REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228
Volume 16 - Número 2 - 2º Semestre 2016
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INTRODUÇÃO
A Encefalopatia Crônica Não
Progressiva (ECNP) é uma lesão ocasionada no
cérebro apresentando caracterizadas po...
literatura a respeito dos benefícios que a
Equoterapia proporciona aos pacientes com
Encefalopatia Crônica Não Progressiva...
onde este comprometimento afetará o seu
desempenho funcional, mas, cada paciente é
classificado devido seus critérios em
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formas tetraplégicas, diplégicas ou
mistas;
2. Epilepsia: Varia de 25 a 35% dos casos,
ocorrendo mais associado com a form...
consequentemente uma melhor qualidade de
vida.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AQUINO JFM; CUSINATO, CO E MARÃES,
VRFS. Avaliaç...
TAFNER, MA; Fischer, J. Paralisia Cerebral e
Aprendizagem: Um Estudo De Caso Inserido no
Ensino Regular. 2004.
VASCONCELOS...
literatura a respeito dos benefícios que a
Equoterapia proporciona aos pacientes com
Encefalopatia Crônica Não Progressiva...
Cândido
AMDM. 2009
Ressaltar sua
importância
quanto ao
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corretas de
reanimação
neonatal...
até na sua
independência.
Pita MC,
PaschoarelliL
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2007
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realçando seus
fundamentos e formas
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pela ciência, e o
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orientação
espacial.
Aquino JFM.
2007
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de marcha e
postura corporal
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  1. 1. REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 Volume 16 - Número 2 - 2º Semestre 2016 BENEFÍCIOS DA EQUOTERAPIA EM CRIANÇAS COM ENCEFALOPATIA CRÔNICA NÃO PROGRESSIVA: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Adriana Aparecida Souza1 ; Samara Lamounier Santana Parreira 2 RESUMO Introdução: A Encefalopatia Crônica Não Progressiva é uma lesão ocasionada no cérebro apresentando caracterizadas por disfunção motora e postural. A equoterapia é um método terapêutico e educacional onde é utilizada uma abordagem interdisciplinar buscando a recuperação de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais. A técnica equoterápica proporciona benefícios onde se utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar e o paciente terá benefícios onde proporcionará uma melhora da estabilidade postural, coordenação motora, redução de espasmos, uma melhora de sua autoestima e autoconfiança, o que termina por proporcionar melhor qualidade de vida ao paciente. Objetivos: Analisar os benefícios da Equoterapia em pacientes portadores de Paralisia Cerebral. Metodologia: o referente estudo será de caráter exploratório tendo como foco de pesquisa o levantamento bibliográfico. Resultados: A conduta observada foi a Equoterapia em seus diversos benefícios para um paciente com paralisia cerebral. Considerações finais: Concluiu-se então que a Equoterapia é uma conduta fisioterapêutica adotadas para a reabilitação de um paciente com Paralisia Cerebral apresentando-se eficiente seus benefícios e proporcionando resultados positivos. Palavras-chave: Equoterapia, Benefícios, Paralisia cerebral. BENEFITS OF HIPPOTHERAPY IN CHILDREN WITH CHRONIC ENCEPHALOPATHY NO PROGRESSIVE: LITERATURE REVIEW ABSTRACT Introduction: The chronic encephalopathy not progressive is a lesion in the brain characterized for motor and posture dysfunction. The hippotherapy is a therapeutic and educational method which uses an interdisciplinary approach for recuperation of disabled people or with special needs. The technic hippotherapy uses the horse in the interdisciplinary approach and the patient will have improvement of the posture stability, motor coordination, self-esteem and self-confidence, reduce spasms and finally provides better life quality to patient. Objectives: To analyse the benefits of the hippotherapy in patients with cerebral paralysis. Methodology: This study will be exploratory focusing the bibliographic search. Results: It was observed that the hippotherapy brings many benefits to patients with cerebral paralysis. Considerations: Concluded that the hippotherapy is a process used in the physiotherapy for rehabilitation of patients with cerebral paralysis showing yours benefits and positive results. Keywords: Hippotherapy, Benefit, Chronic Encephalopathy not progressive. 45
