock „n‟ Roll hospeda o podcast homônimo, e terá os temascomentados no blog provenientes da execução de cada edição do programa;
  26. 26. 25 Há três apresentadores no podcast, sendo que todos estão presentes postandoconteúdos em redes sociais e no próprio blog, além de parte da equipe técnica, aoinvés de somente uma pessoa.Passando BlushDescrição: Um blog sobre maquiagem voltado a mulheres, que objetiva informar de últimasnovidades a respeito do mercado de maquiagem, além de dar dicas sobre o tema.Autora: Priscila PaesEndereço eletrônico: www.passandoblush.com.brSimilaridades: As formas de anúncio não poluem a página, deixando espaço mais livre para aleitura dos posts. Um podcast semanal é disponibilizado para download tratando sempre doprincipal tema do blog, podendo ser apresentado por uma dentre trêsapresentadoras.Diferenciais: Sexo, Legumes e Rock „n‟ Roll possui um público alvo mais amplo por tratar deassuntos que podem ser interessantes tanto para homens quanto para mulheres; O podcast semanal é gravado ao vivo, e seu tema será estendido a posts epublicações, não será uma extensão das publicações do blog; Três apresentadores estarão sempre presentes em todos os podcats, não haverárevezamento na apresentação.
  27. 27. 264.2.3 Programa de RádioPretinho BásicoResumo do Programa: conduzido por Alexandre Frette, Pretinho Básico é um programadiário ao vivo com duração de uma hora em duas edições - no almoço e no final da tarde -transmitido pela rádio Atlântida para o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.Trata principalmente de variedades e notícias, com alguns esquetes de humor. Há várioslocutores no estúdio. O âncora Alexandre Frette, está presente em todos as edições mas osoutros se revezam.Emissora: Atlântida FMDia e Horário: Segunda à Sexta em duas edições: 13h e 18h.Similaridades: Clima descontraído e despretensioso para tratar de assuntos do cotidiano comhumor; Muitas pessoas no estúdio fazendo bagunça e contribuindo para a paisagemsonora; Inserções comerciais durante os programas; Possui plataforma de conteúdo digital.
  28. 28. 27 Diferenciais: Não é um programa que fala sobre sexo; O Blog não é completamente integrado ao programa de rádio; Não possui vinhetas para marcação de roteiro e paisagem sonora; Há apenas um BG durante toda a transmissão; Sexo, Legumes e Rock „n‟ Roll não trabalha com esquetes.4.3 VIABILIDADE COMERCIALO projeto Sexo, Legumes e Rock ‘n’ Roll é veiculado na internet, e portanto, foinecessário compreender como funciona a monetização de produtos digitais e a publicidade narede. Como verificado no estudo13da história da publicidade na Internet, os formatoscomerciais apareceram como os sites que marcavam a presença de marcas na rede e emseguida vieram o email marketing (envio de e-mails em grande quantidade para usuáriosinteressados em determinado produto, serviço ou marca) e os banners digitais, que resumemem espaços estrategicamente localizados as informações de um anúncio publicitário.Hoje a monetização de sites e produtos online ainda se dá através desses formatostradicionais, mas conta com diversos outros recursos graças às redes sociais (relevância dasinformações transmitidas de uma pessoa para outra e não com a exposição contínua dedeterminado produto em um veículo) e o avanço tecnológico (a publicidade pode chegar a umusuário através de seu celular e um mesmo usuário pode divulgar um produto de diversoslugares, graças à mobilidade).A plataforma digital escolhida para veiculação do produto na Internet é blog, queapresenta rede condições comerciais extremamente favoráveis. Isso pode ser observadoatravés da Boo-Box, empresa de tecnologia para publicidade em mídias sociais quedesenvolveu um sistema de monetização de blogs que funciona como mediadora entreprodutores de conteúdo e agências de publicidade. Segundo dados disponibilizados pelaempresa, 80% dos usuários de Internet fazem parte da audiência de blogs14. A empresa vem13Informações detalhadas no capítulo “5.2.2 A Internet Comercial” deste documento.14Mais informações: http://bit.ly/Mm5HBC Acesso em: 12 mar 2012.
  29. 29. 28preencher uma importante lacuna na publicidade digital, mostrando que existe demanda demarcas querendo firmar sua presença na rede.O fato de 80% dos internautas estarem presentes na visitação de blogs mostra que aplataforma é muito interessante para empresas, que ao invés de apenas publicar seus bannersem grandes portais, ganham carona na opinião dos autores e editores, ainda melhordistribuídas quando amplificadas nas redes sociais (não descartando também a utilização debanners nesses mesmos blogs, que ganham maior relevância aliados ao conteúdo disponível).Outra importante ferramenta tecnológica importante para a publicidade online evisualização dos blogs é o marketing de busca. Aparecer em posições de destaque em sites debusca (como o Google) é de extremo interesse para as marcas, e ao associar seus produtos ouserviços a sites que são muito buscados, ou assuntos que estão constantemente em pauta naInternet, o retorno do investimento publicitário digital é mais facilmente apurado.Para o presente projeto, da mesma forma como foram analisados os formatos eorganização de blogs do mesmo gênero e formato, foram feitas análises15da forma como elessão monetizados e veiculam publicidade em seu espaço.Por padrão, vários blogs lançam mão de uma ferramenta chamada media kit, quedisponibiliza em um documento informações importantes para as marcas que se interessemem anunciar, como perfil do público-alvo, descrição da proposta comercial do blog e dadosnuméricos de acesso e posicionamento em sites de busca através de determinadas palavras-chave. É nesse documento também que são mostradas informações referentes às formas deanúncio disponíveis nos blogs. Algumas dessas formas são os banners, os publieditoriais, oslinks, e os cabeçalhos, backgrounds e temas personalizados.Os banners se apresentam em diferentes formatos, embora normalmente padronizadospor tamanho em pixels. Os mais comuns são os superbanners, posicionados nos cabeçalhosdos blogs ao lado do título (e uma das primeiras coisas visualizadas ao entrar na página) e osbanners laterais, posicionados geralmente nas barras laterais ao lado das postagens. Essesbanners podem ser uma imagem estática ou um gif em movimento, e podem divulgar um site,uma ação publicitária, um produto ou um serviço.Os publieditoriais são diferencial de relevância nos modelos de blog profissional, poisagregam em posts a campanha publicitária de uma marca alavancada pela personalidade eopinião do blogueiro e adaptada de acordo com a linguagem do blog. Podem ser apelos paraque os usuários visitem o hotsite de uma marca, participem de uma promoção, vejam um15Lista de Blogs avaliados consta anexa.
