Relatório de alisângela considerações finais

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Relatório de alisângela considerações finais

  1. 1. 6. DESCRIÇÃO DE IMPACTOS DAS AÇÕES/ATIVIDADES DO PROJETO NA:FORMAÇÃO DE PROFESSORES; LICENCIATURAS ENVOLVIDAS; EDUCAÇÃOBÁSICA; PÓS-GRADUAÇÃO e ESCOLAS PARTICIPANTES(Max. 2 laudas) A busca incessante da qualidade no ensino tem sido o principal motivo dapreocupação de educadores e pesquisadores que veem a escola como um ambiente propíciopara a emancipação de indivíduos. O Pedagogo precisa obter saberes específicos para atuar,pois a prática pedagógica é um processo cujos procedimentos devem estar conectados,entrelaçados para alcançar a tão almejada qualidade do ensino. O fazer docente precisaestabelecer a interação entre teoria e prática, onde os conhecimentos pedagógicos estejamnuma permanente construção. Para Cortella1, o educador precisa ter humildade pedagógica. “É preciso terhumildade de pensamento, de relacionamento e no exercício do poder. A finalidade do poderé servir e não se servir”. Segundo ele, os profissionais precisam aprender a viver no séculoXXI. “Muitas vezes, o aluno é do século XXI, o professor do século XX e a metodologia doséculo XIX”. Nesse sentido, é preciso ressignificar práticas, transformar atitudes, modificarideologias e criar uma nova identidade docente/discente. A pesquisa-ação possibilita-nos observar o cotidiano escolar e propor possibilidades.O projeto PIBID vem para mostrar possibilidades. Mostrar que é possível modificar conceitos,sejam na nossa formação em Pedagogia, nas demais Licenciaturas envolvidas, na EducaçãoBásica, Escolas participantes. Faz-nos acreditar que é possível reescrever a história daeducação em nosso país. A escola é heterogênea, o conhecimento também. O conhecimento caminha porvárias vias, e uma delas é a via da prática. A prática nos impulsiona a enxergar comtotalidade. Nesse sentido, é preciso tirar a dicotomia entre professor e aluno, entre ensino eaprendizagem, entre olhar profundo e olhar superficial. Cortella (2006) argumenta que [...] até não gosto de alguns pensadores e educadores que hoje banalizam e desprezam a escola. Falam continuamente contra a escola e fazem aquilo que rejeito, que é a necropsia da escola. Eu não gosto de fazer necropsia da escola, mas de fazer biopsia da escola. A biopsia seria pegar aquilo que vivo está, examinar o que contém de problemas, para mantê-lo vivo. Já a necropsia serve apenas para identificar a causa mortis. Isso de nada resolve. O desprezo pela escola formal serve imensamente às elites. Como essas elites têm acesso a outras formas de cultura letrada, a escola de uma certa maneira é muito secundária na formação desses jovens. Na escola a qual estou realizando a pesquisa, encontrei resistência para realizaratividades com a qualidade necessária, pois o desejo de oferecer estratégias diferenciadascolidiu com a falta de colaboração de professores que nos julgam fantasiosos e utópicosporque acreditam que a educação é um sistema falho, que está definhando e que não tem maissolução para ele. Contudo, resultados positivos já podem ser observados entre os alunosatendidos pelas ações do PIBID. Exemplo disso é o projeto Palco Cultural que tem tornadoconcretos os nossos anseios. O ambiente da escola que realizo a pesquisa está sendomodificado, pois já é possível constatar a motivação dos estudantes em relação a esse esteprojeto que coordeno e, consequentemente, em relação à escola. Os depoimentos a seguirevidenciam: Depoimento 11 Disponível em http://escolaemrede.blogspot.com.br/2011/06/o-professor-do-seculo-xxi-precisa-ser.html
  2. 2. “A escola se torna um ambiente agradável de estar, quando estou com meus amigos, quando posso participar das atividades que ela oferece (apesar de que poderiam ser em maiores quantidades) quando há debates sobre assuntos que estão acontecendo no Brasil e no mundo” [...]