  2. 2. INTRODUÇÃO A Encefalopatia Crônica Não Progressiva (ECNP) é uma lesão ocasionada no cérebro apresentando caracterizadas por disfunção motora e postural. Estas condições, que variam em gravidade, são devidas a alterações do desenvolvimento do cérebro resultante a partir de uma variedade de causas, mesmo não sendo uma doença progressiva, ocorre o aparecimento de neuropatologias implicando para o não amadurecimento do cérebro1 . A Encefalopatia Crônica Não Progressiva também é definida como Paralisia Cerebral, é considerado um distúrbio de motricidade que geralmente sua manifestação é com indivíduos de até os 3 anos2 .Essa patologia possui uma característica específica, pois, o paciente apresenta sequela de agressão encefálica, transtornos persistentes e invariáveis do tono, postura e dos movimentos. Os distúrbios são diferenciados devidos o não controle dos movimentos, não adaptação do comprimento muscular podendo vir a surgir deformidades ósseas. Existem casos, as sequelas só atingem a região motora sendo associada a outras alterações como, por exemplo, na fala, visão, tato, audição, distúrbios da percepção e/ou sensibilidade, revelando deficiências intelectuais, convulsivas, distúrbios ortopédicos, educacionais e até mesmo de comportamento3 . A Equoterapia é uma técnica de reabilitação e educação corporal que utiliza a equitação para proporcionar ao paciente benefício físicos, psicológicos, educacionais e sociais onde, exige a participação do corpo inteiro do paciente, trabalhando o globalmente à musculatura sendo que a utilização do cavalo é considerada como um método terapêutico contribuindo, assim, para o ganho e o desenvolvimento do equilíbrio, tônus, força muscular, conscientização do corporal, aperfeiçoamento de coordenação motora, autoconfiança e autoestima4 . Esta técnica constitui-se da interação entre ambiente, cavaleiro, cavalo e equipe multidisciplinar responsável pelo paciente e também pelo tratamento adequado do cavalo. Essa atuação em conjunto é de extrema importância, pois se aglomeram conhecimentos de áreas específicas, uma complementando a outra, e resultando assim em um único método que beneficia o paciente durante todo seu tratamento5 . No momento em que o paciente se encontra em cima do dorso do cavalo, ambos se tornam um só ser e todos os movimentos que o cavalo produz são refletidos no paciente, portanto, podemos definir essa atuação conjunta como sequenciada e simultânea. Notoriamente, a prática da equoterapia promove aos pacientes estímulos que os auxiliam em sua superação das suas necessidades, e consequentemente terão uma melhor qualidade de vida5 . Dentre os diversos tratamentos fisioterapêuticos disponíveis atualmente e sendo eles utilizados em pacientes com ECNP ou com algum outro tipo de deficiência e/ou necessidades especiais, a Equoterapia é uma das técnicas que proporciona benefícios em curto prazo, pois além de ser um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, buscando o desenvolvimento biopsicossocial, o paciente terá benefícios além da patologia como, melhora do humor, entusiasmo para pratica de outros esportes e melhorando sua qualidade de vida4 . A Equoterapia dispõe de benefícios para o paciente portador de Paralisia Cerebral, sendo eles: melhoramento da relação (aspectos da comunicação, autocontrole, autoconfiança, vigilância da relação, atenção e do tempo de atenção); melhoramento da psicomotricidade (aspectos do tônus, mobilidade das articulações da coluna e pelve, equilíbrio e postura de tronco, percepção corporal, coordenação motora, dissociação de movimentos corporais); melhoramento de natureza técnica (aprendizado das técnicas de equitação e cuidados com o cavalo) e melhoramento da socialização (facilita a integração de paciente-terapeuta e paciente- sociedade)6 . O conhecimento é extenso sobre esse tipo de tratamento que se torna consideravelmente importante, por isso, o objetivo deste trabalho é analisar os benefícios que a Equoterapia proporciona para os pacientes portadores de Paralisia Cerebral. METODOLOGIA Este estudo foi uma revisão bibliográfica tendo como foco de pesquisa o levantamento da
  3. 3. literatura a respeito dos benefícios que a Equoterapia proporciona aos pacientes com Encefalopatia Crônica Não Progressiva, para isto, foram utilizados os seguintes descritores: equoterapia, benefícios e paralisia cerebral. Os artigos selecionados foram coletados das bases de dados PUBMED, SCIELO, LILACS e MEDLINE, além de capítulos de livros, no período de 2002 a 2013, em língua portuguesa. Foram encontradas 42 referências envolvendo o assunto temático, sendo utilizadas 16 referências, nesta pesquisa. REFERENCIAL TEÓRICO No Sistema Nervoso Central (SNC) chega às informações sensoriais onde, as ordens destinadas aos músculos e às glândulas são liberadas. Os Músculos das pernas, braços ou pálpebras também são informados pela via sensorial. Porém, existem situações em que estes músculos podem se contrair sem a participação da estimulação sensorial tendo as respostas totalmente automáticas sendo denominadas de reflexos1 . Toda mensagem nervosa, levará certo tempo para percorrer as neurofibras (fibras nervosas) e quanto mais afastado estiver o centro nervoso, maior será o tempo a que informação levará para chegar até o SNC1 . A Encefalopatia Crônica Não Progressiva (ECNP) é um distúrbio sensorial e senso- motor causado por uma lesão cerebral, a qual perturba o desenvolvimento normal do cérebro. A perturbação é estacionária e não progressiva. O distúrbio do cérebro é estacionário, porém, o comprometimento dos movimentos é progressivo1 . A ECNP também é considerada uma lesão ocasionada no cérebro onde se apresenta características específicas ocasionadas por disfunções motoras e posturais que variam em gravidade, por isto é muito importante iniciar o