  30. 30. 29vídeo ou participem nas redes sociais de determinada campanha. É possível combinar umpublieditorial com a área de destaque de posts do blog, evidenciando a campanha edeterminando um período o qual a mesma ficará disponível nos destaques.Os links são utilizados normalmente nas redes sociais pelos blogueiros, em caráter deindicação de conteúdo na Internet. No caso de publicidade, os links são geralmentedirecionados aos sites de determinada campanha. Alguns blogs organizam um post chamadoLinks da Semana, indicando posts de diversos parceiros e colocando a disposição deanunciantes, o primeiro link para divulgação.Uma opção não muito utilizada mas que pode gerar cases de sucesso são aspersonalizações. A campanha pode solicitar a personalização do cabeçalho ou background doblog, aplicando arte e elementos da mesma e substituindo os originais do blog por um períodoespecificado. Em casos ainda mais raros, a campanha pode personalizar todo o tema do blog,modificando toda a arte e podendo incluir ações específicas, como uma área de destaque paracomentários dos usuários voltados diretamente para a campanha.Contudo, Sexo, Legumes e Rock ‘n’ Roll é também um programa radiofônico, emesmo não inserido em uma grade de programação em que podem ser inseridos intervaloscomerciais, é possível aplicar formatos publicitários também nas edições dos podcasts. Essaspossibilidades envolvem desde combinações de posts com texto da campanha ou banner doanunciante até testemunhais feitos pelos participantes do podcast e a produção de umprograma inteiro dentro da proposta de uma campanha, podendo ser aliada a outros tipos depersonalização no site.
  31. 31. 305 REFERENCIAL TEÓRICO5.1 RÁDIO E COMUNICAÇÃOO rádio contemporâneo enfrenta mudanças e desafios de grande porte, que inclusivesuscitam questionamentos sobre sua capacidade de compor o quadro de mídias do futuro. Sãomudanças e desafios que atingem o rádio no que ele tem de mais importante: a capacidade deestabelecer contato com o público – audiência, e se manter comercialmente – anunciantes.Ainda assim, essa não é a primeira vez que o rádio enfrena esse tipo de desafio.Na história desse meio, já houve momentos como o atual, e o rádio conseguiu se reinventar,encontrando sua vocação e o seu diferencial.Esse item da Fundamentação Teórica resgatará essa história, em busca deevidenciar as origens dos desafios atuais e as possibilidades de superá-los.5.1.1 Das origens à Era de OuroO Rádio surge como um meio de comunicação bidirecional, ou seja, a mensagem eratransmitida de um ponto transmissor a um ponto receptor, e não de maneira massiva comoconhecemos hoje. David Sarnoff é quem, em 1916, tem a ideia de iniciar a transformaçãomais importante deste meio de comunicação.Concebi um plano de desenvolvimento que poderia converter o rádio em ummeio de entretenimento doméstico como piano ou fonógrafo. A ideiaconsiste em levar a música aos lares por meio da transmissão sem fios (...)(Sarnoff, Apud Gil, 1994)A parir daí, o Rádio não parou de mudar. A tecnologia foi aprimorada e em 1920 jásurge, nos Estados Unidos, a KDKA, primeira emissora de rádio a obter uma licençacomercial para funcionar, transformando o que era apena mais um meio de comunicação emum primeiro instrumento da indústria de radiodifusão.
  32. 32. 31No mesmo ano, além das emissoras oficiais, pessoas comuns já testavam suas própriastransmissões, como Frank Conrad, que transmitia conteúdo da sua própria casa, e viu no rádioseu nicho comercial e iniciou o processo de anúncio no rádio:Quando faltam discos de sua própria coleção, ele toma emprestado de umaloja em Wilkinsburg em troca de mencionar o estabelecimento comercial noar (…) (o dono da loja descobriu que os discos tocados na estação de Conradvendiam mais que os outros) (Conrad, 1998)O rádio foi se desenvolvendo e se expandido e com o fim da Primeira Guerra Mundial,as indústrias americanas buscavam novos mercados, precisavam aplicar a tecnologia e opotencial que tinham em algum setor que não fosse bélico. Além disso, a crise do períodopós-guerra, faz com que estas mesmas indústrias busquem mercados internacionais e é assimque o rádio chega ao Brasil, em 1922. Aparece em terras brasileiras de maneira elitista e comconteúdo erudito.(...) no começo, pretendiam impor o rádio apenas como veículo de um tipode cultura, como uma programação quase que só de música chamada erudita(da qual quase ninguém gostava), conferências maçantes, palestrasdestituídas de qualquer interesse, enfim, um rádio sofisticado para meiadúzia de crentes, não atingindo a massa. (Murce, 1976).A publicidade, por conta da programação, levou tempo também para chegar ao rádio.O pioneirismo coube à Radio Clube do Brasil, fundada em 1924 por Elba Dias e em 1932,quando a publicidade foi regulamentada, o rádio já está presente em mais de 10 estadosbrasileiros e se inicia uma nova fase na história da radiodifusão sonora no país:(…) com a regulamentação da publicidade e a popularização dos aparelhosatravés da importação de modelos com preços mais acessíveis, a estrutura daprogramação, a linguagem empregada e os anúncios sofrem alterações.Busca-se uma programação mais dinâmica, aliada a uma linguagem singularapropriada às características do veículo (Silva, 1999).Com a popularização dos aparelhos e as mudanças na programação do Rádio, tanto asautoridades quanto os anunciantes viram no meio uma forma de atingir de uma só vez umpúblico numeroso e heterogêneo, inclusive analfabetos, e o veículo passa a ter maiorimportância econômica e política, como discorre Ferrareto: “Em 1935, o governo cria a Horado Brasil, que transmitia, inicialmente, informações, pronunciamentos e música popular. Ogrande objetivo era a divulgação das realizações do governo.” (Ferrareto, 2001).