. Depoimento 2 “O projeto Palco Cultural é de grande importância, pois promoveu a cultura mostrando aos alunos que ela está por toda parte. E também, porque é uma forma dos alunos se expressarem”. Depoimento 3 [...] O Palco Cultural pode contribuir para deixar a escola mais atrativa, pois desperta a curiosidade dos jovens. Eu me sinto super bem-humorada! “É até mais interessante voltar pra sala depois das apresentações, porque anima todo mundo”. (Depoimentos sobre o Palco Cultural – Anexo26) Estes depoimentos me emocionaram profundamente, pois evidenciam que existe apossibilidade de reescrevermos a história da educação. Evidenciam que é possívelalcançarmos resultados positivos, se utilizarmos estratégias inovadoras e criativas. O projeto PIBID proporcionou-me a alegria de conviver com pessoas maravilhosas,afetuosas e receptivas. Estudantes dignos de o melhor que podemos oferecer para tornar aescola desejável. Assim como Cortella (2006), eu discordo daqueles que insistem em dizerque “não tem jeito para a educação”, pois penso que não podemos desistir. Temos que buscarmelhorar um pouquinho a cada dia. Vigotsky afirma que “o desenvolvimento em parte é definido pela maturação”, porisso, reconheço não ter a maturidade necessária para saber respostas paa inúmeros problemasque identifiquei, pois estamos caminhando a passos cautelosos, afinal, o Curso deLicenciatura é uma formação inicial. Sobretudo, considero que para obtermos a tão essencialmaturidade docente é preciso continuar exercitando e tendo contato com a prática. Contatoque já foi iniciado com este projeto PIBID que precisa ter continuidade.Por impacto, entende-se os efeitos produzidos pelo projeto que tenham gerado modificações emalgum aspecto da seu campo de atuação. Trata-se de identificar, compreender e explicar asmudanças ocorridas nesse campo.7. CONTRIBUIÇÕES PARA A LICENCIATURADescrever as contribuições do projeto para o aprimoramento dos cursos de licenciatura (Até 500palavras) O projeto PIBID agregou muito valor à nossa formação, pois quando estamos dentrodas portas da faculdade, pensamos que no contexto escolar é tudo muito lindo e perfeito. Issoporque estamos nos alimentando apenas da teoria. Ao nos inserirmos no ambiente escolar, somoscomo poetas, cheios de romantismo. Nesse sentido, assim como contemplamos a diversidade quehá do no campo da Literatura, logo percebemos a amplitude do contexto escolar que nem semprecausa sentimentos apaixonantes. Percebemos que existe uma diversidade de dramas nas tramassociais, muitos deles difíceis de solucionar. Esta pesquisa científica nos dá possibilidade de enxergar além das palavras impressasno papel. Oportunizou-nos adentrar os portões da escola, para vivenciarmos na prática,
  3. 3. experiências com o manuseio do nosso objeto de estudo e observar os sujeitos que permeiam oespaço escolar de forma diferenciada, além disso, nos proporciona a ampliação de nossosconceitos e desmistificação de outros. Ao passo que fomos à busca de conhecer a realidade da escola tivemos a oportunidadede participar de ações, desenvolver intervenções e propor modificações no território escolar,compreendemos que, para o exercício da docência devemos estar preparados para encarardesafios e imprevistos. Portanto, este projeto tem muito a agregar ao curso de Licenciatura emPedagogia, e outros cursos participantes, pois possibilita a aplicação do que sabemos de teoria deforma prática e contextualizada, e paralelamente, contribui para aquisição de novos eimportantíssimos saberes.8. DIFICULDADES ENCONTRADAS E JUSTIFICATIVAS DE ATIVIDADESPREVISTAS E NÃO REALIZADAS(Até 500 palavras) O processo de ensino aprendizagem envolve polêmicas histórico-culturais. Questõessocioculturais desafiantes que estão tão intrínsecas no fazer docente que na maioria das vezesnão saltam aos olhos, necessitam de uma investigação mais aprofundada, um olhar maisminucioso sobre o cotidiano escolar, para enfim serem identificadas. Como afirma Certeau: [...] o cotidiano é aquilo que nos é dado cada dia (ou que nos cabe em partilha), nos pressiona dia após dia, nos oprime, pois existe uma opressão no presente. [...] Talvez não seja inútil sublinhar a importância do domínio desta história “irracional”, ou desta ‘não história’, como o diz ainda A. Dupont. “O que interessa ao historiador do cotidiano é o Invisível...”