tratamento objetivando a correção dos movimentos executados erroneamente, obtendo assim movimentos mais precisos1 ocasionados pelas alterações do desenvolvimento do cérebro resultante a partir de uma variedade de causas, mesmo não sendo uma doença progressiva, ocorre o aparecimento de neuropatologias implicando para o não amadurecimento do cérebro2 . A incidência mundial de ECNP tem-se mantido constante nos últimos anos. Isso se deve, dentre outras razões, às melhores condições de atendimento materno infantil atingido pelo avanço tecnológico, favorecendo principalmente a sobrevida de pré-termos 1 . Nos Estados Unidos, esta incidência tem variado de 1,5 a 5,9/1.000 nascidos vivos. Já no Brasil, estima-se que a cada 1.000 crianças que nascem, 7crianças são portadoras de ECNP e nos países que encontram em desenvolvimento como o Brasil, essa condição pode estar relacionada a problemas gestacionais, más condições de nutrição materna e infantil, atendimento médico e hospitalar inadequado, dentre outros. Dados também revelam que o nascimento de um bebê pré-termo é uma das causas primárias da ECNP chegando a aproximadamente 30% dos nascidosvivos3 . Segundo Oliveira et al. (2005) e Vasconcelos (2009), a etiologia da ECNP pode estar relacionada às causas específicas com suas respectivas características para que ocorra aECNP que seria durante o período: • Pré-Natal: diminuição da pressão parcial de oxigênio; diminuição da concentração de hemoglobina; diminuição da superfície placentária; alterações da circulação materna; tumores uterinos; nó de cordão umbilical; cordão umbilical curto; más formações do cordão umbilical; prolapso; • Peri- Natal: Neste ciclo existem 3 fatores que podem vir a ocasionar a ECNP: Fatores maternos podem influenciar tais como a idade da mãe, desproporção céfalo-pélvica, anomalias da placenta, anomalias do cordão umbilical, anomalias da contração uterina, narcose e anestesia; Fatores fetais: primogenidade, prematuridade, dismaturidade, gemelaridade, malformações fetais e macrossomia fetal. Por fim, os fatores de parto: parto instrumental, anomalias de posição e duração do trabalho de parto; • Pós-natais: anóxia anêmica, anóxia por êxtase, anóxia anoxêmica e anóxia histotóxica. O quadro clínico que os pacientes com ECNP apresentam tem uma característica específica que é o comprometimento motor
  4. 4. onde este comprometimento afetará o seu desempenho funcional, mas, cada paciente é classificado devido seus critérios em específico4 . A ECNP ela tem dois critérios de classificação sendo eles o tipo de função motora: extrapiramidal ou discinético (atetóide,coréico e distônico), atáxico, misto e espástico; e pela localização do corpo afetado (tetraplegia ou quadriplegia,monoplegia, paraplegia ou diplegia e hemiplegia)6 . A heterogeneidade do quadro clínico apresenta dificuldades quanto a classificação do comprometimento da disfunção motora e é, ainda, um desafio para as equipes multiprofissionais envolvidas na reabilitação trabalharem com medidas baseadas no seu desempenho funcional. Isso se comprova de acordo com os diversos estudos apresentados onde é relatado que o quadro clínico funcional relacionado aos níveis de severidade da ECNP em atividades do cotidiano, não indicam o impacto da disfunção motora isolada4 De forma geral, o diagnóstico de ECNP sugere que o individuo em questão apresente características específicas como, distúrbio central de postura e movimento, retardo em seu desenvolvimento motor, pertinência de reflexos primitivos e também anormais, o não desenvolvimento dos reflexos protetores11 . Todo esse diagnóstico é confirmado através de uma Anamnese e um exame físico minucioso, até para que seja confirmada uma possível ou não doenças degenerativas ou até mesmo uma distrofia muscular. São realizados exames como o Eletroencefalograma e tomografia Computadorizada para então determinar a localização e extensão das lesões estruturais. Outros exames adicionais podem ser incluídos como o teste para verificar a função auditiva e visual6 . Além disso, o processo de identificação mostra frequentemente partes do corpo que estão primariamente envolvidas: diplegia, hemiplegia e quadriplegia sendo elas que indicam respectivamente que os membros inferiores, um lado do corpo, ou os quatro membros, estão afetados11 . TIPOS DE ENCEFALOPATIA CRÔNICA NÃO PROGRESSIVA Na observação clínica da ECNP, deve-se levar em consideração a extensão do distúrbio motor, sua intensidade e, principalmente, a caracterização semiológica desse distúrbio. A ECNP pode ser classificada através de 2 critérios: Lesões piramidais e Lesões Extrapiramidais sendo sub classificadas de acordo com sua topografia e quais os membros envolvidos em cada lesão. Leite e Prado relatam que as lesões piramidais são distintas, caracterizando-se por características específicas, sendo elas descritas abaixo: 1. Hemiplegia: ocorre com maior comprometimento de membro superior, acompanha-se de sinais de liberação: espasticidade, hiperreflexia e sinal de Babinski positivo. O paciente ostenta atitude em semiflexão do membro superior, permanecendo o membro inferior hiperestendido e aduzido, e o pé em postura equinovara. Também é comum