  33. 33. 32Com o crescimento da comunicação massiva e o fortalecimento da ditadura de GetúlioVargas, surge também nesta época o DIP, Departamento de Imprensa e Propaganda, quepassa a controlar a programação radiofônica até o fim da ditadura Vargas, em 1945, períodoem que começa a era de ouro do radio.5.1.2 TV: o Primeiro DesafioEm 1950, Assis Chateubriant traz ao Brasil o televisor. A princípio, a televisão era umveículo caro e escasso e não chamou atenção dos artistas e anunciantes, conforme lembraFerrareto de que no início, o novo veículo enfrenta dificuldades para atrair anunciantes, nãoafetando as emissoras de rádio. Mas com a presidência de Juscelino Kubitscheck, na euforiada promessa desenvolvimentista sintetizada no Slogan “cinquenta anos em cinco”, o Brasilabre-se ao investimento externo dentro da meta de industrialização estabelecida por JK.Cresce, portanto, urbanização e a produção de aparelhos televisores, tornando-os maispopulares. A partir dai o rádio passa a perder suas estrelas e a publicidade migra em grandeparte para a televisão. O aparelho de rádio perde seu lugar no centro das salas e suaprogramação sofre mudanças:Para enfrentar a concorrências com a televisão, o rádio precisava procuraruma nova linguagem, mais econômica. Aos poucos, ele vai encontrandonovos rumos. No início, foi reduzido à fase do vitrolão: muita música epoucos programas produzidos. (...) O rádio aprendeu a trocar astros e estrelaspor discos e fitas gravadas, as novelas pelas notícias e as brincadeiras deauditório pelos serviços de utilidade pública. (Ortriwano, 1985).Junto com a nova programação, o rádio ganha um aliado: o transistor. Essa novatecnologia, permitiu que os aparelhos de rádios saíssem daquelas caixas enormes queocupavam lugar nas casas e se tornassem práticos, possíveis de serem transportados e acimade tudo, um meio individual. Agora era possível ouvir rádio a qualquer hora, em qualquerlugar, o que privilegia muito um novo tipo de programa: o de utilidade pública. Além denotícias, passou-se a transmitir condições das estradas, meteorologia, dentre outros.Em 1954, a Rádio Bandeirantes lança um sistema intensivo de noticiário. Acada 15 minutos de programação, um era dedicado à transmissão de
  34. 34. 33informações.(...)Associando esta fórmula à cobertura esportiva, a emissoraganha audiência e prestígio. ( Ferrareto, 2001)5.1.3 A Frequência Modulada e a SegmentaçãoNa década de 60, surge uma nova forma de operar: a FM, frequência modulada. Aprincípio, as transmissões FM eram quase que exclusivas de músicas ambientes, utilizada emconsultórios médicos, salas de espera, etc.Algumas emissoras passam a se especializar nessa transmissão de músicas,aproveitando a melhor qualidade de som oferecida pela transmissão FM. Outras emissoras seespecializam em notícias, até o final da década, quando surge a primeira emissorasegmentada, como aborda Ortriwano:Em 12 de maio de 1969 é criada a Rádio Mulher, de São Paulo, a primeiraemissora brasileira a se especializar exclusivamente a assuntos feminino, (...)A base de sua programação eram assuntos como moda, horóscopo, músicaromântica, consultórios, etc. ( Ortriwano, 1985)A partir dai, começa a segmentação das emissoras que, segundo Ortriwano “passam aidentificar-se com determinadas faixas sócio-econômico-culturais, procurando dirigir-se a elase buscando sua linguagem nos próprios padrões as classes que desejavam atingir.”(Ortriwano, 1985)O processo de segmentação foi uma importante alavanca para o rádio se reerguercomo meio e voltar a chamar atenção dos anunciantes. Mesmo que o faturamento não tenhavoltado a ser como antes, Ferrareto destaca a importância da segmentação para definir melhoro processo de marketing e a escolha melhor justificada doas anunciantes:A segmentação representa um critério de abordagem, considerando aheterogeneidade do público, o que justifica, assim, a concentração de umesforço do marketing em uma fatia do mercado. (...) Significa oferecer umserviço com destinatário definido, buscando também anunciantes adequadosa estes ouvintes específicos. (Ferrareto, 2001)
  35. 35. 345.1.4 O Rádio na AtualidadeO rádio foi reencontrando seu lugar durante as décadas de 60, 70 e 80, até que chegamos anos 90 com novos desafios.Em 1991, foi criada a World Wide Web, ou WWW, como é conhecida. Uma rede dealcance mundial que organiza toda a informação disponível na internet, tornando-a de maisfácil acesso às pessoas comuns. Em 1994, chega ao mercado o Mosaic Netscape, mais tardechamado apenas de Netscape, o primeiro programa padrão de navegação na internet, o queveio a facilitar ainda mais a vida dos usuários. E por fim, em 1995 é criado o mp3, um sistemade compressão de arquivos musicais que os torna pequeno o suficiente para ser armazenadoem Hard disks e serem transferidos através da internet. Esse conjunto de evoluções digitaisformam a base do desafio mais recente do rádio: a era digital.16Com a chegada e o posterior desenvolvimento e popularização da internet, o quechamava atenção na rádio FM (a melhor qualidade na transmissão de músicas e asegmentação) deixa de ser um diferencial. A internet traz a possibilidade de ouvir música aqualquer hora, sem depender da programação das rádios, inclusive acompanhada dovideoclipe, caso seja da vontade do ouvinte e é ainda mais segmentada. O ouvinte não sóescolhe o tipo de música quer ouvir, mas quanto tempo dessa música, se quer pular aintrodução ou se quer ouvir só a partir de um ponto específico do arquivo publicado. Logo, opúblico não mais necessita do rádio para ouvir suas músicas e com tal audiência migrante paraa internet, a verba dos anunciantes migra também.Segundo dados de investimento do Projeto Intermeios17, o valor investido diretamentena mídia rádio até chegou a crescer, entre os anos de 2003 e 2012 (passou deR$31.483.380,72, em janeiro de 2003 para R$89.374.533,86, em janeiro de 2012) , mas aindaassim, o valor investido na internet ultrapassa (chegou a R$101.641.210,07, em janeiro de2012), o que leva o meio digital ao terceiro lugar no ranking de investimentos, ficando atrásapenas da televisão e do jornal.Essa migração de investimento tem relação efetiva com o fato de muitas empresasaproveitarem o meio virtual para se conectar mais diretamente com seu público e criarempatia com a marca. Segundo matéria divulgada na página de economia do site globo.com:16Mais informações no capítulo “5.2.1 Breve Histórico da Internet” deste documento.17Disponível em: http://bit.ly/MxdIjJ Acesso em: 13 maio 2012
  36. 36. 35A internet ganhou de vez o papel de protagonista na publicidade. Diversasmarcas (como CCAA, Nissan, Oi, Pantene, Hipoglós, Coca-Cola, Skol,Sundown e M&Ms) estão iniciando suas campanhas na web antes deveiculá-las nas até então mídias tradicionais, como TV, rádio e impresso -agora curiosamente chamadas de offline. A nova estratégia inclui ainda acontratação de blogueiros e artistas para postar mensagens no Twitter antesde as peças ganharam espaço nos intervalos comerciais. (ROSA, 2011).A OI é um exemplo a ser destacado, pois não só utiliza em sua estratégia a internetcomo utiliza a radio na internet. O que antes era uma rádio FM, agora com o novo Slogan“Agora totalmente na web” a rádio Oi toca suas músicas e programação diretamente nainternet, em um blog onde além da programação sonora há também notícias, entrevistas evídeos.O rádio, pra vencer o desafio do século XXI buscou diversas estratégias diferentes,mas tem se valido principalmente da cross e da transmidia: Além de publicar na internetpodcasts com os programas que foram ao ar ao vivo pelo rádio, as emissoras atuais fazempromoções que exigem participação pela internet, levam entrevistados aos programas epublicam fotos da entrevista no site da rádio e muitas tem ainda blogs da produção contandoos bastidores da entrevista, ou seja, utilizam também a internet para agregar novidades aovelho meio radiofônico.5.2 COMUNICAÇÃO DIGITALAs relações da comunicação social mudaram com a chegada do digital ao cotidianodas pessoas. Não só é possível comunicar-se através de video, voz e texto com alguém deoutro país por apenas o custo mensal de assinatura de banda larga como também publicarconteúdo na internet que pode ser visto, comentado e compartilhado por milhões de outraspessoas. Tais avanços tecnológicos na comunicação do século XXI estão proporcionandosurpresas muito superiores ao que foi previsto em ficções do final do século passado (comoem “De Volta para o Futuro II”, que emblematicamente apresenta uma TV gigante commúltipla seleção de canais e programação por comando de voz - hoje isso não apenas existecomo apresenta diversos outros recursos poderosos, como poder gravar e armazenar horas deprogramação em um HD).
