Cânones plano diretor missionário

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Cânones plano diretor missionário

  1. 1. PLANO DIRETOR MISSIONÁRIO CAPÍTULO VII DO PLANO DIRETOR MISSIONÁRIO Art. 26 - O XIII Concílio Geral aprovou o seguinte Plano Diretor Missionário: I - Objetivo 1 - Objetivo Geral O objetivo geral do Plano Diretor Missionário da Igreja Metodista é o estabelecer medidas e diretrizes que visem a ordenar a ação missionária da Igreja, nas áreas onde ainda não há trabalho metodista regular, desde uma perspectiva da Missão, tal como conceituada pelo Plano para a Vida e a Missão da Igreja. 2 - Objetivos Setoriais 2.1-Explicar a filosofia do trabalho missionário; 2.2-Definir critérios para: a) Seleção de áreas prioritárias à ação missionária; b) Recrutamento, seleção e capacitação de obreiros; 2.3-Dar orientação administrativa e pastoral ao trabalho missionário. II - Critério do Trabalho Missionário O trabalho missionário: 1- Será calcado no conceito de missão do Plano Para a Vida e a Missão da Igreja e suas ênfases serão as mencionadas no referido Plano; 2 - Somente será validado pela contribuição específica metodista a ser dada à comunidade; 3 - Inovará e procurará outras áreas de serviço e testemunho ainda não atendidas, não se limitando a repetir o que outras Igrejas estão fazendo; 4 - Será precedido de minucioso levantamento das necessidades das comunidades que se pretenda alcançar, visando a atendê-las; 5 - Dará preferência ao povo simples e às regiões mais carentes econômica e socialmente, procurando descobrir e desenvolver lideranças locais; 6 - Visará à promoção integral da pessoa humana por intermédio da implantação de serviços de evangelização, ação comunitária e educação; 7 - Deverá envolver toda a comunidade metodista; 8 - Será calcado em uma perspectiva da Igreja UNA de Jesus Cristo, que leve a sério a confissão de fé ecumênica. III - Áreas Preferenciais
  2. 2. A Igreja Metodista dará prioridade a: 1 - Ampliação e consolidação dos trabalhos já existentes; 2 - Abertura de novos trabalhos, após o atendimento à prioridade 1, acima, observando-se como critérios preferenciais: 2.1- Áreas onde a carência econômica e social se revele mais aguda; 2.2- Áreas onde já haja um pequeno número de metodistas; 2.3- Áreas onde não há trabalho de denominação evangélica; 2.4- Área urbana onde haja uma grande concentração populacional. IV - O Obreiro Missionário O obreiro missionário é uma pessoa clériga ou leiga, sem distinção de sexo, com preparo apropriado e experiência profissional específica, que se coloca a serviço da Igreja, assumindo alguma forma de responsabilidade direta no planejamento e execução da obra missionária em um campo missionário. 1 - Categorias Para efeito da estruturação da obra missionária, poderão ser recrutados: 1.1- Missionário de Dedicação Exclusiva É o obreiro ou obreira que se dispõe a servir em tempo integral à obra missionária segundo a legislação canônica e nos termos do Pacto Missionário ( cujo modelo foi proposto pelo Conselho Geral ), e é comissionada ( no caso de leigo ou leiga) ou nomeada ( no caso de clérigo ou clériga ) pela autoridade episcopal responsável pelo campo missionário; 1.2- Missionário Colaborador É o membro da Igreja Metodista, clérigo inativo ou leigo que é escolhido(a) e comissionado(a) para exercer funções ou prestar serviços nos campos missionários; 2 - Normas de Recrutamento de Missionário de Dedicação Exclusiva 2.1- O recrutamento de obreiros para os programas missionários é da responsabilidade do Conselho que administra o Campo Missionário, através da Secretaria Executiva de Missões respectiva e de acordo com o Colégio Episcopal ou o Bispo, segundo o nível do Conselho. 2.2- O recrutamento é feito através de comunicação pública das necessidades a serem atendidas e/ou convites individuais a pessoas que porventura se interessem pelo atendimento às mesmas; 2.3- O candidato ou candidata que se apresente para o trabalho missionário deve: a) ser membro da Igreja Metodista há, pelo menos, 6 anos consecutivos para clérigos e 4 para leigos; b) no caso de clérigo ter experiência de 2 anos pelo menos de trabalho pastoral, em igreja local, após ordenação;
  3. 3. c) dar provas de sua vocação para o trabalho missionário, testemunhado por recomendação da igreja local, órgão ou instituição a que tenha servido e, no caso de clérigo, de seu bispo; d) possuir atestado favorável de sanidade física e psicológica, por profissionais indicados pelo Conselho que promove a ação missionária; e) possuir preparo intelectual de acordo com o padrão estabelecido pela Igreja, comprovado por documentação hábil e realizar estágio de treinamento em instituição de ensino teológico metodista, por indicação do Conselho Geral; f) comprometer-se a seguir as orientações do Plano Diretor Missionário da Igreja Metodista em seu trabalho, cumprindo o Pacto Missionário, a legislação canônica e demais normas oficiais. 