A palavra de deus não volta vazia 10 07 2005 - 15 dom. tempo comum - culto matutino

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A palavra de deus não volta vazia 10 07 2005 - 15 dom. tempo comum - culto matutino

  1. 1. A PALAVRA DE DEUS NÃO VOLTA VAZIA ELA CUMPRE O SEU PROPÓSITO INTRODUÇÃO: Queridos irmãos e irmãs... Segundo o Calendário Litúrgico hoje é o 15º Domingo do Tempo Comum, e o 8º Domingo após o Pentecostes. O Lecionário Comum nos propõe as seguintes leituras bíblicas para hoje: 1ª Leitura: Isaías 55,10-11 2ª Leitura: Romanos 8,18-23 Evangelho: Mateus 13,1-23 Somos convidados através destas leituras a tomarmos consciência da importância da Palavra de Deus e da centralidade que ela deve assumir em nossas vidas. A 1ª leitura (Isaías 55,10-11) nos garante que a Palavra de Deus é verdadeira. Ela nos dá esperança e indica os caminhos que devemos percorrer. Ela é eficaz e produz sempre o efeito para o qual foi proclamada, embora nem sempre seja de acordo com os nossos interesses e critérios. O Evangelho nos propõe, em primeiro lugar, uma reflexão sobre a forma como acolhemos a Palavra e nos exorta a sermos uma “boa terra”, disponível para escutar as palavras de Jesus, acolhe-las e deixar que elas dêem frutos em nossa vida. Já na 2ª leitura (Romanos 8,18-23) a temática é “a solidariedade entre o homem e o restante da criação”. À primeira vista, parece não estar relacionada com o tema deste domingo – a Palavra de Deus. Mas podemos dizer que a Palavra de Deus é que fornece os critérios para o bom relacionamento entre o homem e a natureza (criação). Diante destes três textos, eu escolhi a 1ª leitura para refletirmos nesta manhã. Portanto, convido-os neste instante para a leitura de Isaías 55. Ouçamos o que nos diz o texto sagrado. TEXTO: Isaías 55 1 Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. 2 Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão, e o vosso suor, naquilo que não satisfaz? Ouvi-me atentamente, comei o que é bom e vos deleitareis com finos manjares. 3 Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi.
  2. 2. 4 Eis que eu o dei por testemunho aos povos, como príncipe e governador dos povos. 5 Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca te conheceu correrá para junto de ti, por amor do SENHOR, teu Deus, e do Santo de Israel, porque este te glorificou. 6 Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai -o enquanto está perto. 7 Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar. 8 Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, 9 porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos. 10 Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, 11 assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei. 12 Saireis com alegria e em paz sereis guiados; os montes e os outeiros romperão em cânticos diante de vós, e todas as árvores do campo baterão palmas. 13 Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste, e em lugar da sarça crescerá a murta; e será isto glória para o SENHOR e memorial eterno, que jamais será extinto. CONTEXTO O Livro de Isaías, tal como conhecemos hoje, pode ser dividido em três partes: 1) Isaías: Caps. 1-39 - textos do próprio Isaías. Retrata o período que ele viveu (781-740), ou seja, uma época antes do Exílio. Tempo em que o povo que dominava era a Assíria. O Reino do Norte, fez uma aliança com a Síria, para combater os Assírios, porém perdeu e foi riscada do mapa. Este é o momento quando é extinguido o Reino do Norte. Isaías é o profeta que vai pregar a neutralidade política nesta luta entre Síria x Assíria. Por isso o Reino de Judá sobreviverá. Porém, logo assumiu aliança com a Assíria, então o profeta exortará o povo. 2) Deutero-Isaías (Segundo Isaías): Caps. 40-55 - Chamado de “Livro da Consolação” que é do tempo do Exílio Babilônico. Foi escrito, provavelmente, por um só autor, e discípulo de Isaías. Entendamos o momento histórico: de 605 a 562 Nabucodonozor conseguiu fazer da Babilônia a “Potência Mundial”. Porém, no final deste período se levantava Ciro II, rei da Persa, que sujeitou os Medos (553), os Lídios (546), e que agora caminhava rumo à conquista da Babilônia. Os israelitas, que sofriam no exílio babilônico, se alegravam de antemão
  3. 3. com este fato, pois sabiam que os persas respeitavam a cultura e a religião dos povos conquistados. Portanto eles teriam uma maior liderdade para cultuar a Deus. Daí entendermos o porque o profeta chamará o Rei Persa (Ciro II) de instrumento de Deus. 3) Trito-Isaías (Terceiro Isaías): 56-66 – provavelmente foi escrito por vários autores. Todos eles também, discípulos de Isaías. Daí, o fato de na hora de compilar o Cânon, ter se colocado todos os três interligados, ou melhor, em seqüência. O nosso texto encontra-se na segunda parte: o Deutero-Isaías (40-55). O autor deste é um profeta que viveu entre os exilados da Babilónia, procurando consolar e manter acesa a esperança no meio de um povo amargurado, desiludido e decepcionado. Daí o título do livro: “Livro das Consolações”. Na primeira parte (40-48), ele vai anunciar aos exilados a libertação