Anexo 038 relato aluna simone

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Anexo 038 relato aluna simone

  1. 1. ANEXO Relato sobre o PIBID por Simone Pereira (aluna de Letras):O PIBID (Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência) é um canalpara a integração do docente iniciante no mercado de trabalho, oportunizandoa vivência das questões pedagógicas e sociais das escolas, além de umainteração com o professor da área, o qual mediará essa primeira etapa, dandoapoio e incentivo, mostrando o melhor caminho a ser seguido e quais atitudestomar frente aos desafios de sala de aula. Ou seja, o professor será oreferencial de educador para o estagiário.Segundo o diretor de Educação Básica Presencial da Capes, Dilvo Ristoff, oPibid faz articulação entre a educação superior (por meio das licenciaturas), aescola e os sistemas estaduais e municipais: “O Pibid, pelo direcionamento desuas ações, é um projeto extremamente importante para a educação brasileira.Ele integra os diferentes níveis de ensino, valoriza o espaço pedagógico epromove o futuro profissional do magistério da educação básica”.Todas essas ações governamentais visam uma melhoria no sistemaeducacional. A começar, para suprir a carência de professores de educaçãobásica nas escolas, pretende-se aumentar o número de docentes interessadosem lecionar e, o principal, capacitá-los adequadamente ao exercício da função.Além, é claro, de melhorar a qualidade do ensino aos alunos, aumentando,assim, as notas e os índices avaliativos educacionais.O contato inicial com a escola colaboradora do projeto, Carolina PassosGaigher, foi no dia cinco de setembro, no qual a supervisora, MarceleZampirolli, apresentou as dependências físicas da instituição e, junto com todosos estagiários, organizou os dias e horários de atuação de cada participante doprograma, bem como estabeleceu as regras de regimento da escola.Durante o mês de setembro observou-se as 5ª séries (6° anos), do ensinofundamental dois, do turno vespertino, durante as aulas de Língua Portuguesa.Os alunos apresentam características que, infelizmente, são comuns àrealidade escolar. O desânimo e o desinteresse pelos estudos são evidentes,porém, fazem-se necessárias pesquisas sobre os motivos que alimentam
  2. 2. esses problemas que estão incutidos no ambiente das escolas e, mais queisso, criar mecanismos capazes de reverter essa situação.A clientela da escola é, em sua maioria, filhos pessoas de baixa renda,humildes e assalariados. O nível cultural é simples e muitos não tiveram aoportunidade de se escolarizarem. A comunidade é antiga e, apesar de bemassistida, ainda carece de muitas ações para melhorar as condições decidadania de seus moradores. O tráfico, o desemprego, a prostituição e aviolência são mazelas que fazem parte do cotidiano do bairro, estão inseridasna vida dos alunos e, essa realidade contribui para o fracasso no rendimentoescolar.É um trabalho que ultrapassa os portões da escola. A participação da família éfundamental para o bom resultado das atividades. Toda a sociedade tem quese envolver, visto que os problemas sociais (miséria, violência, drogas e outros)são o combustível para tantas barreiras que impedem a evolução da cogniçãodo aluno.O desenvolvimento do projeto deve ser um trabalho em conjunto. Coordenador,supervisor, professores de carreira e iniciantes devem se unir em prol deresultados satisfatórios no processo de ensino aprendizagem do discente.A área de Língua Portuguesa, especificamente, vê a necessidade dedesenvolver a leitura, compreensão e interpretação de textos, uma vez que,essas habilidades são fundamentais para a base do desenvolvimento dascompetências que o aluno deve adquirir no processo de ensino.Com base nos estudos e análises feitas, nesse período, do CBC (CurrículoBásico Comum), do Projeto Pedagógico da escola e do índice do IDEBalcançado pela instituição percebe-se que há um caminho a percorrer para sechegar a um resultado melhorado em relação ao que se vê hoje.Segundo o documento Currículo Básico da Escola Estadual, “a concepção doensino de língua deve criar condições para que os alunos construamautonomia, desenvolvendo uma postura investigativa”. Os alunos ainda estãono início dessa construção, muitos ainda não despertaram essa vontade dedescobrir, de investigar, de buscar o conhecimento de forma autônoma.