3 - O Obreiro estrangeiro Quando as características do trabalho ou as necessidades o indicarem, poderá ser recrutado para o seu atendimento obreiro estrangeiro, membro de Igrejas ou Agências Cooperantes, observadas as seguintes normas: 3.13.2- O obreiro estrangeiro será solicitado para atender a uma necessidade específica; O obreiro estrangeiro será submetido a período de treinamento especial que incluirá: a) aprendizado da Língua Portuguesa, em escola realizado no próprio País, de preferência em ambiente ecumênico; b) imersão na cultura nacional, através de vivência e estudos dos costumes, características e problemática do Brasil, programados pelo Conselho Geral, através da Secretaria Executiva de Educação Cristã; c) Estágio com duração não menor que um ano em igreja ou instituição metodista já estabelecida no País, concomitante com estudos sobre posições doutrinárias, história, costumes, liturgia e legislação metodistas, em seminário regional ou Faculdade de Teologia. 4 - Capacitação dos Obreiros dos Campos Missionários Os obreiros recrutados para trabalho em campos missionários, quer nacionais, quer estrangeiros, serão submetidos a um período inicial de capacitação e deverão submeter-se, caso desejem renovação de seu Pacto Missionário, a um programa de estudos e reciclagem de três em três anos, para sua constante atualização, observando-se o seguinte: 4.1 - Capacitação Inicial a) Obreiros nacionais Obreiros Nacionais recrutados para o trabalho missionário, cumprirão, antes de seguirem para o campo missionário, estágio de preparação e estudo, cujo programa e duração serão estabelecidos pelo Conselho Geral; b) Obreiros estrangeiros
  4. 4. Obreiros estrangeiros cumprirão estágios semelhante ao exigido para os nacionais, observado o disposto no item (3) 3.2. 4.2 - Capacitação continuada ( reciclagem ) a) Obreiros nacionais Os obreiros nacionais cumprirão um programa de estudos e reciclagem, a cada três anos de trabalho, visando à sua atualização, de duração e conteúdo a serem definidos pelo Conselho Geral, ouvida a Comissão de Avaliação do Trabalho Missionário do Conselho ao qual se subordinar o obreiro; b) Obreiros estrangeiros Os obreiros estrangeiros, além de cumprirem programa semelhante ao exigido aos obreiros nacionais, e de atenderem às exigências de atualização requeridas por suas próprias Igrejas ou Agências de origem, freqüentarão cursos de aperfeiçoamento de comunicação em língua Portuguesa e de aprofundamento do conhecimento da realidade brasileira, a serem definidos pelo Conselho Geral; 5 - Avaliação do Obreiro Missionário Haverá uma Comissão de Avaliação do Trabalho Missionário, nomeada pelo Conselho que contrata obreiro, a qual terá a seguinte competência: 5.1 Manter contato periódico com o campo missionário e com o obreiro para lá enviado, através dos meios que julgar necessários; 5.2 Encaminhar anualmente ao Conselho que a nomeou sua avaliação dos trabalhos missionários realizados, fazendo recomendações a respeito; 5.3 Avaliar o desempenho do obreiro missionário à vista do Plano Para a Vida e a Missão da Igreja, dos princípios da filosofia do Trabalho Missionário e dos programas específicos estabelecidos para o campo, fazendo recomendações para sua capacitação continuada; 5.4 Dar parecer acerca da conveniência da continuidade do obreiro no campo missionário. V - Modelo de Igreja do Campo Missionário A Igreja é a comunidade de fé que vive em amor, sob a ação do Espírito na comunhão da Palavra e Sacramentos e se estende em evangelização e testemunho ao mundo ao seu redor. A igreja a ser desenvolvida no campo missionário deverá incorporar em seu modo de ser e agir, os pressupostos estabelecidos na filosofia do trabalho missionário, constantes deste Plano Diretor e, apresentará, portanto, as seguintes características:
  5. 5. 1 - A igreja do campo missionário estará vinculada à Igreja Metodista e obedecerá a seus Cânones e posicionamentos definidos pelo Concílio Geral; 2 - Os problemas da comunidade na qual se insere se constituirão em elemento importante de suas preocupações e programação; 3 - Os valores positivos existentes na comunidade mais ampla ao seu redor serão devidamente apreciados e assimilados pela igreja nascente; 4 - A igreja desenvolverá um posicionamento isento de preconceitos ( sociais, religiosos e culturais ) para com a comunidade maior; 5 - O sentimento de solidariedade, especialmente para com as camadas carentes, social e economicamente da população, deverá estar presente na igreja metodista em crescimento no campo missionário; 6 - A igreja será aberta à comunidade e oferecerá suas instalações e recursos às associações e agências que estejam voltadas para o atendimento aos interesses do povo; 7 - Atenção especial deverá ser dada pela igreja à educação cristã de seus próprios membros e às necessidades educacionais gerais da população ao seu redor; 8 - A igreja dará atenção ao desenvolvimento de lideranças leigas, para o trabalho evangelizante, educacional e social que desenvolva, e cultivará lideranças populares, que atuem efetivamente na comunidade mais ampla a seu redor; 