  37. 37. 36O que existe hoje é bem maior, se não assustador: as pessoas estão geolocalizadasindividualmente através de seus smartphones, são GPS ambulantes, com o poder de comentar,de qualquer lugar que estiverem, suas experiências e impressões do mundo, seja num micro-texto de 140 caracteres do twitter, seja no ato de curtir determinado conteúdo no Facebook,seja ao fotografar um momento e espalhá-lo numa rede em constante ampliação e num espaçoaparentemente infinito.Mas o que isso representa para a indústria da comunicação, afinal? Uma nova maneirade se comunicar emergiu da constante participação da massa nas mídias e agora, marcas ecorporações querem se comunicar, não apenas como proclamadores de valores ou comoouvintes fiéis dos problemas de seus clientes, mas estarem presentes em verdadeirasconversas.Um vídeo18feito pela Coca-Cola para ser exibido no Cannes 2011, explana a visãocomunicacional da companhia para os próximos 10 anos, e nele, é enfatizado o plano deconversação com seu público. Trata-se da criação de conteúdo em histórias que não possamser controladas, mas sim, desenvolvidas livremente pelos consumidores em conversas. Ovideo explica que “por causa disso, é preciso agir e reagir a essas conversas, 365 dias porano.”A mudança complexa e minuciosamente planejada no processo de comunicação deuma das maiores marcas do mundo é reflexo das mudanças nas relações comunicacionais esociais da humanidade que, como abordado anteriormente nesse texto, se moldaram de acordocom o poder de comunicação que cada indivíduo possui com os avanços tecnológicos.Portanto, esta reflexão sobre comunicação digital visa buscar na história da internet edos meios online, bem como estudos e pesquisas sobre os mesmos, o caminho que os levou aum patamar de exploração comercial e como atualmente essa exploração com base emconceitos de convergência de mídias, cultura participativa e inteligência coletiva apresenta umnovo leque de opções para pessoas e corporações no que diz respeito à comunicar-se uns comos outros - e como isso se tornou uma necessidade para ambos.Assim, a reflexão vai abordar a história da comunicação digital, culminando nasformas como diversas corporações tentam agora se aproximar de seu público através dautilização de mídia eletrônica (seja uma fan page no Facebook, uma rádio online ou um canalde vídeos no Youtube), e como o poder de ágil resposta desse público tem influenciado nasações de grandes empresas.18 Disponível no link: http://bit.ly/LM6XKf Acesso em Abril de 2012.
  38. 38. 375.2.1 Breve Histórico da InternetA Internet representa atualmente um reflexo de todo o processo de sua criação edesenvolvimento. Se hoje conceitos de colaborativismo são o que sustentam a rede como umamídia relevante para a sociedade, empresas e marcas e está presente no cotidiano, foram essesmesmos conceitos que ajudaram a construí-la.As origens da Internet se encontram no que foi chamado de ARPANET, uma rede decomputadores descentralizada desenvolvida com fins militares durante a década de 60 nosEstados Unidos. Isso ocorreu por conta da Guerra Fria, em que os norte-americanos e a UniãoSoviética buscavam meios de se superar através de avanços tecnológicos.ARPA é a sigla para Advanced Research Projects Agency (Agência de Pesquisas emProjetos Avançados19) e, como explica Castells, “foi formada pelo Departamento de Defesados Estados Unidos em 1958 com a tarefa de mobilizar recursos de pesquisa, em especial douniverso acadêmico, para a construção de tecnologia militar superior à da União Soviética.”(Castells, 2003, p.10)20Durante a Guerra Fria, Estados Unidos e União Sovética disputavam uma liderançatecnológica para poder ameaçar um ao outro com a mesma. E foi esse o motivo que, àprincípio, gerou todo o conceito da internet como é conhecida hoje.Temendo um ataque russo às suas bases centrais, o maior medo dos Estados Unidos seencontrava em sua segurança intelectual. Se, por exemplo, o Pentágono fosse destruído pelosrivais, todas as informações contidas em sua rede de computadores estariam comprometidas.Portanto, o princípio da ARPANET era descentralizar o armazenamento de informações,fazendo com que várias redes de computadores pudessem conversar entre si.O próximo passo era tornar possível a conexão da ARPANET se com outrasredes de computador, começando com as redes comunicacionais que a19 Tradução Livre20 No Original: “ARPA was formed in 1958 by the Defense Department of the United States with the task ofmobilizing research resources, particularly from the university world, toward building technological militarysuperiority over the Soviet Union.”