  3. 3. Além dessa particularidade citada anteriormente, o ensino da LínguaPortuguesa tem por meta produções de linguagem em situações de interaçãosocial, de abordagens interdisciplinares, visto que uma boa leitura einterpretação são fundamentais em todas as disciplinas, não se limitando adecodificação de signos, “mas ao desenvolvimento de letramentos múltiplos,concebendo a leitura e a escrita como ferramentas para o exercício dacidadania”.Através da linguagem é que se produz e transmite o conhecimento, a cultura,as convenções sociais e, é com a linguagem que o indivíduo se comunica evive em sociedade. É fundamental que o aluno entenda o que está lendo eaprenda a relacionar o texto com os objetivos propostos pelo professor. Aindamais, o aluno deve estabelecer relações dos textos teóricos ou literários lidoscom as questões por ele vividas. Quando esse propósito for atingido, o alunoestará lendo com proficiência.Para que isso aconteça, a área de Letras Língua Portuguesa do CentroUniversitário São Camilo, com o auxílio do PIBID e em parceria com a escolacolaboradora, propõe um ensino contextualizado da Língua Portuguesa, pois éatravés do texto que se explora os múltiplos sentidos (gramaticais, semânticose sintáticos), desenvolvendo através de oficinas de leitura, escrita einterpretação, as habilidades leitora e escritora do aluno.A metodologia dessas atividades deve partir de condições concretas deprodução. Ou seja, as oficinas serão momentos em que os alunos irão ler ereler, discutir, falar, propor, escrever e reescrever. Atividades como: planejar asetapas de produção de um texto, fixar objetivos, traçar estratégias de leitura,argumentar, defender ideias, considerar contextos históricos e culturais,explorar diversos gêneros textuais, estimular debates e opiniões sobre temasdiversos, inserir criticidade sobre os assuntos e, a partir de todos esses pontos,produzirem textos consistentes serão a meta do projeto.Eu, Simone Pereira, estudante do curso de Letras Língua Portuguesa, faço oacompanhamento em sala juntamente com Maria Gabriela. Nas primeirassemanas, fizemos os estudos e análises dos documentos – Projeto políticopedagógico da escola e Currículo Básico Comum do Estado – bem como, o
  4. 4. levantamento das notas da escola no IDEB e análise do plano de ensino daprofessora que iríamos acompanhar.Após estudos dos documentos, fizemos uma seleção dos conteúdostrabalhados durante o período pela professora nas salas dos 6° anos (5ªséries). Acompanhamos as aulas da 5ªV¹ e 5ªV² e o desempenho de cadaaluno durante semanas, com a finalidade de observar as maiores dificuldades etraçar estratégias para o desenvolvimento do projeto.A maior dificuldade encontrada por nós foi a falta de espaço e horário paratrabalharmos o projeto conforme as ideias iniciais da área de LínguaPortuguesa. Nosso foco é a leitura, produção e interpretação de texto, porémnão podemos tomar as aulas da professora para aplicarmos nossas atividades.Não podemos trabalhar no contra turno, devido a falta de salas disponíveispara os alunos selecionados. Durante as aulas o período disponível é pequeno,visto que não podemos afastar os alunos do conteúdo passado pela professorae a feitura de atividades e avaliações do trimestre.Porém desenvolvemos algumas atividades com os 6° an os de leitura eprodução com as “armas” que nos foram oferecidas, pois acreditamos que amagnitude do projeto não pode parar por falta de espaço. A professoradisponibilizou duas aulas para que aplicássemos nossas atividades.Utilizaremos, nas próximas atividades a área externa da escola.Levamos diversas figuras e espalhamos sobre a mesa para que o alunoescolhesse apenas uma imagem. Cada um escolheu a que mais lhe chamou aatenção. A partir da escolha da figura, pedimos que olhassem para a imagem edissessem por que escolheram aquela figura. Após alguns comentários,instigamos a imaginação dos alunos e cada um pensou em uma fantásticahistória através daquela figura. Assim começou a produção do texto.Ao fim das produções alguns alunos contaram suas histórias para toda turma ehouve resultados satisfatórios para o início de um caminho de desenvolvimentoe aprendizagem.

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