9 - A igreja local participará gradativa e crescentemente na cobertura de suas despesas, de modo a alcançar seu sustento próprio dentro do prazo previsto no seu projeto; 10- O trabalho missionário será periodicamente avaliado à luz dos objetivos propostos; caso não tenham sido alcançados, o respectivo Conselho redimensionará o Projeto em desenvolvimento. VI - Normas de Funcionamento Os campos missionários, quer no âmbito local, distrital, regional ou geral, serão operacionalizados observados os seguintes itens: 1 - Manutenção 1.1 Manutenção regular Entende-se por manutenção regular do campo missionário a cobertura das despesas com o subsídio do obreiro, aluguel de casa, aluguel de propriedade para a promoção das atividades missionárias e verba pro-labore ( calculada em vista das condições do local onde se localiza o campo ), as quais são incluídas no orçamento programa anual do Conselho que administra o respectivo campo; a) o subsídio do obreiro missionário será calculado na base em que são calculados os subsídios de outros obreiros na mesma categoria, acrescido de eventuais ajudas de custos e incentivo missionário, a serem definidos pelo Conselho que o contrata; b) a manutenção regular será mantida pelo tempo que o Conselho determinar, prevendose que, pelo crescimento gradual do trabalho missionário, o campo venha se tornar auto-suficiente; 1.2 Projetos especiais
  6. 6. Entende-se por projetos especiais a realização de programas ou projetos que visem à consolidação ou aceleração dos trabalhos do campo missionário ( compra de propriedades, veículos, equipamento, realização de cursos, séries de pregações e outros), e que dependem de levantamento de cursos extras, levantados na forma de um Programa de Promoção Missionário, anexo a este Plano, ou de solicitações a Igrejas ou Agências Cooperantes. 1.3 Fontes de recursos Os recursos para o sustento e implementação do campo missionário advirão de: a) verba incluída no orçamento - programa do Conselho que sustenta o campo; b) ofertas levantadas no próprio campo missionário; c) ofertas missionárias levantadas nos cultos públicos realizados aos quartos domingos de cada mês, distribuídas proporcionalmente aos campos missionários gerais, regionais, distritais e locais, através da Tesouraria do Conselho Regional; d) contribuições de Igrejas e Agências Cooperantes; e) levantamento de recursos extras, por meio de campanhas especiais, nos termos do Programa de Promoção Missionária; f) doações e legados; g) outras fontes. VII - Casos Omissos Os casos omissos serão resolvidos pelos Conselhos respectivos. §1º - Os organismos integrantes da Administração Superior, Intermediária e Básica, especialmente as igrejas locais, elaboram seus planejamentos e programas de evangelização e afins, segundo os ditames do Plano Diretor Missionário. §2º - O programa de Promoção Missionária e o Pacto Missionário, apresentados ao XIII Concílio Geral como instrumentos do Plano Diretor Missionário, não integram o texto deste Cânones porque são instrumentos que devem ser ajustados de acordo com a experiência , segundo decisão do Conselho Geral, ouvido o Colégio Episcopal. Fonte: Cânones da Igreja Metodista
  7. 7. Entende-se por projetos especiais a realização de programas ou projetos que visem à consolidação ou aceleração dos trabalhos do campo missionário ( compra de propriedades, veículos, equipamento, realização de cursos, séries de pregações e outros), e que dependem de levantamento de cursos extras, levantados na forma de um Programa de Promoção Missionário, anexo a este Plano, ou de solicitações a Igrejas ou Agências Cooperantes. 1.3 Fontes de recursos Os recursos para o sustento e implementação do campo missionário advirão de: a) verba incluída no orçamento - programa do Conselho que sustenta o campo; b) ofertas levantadas no próprio campo missionário; c) ofertas missionárias levantadas nos cultos públicos realizados aos quartos domingos de cada mês, distribuídas proporcionalmente aos campos missionários gerais, regionais, distritais e locais, através da Tesouraria do Conselho Regional; d) contribuições de Igrejas e Agências Cooperantes; e) levantamento de recursos extras, por meio de campanhas especiais, nos termos do Programa de Promoção Missionária; f) doações e legados; g) outras fontes. VII - Casos Omissos Os casos omissos serão resolvidos pelos Conselhos respectivos. §1º - Os organismos integrantes da Administração Superior, Intermediária e Básica, especialmente as igrejas locais, elaboram seus planejamentos e programas de evangelização e afins, segundo os ditames do Plano Diretor Missionário. §2º - O programa de Promoção Missionária e o Pacto Missionário, apresentados ao XIII Concílio Geral como instrumentos do Plano Diretor Missionário, não integram o texto deste Cânones porque são instrumentos que devem ser ajustados de acordo com a experiência , segundo decisão do Conselho Geral, ouvido o Colégio Episcopal. Fonte: Cânones da Igreja Metodista

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