  39. 39. 38ARPA gerenciava, PRNET e SATNET. Isso introduziu um novo conceito:uma rede de redes (Castells, 2003, p.11)21A conversa entre diferentes redes de computadores e a descentralização dasinformações nessas redes foram o primeiro passo na construção do que a internet éatualmente, e, de certo modo, o princípio básico para que ela funcione dessa maneira. E foi apartir da década de 70, quando a tensão entre os Estados Unidos e a União Soviéticadiminuiu, que esse princípio pode ser melhor explorado academicamente.Sendo estudada em diversas universidades do país, a ARPANET se desenvolveudescentralizada e colaborativamente, conectando-se a mais redes de comunicação conforme otempo passou. Durante esses estudos foi verificada a necessidade de utilização de umapadronização nos protocolos de comunicação das redes, e assim, nasceram os protocolos TCP(transmission control protocol) e IP (inter-network protocol), que são os padrões decomunicação que a internet opera até hoje (Castells, p.11, 2003).Em 1983, devido a grande expansão de desenvolvimento da ARPANET, a mesmadeixou de ser militar, quando foi criada a MILNET. A primeira passou a se chamar ARPA-INTERNET, dedicada à pesquisas acadêmicas e a segunda assumiu um papel exclusivamentemilitar no Departamento de Defesa dos Estados Unidos.De qualquer modo, a internet que hoje é conhecida não se desenvolveu apenas com osestudos relacionados à ARPANET. Castells (2003, p.11) aborda as empreitadas de doisestudantes de Chicago, Ward Christensen e Randy Suess, que em 1977 escreveram umprograma que possibilitava a troca de arquivos entre PC‟s e, em 1978, outro que permitia atroca e o armazenamento de mensagens. Assim, nasceu a FIDONET, uma rede decomputadores interligada por linhas de telefone.Outra importante etapa no desenvolvimento da internet foi o código aberto do UNIX(que mais tarde viria a se tornar o Linux), um sistema operacional criado pelos LaboratóriosBell e distribuído nas universidades americanas. Esse sistema operacional com código abertoproporcionou aos alunos de tecnologia a rapidamente se familiarizarem com a linguagem parapoderem desenvolvê-la livremente.Um grupo de estudantes em 1980 apresentou consideráveis mudanças e melhoras noprograma, possibilitando a criação de uma rede de usuários do UNIX, a Usenet News. Em21 No Original: “The next step was to make ARPANET‟s connection with other computer networks possible,starting with the communication networks that ARPA was managing, PRNET e SATNET. This introduced anew concept: a network of networks.”
  40. 40. 39pouco tempo, a mesma já estava conectada com a ARPANET e, eventualmente, as duas redesse fundiram. Com isso, várias redes de computador passaram a se comunicar umas com asoutras (o que, em breve, se tornaria a internet).O código aberto do Linux distribuído gratuitamente pela rede, melhorado econstantemente desenvolvido por diversos usuários, foi um dos pontos altos na criação deuma cultura colaborativa na Internet. No entanto, o que a fez atraente e potencialmente usualpara a grande massa, viria no início da década de 90, com a introdução da World Wide Web,“uma aplicação de compartilhamento de informações, desenvolvida por um programadoringlês, Tim Berners-Lee, trabalhando no CERN, o Centro de Pesquisas de Física de AltaEnergia europeu com base em Geneva.” (Castells, 2003, p.15)22.Tim Berners-Lee tornou realidade aquilo que já vinha sendo cogitado desde a décadade 40, como Castells discorre:Vannevar Bush propôs seu Sistema Memex em 1945. Douglas Engelbartdesenvolveu seu sistema online incluindo interface gráfica e o mouse (...) e odemonstrou pela primeira vez em 1968. Ted Nelson, um pensadorindependente e radical imaginou um hipertexto de informações interligadasem seu manifesto Computer Lib, e trabalhou por muitos anos na criação deum sistema utópico, Xanadu: um hipertexto aberto e auto-evolutivodirecionado a interligar todas as informações do planeta, passado, presente efuturo. Bill Atkinson, criador da interface gráfica do Macintosh, desenvolveuum sistema de informação interligada chamado Hypercard, enquantotrabalhava nos computadores Apple na década de 80. (Castells, 2003, p.15)23Hipertexto é a palavra-chave no que diz respeito à visualização da World Wide Web.Até a chegada desse conceito, os computadores eram feitos de telas verdes e pretas, muitasvezes codificadas e com pouca ou nenhuma atraência visual. As pessoas habilitadas a acessara internet eram apenas aquelas com instrução tecnológica. No entanto, vivendo dificuldadesde comunicação e organização de dados ao trabalhar no CERN, Tim Berners-Lee defendia22No Original: “...an information-sharing application developed in 1990 by an English programmer, TimBerners-Lee, working at CERN, the Geneva-based, European high-energy physics research center.”23No original: “Vannevar Bush proposed his Memex system in 1945. Douglas Engelbart designed his On-lineSystem, including graphics interface and the mouse (...) and demonstrated it in 1968. Ted Nelson, a radical,independent thinker, envisioned a hypertext of interlinked information in his 1965 Computer Lib manifesto, andworked for many years on the creation of a utopian system, Xanadu: an open, self-evolving hypertext aimed atlinking all the planet‟s information, past, present and future. Bill Atkinson, o author of the graphics interface ofthe Macintosh, developed a HyperCard system of interlinking information while working at Apple Computers inthe 1980s.
  41. 41. 40que a informação deveria ser concebida de maneira mais simples e de fácil acesso a todos osfuncionários.Berners-Lee, apesar de não ser o primeiro a imaginar uma rede conectada por links, foiquem pôde transformá-la em realidade, pois tinha a vantagem da internet já existir quandocomeçou a fazer seus testes. Em sua “Proposta para Projeto de Hipertexto”, Berners-Leeenfatiza as dificuldades encontradas no trabalho com as interfaces originais da internet:As atuais incompatibilidades de plataformas e ferramentas fazem com queseja impossível acessar informação existente através de uma interfacecomum, levando a perda de tempo, frustração e respostas obsoletas para umasimples busca de dados. (Berners-Lee, 1990, s/p)24Ainda nessa proposta, o criador da World Wide Web discorre sobre os conceitos dohipertexto, que envolvem essencialmente, uma navegação através de uma teia com nodos, enão através de uma árvore hierárquica ou listas ordenadas. Como isso funciona? Simples: umapágina na Internet apresenta um texto e esse texto possui pedaços em destaque, quedirecionam para outras páginas com outros textos.Isso já é, para parte da humanidade, algo cotidiano. Mas se Tim Berners-Lee nãotivesse colocado em prática os conceitos de hipertexto que vinha desenvolvendo, a internetjamais seria algo tão simples para se entender ou acessível à qualquer ser humano que secolocasse na frente de um computador.Outra característica fundamental do hipertexto (que ganha o nome de hipermídia) ésua agregação de conteúdo: numa mesma página, é possível conter palavras, gráficos, fotos,videos e sons. Mas foram os gráficos que completaram o caráter intuitivo (e atrativo) da Web,e isso viria a se provar ainda no início dos anos 1990, com a introdução dos navegadores.O primeiro navegador (browser) da história foi desenvolvido por Tim Berners-Lee eem cooperação com Robert Cailliau em 1990, chamado de WWW (World Wide Web). Essesoftware agregava os protocolos HTTP, HTML e URI (mais tarde chamado de URL), que sãoutilizados até hoje em todos os navegadores para fazer a comunicação entre redes e adecodificação de páginas. Distribuído pela rede ao redor do mundo, o www ganhou melhoriase versões próprias, como o Erwise e o Viola, em 1992. No entanto, foi o Mosaic que abriu asportas do mundo para os navegadores.24No original: “The current incompatibilities of the platforms and tools make it impossible to access existinginformation through a common interface, leading to waste of time, frustration and obsolete answers to simpledata lookup.”