. (1996, p.31). A problemática existente no cotidiano da ambiência escolar vai além de problemasestruturais, diferentemente de como eu pensara outrora. Vai desde a comunicação, desinteresse efalta de comprometimento de alguns professores em realizar um trabalho diferenciado,desinteresse da família pelos estudos dos filhos, desmotivação dos alunos pela aprendizagem,como se o ato de aprender não lhes provocasse desejo (mesmo porque muitos deles não sabem oque fazer com o que aprendem na escola). Todos esses são ingredientes de um cotidiano marcado por conflitos, muitos delesexistenciais: Profissionais da educação que acham que já sabem tudo, que acham já ter vivido osuficiente ao ponto de se tornarem “técnicos do saber”, professores e alunos que não sabem porque estão na escola e o que estão fazendo ou o que vão fazer com o que é apreendido lá. Asaulas, em sua maioria, são estritamente expositivas, e quando os alunos tem contato com algonovo, lúdico, é como se fosse um acontecimento extraordinário. Ao longo desses primeiros meses de pesquisa, percebi a falta de embasamento teóriconas ações dos próprios profissionais que atuam na escola, para nos auxiliarem na execução denossas atividades. A supervisora escolar foi bastante receptiva, dialogou muito conosco edemonstrou procedimentos curriculares, mas a falta apoio de alguns professores aos bolsistas foia maior dificuldade encontrada. Seria formidável se toda a escola recebesse este projeto eolhasse para ele com o mesmo olhar que nós, para integrarmos nossas ações em busca do melhorpara a educação. Como aluna bolsista, participar deste projeto tem sido uma das melhores experiências
  4. 4. que vivi como acadêmica em formação até agora, por isso, ainda quero avançar muito mais na busca de entender o que, o para que e o como se faz docência. Em suma, continuaremos fazendo nossa parte, propondo intervenções, intensificando nossas ações e lutando para estimular e provocar mudanças através de o nosso próprio fazer, e no nosso fazer também. Apresentação das dificuldades e possíveis soluções encontradas em todas as fases de desenvolvimento do projeto. (Max. de 1 lauda). 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS E PERSPECTIVAS Nossa coordenadora da área de Pedagogia (PIBID) Prof.ª Dr.ª Augusta Maria Bicalho tem feito um trabalho belíssimo juntamente conosco, nos dando direcionamento e sendo uma mediadora que permite nossas opiniões e intervenções. Nossas reuniões de planejamento e grupos de estudos tem sido inesquecíveis. É impressionante a capacidade que a Prof.ª Augusta tem de nos motivar e nos conduzir no passo a passo de nossas ações. Ela profere uma frase que está sempre injetando um entusiasmo a mais na minha caminhada – “Conhecimento é condição de liberdade”. Considero esse entendimento sobre o conhecimento, a síntese de todo o trabalho do professor eficaz que sabe aonde quer conduzir o aluno – à liberdade de refletir, criticar, libertar-se das opressões ideológicas e por em prática o que apreendeu. Dessa mesma forma tem sido o PIBID. Ao mesmo tempo em que nós ainda não temos a experiência necessária para lidar com situações conflitantes, nossas ações e experimentações nos permitiram compreender que para a formação de qualidade é imprescindível que haja a relação entre teoria e prática. Aplicamos conceitos, analisamos os resultados e reescrevemos os conceitos anteriormente apreendidos num ciclo contínuo. Segundo Morin Todo conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão. A educação do futuro deve enfrentar o problema de dupla face do erro e da ilusão. O maior erro seria subestimar o problema do erro; a maior ilusão seria subestimar o problema da ilusão. O reconhecimento do erro e da ilusão é ainda mais difícil, porque o erro e a ilusão não se reconhecem, em absoluto, como tais. Portanto, para que nosso olhar nos lance à esfera de um trabalho bem qualificado e eficaz, todos nós, atuantes ou que irão atuar na educação, precisamos adquirir a capacidade de assumir os erros e ir à busca dos acertos. Nesse sentido, penso que precisamos avançar com nossas atividades, para que o nosso olhar sobre a educação se torne cada ver mais capaz de distinguir as necessidades e carências desse sistema. Por fim, para oportunizar os benefícios adquiridos por nós participantes do programa a outros acadêmicos em formação, sugiro que o quantitativo de bolsas oferecidas por este projeto do PIBID seja ampliado. Considerações sobre o alcance dos objetivos do projeto, indicadores de avaliação criados, críticas e sugestões de melhoramento do programa na IES e na CAPES. Destacar a necessidade de continuidade, aprimoramento, expansão ou término do projeto na IES. (Max. 1 lauda) Local e data(Nome e assinatura)
  5. 5. Responsável pelo projeto

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