apresentar hipotrofia dos segmentos acometidos, provocando uma possível ocorrência de outras hemi- hipoestesiaou hemianopsia; 2. Quadriplegia: são lesões difusas bilaterais no sistema piramidal resultando-se em uma grave tetraparesia espástica com intensas retrações em semiflexão, síndrome pseudobulbar (hipomimia, disfagia e disartria), podendo vir a ocorrer ainda microcefalia, deficiência mental e epilepsia; 3. Diplegia: acontece entre 10 a 30 % dos pacientes com ECNP, sendo a forma mais encontrada em prematuros. Trata- se de um comprometimento dos membros inferiores, comumente comprovando uma acentuada hipertonia dos adutores, que configura em alguns doentes o aspecto semiológico denominado síndrome de Little, ou seja, apresenta uma postura com cruzamento dos membros inferiores e marcha “em tesoura”. Além do distúrbio motor, existem manifestações acessórias com frequência variável que um paciente com ECNP apresenta8 : 1. Deficiência mental: Ocorre de 30 a 70% dos pacientes. Está mais associada às
  5. 5. formas tetraplégicas, diplégicas ou mistas; 2. Epilepsia: Varia de 25 a 35% dos casos, ocorrendo mais associado com a forma hemiplégica ou tetraplégica; 3. Distúrbios da linguagem; 4. Distúrbios visuais: Pode ocorrer perda da acuidade visual ou dos movimentos oculares (estrabismo); 5. Distúrbios do comportamento: São mais comuns nas crianças com inteligência normal ou limítrofe, que se sentem frustradas pela sua limitação motora, rejeição familiar. 6. Distúrbios ortopédicos: Mesmo nos pacientes submetidos à reabilitação bem orientada, são comuns retrações fibrotendíneas (50%), cifoescoliose (15%), “coxa valga” (5%) e deformidades nos pés. Tendo em vista as necessidades, limitações e inabilidades motoras e posturais do paciente com ECNP, há uma tendência fisioterapêutica de utilização da equoterapia como tratamento14 . A Equoterapia é um método terapêutico e educacional pelo qual utiliza o cavalo dentro de uma abordagem multidisciplinar, nas áreas de Saúde, Educação e Equitação onde busca o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas portadoras de necessidades especiais8 . Atualmente, existem divergências conceituais e semânticas a respeito do nome podendo ser observadas várias nomenclaturas: hipoterapia, equitação terapêutica, reeducação equestre, equitação para deficientes, reabilitação equestre 3 . Dentre os diversos tratamentos fisioterapêuticos disponíveis atualmente e sendo eles utilizados em pacientes com ECNP ou com algum outro tipo de deficiência e/ou necessidades especiais, a Equoterapia é uma das técnicas que proporciona benefícios em curto prazo, pois além de ser um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, buscando o desenvolvimento biopsicossocial, o paciente terá benefícios além da patologia como, melhora do humor, ânimo para pratica de outros esportes e melhorando sua qualidade de vida 2 . Na equoterapia a ação do movimento do cavalo é tridimensional ativando as respostas de deslocamento para frente e para trás, esquerda, direita e de cima para baixo3,15 .Existem semelhanças entre a marcha humana e a andadura do cavalo ao passo: sequência de perdas e retomadas de equilíbrio, movimento tridimensional, dissociação de cinturas pélvica e escapular. Este trote que o cavalo realiza auxilia em diversos benefícios para o paciente com ECNP que seria a melhora do equilíbrio e postura, conscientização corporal, sensações de ritmo, aumento da autoestima, facilita sua integração social, melhora da memória, concentração. Também auxilia na aquisição e desenvolvimento das funções psicomotoras. A função do cavalo é entrar como um instrumento terapêutico, exigindo do cavaleiro planejamento, criação de estratégias e potencialização das habilidades motoras13 . A equoterapia proporciona a criança com ECNP, benefícios importantes para seu desenvolvimento, pois, proporciona a criança com ECNP um ganho de equilíbrio e foça muscular através da estimulação proprioceptiva, vestibular e sensório-motora6,16 obtendo uma melhora no tônus, mobilidade articular de coluna e pelve, equilíbrio e postura, obtenção da lateralidade, percepção do esquema corporal, coordenação motora e dissociação de movimentos, precisão de gestos e integração do mesmo para compreensão de uma ordem recebida ou por imitação 2 . RESULTADOS Os resultados serão apresentados em forma de tabela 1- Paralisia Cerebral e Tabela 2 - Equoterapia (Em anexo) CONSIDERAÇÕES FINAIS De acordo com os artigos revisados, a Equoterapia em crianças portadoras de Encefalopatia Crônica Não Progressiva apresenta ser uma técnica de tratamento eficiente, obtendo os benefícios esperados, pois estes os resultados são benfeitorias que potencializam o equilíbrio e a força muscular do paciente através da estimulação proprioceptiva e sensório-motora proporcionando então resultados positivos, desde que os exercícios sejam bem prescritos e assistidos permitindo a criança um ganho em suas funções motoras e