  42. 42. 41Desenvolvido por Marc Andreessen e Eric Bina no Centro Nacional para Aplicaçõesem Supercomputadores da Universidade de Illinois (University of Illinois‟s National Centerfor Supercomputer Applications), o Mosaic foi o primeiro navegador orientado à distribuiçãoem larga escala.Eles (Andreessen e Bina) incorporaram no Mosaic uma capcidada gráficaavançada, para que imagens pudessem ser recebidas e distribuídas através dainternet, bem como algumas técnicas de interface importadas do mundomultimídia. (Castells, 2003, p.16).25Foi durante a produção do Mosaic que a importância da interface gráfica foiressaltada, quando seus criadores se preocuparam em desenvolver recursos avançados deprogramação e tecnologia para que o navegador tivesse capacidade para receber e enviardados suficientes para fazer com que códigos se reproduzissem em imagens numa página dehipertexto. A introdução de imagens na navegação do hipertexto complementou a propostaintuitiva e de fácil utilização que Berners-Lee visava durante a criação da World Wide Web,trazendo o poderoso atrativo visual.O Mosaic foi distribuido na Usenet (rede de usuários do Linux) e, posteriormente, seuscriadores foram contatados por um empreendedor do Vale do Silício, que procurava pornovos tipos de negócios. Assim, nasceu a Mosaic Communications, mais tarde chamada deNetscape Communications, que lançou no mercado o primeiro navegador comercial: oNetscape, em 1995. Foi distribuído gratuitamente para usos educacionais e ao custo de 39dólares para fins corporativos.Foi também em 1995 que a Microsoft decidiu explorar a internet e, junto com osistema operacional windows 95, introduziu seu próprio navegador no mercado, o InternetExplorer.Segundo Castells (2003, p.16), por volta da metade dos anos 90, a Internet foiprivatizada, sua arquitetura aberta permitiu que redes de computadores no mundo inteiropudessem se comunicar e funcionar adequadamente através da World Wide Web e diversosnavegadores de usabilidade amigável estavam disponíveis para o público. Sobre o nascimentoda Internet, o autor conclui que:25No original: “They incorporated into Mosaic an advanced graphics capability, so that images could beretrieved and distributed as well as a number of interface techniques imported from the multimedia world.”
  43. 43. 42Enquanto a Internet começou nas mentes de cientistas da computação noinício da década de 60, uma rede de computadores foi estabelecida em 1969,e computação distribuída, comunidades interativas de cientistas e hackerssurgiram no final dos anos 70, para muitas pessoas, para os negócios e para asociedade em geral, a Internet nasceu em 1995. (Castells, 2003, p. 17)265.2.2 A Internet ComercialA abertura da internet para o mundo se deu graças às empreitadas e culturacolaborativa daqueles que a desenvolveram, bem como os esforços de Tim Berners-Lee parafazer com que a rede tivesse uma interface gráfica atrativa e de navegação fácil e intuitiva,mas o que a fez ser a Internet como hoje é utilizada foi essencialmente sua proposta livre.Com a abertura para o público em 1995, navegadores não tinham custo, e aqueles quequisessem desenvolver páginas na internet estavam livres para fazê-lo. O único custo para osusuários eram os provedores e sua ligação a uma linha telefônica.Nesse escopo de arquitetura aberta e livre acesso de usuários pelo mundo que agorapodiam acessar a Internet graças a World Wide Web, empresas viram um novo canal paraconversar com seu público (quando não se surpreenderam que já era inevitável assumir suapresença na rede) e oportunidades comerciais começaram a surgir na web.Juliano Spyer (2007, p.15) lembra que no início, porém, profissionais de mídia não sódesconfiavam do sucesso comercial da web como a desencorajavam - e que suas ideiascomeçaram a mudar com o passar do tempo.Em fevereiro de 1995, a revista Newsweek publicou uma coluna entitulada„The Internet? Bah.‟ qualificando a rede mundial de computadores como„bobagem‟. A Time, em 1994, manifestava suas dúvidas a respeito do novocanal: „Ele não é apropriado para o comércio e não acomoda facilmente achegada de novatos.‟ Mas o boom da INTERNET COMERCIAL emmeados dos anos 1990 „roubou‟ o acesso, quase exclusivo, à comunicaçãovia computador de um grupo reduzido de usuários (...) para permitir quequalquer pessoa navegasse e construísse sites e tivesse sua conta de correioeletrônico. (SPYER, 2007, p.15, grifo do autor)26 No original: “While the Internet has begun in the minds of computer scientists in the early 1960s, a computercommunication network has been estabilished in 1969, and distributed computing, interactive communities ofscientists and hackers had sprung up from the late 1970s, for most people, for business, and for society at large,the Internet was born in 1995.”