do cativeiro e um “novo êxodo” do Povo de Deus rumo à Terra Prometida; na segunda parte (49-55), ele fala da reconstrução e da restauração de Jerusalém. O nosso texto é a conclusão do “Livro da Consolação”. Depois de convidar o Povo (que ainda está na Babilónia) a buscar e invocar o Senhor (55,6-9), ele relembra a eficácia da Palavra de Deus que acabou de ser proclamada (55,10-11). Estamos na fase final do Exílio (por volta de 550/540 a.C.). Os exilados estão fartos de belas palavras e de promessas de libertação que tardam a concretizar-se… A impaciência, a dúvida, o ceticismo vão minando a resistência e a fé destas pessoas. Será que as promessas de Deus irão se concretizar? Deus não está muito lento nas suas ações, em relação a algo que exige uma intervenção imediata? Estas são as questões que o profeta procura responder. MENSAGEM O profeta vai dizer que Deus não se esqueceu do seu Povo. A sua Palavra não deixará de se concretizar, pois Deus é eternamente fiel às suas promessas. A Palavra de Deus é eficaz, transformadora, geradora de vida. Ela nunca falha. Se Ele disse que realizaria algo, podem aguardar, pois acontecerá. Para expressar essa idéia ele utiliza uma figura de linguagem: a chuva e a neve: assim como elas descem do céu fecundam a terra e multiplicam a vida nos campos, assim a Palavra de Deus não deixará de se concretizar e e realizar o fim para o qual foi proclamada. A Palavra de Deus deve ser considerada como uma água bendita que caí do céu e, inevitavelmente, gera vida que alimenta o Povo de Deus. É a confiança de que a Palavra de Deus é sustento/alimento nos momentos de maiores dificuldades. APLICAÇÃO PASTORAL Através deste pequeno texto somos desafiados a assumir compromisso com a Palavra de Deus. Somos desafiados a crer que a Sua Palavra se concretizará.
  4. 4. Ainda que tudo pareça apontar para o sentido contrário, nossa fé deve estar nas promessas de Deus, e não nas circunstâncias. Lembremo-nos que as circunstâncias dessa vida são passageiras, mas a Palavra de Deus é eterna. Como nos afirma o próprio Cristo: “Os céus e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar”. Se desejamos ser bons cristãos, precisamos assumir nosso compromisso com a vontade de Deus. E para conhecê-la, precisamos dar ouvidos à Sua Palavra revelada na Bíblia Sagrada. Precisamos realizar a mesma tarefa que Paulo sugeriu à Timóteo: “Procura apresentar-te a Deus, aprovado, como quem não tem do que se envergonhar, e que maneja bem a Palavra da Verdade”. Lembremo-nos que ela, tem mensagens para os momentos mais diversos que estejamos enfrentando. Seja muito alegre, ou de grande tristeza. De euforia, ou desânimo. Nela encontramos, muitas das respostas que nenhum outro livro possa nos dar. Confiemos na Palavra de Deus. Ela sim é nosso alimento. Para encerrar gostaria de fazer a leitura de um texto que encontramos nos “Novos Testamentos” distribuídos pelos Gideões Internacionais. Não sei de quem é este poema, mas uma coisa eu sei ele é profundo. Ouçamos a leitura: A Bíblia contém a mente de Deus, a condição do homem, o caminho da salvação, a condenação dos pecadores, e a felicidade dos cristãos. Suas doutrinas são santas, seus preceitos são justos, suas histórias verdadeiras e suas decisões imutáveis. Leia-a para ser sábio, creia nela para estar seguro e pratique-a para ser santo. Ela contém luz para dirigi-lo, alimento para sustê-lo, e consolo para animá-lo. É o mapa do viajante, o cajado do peregrino, a bússola do piloto, a espada do soldado e o guia do cristão. Por ela o paraíso é restaurado, os céus abertos e as portas do inferno descobertas. Cristo é o seu grande tema, nosso bem o seu intento, e a glória de Deus a sua finalidade. Deve encher a mente, governar o coração e guiar os pés. Leia-a lenta e freqüentemente e em oração. É uma mina de riqueza, um paraíso de glória e um rio de prazer. É-lhe dada em vida, será aberta no dia do julgamento e lembrada para sempre. Ela envolve a mais alta responsabilidade, recompensará o mais árduo labor e condenará a todos quantos menosprezam seu sagrado conteúdo. Convido-os ainda a orarmos o hino de nº 145 do Hinário Evangélico, intitulado: O crente e a Bíblia. Que ele seja a verdadeira expressão de nosso íntimo. Que sejamos um povo guiado por essa Palavra Santa, e jamais a abandonemos. Oremos: Não abandono a Bíblia, revelação de Deus, De todos o tesouro, seu guia para os Céus, Luzeiro é divino, nas trevas a brilhar; É a voz do Pai celeste, que a todos vem chamar. Não abandono a Bíblia, revelação de Deus, De todos o tesouro, seu guia para os Céus, Não abandono a Bíblia, pois ela é que me diz Que poderei ser salvo e sempre ser feliz;
  5. 5. Terei, pois, a certeza da eterna salvação, Mediante a cruz e o sangue de Cristo e seu perdão. Não abandono a Bíblia, sempre o confessarei; Quem dera ser ouvido por toda a ímpia grei. Que saiba todo mundo que a cristandade tem A fé robusta e pura, que deste Livro vem. Que Deus nos abençoe!!! Rev. Paulo Dias Nogueira Catedral Metodista de Piracicaba Culto Matutino – 10/07//2005

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