  6. 6. consequentemente uma melhor qualidade de vida. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AQUINO JFM; CUSINATO, CO E MARÃES, VRFS. Avaliação dos padrões de marcha e postura corporal dos praticantes equoterapia com Paralisia Cerebral. CONIC-SEMESP, 2007. BRASIL. MS. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de atenção à pessoa com paralisia cerebral / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – Brasília: Ministério da Saúde, 2013. BRILINGER, CO. A influência da equoterapia no desenvolvimento Motor do portador de síndrome de Down: estudo de um Caso. Tubarão, 2005. CÂNDIDO, AMDM. Paralisia Cerebral: Abordagem para o Pediatra Geral e manejo multidisciplinar. Passo Fundo: UPF, 2004. CHRISTOFOLETTI G; HYGANHI F; GODOY ALR. Paralisia Cerebral: uma análise do comprometimento motor sobre a qualidade de vida. Fisioterapia em Movimento. Curitiba, 2007; 20,37-44. COSTA, M. Incapacidade motora cerebral: Paralisia cerebral. 2003. Disponível em: http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesa ude/fisioterapia/variedades/paralisia_cerebral.ht m FERLINI, GMS; Cavalari, N. Os benefícios da equoterapia no desenvolvimento da criança com deficiência física. Caderno Multidisciplinar de Pós-Graduação da UCP, Pitanga, v.1, n.4, p.1- 14, abr., 2010. FERLINI, GMS; Cavalari, N. Os benefícios da equoterapia no desenvolvimento da criança com deficiência física. Caderno multidisciplinar de pós-graduação da UCP. Pitanga, v.1, n.4, p. 1- 14, abr, 2010. LEITE, JMRS; Prado, GF. Paralisia cerebral: Aspectos Fisioterapêuticos e Clínicos. Ver Neurociências, v.12, n.01, 2004. LIMA, AS; Cipriano, D; Silva, EF. Simpósio Internacional De Ciências Integradas Da UNAERP: Paralisia Cerebral. Guarujá, 2011. MANCINI, MC; et al. Gravidade da Paralisia Cerebral e desempenho funcional. Rev. bras. fisioter. v.8, n.3, p.253-260, 2004. MARCONSONI, E. et al. Equoterapia: seus benefícios terapêuticos motores na paralisia cerebral. RIES, ISSN 2238-832X, Caçador, V.1, n.2, p. 78-90, 2012. OLIVEIRA, EM. et al. Equoterapia: O uso do cavalo em práticas terapêuticas. IV Semana de Ciência e Tecnologia IFMG, Bambuí, 2011. PAZ, CB; Moraes, VLR. Contribuições da Educação Física para a Qualidade De Vida de Educandos com Paralisia Cerebral. Revista CientíficaJOPEF, 2012. PITA, M. C.; PASCHOARELLI, L. C.; SILVA, J. C. P. Biofotogrametria Computadorizada: Aplicação na Avaliação Postural Fisioterapêutica e sua Contribuição para o Design Ergonômico. Anais do VII ERGODESIGN e VII USICH. Balneário Camboriú/SC: NPDESIGN - UNIVALI, v. 1, 2007. ROTTA NT. Paralisia cerebral, novas perspectivas terapêuticas. J. Pediatr. 2002;78(1):48-54. SILVEIRA, MM; Wibelinger, LM. A equoterapia como recurso terapêutico no equilíbrio do idoso. Brasília: 2013.
  7. 7. TAFNER, MA; Fischer, J. Paralisia Cerebral e Aprendizagem: Um Estudo De Caso Inserido no Ensino Regular. 2004. VASCONCELOS, RLM. Avaliação do desempenho funcional de crianças com paralisia cerebral de acordo com níveis de comprometimento motor. Natal, 2009. WALTER, GB; Vendramini, OM. Equoterapia: terapia com o uso do cavalo. Minas Gerais: CPT/CEE-UFV, 2000. ______________________________________ 1- Acadêmica de fisioterapia do Centro Universitário UniEVANGÉLICA, Anápolis, GO – Brasil, e-mail: adri_a_s@hotmail.com 2- Fisioterapeuta, Livre Docente, Professora adjunto ao Curso de Fisioterapia na UniEVANGÉLICA, Anápolis, GO – Brasil, e- mail: samaralsparreira@ibest.com.br
  8. 8. literatura a respeito dos benefícios que a Equoterapia proporciona aos pacientes com Encefalopatia Crônica Não Progressiva, para isto, foram utilizados os seguintes descritores: equoterapia, benefícios e paralisia cerebral. Os artigos selecionados foram coletados das bases de dados PUBMED, SCIELO, LILACS e MEDLINE, além de capítulos de livros, no período de 2002 a 2013, em língua portuguesa. Foram encontradas 42 referências envolvendo o assunto temático, sendo utilizadas 16 referências, nesta pesquisa. REFERENCIAL TEÓRICO No Sistema Nervoso Central (SNC) chega às informações sensoriais onde, as ordens destinadas aos músculos e às glândulas são liberadas. Os Músculos das pernas, braços ou pálpebras também são informados pela via sensorial. Porém, existem situações em que estes músculos podem se contrair sem a participação da estimulação sensorial tendo as respostas totalmente automáticas sendo denominadas de reflexos1 . Toda mensagem nervosa, levará certo tempo para percorrer as neurofibras (fibras nervosas) e quanto mais afastado estiver o centro nervoso, maior será o tempo a que informação levará para chegar até o SNC1 . A Encefalopatia Crônica Não Progressiva (ECNP) é um distúrbio sensorial e senso- motor causado por uma lesão cerebral, a qual perturba o desenvolvimento normal do cérebro. A perturbação é estacionária e não progressiva. O distúrbio do cérebro é estacionário, porém, o comprometimento dos movimentos é progressivo1 . A ECNP também é considerada uma lesão ocasionada no cérebro onde se apresenta características específicas ocasionadas por disfunções motoras e posturais que variam em gravidade, por isto é muito importante iniciar o tratamento objetivando a correção dos movimentos executados erroneamente, obtendo assim movimentos mais precisos1 ocasionados pelas alterações do desenvolvimento do cérebro resultante a partir de uma variedade de causas, mesmo não sendo uma doença progressiva, ocorre o aparecimento de neuropatologias