  44. 44. 43O que aconteceu, na verdade, foi bem diferente do que a Time ou a Newsweekafirmaram. Até o final de 2011, o site Internet World Stats27registrou mais de 2 Bilhões deusuários da Web no mundo inteiro, quase 1/3 da população mundial. Não bastasse oabrangente número, seu crescimento em alcance e penetração ao longo dos anos se mostrouveloz: segundo estatísticas do International Telecommunication Union (ITU)28em 1997haviam apenas 2 em cada 100 habitantes no mundo que eram usuários de internet, e em 10anos, esse número subiu para 22.Com as pessoas na Internet, empresas começaram a marcar sua presença, como JoséBenedito Pinho aborda:A publicidade on-line manifestou-se, em sua primeira forma, nos própriossites de empresas que marcavam sua presença na rede, com o propósito deoferecer informações úteis a respeito de seus produtos e serviços, a maioriarelacionados com Internet e informática. Outros formatos muito comuns sãoos pequenos anúncios conhecidos como banners e o patrocínio de seções dosprovedores de acesso e de conteúdo. Hoje, a publicidade cobre praticamentetodos os serviços da rede, desde a Web até as mensagens de correioeletrônico. (PINHO, 2000, p.92)De acordo com Pinho, (2000, p.102) a comunidade de usuários da Internet, ainda noinício, não era a favor da utilização da rede para fins comerciais, o que gerou um grandeconflito em 1994. Um escritório de advocacia lançou na rede, para mais de 7 mil grupos dediscussão, um anúncio referente aos seus produtos e serviços, gerando violenta reação de seususuários.E foi por conta disso que a revista Wired, quando lançou um website (HotWired) commodelo comercial na rede, preferiu reduzir o tamanho de seus anúncios, posicionando-osestrategicamente em pontos da página, criando-se assim os banners.A utilização de publicidade na Internet tornou-se ainda mais eficiente com a chegadados buscadores em 1994. As empresas e grupos comerciais podiam ser encontradosfacilmente através de sites como o Yahoo! Pinho enfatiza que “a atenção e o interesse dasempresas foram despertados para as novas oportunidades oferecidas pelo novo meio,crescendo exponencialmente a presença dos sites comerciais na rede.” (PINHO, 2000, p.102)Assim, a partir dos mecanismos de busca, a Internet se mostrou um ótimo meio deveiculação de publicidade, com a grande vantagem de resposta instantânea por parte dos27Informações disponíveis no link: http://bit.ly/KJSfJV Acesso em: 30 abr 201228Gráfico disponível no: http://bit.ly/MyE1dx Acesso em: 30 abr 2012
  45. 45. 44consumidores e o poder de qualificação de seu público através de análises de tráfego noswebsites.No entanto, os banners e a localização de empresas por meio de buscadores estavammuito associados aos modelos de publicidade tradicionais (os banners são comparados aoutdoors e a localização por mecanismos de busca, ainda que manual, pode ser comparada abusca em páginas amarelas), quando a Internet passou a apresentar um novo modelo decomunicação.5.2.3 Novo Modelo de ComunicaçãoOs conceitos discutidos durante o histórico da Internet nesse texto sobre sua evoluçãoe desenvolvimento até a World Wide Web resultaram no modelo de comunicação que a redeapresenta. De acordo com Juliano Spyer:A Internet é uma mídia diferente das outras por que possibilita acomunicação simultânea e de duas vias entre várias pessoas (...) Com a redemundial de computadores, grupos podem conversar usando aplicativos comomurais de mensagens, listas de discussão ou salas de chat. (SPYER, 2007,p.21)A comunicação simultânea e de duas vias entre várias pessoas pode ser expressadaatravés das ferramentas sociais que surgiram na Internet. A principio, chats, fóruns ecomunicadores instantâneos e em seguida, as grandes redes sociais que, repetindo o exemploda evolução da rede como um todo, reuniram grupos de pessoas em ambientes amigáveis e denavegação simples.Esse modelo causou impacto não só na forma como as empresas deveriam secomunicar com seus consumidores, mas também na forma como as pessoas se comunicariamentre si - e, consequentemente, através desse modelo, empresas poderiam participar daconversa das pessoas e vice-versa.Como explica Clay Shirky (2002, p.86), o ser humano podia naturalmente distinguirdois modelos de comunicação: a Mídia de Comunicação e a Mídia de Difusão(Broadcasting).29A Mídia de Difusão engloba meios como rádio, televisão e material29Tradução livre para “Communications Media” e “Broadcast Media”
  46. 46. 45impresso, em que as informações são centralizadas em um ponto e distribuídas a partir delepara muitos receptores. Já a Mídia de Comunicação, que abrange telefones, telegramas ecorreios, facilita uma conversa de duas vias, funcionando como um tubo: uma mensagemcolocada em uma extremidade tem a intenção de chegar à outra.Enquanto um modelo permite resposta imediata de ambos os pontos de uma conversamas não pode se expandir a grandes grupos, o outro, com uma mensagem direcionada adiversos individuos, não pode conceber respostas dos mesmos, submetendo-se a um modeloem que apenas um lado da conversa fala e o outro, escuta.O que o modelo de comunicação digital traz é uma fusão dos dois conceitos, seabordados de maneira ampla. A princípio, ao considerar a Internet como um meio comum acorporações e pessoas, as pessoas tem o potencial de publicar uma mensagem à mesmaaudiência que uma empresa, por exemplo. Há também a possibilidade de intervir em umaconversa de duas vias que esteja publicada na rede, tornando-a objeto de interesse de umgrupo, e não apenas dos emissores/receptores originais.No entanto, é importante entender que o potencial alcance da mensagem pode não teralcance algum quando se trata de audiência. Quando os blogs pessoais surgiram, elesfuncionavam como verdadeiros diários, expondo a vida pessoal de seus autores a umadeterminada audiência. Mas Shirky entende que:O fato das pessoas estarem todas falando umas com as outras nessaspequenas aglomerações também explica porque bloggers com uma dúzia deleitores não possuem uma pequena audiência: eles não possuem audiênciaalguma, têm apenas amigos (...) Escrever coisas para que seus amigos leiame ler o que seus amigos escrevem cria um tipo diferente de prazer do queescrever para uma audiência (...) Agora que o custo de publicação de coisasem um meio global tornou-se nulo, muito do que é publicado em um diaqualquer está entre o público, mas não é para o público. (SHIRKY, 2002,p.89-90)30Essa observação de Shirky revela uma característica peculiar no novo modelo decomunicação a partir do digital, que o torna não apenas uma fusão dos dois modelostradicionais. Além de permitir conversas de duas vias e disseminação de mensagens entre30No original: “The fact that people are talking to one another in these small clusters also explains why bloggerswith a dozen readers don‟t have a small audience: they don‟t have an audience at all, they just have friends (...)Writing things for your friends to read and reading what your friends write creates a different kind of pleasurethan writing for an audience (...) Now that the cost of posting things in a global medium has collapsed, much ofwhat gets posted on any given day is in public but not for the public.”
  47. 47. 46grandes audiências, permite também conversas entre grupos ou de grupos para grupos com osuporte de uma mídia.Contudo, a capacidade de tornar amadora a produção de conteúdos não pareceu, aprincípio, uma boa ideia para grandes grupos de mídia, ainda que grande parte dos usuários epotenciais produtores de conteúdo on-line não tivessem alcance de audiência considerável.Essa capacidade se torna ainda mais recorrente com a possibilidade de armazenamento deconteúdos de diversos tipos na rede, e não apenas disponíveis em terminais desktops dentrode casa. À possibilidade de armazenamento e processamento de dados diretamente na rede dá-se o nome de Nuvem.5.2.4 Computação na NuvemTim Berners-Lee criou a World Wide Web e com a ajuda de seu grupo dedesenvolvedores, manteve a rede livre para uso de qualquer pessoa com um terminal deacesso (que hoje pode ser desde um PC ou notebook, passando por um console de videogameaté os tablets e celulares). Com o avanço da tecnologia e o desenvolvimento constante darede, ela passou a contar com cada vez mais capacidade de armazenamento, processamento etransferência de dados e com o tempo, muito do que ficava armazenado nos computadorespessoais ou quaisquer terminais portadores de um disco rígido passou a ser compartilhado eacessado diretamente da Web.Nicholas Carr (2008, p.107) faz uma analogia da rede elétrica com a rede decomputadores. Ele explica que a rede elétrica alimenta aparelhos físicos que precisam sermultiplicados para atender à diversos indivíduos (como um aspirador de pó, por exemplo),mas computadores funcionam de maneira diferente. Seu acesso é por meio de softwares, e umsoftware pode ser reproduzido em diversos terminais através de uma rede digital. O autor dáênfase a essas diferenças:Portanto, o uso do computador em contraste com os aparelhos elétricos podese beneficiar com a economia de escala que as empresas de serviços públicospodem atingir. O preço dos aparelhos certamente foi reduzido pelastecnologias de produção de massa; mas, como são mecanismos físicos,sempre há um limite para a redução de seu preço. Isso, por sua vez,restringiu as finalidades às quais a corrente elétrica pode ser aplicada.Quando as aplicações não tem forma física, quando podem ser distribuídas
  48. 48. 47como serviços digitais por uma rede, as restrições desaparecem.” (CARR,2008, p.107-108).A rede de computadores é versátil e, diferentemente da rede elétrica que precisa deinfra-estrutura pesada e centralizada para atender à diversas pessoas, pode dissolver seusserviços em várias prestadoras. E quando usados os termos “serviços” e “prestadoras”, pode-se entendê-los em seu sentido mais amplo, não restringindo apenas a companhia pela qualalguém assina banda larga ou a marca do computador que alguém usa, mas cada aplicaçãoque um computador fornece, desde um sistema operacional ou um navegador de internet, atésoftwares específicos para uso profissional.Na década de 1990, a Sun Microsystems lançou o slogan: “A Internet é oComputador”. Segundo Carr (2008, p.108), talvez até não fizesse sentido na época em que foilançado, pois o computador era aquela máquina que estava presente nas salas de estar eescritórios. No entanto, com o passar do tempo, o slogan passou a fazer sentido. A WorldWide Web substituiu a necessidade de uma única máquina armazenar, processar e manipulardados. Agora, a rede funciona como um Supercomputador Mundial que permite todas essasfunções a todos que a acessarem.Eric Schmidt que trabalhava na Sun na época de lançamento do Slogan, chama oSupercomputador Mundial de “Computador das Nuvens”, o que significa que a computaçãopassa de um estágio fixo e concreto para se transformar constantemente dentro da nuvem deinformações que é a Web. As máquinas e dispositivos que hoje possuem acesso a Internet nãosão parte apenas de seu conjunto de componentes físicos, mas sim, como explica Carr, são“apenas mais uma molécula da nuvem, um nó na vasta rede de computadores.” (CARR, 2008,p.109)Hoje, o Supercomputador Mundial está acessível a todos e disponível para serprogramado por qualquer um que o queira. O termo “programar” parece distante da realidadede muitos, dando a entender que se trata de manipular códigos e linhas de comandomatemáticas. Mas a verdade é que a programação de um sistema pessoal com acesso ainternet já se faz na vida de muita gente, mesmo que não saibam que o estão fazendo.Atualmente, é possível colocar no ar um blog com serviço gratuito de hospedagem earmazenar nele textos que relatem interesses de alguém, fotos pessoais, vídeos interessantes emúsicas que estejam eu seu repertório pessoal, para falar o mínimo. E esses vídeos, músicas efotos podem ser deslocados de outros nós da Web, por exemplo, ao linkar conteúdo de sitescomo o Youtube, o Flickr ou o Soundcloud, quanto não de outros sites que fizeram esse link.
  49. 49. 48Se essa é a “teia” idealizada por Tim Berners-Lee na criação da World Wide Web, é agoratambém uma nuvem gigantesca e crescente de dados que podem ser conectados graças a suaproposta de Hipertexto na Internet.Para Carr (2008, p.117), a conexão entre o mundo real e o mundo digital tende aacelerar conforme o desenvolvimento do Supercomputador Mundial. À medida em que ele éprogramado individual e simultaneamente por diversas pessoas, a vida real tende a seassemelhar a vida digital com cada vez mais precisão.Logo o Supercomputador Mundial saberá onde estamos e o que estamosfazendo em quase todos os momentos do dia. Vamos existirsimultaneamente no mundo real e em um mundo gerado por computadores.Ao programar o Supercomputador Mundial, vamos programar nossa vida.(CARR, 2008, 107)A programação da World Wide Web pode ser encarada não só como as entradaspessoais de alguém na grande rede, mas também na produção de conteúdo de pessoas parapessoas, de usuários para usuários. Essa característica era comum com a atualização de blogse conversas em grupos de discussão mas se acentuou com a chegada do Youtube e afacilidade que demonstrou em publicar, compartilhar e tornar possível assistir vídeos atravésde uma única plataforma na Internet.5.2.5 Conteúdo Gerado por UsuáriosEm 2006, o grande compartilhador de videos e um dos websites mais populares domundo foi comprado pela gigante da Internet, a Google, por US$ 1,65 bilhão. O Youtube,agregador de conteúdo em formato de video se tornou uma das ferramentas mais valiosas nomundo digital com uma proposta que não parecia ousada: permitir que as pessoas pudessem,de forma simples e gratuita, armazenar, compartilhar e assistir vídeos feitos em casa.A empreitada da Google é observada por Nicholas Carr:Na ascensão do Youtube vemos um microcosmo do estranho mundo novo docomércio on-line. O êxito da companhia revela muita coisa sobre osprocessos econômicos mutáveis da computação e a forma pela qual elesestão afetando o comércio, o emprego e até a distribuição da riqueza.(CARR, 2008, p.123)

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