implicando para o não amadurecimento do cérebro2 . A incidência mundial de ECNP tem-se mantido constante nos últimos anos. Isso se deve, dentre outras razões, às melhores condições de atendimento materno infantil atingido pelo avanço tecnológico, favorecendo principalmente a sobrevida de pré-termos 1 . Nos Estados Unidos, esta incidência tem variado de 1,5 a 5,9/1.000 nascidos vivos. Já no Brasil, estima-se que a cada 1.000 crianças que nascem, 7crianças são portadoras de ECNP e nos países que encontram em desenvolvimento como o Brasil, essa condição pode estar relacionada a problemas gestacionais, más condições de nutrição materna e infantil, atendimento médico e hospitalar inadequado, dentre outros. Dados também revelam que o nascimento de um bebê pré-termo é uma das causas primárias da ECNP chegando a aproximadamente 30% dos nascidosvivos3 . Segundo Oliveira et al. (2005) e Vasconcelos (2009), a etiologia da ECNP pode estar relacionada às causas específicas com suas respectivas características para que ocorra aECNP que seria durante o período: • Pré-Natal: diminuição da pressão parcial de oxigênio; diminuição da concentração de hemoglobina; diminuição da superfície placentária; alterações da circulação materna; tumores uterinos; nó de cordão umbilical; cordão umbilical curto; más formações do cordão umbilical; prolapso; • Peri- Natal: Neste ciclo existem 3 fatores que podem vir a ocasionar a ECNP: Fatores maternos podem influenciar tais como a idade da mãe, desproporção céfalo-pélvica, anomalias da placenta, anomalias do cordão umbilical, anomalias da contração uterina, narcose e anestesia; Fatores fetais: primogenidade, prematuridade, dismaturidade, gemelaridade, malformações fetais e macrossomia fetal. Por fim, os fatores de parto: parto instrumental, anomalias de posição e duração do trabalho de parto; • Pós-natais: anóxia anêmica, anóxia por êxtase, anóxia anoxêmica e anóxia histotóxica. O quadro clínico que os pacientes com ECNP apresentam tem uma característica específica que é o comprometimento motor
  9. 9. Cândido AMDM. 2009 Ressaltar sua importância quanto ao conhecimento e emprego das técnicas corretas de reanimação neonatal, bem como a imperiosidade de que toda criança seja assistida por um Pediatra ao nascimento. Realizou-se uma revisão bibliográfica em livros-texto especializados na patologia, bem como pesquisa em sites da Internet, com periódicos e artigos da literatura médica, páginas dos centros especializados no tratamento da Paralisia Cerebral, como a Rede Sarah de Hospitais do Aparelho Locomotor e a AACD Dados literários referentes a teoria sobre Paralisia Cerebral Os centros especializados para pacientes, como PC como, hospitais da Rede SARAH, a AACD, entre outros, dispõem de centros diagnósticos, produção de órteses, tratamento fisioterápico, musicoterápico de acordo com o que a neurologia e os outros ramos encaminham o para esses locais tratamento proporcionando uma melhor conduta para o tratamento Todo procedimento durante a fase de tratamento de uma criança com paralisia cerebral deve ser multidisciplinarm ente para que a criança tenha um tratamento eficaz e com uma boa qualidade de vida. Vasconcelos RLM. et al. 2009 Identificar diferenças funcionais de crianças com Paralisia Cerebral em diferentes níveis de disfunção motora e correlacioná- las com os domínios mobilidade, autocuidado e função social na habilidade funcional e na assistência do cuidador. Realizou-se uma pesquisa analítica de corte transversal com 70 crianças/famílias, com idades de 4 a 7,5 anos,atendidas no Centro de Reabilitação Infantil, por meio do PediatricEvaluation DisabilityInventory( PEDI) e do Gross Motor Function Classification System (GMFCS). A análise dos dados foi realizada por meio da ANOVA e teste de correlação de Pearson 70 Indicaram importante variabilidade funcional das crianças com PC em diferentes níveis de severidade da disfunção Motora. Percebe-se a necessidade de aplicação do PEDI e GMFCS, o que parece aumentar o entendimento sobre a relação entre funções motoras grossas e atividades da vida diária. Costa M. 2003. Apresentar as particularidade s sobre a Paralisia Cerebral A metodologia utilizada refere-se a uma revisão bibliográfica referente a Paralisia Cerebral e suas particularidades Dados literários referentes a Paralisia Cerebral Importante ressaltar que a frequência no programa de fisioterapia depende das condições da criança e da família; mas o maior número de vezes por semana geralmente leva a melhores resultados O paciente que recebe um tratamento especializado (diferenciado), altamente adequado e sem interrupções, apresentaram uma qualidade de vida muito superior em diversos aspectos, sejam eles; motor, cognitivo, interação social e
  10. 10. até na sua independência. Pita MC, PaschoarelliL C, Silva JCP. 2007 Revisar as características da Biofotogrametr ia computadoriza da como segmento aplicativo na Fisioterapia, apresentando também alternativas de uso nas análises ergonômicas. A metodologia utilizada reporta-se a uma revisão bibliográfica referente a formas de tratamento da patologia Dados literários referente a Biofotogrametria computadorizada O estudo referente abiofotogrametria computadorizada por ser uma linguagem de fácil interpretação e reprodutividade de resultados favorece um intercâmbio entre profissionais de diversas áreas. A biofotogrametria computadorizada apresenta ao fisioterapeuta dados quantificados da análise da postura corporal e dos movimentos, podendo ser usado para escolher o melhor tratamento. Hoffmann RA, Tafner MA, Fischer J. 2004 Apresentar o que significa a Paralisia Cerebral, sua origem, bem como seus graus, suas sequelas, e uma experiência de inclusão no ensino regular de uma criança paralisada cerebral Mostrou-se qual é o papel do educador nesta nova perspectiva de ensino, apresentando as possibilidades de poder criar e buscar novas metodologias de ensino, fazendo o que não se sabe fazer, mas, deixando-se ensinar através do estranho, do novo, do diferente. Dados literários sobre a inclusão de crianças com Paralisia Cerebral em escolas Ao final do ano letivo de 2000, após realizar vários trabalhos diversificados, envolvendo o grupo no qual se encontrava inserida, obteve resultados significativos na suaaprendizagem. Ao refletirmos sobre a inclusão de crianças portadoras de Necessidades educativas Especiais no ensino regular, reconhecemos a importância e responsabilidade da escola em poder atender este indivíduo em sua totalidade. Mancini MC,et al. 2004 Comparar o impacto da gravidade neuro motora ao perfil funcional das crianças portadoras de PC. É uma pesquisa quantitativas sendo, 36 crianças portadoras de PC, divididas em três grupos de acordo com o nível de gravidade da doença, que foi classificado com base no Sistema de Classificação da Função Motora Grossa 36 Os resultados revelam que crianças com comprometimento moderado apresentam repertório funcional (habilidades de autocuidado e função social) semelhante às de gravidade leve e independência semelhante às graves. Concluem que atitudes e expectativas dos cuidadores de crianças portadoras de PC moderada podem exercer uma influência negativa em sua independência funcional. RottaNT. 2002 Ofertar ao pediatra informações atualizadas sobre o diagnóstico e tratamento de Paralisia Cerebral. Foram utilizados dados de revisão bibliográfica não sistematizada e da experiência no atendimento dos pacientes da Unidade de Neurologia do Serviço de Pediatria Dados de revisão bibliográfica não sistematizada e da experiência no atendimento dos pacientes da Unidade de Neurologia do Serviço de Pediatria do O atendimento das crianças com PC estava baseadoprincipalm ente na experiência pessoal e atualmente, têm sido realizados estudos com escalas de O pediatra é o primeiro médico a entrar em contato com a criança com paralisia cerebral, e deve estar apto para reconhecer precocemente os desvios do
  11. 11. Tabela 02: Equoterapia AUTOR/ANO OBJETIVOS METODOLOGIA POPULAÇÃO RESULTADOS CONCLUSÃO Silveira MM, Wibelinger LM. 2011 Verificar os efeitos da Equoterapia no equilíbrio do idoso. Esta atividade exige a participação do corpo inteiro, trabalhando o praticante de forma global utilizando o cavalo como método terapêutico contribuindo, assim, para o desenvolvimento do equilíbrio, tônus, força muscular, a conscientização do próprio corpo, o aperfeiçoamento de coordenação motora, atenção, autoconfiança e autoestima. Dados literários referentes aos efeitos da equoterapia em idosos O cavalo oferece características de seu passo em situações únicas, aumentando a vivacidade do praticante, em exercícios como parar e andar, mudar de direção e sentido, fazer desenhos no chão, trabalhando não apenas o equilíbrio corporal, mas também o emocional do praticante. É um recurso terapêutico eficaz para o equilíbrio do idoso, pois a biomecânica do cavalo auxilia no ritmo e continuidade de estímulos ao sistema nervoso do praticante, reeducando a postura, auxiliando na autoestima e autoconfiança do praticante. Oliveira EM. et al. 2011 Explicar o que é a equoterapia, quais seus fundamentos e enfatizar os resultados obtidos A metodologia utilizada reporta-se a uma revisão bibliográfica através conceitos Dados literários referente à importância da Equoterapia Os resultados obtidos através da prática equoterápica são comprovados Conclui-se que a prática da Equoterapia além de apresentar uma do HCPA - UFRGS. HCPA -UFRGS. desenvolvimento capazes de quantificar respostas, e de reproduzir melhores resultados desenvolvimento, orientar o manejo e, dentro das possibilidades e necessidades, encaminhar ao especialista. LeiteJRMS, PradoGF. 2009 Revisar os aspectos clínicos da paralisia cerebral, discutindo a fisioterapia e as diversas abordagens terapêuticas utilizadas. A metodologia utilizada reporta-se a uma revisão bibliográfica através da apresentação de tratamentos clínicos e fisioterapêuticos Dados literários referente a parte clínica e tratamento da Paralisia Cerebral A fisioterapia prepara a criança para uma função, mantémresultando e, reduzir a espasticidade. A criança portadora de Paralisia Cerebral exibe os resultados complexos de uma lesão do cérebro ou de um erro do desenvolvimento cerebral. À medida que a criança cresce e evolui, outros fatores se combinam com os efeitos da lesão para agravar as deficiências funcionais.
  12. 12. pelos pacientes. equoterápico realçando seus fundamentos e formas de tratamento com pacientes pela ciência, e o trabalho realizado não é destinado somente à parte física, mas também ao psicológico dos pacientes, por isso os mesmos adquirem autoconfiança, autoestima, força de vontade e adequam-se melhor a sociedade. melhora funcional, motora, cognitiva, afetiva resultando em uma melhora na qualidade de vida do paciente de formaimprescin dível . FerliniGMS, Cavalari N. 2010 Conceituar e caracterizar a Equoterapia e Demonstrar os benefícios da estimulação através da Equoterapia para o desenvolvimento das áreas motoras, linguagem, cognição, socialização da criança com deficiência física . Concretiza-se em uma abordagem qualitativa,envolvendo a observação do comportamentodos animais e alunos participantes. Relatos e estudos de casos vivenciados na APAE e no Novo Amanhecer. Os resultados obtidos através da equoterapia favorecem a alfabetização, a socialização e o desenvolvimento global de alunos portadores de necessidades especiais. Pode-se notar que os melhores resultados podem ser esperados quando iniciados com crianças com idade mais precoce. BrilingerCO. 2005 Analisar a influência da equoterapia no desenvolvimento motor do portador de síndrome de Down. Realizou-se estudo de caso com portador desíndrome de Down, sexo feminino, 21 anos. 1 A praticante apresentou maior independência e melhora da performance motora ao longo da intervenção. Conclui-se que existe uma influência benéfica da equoterapia no desenvolviment o motor do praticante Silva, JP, Aguiar, OX. 2008 Apresentar a importância da Equoterapia em pessoas com necessidades especiais, trabalhando a estimulação da sua coordenação motora através dos exercícios conforme necessidades dos pacientes. Realizou-se uma analise de dados referentes os dados obtidos durante o estagio observatório na Instituição de Garça Estágio observatório em uma instituição no Município de Garça Os resultados apresentaram foram positivos e além disso foi verificada uma melhora nos aspectos comportamentais e emocionais nos praticantes da Equoterapia. Foi possível caracterizar a importância do trabalho interdisciplinar cujo foco é o paciente, constatando assim a melhora dos clientes atendidos no tocante à interação social, na coordenação global, equilíbrio estático e dinâmico e
  13. 13. também na orientação espacial. Aquino JFM. 2007 Avaliar o padrão de marcha e postura corporal em praticantes de equoterapia com Paralisia Cerebral Foi realizada uma Amostragem de crianças portadoras de PC, ambos os sexos 32 Os resultados apontaram para um aumento nas médias de todas as estruturas motoras avaliadas ao padrão de marcha e postura Conclui-se que houve uma melhora significativa quanto ao ganho de postura e marcha pré e pós terapiaequoteráp ica.. MarconsoniE. et al. 2012 Realizar uma revisão de literatura sobre os benefícios terapêuticos motores da equoterapia em pacientes com paralisia cerebral. Foi realizada pesquisa no Medline, Lilacs, Capes e livros, considerando o período de 1988 a 2009, em três combinações de palavras-chave como: equoterapia e paralisia cerebral, equoterapia e benefícios terapêuticos motores, paralisia cerebral e benefícios terapêuticos motores. Dados literários referentes aos benefícios motores da equoterapia em pacientes portadores de Paralisia Cerebral A paralisia cerebral apresenta funções motoras deficitárias e movimentos involuntários. Com isto, a prática da equoterapia, realizada de forma prazerosa seguindo um programa estabelecido pela equipe interdisciplinar. Observou-se que a prática da equoterapia na paralisia cerebral apresenta efeito benéfico tanto na terapia como na educação de portadores desta patologia, aumentando sua capacidade de independência e decisão, a estimulação sensório-motora e o esquema corporal. Romero CH, LocatelliJP. 2008 Explorar e analisar artigos bibliográficos referentes aos efeitos da equoterapia em pacientes com Paralisia Cerebral. Esta pesquisa trata-se de um estudo bibliográfico, exploratório, de caráter analítico e descritivo, contando com a contribuição demuitos autores sobre o tema, de natureza qualitativa, propondo-se uma análise dos efeitos da Equoterapia em pacientes com Paralisia Cerebral. 6 Afirma-se que a Equoterapia exerce diferentes efeitos em pacientes com Paralisia Cerebral, podendo citar: o desenvolvimento da autoconfiança, segurança, disciplina, concentração. Pode-se concluir que o tratamento equoterápico realizado em crianças portadoras de PC, provocou efeitos benéficos e significativos, além de melhorar o relacionamento com outras pessoas, com uma sadia sociabilidade, melhora a sua motricidade, firmeza do tronco e tônus muscular, bem como, controle postural. 57

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